O Fator Humano

O Fator Humano Graham Greene




Resenhas - O Fator Humano


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Maria Elisa 20/06/2012

Sinopse
O fator humano é um trabalho da maturidade de Graham Greene, mestre em contar histórias de espionagem que valorizam não só o cenário político da época - na maioria das vezes, a Guerra Fria - como também o caráter e os dramas morais dos personagens retratados na trama. Em O fator humano , Maurice Castle é um agente britânico que trabalha no Ministério das Relações Exteriores, em Londres, e que está prestes a se aposentar. Acostumado à burocrática rotina de escritório, o agente se vê envolvido em uma trama de suspense quando algumas de suas ações do passado vêm à tona; anos atrás, ao cumprir uma missão na África do Sul, Castle acabara se envolvendo com a Inteligência russa e, em troca de ajuda, passou a entregar informações para os inimigos. Graham Greene narra como ninguém as ambigüidades que rodeiam uma história de espionagem, com uma prosa elegante e um estilo que alçaram o gênero a um novo patamar literário.
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Ton 16/12/2017

Mal acabado...
A habilidade de Graham Greene em escrever é indiscutível. Sabe muito bem como guiar um diálogo. Mas essa obra dele da uma sensação semelhante a ver um filme pegando a partir da metade e indo embora antes do fim.
A história já começa contando em partes o que ocorreu antes dos fatos. Até ai tudo bem. O problema é que durante a obra comenta-se tanto o que ocorreu na África em poucos detalhes que há uma certa curiosidade em saber o que ocorreu.
O desenrolar é interessante e cativante mas, quando acaba você se pergunta: ta faltando página?
A história acaba "sem acabar". O desenrolar simplesmente é interrompido e, você se pergunta "o que vai acontecer com eles? Será que há um livro com a continuação dessa obra?" Mas não, acaba sem ter devidamente acabado.

Se a intenção do Graham era deixar o leitor com uma vontade de quero mais... ele conseguiu. Quero mais a continuação da história....
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Botinho 02/02/2010

Começa meio devagar, quase parando. Do meio para o final fica melhor. Esperava mais desse livro.
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Mel 23/02/2012

é fato: o fator humano é chato
eu me tornei uma fã do Greene em modo expectativas mil depois de ler "o americano tranquilo". mas eis que a forma como o enredo é conduzido em "o fator humano" acabou com o meu pique. as coisas demoram a acontecer e o protagonista, um veterano de guerra que já conta uns 60 e poucos anos, se perde entre lembranças e receios que 1) não cativam o leitor 2) não apontam pra lugar algum.
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João Souto 21/07/2014

Tantas páginas...
Vejamos. Uma grande decisão é tomada e esta desencadeia uma série de consequências que afetam toda a vida de Maurice Castle, mas você só entende isso na metade do livro. Ocorre é que nada de fato acontece apesar de todo o livro deixar claro que algo acontecerá e quando finalmente a história ganha ritmo, já estamos nas 70 páginas finais. Cabe esclarecer que a história ganha ritmo, mas não acelera e o final acaba sendo o único previsível, um contraste com as decisões do passado (o que poderia ser quando nada acontece?).

O personagem principal ser um sexagenário foi algo que me chamou a atenção e cada personagem ganha uma significância interessante, como um elenco de estrelas reunidos para um filme, mas nada acontece.

Não gosto de recomendar a não-leitura de qualquer livro que seja, mas nesse caso, a frustração é tanta que prefiro sugerir que só pare nele quem realmente não tiver outra opção.
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Fabio Shiva 31/01/2015

humano, demasiado humano
Há muito tempo queria ler esse livro, principal obra de espionagem de um autor que aprendi a admirar em outros gêneros, através de clássicos como “É um Campo de Batalha” e “Um Caso Liquidado” e “O Décimo Homem”. Graham Greene é um autor sutil, que estrutura o simbolismo de sua história com muita elegância e leveza: um típico cavalheiro inglês.

Em “O Fator Humano”, essas qualidades são utilizadas com maestria para compor uma história envolvente, de muitas nuances. É um thriller diferente, onde a ação fica em segundo plano justamente para realçar o tema que o autor quer desenvolver: o fator humano, as relações e emoções humanas em um cenário que parece expurgar toda humanidade possível. Pode ser uma comparação um tanto esdrúxula, mas “O Fator Humano” me lembrou um pouco o carisma da série “The Walking Dead”. No primeiro caso o pano de fundo é a espionagem durante os anos da Guerra Fria, no segundo é o Apocalipse Zumbi em um futuro próximo. Mas em ambos o que atrai irresistivelmente é o lado “humano, demasiado humano” da história.

É curioso, quando lemos um autor com muita atenção, sentimos como se conhecêssemos um pouco de sua personalidade. É como se estivéssemos entabulando um diálogo muito rico com o autor a cada livro dele que lemos. E eu descubro com muita alegria que a cada vez gosto mais de conversar com Mr. Graham Greene!


site: http://caligoeditora.com/catalogo/sincris/
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