Em Busca do Tempo Perdido

Em Busca do Tempo Perdido Marcel Proust




Resenhas - Em Busca do Tempo Perdido


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Ebenézer 19/09/2020

Uma Aventura Literária
Não foi sem pouco esforço que conclui a leitura do primeiro livro No Caminho de Swann, de Proust. Mas eu li lendo, não como muitos andam por aí afirmando ter lido e, quando muito, leram apenas o resumo da obra e comentários sobre ela. Li palavra por palavra, parágrafo por parágrafo, e muitos deles retornando para conseguir apreender a ideia do autor.
Leitura densa, complexa, longa, exaustiva. Não considero, pois, uma leitura arrebatadora nem tampouco glamourosa. Todavia, esta é minha impressão do primeiro volume apenas.
Claro que há momentos e trechos que a leitura flui linearmente sem grandes esforços para o leitor, mas há muitos momentos de longo sofrimento, e haja fôlego, para não perder o fio da meada em que Proust envereda a sua narrativa dada a riqueza das minúcias e detalhes.
Findei a leitura apenas do primeiro livro. Outros seis me aguardam e, confesso, temo muito enfrentá-los. Valeu a pena o primeiro tomo? Valho-me de Fernando Pessoa para quem ?tudo vale a pena se a alma não é pequena?.
Não me arriscaria a dizer que vou reler No Caminho de Swann. Primeiro porque há muitas outras obras me aguardando para serem lidas e, também, por que sofreria duplamente? Mesmo assim, se não me comprometo com a releitura, a obra permanece à minha vista para visitas periódicas e episódicas.
A habilidade textual de Proust, a maestria com que descreve minuciosamente inúmeras passagens, a riqueza vocabular para exprimir seus pensamentos, e sobretudo, os circunlóquios narrativos para relatar reminiscências, tudo isso, e muito mais, tornam-se obstáculos para o leitor mediano se envolver e apreender claramente a narrativa, tanto mais em nossa época moderna em que a linguagem vem se reduzindo cada vez mais, e na qual textos considerados longos são sumariamente descartados.
Mesmo nesse contexto, e apesar de tudo, a obra de Proust ganha maior dimensão e reafirma seu status clássico, pois somente acolherá os verdadeiros amantes da Literatura, realizando-se aqui também o oráculo da Esfinge: ?Decifra-me ou devoro-te?.
Ler Proust é chique. Portanto, lerei, sim, toda a sua obra Em Busca do Tempo Perdido.
Quem sabe me apaixone por Proust e volte aqui para fazer novo comentário me retratando...
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Regina Nazaré 17/11/2018

Poético
Talvez 2018 não tenha sido a melhor época para começar a ler um livro onde os detalhes e a poesia sejam os seus maiores ingredientes. Passando agora ao volume 2 aguardamos uma vida mais real para o adolescente Marcel.
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Pedro Igor 13/08/2018

Inimitável e hipnótico, uma pintura em forma de livro.
Quando você lê Em Busca do Tempo Perdido aprende a apreciar seu estilo extraordinário, sonhador, hipnótico, verdadeiramente inimitável, que consegue fazer a sintaxe da linguagem, geralmente tão invisível quanto o ar, em um elemento tangível, de modo que, possamos sentir, pela primeira vez, quão agradável pode ser a simples atividade de ler e descobrir as frases que levaram o autor anos para construir e nós uns dias ou meses para ler.

Das igrejas de Combray e do chá e madeleines aos rostos irreconhecíveis de amigos do passado, a jornada que o Narrador continua é incrível. Ele cresce, entra e sai de amores, diferentes tipos de amor e escreve frases de quase uma página, porque Proust é uma mente literária incrível e seus tradutores preservaram seu estilo distinto.

Eu não acredito que qualquer pessoa de qualquer idade possa apreciar o que o autor realizou aqui, mas eu gostaria que o mundo todo pudesse, nós podemos ser pessoas melhores por ter ido no caminho que é apenas de Proust. Agora posso sentar e explorar algo tão comum quanto uma paisagem idílica por horas a fio e sair com uma nova compreensão da própria vida graças a Proust. O mundano e nossas rotinas e tagarelice interior é tudo o que existe e é vida e é lindo, e agradeço ao autor por me tornar consciente e, espero, um pouco mais sábio.
Thiago 18/09/2018minha estante
Saudações Pedro. Muito boa a sua resenha. Me inspira uma releitura.


Pedro Igor 25/09/2018minha estante
Saudações Thiago. Fico feliz que lhe inspirei a isso. Aproveite e aprecie!


Edméia 26/09/2018minha estante
*Obrigada pela resenha ! Quero ler este livro que tem mais de duas mil páginas !!! Bom dia e boas leituras , Pedro. Fiques com Deus.


NinaLeitora 12/06/2019minha estante
Uau! Gostei muito da sua visão ??




leila.goncalves 14/02/2018

Novo Formato
Há algumas décadas, ?Em Busca do Tempo Perdido? faz parte das obras de domínio público, entretanto, só existem duas traduções brasileiras disponíveis, certamente, por conta da grandiosidade e complexidade das 2700 páginas que levaram cerca de quatorze anos (1908-1922) para serem escritas.

A primeira remonta à década de cinquenta e, tal qual o original, é composta por sete livros cujos tradutores (Mário Quintana, Manuel Bandeira, Lourdes de Sousa Alencar, Carlos Drummond de Andrade e Lúcia Miguel Pereira) distinguem-se pelo prestígio literário. Se você não a conhece, ela continua à venda com o selo da Biblioteca Azul.

De autoria do poeta carioca Fernando Público, a segunda é mais recente e tem como fonte a edição francesa publicada pela Gallimard em 1987. Lançada cinco anos depois pela Editora Nova Fronteira, ela destaca-se pelo formato (os sete livros foram reunidos em três volumes de capa dura), preço atraente, uniformidade do texto e um olhar mais contemporâneo.

Outro aspecto positivo é o conforto durante a leitura em virtude da escolha do papel de menor gramatura e opacidade que, sem comprometer a qualidade, tornou os exemplares mais leves. Outro recurso empregado foi a fonte cujo tamanho um pouco menor do que o habitual contribuiu para reduzir do número de páginas.

Quanto aos extras, um prefácio abre cada um dos sete livros que estão ordenados da seguinte maneira:
- Primeiro Volume: ?No Caminho de Swann?, ?À Sombra das Moças em Flor?.
- Segundo Volume: ?O Caminho de Guermantes?, ?Sodoma e Gomorra?.
- Terceiro Volume: ?A Fugitiva?, ?A Prisioneira?, ?O Tempo Recuperado?.

Sinteticamente, ?Em Busca do Tempo Perdido? é um romance conduzido pelas lembranças do narrador, tornando o papel da memória um poderoso instrumento de investigação psicológica. A obra aborda inúmeros temas, indo do ciúme até alguns bastante audaciosos e polêmicos para a época, como a homossexualidade e o sadomasoquismo.

Sobre Proust, ele possui um estilo único, que exala lirismo e distingue-se pelas descrições precisas e minuciosas. Por meio de um fluxo labiríntico, sua escrita estende-se por longos parágrafos num emaranhado de cheiros, sabores e sensações, exigindo um leitura sem pressa e com redobrada atenção. Em alguns momentos, ela pode se tornar cansativa, você pode até pensar em desistir, mas, no meu caso, valeu perseverar. ?Em Busca de Um Tempo Perdido? é a maior e melhor aventura literária que já realizei.

Nota: Para quem pretende conhecer com maior profundidade a obra, a lista de ensaios e livros é extensa, porém, fugindo das recomendações mais óbvias, vou indicar ?O Sobretudo de Proust: História de Uma Obsessão Literária?, de Lorenza Foschini, e ?Sobre a Leitura?, do próprio escritor, que, no final, exibe uma entrevista com Céleste Albaret, sua governanta, amiga e confidente.
Edméia 26/09/2018minha estante
*Adorei a sua resenha , Leila ! Penso em me presentear com este livro no Natal deste ano (2018) e lê-lo de-va-gar , com bastante atenção , durante o próximo ano ! Farei assim : lerei um livro e darei uma pausa para ler um outro livro de um outro autor , depois , volto para este livro do Proust ! Dou preferência para os livros eletrônicos e encontrei agora pouco , este e-book na Amazon por um preço bom ! Aliás , a Amazon , com frequência , tem ofertas imperdíveis ! Boas leituras , Leila ! Fiques com Deus. Um abraço.




Thiago 16/07/2016

O tempo não espera ninguém
Eu li Em Busca Do Tempo Perdido no ano de 2004. E confesso que me sinto pequeno diante de qualquer comentário que eu possa fazer sobre esta obra magnífica. Sou apenas um mero mortal, e não tenho pretensões de criticar este livro em qualquer nível. Mas gostaria de deixar uma mensagem para aqueles que estão lendo, e para aqueles que podem se sentir amedrontados diante deste colosso literário.

Ao empreender a leitura, saiba que este romance irá lhe presentear com profundas reflexões sobre a subjetividade dos personagens e o quanto a passagem do tempo modifica as suas vidas e personalidades. Um famoso crítico literário chegou a afirmar que Proust é um perito da mente humana mais perspicaz do que Sigmund Freud, o criador da psicanálise.

Quem por acaso pensar em abandonar a leitura da obra, saliento que os últimos três livros da saga proustiana, A Prisioneira, A Fugitiva e O Tempo Recuperado, são na minha limitada opinião, os melhores.

O Caminho de Guermantes, terceiro livro dos sete que compõem a obra, achei o mais denso e difícil de empreender a leitura, mas não desisti e fui em frente. Valeu muito a pena. Os três últimos superam qualquer coisa que eu tenha lido em minha vida.

As reflexões sobre a psicologia dos personagens, a morte, o tempo, o ciúme, seus desejos e temores, nada escapa da profunda análise do autor que traça um esboço da sociedade francesa e do próprio processo criativo de elaborar uma obra que transcende o conceito de temporalidade.

Leia o livro e seja inundado com a benção proustiana: mais vida.





Nanci 16/07/2016minha estante
Obrigada pelo incentivo, Thiago. Acabei de ler o livro 2 e não penso em desistir.


Thiago 17/07/2016minha estante
Saudações Nanci. Siga firme :)




spoiler visualizar
Clarice 21/11/2016minha estante
Vou me arriscar nessa empreitada no ano que vem, tomara que minha experiência seja diferente! Mas adorei sua resenha! Abraço.


Rafael 08/06/2018minha estante
Chorei litros lendo a sua resenha.


Rafael 08/06/2018minha estante
Melhor parte: por que o Marcel não se mata logo???




Flávio 24/01/2014

Único
Não há nada no mundo que se compare a Proust. E ponto.
Leonardo.Piccolomini 05/06/2018minha estante
EXATAMENTE!!




Lari Dardengo 13/12/2013

Passando o tempo dentro de uma livraria, atrás do próximo livro para ler, sem nenhum título a cabeça, eu vejo na prateleira o título “Um amor de Swann”, de Marcel Proust. Pelo autor e pelo título, comprei na hora, sem nunca ter ouvido falar nenhuma linha se quer a respeito do livro. Aliás, isso de comprar livro pelo título ou pela capa sempre dá certo comigo. Por não me sentir preparada para ler Proust, deixei o livro de lado muitos meses, até que resolvi arriscar. Foi amor nas primeiras linhas.

Sem dúvidas um dos livros que mais me fez vibrar com a história. Primeiro eu torci loucamente para que o romance desse certo, no meio eu já me doía toda de raiva e queria que aquilo tivesse logo um fim. Foi na empolgação total do “Um amor de Swann” que comprei o “Em busca do tempo perdido”, do mesmo autor.

Comprei porque soube que “Um amor de Swann” era na verdade a continuidade dessa “série”.

Vamos dizer que minha empolgação caiu para 5% nas 50 primeiras páginas. Abandonei o livro por vários e vários meses, conversei com amigos a respeito, alguns compartilhavam da mesma opinião outros diziam para eu tentar de novo por que “o livro é lindo”.

Depois de um período de remorso, voltei ao começo do livro e posso dizer hoje, depois de longos meses de leitura e absorção, que o livro é mesmo lindo.

Quando eu consegui entender a mistura de sentimentos do passado com os sentimentos do momento, foi fácil ler (ta mentira, não foi).

Em cada lembrança visitada pelo herói eu mesma me maravilhava com a capacidade humana de recordar o passado. Coisas muito simples que marcam a gente de forma tão profunda e que trazem a tona um turbilhão de lembranças e sensações. No caso do livro, um pedacinho de “Madeleine” mergulhado no chá. Eu ficava o tempo todo me forçando a lembrar de mais e mais coisas do meu passado, da minha infância e por diversas vezes lamentei não conseguir.

“Em Busca do tempo perdido”, faz a gente querer relembrar de tudo o que já nos aconteceu, principalmente durante nossa infância.

É um dos livros que quero guardar e re-ler, com calma e a mente limpa, para relembrar tudo o que eu puder.


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Outras resenhas em: www.literaturapessoal.wordpress.com
Angelo 31/07/2012minha estante
Há uns 20 anos tentei ler essa obra e não consegui, mas agora pus na cabeça que tinha que ler de qq jeito, nas primeiras páginas quase desisti de novo, mas aos poucos o espirito Proustiano foi entrando em mim e não larguei mais. Levou uns 3 mêses mas li tudo......ADOREI, uma das melhores coisas que já li até hoje. E gostei tb do seu comentário.....faço minhas suas palavras.
Não é uma leitura fácil mas vale muito, muito mesmo.


ket 06/12/2016minha estante
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Ari 30/03/2020minha estante
Bela resenha.




haroeira 23/05/2013

O Caminho de Swann
Um livro de memórias. Muito bom. Acabei o primeiro de sete livros. Proust tem muito daquela introspecção de Dostoievski, aquele ruminar mental que reina em seu relato e em seus personagens. A literatura de Proust é rica, não só de detalhes, mas de nuances de comportamentos, ideias, percepções. Sem falar nas metáforas, que são sublimes. Leitura lenta, mas obrigatória. O livro retrata as memórias de um personagem - sem nome, no primeiro volume ainda criança - de sua vida, sua família, seu tempo, mas sobretudo de Swann, um amigo da família e ao redor do qual se desenvolve a história.
Joca 23/05/2013minha estante
Bacana, Carranca Erudita.




Bia 31/01/2012

PROCESSO DE ESCRITURA DO ROMANCE

A primeira redação da obra tem início mais ou menos em 1910 e termina em 1921. O projeto original incluía três volumes, mas a obra foi crescendo por causa da disposição de tempo do autor, que ia revisando e a cada revisão au-mentava a obra.
Proust escreveu o primeiro e o último volumes. Há uma simetria entre O caminho de Swann e O tempo redescoberto.
A publicação da obra vai de 1913 a 1927, sendo que os últimos volumes são póstumos.
Quando começa a publicar, a obra não está pronta. Só existe um projeto dela, que vai sendo adaptado de acordo com os fatos que vão ocorrendo (Ex. 1ª guerra).
Em 1913 publica No caminho de Swann, que fica pronto em 1911.
Em 1911 Proust tem como projeto original da obra uma trilogia: No ca-minho de Swann (pronto), O caminho de Guermantes e O tempo redescoberto.
Até então a personagem Albertine não existe. Não aparece nem no início e nem no último volume da obra. Albertine é inspirada no chofer de Proust, que foge e mais tarde morre num acidente de avião. Isso muda o projeto original e Proust acrescenta novos volumes intermediários na obra.
A guerra também contribui para a mudança do projeto original. Por cau-sa dela a publicação fica suspensa, o que dá ao autor mais tempo para aumen-tar a obra de 1500 para 3.500 páginas.
Em 1916 Proust redige capítulos sobre a guerra e só em 1922 o autor coloca a palavra FIM na obra, morrendo no mesmo ano.
O projeto fica incompleto, pois o autor morre antes de vê-la completa-mente revisada. A cada revisão que fazia, Proust ia acrescentando novos fatos nos volumes. Como morre, essa revisão fica inacabada.
Quando morre, Proust estava fazendo a terceira revisão no último volu-me.
O projeto se faz ao longo da criação da obra, mas o autor precisa espe-rar os fatos históricos acontecerem para poder concluir seus livros.
Tempo de produção – mais de 10 anos para redação.
Na página 14 do primeiro volume, pode-se comprovar a existência real do projeto global da obra quando o narrador fala do quarto onde ficava em Tansonville, na casa da Sra. Saint-Loup, fato que vai ocorrer somente no último volume da obra. Isso comprova o rigor do projeto e o domínio do escritor sobre seu trabalho meticuloso para construir a obra.
Proust compara sua obra com uma catedral, porque se trata de um pro-cesso inacabado.Os fatos a serem colocados no decorrer de toda a obra já es-tão previamente definidos, semelhante ao processo de construção de uma ca-tedral que, apesar do projeto rigoroso da construção, fica sempre inacabada por causa dos detalhes que devem ser acrescentados ao longo do tempo.
Apesar de o romance ter muitas personagens, todas são facilmente ar-ranjadas espacialmente, sendo possível visualizar a organização da genealogia das mesmas. Isto aponta para o domínio que o autor tem sobre o seu projeto e para o caráter artificial da obra, já que é bem planejada e não nascida do aca-so.
A obra, na verdade, contém duas histórias relativamente independentes: a primeira social, do final do século XIX e início do XX, com fatos sociais e polí-ticos, a segunda sobre Albertine, seu amor e seu ciúme.
Sergio 21/05/2013minha estante
tenho vontade de ler, porém, acho que não chego até o final!




Ricardo Rocha 10/10/2011


Diante da análise psicológica extraordinária do romance, a alma é tocada e estremecemos ao perceber o quanto de nós está ali e o quanto éramos disso inconscientes. Ao mesmo tempo nos invade um prazer estético único, sensual e espiritual a um só tempo, em medidas adequadas. Causa de tudo, as longas frases de Proust, que se sucedem implacáveis, passam a servir de referência para os fatos de nossa vida, concedendo-lhes uma proporção em que o que é trágico se atenua pela transitoriedade da vida e os detalhes aparentemente supérfluos ganham uma conotação outra, grandiosa, que nos preenche da mesma essência preciosa que o amor. Despersonalizados, somos nós mesmos sem todavia que isso se dê na mesma dimensão de sempre mas numa outra, menos mortal e aleatória, embebida daquela poderosa alegria que é indicada na madeleine. É claro que essa verdade não está no livro, mas em nós e a nós caberá encontrar a permanência desse arrebatamento. Não procura-la apenas, mas cria-la com a leitura. Uma felicidade que nada terá em comum com bem-estar e ainda assim o sobrepujará de todo. O espírito “está diante de algo que ainda não existe e que só ele pode tornar real, e depois fazer entrar na sua luz”. Essa á a busca do tempo perdido. Uma obra que descreve os homens, “o que os faria se assemelharem a criaturas monstruosas, como se ocupassem um lugar tão considerável, ao lado daquele tão restrito que lhes é reservado no espaço, um lugar, ao contrário, prolongado sem medida visto que atingem simultaneamente, como gigantes mergulhados nos anos, épocas tão distantes vividas por eles, entre as quais tantos dias vieram se colocar no Tempo.”

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Caldeira Brant 10/08/2011

PROUST É PROUST
O que dizer do mestre francês? Só por ele, pediria para nascer na França. Recomendo sempre e sempre.
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Cassinha 28/09/2009

Em Busca do Tempo Perdido
Esta edição completa da Ediouro possui três livros contabilizando os sete totais.
Volume I
NO CAMINHO DE SWANN - Li e achei chatérrimo
À SOMBRA DAS MOÇAS EM FLOR - Idem
Volume II
O CAMINHO DE GUERMANTES - Ibidem
SODOMA E GOMORRA - Não li
Volume III
A PRISIONEIRA - Não li
A FUGITIVA - Não li
O TEMPO RECUPERADO - Será? Não li

Só não doei a coleção pois espero viver o suficiente para ficar entediada e ler o resto.
Desculpem-me os Proustianos
Bell 27/02/2010minha estante
Ahhh, doa pra mim =D


Ivan Picchi 13/04/2010minha estante
droga, comprei o box e vou ler



e minha intuição diz o mesmo: aborrecimento ;/


Quelemem 12/09/2010minha estante
Ahhh, doa pra mim =D (2)
E eu dou um lance maior... =p


Jadiel 18/06/2011minha estante
to na fila tbem
Ahhh, doa pra mim =D (3)




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