A Punição da Bela

A Punição da Bela Anne Rice




Resenhas - A Punição da Bela


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ROBERTA SHEYLER 29/07/2012minha estante
Eu não sei se termino de lê a série ou abandono... toda essa degradação é repugnante... mas infelizmente somos pegos querendo saber o final dos personagens.
Esse povo do castelo, faz é uma lavagem cerebral para que as pessoas sejam condicionadas a dor/excitação até mesmo aqueles que não tem aptidões para o BDSM são condicionados a esse tipo de tratamento, simplesmente não acredito que todos eles sem exerção queiram está ali como escravo sexual. Os poucos personagens a quem nós foi apresentado sofre com a Síndrome de Estocolmo. E isso fica claro vendo a satisfação de alguns personagens quando voltam para o seu mestre original. hehehe...Desculpe o pessoal que gosta desse lance...mas é a minha opinião ;DDD bjokas a todos


Marselle Urman 20/11/2012minha estante
Roberta,
Fiquei nesta mesma dúvida, totalmente desmotivada pela falta de coerência do enredo, a falta de sentimento e profundidade de todos os personagens, mas estou lendo porque me recuso a acreditar que tudo isso vai dar em nada...Não com a capacidade de Rice...


May 16/12/2012minha estante
Vou começar a ler o segundo, e sinceramente, não entendo o pq de tantas criticas. Anne é ousada, e acho que ela escreveu essa trilogia dessa maneira, simplesmente pra mostra realmente quão crua é essa relação do mestre e do escravo em um contrato, ou relacionamento, em que o BDSM esta presente. Achei o primeiro fascinante, principalmente pela riqueza de detalhes, que venhamos e convenhamos, a Anne não deixa a desejar. Mas enfim, só uma opinião.


Vivi Martins 18/12/2012minha estante
May,

Concordo totalmente com a sua opinião, realmente achei o livro ousado, mas apreciei a forma como foi retratada toda a relação entre dominadores e dominados, escravo e mestre, apesar da crueza.




Marselle Urman 20/11/2012

... Continuo procurando o sentido.
Devido talvez a um minúsculo aprofundamento na história, este volume foi um pouco menos pior que o primeiro.
Bela e seus amiguinhos os "Escravos Tarados" sofrem punições na vila. Tudo parece uma grande brincadeira, todo mundo se divertindo, hahaha.
Mas descobri uma coisa interessante sobre esse mundo de fadas, as mulheres só engravidam quando são visitadas pela cegonha mesmo. O método tradicional é totalmente ineficiente, não importa o quanto seja praticado nas mocinhas saudáveis e férteis.

E vamos continuar procurando sentido nesta bosta...
Carla 11/03/2013minha estante
Menina, estava pensando a mesma coisa: a mulherada não engravida de jeito nenhum!!!! A putaria rola solta e nada de nenês....kkk....mas que beleza!!! Você falou tudo: só a visita da cegonha mesmo pra haver procriação...kkk...Ainda não encontrei também o sentido desse livro e também não encontrei o tal do "romance" do qual muitas pessoas qualificaram o livro...isso é o que menos tem, na minha opinião. E estou bem espantada das pessoas avaliarem com 4 ou 5 estrelas; sem sentido nenhum, não merece mais que 1 estrela...e olhe lá!!!


Adriana 11/03/2013minha estante
kkkkk haveria de concordar com voces, pois quando li, também procurei por algum sentido, mas não há e se houver, o que, até acredito que haja, não são para nós, pobres mortais, que engravidam e onde o mundo da sodomia não faz parte da nossa realidade!
Nunca acharemos sentido em submissão e no binômio prazer x dor!
Quem deu todas essas estrelas com certeza acharam sentido para o mundo em que eles vivem.
E aqui não vai nenhuma critica ou apologia, apenas fatos: Somos pessoas comuns que não entendem esse mundo, mas que existe!


Aline Stechitti 14/04/2013minha estante
Eu ainda estou no primeiro, mas alguém me disse q esses livros são uma espécie de alegoria e não algo baseado na realidade, afinal Bela até estava sob um feitiço, dormindo em um castelo, então não acho q compará-lo a realidade seja algo correto.


Marselle Urman 14/04/2013minha estante
Não deve ser comparado com a realidade mesmo! Mas tirando a alegoria do conto de fadas, a autora faz com que tudo o mais se compare à realidade, e isso ajuda a fazer com que não faça sentido!


Mayra Melo 08/10/2013minha estante
Marselle, eu não poderia ter descrito melhor a reação que tive lendo esses dois volumes do que você. E vamos ao terceiro ver se a mágica de Rice aparece, porque eu ainda estou descrente...




Paulinha 20/10/2012

segunda parte
Se o primeiro já tira todos os seus conceitos de lugar, este segundo volume desnuda toda a sua verdade.
Bela é enviada para a vila para ser punida, mas acba encontrando o que mais gosta e tem medo de voltar para o castelo.
A forma despudorada da autora cria um mundo de varias formas de prazer. O que fica bem claro é o prazer pela dor.
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sorvecinho 28/01/2013

Anne Rice faz à moda
Não imaginem que estou comparando a temática do livro, muito menos como ela é abordada quando digo que "Anne Rice fez à moda". Contudo para quem leu o primeiro livro da trilogia – Os Desejos da Bela Adormecida –, deleitou-se de uma luxúria, soberba, riqueza, e poder dentro do Castelo da rainha Eleanor. E depois de um momento “insano”, nossa querida Bela faz por onde ser condenada à Vila (um novo cenário para que a história possa continuar).

A Vila é onde não há nobres. E lá a utilização dos escravos ocorre de forma bastante variada. Primeiro, Bela é separada de sua nova possível paixão num leilão. Então tudo passa a ser tortuoso e imundo. Todo o prazer será ornamentado numa podridão agradável, pois aqui prazer é prazer.

Para quem leu o primeiro livro, só no final dele aparece uma narração em primeira pessoa do príncipe Alexi. Já em A Punição da Bela, teremos essa alternância na narrativa repetidamente. É onde saberemos mais sobre Tristan e suas antigas/novas experiências. A criação dessa narração em primeira pessoa para um personagem masculino parece mais uma tentativa da autora fazer a história ficar mais instigante e mais parecida com o que é acostumada a fazer. Não há como não afirmar que Anne Rice descreve homens melhor que mulheres. Ou seja, uma atitude com o intuito de aumentar o nível da trilogia. E sim, teve êxito.

Os personagens secundários são ótimos, e suas aparições são úteis à narração. Mas qualquer um deve ter sentido falta de Lady Juliana! Falando da história, as novas situações são ótimas, e um pouco mais intragáveis em alguns momentos para nossa querida protagonista.

Ah, tudo continua muito instável. E acho que isso é de certa forma proposital. Afinal, é sadomasoquismo puro, e isso não se faz com manual. E no final, outra explosão furtiva para uma continuação. O que faz o segundo livro conter os mesmos problemas do primeiro, mas sem a presença do final ruim do anterior.

Acho que não há considerações finais. E sim, explicando: Quando disse que “Anne Rice fez à moda”, quis dizer que ela repentinamente criou outro lugar para não perder a história. Quando, na verdade, ela poderia ter criado só mais uma ala no castelo onde as coisas fossem realmente piores.
Adriana 11/03/2013minha estante
Sou fã dela e acho faz moda, muito a proposito, pois num tempo em que vampiros não era moda e muito menos livros "continuados" ela o fez com Lestat.
Quando não se falava em livros eróticos lá vem ela com pseudo falando sobre sodomia e erotismo.
"Enterrou Lestat " e começou sua saga santa e só agora anjos voltou...
Creio sim, ..."fez Moda" seja o termo apropriado.
Boa semana




Anna CMS 27/12/2013

A TRILOGIA BELA ADORMECIDA DE ANNE RICE
Imagine uma pequena coqueteleira de prata nas mãos de um hábil bartender. Nela, ele adiciona três elementos para uma surpreendente e explosiva mistura. Um – a essência verdadeira da BDSM. Dois – as bíblicas Sodoma e Gomorra. E o terceiro, mas não menos importante – o surrealismo cômico e psicodélico dos filmes históricos de Fellini da década de 70, tratando-se, no entanto da Idade Média.
Pois essa mistura existe e foi Anne Rice, sob o pseudônimo de A. N. Roquelaure, o genial bartender responsável por este coquetel, capaz de agradar a tantos paladares.
Trata-se de uma trilogia composta pelas obras Os desejos da Bela Adormecida, A punição da Bela Adormecida e A libertação da Bela Adormecida; que apesar de separadas – uma vez que o termo trilogia sempre parece mais elegante – são muito mais partes integrantes, volumes separados de uma narrativa concisa e que poderia facilmente ser unificada. E a prova disso é que a segunda parte, em seu início, possui um resumo dos fatos narrados no primeiro e o terceiro livro, possui os dois primeiros também sintetizados em seu começo.
Em Os desejos da Bela Adormecida, Rice utiliza um conhecido conto de fadas para localizar e contextualizar sua história em dezenove capítulos, e a encantadora lenda amplamente conhecida por crianças do mundo todo, em que uma belíssima princesa – e todo seu reino – sofrem uma maldição de dormir profunda e eternamente após ela espetar seu dedinho no fuso de uma roca de fiar, até que um valoroso príncipe a despertasse com um doce beijo de amor verdadeiro; transforma-se na aventura BDSM da princesa Bela.
Assim, ao invés do inocente beijo de amor verdadeiro temos um príncipe herdeiro que a desperta rasgando-lhe as roupas e a inocência da virgindade e declarando-se seu senhor. E ao invés de levá-la ao seu reino para desposá-la e “viverem felizes para sempre”, ele a transforma em escrava sexual no palácio de sua mãe, a Rainha Eleanor, onde muitos príncipes e princesas de vários reinos são oferecidos como tributos à poderosa rainha a fim de tornarem-se escravos por um tempo pré-determinado e acordado, tendo como objetivo o burilamento pela disciplina e pelo sofrimento, que os faria mais fortes e valorosos, antes de retornarem aos compromissos de seus reinos.
Entretanto, as tormentas da jovem princesa Bela começam antes mesmo dela chegar ao reino de seu príncipe salvador e primeiro dominador, e a narrativa em terceira pessoa torna-se surpreendentemente vicária e pessoal, quando a autora convida o leitor a acompanhar a jornada de transformação na psique da princesa.
Ela inicia neste primeiro livro com o medo do desconhecido, a repulsa, o ultraje e indignação com a humilhação imposta à Bela em seu terrível treinamento de Bondage e Disciplina. Custa ao leitor compreender no que tanta exposição e punição injustificada podem tornar alguém melhor e mais valoroso.
Uma vez no palácio da rainha, a curiosidade da princesa conduz à trama envolvente, e outros personagens e situações unem-se a história, enriquecendo este mundo de sensualidade e violação irracionais. Lá ela conhece, se encanta e deseja o jovem e belo príncipe-escravo Alexi, que logo se revela num complicado triângulo amoroso com Bela e o príncipe herdeiro – que curiosamente é o único que não recebe um nome próprio da autora. E, depois passa pelo teste da inusitada Senda dos Arreios, na qual deve provar seu valor de escrava à cruel e fria rainha.
A partir deste episódio a princesa começa a mostrar traços de uma conformada humilhação ou uma angustiada resignação, e a diferença sutil entre o conformar-se e o resignar-se acenam como cerne da primeira efetiva transformação psíquica de Bela.
Estes dois termos, embora possam parecer sinonímicos em primeira análise teórica, guardam entre si uma tênue diferença prática. Conformado seria aquele escravo que aceita seu destino e desígnios de seus senhores, mas em seu íntimo esconde uma rebeldia latente e inata, ao passo que o escravo resignado é aquele que aceitando seu destino e desígnios de seus senhores, encontra prazer íntimo em agradá-los.
O que comprova esta dualidade na obra é o doce e angustiante encontro ilícito entre Bela e Alexi, no qual o príncipe-escravo faz uma longa, e por que não reconhecer, enfastiante narrativa em primeira pessoa, contando à Bela sua história como escravo. Contudo, a longa narrativa é necessária para deixar explícito ao leitor que Alexi é o símbolo da conformação com a escravidão e Bela é o símbolo da resignação.
E é com esta primeira mudança na psique da princesa que termina o primeiro livro. Ela, em que sua curiosidade e encantamento por outro lindo príncipe-escravo, – o príncipe Tristan – busca por vontade própria, a pior de todas as degradações para os escravos do castelo: ser vendida no leilão da Vila.
O modo de vida medieval europeu, bem como as roupas – ou a humilhação da ausência delas –, as pessoas e os costumes da época são descritos pela autora de forma tão simples e trivial, que fica muito fácil ao leitor passar do ambiente da corte para rudeza da burguesia e dos vassalos na Vila, cujo mais humilde serviçal ainda estaria em situação hierárquica superior aos infelizes príncipes e princesas escravizados, e o leitor naturalmente se vê no segundo livro, quase como se ele não fosse uma obra a parte, e sim um seguimento, uma continuação do desfecho no primeiro, pois a narrativa é retomada exatamente do mesmo ponto.
Entretanto, em A punição da Bela Adormecida ela conhece novos e ricos personagens. O primeiro e mais importante é o próprio príncipe Tristan, que ao contrário do que o leitor pode imaginar, não desaparece da trama ao ser vendido para outro senhor, diferente da princesa Bela. Tristan ganha seus próprios capítulos de narrativa em primeira pessoa, que contrastam da narrativa em terceira pessoa onisciente do ponto de vista deBela.
Apesar de A punição da Bela Adormecida entitular a obra de vinte e oito capítulos, a princesa parece não encontrar punição em nenhum deles.
Se no primeiro livro, a princesa resigna-se com sua situação de escrava e brinquedo sexual da corte, treinando e desenvolvendo Bondage e Disciplina; no segundo, ela depara-se com o desafio inicial de tornar-se uma escrava rebelde – no qual as reflexões de Tristan traçam um importante paralelo –, mas descobre os irresistíveis prazeres lascivos no sofrimento dos duros castigos da Vila.
Bela é comprada pela dona de uma estalagem, a implacável Senhora Lockley, e descobre no seu mais importante hóspede, o viril e maduro Capitão da Guarda, o dominador sensual que fará dela uma submissa de fato.
O inominável príncipe-herdeiro, com sua inexperiente paixonite jovem e pueril, estava esquecido. O doce e terno príncipe Alexi, com seu lírico arroubo de amor por ela e pela rainha ao mesmo tempo, também estava definitivamente arquivado na memória da princesa.
No primeiro encontro a sós com o Capitão, Bela o reconhece como seu mestre e senhor, submetendo-se subserviente a todas as suas ordens, às quais obedece alegremente; encontrando prazer inclusive nas suas chibatadas e nas punições de sua verdadeira senhora, a dona da estalagem – com quem também troca prazeres e recebe castigos.
É este segundo livro que aproxima a trilogia das pecaminosas cidades de Sodoma e Gomorra descritas no Antigo Testamento. A devassidão cruel e desavergonhada com que os escravos são tratados, e com a qual se comprazem, remete o leitor a essa interpretação medieval. E em mera pesquisa, é possível encontrar o motivo de a autora ter escolhido especificamente este conto de fadas – de A Bela Adormecida – para adaptar sua história; pois o termo “Sodoma e Gomorra” aplicam-se por extensão às cinco cidades-estado do Vale de Sidim, no Mar Morto, das quais uma delas chama-se Bela.
Neste detalhe reside o genial simbolismo de Rice. Nossa protagonista encontra ali, na rude luxúria da Vila, sua verdadeira face de submissa e seu gosto pelo sadomasoquismo.
Ela já não se sente mais tão desconfortável pela nudez permanente, fica clara sua impressão de normalidade frente ao cotidiano da Vila, como se fizesse parte dele; citando inclusive, uma breve e frívola referência ao termo e conceito de reencarnação.
Bela é violada, sodomizada, possuída e castigada de muitas formas por seus senhores – o capitão e a dona da estalagem. Oferecida como prêmio aos soldados, para que a possuíssem e a usassem ao seu bel prazer, perante toda a estalagem lotada de clientela à noite.
Porém, ela nunca se sentiu mais livre.
O que soa quase como uma piada, um trocadilho cômico e paradoxal ao título da obra. Ou seja, onde está a punição?...
É claro que ainda há o medo pela incerteza e pelo abandono da servidão, mas o castigo deixa de ter o tom ultrajante para ela e o leitor se depara menos indignado com ele e mais atraído pela sensualidade das diversas situações eróticas descritas pela autora.
Tristan, no entanto, faz o contraponto. Seu sofrimento na Vila é extremamente superior a princípio, e o escravo é furtivamente dividido pelos seus senhores, dois irmãos da mais rica burguesia da Vila: Nicolas e Julia. Numa pequena e discreta competição inicial entre eles pelo amor de Tristan, este acaba se entregando aos carinhos de seu senhor numa tórrida paixão homossexual, apesar do fascínio carnal com a princesa Bela.
Quando tudo parecia encontrar seu curso natural para estes intrigantes personagens, uma surpreendente reviravolta acontece, e alguns dos valiosos e lindos escravos da rainha são seqüestrados da Vila e levados a força para um longínquo sultanato árabe.
Assim Bela termina o segundo livro presa numa gaiola dourada no porão de um navio, angustiada não só pelo seu terrível e incógnito destino, mas também pela certeza de que apesar de ter passado por tantos senhores, ainda não havia encontrado o amor, de fato.
É neste contexto que surge um novo príncipe à história.
O príncipe Laurent era um dos escravos seqüestrados e compartilhava com Bela, Tristan e outros o degredo para as novas terras. Ele era um escravo fugitivo da rainha que acabara de ser capturado, quando os salteadores atacaram a Vila, e sua original beleza, alma intrépida e corpo viril e descomunal logo chamam a atenção da selvagem princesinha.
Dá-se início desta forma, o terceiro livro desta trilogia: A libertação da Bela Adormecida.
Com vinte e três capítulos que se revezam entre a narrativa, ainda em terceira pessoa onisciente do ponto de vista da princesa Bela, e a narrativa em primeira pessoa agora do príncipe Laurent.
Dos três livros, talvez este seja o menos envolvente. Não pelas aventuras dos escravos em terras árabes, ou pela suntuosidade das descrições detalhadas do palácio do sultão e seus rituais. Aparentemente, o problema esteja no contraste causado pela leitura dos três seguidamente.
A narrativa de Laurent é tão marcante e extensa quanto à de Bela e somente no final o leitor compreende a importância dele na história. Assim, enquanto Laurent passa de escravo submisso a poderoso dominador, num tempestuoso e passional triângulo com Tristan e Lexius – o mordomo do sultão e responsável pelos escravos –; Bela torna-se de bom grado o brinquedinho sexual das mulheres do harém do sultão, tendo uma importante voyeuse como expectadora: a misteriosa sultana Inanna.
É entre esta pungente personagem e a princesa Bela que se dá o ponto alto de todo o livro. Neste encontro romântico a princesinha ensina à sofrida sultana as diferentes formas de prazeres carnais, que lhe têm sido cruelmente negadas.
A fugaz relação entre Inanna e Bela, a despeito de seu caráter lésbico, parece ser a parte de toda a trilogia capaz de agradar aos olhares feministas mais radicais, que tomados de revolta, possam se esquecer que esta história num todo, apesar de atemporal em muitos aspectos, se passa na distante Idade Média; muito antes das geniais reflexões de Simone de Beauvoir. E, além disso, deixa uma marca indelével no coração e na psique de nossa doce princesa protagonista, que logo depois dela é levada à força novamente, de volta para a Europa.
Ainda marcada por Inanna, Bela logo se entrega aos cuidados de seu senhor e mestre, o Capitão da Guarda, que visivelmente apaixonado lidera a sua missão de “salvamento”. Porém, quando este não estava por perto, e na escuridão do porão do navio, Bela também se rendia aos encantos do brutal e atraente Laurent, que vivia sua própria crise de identidade, sem saber se preferia ser submisso ou dominador dos belos e fortes Tristan e Lexius, ao mesmo tempo em que lutava por não amá-los profundamente, e descrevia o sofrimento de Tristan com seu destino.
Bela, no entanto, não queria ser salva. Assim como todos os outros resgatados.
E nisto, consiste mais uma vez a grande piada da autora com o título da obra, pois em seu suposto cativeiro a princesa Bela era absolutamente livre e plena de sua sexualidade, mesmo quando apanhava por caprichosa punição. E, apesar disso, uma vez que o navio aporta em águas européias, ela se vê imediatamente liberta pela rainha Eleanor, e exortada a retornar ao reino de seu pai com riquezas e vestes refinadas e virginais.
Desesperada, Bela tenta se rebelar contra esta verdadeira prisão, mas sendo inútil lutar, despede-se de um arrasado Laurent, que julgado pela rainha, é levado junto com Tristan aos estábulos da Vila, numa punição renovadora para ambos.
Entretanto, Anne Rice conduz sua empolgante história para um doce, bem-aventurado e divertido clímax, levando o leitor a descobrir o desfecho de seus apaixonantes personagens principais, com um toque de emoção e agradável surpresa.
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Karina 24/09/2013

Ainda em busca de uma lógica
Neste segundo livro da triologia o leitor, já desfeito do impacto inicial, passa a entender o que a desconstrução proposta pela autora faz na personagem Bela e para além do texto é possível que o leitor mais sagaz perceba nos personagens desta louca e erótica história tem a fazer sobre o nosso próprio processo de construção como pessoas e principalmente, de nossa sexualidade.
O caminho percorrido por Bela nos faz refletir que o desejo humano e sua expressão mais visceral: o sexo, é composto por dezenas de tênue e intrigantes motivações.
Mas ainda continuo alertando não é um livro para qualquer um. Tenha certeza disto, você nunca mais será o mesmo depois disto!
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Paty 12/09/2012

Resenha da trilogia lá: http://almadomeusonho.blogspot.com.br/2012/09/resenha-trilogia-da-bela-adormecida.html
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Rangel Chan 09/10/2016

Muito tosco
Mas o final até que fica mais interessante, vamos ao último pra ver no que vai dar
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Cristalie 14/10/2013

Como gosto de terminar o que começo, continuei a trilogia…
Continua o universo non-sense onde todos os escravos sentem paixão por submissão, mesmo tendo sido levados àquela situação sem opção, e ficam o tempo todo excitados, porém sempre chorando. A Bela por exemplo, quando lembra de sua vida anterior, se sente entediada e gosta muito mais de estar ali sob abusos diários e é fascinada por ser dominada e não sabe mais se deve obedecer ou desobedecer pra sofrer mais.
… O livro sempre diz que ir para a vila é algo terrível, mas ninguem explica o porquê. Bela num acesso de loucura faz por onde ser leiloada para as pessoas da vila, propositalmente! Ela talvez ache que precisa ser domada, que não é submissa o suficiente, e pensa que sofrendo essa punição, talvez aprenda.
O engraçado é que existe uma regra que diz que os escravos não podem ser cortados, queimados ou feridos, mas pelo nível das punições é impossivel que não se firam. Eu acho que eles têm pele de rinoceronte... Além de que são estuprados frequentemente e nunca contraem doenças ou engravidam.
A escrita continua sendo nível amador... Uma hora a narração é em primeira pessoa, outra é em terceira pessoa e isso confunde. Os acontecimentos do livro inteiro duram apenas 3 dias (!) e somente no final do livro algo diferente acontece, além de surra após surra.
O único proveito que pode ser tirado desse livro é a atmosfera BDSM, pra quem gosta, mas a qualidade do livro é péssima.
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Junior Padilha 19/05/2015

É muito chatinho, cansativo.
Perdi totalmente o interesse em ler os outros.
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Barbara 30/04/2013

A Punição de Bela
O que falar de um livro, em que o tema principal não é meu favorito?

Não tem como elogiar, mesmo com uma super escritora como Anne Rice.

O livro continua com altas doses de tortura, sadomasoquismo e loucura total.

Sei que é fixação e tal... Mas é impossível ter uma aldeia de masoquismo, com escravos que amam tudo isso e acham lindo todo tipo de tortura que são destinados a eles.

O livro mostra Bela e agora Tristan (ele narra alguns capítulos) em suas aventuras na aldeia da rainha, tudo o que pode envolver tortura e flagelação tem naquela aldeia.

Eles convivem com seus mestres e seus loucos pedidos, até que ocorre uma reviravolta e Bela e Tristan e mais um grupo de escravos são sequestrados e levados por um sultão que também tem um reino masoquista!

De resto é uma história cheia de chicotes, espancamentos, falos gigantes e torturas de todos os tipos!

É realmente só pra quem curte!
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Kênia Cândido 06/06/2019

Continua Forte
Continuando a leitura da trilogia erótica da Bela Adormecida e com a mente mais calma para os próximos acontecimentos, o segundo livro, A Punição de Bela conseguiu abalar meus sentimentos. A história continua completamente e forte de apreciar. Porém dessa vez, comecei a leitura consciente que é uma história pronta para chocar meu coração. E realmente conseguiu.

No final do primeiro livro, Os Desejos de Bela Adormecida, Bela foi colocada na carruagem junto com o príncipe Tristan e outros escravos desobedientes com destino para aldeia mais próxima. Onde seriam vendidos em um leilão, perdendo toda a luxúria da corte e passariam viver no meio da degradação do trabalho pesado e com senhores mais cruéis do que os nobres do castelo.

No começo deste livro, Bela cedeu a paixão secreta e proibida pelo rebelde príncipe Tristan, no entanto foram vendidos no mercado separadamente e entregues aos seus novos senhores para servirem por um ano na vila. Tristan acabou sendo vendido para o Senhor Nicolas, cronista da Rainha Eleanor, enquanto Bela foi vendida para a Senhora Jennifer Lockeley, dona da estalagem do Signo de Leão.

Cada um com seus novos mestres, Tristan e Bela rapidamente percebem que precisam ser completamente submisso para alcançar a desejável clemência. Tristan é explorado fortemente pelo Sr. Nicolas. Para minha surpresa, Tristan ganhou alguns capítulos mostrando os acontecimentos na casa do Sr. Nicolas e apresentou seu ponto de vista e os motivos de ser um príncipe tão indisciplinado. É extremamente interessante seu modo de pensar sobre suas punições e como é incondicionalmente apaixonado pela submissão.

Enquanto isso, na estalagem do Signo de Leão, Bela tornou-se brinquedo sexual dos frenquentadores a taberna e para piorar, também recebia constantemente castigos da Sra. Lockeley. A princípio Bela apenas tinha o plano de desobedecer e planejar uma fuga, porém ela conheceu o Capitão da Guarda, o melhor cliente da Sra. Lockeley. Sempre que o Capitão da Guarda estava na aldeia, ele exigia que Bela fosse somente dele e Bela acaba percebendo que os castigos do Capitão servem para educá-la, torná-la mais generosa e compreensiva. Novamente fiquei espantada, pois Bela gostava da presença do Capitão.

A Punição de Bela é mais pesado do que Os Desejos da Bela Adormecida. Bela e Tristan entregaram aos jogos de domínio e submissão de seus novos senhores. A leitura precisa ser feita sem nenhum tipo de preconceito com cenas de sexo e ao BDSM. Proporcionando cenas excêntricas e difíceis de lidar. Continuo afirmando que nem todos os leitores estão aptos para ler essa trilogia. Não é uma história recomendada para pessoas sensíveis, pois irá incomodar bastante com as situações e castigos que os escravos são submetidos.

Outros personagens são introduzidos na trama. Além do Capitão da Guarda, o Sr. Nicolas e Sra. Lockeley, o leitor também conhece Richard, o príncipe escravo favorito da Sra. Lockeley. Porém o destaque significativo na história é a presença do príncipe Laurent. Ele foi capturado pelo Capitão da Guarda e quando Bela o conhece, Laurent estava preso e sendo punido em um cortejo diante da vila por ter fugido do castelo.

Para finalizar, o desfecho do segundo livro foi bem caprichado. Trouxe uma reviravolta espantosa e deixou com muita curiosidade enorme pelo terceiro livro. Recomendo a leitura para leitores maiores de 18 anos que leram o primeiro livro e pelo menos, gostaram do livro anterior.

site: https://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com/2016/04/resenha-punicao-de-bela-anne-rice.html
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