Tarzan, o rei da selva

Tarzan, o rei da selva Edgar Rice Burroughs




Resenhas - Tarzan


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Nina Vinhas 16/06/2018

Interessante
Lorde John Clayton e sua esposa, Lady Alice, viajam rumo à África por causa de uma missão recebida por ele. Tudo ia bem até que, após um motim, eles foram largados para morrer no continente Africano. Lá, Lady Alice dá a luz a um bebê e, quando ele completa um ano, sua mãe morre doente e seu pai é assassinado. É então que uma jovem antropoide (É assim que Edgar Rice Burroughs chama os membros da tribo de Tarzan. Inclusive, os gorilas são mencionados como não fazendo parte dela) que acabou de perder seu filhote toma o pequeno humano para si e o cria como se fosse seu.

Anos se passam e o bebê se tornou "Tarzan, o Filho das Selvas". Mas, ao mesmo tempo que tem o amor incondicional de Kala, sua mãe de criação, ele é odiado pela maioria dos outros antropoides apenas por ser diferente. Além disso, Tarzan é obrigado a lídar com os outros animais da selva, totalmente dispostos a matá-lo. Simultaneamente, ele manteve contato com sua verdadeira família desde criança, pois encontrou a cabana feita por seu pai na tentativa de protegê-los dos animais. Pouco a pouco, seu cérebro humano aprende o conhecimento dos livros abandonados lá e ele cresce um misto de homem e macaco.

Mas é na fase adulta que Tarzan enfrentará seu maior desafio, quando conhece uma bela jovem que chega na selva africana em uma expedição e uma batalha entre suas 2 raças finalmente se desenrola dentro de si. O macaco nele quer sua liberdade na selva, o homem em si quer Jane.

A história de Tarzan sempre me fascinou desde criança por causa, em 1º lugar, do filme "Greystoke: A Lenda de Tarzan, O Homem Macaco" protagonizado por um dos meus atores preferidos da infância, Christopher Lambert, e, em 2º lugar, por causa da animação da Disney "Tarzan". Há algum tempo comprei o livro, mas demorei a começar a leitura por medo de me decepcionar por amar tanto essa história e esse corajoso personagem. E eu estava certa. Na verdade, foi a história e um outro personagem que me decepcionaram. Tarzan apenas me encantou ainda mais. Inclusive, eu até estava gostando do livro até chegar na última página. Fora isso, a leitura de Tarzan é fluída, apesar de algumas palavras difíceis que o autor usou, mas que são explicadas nas notas de rodapé da edição que li (Edição em capa dura, comentada e ilustrada dos clássicos ZAHAR)) e a leitura é fascinante. Demora um pouco para prender, mas depois você não consegue mais parar.
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Felippe.Paiiva 22/03/2017

Nada de “me Tarzan, You Jane”!
O começo do livro é bem interessante, ele começa com a chegada de Lorde John e Lady Alice nos arredores da floresta do Congo, o navio em que eles estavam sofre um motim e como John salvou um dos tripulantes e é ele que se torna líder/capitão, então o novo capitão resolve os ‘salvar’ dos tripulantes, o deixando numa das ilhas, prometendo que vai entrar em contado com as autoridades de sua majestade.
Os capítulos iniciais então são sobre John e Alice, vivendo na selva, lá ele começa a construir uma cabana para eles (esses capítulos são bem interessantes). E lá também Alice tem seu filho (ela já estava grávida) e depois de um tempo morre. Lorde John também morre pouco depois e o macacos q vivem ao redor da cabana dos Clayton resolvem atacar eles, chegando lá encontra eles mortos e um bebe chorando, o chefe deles, vai matar o bebê, porém Kala, uma das macacas resolve adotar a criança, pois tinha acabado de perder uma, e essa criança recebe o nome de TARZAN!
Foi muito interessante ver Tarzan crescendo no meio dos ‘irmãos’ macacos, percebendo o quanto era diferente deles, descobrindo a cabana dos pais e por meio dos livros lá, aprender a ler e a escrever. Posteriormente ele aprendendo a falar francês com a ajuda de D’Arnot, os capítulos em que ele aprende a falar são bem legais. Ainda sobre isso: 1ª E realmente não tem “Me Tarzan, you Jane” e não sei como eu nunca tinha pensado o quanto era estranho alguém que nunca teve contado com humanos saber falar Inglês. 2ª De longe D’Arnot é o melhor personagem secundário, senti uma paz interior enorme nos capítulos dele com o Tarzan, e achei lindo a amizade deles sendo formada. Alias amei demais quando eles foram a Paris pra D’Arnot descobrir se a teoria dele tava certa.

Eu gostei bastante da leitura de Tarzan, me surpreendi muito lendo esse livro, por exemplo no capitulo que é contado pela perspectiva de Kala, nunca pensei q iria ‘viver’ dentro da cabeça de um animal por alguns minutos e foi bem interessante isso, porém triste, afinal é nessa parte q ela perde o seu bebê.
Em muitos aspectos, achei a leitura crua e nojenta, tipo em partes q ele mata e come os animais, ou quando ele vê o povo da tribo de Mbonga fazendo o ritual pra comer quem eles pegavam, porém a leitura é muito boa. Sobre essa tribo é bem interessante o que Tarzan faz com o povo de Mbonga, ri MUITO com ele se transformando em um espírito mau, roupando e pregando peças neles.
Achei bem interessante a discussão singela que o autor nos propõe a ter ao ler o livro, será que somos o que nascemos para ser, ou nos moldamos com o tempo, com a convivência com outros seres?! Para falar a verdade, os temas da obra são bastante sérios e interessantes de ser lidos, não tem nada daquilo que muitos conhecem das adaptações, e isso só enriquece a história, de longe Tarzan é um dos melhores clássicos que eu já li.

Os personagens, são bem mais ou menos, a principio gostei da Jane, porém no final do livro fiquei com raiva dela. A mesma coisa aconteceu com o primo Clayton, comecei a gostar dele, mas quando ele começa a sentir ciúmes do Tarzan, ele se torna chato. Já o Sr Porter, a amigo e ajudante dele e a Esmeralda achei chatissimos! Porém Tarzan, e seus pais são ótimos personagens.
Jane é a típica donzela indefessa, é salva por Tarzan duas vezes, a primeira contra o irmão adotivo, que se tornou líder dos macacos depois que ele foi embora, mas é ‘deportado’, porque Tarzan disse aos amigos macacos que se aparecesse um líder ruim eram pra se juntar contra ele e depois contra um incêndio nos EUA. Apesar de tudo eu gostei dela, porém como eu falei, no final ela me decepcionou.


Por fim, a leitura de Tarzan é muito boa e em muitos aspectos uma surpresa, estou bem curioso pra ler as continuações.

site: Resenha do blog: http://livroslapiseafins.blogspot.com.br/2017/03/terminei-de-ler-tarzan.html#more
Nina Vinhas 16/06/2018minha estante
Acabei de ler esse livro e cheguei a gritar quando li o final. Não sinto raiva do Clayton, apesar dele ter ficado chato por causa do ciúmes, mas estou odiando a Jane. Que mulher idiota! Não podia falar a verdade para Clayton para não magoá-lo, mas fez EXATAMENTE isso com Tarzan, que mudou TODA a natureza dele e atravessou um oceano APENAS para vê-la. VSF (Jane, n vc)!




Luiza 07/02/2017

Tarzan
Uma das minhas metas de leitura extra que fiz este ano foi diminuir o numero de exemplares da Editora Zahar para ler. Acabei pegando Tarzan para conhecer um pouco mais a escrita de Edgar Rice Burroughs, autor da série John Carter, que comprei na Bienal de 2016.

Em sua expedição rumo a um posto avançado da Inglaterra na África, Lorde Greystoke e sua esposa zarpam em um navio cujo capitão é rude e cruel com seus marujos. Em um motim que resultou na morte do capitão e de todos os oficiais a bordo, sua vida e a de sua esposa foi poupada por estes terem se mantidos neutro durante o acontecido.

O capitão empossado, na tentativa de protegê-los, deixa-os em uma praia deserta junto com suprimentos com a promessa de mandar socorro assim que possível for.

Mas a ajuda nunca chega. E, nesse meio tempo, nasce o filho do casal, um menino que, por conta de diversos acasos do destino, acaba sendo adotado por uma antropoide que acabou de perder sua cria. É assim que Tarzan, o homem-macaco surge.

Anos mais tarde, com Tarzan já adulto, um estranho objeto chega à praia e dele desembarcam os primeiros homens brancos que ele já viu na vida, assim como a primeira fêmea: Jane Porter, filha de um professor que descobriu um grande tesouro antes de sua expedição se amotinar contra seu capitão. É ela quem faz com que Tarzan se decida por abandonar todo o mundo que conhece para, assim, pertencer ao dela.

E não, não tem nada de Disney aqui.

Apesar de os traços civilizados estarem incrustados em Tarzan a ponto de ele agir como um cavalheiro para com Jane e até ser auto de data a ponto de aprender a ler e a escrever somente com o auxílio dos livros que seus pais haviam levado consigo, ele ainda é um ser rude e selvagem. É de partir o coração na verdade, sempre fico torcendo por um final feliz.

Sobre a escrita de Burroughs, só posso dizer que gostei. Ele é dinâmico e sabe como montar a narração.

A edição da Zahar ainda trás 40 ilustrações de Hal Foster, um dos mais consagrados ilustradores que emprestaram seu talento ás pulp fictions de Tarzan.

site: http://www.oslivrosdebela.com/2017/02/tarzan-edgar-rice-burroughs.html
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Vinícius 02/02/2017

"Tem que ter culhão"
O livro Tarzan é composto pela primeira história publicada por Edgar Rice Burroughs sobre o homem macaco, no qual retrata desde o momento do naufrágio de seus pais, até uma decisão importante tomada por ele na vida adulta.
Se trata de uma obra espetacular, que mostra a gênese de um dos personagens mais conhecidos e de seu crescimento. Entretanto é preciso elucidar que se o leitor não tiver culhões o suficiente para colocar a obra em sua respectiva época, então é melhor desistir de ler este livro, posto que machismo, racismo, teorias de superioridade racial e social é amplamente retratado no livro como algo normal, chegando a ser considerada uma verdade.
Fora isso, creio que é uma obra essencial para entender a maneira de pensar da época, além de vários aspectos dos heróis do universo do entretenimento, e nessa edição especialmente, a qual conta com belíssimas ilustrações, comentários pontuais e necessários, além de um prefácio incrivelmente montado para nos alertar do que encontraremos durante o livro. Para quem gosta de uma boa história de aventura, além de algumas discussões filosóficas, as quais superaram a visão de mundo do autor, esse clássico é uma obra obrigatória.
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Ewerton.Carvalho 10/01/2016

TARZAN
NÃO É RESENHA.
Um dos meus heróis de infância ao lado de Mandrake, Fantasma e Peter Pan. Pretendo lê-lo.
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Rafaela 12/11/2015

O livro é muito bem escrito, cheio de aventuras e suspense mas tambem é muito racista, fruto da epoca e do meio em que viveu o autor.
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Jansen 08/10/2015

Uma volta à infância
Lido em 06/10/2015. Longe dos joguinhos eletrônicos brincávamos de Tarzan. Uma volta à infância, com aquele cheiro de mato e o grito do homem macaco! Uma beleza. Lembrando que foi escrito em 1912. Faz jus aos mais de cem anos de sucesso.
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Blog MDL 02/07/2014

Tudo começa quando o John Clayton é designado para realizar uma investigação na África sobre o tratamento que estava sendo dado aos negros pelos oficiais. Partindo da Inglaterra com sua esposa grávida para o longínquo continente, ele não contava que as coisas saíssem do controle e ele acabasse ilhado em um lugar remoto com sua família após sua embarcação ter sido tomada por homens arbitrários. Tendo que viver em um lugar selvagem sob os olhos vigilantes de feras, ele toma como missão de vida construir um lugar seguro para manter todos longe das garras e dos dentes dos enormes símios que passam a persegui-los. Não passa muito tempo até que ele construa uma cabana e seu filho nasça. No entanto mais uma tragédia se abate sobre ele e sua esposa, e o pequeno lorde Greystoke fica a mercê da própria sorte.

Mas o perigo não o ronda por muito tempo, pois a símio Kala que há pouco havia perdido seu filhote em uma tragédia, adota o pequeno e transforma a tarefa de criá-lo e protegê-lo na missão de sua vida. É assim que dia após dia, ela começa a ensiná-lo tudo o que um macaco precisa saber para sobreviver. Apesar dos olhares raivosos de alguns animais de sua tribo e da aparente inabilidade do pequeno de se comportar como um dos seus, ela persiste na sua educação e pouco a pouco é recompensada com o desenvolvimento de Tarzan, o filho da floresta que através do uso da razão e das habilidades animais adquiridas se mostra um ser forte e um poderoso guerreiro capaz de enfrentar perigos inimagináveis apenas pelo prazer de se provar e de proteger aqueles que ama.

Ler uma obra que encantou pessoas de todas as idades no decorrer de várias gerações causa sempre um sentimento de ansiedade e inquietação no leitor. Ainda mais quando no imaginário restam resquícios de produções de sucesso que o impelem a formar uma pré-opinião acerca da narrativa em questão. Porém, o que a princípio pode parecer ser algo ruim, se mostra algo verdadeiramente bom quando as nuances – que apenas uma obra original pode fornecer – se revelam para o leitor e mostram o porquê daquela história ter se tornado um clássico da literatura mundial muito antes de ser sucesso entre os espectadores de uma produção cinematográfica. Inegavelmente, Tarzan se encaixa de modo perfeito nesta descrição, pois é com muito aprofundamento nos seus personagens que Burroughs deixa sua marca impressa em uma narrativa riquíssima.

Contado em forma de relato por um narrador que diz não saber se a história é verdadeira, mas que acredita que ela possui um quê de verdade, o primeiro livro da série protagonizada por Tarzan acompanha o personagem desde a barriga da sua mãe até a idade adulta. Com uma cobertura tão longa de anos, é natural que o autor tenha utilizado alguns artifícios para narrar as peripécias e infortúnios do personagem até chegar o momento crucial de sua vida, que é o encontro com seres humanos da mesma raça e cultura da qual ele descende. Dessa forma, apesar de ser visível a densidade do personagem como um todo, as coisas acontecem de forma rápida e um tanto quanto sucintas. O que não é algo de todo ruim, pois por ter tamanha flexibilidade para montar a história, o autor pôde nos dar também vislumbres dos pensamentos dos mais variados e extraordinários personagens – como os símios com os quais Tarzan convive, por exemplo.

Entretanto tenho que confessar que no começo foi com certa estranheza que recebi essa “novidade”, mas logo que me adaptei consegui enxergar a importância disso para a trama, já que dessa forma pude conhecer mais do Tarzan antes mesmo que ele tomasse consciência de quem era e daquilo que o tornava único no lugar em que ele vivia. Conhecer mais a fundo a sua essência também me ajudou a ver de forma mais tranquila algumas cenas de certa selvageria que é possível encontrar no livro. Pois por mais que se trate de um ser humano, as atitudes de Tarzan são na maior parte primitivas mesmo quando ele utiliza da razão que não faz parte da composição dos demais animais. Acredito que por isso pude entender melhor as suas decisões quando Jane entrou em sua vida.

Aliás, em se tratando de Jane, não gostei muito dela, pois mesmo sendo descrita como uma garota muito racional, ela toma atitudes impulsivas e extremas consecutivamente e sempre se arrepende depois. Minha predileção ficou reservada totalmente ao pai dela e ao seu secretário que juntos formam uma dupla impagável! Sobre os animais da selva, aviso desde já aos leitores que esqueçam aquela imagem de fofura da Disney, pois no livro eles são retratados em sua natureza mais pura e o autor não pega leve nas descrições de lutas e canibalismo. E é diante desse quadro que posso dizer que Burroughs foi muito além do que eu tinha em mente quando iniciei a leitura, pois além de explorar as linhas que diferem os homens dos animais, ele levanta questões importantes acerca daquilo que consideramos como sendo valores importante de se ter. Tudo isso foi entremeado, é claro, em uma aventura instigante e que nos faz virar as páginas alucinadamente sempre em busca de mais Tarzan – o rei da selva.

site: http://www.mundodoslivros.com/2014/07/resenha-especial-tarzan-por-edgar-rice.html
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