O Inverno das Fadas

O Inverno das Fadas Carolina Munhóz




Resenhas - O Inverno das Fadas


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Bruna 02/10/2012minha estante
Eu queria não ter lido a sua resenha antes de ler, pq eu comecei a reparar em tudo o que vc citou e esta certo. Infelizmente eu ja tinha comprado o livro quando li a sua resenha, se não teria pensado duas vezes.
Mas achei o próprio jeito da historia complicado, não me pareceu natural, pareceu que a escrita era forçada, eu me peguei varias vezes pensando, essa parte aqui não era necessária, ou essa frase podia ser cortada, já que esta reafirmando o obvio e coisas assim. Talvez o caso seja exatamente que você falou, faltou desenvolvimento antes de publicar.
As menções aos ídolos mortos não me incomodaram tanto porque foi justamente ao que eu me apeguei pra conseguir seguir com o livro (consegui adiantar a leitura dele bastante hj, por raiva, e desejo que acabe rápido,fiquei brincando de adivinhar quem era o que.
E a personagem realmente me irritou, meu deus, que fada chata, só pensa nela, só ela é o problema, e até quando esta pensando nos outros parece que pensa nela.

Achei a personagem gótica estereotipada, e com uma descrição meio preconceituosa.

Enfim é uma pena, porque eu realmente queria gostar do livro, eu não queria ser desrespeitosa com o trabalho do autor, e imagino que perto do que alguns fases o livro tem seu valor, mas é que ao comparar com outros livros que eu deixei de comprar pra ler esse me desanima um pouco.

Brilhante resenha, pena que eu não tenha lido antes.


Carolina Vieira 23/10/2012minha estante
De tudo o que mais me incomodou e está incomodando são as inúmeras referências aos artistas/musicistas já falecidos.
Mostrou falta de maturidade e criatividade.
Vou ler até o final (assim espero) mas estou me remoendo com a falta de história e enredo mesmo.
Mesmo as cenas que deveriam ser quentes (sexo com uma fada? Deveria ser inimaginável) eu achei sem sal, sem graça e sem nada. As "cenas" são tão quentes que a minha prima de 9 anos poderia ler numa boa. Uma bela forçada na verdade.
O livro até me cativou no início, mas está faltando conteúdo pensante e inteligente. Estou me sentindo subestimada.


Noturninha 19/11/2012minha estante
Não podemos nos esquecer que Magunus, certamente, deve ser Paulo Coelho. (acho)

Realmente, as referências são muitas e acabou ficando banal e forçado. Até referência a ela mesma ela colocou, visto que Melanie Aine é a personagem do primeiro livro dela.
Mas achei a ideia do livro genial e a idéia de unir as Leanans aos artistas falecidos tbm genial. Achei legal qnd ela citou Amy Winehouse e colocou a música Rehab. Achei bem interessante. E não reconheci Britney/Britany só citando o nome. E até aceitei ela ter narrado a história do Heath. Mas ela resolveu narrar várias histórias. E achei que não tinha necessidade. Fora que o final é tão vazio. O final tem apenas uma página e não diz nada!


Noturninha 19/11/2012minha estante
Não podemos nos esquecer que Magunus, certamente, deve ser Paulo Coelho. (acho)

Realmente, as referências são muitas e acabou ficando banal e forçado. Até referência a ela mesma teve, visto que Melanie Aine é a personagem do primeiro livro dela.
Mas achei a ideia do livro genial e a idéia de unir as Leanans aos artistas falecidos tbm genial. Achei legal qnd ela citou Amy Winehouse e colocou a música Rehab. Achei bem interessante. E não reconheci Britney/Britany só citando o nome. E até aceitei ela ter narrado a história do Heath. Mas ela resolveu narrar várias histórias. E achei que não tinha necessidade. Fora que o final é tão vazio. O final tem apenas uma página e não diz nada!


Thais 07/03/2013minha estante
Muito boa a resenha.
Comprei o livro por impulso, gostei da sinopse e levei. Até ai, ok. Mas quando comecei a ler, pelo amor de Deus, eu estava quase jogando o livro pela janela. Que irritante. Mesmo com as referências, o que eu achei pior no livro foi a parte (spoiler) que as almas dos "falecidos-ex-namorados" estavam com um ódio MORTAL dela e com umas palavrinhas dos William (ridículas) do tipo "Vocês que estão errados, seus antas, não matem ela", TCHARAM! todo mundo passa a amar ela. Tipo, por favor né? Tinha potencial pra ser uma das cenas mais legais (ou menos chatas e irritantes) do livro e DO NADA se torna um negócio tipo tapa na cara piegas, que os ex aceitam numa boa.
OI? como assim? Fechei o livro nessa parte, respirei fundo, e só continuei lendo porque tinha gastado 40 reais naquela coisa, e achei um desperdício nao terminar.
Aliás, quão frio é o coração dessa loirinha pra ela cair pelo William em tipo DOIS SEGUNDOS? Por favor, né Sophia.

Um grande desperdício de papel, na verdade. E de dinheiro. E de uma capa legal, também, de longe a coisa mais interessante no livro.




Carolina Vieira 06/11/2012

E eu sofri...
Sinopse: “EXISTEM PESSOAS NORMAIS em nosso planeta. Homens e mulheres simples que nascem e morrem sem deixar uma marca muito grande ou mesmo significativa na humanidade. Mas existem outros que possuem talentos inexplicáveis. Um brilho próprio capaz de tocar gerações. Como eles conseguem ter esses dons? De onde vem a inspiração para criar trabalho maravilhosos? São cantores com vozes de anjos, artistas com mãos de criadores e escritores imortais. Existe uma explicação para isso. Sophia é uma Leanan Sídhe, uma fada-amante, considerada musa para humanos talentosos. Ela é capaz de seduzir e inspirar um homem a escrever um best-seller ou criar uma canção para se tornar um hit mundial. A fada dá o poder para que a pessoa se torne uma estrela, um verdadeiro ícone, ao mesmo tempo em que se aproveita da energia do escolhido para alimentar-se. Causando loucura. E MORTE.”

O livro me chamou a atenção pela capa, pela sinopse e pelo seu início. De fato parecia ser ótimo. Parecia.

Eu acho que o meu histórico de leitura fala por sí só!



“Plágio do filme “A Origem” no final do livro!!! Estou chocada, decepcionada, brava e me perguntando como é que deixam publicar um plágio tão escancarado e mal feito como este. Além de outras coisas como um fogo que não se apaga com água mas apaga com um tsunami….não é água do mesmo jeito? Parece um insulto a minha inteligência…” Nota: 2

25/10/2012



88% (269 de 304)

“E a nota 3 continua pq a falta de originalidade é assombrosa. Achei a Carol ousada demais ao citar Michael Jackson da forma como ela fez, falando inclusive da sexualidade dele. Fiquei brava e ofendida.” Nota: 3

24/10/2012



68% (206 de 304)

“Percebendo muitas referências á artistas falecidos…caiu ainda mais no conceito…e outra coisa…Pra que sub títulos em inglês? Se alguém souber me responder fique a vontade pq até então só achei essa ideia um tremendo mau gosto uma vez que não vejo nexo com a leitura.”Nota: 3

23/10/2012



56% (169 de 304)

“O livro é bom mas está caindo no meu conceito neste ponto. Espero que mude o rumo daqui em diante.”

23/10/2012



30% (92 de 304)

“Não consegui terminar de ler no final de semana apenas pq tive muitas coisas pra fazer, senão teria devorado até o final. É um livro que prende a atenção pelo conteúdo fantástico, mas a história de passado da fada poderia ter sido explorada melhor. Vamos ver ao longo do texto se a autora fez isso. Como estou na página 93, ainda tenho muito conteúdo pela frente! “ Nota: 4



6% (17 de 304)

“Estou adorando até então. Neste final de semana acho que acabo de ler tudo! “

O livro começou bem, mas foi desandando após o meio do livro de forma assombrosa.

Vamos por partes…

A fada amante é a mais bela das fadas e ela se utiliza disso para conseguir sobreviver. Ela seduz homens e mulheres e dá poder, sucesso e dinheiro a esses escolhidos, em troca ela suga a vida desses mortais como forma de energia para sua própria sobrevivência. Os mortais por sua vez não sabem o fim trágico que lhes aguarda.

Ela conhece William que é um escritor promissor e desde o começo o rapaz mexe com ela de uma forma diferente. Essas fadas não podem se apaixonar senão elas morrem, a ideia é matar o humano sem dó nem piedade senão ela mesma não sobrevive.

Ok, deram a ela um motivo nobre pra matança…

Não vou dissecar o romance para evitar Spoilers, mas é aquele blablabla que a gente já conhece e sinceramente eu curti até chegar ao meio do livro.

Tudo começou com as citações (que começaram devagar mas depois ganharam força) de artistas e musicistas já falecidos. Ela dá a entender que essas pessoas faleceram por conta da fada, o que até aí não teria problema, as minhas resistências começaram quando ela passa a citar detalhes dessas mortes dizendo, por exemplo, que foi o próprio Brandon Lee (O Corvo) quem trocou as balas de festim por munição verdadeira, ou seja, ele se suicida. Ela afirma também que Michael Jackson nunca teve relações sexuais com a fada, o que é anormal para um mortal, já que todos ficam loucos de paixão por ela. Como Michael não teve relações sexuais com a moça, a própria fada passa a ter dúvidas sobre as opções sexuais do Rei. E vocês lembram do Coringa de Batman (Heath Ledger)? A morte dele foi um acidente por conta de ingestão de medicamentos para dormir, MAS segundo a fada, ele cometeu suicídio porque ela havia decidido abandoná-lo.

Um pouco ousada a Carol Munhoz né?

Além dessa lista citada acima eu poderia dar muitos outros nomes mas acho que isso não se faz necessário.

Outra coisa que me chamou a atenção foi o plágio ao filme “A Origem” que fica muito evidente no final do livro. O rapaz para salvar a fada de uma determinada situação entra numa espécie de sonho que seria uma realidade paralela e para que ele não confundisse realidade com sonho, ele deveria levar algum objeto para lembra-lo que ele está no sonho. O que, em minha opinião, ainda foi um plágio mal feito. Quem assistiu ao filme saberá do que eu estou falando e porque estou falando isso. Já que é para plagiar, façamos isso bem feito certo?

O livro tem uma ideia inicial ótima, porém foi mal elaborada e eu me senti subestimada em diversos momentos.

Isso foi mais uma crítica do que uma resenha (talvez) mas eu fiquei tão bronqueada com o livro que esperei passar uns dias antes de escrever a resenha. Isso pra eu não ser muito grosseira inclusive.

Bom, acho que a Carol precisa crescer e amadurecer um pouco mais antes de escrever o próximo livro. Menos referência aos mortos e SEM PLÁGIO de outros filmes seria um bom começo.

Meu próximo livro será “O Hobbit” de Tolkien. Espero (e acredito que terei) notícias melhores.

Bjus frustrados

Carol Vieira
http://confabulatorio.wordpress.com/2012/11/05/o-inverno-das-fadas-carol-munhoz/
Karol 09/11/2012minha estante
Opinião idêntica à minha! Concordo com TUDO!


Nadz 22/04/2020minha estante
Minha opinião foi a mesma que a sua. Totalmente.




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Izandra 31/07/2013minha estante
" a falta de elementos que permitam ao leitor acreditar que está realmente lendo uma história de fadas."
"o amor entre Sophia e William é ridículo."

Percebeu como hoje em dia todo mundo tá se deixando levar por uma capa bonita? Aí lê a sinopse, parece interessante e aí...
Bom, nos decepcionamos. A premissa parecia ótima, mas a história em si (os personagens, a escrita, o enredo) não convenceu de jeito nenhum -.-'


Maitê 06/03/2014minha estante
Alguém me explica como que um livro desses, com tantas resenhas negativas, ainda consegue ter uma nota de 3.4 estrelas?
Esse livro é muito fraco e mal construído... estou indignada. pelamor...




Vanessa 27/09/2012

Decepicionada
Quando comprei achei a historia bem interessante e tinha tudo para dar certo, mas por algum motivo não dá.
Particularmente não gostei da escrita do livro, achei bem pobre, muitas coisas desnecessárias e o final do livro me passou a impressão de ter sido escrito as pressas, sem elaborãção da historia, parece que a autora perdeu a vontade de escrever e escreveu qualquer coisa para terminar logo o livro.
Sinceramente tive que fazer muita força para não abandonar o livro na metade.
Lise 06/12/2012minha estante
comigo foi o mesmo


Cindy 26/01/2013minha estante
Aconteceu isso comigo também! ;// '




Queria Estar Lendo 27/07/2015

Resenha: O Inverno das Fadas
O Inverno das Fadas, livro da autora nacional Carolina Munhóz, tem uma das capas mais bonitas que eu já vi. Prova inegável que não se deve julgar um livro pela capa.

Sophia Coldheart é uma Leanan Sídhe, uma espécie de fada que serve de musa para os grandes artistas e se alimenta da energia dos mesmos. É a versão feérica de um súcubo. Para sobreviver ela precisa da energia vital daqueles a quem inspira, quanto mais o artista brilha graças à sua inspiração mais forte ela fica. Até o momento em que o artista, perdido em meio a loucura de amar uma Lenan Sídhe, acaba se matando.

William Bass é um jovem escritor inglês que vive em uma cidadezinha do interior onde cuida do antigo sebo da família. Ainda que não tenha nenhum livro publicado é um talento promissor e foi indicado a concorrer ao prêmio Beatrix Potter, motivo de orgulho para ele e toda a cidade. Mas Will tem tido sonhos estranhos nos últimos tempos, ele sonha com uma fada de longos cabelos loiros que o encanta e enfeitiça e desde então não consegue pensar em outra coisa.

Sophia é atraída para Will e vê nele seu novo amor, sua nova vítima. Mas a fada não contava com o fato de que se apaixonaria pelo jovem tão logo o visse, e que ele fosse diferente de todos os outros. Agora o que ela fará, já que amar William e inspirá-lo é o mesmo que condená-lo a morte?

Bom, essa é a premissa de O inverno das fadas. Na verdade, esses três parágrafos acima narram o livro por completo. São 300 páginas que, dada a profundidade da história, poderiam ter sido resumidas em 150. Porque ainda que a ideia inicial seja boa e desperte o interesse, a autora não soube como contá-la aos leitores. Com parágrafos imensos e muitas vezes desnecessários, a Carol dava voltas e voltas na história e acabava por não dizer nada.

Tanto não disse nada que a personagem a quem ela insistia em elogiar ao menos uma vez a cada duas páginas com palavras como "sedutora, sexy e irresistível", não passa de uma adolescente mimada e infantil de quem eu - e qualquer pessoa sã - fugiria com todas as forças em caso de um relacionamento amoroso. E talvez até mesmo para uma amizade, a fada é de uma ingratidão sem tamanho. Sophia é bem diferente da mulher fatal que Carolina tenta transformá-la, o que torna a ideia toda do livro inviável. Como você espera que eu acredite que Kurt Cobain e Heath Ledger se apaixonaram por ela, Carol? É impossível! (explico Kurt e Heath logo abaixo)

William, por sua vez, é o típico garoto comum com grandes aspirações. Ou isso é o que se pensa em um primeiro momento. Mas a verdade é que além de ser um personagem vazio, quando ele enfim apresenta traços de personalidade eles são prepotentes e tão ingratos quanto os de Sophia. Sem falar, é claro, nas mudanças abruptas e inexplicáveis na sua personalidade (quase inexistente) e no seu modo de agir quando em cenas de romance. Buscando a velha fórmula do mocinho taciturno e de atitude, tão conhecida dos romances de banca, a autora transforma um jovem bobo em um sedutor completo em determinadas cenas, apenas para poder balançar com o psicológico da Leanan Sídhe. Afinal, quem nunca desejou um jovem sério, de olhar duro, que te agarre com força e beije intensamente, não é mesmo?

É por motivos assim que o romance não conquista. Ou os dois estão trocando juras de amor eterno ou estão fazendo sexo, em cenas absolutamente desnecessárias e nem um pouco sensuais. Eu costumo gostar de cenas de sexo, adoro ler livros com romance histórico (livros de banca) e até mesmo alguns eróticos (embora os atuais tenham me decepcionado), então não falo isso pelas cenas em si. Falo isso pela qualidade das mesmas, que era muito baixa. Carolina mirou em um romance sensual e perturbador, vivendo à sombra de uma tragédia, mas acabou acertando em um romance adolescente com um sexo bem mais ou menos e cheio de mimimi.

Quanto ao final da história, vou apenas dizer que percebi que o livro inteiro segue o mesmo sistema que ela utiliza para escrever muitos dos seus parágrafos desnecessários: começa com uma dúvida, para a qual ela já sabe a resposta. Então ela explica a situação e as duas opções. Um pouco de drama aqui, um pouco de drama ali. Termina por ela optando pela opção que se sabia desde o começo que seria a tomada. Sabem o que isso me lembra? As fanfics que eu lia de Harry Potter uns sete anos atrás, é isso que a escrita da Carol me faz lembrar.

E para finalizar, vou falar da parte ousada do livro. Sophia já inspirou muitos ídolos antes de conhecer Will, e para dar um sentimento de veracidade e encantar o leitor, a autora resolveu usar atores e cantores já falecidos para o papel. É claro que ela não utilizou seus nomes verdadeiros (olá processo!), mas dava tantas características que era impossível não perceber de quem se tratava. Não era nem preciso usar o Google, juro. E é dessa forma que astros como Kurt, Heath, Amy Winehouse , Michel Jackson entre outros foram pintados como tendo sido inspirados pela fada.

O problema nem reside neste fato, na verdade. Mas sim na forma como ela os descreveu, como se nada fossem, como se nada significassem. É ridículo pensar que Sophia tenha se envolvido com tantos destes artistas, mas que quando beijada por Will é que tenha sido de fato "beijada por um homem com H maiúsculo" (O Inverno das fadas, pg. 38). O modo que ela se refere a alguns deles, a Kurt principalmente, me enoja e deprime. O prólogo do livro, narrado por Donald (Kurt), é uma atrocidade sem fim e desrespeito a imagem do cantor. Se fosse para fazer algo assim, Carolina teria ganho mais caso tivesse aberto mão das referências pop e criado seus próprios artistas.

Finalizando, agora de verdade, este é um livro que li e não recomendo. Pra ser sincera só consegui finalizar a leitura por causa da maratona, caso contrário teria abandonado. Mas se você gostou da premissa indico que procure pela série Georgina Kincaid, da autora Richelle Mead, onde pode até não existir fadas, mas você vai conhecer uma súcubo apaixonante.
Beth 10/07/2017minha estante
Você descreveu exatamente o que eu pensei ao longo do livro. Ha anos desejava esse livro, e acabei me decepcionando completamente...




Gabi 01/09/2012

www.livrosecitacoes.com
Você já encontrou um livro que não conseguia parar de ler mas mesmo assim ele não te conquistou? Que você até gostou mas nem foi tão bom assim? Pois é, eu também. O Inverno das Fadas foi um desses. O pior é que apesar de eu ter me jogado na leitura desse livro, eu mal lembro o que aconteceu. Ainda bem que fiz várias marcações pois se não fosse isso essa resenha não seria possível.

A história centra-se em uma Leanan Sídhe, uma fada com o poder de inspirar um artista para que torne-se uma estrela, ao mesmo tempo que usa a energia do escolhido para alimentar-se. Sophia é filha de uma Leanan com um elfo e apesar de cumprir seu trabalho, ela não está contente. Ela sente-se cada vez mais solitária enquanto pressente que algo está para mudar. E então ela conhece William, sua próxima vítima e ela percebe não só que ele não é como os outros como também está se apaixonando.

Eu sou extremamente chata com histórias envolvendo fadas. Acho que é mais difícil de se escrever do que livros com vampiros, lobos ou qualquer outra moda do momento. Livros com esse tema que me agradam então dá para contar nos dedos. Então fui extremamente crítica ao ler esse livro. No caso da obra de Carolina, não faltou conteúdo, faltou magia.

Sophia foi uma personagem bem construída. Onde existe o bem e o belo, vai existir o mal e feio. Sophia é a mescla de tudo isso, e esse contraste me conquistou. Mas a autora jogou essa ótima personagem em um enredo batido, a previsibilidade imperou nesse livro. Com um enredo tão simples e pobre, seria ótimo para leitores infanto juvenis, mas com um conteúdo por vezes adulto fica um pouco difícil dizer qual é o público ideal para a obra.

Outro ponto que me incomodou foi a autora não usar pseudônimos para os artistas que a Leanan atacou. Eu achei de extremo mal gosto citar artistas conhecidos e falecidos. Isso me deixou a imagem de que ela não fez nem força para imaginar metade da história e, pior, não fez força nem para mudar o nome dos personagens. É claro que o objetivo foi fazer uma homenagem, só não lidei bem com a forma de a mesma ser feita.

E tudo bem que a leitura me viciou, mas eu caio de amores até lendo bula de remédio. Me viciar não é difícil, difícil mesmo é conquistar e O Inverno das Fadas falhou. Um livro que começou bem para não terminar em lugar algum, sem adicionar nada ao leitor.

Quando foi que os livros tornaram-se tão previsíveis, alguém me diz?
Cammy 11/02/2013minha estante
Nossa concordo c/ cada vírgula do que você falou. é O livro tinha td p/ ser extremamente original e magnifico.... só que não! A autora tava mais preocupada em citar personalidades da música e do cinema já mortos p/ mostrar o quanto a fada ColdHeart é "coração frio" que ficou massante e sacal e esqueceu completamente de dar profundidade a história em si e as suas próprias personagens! u_ú me decepcionei tremendamente!!!!




douglaseralldo 31/07/2012

10 Considerações sobre O Inverno das Fadas
*Publicado originalmente no Listas Literárias

1 - Em O Inverno das Fadas, a jovem autora Carolina Munhoz cria um ambiente tomado pela fantasia num Éter cuja linha com a realidade é bastante tênue, e não raro as duas dimensões se fundem, com seus seres em plena interação;

2 - Um dos diferenciais do livro, é que ele não trava quando as coisas esquentam. Munhoz deixa seus personagens viverem plenamente o amor e a sexualidade, o que ao longo do livro proporciona ao leitor algumas cenas bem picantes;

3 - Dois temas ganham destaque no livro ao longo do romance e da história de amor de William e a fada Sophia Coldheart, passando pelo olhar externo ao mundo da fama e seus excessos, e principalmente algo muito típico na sociedade atual que é o culto a beleza e a supervalorização deste elemento, tanto para fadas, quanto aos humanos;

4 - Sophia, alias é uma personagem muito sexy, e que usa esta arma sem qualquer pudor para atacar suas vítimas, só que tudo isso ao passo que se é tomado pelo amor, acaba se tornando irrelevante;

5 - O Inverno das Fadas traz personagens de fácil identificação do leitor, pois são pessoas como muitas que você encontrará algum dia, como jovens esquisitos e viciados, pais zelosos, e mistérios que poucos são capazes de conhecer profundamente;

6 - Ao longo do livro encontramos alguns revezes que movimentam a trama, e nos mantêm sempre presos a turbulenta relação amorosa de Sophia e William;

7 - Aliás, fico imaginando o desespero dos pais, quando o filho fica entocado no quarto convivendo com uma fada que apenas ele é capaz de ver. Sophia e as Leanan Sídhes são a personificação do perigo. Sensuais e belas por um lado. Mas mortais em seu âmago.

8 - O leitor que se aventura pelo inverno inglês, e da terra das fadas, acabará encontrando um grande número de referências à cultura pop bem atuais, especialmente na música e na literatura;

9 - Aliás, é possível dizer que há boa dose de polêmica na personificação das vítimas de Sophia, com uma lista bem grande de artistas que morreram por causa dos poderes sensuais e mortais da Leanan. Muitos destes artistas fictícios tiveram fins drásticos como muitos fenômenos pop, e em alguns deles a autora nos dá plenas indicações para que reconheçamos figuras conhecidas e famosas. Ao menos eu identifiquei boa parte deles. Teriam estes popstars encontrado Sophia Coldheart?

10 - Enfim, O Inverno das Fadas é uma história de amor, conturbada pelo envolvimento mágico de seus personagens, que habitam as diversas dimensões do Éter, e fala de coisas e problemas sentidos pelos jovens de hoje, especialmente a obrigação e a necessidade do sucesso e da fama;
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Mica 09/04/2020

Sophia Coldheart é uma fada, mas não qualquer fada, ela é uma Leanan Sídhe, conhecida como a ?fada-amante?, criatura extremamente bela, de pele clara, cabelos dourados e luminosos. Uma Leanan tem o poder de inspirar artistas, fazendo com que estes produzam verdadeiras obras-primas, tornando-os famosos por seu trabalho. Contudo, enquanto a fada instiga tais pessoas, ela suga sua energia vital aos poucos, através de seu encantamento, deixando os artistas cada vez mais apaixonados e dependentes, e estes acabam por cair em uma profunda depressão ou chegam ao ápice da loucura, terminando, por fim, a cometer suicídio.
.
?Encantar e seduzir é algo que uma Leanan Sídhe não pode controlar, faz parte de sua natureza, como também, é através da energia proveniente dos artistas que a criatura mágica mantém-se viva. Sophia, nossa protagonista, apesar de amar o êxtase ao sentir seus amantes criarem obras inspiradas por ela ou quando se relaciona intimamente com eles, muitas vezes, se enxerga como uma vampira, uma sugadora de vidas.
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?Mesmo com essas sensações ambíguas, Sophia necessita de um novo amante, alguém para inspirar, enquanto renova suas energias. Desse modo, a Leanan encontra William, um escritor iniciante, que assim como os demais, logo se encanta pela bela criatura, sem saber ao certo, se ela é real ou apenas fruto de seus sonhos. Desde o primeiro encontro, a fada sente algo diferente naquele artista, seus sentimentos ficam mais confusos e ela entende que se apaixonou verdadeiramente pelo rapaz, o que não poderia acontecer, já que o mesmo está fadado a morte, a partir do momento em que a conheceu, assim como todos os outros.
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?A história do livro é toda voltada ao amor que Sophia acabou nutrindo por um de seus escolhidos, e quanto mais ambos lutam por esse amor, mas próximo de seu fim William fica, pois por ser uma Leanan Sídhe, Sophia acabava se alimentando da vitalidade do escritor, para se manter viva. E a grande questão do O Inverno das Fadas é quem vai sobreviver a este amor já que o processo de sedução se iniciou.
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-Li essa livro faz uns 3 anos e não me cativou totalmente mas achei bom. E vocês, me contem o que acharam desta história de fadas... ?
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L. R. Pratti 02/02/2014

Começo alertando que o que irei escrever aqui foi a minha opinião sobre o livro e a autora.

A verdade é que Carolina Munhóz escreve como uma amadora. Ela perde a oportunidade de desenvolver uma cena, dispensando um diálogo que enriqueceria a história para substituir por comentários vagos e gerais do narrador. Ela se contradiz, até mesmo na personalidade da protagonista, Sophia, que pelas suas atitudes não se mostra a mulher sedutora que se esperava que ela fosse.
Para não mencionar as diversas repetições que tem pelo livro, como: ficar insistindo em lembrar o quanto Sophia é sedutora, bonita, loira, que todos caem de amor por ela; ficar envolvendo a morte de pessoas famosas, de tempos em tempos ela citava um outro famoso do qual a garota havia sido musa; e algo que me chamou a atenção particularmente foi que, quando surgia algo com o tom de mistério e de incompreensível, ao invés de deixar a dúvida no ar, ela insistia em quebrar o clima incluindo frases dispensáveis. Um exemplo seria: "O que era aquilo? Ela precisava descobrir." Não precisa ficar avisando que ela tem que descobrir. Se espera que ela descubra. E colocar frases assim é cortar completamente o clima.
Resumindo, Carolina Munhóz adora ficar batendo na mesma tecla.
Eu admito que não consegui ler o livro inteiro. Tentei resistir, mas a cada página que passava, mais penosa se tornava a leitura, e mais ressaltados ficavam os defeitos nos quais a autora continuava insistindo.
A história foi fraca demais até mesmo para despertar a curiosidade de como terminaria. Não sei como termina, mas só de ler a sinopse eu já consegui imaginar o final mais clichê possível.
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Deny.Gabriel 24/10/2020

Eu pensei que não iria gostar muito da historia pois nao é do tipo que eu iria ler, mas me surpreendi bastante, pois gostei do livro.
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Leitora Viciada 19/08/2012

Ainda não li o primeiro romance da Carolina Munhóz, que lhe rendeu o título de melhor escritora jovem de 2011 pelo Prêmio Jovem Brasileiro. Mesmo desconhecendo A Fada, iniciei a leitura de O Inverno das Fadas com enormes expectativas, porque encontrei muitas críticas favoráveis à jovem, bonita e simpática escritora. Com este livro garanto que além de totalmente original, criativa e inovadora, Carolina é muito talentosa. Com esta resenha irei explicar o porquê de cada elogio.
Posso ser ousada, mas é minha opinião: se Marion Zimmer Bradley estivesse viva, fosse brasileira e tivesse a mesma idade da Carolina, talvez o resultado de seu trabalho fosse semelhante ao de O Inverno das Fadas.

Não que Carolina não tenha seu próprio estilo, ela tem, e bastante! Mas existem semelhanças de sua obra com algumas da Marion, como a mitologia celta, véus mágicos entre dimensões, magia e forças da natureza em ação, mulheres protagonistas fortes e poderosas, batalhas místicas e nenhum preconceito quanto às vontades e atos das personagens; só que com um ar muito mais jovem, atual e pop. Afinal, Marion faleceu em 1999 e suas obras são antigas.
O Inverno das Fadas traz magia, sensualidade, modernidade e sentimentos muito intensos. É sexy e inteligente. É mágico e instigante, mas com mensagens e sentimentos muito reais. Não o considero um simples livro YA (Young Adult, Adulto Jovem), porque possui mais complexidade em suas páginas para leitores mais atentos.

Antes de tudo: se você não é um especialista em fadas, em cultura e mitologia celta, jogue fora todas as imagens e informações sobre esses seres mágicos da cabeça. Limpe sua mente de julgamentos pré-estabelecidos e se prepare para entrar num mundo de fadas totalmente diferente e muito mais real do que o que estamos acostumados a ver. Uma mitologia bem organizada e diversificada, interessante e menos infantil do que encontramos nas histórias.

A originalidade da obra: a autora saiu do "lugar-comum" dos contos de fadas. Ela buscou a fundo criar e reproduzir lendas do folclore celta rústico. Mostra ao leitor que as fadas não são iguais, que existem vários tipos, com poderes, dons e funções diferentes. Não existe apenas aquela típica fadinha boa nem apenas fadas-madrinhas protetoras. Existem Banshees, Súcubos e outros tipos de fadas.
O destaque fica para a Leanan Sídhe, uma fada muito mais obscura, sensual e completamente fatal. Sophia, a protagonista do livro é uma fada desse tipo; e não para por aí: sua diferença não é apenas ser uma fada rara e diferente; sua origem é mais complexa do que as de todas as outras Leanan Sídhe! Não contarei, leiam e descubram.

Uma Leanan Sídhe é uma fada que vive da energia de humanos, suas caças. É uma musa inspiradora com beleza fora do comum e irresistivelmente atraente. Ela oferece para um artista inspiração ilimitada e muito sucesso em suas criações e trabalhos em troca de seu amor, devoção e energia vital. No entanto, a vítima freqüentemente enlouquece e tem uma vida intensa, de enorme sucesso, deixa sua marca na História e morre prematuramente, quase sempre no auge da carreira. Conforme a fada inspira a pessoa e a seduz, suga a vida da presa.
Essa é a função dela para o equilíbrio do mundo. Cada fada segue seus instintos e deveres conforme sua natureza. Portanto, o leitor encontrará uma fada folcloricamente diferente do comum.

Além de ser original ao abordar um tema que já está batido na Literatura YA da atualidade (podemos até concluir que as fadas estão na moda, assim como os anjos e as sociedades distópicas) utilizando uma mitologia quase que inédita para a maioria dos leitores, com uma estrutura excelente, Carolina é criativa. Afinal, não é qualquer escritor (a) que consegue transformar um tema simples, famoso e clichê numa história diferente, apaixonante e marcante.

Inovação: presente na união da mitologia feérica ao mundo pop atual. No decorrer do livro conhecemos as vítimas de Sophia através de flashbacks, que na verdade são referências a artistas que realmente deixaram fãs e trabalhos inesquecíveis em suas respectivas áreas.
A autora prestou homenagem a esses artistas, assim como também alerta como suas vidas se foram; talentos perdidos em meio a overdoses, suicídios, distúrbios psicológicos, depressão, solidão...
Como humanos talentosos da vida real morreram perante a mídia, e quantos outros percebemos estarem doentes, enquanto outros nos surpreendem com suas mortes fulminantes? Não apenas jovens famosos, mas a autora também alerta sobre quantos outros morrem e não são noticiados por serem desconhecidos.
Através de algumas personagens secundárias, jovens da região onde se centra a história no mundo dos humanos, a autora também ressalta como o abuso de drogas e álcool é cada vez mais comum. É um alerta!

Notamos Heath Ledger, Amy Winehouse, Britanny Murphy, Raul Seixas, Michael Jackson, Kurt Cobain e muitos outros homenageados - É claro, são apenas referências, mas não há como não fazer comparações. Além de citar escritores como George R. R. Martin, J. K. Rowling, J. R. R. Tolkien, Marion Zimmer Bradley e outros, cada capítulo contém um título. Na última página existe a listagem de cada capítulo e descobrimos serem frases ou trechos (sempre traduzidos) de músicas de artistas como Linkin Park, Kelly Clarkson, Adele, Nirvana ou Evanescence. Ou seja, é um livro que une a mitologia antiga dos celtas com toda a sua tradição ao mundo jovem atual, moderno e pop.
Existe uma personagem enigmática que surge no decorrer do livro, imaginei quem ele seria... Bom, pelo menos na minha cabeça!

O talento: Carolina constrói cenas mágicas tão realistas que parecem verdadeiras; cenas comoventes que afetam o leitor. As dimensões, seres e encantamentos são descritos em detalhes. A narrativa da autora é aconchegante, o leitor se sente rapidamente bem ambientado ao enredo.
É o tipo de escritora que consegue passar tantas informações através das cenas, ambientes, atos e personagens. Não é do tipo que enche o leitor de informações e deixa o livro entediante. Ela mostra com naturalidade, não explica demais. E isso é o que mais admiro num escritor. Rapidamente entramos no clima da história e conhecemos as personagens.

No entanto, além de demonstrar minha opinião sobre o talento da Carolina, existem outros pontos a serem notados no livro. Primeiramente que é uma obra bela como um todo. Não apenas no conteúdo, mas também na diagramação, revisão, qualidade gráfica e estrutura do texto. Gostei das divisões dos capítulos, das pausas, da fonte e não encontrei erros. A capa, que foi escolhida através de votação popular é muito linda e demonstra uma cena muito específica - uma das que mais gostei de todo o livro! O trabalho da editora me agradou por completo.

Às vezes a autora faz um pequeno retorno aos breves acontecimentos como uma recapitulação dos mais importantes. Faz de forma discreta e breve, porém não vi necessidade disso ocorrer no começo de alguns capítulos. Uma manobra para manter alguns leitores distraídos atentos. Alguns nem irão reparar nesse detalhe. No entanto, quando ocorre (poucas vezes) não atrapalha o ritmo da narrativa; ressalto que não é um defeito, apenas algo que achei desnecessário.

A narrativa é em terceira pessoa e a autora nos mostra diferentes pontos de vista, sempre focados no casal principal e na missão de Sophia, que acaba se tornando um romance, um desastre para a "fada vampira".
O romance impossível que é fator dominante nos livros YA está em O Inverno das Fadas. Apesar de o começo ter me passado a impressão de ser algo um pouco forçado, percebi que a magia provocou isso; e o romance dos dois ultrapassa as barreiras dos encantamentos para mostrar que é amor verdadeiro.

Como uma Leanan Sídhe poderá amar um simples humano sem levá-lo à morte lenta por absorver sua energia ou suicídio por não suportar mais o sofrimento? Como estar ao lado dele sabendo que é o motivo de sua dor? E como se afastar completamente dele e morrer?

O que para Sophia parece ser um acidente (pois uma Leanan Sídhe nunca se apaixona, muito menos ama uma presa) pode ser algo mais valioso. Talvez, William, o jovem escritor que ela deveria seduzir e influenciar a escrever um best-seller seja a sua alma gêmea. O que era para ser mais um trabalho difícil, porém comum, torna-se amor arrebatador. Era para ser simples: ir à dimensão dos humanos, seduzir um rapaz humilde, mas inteligente e já talentoso, através de sua beleza e habilidades sexuais e depois sugar a vida dele. Porém se torna uma jornada implacável e tortuosa, que modifica não apenas a vida do casal, mas a de outras pessoas e seres mágicos; mexe com o equilíbrio natural da magia entre os mundos.

William é a personagem por quem as leitoras irão se apaixonar, porque além de talentoso, ele é corajoso e mesmo sem poderes, o humano comum enfrenta por sua amada forças que ele desconhece completamente. A autora cria um romance que agrada os mais românticos, adoradores de amores impossíveis, mas cria outros fatores na história.

Já Sophia não seduz apenas William; seduz os leitores. Impossível ler cada acontecimento e ficar sem se emocionar e torcer por ela. Ao mesmo tempo em que ela parece uma assassina fria, aos poucos percebemos o quanto na verdade ela sofre com essa sina.
Adoro protagonistas que aparentemente parecem vilões, maus ou anti-heróis e aos poucos vão te cativando, te envolvendo até aflorar sua verdadeira essência. Então encontramos os verdadeiros e mais marcantes heróis. Assim é Sophia, a Leanan Sídhe.

Parênteses na análise da protagonista: a complexidade/sina me lembrou, em parte, a personagem Vampira (Rogue) das histórias em quadrinhos dos X-Men da Marvel. Ambas não podem evitar sugar a energia de quem as ama. Sophia é um ser feito para seduzir, tanto fisicamente quanto psicologicamente e matar seu amante e necessita disso para viver; Vampira nasceu com um dom mutante que não lhe permite amar fisicamente e qualquer toque em sua pele fere e pode ser letal, também absorvendo a vida da pessoa. E ambas surgem como jovens atraentes, mortais e aparentemente vilãs que depois nos levam às lágrimas e comoção total. Sophia é para mim uma das melhores heroínas da Literatura Nacional, pois possui inúmeras facetas, é imprevisível e evolui muito ao descobrir o amor.

Uma mensagem que captei no livro é de como romper nossas próprias barreiras e limites, ampliarmos nossos horizontes e lutarmos por nossos sonhos e desejos. Não devemos ser o que querem que sejamos e sim o que desejamos ser. Não devemos ser passivos e aceitar o que a sociedade e às vezes a família e outras pessoas ao nosso redor nos impõem. Temos de conquistar o que desejamos, e não aceitar o que nos é dado.
Essa é a principal batalha de Sophia: ela luta contra a própria natureza por amor, mesmo sendo impossível. Ela não aceita tradições, regras, ordens e dogmas; ela os enfrenta de todas as formas que consegue em busca do bem e da possibilidade que parece inalcançável de estar ao lado do seu amor sem riscos para ninguém.

Carrega um fardo grande demais, um dever que necessita ser continuamente executado. Qualquer um sofreria por ter essa obrigação. Pesa, dói e marca ser a responsável por tantas mortes e não poder viver de outro modo. É questão de sobrevivência, ou mata ou morre. Marca tanto que cada alma deixa uma tatuagem diferente na pele e uma ferida no coração de Sophia. Ela precisa ser mais fria e gelada que o mais rigoroso inverno; o problema é a chama do amor que surge para derreter o gelo de Sophia; ao mesmo tempo aquece e queima seu coração aos poucos.

Este livro entrou para minha lista dos preferidos, Carolina com Sophia e William também.

+ resenhas em www.leitoraviciada.com
Ingrid 19/04/2015minha estante
Marion Zimmer Bradley se revirou no túmulo. Que blasfêmia.




Lorrayne 08/11/2012

O Inverno Das Fadas é o primeiro livro sobre fadas que eu li na vida... Acho que eu nunca tive vontade de ler pois sempre vi o termo 'fada'como um ser estilo TinkerBell, ou algo assim. Foi uma amiga minha que insistiu sobre o livro. Tenho que confessar, eu nao esperava por algo tao envolvente e impressionante quando comecei a ler O Inverno Das Fadas.
A historia de Sophia deixa claro que ela nao gostava de matar os artistas. Era deprimente, mesmo sendo excitante a forca e o poder. Ela caiu mais em si quando conheceu Willian. Sophia era filha de uma fada com um elfo, fruto de um relacionamento fadado a morte. Isso talvez possa ter influenciado seu amor com Willian.
Eu fiquei super chocada ao assimilar uma das cacas de Sophia com Michael Jackson. Sério, quando eu me toquei - o que nao demorou muito - fiquei de boca aberta. Ousou, ein Carolina?
Mas tirando as citacoes de artistas famosos - mesmo dando na cara ser o Michael, foi preciso já que é o que a Fada faz, certo? - o livro é otimo!
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Geovane 09/07/2013

Então a moda é um tapa na cara?
Lá estava eu visitando uma amiga, quando me deparo com tal livro em sua estante. Já estava curioso para dar uma lida nele, mas nunca havia feito a compra de verdade, então pedi o livro emprestado.

Assim que cheguei em casa, me preparei todo pra ler o livro, esperando uma verdadeira delicadeza mágica vinda do mundo das fadas. Mas não foi isso o que aconteceu...

O livro já me vem com uma frase de uma música da Nelly Furtado (nada contra a Nelly, amo ela até), o que não poderia ser mais irritantemente apelativo. E as coisas não param por aí, ela faz referências EXPLICITAS sobre os gigantes da mídia o tempo inteiro durante a enfadonha leitura.

A Srta Munhóz conseguiu me atormentar com suas palavras, e não falo isso de uma forma positiva.

Talvez deva-se a meus gostos por obras mais complexas, mas a linguagem utilizada por ela é tão pueril que me desmotiva. Amantes de estórias teen, este livro é um prato cheio de suspiros para vocês!

A história é legal, e poderia ser tão bem aproveitada... Personagens que poderiam se mostrarem de forma mais rica acabam se perdendo na trama central que só não ficou mais irritante porque o livro não é tão longo, mas ainda sim, aqui você encontrará capítulos totalmente desnecessários.

Espero que Munhóz, no caminho de escritora que começou a trilhar, possa assumir um compromisso mais sério e escrever uma obra realmente madura, digna de nossa literatura.

Mas desta vez, o Inverno das Fadas deixou a desejar, e não houve magia que pudesse salva-lo.
Vitor 14/07/2013minha estante
Livro trash!




Priscilla Coelh 26/08/2014

Muito ruim
Dificilmente acho um livro tão ruim a ponto de me perturbar saber que ele está em minha estante, mas esse é o caso aqui. Escrita muito fraca e extremamente cansativa. A história é chata e super mal desenvolvida. Há muitos livros no mundo para ler e esse não é um deles.
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