Guerreiros da Esperança

Guerreiros da Esperança Andrea Hirata




Resenhas - Guerreiros da Esperança


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Rafa 24/08/2012

Resenha - Guerreiros da Esperança - Andrea Hirata
Quando terminei essa leitura, pensei: Oh, quão magnífico pode ser um livro. Pois é, este pra mim foi um livro magnífico...

Guerreiros da Esperança, ou poderíamos dizer da Educação? Pode-se considerar ambos também, já que esperança e educação nesse livro se encontram/deparam e muito.

A história em todo seu conteúdo é emocionante e completamente maravilhosa. Depois da leitura você nunca mais vai querer reclamar de sua vida do jeito que ela é ou que poderia estar. Já que com tão pouco, os pobres meninos da ilha de Belitung conseguem ser felizes com o que tem, podem aprender no meio da pobreza o que é ser responsável, podem também somar 2+2, quando possível... É um livro terno que nos ajuda a seguir nosso caminho, que nos ensina a viver, que nos dá mais um motivo para sorrir ao invés de reclamar por nossos problemas tão insignificantes.

O que a maioria deve pensar ao estar lendo o livro e que eu também pensei, é que hoje em dia muitos não gostam/gostavam de ir à escola, já no livro, na Ilha de Belitung (Indonésia), é outro caso, eles tinham prazer em aprender, em andar 40 km todos os dias para chegar à escola, e não era a escola que você frequenta/frequentava não... É uma escola escassa, a céu aberto, a mais pobre que se possa imaginar. Só para constar, a única professora, que lecionava para 10 míseros alunos, não ganhava mais do que 25 dólares para ensinar tudo que sabia, Bu Mus era jovem e costurava para ganhar seu pão de cada dia.

O mais incrível ainda, é que as crianças, tinham prazer em ir à escola, tinham prazer em receber a professora em casa quando não podiam ir até lá... Bu Mus se preocupava com os alunos, ela amava o que fazia. Amava seus alunos. E ah variedade de histórias e personagens descritas nos capítulos, faz dessa história, uma viagem inesquecível pra quem lê. Porque eu me apaixonei por eles. Não tem como não se emocionar, se apaixonar, se encantar pelas histórias, pela simplicidade como é contada... Andrea dá um show de emoção quando escreve. E a tradução que se fez ao português digo o mesmo, porque para transmitir a tradução de outro autor é como copiar a emoção sentida/lida na versão anterior.

A professora Bu Mus, de apenas 15 anos, e o diretor da escola Pak Harfan lutavam muito para manter a escola em pé. Com pouco alguns dão valor, já os que têm muito nem ligam se perder. É essa a triste realidade nos dias de hoje?

Eu por exemplo, adorava ir à escola. Quando minha mãe não deixava eu ir, fazia birra, a escola pra mim era meu refúgio, adorava a biblioteca, adorava tudo, até meus professores queridos. Ainda bem que dei valor à eles...

Cada capítulo era uma emoção a parte. Eles buscavam crescer mais e mais, tanto espiritualmente, como nas sabedorias que Bu Mus passava todos os dias.

De todos os personagens, o que mais gostei foi de Litang, por sua bravura e por ser tão inteligente, era o orgulho da professora Bu Mus.

A linguagem da autora é maravilhosa, quanto mais você lê, mais quer saber de onde ela tirou aquela história. Aliás, ela viveu essa história. Ela é a educação em pessoa. Talvez ela fosse Bu Mus, isso já não posso dizer, mas torço para que tenha sido ela.

A triste realidade dos personagens, nos faz ver o quanto somos mais ricos do que imaginamos, temos muito e reclamamos muito. Livros assim nos mostram que temos tudo e que não precisamos de mais nada para completar nossa felicidade. Além da família, a força da verdadeira amizade completava tudo.

Se você procura um livro que foge das modinhas de hoje e quer se emocionar, taí um livro pra te tirar da rotina.
SylviaReginaPellegrino 21/11/2015minha estante
Gostei muito de sua resenha. Principalmente a lição: "A história em todo seu conteúdo é emocionante e completamente maravilhosa. Depois da leitura você nunca mais vai querer reclamar de sua vida do jeito que ela é ou que poderia estar. Já que com tão pouco, os pobres meninos da ilha de Belitung conseguem ser felizes com o que tem, podem aprender no meio da pobreza o que é ser responsável, podem também somar 2+2, quando possível... É um livro terno que nos ajuda a seguir nosso caminho, que nos ensina a viver, que nos dá mais um motivo para sorrir ao invés de reclamar por nossos problemas tão insignificantes."




Pedro Almada 30/07/2012

Único!
Num lugar onde a maior parte da população é resumida em mineiros e pescadores, poderia a educação proporcionada por uma simples escola de aldeia mudar a vida de onze garotos?
Andrea Hirata trouxe uma deliciosa proposta de como o ensino, quando ensinado com paixão, pode transformar a vida das pessoas. A história tem seu início em Belitung, uma ilha da Indonésia, uma região com muitos recursos naturais e uma população cuja minoria desfrutava dessa riqueza.
Narrado por Ikal, um aluno da pequena escola de aldeia, o menino conta as peraltices e descobertas, conta como se apaixonou pela escrita e, também, pela jovem A Ling. Ao lado de muitos amigos, entre eles Harum, um menino com síndrome de Down e com um coração do tamanho do mundo, Ikal desbrava seu familiar universo sob uma ótica diferente, enxergando seu país com uma nova lente: o "conhecimento", presentes de Bu Mus (a professora generosa) e Pak Harfan (o diretor apaixonante).
Guerreiros da Esperança nos revela o óbvio: somos diferentes, mas, juntos, somos um igual e perfeito ser, todos temos nossos pontos fortes e, se nos mantemos em hamornia, as qualidades de uns podem sobrepor o defeito de outras, como se a amizade pudesse compensar o defeito de cada um e, da mesma forma, acentuar o que há de positivo. Na pequena escola Muhammadiyah, cada um tinha o seu talento e, como professores eficientes que eram, Bu Mus e Pak Harfan tentavam desenvolver o que há de melhor em suas crianças. Ikal narra, de forma simples e igualmente cativante, como é viver na pobreza de um país que sofre com a corrupção e o ostracismo das crianças pobres. Os garotos descobriram, juntos, o valor da amizade, o preço de suas ações e, principalmente, a extraordinária mudança que a educação pode fazer em suas vidas.
Envolvente, é a principal qualidade da obra. Andrea Hirata consegue nos fazer rir, nos comover, consegue transformar cenários simples em um verdadeiro espetáculo. Não apenas isso, o livro traz muitas informações sobre como a vida na Indonésia pode ser difícil, viver em uma terra fértil que, no entanto, alimenta apenas os que possuem mais dinheiro.


"Nós, nativos de Belitung, éramos como um bando de ratos famintos num celeiro cheio de arroz"
página 25


São muitos os personagens que nos marcam. Um dos meus preferidos é Lintang, o menino prodígio com um Q.I. extraordinário e um amor incomum pelo aprendizado. Sua história de vida nos comove do início ao fim, um garoto pobre cujos pais venderam a aliança de casamento para dar condições ao filho de estudar. Ele foi um verdadeiro professor nessa história, pois é capaz de ensinar aos leitores que aprender sempre nos dá algum retorno, e sempre positivo.
Flo é uma aluna de família mais bem endinheirada que, incapaz de se adequar aos padrões de sua escola, decide ir para a pequena escola na aldeia. Um dos pontos negativos (acho que esse foi o único) foi a superficialidade com que o autor lidou com essa personagem. Flo poderia ter sido bem mais explorada, mesmo porque tem uma personalidade forte e com potencial para se destacar ao longo do enredo. Mesmo que isso não tenha acontecido, ela é uma de minhas preferidas.
Bu Mus, a professora, ganha cada vez mais espaço na história, especialmente após a metade do livro, quando ela se vê na posição de salvar sua escola da demolição. Não foi difícil ficar encantado com essa pergonagem, cheia de vida e altruísmo.


"Embora fosse miseravelmente pobre, Bu Mus jamais se deixara deslumbrar pelo dinheiro"
Página 218


Ler Guerreiros da Esperança me fez pensar em como temos sorte, e em como temos muito o que valorizar em nossa cultura. Penso que a leitura deve, principalmente, nos despertar o interesse por mais leitura. E foi o que Andrea Hirata fez em sua obra. Eu fiquei tão intrigado com a paixão de Ikal pela sabedoria, e tão comovido com o eterno sorriso de Harum! Uma leitura mais do que recomendada. Pra quem gosta de se emocionar com uma boa leitura, então, vale muito a pena!

Guerreiros da Esperança é o primeiro livro da série Laskar Pelangi. Não vejo a hora de dar continuidade a uma saga diferente, onde o objeto dos heróis é uma educação de qualidade.

Boa leitura, fiquem na Paz!
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Caroline.Bordin 27/08/2020

exemplos de dedicação, superação e fé
Um livro maravilhoso, carregado de exemplos de dedicação, superação e fé, envolvendo a educação.
Terminei o livro apaixonada pela professora BuMUs e por seus alunos, principalmente por Ikal... Apesar de todos incidentes e dificuldades eles não desistem nunca.
Quantos ensinamentos....
Um livro emocionante, recomendo!!!
Quero assistir o filme, ler os outros livros e conhecer a Indonésia!!!
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Mel 02/08/2013

A narração é cheia de sabedoria. Incrível o exemplo de superação que as crianças ensinam. É o tipo de livro que todo político deveria ler, porque a "ironia" da Ilha de Belitung existe em vários lugares do mundo!
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Simony 08/04/2013

Guerreiros da Esperança, Andrea Hirata
Resenha

Boa parte da comovente história dos Guerreiros da esperança se passa na Escola de ensino fundamental MUHAMMADYAH a mais antiga de Belitung na Indonésia. Tendo como professores para todas as disciplinas Bu Mus e Pak Harfan que amavam seus alunos e tinha cada criança como metade de sua alma. Porém, estes dois admiráveis professores não só ensinavam matérias escolares como: matemática, física, religião... Eles ensinavam o valor da amizade, o valor de cada um e acima de tudo, eles mostraram e ensinaram aos alunos a ter dignidade e auto confiança.

Cada aluno, Trapani, Kucai, Sahara, Syahdan, Harun, Lintang, Mahar, Birek, A kiong, Ikal e mais tarde Flo, eram crianças de pobreza extrema, menos Flo, que era rica. Apesar de viverem em cima de tesouros incontáveis, juntos enfrentavam dificuldades, sofriam com seus pais e por suas famílias, não tinham acesso á livros caros, não tinham as melhores roupas, nem a melhor escola, que aliás, mais lembrava uma barraca, mas, no alto da árvore filicium todos os 11 amigos formavam o grupo Laskar Pelangi ( guerreiros do arco-íris) e apesar de todas as dificuldades, eles eram felizes, brincavam juntos, e riam juntos.
Graças ao amor e dedicação em lecionar de Bu Mus e Pak Harfan e a genialidade natural de Litang e Mahar foi possível á estas crianças sem esperança, sonhar com um futuro diferente daquele que já estavam predestinados, e enfrentarem de cabeça erguida todas as dificuldades que estariam por vir.

Quando vi na capa que este exemplar vendeu mais de 5 milhões de cópias e rendeu até um filme The Rainbow Troops e que foi aclamado como o melhor filme, me senti intimidada, talvez eu não conseguisse expressar o que era esperado de mim, primeiro marquei tudo o que achei mais legal, o que eu mais gostei, mas logo parei, porque eu estava marcando todo o livro, daí pensei melhor e decidi escrever o que senti em relação á leitura...

"Talvez fosse melhor eu simplesmente voltar para casa esquecer a escola, e seguir os passos de alguns dos meus irmãos e primos mais velhos, que se tornaram faz-tudo..."

Com apenas oito paginas, me emocionei e senti lágrimas encherem meus olhos quando li estre trecho no qual Ikal uma criança pobre, pensa em desistir de seu sonho. E a décima primeira página me vi rindo quando a mãe do Harum disse:

"- E, mais importante, é melhor ele frequentar esta escola do que ficar em casa, onde vive perseguindo minhas galinhas."

Se em apenas onze páginas esta história me deu vontade de chorar e de sorrir, imagina o que em suas 280 páginas fariam...
Confesso que histórias tristes, não são o meu forte, e este livro é todo de histórias tristes, mas histórias tristemente lindas, aventuras, misticismo, alegrias, humildade, dignidade e outros sentimentos que só saberão quem tiver a oportunidade de ler esta extraordinária obra.

"- Três dragas estão apontadas para esta escola!"

"A notícia de Mujis era assustadora, pois qualquer coisa que estivesse no caminho das dragas sem dúvida seria destruída."

Solidariedade, foi o que senti neste trecho, a escola, o lar de felicidade daquelas crianças estava por um fio, ninguém mais acreditava que ela ficaria de pé, pois nada ficaria entre a AP e o tesouro ainda mais uma humilde escolinha de aldeia.
Amei junto com Ikal e sofri quando seu coração foi partido. Vibrei junto com todos quando os alunos conseguiram após décadas o troféu de melhor desempenho artístico. Me senti gloriosa junto com Lintang quando ele recebeu o troféu no desafio acadêmico e como se não bastasse, “deixou no chinelo” aquele professorzinho sabe-tudo. Me ressenti quando o povo tão pobre, tão miserável, passavam fome e todo tipo de privação quando sua própria terra tão valiosa era roubada. Me assustei de verdade quando o bobão do Syahdan se fingiu de morto, aquele mentiroso...
Com estas e muitas outras histórias que este livro tão especial conta, me senti principalmente fascinada Espero de coração que todos tenham o prazer de ler, pois é uma obra que não pode deixar de ser conhecida. É aquele tipo de livro que agente lê entende de primeira, que agente ama e admira cada linha escrita, que sonha com cada sonho e ri com cada riso, um tipo de livro que vou incentivar a minha filha a ler, quando ela aprender, é claro... rsrs, por que nos faz sonhar acordados e nos ensina o que deve ser ensinado.

"Porém, a lição mais valiosa que aprendemos durante aquele tempo mágico foi... A dar o máximo possível e não extrair o máximo possível."



Muito obrigada Editora Arqueiro e Autora Andrea Hirata por mostrarem ao mundo como um livro, uma história pode nos emocionar e nos fazer sonhar.
Renata CCS 16/04/2013minha estante
Que bela resenha! Gostei da proposta deste livro.


Cia do Leitor 07/05/2013minha estante
Ela é ótima!!




cris 21/07/2012

amar o que se faz
belo livro deste escritor que ouço falar só agora;fala sobre o amor...amar o que se faz mesmo sem condição alguma.
a educação quase que perdida e esboçada de um jeito emocionante.
indicado para professores ou não;que amam o que fazem...ou não.

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Poesia na Alma 26/08/2012

[RESENHA] Guerreiros da esperança
Ufa! Preciso respirar!
Esse é um daqueles livros que causa ressaca literária. Confesso que cada página rançava rios de lágrimas. Claro que minha relação social com a educação contribuiu para tal sensibilidade. Apesar de pouco tempo de sala de aula, confidencio já ter visto muita coisa torpe, assustadora e gratificante. Agora imagina quando eu estiver com 30 anos de sala de aula?
Confesso que estou cansada de livros de vampiros, almas etc. parece que ninguém tem algo novo a dizer. Todas as resenhas são sempre iguais, pois os livros não tem nada de novo. Ler Guerreiros da esperança, 288 p., Editora Arqueiro, trouxe um fôlego gostoso ao meu processo literário.
O ar de miséria decodificado em cada palavra não me assustou, mas o fato de crianças sedentas por educação e suas famílias que depositam nessa educação a ultima gota de esperança foi o que me chamou atenção. Além de contarmos com uma riqueza de detalhes magnífica sobre uma cultura diferente da nossa. Porém com aspectos de miséria e descasos muito parecidos.
Os humildes professores viviam aquela situação estressante por causa de um aviso do superintendente escolar do Departamento de Educação e Cultura da Sumatra do Sul: se tivesse menos de 10 alunos novos, a Escola Fundamental Muhammadiyah, a mais antiga de Belitung, seria fechada. Bu Mus e Pak Harfan se preocupavam com essa ameaça, os pais pensavam nas despesas, enquanto nós – as nove crianças no meio do fogo cruzado – estávamos apreensivos com a ideia de não poder estudar.


Sinopse: "Eu sempre ouvia dizer que as crianças reclamavam de ter que ir à aula. Nunca entendi aquilo, porque, apesar da aparência miserável de nossa escola, nos apaixonamos por ela desde o primeiro dia. Bu Mus e Pak Harfan fizeram com que a amássemos e, mais que isso, fizeram com que amássemos o conhecimento. Quando a aula acabava, reclamávamos de ter que ir embora. Quando nos davam dez deveres de casa, pedíamos vinte. Quando chegava o domingo, nosso dia de folga, mal conseguíamos esperar pela segunda-feira.
A ilha de Belitung, na Indonésia, é riquíssima em recursos naturais, mas abriga contrastes sociais gritantes: de um lado, a grande empresa de extração de estanho, com suas modernas instalações e seus ricos executivos; de outro, o povo nativo, que vive numa miséria indescritível.
É nesse cenário que a jovem professora Bu Mus e o diretor Pak Harfan tentam garantir a seus dez alunos o direito inalienável à educação. Eles têm que lutar contra as mais diversas dificuldades, como o estado decrépito do casebre em que as aulas acontecem, as constantes ameaças do superintendente escolar e as gigantescas escavadeiras, prontas para explorar o solo em seu terreno.
Porém, o maior de todos os desafios é insuflar naquelas crianças a dignidade e a autoconfiança. E nisso os professores são bem-sucedidos. Juntos, seus alunos aprendem o valor dos amigos, conseguem descobrir o que há de melhor em cada um e conquistam feitos inéditos para sua pequena escola de aldeia.
Com mais de 5 milhões de exemplares vendidos, Guerreiros da esperança se tornou o maior fenômeno editorial de todos os tempos na Indonésia. Em seu livro de estreia, Andrea Hirata nos leva numa comovente viagem pela beleza das amizades de infância, pela pureza do primeiro amor e pelo poder de superação que só o exemplo e a educação são capazes de oferecer.


Com narrativa em primeira pessoa nos deparamos com o jovem Ikal. Menino de origem humilde que nutre um profundo prazer pela educação escolar. Ikal narra a sua história; dos colegas e professora, Bu Mus, no âmbito escolar. Permeados pelo descaso estão sempre lutando contra as condições desumanas a que são impostos. Durante a leitura você vai rir, chorar, refletir. A única coisa previsível é que você vai chegar até o final do livro.
Cada um tem uma característica peculiar, como de praxe, quem é educador sabe disso. E conseguir manter vivas nossas habilidades frente a uma sociedade injusta e miserável é caminho para baixa auto estima. E é nesse espaço geográfico, político e cruel que crianças irão descobrir o valor da amizade e a importância da educação.
Guerreiros da esperança deveria ser leitura obrigatória para educadores, pais, estudantes e universitários. Um livro intenso e real. Que em muitos momentos me fez lembrar Paulo Freire. De realidades com as quais me deparei e que muita gente nem sabe que existe, visto que a mídia não mostra.
O livro tem vida própria e ainda está ecoando nas minhas células. Andrea Hitara atingiu o ápice da excelência na obra. Ela cativa, fisga, prende. Muitas das situações não são novas para mim. Mas sei que quem não conhece muitas realidades vai ficar surpreso e em muitos casos não vai querer acreditar. Um dos livros mais vendidos da Indonésia e que já está na minha lista de clássicos.
Por Lilian Farias
http://lilianpoesiablogs.blogspot.com.br/
@liligarota
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Mariana 15/08/2012

Incrível.
Sem palavras para descrever este livro. *tentando arranjar palavras...loading*

Desafio, esperança, cultura, educação, religião e a diferença gritante entre pobres e ricos. Sério, todo mundo deveria ler esse livro. A história se passa na ilha de Belitung, na Indonésia, onde 11 crianças lutam para que a educação transforme suas vidas. Simples assim, mas nem tanto. A luta não é só pela oportunidade, mas também por manter a pobre escola em pé. Sim, em pé.

Na ilha de Belitung, a desigualdade social era uma rotina na vida de qualquer cidadão comum. A grande empresa de extração de estanho, a PN, era quem dominava tudo, explorando os recursos naturais de uma ilha tão valiosa e ao mesmo tempo tão pobre. No desenrolar da história, descobrem que embaixo daquela escola há uma enorme quantidade de estanho e outros minérios. E aí que a luta começa. A ameaça das autoridades em derrubar a escola com as poderosas dragas é o pior que poderia acontecer com aquelas crianças. Afinal, aquela era a única escola pública da ilha, pois o território era dividido por uma grande barreira: a propriedade, um lugar onde só os grandes empresários da PN moravam, e era lá também que a melhor escola da ilha se mantinha: a escola da PN, onde estudavam os filhos dos ricos.

Sabe aqueles livros que, no final, você não consegue parar de ler? Pois é. O mais legal é que a história começa desde o primeiro dia de aula, e termina ao contar o que aconteceu com cada uma das crianças (adultos agora). Uma das crianças, inclusive, foi obrigada a largar os estudos para trabalhar, por que o pai que sustentava toda a família havia morrido. Foi triste ler a parte em que uma criança dotada de tanto talento, inteligência e garra é obrigada a deixar de estudar.

Guerreiros da esperanças nos faz enxergar o verdadeiro sentindo do estudo e do conhecimento. Mudei totalmente minha visão desses dois ao ler este livro. Me odiei por muitas vezes ter tanta oportunidade e por aquelas crianças da história lutarem tanto pelo simples direito de estudar.

Isso realmente me convenceu daquela frase que diz: "Livros mudam pessoas". REPITO: Todo mundo deveria ler esse livro.

Resenha originalmente postada em meu blog: http://www.galeriadasideias.com/2012/08/resenha-guerreiros-da-esperanca-andrea.html
Juninho 05/06/2014minha estante
Todo mundo deveria lê-lo mesmo...




Mi 01/05/2014

Guerreiros mirins
Um livro muito emocionante ...

Uma luta para poder estar numa escola, de ter amigos e de Professores que amam o que fazem ....

Uma realidade triste que crianças vivem e que mesmo nas péssimas condições estavam empenhados a estudar ...

E pensar que existem crianças que não dão valor e nem respeitam ....
Juninho 05/06/2014minha estante
Pois é.... pensei o mesmo quando li este livro... Acho sinceramente que é um livro que todos deveriam ler... Pela riqueza de conteúdo...


Mi 05/12/2014minha estante
Olá Juninho ...

Só vi seu comentário hoje ... concordo com você ... Abraços




Aryane 03/12/2015

Maravilhoso e cheio de lições
Esse livro eu levei um pouco mais de tempo para ler. Talvez isso tenha ocorrido pela profundidade da história e sua relevância.

Ikal, personagem principal, conta a história da sua infância na aldeia pobre de Belitung, área rica e estanho, e explorada por uma grande mineradora. Dentre essas circunstâncias, duas pessoas lutam para manter a única escola - que tem mais de cem anos - em funcionamento, mesmo com recursos precários. Pak Harfan E Bu Mus, dois professores obstinados, que dedicam suas vidas a transferir ensinamentos e um pouco mais de dignidade para as crianças da aldeia, resgatando-os através da educação, para que eles não deixem os estudos em troca de trabalho.

A história é de uma sensibilidade tocante, ainda mais para quem é professor e leciona, o que é um desafio diário.

Esse eu levanto e aplaudo de pé.

Cinco estrelas!

site: amoremletras.wordpress.com
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Fabiane Ribeiro 26/07/2012

Resenha – Guerreiros da Esperança
Amor, amizade e educação.
Essas três palavras descrevem a bela obra escrita por Andrea Hirata, que ganhou o mundo todo.
O livro, que tem como inspiração biográfica a vida do próprio autor, se passa na ilha de Belitung, Indonésia, e tem como pano de fundo o direito à educação que todo ser humano tem.
Uma narrativa emocionante, realizada em primeira pessoa pelo personagem Ikal, sobre os dramas de uma escola que está para fechar caso não alcance o número mínimo de dez alunos matriculados.
As primeiras cenas são de partir o coração, mostrando o desespero das nove crianças matriculadas, visto que suas famílias fizeram grande sacrifício para garantir-lhes os estudos em vez de colocá-los para trabalhar – o que era comum na ilha. Porém, a turma é salva pela chegada tardia do décimo aluno e, assim, o ano letivo pode começar.
A narrativa é realmente uma jornada, na qual nos vemos ambientados em Belitung, com direito a jacaré na estrada e crenças locais, tudo isso nos envolvendo ainda mais na história. Além disso, os problemas e desafios que a turma enfrenta para manter a escola aberta e seu direito à educação aproximam o leitor a uma triste realidade. As condições da escola eram precárias, com paredes e teto desabando, animais entrando na sala de aula, além da escassez de recursos e materiais, mas eles amavam tanto aquele lugar que lutaram por ele até o fim.
Nesses momentos nos perguntamos se os problemas que enfrentamos são realmente problemas, comparados a tantos outros que existem pelo mundo.

“A vida é o que acontece quando você está ocupado fazendo outros planos!” (Pág. 260).

Há muitas mensagens na narrativa. Selecionei alguns trechos que as demonstram:

O valor da amizade:

“Naquele momento percebi que éramos todos irmãos da luz e do fogo. Juramos ser fiéis em meio aos relâmpagos e furacões de revirar montanhas. Nosso juramento foi escrito nas sete camadas do céu, testemunhado pelos misteriosos dragões que governam o mar da China. Juntos, éramos o mais belo arco-íris criado por Deus” (Pág. 247).

A importância de nossos professores e da educação que nos transmitem:

“Usando palavras humildes, poderosas como pingos de chuva, ele nos transmitia a essência da correção da vida simples. Inspirava-nos a estudar e nos deslumbrava com seu conselho de que jamais cedêssemos frente às dificuldades. A primeira lição que Pak Harfan nos deu foi sobre buscarmos nossos sonhos com vontade e convicção. Ele nos convenceu de que a vida podia ser feliz mesmo na pobreza, desde que se tivesse a coragem de, em vez de receber, dar o máximo possível” (Pág. 22).

A doçura do primeiro amor:

“As únicas coisas em minha mente eram a garota das unhas divinas e o momento mágico em que fui capturado pelo amor. Podia acontecer qualquer coisa – um castigo cruel só adoçaria meus sentimentos românticos. Estava disposto a entrar no poço da morte por minha amada” (Pág. 109).

Esses foram exemplos, pois, no geral, o livro traz inúmeros e imensos aprendizados sobre a vida.
Como pontos negativos, devo admitir que, apesar da beleza da história, em alguns pontos, a narrativa fica um pouco arrastada, chegando a ser cansativa no meio do livro. Isso é devido ao ritmo que ela assume, mas não tira a emoção das páginas.
Por outro lado, um dos pontos mais positivos são os personagens, super carismáticos.
Temos os dois professores, Pak Harfan e Bu Mus. Esta sempre afirma que perder um aluno é como perder metade da sua alma. E o mais lindo de tudo é que, no final, o narrador conta que o livro foi escrito para ela. Uma vez que, durante um momento difícil, ele prometera-lhe isso.
Os onze alunos são bem caracterizados e ficamos sabendo da vida pessoal de quase todos, principalmente dos dramas que enfrentavam para continuarem na escola. O mais importante, além do narrador, é Lintang, um menino muito especial, que, por morar longe, acordava de madrugada e pedalava quilômetros em uma estrada perigosa para chegar até a escola e, mesmo assim, não perdia as aulas. Ele foi responsável por garantir à pequena e ameaçada instituição o primeiro prêmio que ela recebeu.
Assim, finalizo deixando um trecho que mostra Lintang logo no início da narrativa, já preparando o leitor a respeito de sua importância.
Leitura indicada a todos! Super fofa, emocionante e capaz de levar à reflexão!

“O caderno que Lintang trouxera também era do tipo errado [...]. Porém, o que jamais esquecerei é que, naquela manhã, vi um garoto do litoral, meu companheiro de carteira, segurar um caderno e um lápis pela primeira vez. E, nos anos seguintes, tudo o que ele escrevesse seria fruto de uma mente brilhante e cada frase que pronunciasse seria como um raio de luz. Com o passar dos anos, aquele menino pobre do litoral venceria a nuvem carregada que por tanto tempo encobria nossa escola e se tornaria a pessoa mais brilhante que já conheci em toda a minha vida” (Pág. 16).
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Kéziah Raiol 28/07/2012

A mensagem que o livro passa é extremamente fascinante e emocionante. Faz nos acreditar que ainda existem pessoas que acreditam fielmente que a educação pode mudar o mundo, que sem educação não podemos chegar ao lugar sonhado, pessoas sem condições financeiras alguma para bancar uma escola digna para seus filhos estão dispostas a fazer de tudo para que os mesmos tenham o mínimo de educação.

Crianças, são apenas crianças que sonham em poder aprender, crianças que são conscientes que somente aprendendo algo poderão seguir caminhos opostos ao dos seus pais, que não tiveram nada e hoje em dia trabalham desumanamente para garantir o sustento de sua família.

O que me fez pensar muito enquanto lia o livro, foi o fato de muitos de nós não gostarmos de frequentar as escolas, enquanto muitos têm esse sonho, enquanto nós temos escolas com todo aparato necessário para uma boa educação, existem muitas crianças, jovens e até mesmo adultos sonhando em ter apenas uma sala para que possam aprender algo, algo que os livre da vida de trabalho pesado e sem nenhuma recompensa.
Hoje nós temos prioridades diferentes, sonhamos em ter carros do ano, casas luxuosas, enquanto eles apenas sonham em aprender, conhecer um novo mundo, e sair do pequeno universo em que são presos por falta de condições.

No começo do livro, os pais daquelas crianças pensam se realmente vale a pena todo o custo para que seus filhos estudem, se não era mais fácil manda-los para trabalhar assim como eles fizeram.

Ikal é uma criança que sempre sonhou em poder estudar, mas seu sonho estava prestes a ter um fim, a pequena escola na ilha de Belitung, na Indonésia apenas começaria a lecionar se o número de alunos ultrapassasse de 10, mas, no entanto apenas nove alunos apareceram para aprender... Só que bem na hora que iriam mandar os alunos de volta para casa, aparece o pequeno Harun que sofre de síndrome de Down.

A ilha de Belitung é rica em recursos naturais, uma biodiversidade maravilhosa, no entanto não possui quase nenhum recurso para lecionar, porém a jovem professora Bu Mus de apenas 15 anos e o diretor Pak Harfan lutam para passar um pouco de conhecimento para os alunos dessa pequena ilha.

Em alguns momentos, é descrito as condições da escola onde Bu Mus leciona, confesso que são partes lamentáveis. Como pode alguns ter tanto e não dar valor, e outros não ter quase nada e querer extremamente aprender? Como eu disse acima, nós reclamamos por moramos 15 minutos ou menos da escola, enquanto alguns têm que pegar ate barcos para poder chegar, e isso não os abate em nada. Eles continuam pela busca insaciável de conhecimento.

Ikal acaba crescendo junto com os demais alunos, passando juntos por aprovações, conhecendo juntos os significados do amor, aprendendo e perdendo, também conseguindo grandes vitórias.
Bastante emocionante, uma realidade muito triste e ao mesmo tempo uma grande lição de vida para todos nós.

Também gostaria de falar sobre o material escolar deles, vocês já pararam para pensar no seu material escolar de quando você era criança? Vamos relembrar: Lápis, lápis de cor, giz de cera, estojo, mochila, lancheira, tinta, borracha, caderno, agenda, apontador, enfim um monte de coisas que julgamos serem muito necessárias, mas para essas crianças ir estudar com apenas um lápis velho e um caderno já foi mais que suficiente.

Recomendo.
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Aline Coelho Cury 09/08/2012

"Expariência tocante"
"A Educação é um direito básico do ser humano e em todo o mundo existem crianças e professores que ainda lutam para garantir esse direito".

Esse livro nos conta a história de vida de um grupo de crianças e seus professores e sua luta para continuar estudando. Eles vivem na ilha de Belitung, na Indonésia, ilha rica em recursos naturais, mas como em várias partes desse mundo eles não tem direito de usufruir dessas riquezas porque uma empresa extrangueira já se apossou dela.
No livro o narrador da história nos mostra tudo que podemos encontrar na ilha, desde sua colonização até os dias atuais. Mostra a rotina sofrida dos moradores nativos, suas perspectivas de vida, sua religião (muçulmano) e suas crenças, as diferenças sociais etc. É interessante perceber o crescimento da sua consciência cristica depois de um tempo de estudo nos alunos, além de sua visão irônica em certos momentos.
É trite ver como as crianças não são motivadas a estudar porque os pais não tem condição de pagar por esse estudo até o mesmo se formar, então eles dão preferência ao trabalho para assim ajudar no sustento da familia.
Nesse contexto encontramos dois professores que mesmo pobres acreditam que a educação pode mudar o mundo e por isso lutam para manter a carente escola da aldeia funcionando. Os relatos dos esforços que os alunos fazem para conseguir estudar são surpreendentes. A infra-estriutura da escola não tem a mínima condição de funcionamento, mas eles não se deixam abater e continuam estudando. É revoltante perceber que ninguém ajuda esse escola, muito menos seus alunos e professores.
Para mim o ponto alto da história é quando tem uma competição de conhecimento entre a escola modelo (que é patrocinada pelos donos da empresa que fica com toda riqueza do país) e a escola da aldeia; e eles conseguem provar seu valor, mas para minha surpresa nada muda na sua realidade, nenhuma ajuda aparece para melhorar a escola.
Com o passar dos anos as crianças crescem e cada um segue seu caminho, uns bons e outros nem tanto. Porém o mais interessante foi acompanhar o nascimento da esperança e autoconfiança nos alunos daquela pequena escola, além disso tiveram uma ótima infância ao lado de amigos e viveram momentos inesquecíveis naquela escola que tão bravamente representou a resistencia a opressão dos poderozos.
Percebi que o conhecimento está disponível para aqueles que realmente o querem, porque mesmo sem recursos físicos suas almas foram guiadas para os melhores caminhos.
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Paulinha 01/12/2012

Os verdadeiros guerreiros
O livro Guerreiros da Esperança é narrado por Ikal, jovem estudante da Indonésia que conta a história de onze crianças que enfrentaram grandes desafios para estudarem. A professora recém-formada Bu Mus e o diretor Pak Harfan, compartilhavam um mesmo sonho: “mudar a vida das crianças na indonésia através da educação”, mas desde o primeiro dia de aula encontraram dificuldades.

O supervisor educacional disse que se não houvesse a quantidade mínima de dez alunos a escola seria fechada; dez alunos era uma quantidade de alunos difícil em um país em que a maioria da população era analfabeta.Mesmo cheio de crianças na idade escolar só haviam se matriculados nove alunos, o prazo já estava se esgotando quando surgiu Haru e sua mãe.
A escola Muhammadiyah estava em situação precária e a qualquer momento corria o risco de desabar ou de ser fechada por não suprir os requisitos do ministério da educação, mas o que realmente mantinha a escola aberta era a vontade dos professores e o empenho daquelas crianças nos estudos.


Belitung era uma ilha riquíssima, mas cheia de contrastes já que seu povo era pobre e vivia a beira da sarjeta; faltava-lhes dinheiro, comida, remédios e educação. As desigualdades econômicas e sociais eram gritantes, de um lado casebres e a alguns metros de distancia mansões em estilo vitoriano.


Aos dez alunos se juntou uma menina chamada Flo, que juntamente com seus colegas e professores travaram uma luta para que não lhes fosse negado o direito a educação.


Com uma população estagnada a miséria, para alguns a educação daqueles alunos de nada servia, pois a sociedade não esperava nada, eles eram subestimados em sua inteligência e capacidade.Só que entre as onze crianças que estavam naquela pequena escola, havia alunos brilhantes que se tivessem oportunidade na vida se tornaria profissionais de altíssima qualidade.

A educação no livro Guerreiros da Esperança é abordada de forma impressionante e comovente, sobre os aspectos sócio – econômico – político; conforme a história vai se desenrolando vamos refletindo e nos emocionando com os relatos do que aconteceu com essas onze criança, que de certa forma representa todas as criança da Indonésia.

Guerreiros da Esperança é um livro que fala sobre educação, mas que acima de tudo nos mostra que temos que dar asas aos nossos sonhos e nunca desistir mesmo quando isso parece ser inevitável.

Um dos melhores livros que li esse ano, uma história inspiradora que me cativou desde a primeira página.Depois do livro fiquei muito curiosa para saber mais sobre a Indonésia e a ilha Belitung, o livro deu muitas informações mais ficou aquele gostinho de “quero mais”, quando terminei a leitura fui correndo no Google para descobri onde fica essa ilha (fiquei de boca aberta com as imagens).
Indico esse livro para todas a pessoas independentemente da idade e principalmente para os meus colegas de profissão. Este livro aborda a realidade da indonésia, contudo não está tão distante das realidades de alguns lugares de nosso Brasil que as crianças não frequentam a escola para auxiliarem seus pais na renda familiar; pessoas brilhantes e talentosas que não desenvolveram seus talentos por causa da pobreza.
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