Helena de Troia

Helena de Troia Francesca Petrizzo


Compartilhe


Resenhas - Helena de Troia


16 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2


@injoyce_ 02/06/2018

Helena de Troia
Se você, que tinha opiniões a respeito daquela mulher que não eram tão bons quanto as minhas, recomendo que leia o livro para você se certificar da sua opinião ou ter outra a respeito.
Helena era uma mulher que sofria muito por não ter casado com alguém que ela amasse de verdade e acabou que só conseguia a felicidade nos braços de outros homens, que, depois de um curto período de tempo não a queria mais.
Mas Helena bela e de tão bela era amaldiçoada, Pois o homem que pensava ser seu verdadeiro amor, era ainda pior que seu marido abandonado.
A história de Helena de Troia é contada em duas partes: Esparta e Troia.
O livro é pequeno, para quem tem tempo, consegue lê-lo no máximo 2 dias.
O bom do livro também, é que os capítulos são curtíssimos, deixando parecer uma leitura mais rápida que o habitual.
Se você é fã da guerra de Troia, e quer saber os pensamentos da mulher que desencadeou toda a guerra e o que lhe acontece depois da guerra Épica com ela, este é o livro ideal.
Achei Helena burra,uma tola, ela poderia pelo menos tentar amar seu marido, mas como dizia ser de pedra,só pensava no ódio de ter casado com alguém que não amava.
Sei que deve ser horrível casar-se com alguém que não se ama, mas antigamente era assim. Se não o amava, pelo menos tentasse amá-lo. Por esse motivo...por ela só pensar nela, por ela só pensar nela e por ter encontrado muitos erros de digitalização irei da ... 3 estrelas.
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Nat 06/02/2014

Helena sempre se sentiu distante de todos. Sua irmã mais velha, Clitemnestra, a odeia e seus dois irmãos, Pólux e Castor, lhe são indiferentes. Sua infância é rica, como a de uma princesa, mas sua vida é vazia. Ela cresce sob o estigma da beleza, possuindo um nome de significado funesto. Tem a sorte de se apaixonar por alguém que também a ama, Diomedes, de Argos. Sua felicidade dura pouco, no entanto, pois após seu pai Tíndaro permitir o compromisso, Agamêmnon, rei de Micenas manda um emissário a Esparta.

“Era uma ordem, a do grande rei. Uma ordem contra a qual não era possível rebelar-se. As saudações de minha irmã e todo seu afeto feriam como chicotadas. Viriam a Esparta somente para o casamento, não antes.”

Assim, Helena de vê forçada a casar com Menelau, irmão de Agamêmnon. E sua infelicidade começa. Até que um príncipe de Tróia chamado Páris, aparece para saudar Menelau em nome de seu rei, Príamo. Alguma coisa no olhar dele chama sua atenção, algo que ela não viu em nenhum outro homem. Embriagada por um prazer que havia esquecido e por um amor que achava estar vivendo, Helena foge com Páris para Tróia. Uma decisão que trará conseqüências fatídicas para todos.

Esse livro é exatamente o que o subtítulo diz: as memórias de Helena, a mulher mais bela do mundo. Narrada em primeira pessoa, o livro mostra de uma maneira quase “real”, não romantizada, a vida daquela que é considerada a mulher mais bela já existente. Neste livro, a autora deixa a lenda de lado e traz à tona a mulher, com sentimentos e pensamentos, dona de vontade própria. Este livro, diferente de vários romances históricos, tem um toque mais ácido e feroz, sem muita baboseira romântica ou dramática. A capa já chama atenção, porque não retrata Helena como aquela lindeza loira com cachos de anjo. Só isso já foi suficiente para me levar a lê-lo. Vale muito a pena.


site: http://ofantasticomundodaleitura.blogspot.com.br/2014/02/helena-de-troia-francesca-petrizzo-dl.html
comentários(0)comente



Dany 18/11/2013

Resenha: Helena de Troia
Confesso que não esperava muita coisa do livro. Até porque creio eu que todo mundo conhece a história entre Esparta e Troia, e o “famoso presente grego”. O livro é em primeira pessoa, contando como a história foi vista pelos olhos de Helena, do qual gostei muito, pois pude ter essa outra visão de como tudo aconteceu.

Helena é muito bonita, mais ao mesmo tempo chego a imagina-la feia devido a suas atitudes, o que na maioria das vezes me irritou bastante. Seu lema é dizer incansáveis vezes Eu sou de pedra.

Acho que isso se dá devido ao fato dela ser muito sozinha. Quase não têm amigas, a não ser sua escrava. Viveu longe da mãe e também assim sua filha foi criada. Talvez por falta de alguém com quem conversar, Helena se agarrou muito aos diversos amores que passaram em sua vida.

Isso era o que a mantinha viva. Seus amores e a esperança de se sentir especial e importante para alguém. Demorou um pouco para que eu gostasse de Helena, no começo a achava dramática demais mais à medida que fui conhecendo ela, passei a compreender suas atitudes.

No fundo, Helena só quer o que todo mundo procura: alguém que a ame incondicionalmente é poder se feliz ao seu lado. Por isso, ela foge de Esparta e parte para Troia acreditando ter encontrado a amor que tanto almejava.


"... e a voz que no vento responde era a voz sarcástica de Teseu ressuscitado dos mortos para me atormentar: era tédio, não amor, dizes tu, Helena, a covarde, sabes disso sozinha e muito bem, te agradaria sofrer por Páris, te agradaria chorar de amor; mas não sabes mais fazê-lo, teu coração foi queimado naquela pira, lembras? Deverias ter deixado que te levasse embora; és como eu, e agora não te resta mais que a marca daquele prazer morto." Pág. 140

Sua vida não foi fácil, sempre muito sozinha teve que se transformar em pedra para poder suportar tudo pelo que passou. Sua maior qualidade se tornou seu maior tormento. Pois sua beleza querendo ou não a condenou a uma vida da qual ela não pretendia viver.

Eu realmente gostei muito do livro. Nem todo mundo pode vim a gostar da história, a escrita também é complexa e se não prestar bastante atenção não consegue entender perfeitamente a história.
Isso foi um dos pontos fortes no livro, isso nos remete de volta ao tempo, fazendo com que a história fique mais viva.

O livro está super bem indicado. Achei a capa dele linda, para quem gosta desse universo vai gostar bastante.

site: http://recolhendopalavras.blogspot.com.br/2013/03/resenha-helena-de-troia.html
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



Naiade 29/01/2013

Livro 2/23 - 2013
Um livro bom, de literatura simples e bem fácil de ler.
Achei bem interessante, pois é a história da guerra de Troia contada pela maior causadora de tudo, a Helena.
Ela se mostra como uma menina que vive intensamente os momentos, o que é legal, vindo de uma rainha hahahaha
Indico esse livro, acho que ele agradaria gregos e troianos (piadinha) já que tem partes sobre amor, Helena e seus muitos amores, e tem também as partes das batalhas. Deixando claro que tudo é narrado do ponto de vista da Helena.
Não vai para a lista dos melhores, mas me agradou muito.
Agora tenho Helena como uma mulher de verdade, e esse é um dos motivos que todas as mulheres deveriam ler este livro.
Helena, a menina, a mulher, a mais linda, mais desejada, a cadela, a mulher de pedra.
comentários(0)comente



Literatura 24/01/2013

Sobre a mulher mais bela
Helena. Sem pátria. Não de Esparta e nem de Troia. Só Helena. Uma mulher que perdeu tudo o que amou, uma mulher cujo destino não incluía a felicidade. A mulher por trás da motivação da guerra, a mulher.

Em Helena de Troia, Francesca Petrizzo (Lua de Papel, 208 páginas), numa narrativa lírica, nos apresenta as memórias da personagem histórica mais famosa da antiguidade. São suas visões, suas sensações, seus amores e seus pesares que conhecemos. É sua infância, o antagonismo de suas relações familiares que culminam no casamento com Menelau - um homem pouco atraente e digno de piedade -, o desvario que a leva embora de Esparta rumo a Troia com Páris que traria quase nada além da desgraça de uma cidade, de um povo, e das pessoas a quem realmente amou. É essa a história que a autora nos conta.

Francesca Petrizzo usa de sua liberdade poética para reimaginar detalhes da trama tão bem conhecida, que envolve Helena, Páris, Heitor, Agamemnon, Menelau, Cassandra e Príamo, entre outros.

Nunca li a Ilíada, nunca tive a oportunidade. Enquanto lia, reassisti o filme Troia, de 2004, com Brad Pitt, para buscar uma aproximação com o cenário e seus personagens. Não funcionou muito, confesso. Embora a autora não se dedique a detalhar o cenário para complementar a construção visual imaginativa do leitor, o pouco que existe em Helena de Troia é tão distinto do filme que não adiantou de nada e eu, assim, tive bastante dificuldade de mergulhar na história da mulher mais bela do mundo, segundo a visão de Petrizzo.

Veja resenha completa no site:
http://migre.me/cXnsH
comentários(0)comente



spoiler visualizar
comentários(0)comente



08/12/2012

Na minha opinião, a autora conta realmente a verdadeira história da mulher que todos pensam ser a mais feliz da história de Esparta que pelo contrário só teve tristeza em seu caminho.
Desde o início o livro te prende com o que irá acontecer a Helena, você acaba simpatizando com a moça durante o livro, que vai te convencendo sempre de que é a vítima em todos os momentos. Se não tomar cuidado, é bem capaz de acreditar na versão dela.
Pra quem gosta de finais mais compatíveis com a realidade, esse livro traz a você uma visão menos romântica da história e mais realista, perfeita em minha visão.
comentários(0)comente



paros28 21/11/2012

Emocionante, Envolvente e Encantador
http://3.bp.blogspot.com/-zhyv7nVrLic/UKmsENmSFRI/AAAAAAAAI0I/h8WjPagIVfA/s1600/RESENHA+HELENA+DE+TROIA.jpg

“O rapto de Helena, que a mitologia grega descrevia como a mais bela das mulheres, desencadeou a lendária guerra de Tróia. Personagem da Ilíada e da Odisséia, Helena era filha de Zeus e da mortal Leda, esta esposa de Tíndaro, rei de Esparta.

Ainda menina, Helena foi raptada por Teseu, depois libertada e levada de volta para Esparta por seus irmãos Castor e Pólux (os Dioscuri).

Para evitar uma disputa entre os muitos pretendentes, Tíndaro fez com que todos jurassem respeitar a escolha da filha. Ela se casou com Menelau, rei de Esparta, irmão mais novo de Agamenon, que se casara com uma irmã de Helena, Clitemnestra. Helena, contudo, abandonou o marido para fugir com Páris, filho de Príamo, rei de Tróia.

Os chefes gregos, solidários com Menelau, organizaram uma expedição punitiva contra Tróia que originou uma guerra de sete anos de duração.

Após a morte de Páris em combate, Helena casou-se com seu cunhado Deífobo, a quem atraiçoou quando da queda de Tróia, entregando-o a Menelau, que retomou-a por esposa. Juntos voltaram a Esparta, onde viveram até a morte.

Foram enterrados em Terapne, na Lacônia. Segundo outra versão da lenda, Helena sobreviveu ao marido e foi expulsa da cidade pelos enteados.

Fugiu para Rodes, onde foi enforcada pela rainha Polixo, que perdera o marido na guerra de Tróia.

Após a morte de Menelau, diz ainda outra versão, Helena casou-se com Aquiles e viveu nas ilhas Afortunadas.

Helena de Tróia foi adorada como deusa da beleza em Terapne e diversos outros pontos do mundo grego.

Sua lenda foi tomada como tema de grandes poetas da literatura ocidental, de Homero e Virgílio a Goethe e Giraudoux.”

Texto retirado do blog Portal São Francisco


O texto citado acima são algumas de várias visões ou versão da lendária Helena de Troia, sendo uma personagem mitológica ocasiona essa abundância de versões tanto na literatura quanto no cinema, porém no livro da resenha, Helena de Troia – Memórias da mulher mais desejada do mundo, da autora italiana Francesca Petrizzo, no revela a mulher Helena, suas paixões, desilusões, sua tristeza apresentada de forma poética, o que deixa a narrativa ainda mais emocionante e cativante.

Helena de Troia da autora Francesca começa com a história de sua infância, praticamente abandonada pela mãe, já que Leda preferia ficar com soldados a cuidar da filha, também abnegada pelo pai, o rei de Esparta, pois há suspeitas que devido a beleza de Helena, ela é filha de deuses, no caso Zeus, tem uma infância completamente solitária, por mais que tivesse irmãos mas cada um vivia sua vida individualmente.

Sua primeira paixão foi por um soldado de sua guarda, apesar de nunca terem nenhuma relação foi com esse sentimento platônico que ela se agarrou para sair da solidão, e no qual virou um ancora para viver sua vida.

Podia dizer que o primeiro amor de Helena, foi Diomedes, mas logo em seguida ela teve uma relação com Aquiles, porém Helena perdeu as suas duas chances de ser feliz casando com Menelau, como ela mesma descreve um “parvo” sem personalidade que era dominado pelo seu irmão Agamêmnon (casado com sua irmã Clitemnestra).

“Menelau era um homem bom. Vendo-o avançar na minha direção através da sala do trono, tive certeza disso. Bom. E apaixonado no instante em que seus olhos acariciaram minha pele. Menelau, Menelau. A voz de Agamêmnon tinha uma nota de derrisória compaixão. Bom de maneira patética, sim. Grande olhos marrons, olhos de cão deixando para trás. Cabelos ruivos, sem brilho. As feições ordinárias que mal se adequavam a um príncipe de sangue. Vindo se apoderar de Esparta por não ter podido se apodera de Micenas. Estendeu a mão, tímido. Os olhos de Tíndaro sobre mim eram gélido, mas eu não deixaria só aquele mão. A pena foi o primeiro sentimento que meu marido me inspirou, e me odiei a mim mesma e a ele porque não podia ser de outra maneira. Menelau. Ombros caídos, pernas curtas. Meus dedos se fecharam em volta dos seus, suas palmas banhada de suor.”

O livro demonstra uma Helena em busca de uma felicidade amorosa e pessoal que ela mesmo não a conhece, ou segundo ela mesmo não merece, por isso da decisão de casar com Menelau, mas essa decisão começa a pesar na sua vida levando a uma depressão, mesmo após no nascimento da filha, e por coincidência Helena age com a filha como a mãe agiu com ela, uma relação com total falta de amor materno.

Durante esse tortuoso casamento aparece Páris, e quem já viu filme Troia, ou sabe da história da Helena, ele a leva para Troia e inicia-se a famosa guerra que duraram vários anos, e acabou com o famoso presente Cavalo de Troia.

Mas e nesse período da guerra e do relacionamento com o Páris que a autora mudou um pouco a visão do que já tinha lido em livros e visto nos filmes, sobre desavenças de Helena com Páris, e seu romance com Heitor, que realmente é belíssimo, já que a autora descreve tudo de uma forma poética com um lirismo narrativo, que não tem como não se emocionar com o relacionamento de Heitor e Helena até o final do livro.

Conclusão: O livro Helena de Troia não é para qualquer tipo de leitor, não posso classificar de romance, ou de drama, posso dizer que tem uma leve dramaticidade romântica, todos os relacionamentos e a separações que fizeram parte da vida de Helena foram descritas como falei anteriormente de uma forma poética e algumas cenas descritas através de metáforas, mas reafirmo que o romance entre Helena e Heitor é cativante e emocionante.

Confesso que não li muitos livros de Helena de Troia, li alguns que tratam de mitologia, ou até vi filmes que retratam sua história, ou seja, tenho pouco conhecimento, mas mesmo assim alguns personagens que nunca me convenceram da sua personalidade como é o caso de Páris, a autora o mostrou como eu realmente o vejo, ou até o final do livro o que aconteceu com Helena, achei mais consistente do que os que já li ou vi tanto na literatura quanto no cinema.

Eu indico o livro para pessoas que gostam de uma mitologia mais romântica, e de uma leitura que necessita um pouco de atenção devido as metáforas que substituem algo que em outros livros seria mais direto e objetivo, isso não é uma crítica, simplesmente explicar que ele além de ter uma escrita madura é carregada no lirismo narrativo.

Um livro que no início achei tedioso, talvez não estivesse predisposta a ler algo assim, mas depois ele foi se tornando algo difícil de largar, e quando acabei a leitura realmente senti falta dos personagens e da história.

Para ler a resenha completa com citações ilustrativas acessem --->> http://www.guardiadameianoite.com.br/2012/11/resenha-helena-de-troia-memorias-da.html
comentários(0)comente



RLeitora 01/10/2012

Resenha RLeitora - Helena De Troia
Esqueça o que você já leu sobre Helena! Só assim você vai realmente se deliciar com esta obra. Por que eu digo isso? Porque a autora Francesca Petrizzo deu uma nova cara à nossa querida Helena de Esparta, ops, de Troia.
Aqui ela não é filha de Zeus, exatamente, e também não é flechada pelo cupido. É uma mulher comum da Esparta antiga – ok, é uma princesa, mas é uma mulher completamente humana em seus sentimentos mais profundos.

Helena, filha de Leda e Zeus (ela deixa claro que pensam que ela é filha de Zeus, enquanto sua mãe tem vários amantes), é uma princesa muito bela – de beleza sem igual. Vive uma vida de luxos, mas para ela isto não é interessante: preferia o afeto que nunca recebeu. Por este motivo, abandona tudo a cada fagulha de amor que encontra. O livro trata de seus amores, com uma visão humanizada para a Guerra de Troia, sem interferência de deuses, semideuses ou homens com talentos especiais.
Como um diário: íntimo, pessoal, fascinante. A autora trouxe vários elementos míticos da Rainha de Esparta, mas fez com que estes ficassem o mais humanizados possível – como já disse, sem interferência de deuses.

A frase que resume o livro: Eu sou de pedra. Helena pensa que tem que ser de pedra para aguentar as pressões e humilhações. Além disso, a nossa protagonista vive de fantasmas, e isto é nítido: ela vive das lembranças da sua vida. Demonstra apenas em poucos momentos a vivência no agora, realmente.
Homero escrevia suas histórias em forma poetizada (quem leu a Odisséia e Ilíada pode conferir), então a autora traz esta referência lírica em toda a narrativa, nos levando a uma viagem ao tempo.
A autora construiu muito bem os personagens, caracterizando-os de forma marcante. Em contrapartida, não consegui absorver os detalhes dos cenários – em minha opinião, faltou um maior delineamento dos ambientes.

Além disso (sim, eu tenho que dar aquela puxada na história), a autora escreve como se estivesse no período. Até aí ok! Mas Helena fala o tempo todo em Grécia - e naquela época a Grécia não se chamava Grécia, então não está coerente com o contexto do momento. Entendo que, talvez, ela utilizou a expressão para que todos pudessem se localizar e identificar, mas a meu ver ficou incoerente, mesmo.
No geral a obra é deliciosa de ler. Mas como eu disse: dispa-se do que você aprendeu sobre a Guerra de Troia, caso contrário você vai achar muitas disparidades, e talvez não goste da narrativa.

É aí que eu pergunto: Quem não conhece uma Helena? Que é de pedra, que vive de lembranças... Todos conhecemos alguém assim, não?

Curiosidades:
* O texto que traz, originalmente, a história da Guerra de Troia se chama Ilíada e foi escrito pelo poeta grego, Homero.
* O que conhecemos hoje como Grécia Antiga não era um país, mas um aglomerado de Cidades-Estados, cidades com autonomia econômica e política – cada uma tinha seu rei. Estas cidades ficavam na região chamada de Hélade (na verdade até hoje a região é assim chamada), por isso se autodenominam Helenos.
* Não há informações históricas sobre a figura de Helena. É possível que Heródoto tenha escrito sobre a mulher Helena, fazendo dela uma figura representativa a todas as “helenas” da Grécia Antiga.
* Ainda não está provado que a Guerra de Tróia realmente ocorreu. Os escombros de uma cidade que, possivelmente, seja Tróia foram encontrados abaixo de outras cidades (segundo a localização dada por Heródoto), porém o fato da guerra ainda divide os estudiosos.

http://resenhasdeumaleitora.blogspot.com.br
comentários(0)comente



CooltureNews 22/09/2012

Publicada no www.CooltureNews.com.br
A Guerra de Tróia é um dos assuntos mais fascinantes desde a Antiguidade, e uma das histórias mais famosas junto com a Odisséia e tema de diversos filmes, livros, peças de teatro e tudo o mais. Sempre vista através de olhos masculinos, a Guerra de Tróia nunca foi tratada com tanta delicadeza como pelo livro de Francesca Petrizzo e ainda me fez lembrar outro livro similar, A Odisséia de Penélope.

O que temos no livro é uma Helena humana e mulher, longe de sua aura de divindade da beleza que foi tão divulgada no decorrer dos séculos e das histórias. Para cenário dessa história temos a Grécia Antiga, com suas histórias de heróis e deuses, seus reis, a corrupção vinda do poder, os jogos de interesse e a liberação sexual como um direito exclusivamente masculino, ou seja, uma época em que ser mulher não era nada bom.

Acompanhamos através da narração em primeira pessoa desde a infância até seu retorno a Esparta após a guerra. Ela nasce como uma princesa, solitária e por vezes desprezada até mesmo pela própria mãe. Vitima de sua própria beleza, é sequestrada ainda criança por Teseu, mas é salva por um soldado que se torna seu primeiro amor e seu primeiro fantasma. O primeiro de muitos, recolhidos durante uma vida, onde ela tenta encontrar a si mesma e o seu coração.

Seu primeiro amor, o único que nunca beijou, morreu durante uma epidemia de febre, fazendo-a a abandonar sua beleza e ficar taxada de Helena, a louca. Seu segundo amor, Diomedes, reacende a chama que parecia adormecida dentro dela e a desperta enfim para sua feminilidade. Porém, após o fim de seu noivado com Diomedes e o anúncio de seu casamento com Menelau, Helena se vê novamente apagada, até que surge Aquiles e seu fogo, com um pedido a bela princesa: Não deixem que a apaguem.

Depois, após anos de um casamento frustrado e infeliz, Paris surge e com ele a fuga de Esparta e o surgimento de Helena de Tróia, a bela, a mulher que se tornou a desculpa para a destruição de todo um povo, a prostituta das lendas. Mas não há amor de verão que dure para sempre, e quando Paris passa a despreza-la, Helena se vê sozinha e em sua solidão descobre um novo e mais duradouro amor, Heitor.

A visão dela sobre sua própria vida e trajetória mostra não a Helena do mito grego, mas a Helena mulher, que ama, que luta com suas poucas armas contra o seu destino. Uma Helena que tem medos, que por muitos anos renegou sua beleza e sexualidade, vitima de seu medo de nunca se encontrar ou ser de verdade. Com este retrato poético, Francesca descreve as mulheres em sua essência, que parece não ter mudado em muitos séculos.

Em relação a estrutura da narrativa, ela é envolvente, simples e rápida.Francesca possui a maestria de uma contadora de história, que usa de todo o seu talento para nos fazer identificar (e nos apaixonar) pela protagonista, deixando ela tão perto de nós que é estranho lembrar que se ela realmente existiu, foi há tanto tempo atrás e que ainda assim, sua presença torna-se atual, como se pudéssemos encontrá-la ali, ao dobrar de uma esquina, ou em algum bar, sozinha, bela, com seus olhos ardendo com uma chama interior capaz de existir somente naquelas pessoas que lutam contra um destino e a favor dos caminhos de seu coração.

Este é um livro que merece figurar em qualquer estante, fazendo parte da leitura obrigatória de qualquer entusiasta da mitologia grega, não por trazer um mito, mas por desconstruir um e trazê-lo cada vez mais para a realidade.
comentários(0)comente



Veneella 04/09/2012

Mais em http://www.bookpetit.com
Resenha para o blog Book Petit: http://www.bookpetit.com/2012/09/helena-de-troia-francesca-petrizzo.html

Eu fiquei um pouco dividida nesse livro. Foi um livro que eu não esperava muito, mas que também não esperava o que encontrei e, no entanto, também não posso dizer que o livro me surpreendeu. Foi um sentimento estranho, pois apesar de não ter ficado ávida para saber o que ia acontecer, eu também não tinha problemas em continuar lendo por horas até que alguém me interrompesse e, então, não tinha problema nenhum em largar o livro.

Francesca tem uma escrita lírica e fluida que, apesar de diferente do que estou acostumada, me fez sentir confortável. Agora eu vejo que talvez eu tenha ficado confortável até demais, pois na narrativa faltam momentos de ação, tensão, ou qualquer outro elemento que servisse para agitar um pouco as coisas. Não entendam mal, pois em momento nenhum achei o livro cansativo ou chato, mas essa falta de agitação pode incomodar algumas pessoas.

O que mais me surpreendeu no entanto, foi a forma como me senti em relação à Helena. A autora levou a trama de tal maneira que, no fim, eu já não sabia o que sentir. É como se os personagens da trama sussurrassem pensamentos, me direcionando de uma forma muito sútil a pensar como eles, mas eu não conseguia vê-la sob aquela luz. Teve algo na personagem, na forma como Francesca a construiu, que, ao meu ver, tinha exatamente a intenção de te deixar dividida. Eu queria pensar em Helena como 'a cadela', que é a forma como muitas vezes se referem à ela, mas eu simplesmente não conseguia pensar assim. Eu a vi apenas como uma mulher com um destino fatídico, alguém com quem a vida foi irônicamente gentil em certos aspectos e terrivelmente maldosa em outros.

A narrativa em primeira pessoa deixou um pouco a desejar, pois apesar de ter me conectado tão bem à Helena, muitas vezes fiquei curiosa sobre os outros personagens, sobre o que estavam realmente sentindo, suas intenções, etc. Nesse ponto achei que todos, sem excessão, foram pouco explorados. E sabe ali em cima, quando eu disse que faltam momentos para agitar as coisas? Então, os poucos momentos em que as coisas poderiam se agitar foram restringidos pela narração de Helena e isso se agravou com a escrita lírica. Eu entendi que a personagem era forte e inabalável, mas isso fez com que eu também não me abalasse por nada no livro.

Outro ponto que me causou certo incomodo em alguns momentos foi quanto a parte histórica. Admito que meu conhecimento sobre a guerra de Troia e a maior parte de seus envolvidos é praticamente nulo, porém algums acontecimentos entraram em conflito com o pouco que eu acho que sei. Não é necessariamente ruim, mas sabe quando você já tem algo fixo na cabeça e vem alguém dizendo que não é bem aquilo? Aquela pequena resistência em aceitar que pode ter sido diferente? A autora não escreveu nada que te fizesse virar e dizer "Impossível ter sido assim" - ainda mais com todo o machismo com que essas histórias eram contadas.

De maneira geral, eu não desgostei do livro. Adoro quando a autora consegue me deixar nesse impasse quanto a personagem e achei muito interessante mesmo essa 'versão feminina' dos acontecimentos. Mas foi uma mistura de sensações tão diferentes, que eu não consigo organizar de uma forma definida. Haha' é sério gente, estou tentando me situar até agora! Eu sei que não achei o livro ruim, mas não sei dizer exatamente o que eu gosto no livro.
comentários(0)comente



Samara MaiMa 10/08/2012

Design

O que eu mais gostei nesse projeto de Helena de Troia foi o tamanho e o peso do livro. Ele entra naquela linha que tem me agradado muito de livros pequenos que, por terem poucas páginas, ficam muito fofos e agradáveis de segurar.

De resto, o projeto gráfico está correto mas tenho algumas considerações.

Na capa o layout está contextualizado com o tema "Grécia", utilizando grafismos geométricos que é muito identificado com a cultura grega. Não achei que a modelo correspondem a uma boa imagem da Helena, que é descrita como uma mulher de cabelos claros.

No miolo, o projeto abandona o contexto grego da capa e não utiliza em nenhum momento os grafismos geométricos, mas uns florais que não associei à arte grega. A mancha gráfica é bonita, com a fonte pequena e agradável para leitura.

Não gostei muito das páginas de abertura das partes em que o livro é dividido, utilizando uma fonte sem serifa, muito reta e em caixa alta, com um efeito de sombra que me pareceu desnecessário e que não combina com o resto do projeto gráfico.

História

Quando eu era pequena, na primeira Bienal do Livro de que me lembro, meu pai me deu o livro que iniciou meu amor por mitologia grega (A Grécia: Mitos e Lendas). Nele, além dos deuses e de grandes personagens como Hércules e Perseu, era contada com belíssimas ilustrações a história de uma das mais importantes guerras gregas: a Guerra de Troia (que eu acho muito bizarro escrever sem acento... mas vamos seguir o acordo ortográfico, né?).

Provavelmente todo mundo conhece a história da guerra. Helena, rainha de Esparta, é sequestrada por Páris, príncipe de Troia, e todos os reinos da Grécia se juntam à Menelau para recuperar sua esposa. Grandes nomes surgiram nessa guerra: Aquiles, Heitor, Ulisses, e ela foi magistralmente contada na Odisseia de Homero. Um grande ditado também veio desta história: presente de grego, por causa do cavalo oco construído por eles. Mas a guerra ainda não havia sido contada pela voz do pivô do conflito.

Helena. Considerada a mulher mais linda da Grécia. Que se dizia ser filha de Zeus. Herdeira de Esparta. É na voz dela que ouvimos a história em Helena de Troia. Uma voz muitas vezes confusa e aflita, com frases em linguagem indireta, cheia de vírgulas separando o raciocínio e que criam pausas estranhas. Confesso que tive que reler alguns parágrafos para realmente entender o que a personagem queria dizer.

Acompanhamos a vida de Helena desde sua infância, quando é sequestrada por Teseu, até sua vida adulta, durante a Guerra de Troia. A personagem criada por Francesca Petrizzo é um jovem em busca de felicidade em uma sociedade que a vê como um objeto a ser oferecido como dote por sua família. Tem um relacionamento conturbado com sua irmã mais velha Clitemnestra, uma visão fria e distanciada de sua mãe e mal fala com os irmãos gêmeos, Castor e Pólux. Ela acredita que sempre seria vista como um objeto de prazer e desejo para os homens e nunca conheceria o amor.

Nossa Helena se relaciona com alguns homens durante a narrativa: um soldado do exército de Esparta (e seu primeiro amor), Diomedes, Aquiles, Menelau, Páris e um que para mim foi uma surpresa, de certo modo agradável, e que vou deixar em suspense.

A autora manteve o mesmo apelo/personalidade de muitos personagens que aparecem durante a história. Páris continua um covarde insuportável (dá para perceber que eu não gosto dele :) ); Aquiles é o herói convencido; Heitor o homem de família, que zela pelo bem estar de todos; Cassandra é a maluca tocada pelos deuses que eu adoro.

Apesar da narrativa em primeira pessoa às vezes ser confusa, gostei muito de conhecer a visão de Helena. Eu já tinha lido a guerra de Troia na voz de Cassandra, a profetisa desacreditada, contada por Marion Zimmer Bradley em O Incêndio de Troia. Na voz de Helena, a história ficou um pouco mais humana, mais feminina e talvez um pouco mais crível, ao desconectar o divino e o fantástico como causadores e mantenedores da guerra em si.

Fora o romance que deixei em suspense, não esperem muitas novidades em cima do mito da Guerra de Troia. A autora só recontou a história que já conhecemos o final na voz de Helena. Por isso senti falta de um desfecho melhor para Eneias, Hermione e Clitemnestra (que simplesmente desaparece quando Helena vai para Troia). Assim como muitos acontecimentos da própria guerra que não são contados porque, obviamente, Helena não estava presente.

Fiquei satisfeita que a editora preferiu dar o nome da personagem ao livro, ao invés de fazer uma tradução literal do título original Memorie de una Cagna (Memórias de uma Cadela). Durante a narrativa várias vezes Helena comenta que esta é a forma como os seus servos e outros nobres a veem e sussurram às suas costas. Particularmente prefiro ser convidada a ler a história de Helena do que enaltecer esta visão deturpada de sua busca por felicidade.

Recomendo a leitura para quem conhece ou não o mito. Adorei reencontrar os personagens com a abordagem de Francesca Petrizzo.

E para os que gostariam de saber mais sobre mitologia sugiro a leitura de: Mitologia Grega e Romana - P. Commelin; Mitologia - Edith Hamilton; e Dicionário de Mitologia Grega e Romana - Mario da Gama Kury.

Até a próxima! o/

Gostou da resenha? Então fique à vontade para visitar meu blog e ler todas que já escrevi. Parafraseando Livros: http://www.parafraseandolivros.com.br
comentários(0)comente



Vivi 08/08/2012

“Helena é meu nome, mas posso ouvi-los me chamando de adúltera nas minhas costas. Eu nasci em Esparta, mas fui embora para Troia, por amor. Eles costumavam dizer que eu era a mulher mais bonita do mundo e viviam julgando o quão pouco ganhei e o quanto perdi depois que fugi, mas eles não estavam lá depois de tudo o que passei. Eu estava.” [orelha do livro]

A história da batalha de Troia sempre me chamou atenção, muitas versões foram contadas em filmes e livros e mesmo já conhecendo seu desfecho sempre me vejo ansiosa por conhecer mais uma visão dessa história. Nesse livro vemos somente a visão de Helena dos fatos desde parte de sua infância até o fim. Sua visão das pessoas que passaram por vida, suas decisões, seus erros e as consequências disso.

O livro é dividido em duas partes, a primeira passada em Esparta e a segunda em Troia. Gostei particularmente da parte passada em Esparta, pois para mim foi interessante conhecer aspectos da vida de Helena em sua terra natal, a inveja e cobiça que sempre a cercaram desde criança e como sempre foi uma mulher de atitudes fortes, embora em alguns momentos tenha esmorecido.

A forma como foi lançada à vida sexual precocemente e como as alianças políticas de seu pai destruiu todos os sonhos de menina que ainda nutria, a partir daí sua vida tomou rumos que não pôde controlar e Helena entrou em uma espiral de autodestruição.

A eterna fama de Helena de Troia, a inconstante e despudorada, amante de vários homens, que abandonou a vida que conhecia e partiu rumo ao desconhecido. A história sempre nos mostrou uma Helena forte, cuja paixão derrubou um reino, nesse livro conhecemos os fantasmas que perseguiram Helena, seus medos, suas pequenas conquistas, seus amores perdidos e conseguimos se não aceitar suas decisões, pelo menos entender.

Helena de Troia é um livro bem curto, terminei a leitura de um dia pro outro, não é uma leitura emocionante e cheia de lutas, sangue... afinal, estamos vendo a história no ponto de vista de Helena, que viu a maioria dos acontecimentos protegida atrás dos muros de Troia. O que me incomodou um pouco durante o livro foi justamente a narração em primeira pessoa, em alguns momentos teria sido interessante ver Helena sob a visão de outro personagem.

A capa foi algo que me fez decidir sobre a escolha do livro do mês pela parceria com a Lua de Papel, acho que retrata bem Helena, a sensualidade e o mistério envoltos nessa mulher de carne e osso que acima de tudo tentou encontrar a felicidade.

" – Helena – disse eu baixinho – Helena... – Viria um tempo em que eu odiaria meu nome. Mas naquela noite era tudo o que eu era." Pág 25

"Eu sou de pedra. Ele me apertara, sim, contra seu corpo, e eu não reagira, mas decerto ele sentira a repulsa em meus músculos tesos e duros. Eu não queria, não. Podia ter pena dele. Podia ser gentil, até que um ódio silencioso me queimasse nas veias. Mas não podia fingir, não assim." Pág 52

Bjokas!!!

Resenha em: http://emporiodoslivros.blogspot.com.br/2012/08/helena-de-troia-memorias-da-mulher-mais.html
comentários(0)comente



16 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2