Al-Aisha e os Esquecidos

Al-Aisha e os Esquecidos Marcel Colombo




Resenhas - Al-Aisha e os Esquecidos


16 encontrados | exibindo 1 a 15
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Maria Ferreira / @impressoesdemaria 17/02/2017

O livro é narrado em primeira por Al-Aisha, uma entidade que pode ver tudo que acontece sem ser vista. Ela não é do planeta Terra, mas de um planeta chamado Alzirivar. Em sua narrativa, ela expõe os fatos de modo interativo, dá sua opinião sobre os acontecimentos e por não ser daqui, fala quase que com inocência das coisas terrenas. Mas o que Al-Aisha narra exatamente? Ela narra a vida de Lucas Laporte, o protagonista.

Conhecemos Lucas quando ele tem quatro anos e está prestes a completar cinco. Na madrugada de seu aniversário, acontece algo muito assustador e desde esse dia as coisas nunca mais foram as mesmas. O garoto não consegue mais dormir bem porque sempre acorda no meio da noite com pesadelos que o fazem gritar e ele descobre que seu coelhinho de pelúcia, o Sr. Fofinho, anda e fala. No entanto, seus pais não acreditam nele, acham que é coisa de sua cabeça.
Lucas tem dois amigos, Henrique e Pedro. Com este segundo, a amizade é tão especial que faz com que os dois tenham uma ligação muito forte e aos poucos o leitor vai descobrindo que Pedro tem um papel muito importante na trama.
Acompanhamos a história de Lucas até quando ele tem 17 anos, com longos intervalos que se detém em idades específicas: 5, 12 e 17 anos. O que faz com que a narrativa não seja linear e regrida para contar brevemente os acontecimentos não narrados.

Coisas estranhas acontecem, como Pedro afirmar que vê uma mulher que conversa com ele, mas ninguém mais consegue vê-la, um sequestrador de crianças que é o terror de muitos pais e um meteoro que caí na Terra e causa muita destruição, mas é nesse momento que coisas mágicas acontecem. O leitor, entretanto, só vai entender um pouco melhor as coisas que aconteceram, na quarta parte do livro, que é dividido em quatro partes e subdividido em capítulos. Alguns são muito longos, como o primeiro, por exemplo, que tem nada menos que cem páginas (!), ainda que haja também subdivisões dentro dos capítulos, cem páginas é muita coisa.

O coelhinho de pelúcia de Lucas realmente anda e fala e ironicamente, contrariando seu nome, é a personificação do sarcasmo e de tudo que não se espera de um coelho, como odiar cenouras, gostar de pizza de palmito e fumar charuto (?), o que funciona como um alívio cômico no meio das muitas descrições desnecessárias e das repetições constantes, que são fatores que fazem com que o livro seja tão grande. Ele poderia ser bem menor, 429 páginas, que poderiam ser 200, ou menos.
Outra coisa que me irritou foi a forma debochada como o Pedrinho é descrito ao longo do livro e as coisas que são faladas dele só porque é gordo, como se fosse engraçado fazer piadas de uma pessoa por causa do peso dela. Não é.

Desde o começo, quando há uma cena de bastante suspense, em que o leitor fica interessado em saber o que vai acontecer, me pareceu que o autor estava tentando manipular os sentimentos do leitor da forma mais forçada possível: fazendo suspense ao longo do livro todo. As coisas não tinham explicação e quando eram explicadas, ainda ficava no ar aquele sentimento de dúvida. Tive certeza disso quando vi as páginas diminuindo ao se aproximar do final e, no entanto, a maior parte dos acontecimentos ainda não ter sido explicada. Fiquei fula da vida quando vi que o livro tem continuação e que nada de realmente importante foi explicado. Li em um blog que vai ser uma quadrilogia. Só sei que não pretendo lê-los. Já tive minha cota de irritação causada por um livro pelo resto do ano, mas boa sorte para quem resolver se aventurar.

site: http://minhassimpressoes.blogspot.com.br/2017/02/al-aisha-e-os-esquecidos-marcel-colombo.html
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Estela | @euviestrelas 07/09/2014

Lucas Laporte está prestes a completar 5 anos e mora com seus pais em uma cidade onde há um ladrão de crianças à solta que sequestra crianças de várias idades, ora menina, ora menino. Todos dizem que Lucas vai virar um homenzinho e ansioso para essa transformação, ele decide ficar acordado até depois da hora de dormir para ver o que acontece mas o que ele não sabia era que coisas estranhas estavam prestes à acontecer, uma luz branca super estranha, um fantasma no banheiro que diz algo, seu coelho de pelúcia falando com ele?

Ao lado de sua casa, vive Pedro ou Pedrinho para os íntimos, é seu melhor amigo, é um garoto super tagarela mas que às vezes fica parado olhando estranhamente para algo, sempre na mesma direção e que fala com uma mulher de trancinhas engraçadas no cabelo que não existe. Mas como esses acontecimentos estão ligados? O que Lucas não sabia também, era que ainda tinha muita coisa estranha para acontecer com os dois. E quem nos apresenta toda essa história é Al-Aisha, uma entidade, conselheira dos deuses.

"Minha missão é apenas observar e aconselhar. [...] Nada acontece sem eu saber e sem minha opinião, porém jamais, em todos os dias da minha vida, interferi em algo! [...]
Raramento saio. Foram poucas as vezes que daqui eu saí, que consegui colocar meus pés no mundo de fora e ser observada pelos Deuses, olhos nos olhos, como um 'humano'.
E uma dessas vezes é que será contada nessa história." (p.10)

Al-Aisha pra mim foi um livro que surpreendeu pela história tão diferente, claro que não tem como ser tão diferente assim mas não tem outro livro com uma história muito parecida. O Lucas é menino muito esperto com grande imaginação que ao longo da história vai crescendo e suas atitudes acompanham sua idade (o que nem sempre acontece em livros). Os personagens mas principais são bem construídos e gostei bastante deles.

O livro é dividido em quatro partes as primeiras avançam a idade de Lucas e a última divide um acontecimento final, as letras são de um tamanho ótima para leitura, as folhas são amareladas e pelo que me lembre, não achei nenhum erro de digitação. E falando em final, o livro termina em uma parte que ainda promete muitas coisas, fiquei mega curiosa com a continuação, sério, isso na se faz com um leitor (risos). Super recomendo o livro.

site: http://estantedecristal.blogspot.com.br/2014/08/resenha-al-aisha-e-os-esquecidos-marcel.html
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Blog PL 20/04/2014

Reforçou minha opinião de que temos, sim, autores extremamente talentosos em nosso país.
Do autor nacional (e parceiro do blog!) Marcel Colombo, Al-Aisha mostrou-se uma daquelas surpresas maravilhosas. O livro, que é dividido em vários capítulos, mas, essencialmente, em quatro partes, possui um dos enredos mais originais com os quais eu já tive contato. Publicado pelo selo Novos Talentos, da Editora Novo Século, o livro possui um tamanho considerável, e uma capa que já diz algumas coisas sobre a história. Curiosos? Pois é, eu também fiquei.

Antes mesmo de iniciar a leitura do livro, o leitor depara-se com um nome nada comum: Al-Aisha. Diferente do usual, certo? Se isso não for o suficiente para despertar a curiosidade de quem lê, contudo, ainda tem muito mais. Começo explicando quem é Al-Aisha. Não uma deusa, nem uma entidade — mas próximo de ambos —, ela é nossa narradora nessa estória, mesmo que não seja exatamente a protagonista. De maneira leve e interativa, mas sem deixar de lado a formalidade, ela, além de transmitir os fatos, faz comentários, dá dicas e fala sobre suas impressões a respeito dos humanos.
Apesar de contar com essa narradora incomum, adianto que nosso real protagonista é Lucas Laporte. Conhecemos o menino quando este está prestes a fazer 5 anos, e, portanto, como adora repetir, tornar-se um "homenzinho". O que surpreende o pequeno Lucas, entretanto, é o acontecimento misterioso da madrugada de seu aniversário: quando um tipo de sombra sai da porta de seu banheiro, Lucas apavora-se, tendo a certeza de que está na presença de um fantasma. O que ele não imaginava é que, a partir desse momento, sua vida nunca mais seria normal.
Lucas é surpreendido quando, além do estranho ocorrido, tem uma surpresa ainda maior: seu antigo coelho de pelúcia, carinhosamente nomeado de Sr. Fofinho, cria vida própria. Sim, um coelho de pelúcia que anda, fala, odeia cenouras e (surpreenda-se!) fuma charutos. A história vai desenvolvendo-se, e, aos poucos e com muitos acontecimentos, chega até quando Lucas possui 17 anos. A vida do menino, que parecia complicar-se a cada ano, parece que só vai ficando mais e mais complexa...


O começo do livro é um pouco confuso — talvez devido à originalidade da história —, mas definitivamente curioso. A descrição de tudo é extremamente detalhada, o que contribui para a formulação de cenários inéditos e criativos, dos quais o livro está repleto. Além disso, como já comentei anteriormente, a narração interativa é brilhante — ela brinca com o leitor, faz perguntas, e, em suma, faz-nos sentir que estamos participando das aventuras de Lucas.
Apesar de possuir muitos personagens divertidos, preciso dizer que o Sr. Fofinho é, de longe, o mais carismático — e o que rouba completamente a cena. A ideia do autor de criar um animal de pelúcia falante já é extremamente interessante, mas pode ter certeza que tudo isso é maximizado quando conhece-se a personalidade do Sr. Fofinho — que de fofinho não tem nada. Um personagem hilário, sarcástico e muito divertido, foi o ponto alto de muitas cenas, e fez a história fluir de maneira única.
Gostei muito do fato de, com o decorrer da leitura, podermos acompanhar o crescimento não só de Pedrinho, mas de seus amigos mais próximos também. É sempre muito interessante ver o amadurecimento dos personagens, e afirmo que o autor conseguiu captar essa parte do desenvolvimento de cada um de modo magistral. É fácil apegar-se inicialmente, às crianças, e, depois, aos adolescentes cativantes que eles tornaram-se.
Um fato interessante é o modo como tudo é tão cuidadosamente colocado pelo autor, o que faz com que todos os acontecimentos — mesmo aqueles que, a princípio, não aparentam — tornem-se essenciais ou pelo menos parte do enredo que é revelado aos poucos, no futuro.
As cenas finais são angustiantes, e mesmo assim ainda carregadas de mistério. Marcel Colombo abusa da boa e velha "maldade de autor", e para o livro no momento em que a história está engatilhada, em que achamos que vamos conseguir algumas respostas a mais. Só posso dizer que mal consigo esperar pela continuação, e que tenho ótimas expectativas para a tal.
O design externo não me chamou atenção inicialmente, e acredito que a história merecia uma capa mais bonita, mesmo que a atual consiga transmitir um pouco do clima da história, e, por isso, tenha o seu charme. Exceto isso, não tenho reclamações quanto à diagramação, que é ótima para a leitura e sem erros de português. Com páginas amareladas de um bom material, o livro é grandinho — possui 430 páginas —, mas nada que atrapalhe o ritmo da história.
"Al-Aisha e Os Esquecidos" é uma história que mescla de modo genial aventura, drama, comédia e até mesmo um pouquinho de romance. Já fui muito cética em relação à literatura nacional, portanto, fico feliz em dizer que esse foi um dos livros que somente reforçou minha opinião de que temos, sim, autores extremamente talentosos em nosso país, e que eles merecem reconhecimento. Acredito que o livro vai agradar a todos os gostos literários, e está mais do que recomendado.

Primeiro parágrafo do livro:
"Irei contar uma história!"
Melhor quote:
"A inocência é uma graça, uma piada pura e sem fim."


Resenha por Gabrieli Prates
Blog Palácio de Livros - http://palaciodelivros.blogspot.com

site: http://palaciodelivros.blogspot.com.br/2014/03/resenha-al-aisha-e-os-esquecidos-marcel.html
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Ana Luiza 11/03/2014

Você está pronto para ser esquecido?
Al-Aisha não é uma Deusa ou mesmo uma humana, ela é uma entidade do mundo Alzirivar. Seu trabalho é vigiar e aconselhar os deuses. Al-Aisha consegue ver tudo o que acontece em todo o universo, até mesmo aqui na Terra, local onde começa a história que ela nos conta.

“Foi quando as luas ShAi e MaHai estavam alinhadas e cheias, ou como o tempo é marcado em seu mundo, em 1º de outubro de 1998.” Pág. 11

Lucas está prestes a completar cinco anos. Na véspera de seu aniversário, a ansiedade não o deixa dormir e, durante a madrugada, ele vê um fantasma em seu banheiro. O episódio aterroriza o garoto, que acaba sendo acalmado por seu coelhinho de pelúcia, o Sr. Fofinho. No dia seguinte, o garoto é desacreditado pelos pais, que afirmam que não há fantasmas no banheiro do garoto e que seu coelho não fala. Entretanto, Lucas encontra o apoio dos amigos Pedro e Henrique. Pedro, que tem uma conexão maior com Lucas, é um garoto estranho e distraído, que está sempre com o olhar perdido no mesmo ponto do céu. Drinho, como é chamado pelos mais íntimos, afirma ver sempre uma mulher de cabelos engraçados, que o assustou na noite anterior, a mesma em que Lucas viu o fantasma.

Ao tentar retirar a pipa com que presenteara Lucas de cima de uma árvore, Drinho acaba caindo e se ferindo seriamente. O garoto é levado para o hospital pela sua mãe, Lucas e a mãe dele também o acompanham. Lá, o garoto é tratado pelo pai de Lucas, que é médico. Entretanto, algo inacreditável acontece. O grande corte que Pedro sofrera simplesmente desapareceu, apesar de que todos viram o ferimento. Passado o susto, tudo parece que vai ficar bem, mas aquele dia ainda estava longe de acabar. Um sequestrador de crianças, que vinha aterrorizando a cidade, aparece no hospital e está prestes a sequestrar Pedro, quando é impedido por uma enfermeira. Após lutar, ferir mais pessoas e até mesmo esbarrar com Lucas, o sequestrador foge e, antes de ser pego pela polícia, misteriosamente desaparece. Para completar, o pai de Pedro falece naquele mesmo dia.

“Lucas aproximou-se de Sr. Fofinho e ajoelhou-se ao lado dele. O coelho olhou fundo nos olhos de Lucas, segurou-o firme pela mão e somente disse:
- Se esse for o meu fim... vença sem mim a guerra que nunca foi vencida... esgariarth.
E o quarto de Lucas ficou vazio. Tudo estava lá, ainda estava, mas ele e o Sr. Fofinho tinham sumido.” Pág. 306

Alguns anos se passam, apesar de que o dia do aniversário de cinco anos de Lucas jamais foi esquecido. Agora com doze anos, o garoto sofre para dormir, já que é aterrorizado por pesadelos sempre que fecha os olhos. Lucas está cada vez mais perto de acreditar que o Sr. Fofinho não é apenas um brinquedo, o que faz com que os seus pais o mandem regularmente para a terapia. Entretanto, um dia, que mais tarde é chamado de Dia do Caos, tudo muda. Lucas finalmente tem a confirmação de que seu coelho realmente fala e a sua cidade é atingida por uma misteriosa bola verde em chamas, que causa muita destruição. Mas os acontecimentos estranhos não param por aí. O destino de Lucas, Pedro e Henrique já está traçado e marcado por muitos mistérios e aventuras. Ao lado do Sr. Fofinho e Natália, que os amigos conhecem no Dia do Caos, e sendo observados por Al-Aisha , esses três jovens serão de grande importância em uma guerra que pode mudar completamente o destino da humanidade e colocá-la até mesmo no esquecimento.

“Sr. Fofinho caiu no chão de joelhos e gritou algo que Lucas não compreendeu, mas eu escutei e entendi.
- Maska kila visla.
O que para sua língua seria:
- É o começo do fim.” Pág. 150

Comecei com “Al-Aisha e os Esquecidos”, primeiro volume da quadrilogia “Al-Aisha”, com boas expectativas que, infelizmente, não foram completamente preenchidas. Apesar de ter gostado muito da ideia de Al-Aisha - personagem que não é protagonista, mas que tem seu espaço na trama – ser a narradora, a narração em primeira pessoa de Colombo é bem escrita, mas extremamente detalhista e, em muitos momentos, redundante, o que a torna cansativa e pouco cativante. O livro começa de forma muito lenta, com informações demais para absorver. O leitor não sabe direito o que está acontecendo e não tem ideia do que vai acontecer, o que, em vez de ser surpreendente, acabou deixando o início da história cansativa. As duzentas primeiras páginas do livro são dolorosas e arrastadas, tudo é muito confuso e como o conflito principal do livro não é claro, o leitor não se sente motivado a continuar adiante. “Al-Aisha e os Esquecidos” só começou a me conquistar em sua terceira parte, quando tudo começa a fazer um pouco de sentido. Entretanto, as 250 páginas que já tinham passado me fadigaram a tal ponto que simplesmente não consegui aproveitar direito às páginas seguintes, minha vontade era apenas de terminar o livro.

A quarta e última parte da obra é definitivamente a melhor e foi o que salvou a leitura. Os mistérios começam a ser revelados, assim como o lugar de cada personagem na história. A trama finalmente faz sentido e percebemos como acontecimentos aparentemente bobos do início são importantes. O final foi simplesmente de cair o queixo, mas não conseguiu apagar o sentimento de cansaço que dominou grande parte da leitura. A trama é muito bem amarrada e complexa, mas sinto que, se o autor tivesse sido mais sucinto e objetivo no início e menos detalhista na narração, a leitura seria mais agradável e cativante. Um ponto positivo do livro são os habitantes e mistérios de Alzirivar. O mundo de magia e características bem particulares me chamou muita atenção nesse livro, apesar de que ele é apenas citado, e espero ver mais sobre ele no próximo volume da série.

Diferente da trama, os personagens me conquistaram imediatamente. Todos têm personalidade própria e papel na história. Lucas me conquistou com sua coragem e lealdade, assim como imensa curiosidade. Já Pedro me chamou atenção por seu jeitinho fofo - quase que ingênuo -, distraído e peculiar. Henrique me dividiu bastante e não sei ainda se devo gostar ou odiar o garoto, já que não ficou claro se ele é mesmo um vilão ou apenas alguém que foi enganado e se deixou levar pelos próprios sentimentos. Natália não me chamou muita atenção. A única garota da turma, ela é um pouco clichê com sua personalidade forte e teimosa, mas comportamento de “princesa que sempre precisa ser salva”. O Sr. Fofinho foi definitivamente meu personagem favorito. O coelho de pelúcia falante, nem um pouco gentil e que gosta de charutos, me conquistou com seu jeito sabichão, mandão e irônico, mas ao mesmo tempo zeloso. As respostas mal-humoradas, xingamentos e ameaças criativas do Sr. Fofinho dão ao livro seus poucos momentos de descontração. Al-Aisha foi a minha segunda favorita. Nossa narradora, apesar de ser apenas uma observadora da história, é cativante e cercada de mistérios. Gostaria de vê-la mais ativa no próximo livro, influenciando na história que conta.

Quanto a edição, não há reclamações. A diagramação simples do livro está perfeita, não encontrei nenhum erro. O tipo e tamanho da fonte estão bons, mas, assim como as páginas amareladas, eles não conseguiram deixar a leitura mais rápida. Gosto da capa, ela é bem não-convencional e combina perfeitamente com a trama.

“Al-Aisha e os Esquecidos” não foi tudo o que eu esperava, mas no geral, foi uma boa leitura, embora muito fatigante. Fiquei bastante curiosa para conhecer o desfecho da história, só espero que o autor seja mais objetivo nos próximos livros. Recomendo a obra para aqueles que gostam de uma trama bem amarrada e com toques de mistério e magia, mas que não se importam com uma leitura lenta e cansativa.

“E a perfeição se foi. Deixada do lado de fora assim que fechou a janela, impedindo-a de entrar, de novamente poder tocar o corpo de Lucas, a realidade caiu pesada sobre ele; e a resposta para o jovem Lucas saiu por sua boca, como um grito de dor.
- Essa guerra é a destruição de nosso mundo.” Pág. 400

site: http://mademoisellelovebooks.blogspot.com.br/2014/03/resenha-al-aisha-e-os-esquecidos-marcel.html
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SahRosa 18/11/2013

Tudo começou quando o pequeno Lucas encontrou um fantasma no banheiro de seu quarto e por mais que ele insistisse seus pais diziam que era apenas sua imaginação de criança. Mesmo com medo, Lucas podia contar com a segurança de seu amigo o Senhor Fofinho, que sempre esteve ao seu lado, um lindo coelhinho de pelúcia.

Com a lembrança em sua mente, Lucas presencia outros fatos aterrorizantes e surpreendentes. Quando o Senhor Fofinho se revela ser mais que um simples brinquedo, Lucas passa a viver momentos de pavor, já que tudo acontece ao mesmo tempo e eis que uma bola gigante e fumegante cai do céu, destruindo boa parte de sua cidade.

Em meio ao caos e destruição, Lucas é salvo pelo seu amigo felpudo e durante a destruição, Pedrinho seu amigo de infância avança correndo para o centro da explosão. Disposto a encontrar Drinho, Lucas e o Senhor Fofinho partem para dentro do caos que se alastrou pela cidade e no caminho conhecem Natalia, que insiste em acompanha-los.

Quando Drinho surge ao encontro dos amigos, algo se intensifica e é ai que uma batalha acontece, onde dois poderosos guerreiros se enfrentam e este é apenas o começo do fim...

Esta é a primeira vez que tenho contato com um livro do autor Marcel Colombo e devo dizer que me surpreendi com a rica descrição que ele fez em Al- Aisha, sua escrita flui rapidamente e não foi difícil-me apegar aos personagens tão marcantes que o autor criou.

Al – Aisha e os Esquecidos possui um ótimo ritmo de desenvolvimento, ganchos que me deixaram grudada no livro do início ao fim. A história é narrada em primeira pessoa por Al – Aisha, ela nos conta fatos que ela vivenciou indiretamente, ou seja, ela tem o poder de observar tudo e todos, de diferentes mundos e tempos, e digo que ela é uma ótima contadora de histórias!

Este primeiro volume da série é carregado de enigmas e segredos, algumas respostas são reveladas, outras não, o que me deixou tensa quando as últimas folhas do livro foram se aproximando, afinal, o enredo de Marcel é contagiante e proporciona uma experiência sem igual!

Dentre os personagens apresentados, o Senhor Fofinho é o meu favorito, ele literalmente tem vida própria e seu jeito especial de ser, gerou ótimas cenas, impossível não gostar dele! Sem dúvidas um personagem memorável.

Quem gosta de fantasia e mistérios, com certeza não pode deixar de conhecer Al – Aisha e Os Esquecidos, uma obra marcante e enigmática. Está pronto para ser esquecido? Eu estou, e vou aguardar ansiosamente os próximos livros, com muita saudade do Senhor Fofinho!


site: http://www.daimaginacaoaescrita.com/
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lazarorenatinho 18/10/2013

Resenha
Olá meus queridos blogueiros e leitores, como vocês estão?
Bom, como vocês já puderam observar , hoje eu vim apresentar a vocês minha resenha do livro: Al-aisha e os Esquecidos, do nosso querido autor parceiro, Marcel Colombo. Eu achei a leitura bastante agradável para o momento em que li, com uma áurea positiva... Enfim, leiam minha resenha e descobrirão o que eu achei sobre: Al-aisha e os Esquecidos.
Sinopse:
Como num sopro de dragão, um fantasma surge em seu quarto, surgindo no lugar que você jurava ser o local perfeito e seguro. Mas essa aparição é apenas o começo de longos acontecimentos estranhos que estão por vir. Será que você sobreviveria à queda de uma estranha bola de fogo, que poderia destruir, quase que por completo, a sua cidade? Estaria pronto para descobrir o que existe dentro da destruição e da fumaça que se forma, indo muito além da imaginação de seu mundo? O seu mundo está para se colidir com um outro, e isso poderá mudar tudo… Até mesmo o seu destino. Tudo poderá acontecer e, de uma forma ou de outra, sua vida irá mudar para sempre, não importa onde e nem como. Siga as ordens de um coelho ranzinza, ajude o seu misterioso amigo, perdoe quem você jamais perdoaria, ame de verdade e deixe que eu seja a sua guia nessa jornada. Eu me chamo Al-Aisha e irei te guiar. Mas, antes, preciso saber: Você está pronto para ser esquecido?
Resenha:
Para iniciar a resenha quero falar duas coisas: (1) obrigado, Marcel, por me mandar o seu maravilhoso livro, autografado, com um marcador e quatro bottons diferentes, (2) peço minhas sinceras desculpas ao Marcel, por ter demorado quase 1 mês para pegar seu livro e ler, só não peguei antes porque eu estava tendo muitas coisas na escola (provas, testes, trabalhos...), por tanto, espero que goste tanto da resenha como eu gostei do seu livro.
Antes de começar a contar realmente a estória, vou falar um pouco sobre o titulo, quem tem um nome um pouquinho estranho – concordam? Al-aisha, é uma entidade, não é uma deusa, nem uma humana – mas, está entre os dois. Faz séculos que a Al-aisha parou para observar os humanos, vê tudo sobre eles... Dessa vez, a Al-aisha resolveu nos mostrar a história de certos humanos “esquecidos”.
Nesse livro, quem vai narrar toda estória é a própria Al-aisha. Ela consegue observar tudo, e o melhor, é que ela consegue nos transmitir o que ela entende e, esses seus comentários podem até virar uma espécie de dica, para mostrar como nós agimos. Mas você pode achar que ela vai ser super séria, formal... Você está errado! A Al-aisha deixa a leitura muito divertida e encantadora ao interagir com nós, os leitores.
Se você achou que a Al-aisha é a protagonista da estória, sinto muito, meu amigo, você está mais uma vez errado! O protagonista é Lucas Laporte, e o livro vai mostrar sua vida, da sua infância até seus 17 anos.
O livro realmente começa quando o Lucas está prestes a completar 5 anos de idade e neste dia seus pais falam que ele será um “homenzinho” e o Lucas fica muito ansioso para virar um verdadeiro homenzinho.
Acontece que neste dia, ao invés do Lucas sofrer uma “transformação” positiva, ele recebe uma transformação negativa... De repente Lucas vê uma fumaça branca saindo do seu banheiro. E ele fica com medo do que seria aquela fumaça, Lucas fica com muito medo! Logo de inicio ele achou que aquela fumaça era um fantasma e, como ele era muito pequeno foi falar aos pais, mas quem iria acreditar num garotinho que nem tinha 5 anos de idade e disse que viu um fantasma?! Então acontece o que nós já esperávamos, os pais dele acharam que tudo isso tinha vindo da sua cabeça, ou seja, era só imaginação.
Sabe aquela frase: “Se está ruim pode piorar”? Então, essa frase se adéqua perfeitamente com o Lucas; se a situação já não estava das melhores, aconteceu uma coisa imprevisível, o seu coelhinho de pelúcia, o Sr. Fofinho, começa a andar pela casa e falar com ele – sim, ele fez isso! -, mas o pior vem agora, o próprio coelhinho de pelúcia fuma CHARUTO (HaHaHa). Esse bichinho de “pelúcia” têm poderes mágicos e é um dos personagens principais da trama.
Coisas vão acontecendo, anos vão se passando, eles vão mudando... Até que eles crescem. Com todo tempo mudando, eu achava que as coisas iriam melhorar para o lado do Lucas, mas não, parece que quanto mais velho ele fica, maior fica o problema, a única diferença e que dessa vez o Lucas pode contar com outras pessoas – Pedro/Drinho, Henrique, Natália , Thomaz e, não podemos esquecer do Sr. Fofinho – cada um com um personalidade diferente. Para você se aprofundar mais, você terá que ler o livro!
Eu achei Al-aisha e os Esquecidos um ótimo livro, personagens criativos e com suas próprias personalidades, cenas muito bem criadas/feitas – mesmo quando o clima está para baixo –, podemos sentir o que cada personagem sente, e principalmente o que a Al-aisha sente. Eu achei que o melhor personagem da trama foi o Sr. Fofinho, por motivos claros; geralmente ele está de bom-humor, mesmo quando ele está irritado com algo. Minha segunta personagem favorita é a Al-aisha, que em um cena no final do livro, me fez acreditar que o pior tinha acontecido, e depois me reconfortou.
A edição está tão boa como a estória, capa de qualidade, o livro têm orelhas, folhas amareladas, espaçamento duplo, com uma ótima diagramação e, eu não encontrei nenhum erro ortográfico durante a leitura. Tanto o Marcel, quanto a editora Novo Século estão de parabéns, os dois ganharam todo meu respeito depois desse livro.
Com tudo, o livro não poderia receber uma nota menor:
Autor:
MARCEL SIMÕES COLOMBO nasceu em São Paulo, Capital, em 03 de setembro 1983. É formado em publicidade. Aos 13 anos publicou o livro O caso Feeney. Publicou ainda, nas coletâneas Moedas para Barqueiro Vol. II e Dias Contados Vol.II, os contos Raquel e Renata e VIVA!
Bom, eu espero que tenham gostado da resenha, se já leu o livro me diga o que achou e qual é o seu personagem favorito e, se não leu me diga se ficou interessado. Enfim, façam a pergunta que quiserem, deem o comentário que quiserem.

Att,
Lazaro.
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Leonel 30/09/2013

Excelente
Al-Aisha é um livro interessante que te prende desde o começo, a historia é contada do ponto de vista de uma entidade (Al-Aisha) descrevendo as experiências dos personagens ao longo da trama. Os personagens são fascinantes, bem descritos, simples na medida certa e complexos como pessoas reais, alguns deles bem inusitados como o coelho de pelúcia (Sr. Fofinho), dão uma ar sarcástico e cômico a narrativa que é cheia de revelações e ao mesmo tempo mistérios.

Recomendo a leitura, o estilo de escrita não perde nada para autores (nacionais ou internacionais) de sucesso.
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10/08/2013

Resenha Al-Aisha e os Esquecidos
Al-Aisha e os Esquecidos

Autor: Marcel Colombo
Editora: Novo Século
Páginas: 429


Resenha:
Primeiro vamos falar do titulo, bem tentador Al-Aisha, já um nome diferente e por isso o livro já começa a se tornar tentador; E os Esquecidos nome interessante esquecidos mas quem serão esses esquecidos não é?E por que sera que estão sendo chamados de esquecidos? Ah mais isso vocês descobriram ao longo da historia agora vou contar um pouco pra vocês.

Al-Aisha e uma entidade nem Deusa nem Humana Mas esta entre os dois, e á seculos observa os humanos vê como eles evoluem e vê cada passo que eles dão, desta vez ela resolveu nos narrar uma historia de certos esquecidos.

Porém, nunca fui uma ótima contadora de historia. Não que nunca as tivesse contado, pois já contei inúmeras para vários e inúmeros espectadores. Mas reconheço meus defeitos. Sei que nunca poderei de fato conta-las tão bem. Talvez seja pelo fato de que, das historias que um dia contei, eu nunca tenha feito parte, apenas unicamente observei, como toda a minha vida, desde minha existência séculos atrás. Séculos. Muitos séculos. Pág. 9.

Lucas Laporte achava que sua vida era normal como a de todos os outros, vivia com sua mãe seu pai e seu incrível coelhinho de pelúcia Senhor Fofinho, como toda noite antes de dormir Lucas Orava Pedindo coisas para o papai do Céu, se deitava na sua cama dava boa noite ao Senhor Fofinho ganhava um beijo da mãe e dormia. Mas aquela noite foi diferente afinal Lucas viraria homenzinho e completaria seus 5 aninhos, Lucas então ficaria acordado para ver aquela transformação, mas como sempre o sono batia e ele dormia mas mesmo assim aquela noite foi diferente para Lucas depois daquela noite ele nunca mais foi o mesmo, pois naquela noite ele viu e tinha absoluta certeza um Fantasma em seu banheiro e viu Senhor Fofinho seu querido coelhinho de pelúcia andar e falar e afirmava isto, mas como sempre ninguém acreditava.

Depois daquele acontecimento Lucas tinha pesadelos terríveis todas as noites e nunca mais se esqueceria daquele dia em sua vida, Lucas agora já estava com 12 anos E jurava que o senhor fofinho andava e falava e naquele dia ele teve certeza pois ele tinha conseguido pega-lo mas alguma coisa estranha aconteceu nesse mesmo dia; Uma estranha bola de fogo caiu em sua cidade e com ela vários acontecimentos estranhos vieram juntos, e ai Sim Lucas teve certeza sua vida não era normal.

Se interessaram? Ótimo então procurem o seu Exemplar o mais rápido possível antes que se esgotem:
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Opinião:
Olha e até difícil descrever o quanto eu gostei deste livro, não tenho nem palavras mas queria dizer que recomendo com certeza este livro para todas as idades não só para crianças, nem adolescentes e nem adultos mas sim TODAS as idades. Marcel Colombo com certeza e um Escritor nato, esse livro e uma emoção do começo ao fim e espero ansiosamente pelo continuação!

site: http://obaudosmelhores.blogspot.com.br/2013/07/al-aisha-e-os-esquecidos-autor-marcel.html
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Fernanda 20/06/2013

Resenha: Al-Aisha e os Esquecidos
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http://www.segredosemlivros.com/2013/06/resenha-al-aisha-e-os-esquecidos-marcel.html

Resenha: “Al-Aisha”. Que nome incomum, não? No mínimo intrigante, e essa foi só a sensação inicial ao começar a leitura do livro de Marcel Colombo. Estranho mesmo foram os acontecimentos narrados na sequência. Mas vamos por partes. É preciso destacar a maneira irreverente ao qual Al-Aisha se apresentou logo no prólogo. Ela é a responsável por contar esta história e de cara você se pergunta: mas quem é ela de verdade? Não é humana nem tampouco uma deusa. É apenas um ser único, observador e inquestionável, repleta de mistérios e surpresas. E sua história narrada, começa justamente quando as luas ShAi e MaHai se encontravam alinhadas e cheias – no dia primeiro de outubro de 1998.

“Ah, me desculpe! Não me apresentei ainda, me chamo Al-Aisha. Não sou uma deusa. Não sou uma receptora desta dádiva, se é que posso dizer que ser um Deus seja uma dádiva. Também não sou humana, igual a todos aqueles que povoam o seu mundo, como seus pais, seus avós, seus entes queridos, seus amigos e todo o resto, até mesmo aqueles que você não conhece e chama de desconhecidos.” Pg.09-10

O livro mantém um ritmo de leitura leve e ágil justamente por sua divisão, que se faz em quatro partes. A principio somos conduzidos a entender o ritmo dos acontecimentos, bem como o conhecimento dos personagens que fazem a composição do enredo. Al-Aisha é excepcional e faz com que o leitor se sinta a vontade e se divirta com a maneira cômica e irreverente ao qual ela percebe as coisas ao seu redor. O personagem central se chama Lucas, um menino encantador que de uma maneira incomum, precisou amadurecer mais rápido que o normal, pelo fato de acontecerem tantas coisas ao mesmo tempo, incluindo um mundo totalmente novo.

“Mas será? Não poderia ser um dragão. O que um dragão estaria fazendo em seu banheiro? E como um dragão, tão grande, caberia em seu banheiro? Era um filhote de dragão! Só podia ser, tinha de ser,e por Deus, que não fosse um filhote de dragão.” Pg.25

O Sr. Fofinho chega para bagunçar tudo de uma vez. E sabe quem – ou o quê – é ele? O ursinho de pelúcia de Lucas que do nada começa a falar – sem parar. E que coelho rabugento. Cadê a educação? E como gostava de reclamar de tudo. Sem dúvidas nenhuma, posso dizer que Sr. Fofinho foi o personagem mais chamativo de “Al-Aisha e os Esquecidos”. Impossível não soltar umas boas gargalhadas com seu jeito ranzinza e sarcástico. E mesmo assim, acaba se tornando uma peça fundamental e muito divertida no caminho de Lucas, assim como o apoio de seu melhor amigo Drinho, de Thomaz, Henrique e Natália. As descrições dos próprios personagens e suas transições de vida são muito bem representadas, assim como todas as ações que ambos realizam na trama.

“O fato é que ele queria respostas e provavelmente as perguntas – algumas delas – nem eram tão difíceis assim de serem respondidas. Faltava algo para que aquele sentimento de peso em seu peito fosse de vez arrancado, que o nó na garganta que o sufocava fosse desfeito, para que aquelas dores de cabeça que sempre sentia quando questionava demais sumissem de uma vez...faltava coragem.” Pg.105-106

Nosso mundo está envolvido em mais mistérios do que todos poderiam imaginar e agora é preciso encontrar uma solução para combater o caos que está se alojando. Como já citei anteriormente, este livro contém uma narração bem humorada e acima de tudo um toque sensacional de magia, suspense e romance. Mais um excelente livro escrito por um autor nacional.

“E lá ele ficou. Esquecido. Sem ser lembrado. Não seria desta forma que entraria para a história. E nenhuma outra máquina e nenhum flash procuravam mais por ele.” Pg.235

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Nishimeister 30/10/2012

Livro surpreendente!
Marcel Colombo arquiteta magistralmente a história de seu novo e já tido como sucesso, "Al-Aisha e os esquecidos".
De comunicação fluida e democrática, envolve seus leitores em uma montanha russa de emoções do começo ao fim.
Colombo oferece aos seus companheiros de viagem um gradiente de sensações que flutuam da ternura de uma mãe para aquele puro sentimento inocente dos jovens enamorados, conflitando com a adrenalina de um conflito físico ao simples terror das noites que se teme qualquer manifestação onomatopaica.
Conselho: Em tempos arquivos digitais, vídeos e superficialidade intelectual, o simples ato de folhear desta obra e conferir seu conteúdo, já faz valer a pena largar o facebook e a novela.
Sem dúvidas este livro daria um bom filme.
Aguardo ansiosamente a sequência da série.
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Camila 14/10/2012

Misterioso e hilário!
Al-Aisha e os Esquecidos já começa com um mistério no ar! Na madrugada de seu aniversário de 5 anos, Lucas, o nosso protagonista, vê um fantasma no banheiro da sua casa, uma névoa gelada inundar seu quarto e ainda escuta seu coelho de pelúcia falar. Sim, tudo isso apenas nas primeiras páginas do livro. Mas claro, uma criança de 5 anos afirmando ter visto todas essas coisas... Quem levaria isso em consideração?

Al-Aisha é uma conselheira dos deuses de outro mundo. Mas mesmo sendo conhecida somente em seu mundo, Al-Aisha conhece tudo sobre o nosso também, e isso inclui a história de Lucas. É ela quem nos apresenta o Lucas. E com uma narrativa genial, o Marcel consegue fazer o leitor sentir que está cara-a-cara com Al-Aisha, ouvindo a estória da boca dela.

Lucas desde criança já estava predestinado à protagonizar ou presenciar acontecimentos raros e perigosos. Após o incidente do seu aniversário o garoto ainda vai presenciar seu melhor amigo, Pedro, sofrer um acidente sério, e ainda vai dar de cara com um sequestrador de crianças. Sim, isso tudo acontece no livro e o garoto nem adolescente era ainda!

Tudo gira em torno do Senhor Fofinho, o coelho que falou pela primeira vez com Lucas na noite do seu aniversário de 5 anos. Acontece que o Sr. Fofinho fala de verdade, anda também, tem poderes sobrenaturais e adora um charuto. Sim, isso é um coelho de pelúcia! Vocês já podem imaginar o quanto eu ri durante a minha leitura, não podem?

Enfim, o coelho sarcástico, ranzinza e hilário proporciona um clima de mistério no livro à medida que vai fazendo certas revelações. O jovem protagonista vai descobrir que o nosso mundo está à beira do Caos. E existem muito mais além do nosso mundo do que qualquer um pode imaginar.

Lucas não estará sozinho! Ele tem ao seu lado Pedro, o melhor amigo que fala demais; Henrique, o bonitão da estória; Thomaz, o causador de intrigas (e o mais chato de todos os personagens ao meu ver); e Natália, a garota que irá roubar o coração dos garotos.

Adorei a narrativa do Marcel. Ele simplesmente sabe como enfeitiçar o leitor! Através do enredo podemos perceber de forma leve certos ensinamentos transmitidos ao leitor, ou melhor, pontos de vistas do próprio autor que te fazem pensar: “É verdade! Como não pensei assim antes?”. Com doses altas de fantasia e humor (a maioria garantida pelo Sr. Fofinho, é claro!), Al-Aisha é recomendado aos bons amantes da leitura.

"- Meu pai me protegia do bicho-papão quando eu era mais novo, gostava de jogar bola e cartas, e adorava ver filme de mulher pelada quando minha mãe não estava vendo e quando achava que eu estava dormindo; seu pai também gostava de ver filme de mulher pelada? Quem sabe nossos pais não estão no céu vendo filme de mulher pelada!"

http://nolimitedaleitura.blogspot.com.br/2012/10/al-aisha-e-os-esquecidos-marcel-colombo.html
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ricardo_22 11/09/2012

Resenha para o blog OverShock
Al-Aisha e os Esquecidos, Marcel Colombo, 1ª edição, Barueri-SP: Novo Século, 2012, 432 páginas.

Formado em Publicidade, o autor Marcel Colombo nasceu em São Paulo e logo aos 13 anos publicou seu primeiro livro: O caso Feeney. Mais tarde, participou das antologias Moedas para o Barqueiro Vol. II e Dias Contados Vol. II, ambos pela Andross Editora, antes de lançar seu mais recente trabalho: Al-Aisha e os Esquecidos.
Nessa obra somos apresentados ao garoto Lucas Laporte, que na véspera de seu 5º aniversário se depara com a primeira de muitas situações estranhas que acontecerá em sua vida, mas claro que ninguém liga para suas “besteiras de criança”. Os anos passam, Lucas fica mais maduro e essas situações continuam o atormentando, ao mesmo tempo em que vive novas aventuras com seus amigos Pedrinho e Natalia, e com seu coelho de pelúcia, Sr. Fofinho. É o coelho quem o ajuda a entender sua verdadeira importância.
As aventuras vividas por Lucas e seus amigos ao longo da história irão definir a sobrevivência de todos, afinal, dois mundos podem se colidir e tudo mudar. No começo nada sabemos sobre a relação entre os dois mundos, mas aos poucos tudo se esclarece e a cada nova página nos envolvemos com uma história leve e muito divertida.

“O raio de luz verde caiu finalmente no solo. Nada se escutou, nem o barulho de seu impacto. Uma agulha caindo na sala ao lado seria mais barulhenta. Do silêncio se formou uma imensa bola que crescia rapidamente. Quando atingiu seu tamanho máximo, maior que a edificação mais alta que você já viu, estourou, jogando para fora uma forte luz verde no céu, expulsando todo o negrume da noite para longe” (pág. 149).

Dividido em quatro partes (Quem disse que é fácil ser homenzinho?; Um coelho que não gosta de cenouras; Ter 17 anos não é nada fácil, meus jovens; O caçador de Esquecidos), o livro é narrado por Al-Aisha, uma personagem de outro mundo que não é uma humana e sim um ser, uma entidade – como ela própria diz. Por ser de outro mundo, a narrativa tem passagens engraçadas e Al-Aisha não perde a oportunidade de devanear sobre certos objetos do nosso mundo ou sobre situações dos humanos. Ao contrário do que acontece em muitos livros, essas interrupções não são cansativas, pelo contrário, Marcel Colombo acertou e muito nesse pequeno detalhe.
Outro acerto de Marcel se refere a construção de cada uma das personagens, mas nesse ponto o destaque não vai apenas para o protagonista Lucas. Acredite: você pode ler diversos livros ao longo desse ano, porém nenhum terá dois personagens espetaculares como Pedrinho e Sr. Fofinho. Pedrinho fala sempre a verdade e não poupa ninguém, nem mesmo seus familiares. Tem um jeito característico de falar, misturando palavras e com uma rapidez incomum, até mesmo em momentos que isso não deveria acontecer. Às vezes faz comentários que, desculpa pelo clichê, até Deus duvida e isso deixa tudo mais engraçado.
Já Sr. Fofinho é um coelho de pelúcia ranzinza, que sempre está com um charuto em mãos, tem um humor afiado, de personalidade marcante e capaz de fazer o leitor rir com apenas um comentário, que possui um lado irônico. Não pense que por causa do nome ele é um coelho fofinho, porque isso ele nunca foi e nunca será. E justamente por não ser assim que Sr. Fofinho é o cara! O melhor, e mais misterioso personagem da literatura nacional em 2012!
A narrativa de Marcel é viciante, seja pela curiosidade do que vai acontecer ou apenas pelo humor contido nela. Com ótimas descrições, que mesmo em excesso não cansam, e diálogos marcantes, o livro ainda possui aventura, suspense e romance na medida certa para agradar o leitor – e como disse antes, a grande responsável por isso é Al-Aisha, que nos conta essa história sob seu ponto de vista. Talvez o tema não agrade a todos, o que é natural, mas apenas a escrita é suficiente para uma boa avaliação.

Mais em: http://www.blogovershock.com.br/2012/09/resenha-105-al-aisha-e-os-esquecidos.html
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Pollyanny 30/08/2012

Fantástico!
Um livro muito gostoso de ler, o modo como a autor consegue entrelaçar o fantástico mundo da magia com os rotineiros conflitos adolescentes é fascinante. A linguagem é gostosa e envolvente, e tudo fica tão natural, que nos sentimos vivendo a história! Adorei, ótimo livro. Pra quem quer viajar um pouco, se emocionar e descobrir novos mundos, é o caminho certo!
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Cristiano Rosa 26/08/2012

Diário CT: Al-Aisha e os Esquecidos
É noite da véspera do aniversário de 5 anos de Lucas e ele vê seu coelho de pelúcia andando e um fantasma no banheiro de seu quarto. Assim começa a trama de Al-Aisha e os Esquecidos, livro de Marcel Colombo lançado recentemente pelo selo Novos Talentos da Literatura Brasileira da Editora Novo Século.

Cortesia do autor ao blog, a obra de 432 páginas é narrada em 1ª pessoa - que compreende um prólogo e 13 capítulos divididos em 4 partes -, que é feita pela personagem que dá nome ao livro, Al-Aisha, um ser que é a conselheira dos Deuses de seu mundo. Já o protagonista que comentei há pouco é Lucas Laporte, filho de Marta e Lúcio.

A primeira parte do volume narra acontecimentos de quando o personagem tinha 5 anos de idade. Além dos já mencionados no início da resenha, ele presencia um acidente com o melhor amigo e conhece um sequestrador de crianças. Já na segunda parte, Lucas tem 12 anos e é um típico pré-adolescente, com seus vários conflitos e questionamentos sobre tudo e todos à sua volta.

Na terceira parte, Lucas tem seus 17 anos e é um jovem com personalidade e características próprias. Já na parte final, ele aparece com 32 anos, porém, de uma forma inusitada ao leitor. Mas não é só sobre a vida do personagem central que a narrativa enfoca, há um outro mundo que interfere no do nosso protagonista.

Antes de mais nada, é preciso comentar que ele não está sozinho: tem Pedro, o seu melhor amigo desde a infância, um garoto gordinho e falante; Henrique, um menino bonito e muito amigo também; Natália, a representante do sexo feminino na história e que disputa o coração dos rapazes; e Thomaz, nem tão próximo, aquele que gosta de implicar, fazer confusão e causar brigas.

A trama gira entorno da relação que Lucas mantém com seu coelho de pelúcia, o Senhor Fofinho, e o que este revela ao seu “dono”. Ele realmente anda e fala, além de ter poderes mágicos e gostar de fumar charutos. É um personagem importante no enredo que, com seu humor sarcástico, acaba rendendo bons momentos de diversão ao leitor, além de deixar tudo mais característico e misterioso.

O autor utiliza-se de uma descrição na medida certa, em que cores, cheiros, sons e emoções são transmitidas ao leitor intensamente, em uma mistura de ação, aventura, comédia, drama, romance e suspense. Quem narra a história pouco interfere nela, mas apresenta seu ponto de vista sobre o mundo de Lucas, simples objetos, acontecimentos e sentimentos humanos, tornando a leitura fascinante.

Sonhos, pesadelos, aparições, sumiços, descobertas, ensinamentos, filosofias e muitos mistérios preenchem as páginas da obra de maneira encantadora, com analogias e teorias que surpreendem com a narrativa leve e de leitura ágil. A história é envolvente e cheia de detalhes, prende o leitor, oferece ótimos momentos de lazer e termina prometendo ainda muito mais de tudo aquilo, pedindo para que estejamos preparados à continuação.

O livro Al-aisha e os Esquecidos é para aqueles que gostam de boa literatura, com fantasia em doses certas e sem exageros. Um enredo que usa do passado para compreender presente e projetar o futuro, mostrando como a realidade pode ser fantástica apenas por detalhes, e que o impossível pode se tornar real ao aceitarmos que há muito entre nosso mundo e o que achamos que existe além dele.

Fonte: http://www.blogcriandotestralios.com/?p=18099
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Evelyn 13/08/2012

Para não esquecer.
Gostei bastante do livro Al-Aisha e os Esquecidos, porque ele me surpreendou positivamente.
É uma história que mistura magia, aventura, emoção, coragem, predestinação, determinação, humor, com um ritmo ágil e cativante.
Narra a hstória de um menino (Lucas Laporte) dos 5 aos 17 anos. Este menino tem sua vida abalada e transformada por acontecimentos fantásticos e inexplicáveis. E em sua jornada atribulada será acompanhado por companheiros leais e um rabugento coelho de pelúcia - o Sr. Fofinho, que é uma criatura viva, falante e muito mal humorada.
É um livro de leitura rápida e fácil. Excelente entretenimento! Fiquei com gosto de quero mais... Espero que o autor não demore a lançar a continuação!
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