Contos de Terror do Tio Montague

Contos de Terror do Tio Montague Chris Priestley




Resenhas - Contos de Terror do Tio Montague


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Regiane 30/06/2010

Macabro e apaixonante!!!
A primeira vista achei que o livro poderia ser muito infantil, mas mesmo assim não contive a minha curiosidade. Quando vi que o autor se inspirou em Edgar Allan Poe - que eu amo - eu pensei: Quero esse livro!

Eu adoro contos, principalmente os de terror, pos lembra muito a época da minha infância - quando meu avô paterno reunia os netos em volta de uma fogueira e nos contava histórias assombrosas. Eram tão assustadoras que nem conseguíamos dormir a noite, mas não queríamos nunca parar de ouvi-las.

Chris Priestley nos apresenta uma obra maravilhosa e arrepiante nesse livro, que contém onze macabros contos - e o mais curioso e bizarro, é o do protagonista da história, isto é, do “Tio Montague”. Outros destaques ficam para "A Des-porta", "Poda de Inverno" e "A Moldura Dourada". Os demais são tão bons quanto esses citados, porém esses são meus preferidos.

Não acho que são para crianças, mas para pré-adolescentes, pois é um livro um pouco assustador. Recomendo também aos adultos que adoram um bom conto, assim como eu.

Além do enredo, outra coisa que adorei e me deixou fascinada, foi à arte da capa e as ilustrações interiores, criadas por David Roberts!

Enfim, leiam! Vale a pena, é um livro muito divertido e também assustador!
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Giolie 17/06/2010

Impossível não devorá-lo
Apesar de ser um livro com histórias de terror escrito para crianças, eu recomendo que apenas "crianças mais crescidas" o leiam.
Na minha opinião ele é fantástico. Pois é o tipo de livro que me fascina, histórias assustadoramente surreais e espantosas.
O livro é composto por nove contos, e todos eles são contados pelo 'tio' de Edgar, o Tio Montague, um senhor que mora atrás de um bosque realmente medonho, e como ele próprio diz: "Você não iria gostar deste lugar quando escurece."
A vontade de contar o desfecho principal é grande, mas não quero deixar spoilers aqui já que muita gente ainda vai lê-lo.
Meu conto favorito é "A Desporta", pois (não sei o porque) ele me deu mais calafrios do que os outros. É o tipo de história que você torce para que um dia vire filme.
Muitas coisas ainda ficam 'no ar' quando você termina a leitura, em diversos momentos você se pega pensando: "Mas... e depois?". Espero ansiosamente por alguma continuação, pois tenho certeza de que Tio Montague tem muito mais contos para contar pra gente.

Com certeza, ele é mais um que foi para a minha lista de favoritos.
Contos de Terror do Tio Montague são histórias para fazer a criança não dormir.
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Hernane 05/06/2010minha estante
A sua resenha confirmou os meus interesses por esse livro XD




Nicole 17/01/2011

Melhor livro de contos que já li
Você não iria gostar deste lugar quando escurece...
Eu simplesmente adorei o livro. Me conquistou desde o primeiro momento que o vi, a capa tão bem feita com todos os elementos das histórias do Tio Montague e a expressão de Edgar como se perdido no meio daquilo tudo.
Eu confesso que sou fã do Tio Montague, ele não é o parente que desejamos tirar no amigo invisível da família mas ele é demais! Sabe incríveis histórias e as conta de forma super agradável, leve, detalhada e horripilante também. Tio Montague é um homem reservado, excêntrico, mora no meio do bosque, possui uma casa um tanto quanto estranha e inquietadora, é muito vivido e tem um ar antiquado e talvez até macabro. Seu criado super misterioso se chama Franz, nunca apareceu mas sempre traz chá, biscoitos e açúcar quando Edgar, seu sobrinho, o visita.
Edgar é um menino um pouco solitário que adora ouvir as histórias do tio, tem poucos amigos e estuda fora. É de uma enorme ingenuidade e acredita fielmente que todas as histórias são invenções do Tio Montague, que, segundo ele, parece não bater mais muito bem da cabeça.
Todo conto possui um respectivo objeto, que muitas das vezes inquieta e até assusta Edgar. Aos poucos Edgar percebe que está escurescendo e que precisa voltar para casa. Porém é aí que vem a mais importante e esperada das histórias...a do próprio Tio Montague!
O livro é incrível do início do fim, fácil de ler, simples e mesmo sendo inicialmente infantil, não deixa de provocar terror nos leitores. É um misto de fantasia e terror à la Tim Burton. Muito bem escrito e envolvente.
Recomendo muitíssimo, todos irão adorar se aventurar junto de Edgar nas mais terríveis histórias narradas pelo peculiar Tio Montague!
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Pandora 18/06/2010

Essa e outras resenhas em www.trocaletras.wordpress.com

Eu nunca tinha ouvido falar desse livro e de seu autor antes. Pesquisando um pouco, descobri que Priestley escreve e publica seus livros desde 2000 e esse é seu primeiro livro.
Apesar do nome e da capa passarem uma imagem um pouco infantil, esse não é um livro para crianças. O autor diz que escreveu para elas, mas eu recomendo que seja lido por crianças mais velhas, entrando na adolescência. É ótimo para despertar o gosto pela leitura.
O autor é muito bom, escreve de uma maneira fácil de ler e os finais de seus contos muitas vezes deixam em aberto, para que sua imaginação determine que fim levou o personagem.
Conta a história do menino Edgard, que periodicamente visita seu tio Montague em sua velha casa. Nessas visitas, tio Montague conta à Edgard diversas histórias de terror, que são os contos do livro. Até que, no final, descobrimos a história do próprio tio Montague.
Leitura imperdível!



Mandark 07/04/2011

P-E-R-T-U-R-B-A-D-O-R
Um livro pertubador. Não chega a ser assustador, mas consegue te deixar incomodado. Eu o achei excelente. Acho que eu gostaria mais se o tivesse lido quando ainda era criança, mas não posso deixar de dizer que mesmo assim foi uma experiência incrível. Um livro de terror para crianças, que não infantiliza o mal, e pode chegar a chocar algumas pessoas em alguns momentos, mas que me cativou desde as primeiras páginas! Edgar e o Tio Montague são personagens muito interessantes e cada uma das histórias contadas são extremamente criativas e perturbadoras!
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Itin | @onlyforbooks_ 11/07/2010

Um livro que faria até Edgar Allan Poe, tremer. Ta bom, ta bom, pode até ser muita presunção começar uma critica com essa frase, mas o fato é que Chris Priestley, consegue criar em Contos de Terror do Tio Montague, uma história de terror maravilhosa, que não faz feio diante as do pai da literatura gótica – o eterno Poe. Não se deixe levar pela capa aparentemente infantil, porque o livro de ingênuo não tem nada.
Edgar é um garoto comum que adora ouvir histórias de terror, e resolve visitar seu tio, para que ele lhe possa contar algumas. O livro começa descrevendo, a travessia de Edgar pelo bosque que leva a casa de seu tio, mostrando como o medo pode infundir coisas nas cabeças das pessoas. Lá chegando, ele encontra no lar do Tio Montague, um ambiente não menos assustador, ou no mínimo misterioso. A casa iluminada somente por velas, serve como ambiente propício para as histórias que serão contadas pelo tio. O tio conta várias histórias, todas bem detalhadas e muito assustadoras, mas o que intriga realmente à Edgar, é o realismo contido nas histórias, que sempre têm um objeto da narrativa presente na casa. Como se não bastasse os estranhos objetos que Tio Montague guarda, ainda tem as estranhas crianças que Edgar parece ver de vez enquanto no quintal, sem falar em Franz o estranho e misterioso mordomo da casa, e outros barulhos que parecem proliferar no velho casarão. Será que Edgar está se deixando levar pelo medo? Será que seu tio é louco? Será que tudo o que aconteceu foi real? Essas são as dúvidas na cabeça de Edgar ao longo da leitura, até que seu tio resolva lhe contar seu ultimo conto, um conto sobre o próprio Tio Montague.
O livro é “direcionado” ao público infanto juvenil, mas não se engane, pois as histórias aqui contidas são no mínimo macabras. Demônios, fantasmas assassinos, ladrões de almas, tudo isso pode ser encontrado em Contos de Terror do Tio Montague. Você vai se pegar com receio de olhar no espelho depois de “A Moldura Dourada”, ou com medo de abrir aquela velha porta do sótão depois de “A des-porta”, e vai pensar duas vezes quando estiver passando perto de uma árvore e todos os pássaros levantarem vôo repentinamente depois de “Poda de Inverno”.
Priestley faz uma homenagem a velha arte de contar histórias - típica das famílias de uma era pré – televisão – e consegue assustar bastante o leitor. Livro muito muito bom, que eu recomendo, mas deixe para ler a noite em um dia chuvoso a luz de uma vela, seria uma experiência no mínimo excitante.
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La Fenix 27/11/2011

Ok, se você acha que este livro é só mais uma coletânea de contos de terror bobinhos, se enganou.
Apesar de não ser algo assustador nivel Stephen King o livro te dá aquele famoso frio na espinha, e a sensação de estar sendo observado.
Mas nota, como eu já disse o livro tem um terror mais leve (apesar de ter cenas bem macabras, como um menino pregando animais vivos numa estaca), ou seja não tem nada dizendo '...e eu pude sentir seu sangue quente escorrendo por entre meus dedos...', não, todos os contos falam de alguma criança que passou por coisas assustadoras e é contada pelo 'titio' Montague que na verdade está contando para o seu sobrinho Edgar.
O livro mostra traços de ter sido inspirado em Edgar Allan Pou (como em o "Gato Preto"), e acho que é isso que dá essa sensação macabra ao livro.
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Mahfud, Fábio 02/08/2010

Leia à noite!
Nunca havia lido um livro inteiro de contos até terminar os 'Contos do Tio Montague'. Isso talvez seja pelo fato de eu gostar de sagas e histórias mais longas, onde os personagens são bem desenvolvidos e as tramas nos seguram por mais tempo.
Mas por se tratar de contos de terror, e por ter encontrado baratinho no sebo da minha cidade, resolvi dar uma conferida.
O livro narra uma visita de Edgar à casa de seu tio, que fica do outro lado do bosque. Tio Montague conta histórias assustadoras sobre crianças e jovens que não costumam apresentar um bom comportamento e por isso acabam tendo destinos não muito felizes.
Edgar se preocupa com seu tio, achando que ele está meio louco por crer que os contos são reais, mas o tio garante que as histórias são verdadeiras possuindo, inclusive, objetos que podem provar isso.
Os contos são muito bons, e alguns realmente assustam. 'Não Suba' e 'A Moldura' são bons exemplos. Mas pra mim o melhor foi 'A Des-porta'. Bonecas de porcelana conseguem ser realmente assustadoras.
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Iaci Gomes 07/08/2010

Terror para crianças?
Sem dúvida, Chris Priestley queria fazer um livro de terror brando para crianças, o formato do livro, cheio de ilustrações e com um protagonista que também tem uma idade entre 11 e 14 anos evidencia isso.
Bom, talvez eu seja muito fácil de assustar, mas o fato é que eu fiquei um pouco com medo depois de ler o livro, cada história tem uma página com uma ilustração que ocupa toda a folha, teve uma em especial que eu tapei para poder conseguir ler.
Talvez por isso eu tenha gostado tanto, as histórias não são exatamente surpreendentes, mas mais tarde você se pega pensando naquilo, e eu adoro isso em um livro, quando ele consegue nos marcar. Recomendo para qualquer pessoa que goste de um bom friozinho na barriga.
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Tiago 14/11/2009

Arrepiante e apaixonante!
Vi este livro na estante da loja um dia e foi amor à primeira vista.Neste livro, o autor desfia uma série de histórias de terror arrepiantes através da figura do sinistro Tio Montague.As histórias são bem variadas, mas todas estreladas por crianças em circunstâncias misteriosas, envolvendo monstros, fantasmas, e maldições que arrepiam!E no final, vem a história mais surpreendente de todas; a história do próprio Tio Montague, e seu segredo sinistro é revelado.Recomendo muito para quem goste de histórias de terror e filmes do Tim Burton.
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Rafael 16/08/2009

Uma grande revelação...
Ganhei este livro de presente de um amigo que há tempos em não via. Se não fosse assim, é pouco provável que ele tivesse chegado até mim por vontade própria. A capa em si já o condena um bocado. Soa como um livro infantil ou para pré-adolescentes. Demorou uns seis meses até surgir uma oportunidade na qual eu pude finalmente me sentar e ler este...clássico da literatura moderna.
O livro é surpreendentemente bem escrito, com descrições na medida certa e apaixonante. Foi impossível largá-lo depois de ler as dez primeiras páginas. Devorei-o numa tarde! Foi sensacional.
Não é segredo pra ninguém que os cenários britânicos foram, são e sempre serão os preferidos (e por que não dizer também os melhores?) no mundo literário do gênero de ficção/terror. E este pequeno livro é o exemplo perfeito disso. A ida de Edgar a casa de seu tio Montague já deixa todos nós, leitores, em alerta.
É delicioso ficar viciado num livro tão simples, porém tão bem escrito como este.
Apenas acho que o livro não deveria ser lido por crianças menores de 12 anos. Alguns desfechos dos contos são bem...diferentes para que uma criança de dez, onze anos consiga achar graça e continuar a leitura.
As ilustrações de David Roberts completam este quadro. Dão ao livro o toque final para que ele chegue bem próximo da perfeição! Muito, altamente recomendável!!!
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Heidi Gisele Borges 25/01/2011

Crianças e jovens não devem ser tidos como ingênuos, bobinhos. Geralmente os adultos os veem assim porque, provavelmente, também foram tratados da mesma forma quando menores. Porém, os bons autores de literatura juvenil não os subestimam. Desafiam esses seres curiosos a irem além. Chris Priestley (1958), é fã de terror, e escreveu uma obra diferente. Interessante. Em que não teme, não hesita frente às limitações que autores para este público quase sempre se impõem – esses são os escritores que crianças e jovens com visão limitada gostam.

“Minhas visitas ao tio Montague eram menos um encontro de família e mais como uma reunião de negócios. Meu tio e eu tínhamos muita estima um pelo outro do nosso modo, porém ambos sabíamos o que me levava até ali: a fome – fome de histórias.”

Os contos que tio Montague narra ao sobrinho – bastante distante – Edgar, são realmente de terror. Não há suavização por se tratar de um livro em que o público alvo é o juvenil. A cada conto o leitor fica com a sensação de que não deve olhar para trás ou sair pelas sombras da casa à noite, ou se realmente for necessário, irá com toda a prudência possível.

Já no primeiro conto, tio Montague conta sobre o teimoso Joseph que, mesmo com o aviso de ‘Não suba’ rabiscado na árvore, sua curiosidade e teimosia foram maiores e o desastre era certo.

Em “A moldura dourada” – sem dúvida o melhor conto, daqueles que causam arrepio no desfecho –, uma menina mimada, um retrato que lhe permite três desejos e pessoas inocentes. Quando a menina percebeu suas maldades, era tarde demais e o terceiro desejo se realizou muito além do que ela queria.

Depois de tanto Edgar lhe perguntar se estava bem, Tio Montague resolveu também sua triste história, e porque tem todos os objetos que fazem parte de suas narrativas, que até então o menino acreditava serem apenas estórias inventadas pelo velho tio e sua mente alterada.

“Estas coisas à nossa volta são... como posso dizer?... possuídas por uma energia curiosa. Elas ressoam com a dor e o terror a que estão atreladas. Meu estúdio virou um repositório desses objetos. Eu coleciono o que ninguém quer, Edgar, as coisas assombradas, amaldiçoadas... as coisas malditas.”

Uma leitura assustadora e bastante agradável.

*****
Mundo de Fantas no mundo dos livros
http://mundodefantas.blogspot.com/
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Coruja 31/08/2012

Comprei esse livro para dar de presente de aniversário e acabei atrasando a entrega em mais de um mês porque comecei a ler e aí não podia enviar até terminar e aqui não queria mandar mais e ficar com ele para mim... Muito complicado isso... mas tudo bem, porque se mandei esse volume no final das contas, chegou pra mim outro volume da série e ah... tô enrolando, vamos ao que interessa...

Dica importante: Uncle Montague’s Tales of Terror foi traduzido aqui no Brasil, mas a edição em inglês tem capa dura e foi menos da metade do preço da nacional. Só pra variar, né...

Tio Montague vive sozinho numa casa meio assombrada em meio a um bosque pelo qual você não gostaria de andar à noite. Ele é o tio preferido do jovem Edgar (o único também...), que sempre que pode, foge do convívio monótono de seus pais – que não sabem exatamente o que fazer com uma criança – para ouvir os contos bastante assustadores do tio.

E Montague tem um sortimento aparentemente inesgotável de histórias, todas com finais infelizes, todas com acontecimentos estranhos, todas de fazer o coração disparar, as mãos suarem frio e o vento na janela parecer subitamente soar como uma voz que assombra pesadelos.

Aos poucos, contudo, uma tarde aparentemente tranqüila sentado ao pé da lareira ouvindo contos assombrados e assombrosos, acaba se tornando bem mais do que Edgar barganhara ao sair para visitar o tio.

Enquanto eu ia lendo esse livro, ficava me perguntando como exatamente é que ele estava sendo vendido como livro infantil. O nome do sobrinho não é mera coincidência; Poe é uma óbvia influência de Pristley, enquanto que as ilustrações me faziam lembrar o tempo todo das animações de Burton.

Existe uma mistura de macabro e colorido exótico nos contos que me fez pensar muito em A Noiva Cadáver ou Coraline - e, sério, seria fantástica uma adaptação dessa história no estilo desses filmes – mas eles são um pouco mais pesados no sentido de que não existem moralismos do tipo ‘se você se comportar bem tudo dará certo no final’. Boas crianças não são recompensadas com doces e finais trágicos são meio que a regra dos personagens que Montague apresenta ao sobrinho.

Priestley nunca mostra de frente as criaturas de pesadelo responsáveis pelo deslinde de cada conto. Ele nos dá apenas vislumbres e deixa que nossa imaginação faça o resto, introduzindo pouco a pouco novos elementos que vão nos deixando na ponta da cadeira, tão nervosos e assustadiços quanto Edgar, numa colcha de retalhos em que pequenos objetos vão tomando um significado cada vez maior e mais sombrio – uma casa de bonecas e uma porta que dá para lugar nenhum, uma carranca de madeira cujos sussurros te levam à insanidade, uma bruxa cega e seu pomar, uma sombra partida no penhasco, uma foto que não deveria existir.

Agora, um último conselho... não leia antes de dormir...

(resenha originalmente publicada em www.owlsroof.blogspot.com)
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Shayra Polley 23/04/2014

Doentio e apaixonante.
De fato esse livro não pode nem de longe ser considerado infantil! Talvez a escrita pode ser considerada simples, mas na minha opinião Tio Montague conta histórias como ninguém.
Sou bastante fã de contos de terror, e com certeza eu não fugiria de ler esse livro.
Me encantei pela maneira em que os contos nos deixam sem saber o que fazer, ou até prendendo a respiração em alguns casos ao imaginar a história como se fosse com a gente. Na maioria das vezes, me imaginei como as pobres vítimas dos contos, ou até mesmo como o sobrinho do tio. É inquietante e nos prende de uma maneira inexplicável. Digo isso principalmente porque terminei o livro em dois dias, e ainda não me conformo com o fim. Vou sentir falta das histórias do tio Montague, e da estranha sensação que havia em sua casa tão sombria.
Sem dúvidas, vale a pena ler e saber quais são as histórias que ocorrem por trás de cada objeto que o tio possui, apesar de que eu ainda imagino outros lugares da casa que possuem ainda mais objetos e histórias!
Edgar nunca mais será o mesmo depois de saber da história do próprio tio - ou avô? -.
Recomendo hoje e sempre, e vai pra lista dos favoritos. Você não irá se arrepender, mas cuidado para não ler ou visitar a casa quando escurece. Principalmente os contos "des-porta", "o demônio de madeira", e "Jinn".
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Shayra. 20/09/2013

Doentio e apaixonante.
De fato esse livro não pode nem de longe ser considerado infantil! Talvez a escrita pode ser considerada simples, mas na minha opinião Tio Montague conta histórias como ninguém.
Sou bastante fã de contos de terror, e com certeza eu não fugiria de ler esse livro.
Me encantei pela maneira em que os contos nos deixam sem saber o que fazer, ou até prendendo a respiração em alguns casos ao imaginar a história como se fosse com a gente. Na maioria das vezes, me imaginei como as pobres vítimas dos contos, ou até mesmo como o sobrinho do tio. É inquietante e nos prende de uma maneira inexplicável. Digo isso principalmente porque terminei o livro em dois dias, e ainda não me conformo com o fim. Vou sentir falta das histórias do tio Montague, e da estranha sensação que havia em sua casa tão sombria.
Sem dúvidas, vale a pena ler e saber quais são as histórias que ocorrem por trás de cada objeto que o tio possui, apesar de que eu ainda imagino outros lugares da casa que possuem ainda mais objetos e histórias!
Edgar nunca mais será o mesmo depois de saber da história do próprio tio - ou avô? -.
Recomendo hoje e sempre, e vai pra lista dos favoritos. Você não irá se arrepender, mas cuidado para não ler ou visitar a casa quando escurece. Principalmente os contos "des-porta", "o demônio de madeira", e "Jinn".
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