Manuscrito encontrado em Accra

Manuscrito encontrado em Accra Paulo Coelho




Resenhas - Manuscrito encontrado em Accra


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Gabriela 24/01/2013

Não recomendo
Há muito não lia nada do Paulo Coelho, desde a adolescência, eu acho. Mas como ganhei esse livro de presente, parei para ler e perdi meu tempo.
Não gosto das obras do autor, mas essa chega a ser pior. Não tem história, não tem enredo, não acontece nada.
A obra se limita a uma série de conselhos espirituais, daqueles mais batidos, dados por um guia religioso.
Os conselhos não são de grande relevância e não é nada diferente dos conselhos que se encontram em qualquer obra de auto-ajuda.
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Jana Porto 13/01/2013

Sábias palavras!
Esse foi o meu primeiro contato com Paulo Coelho, e não imaginava que poderia ser tão arrebatador. Foi algo de passar as primeiras páginas e pronto, Paulo Coelho já havia me conquistado. Li em apenas duas horas. O mais engraçado foi parecer que as vezes Paulo estava falando diretamente comigo.

O livro conquiste em uma avalanche de ensinamentos. Nos envia para o passado, futuro, presente. Nos faz pensar e até repensar em conceitos, ideais, e verdades que julgávamos boas e/ou más. Medir o poder que consiste nas palavras, nos ensinando a usa-las na medida certa. O mundo hoje se encontra perdido a meia tanta maldade, hipocrisia, desamor, egoísmo, falta de fé nas pessoas e em si mesmo. E este livro só quer mostrar que podemos alcançar coisas boas, desde que respeitemos uns aos outros. Desde que não haja desistências perante as dificuldades.

Também é colocada em foco principal como o amor é o que conduz nossa vida. Nada existiria se não houvesse amor. Que tudo vale a pena ser vivido e tudo que acontece em nossas vidas, seja bom ou não, acontece por alguma razão maior que não nos cabe a entender.

“Ame. Não falo aqui apenas do amor por outra pessoa. Amar significa estar disponível para os milagres, para as vitórias e derrotas, para tudo o que acontece durante cada dia que nos foi concedido caminhar sobre a face da Terra.”

Com palavras sábias voltamos a pensar ou repensar mais sobre derrota, solidão, sexo, amizade, inimigos, milagres, perdão, ansiedade entre outras tantas coisas.

"Manuscrito Encontrado em Accra" entrou para os meus favoritos!
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roinujsp 09/01/2013

Livro Excelente
Esse foi o primeiro (de muitos outros) livro que li do autor Paulo Coelho. O livro é dividido em tópicos e usa uma linguagem simples para falar de coisas importantes da nossa vida. Para mim foi um livro empolgante e, depois que comecei, não tinha vontade de parar de ler.
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Beto 06/01/2013

Grande Paulo Coelho.


Mais um bom livro do Paulo Coelho, com muitas reflexões a serem feitas pelos leitores, mostra que é possível aprender e crescer com a derrota e que devemos amar incondicionalmente.

“O maior objetivo da vida é amar. O resto é silêncio. Precisamos amar. Mesmo que isso nos leve à terra onde os lagos são feitos de lágrimas. Oh, lugar secreto e misterioso, a terra das lágrimas!

As lágrimas falam por si mesmas. E quando achamos que já choramos tudo o que precisávamos chorar, elas ainda continuam jorrando. E quando acreditamos que nossa vida será apenas um longo caminhar no Vale da Dor, as lágrimas de repente desaparecem.

Porque conseguimos manter o coração aberto, apesar do sofrimento.

Porque descobrimos que quem partiu não carregou consigo o sol nem deixou em seu lugar as trevas. Apenas partiu – e cada adeus traz escondida a esperança.

É melhor ter amado e perdido do que jamais ter amado.”
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Doc 30/12/2012

não percam seu tempo!
perdi tempo e dinheiro lendo esse livro!
é mais um livro motivacional (e nem é dos melhores) disfarçado com "misticismo histórico".
comprei achando que teria alguma coisa sobre os acontecimentos daquele período e local, mas é só um pano de fundo distante para mensagens de auto-ajuda.
Perdi dinheiro e tempo lendo essa coisa. Fiquei puto.
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Eli Coelho 23/12/2012

Lirico e Filosófico: religião sem doutrinas
Paulo Coelho, amado ou odiado, é impossível ser indiferente a algum lançamento seu, devido a sua representatividade na literatura mundial.

Nesse livro ele volta a fazer o que faz de melhor (re) transmitir ensinamentos e verdades universais como um Grande Mestre Filosófico suprindo anseios da humanidade.

Esse é um livro religioso. Religioso? Sim, no sentido de religar o homem as suas essências e valores e fugindo de qualquer doutrina. Através do debate de alguns temas um copta grego deixa ao povo israelense (as vésperas de ser invadido pelos cruzados) uma mensagem de aprendizado através da valorização do cotidiano e exaltando o maior de todos os milagres: a esperança e o amor.

Os temas abordados são: Conhecimento, Fracasso, Solidão, Autoconhecimento, Propósito, Mudança, Beleza, Destino, Amor, Coragem, Amizade, Sexo, Elegância, Trabalho, Sucesso, Fé, Ansiedade,Esperança e Lealdade.

Quem é familiarizado com a escrita de Paulo consegue facilmente antever a utopia dessa mensagem (a crença no potencial do homem para a mudança e para o bem). Com seu lirismo e dose poética chega a ser cansativo em alguns momentos.

Cita o autor nas primeiras páginas que está apenas transcrevendo um manuscrito apócrifo encontrado no Egito, que chegou as suas mãos através de um amigo. (Ficção ou Marketing? - cabe ao leitor decidir)

Paulo Coelho parece conhecer o poder de seu marketing e esse livro tem altíssima probabilidade de ter citações de suas páginas em inúmeros scraps nas redes sociais.

Enfim, Paulo Coelho continua não sendo um bom escritor. Julgo-o como um bom narrador e certamente com sensibilidade para “ouvir na voz do universo” o desejo de seu publico cativo e ir de encontro a ele.
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Kah 10/12/2012

Para quem gosta de História
Não é omelhor livro do Paulo Coelho, porém para quem gosta de História, vai gostar muito. Fala sobre uma época, em que muitas pessoas (particularmente eu), tem muita curiosidade. Fiquei achando que deveriam ter mais fatos históricos.
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Leandro 04/12/2012

http://www.leandro-de-lira.com/
Quando eu soube que o Paulo Coelho havia publicado outro livro, fiquei curioso. Antes mesmo de ler a sinopse, só ao observar a capa, acreditei que o livro fosse bom. Mas inevitavelmente me enganei. Esperava uma história bem mais interessante da que foi apresentada no livro.

[SINOPSE] 14 de julho de 1099. Enquanto Jerusalém se prepara para a invasão dos cruzados, um grego conhecido como Copta convoca uma reunião com os jovens e velhos, homens e mulheres da cidade. A multidão formada por cristãos, judeus e muçulmanos chega à praça achando que irá ouvir uma preleção sobre como se preparar para o combate, mas não é isso que Copta tem a lhe dizer. Tudo indica que a derrota é iminente, mas o grego só quer instigar as pessoas a buscarem a sabedoria existente em sua vida cotidiana, forjada a partir dos desafios e dificuldades que têm de enfrentar. O verdadeiro conhecimento, acredita, está nos amores vividos, nas perdas sofridas, nos momentos de crise e de glória e na convivência diária com a inevitabilidade da morte. Na tradição de O Profeta, de Khalil Gibran, o Manuscrito encontrado em Accra, de Paulo Coelho, é um convite à reflexão sobre nossos princípios e nossa humanidade.

A história acontece no dia 14 de Julho de 1099. Toda a cidade de Jerusalém se preparava para a invasão dos Cruzados. Mesmo com membros de religiões distintas vivendo entre si, o clima entre todos era harmônico e inevitavelmente esperavam pela invasão. Porém, antes que a tal invasão aconteça, um grego chamado Copta reúne uma multidão e começa a dialogar sobre diversos valores e situações cotidianas.

O livro aborda uma reflexão sobre diversos valores e tenta fazer o leitor refletir sobre eles. Será que estamos, de fato, esquecendo dos valores mais importantes na vida? Por que boa parte dos valores estão tendo seus significados distorcidos?

“E os verdadeiros amantes poderão entrar no jardim da beleza sem temor de serem julgados. Não serão mais dois corpos e duas almas que se encontram, mas uma única fonte de onde jorra a verdadeira água da vida”
Pág.: 93

Eu sinceramente não gosto de livros onde praticamente não existe história e só há ensinamentos, reflexões etc. E "Manuscrito Encontrado em Accra" é bem assim. Eu esperava que iria encontrar uma história bem trabalhada, onde as reflexões fossem parte do resultado ao término da leitura. Mas não foi o que encontrei.

É inevitável dizer que o Paulo Coelho escreve bem. Ele sabe usar bem as palavras, no momento certo. O grande problema mesmo foi a história que não me convenceu em momento algum. Lembrou-me muito livros de autoajuda, que eu particularmente não gosto.

Contudo, caso tenha curiosidade e sabe que gostará do tema proposto, não hesite e leia. Acredito que para você, a leitura será proveitosa. Porém, caso contrário, não será uma boa escolha. Até porque para mim não foi proveitosa.

Fica a dica!
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Mirian 07/11/2012

14 de julho de 1099. Enquanto Jerusalém se prepara para a invasão dos cruzados, um grego conhecido como Copta convoca uma reunião com os jovens e velhos, homens e mulheres da cidade. A multidão formada por cristãos, judeus e muçulmanos chega à praça achando que irá ouvir uma... Leia mais
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Ana Paula 28/10/2012

Manuscrito Encontrado em Accra - Paulo Coelho
Paulo Coelho foi excepcional nesta obra!
O livro fala sobre um povo que se preparava para uma invasão dos cruzados, e na véspera se reuniram com um homem misterioso e de grande sabedoria. Este homem, chamado Copta, ensina-os sobre a essência da vida. Até mesmo homens de religiões distintas ficam admirados com sua sabedoria.
O livro te faz parar e pensar em cada capitulo. É um excelente mecanismo de busca em momentos de dúvida, onde todos deveriam ter na estante de sua casa.
O interessante do Paulo Coelho é a sua crença, onde não há religião, não há normas, não há sermões. E acredito que, todos deveriam ser um pouco como ensina este livro. Afinal, Deus está dentro de cada um de nós e não necessariamente nos templos religiosos.
Maravilhoso! É mais que claro que indico esta obra a todos vocês!
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Tórtoro 15/10/2012

PAUL LAPIN DANS ACCRA
“Jerusalém! Que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados!”
Lucas 13: 31 - 35


Acabo de ler Manuscrito encontrado em Accra, do acadêmico da Academia Brasileira de Letras, Cadeira número 21.
Nada de novo para quem, como eu, já li todos os livros anteriores de Paulo Coelho, escritor com obra publicada em 168 países e traduzida para 73 idiomas.
Tenho uma grande amiga escritora que confessa ter deixado de ler uma tradução de livro de um autor nipo-britânico, considerado entre os cem melhores da última década, porque o tradutor, na primeira linha do romance, iniciava com uma próclise ” Me chamo...”.
Meu olhar não é de Mestre. Meu olhar é sempre o de um aprendiz.
Sendo minha formação na área das exatas, pouco me importa, em alguns casos, a obediência às normas restritas da gramática, bastando que, em certos livros eu encontre conteúdo que possa me levar a alguma reflexão, a alguma experiência de vida, ao conhecimento de fatos históricos e de biografias interessantes: penso que só é preciso que a linguagem seja acessível aos leitores.
Pedro Luso de Carvalho, advogado de Porto Alegre, que confessa não ter lido Paulo Coelho, comenta em seu site: “O que se tem visto pelos meios de comunicação é que a obra de Paulo Coelho tem tido uma invejável aceitação, como acontece, por exemplo, na França, país que é um símbolo do bom gosto e da cultura, onde escritores de todo o mundo aportam, principalmente em Paris, em busca da fama que a Cidade Luz pode lhes dar, isso, desde os anos de 1930, no mínimo”.
E continua afirmando que não se pode dizer que, nos países em que seus livros são vendidos, Paulo Coelho seja tratado como uma pessoa folclórica, como, aliás, acontece no seu país, o Brasil. Em muitos países o escritor é recebido por pessoas públicas importantes, como é o caso de Sarkozy, presidente da França, e por aí afora. E nos locais onde se apresenta, a ele é dispensada uma atenção digna de escritor de renome, onde não se vislumbra preconceito sobre a sua obra literária.
E completa informando que no dia 15 de outubro de 2008, Paulo Coelho concedeu uma entrevista coletiva em Frankfurt, Alemanha, onde ele foi o convidado de honra para a 60ª edição da Feira do Livro de Frankfurt, o maior evento da indústria editorial do mundo. Paulo Coelho desembarcou em Frankfurt, onde se encontravam 7.373 expositores de 101 países, para comemorar os 100 milhões de exemplares de livros vendidos em todo o mundo e receber o prêmio Guinness por ser o autor do livro mais traduzido no mundo, O Alquimista, em 67 idiomas.
Fosse o escritor do Manuscrito, Paul Lapin ou Paul Rabbit, as palavras do grego Copta que prega para jovens e velhos, homens e mulheres, sobre os valores que restam depois que tudo foi destruído — 14 de julho de 1099, enquanto Jerusalém se prepara para a invasão dos cruzados — possivelmente estariam sendo citadas em revistas literárias, e o livro sugerido em resenhas como leitura imprescindível para o conhecimento de um dos autores mais lidos da literatura universal.
Mas como santo de casa não faz milagre...

ANTONIO CARLOS TÓRTORO
ancartor@yahoo.com
www.tortoro.com.br
Fer Kaczynski 03/11/2012minha estante
Concordo, Paulo Coelho só não é reconhecido no Brasil, pq temos a tendência de valorizar apenas o que vem de fora, até os ditos cultos e intelectuais tem essa baixa-autoestima enraizada e não admite admirar esse escritor que o mundo inteiro estima e aclama, temos muito o que evoluir ainda, infelizmente!




Rodrigo 23/09/2012

Manuscrito Encontrado em Accra
Seguindo a linha bem conhecida de Paulo Coelho, temos um livro abstrato que trata dos mesmos assuntos de sempre, buscando a evolução do ser humano de uma forma utópica. Um tanto cansativo, prefiro seus livros que envolvem uma narração mais romântica.
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Shirlei 20/09/2012

Manuscrito encontrado em Accra - Paulo Coelho
Minha opinião sobre Paulo Coelho é controversa, já amei e odiei suas publicações, porém em Manuscrito encontrado em Accra me surpreendi e gostei mesmo do que li. São mensagens e ensinamentos que já conhecemos de longa data mas que precisam ser relembrados, isso resume o que senti quando terminei a leitura.
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ricardo_22 14/09/2012

Resenha para o blog OverShock
Manuscrito Encontrado em Accra, Paulo Coelho, 1ª edição, Rio de Janeiro-RJ: Sextante, 2012, 176 páginas.

Membro da Academia Brasileira de Letras desde 2002, Paulo Coelho é um dos autores brasileiros mais lidos no mundo todo e sua obra já foi traduzida para 73 idiomas. Grande companheiro de Raul Seixas (Majestades Eternas 21#), Paulo Coelho lançou recentemente seu mais novo trabalho: Manuscrito Encontrado em Accra.
No ano de 1974, o arqueólogo inglês Sir Walter Wilkinon encontrou um pergaminho em árabe, hebreu e latim e o encaminhou ao Departamento de Antiguidades do Museu do Cairo, que em testes detectou que o pergaminho foi escrito por volta do ano de 1307. Ao receber esse pergaminho em 2011, o escritor Paulo Coelho o transcreveu nessa obra.
Tudo aconteceu em 14 de julho de 1099, quando a cidade de Jerusalém se preparava para a invasão dos cruzados. Apesar de existir membros de três religiões diferentes (cristãos, judeus e muçulmanos), a relação entre os povos era agradável e todos esperavam juntos pela invasão. Antes disso, um grego conhecido como Copta reúne uma multidão e passa a comentar sobre valores e situações próprias do dia-a-dia da população da cidade sagrada.

“As cicatrizes são medalhas gravadas com ferro e com fogo na carne e deixarão seus inimigos assustados, ao demonstrar que a pessoa diante deles tem muita experiência de combate. Muitas vezes isso os levará a buscar o diálogo e evitará o conflito. As cicatrizes falam mais alto do que a lâmina da espada que as causou” (pág. 28).

Um detalhe que deve ser dito antes de tudo é sobre o trabalho e o cuidado da editora Sextante para levar o melhor da mais recente obra de Paulo Coelho. A arte da capa criada por Raul Fernandes é relativamente simples, mas com o exemplar em mãos, o acabamento aveludado dá uma sensação diferente. No interior, o sombreamento das páginas tenta se aproximar do formato de um verdadeiro pergaminho, outra ideia interessante colocada em prática no exemplar.
Já sobre o livro, para todos os ouvintes das palavras de Copta, a derrota era praticamente certa e por diversos motivos não haveria o porquê lutar pela sobrevivência. Ao longo de diversos capítulos, Copta tenta mostrar exatamente o contrário e apesar de se passar no século XI, todos os ensinamentos contidos no livro podem e devem ser seguidos ainda nos dias de hoje.
O interessante ao longo do livro é a forma como os moradores de Jerusalém recebem o “palestrante” e interagem com ele, fazendo as perguntas das quais realmente serão necessárias uma resposta após o possível ataque. Copta, por sua vez, não se intimida e não teme falar a verdade e impulsionar seus ouvintes a fazer o melhor, independente das consequências.

“E os verdadeiros amantes poderão entrar no jardim da beleza sem temor de serem julgados. Não serão mais dois corpos e duas almas que se encontram, mas uma única fonte de onde jorra a verdadeira água da vida” (pág. 93).

A cada capítulo, encontramos aquilo que precisamos ouvir sobre diversos assuntos: beleza, elegância, amor, sexo, derrota, lealdade etc. Em uma verdadeira reflexão sobre os princípios da humanidade, Copta usa de novas palavras para conquistar o leitor e ensiná-lo. O problema é que nem sempre essas palavras são inovadoras e muitas vezes percebemos que aquilo já foi dito, mesmo que com outro sentido. O livro ainda tem citações da Bíblia, como a Parábola do Filho Pródigo (Lucas 15: 33-34) e a Parábola do Semeador (Lucas 8: 4-8), que mostram que de uma forma ou outra o livro sagrado também é usado para causar tais reflexões.
Apesar de não ser um livro de crônica/conto - muito menos de auto-ajuda -, Manuscrito Encontrado em Accra deve ser lido com calma e no momento ideal para se aproveitar todas as palavras expostas em suas 173 páginas. Não adianta pegar o exemplar e querer devorá-lo. Isso é possível, mas, ao menos nesse caso, o livro não merece ser lido com pressa.

Resenha em: http://www.blogovershock.com.br/2012/09/resenha-106-manuscrito-encontrado-em.html
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@APassional 12/09/2012

Manuscrito encontrado em Accra * Resenha por: Elis Culceag * Arquivo Passional
“A mais destruidora das armas não é a lança ou o canhão - que podem ferir o corpo e destruir a muralha. A mais terrível de todas as armas é a palavra - que arruína uma vida sem deixar vestígios de sangue, e cujas feridas jamais cicatrizam. Sejamos, portanto, senhores de nossa língua, para não sermos escravos de nossas palavras.”

Como encontrar palavras para descrever um livro onde praticamente todas as palavras são belas e sábias a ponto de emocionar?

Do começo: esse livro é a transcrição de uma cópia do manuscrito encontrado em 1974, pelo arqueólogo inglês Sir Walter Wilkinson, escrito em árabe, hebreu e latim (possivelmente no ano de 1307 da Era Cristã e originário de Accra), que foi entregue por seu filho a Paulo Coelho em 2011.

O conteúdo do manuscrito é a narrativa de uma reunião que aconteceu na véspera da invasão de Jerusalém pelos cruzados em 1099, quando cristãos, judeus e muçulmanos se reuniram na praça central atendendo ao chamado de Copta, um sábio grego residente no local. Ele os impele a uma reflexão sobre todo o conhecimento de vida que adquiriram até então, para que as testemunhas dessa reunião possam partir antes da invasão e espalhar-se pelos quatro cantos do mundo, disseminando o que ouviram ali.

O discurso de Copta é feito de improviso, baseado nos temas que a própria audiência levanta. Cada tema abordado pelo público marca o início de um novo capítulo. Alguns dos temas são: a derrota, o amor, a solidão, o comodismo, a elegância, o trabalho, a lealdade e o sucesso, dentre outros.

“Só é amado e respeitado aquele que se ama e se respeita. Jamais procure agradar a todo mundo, ou irá perder o respeito de todos.”

Para além de questões como talento, sorte e senso de oportunidade que envolvem a figura de Paulo Coelho (afinal seu nome não rima com pé-de-coelho?), ao término da leitura eu acredito que o manuscrito não caiu em suas mãos por acaso. Quem melhor do que o autor brasileiro mais lido do mundo para apresentar ao maior número de pessoas possível esse conteúdo precioso?

“A mais importante das guerras não é travada com o espírito elevado e a alma aceitando seu destino. É aquela que está em curso neste momento em que conversamos - cujo campo de batalha é o Espírito, onde se enfrentam o Bem e o Mal, a Coragem e a Covardia, o amor e o Medo.”

Não poderia deixar de falar sobre a capa do livro, que me encantou. Em primeiro lugar, tem as cores que eu amo, e para completar, ela é feita de um material com toque aveludado, que nos dá a sensação de estar segurando algo antigo, quente e querido. A diagramação foi delicadamente trabalhada, e em todo o relato há uma transparência em cinza ao fundo, sugerindo uma folha "solta", como seria se estivéssemos lendo realmente um manuscrito.

Com certeza, esse é um dos livros que sempre irei reler e que me ajudará a refletir constantemente sobre os meus princípios e o meu papel na condução da minha própria existência.

“Ame. Não falo aqui apenas do amor por outra pessoa. Amar significa estar disponível para os milagres, para as vitórias e derrotas, para tudo o que acontece durante cada dia que nos foi concedido caminhar sobre a face da Terra.”

Recomendo. Passionalmente.
Beijos... Elis Culceag.

Resenha publicada no Blog Arquivo Passional em 12/09/2012:

http://www.arquivopassional.com/2012/09/resenha-manuscrito-encontrado-em-accra.html
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