Sob a Redoma

Sob a Redoma Stephen King




Resenhas - Sob a Redoma


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Cláudia - @diariodeduasleitoras 06/06/2019

Sob a redoma
????????????
Eu fiz o caminho contrário (pra variar kkk) conheci o seriado inspirado na obra, intitulado ?Under The Dome?, e adorei. Meses depois fui presenteada com o livro. Mas.. na época acabei esquecendo-o na estante. Só fui lê-lo capa a capa, recentemente.

Essa foi minha primeira leitura do mestre King, autor tão apreciado pelos leitores da linha de terror e suspense. ?Sob a redoma? tem quase mil páginas, centenas de personagens (a editora providenciou até uma listinha com nome de todos para não nos perdemos) kkkk, um enredo complexo e fascinante.

A trama se passa na pacata cidade de Chester?s Mill, que em um belo sábado é surpreendida por uma redoma que a separa do resto do mundo. Ninguém entra, ninguém sai! Essa redoma, fenômeno sem explicação inicial, traz inúmeras tragédias aos habitantes. E é justamente a partir daqui que o livro se distancia do seriado. Enquanto na série a grande problemática está em saber a origem da redoma, o livro traz o conflito humano e a disputa pelo poder. Os personagens são os mesmos, porém com características bem distintas e desfechos diferentes do seriado. Assim, quem assistiu o seriado e se decepcionou, pode ler a obra com tranquilidade que vai adorar.

Assassinatos, traições, suicídios, desespero, sobrevivência, política, religião etc., é o que encontrarão nesse calhamaço. Uma ótima e instigante leitura. Nem todas as dúvidas sobre a redoma são respondidas.. e o final ficou um aquém das minhas expectativas, assim como o seriado. Aos que tem medo (assim como eu) de enfrentar o gênero principal do autor, terror, mega indico esse romance.

Curiosidade: a escrita deste livro foi iniciada em 1976 e abandonado logo em seguida. Após três décadas, em meados de 2007, o autor retomou o projeto, concluindo-o em 2009! Que bom que o autor resolveu finaliza-lo.
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Jane.Barbosa 29/05/2019

Sob a Redoma - Stephen King
Não tem como dizer que o livro não é melhor que a série. Indiscutível. Porém, fica-se um tanto frustrada no final do livro. Do começo ao fim, é uma leitura gradual, de leitura fácil e a cada página, há uma tensão, um suspense, que nos deixam ansiosos para virar a página. Em outras palavras, não é um livro chato, te deixa interessado do começo ao fim. E quando se chega ao fim, bem, este é o problema. O autor não explica por quê e quem, mandou a Redoma, ou o que ela é. Pode ter sido intencional do autor, mas na minha humilde opinião, eu queria muito saber e seria interessante essas informações.
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Emerson.Jose 24/05/2019

Perfeito
Não tem outro autor que escreva como Stephen king esse livro é sensacional o melhor livro que já li,, existe a série também mas é muito diferente da história original, enfim, o livro é muito intrigante tem personagem que faz você passar raiva de tão chato e insuportável e de como se sai bem em várias situações e outros que são tão inteligentes, melhor livro!!
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Kel @voandocomlivros 10/05/2019

Uma ficção de tirar o fôlego
Antes de tudo, começo dizendo que este livro está entre os meus preferidos... e não só porque foi um presente do marido... rsrs, mas pela história surpreendentemente envolvente e rica em detalhes. Diferente das outras obras do Mestre que começam a ficar mais interessantes do meio para o fim, Sob a Redoma prende a atenção desde as primeiras páginas.

Apesar da sinopse apontar o livro como um thriller (suspense), acredito que se encaixaria melhor na categoria de ficção científica, devido aos acontecimentos alienígenas que permeiam a história. Livros de suspense ou terror geralmente causam medo, o que não é o caso. Tudo bem que existem várias mortes ao longo da história, mas este título na minha opinião é considerado light quando comparado a outros do Stephen King.

Chester's Mill é uma pacata cidade onde todos os moradores se conhecem e tentam viver da melhor forma possível. De repente, uma barreira invisível em forma de domo isola a cidade do resto do mundo... quem ficou dentro do domo não pode sair e aqueles que estavam fora não conseguem entrar! Todos se perguntam do que é feita a redoma, mas nem mesmo os mais estudados especialistas conseguem responder.

Enquanto todos rezam para que o domo desapareça e a vida volte ao normal, uma pessoa comemora o isolamento de sua cidade. Essa pessoa é Big Jim Rennie, um dos vereadores da cidade, disposto a absolutamente tudo para conquistar seus interesses. Big Jim tem um filho, Junior, que se mostra um psicopata desde o começo do livro. Junior tem uma doença grave e mortal e é um personagem digno de pena.

Dale Barbara, mas conhecido como Barbie (sim, o mesmo nome daquela famosa boneca... rsrsrs), era um veterano de guerra que trabalhava no Rosa Mosqueta ( bar/restaurante da cidade). Ele estava decidido a sair da cidade, quando a redoma o impediu. Devido a situação caótica da cidade, o exército resolve readmitir Dale Barbara e lhe concede a missão de controlar os ânimos da população de Chester's Mill até que descubram como retirar a redoma.

Mas Barbie não está sozinho, ele conta com a ajuda de Julia Shumway, proprietária e editora do jornal local. Julia está disposta a desvendar todos os mistérios que assombram sua cidade.

Além de problemas que derivam do isolamento, o domo também causa estranhos efeitos em alguns moradores da cidade, principalmente as crianças que têm convulsões, desmaios e falam frases aparentemente sem significado. Uma misteriosa força magnética impede que qualquer pessoa se aproxime da redoma com objetos de metal.

Esse campo magnético faz com que os principais personagens acreditem que exista uma central controlando tudo, e assim começam a procura por uma fonte. E depois que esta fonte for localizada como descobrirão como desligá-la? E como esconder a busca do temido Big Jim?

Assim como toda a trama, todos os personagens são bem definidos e envolvidos na história na medida certa. E para fechar com chave de ouro o final é surpreendente!

A resenha continua no link abaixo.

site: http://www.voandocomlivros.com/2015/07/sob-redoma-resenha.html
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Felipe Rocha 24/03/2019

Se o mestre tinha como objetivo nos fazer odiar alguns personagens, PARABÉNS, principalmente aos Rennie's.
Se tem cenas que o King sabe escrever, é as mortes, porque as do início e do final são ótimas e fazem com que você esteja mesmo presente, apenas observando enquanto toma o seu suco.
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Ana Letícia Brunelli 02/03/2019

O que me atraiu a ler esse livro foi a proposta de uma situação que levaria o ser humano ao seu limite: condição na qual conhecemos nossa verdadeira essência.
E para completar, uma obra escrita por um mestre na contrução de personagens, enredos e situações capazes de colocar o leitor dentro da trama de forma irremediável.
De um realismo sádico, inquietante e trágico, a estória escancara o lado ruim, perverso e egoísta das pessoas, mas não sem deixar de lembrá-las que a bondade, a piedade e a empatia também fazem parte da matéria de que são feitas.
Admiro obras assim, que jogam a verdade na nossa cara, que nos dão esse choque de realidade sem dó de machucar. Não é pessimismo, nem gosto pelo sofrimento, mas antes a necessidade de enfrentar certas verdades, para a partir daí buscar uma mudança sincera.

"Acho que não dá para combater uma multidão propensa à crueldade...mas, para uma criança, dar roupas a quem está nú só podia ser um passo na direção certa".
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Lucas M.L. Medeiros 22/02/2019

Análise sociológica
Análise sociológica do livro: SOB A REDOMA – Stephen King
Aluno: Lucas Matheus Lima Medeiros
RA: 1750592
Licenciatura em Sociologia – UNIP

Introdução

Um livro de 954 páginas, mais um dos grandes livros do autor que o fazem ser conhecido por construir uma boa história, mesmo sendo exorbitante em páginas, mas com uma leitura suave. Este livro aborda a exclusão de uma cidade da sociedade, é uma forma interessante de levar para sala de aula, questões de como os padrões e leis agiriam se não pudessem funcionar? E por mais óbvio que seja, ver a simulação feita pelo livro é uma forma interativa de fazer com que alunos se aproximem da sociologia como também da leitura.

Resenha

A cidade de Chester’s Mill é de forma inexplicável, coberta por uma redoma (espécie de cápsula da qual prende toda a cidade), impedindo da população sair ou entrar na cidade. A trama que aborda e terror psicológico com a simples pergunta: e se isso pudesse acontecer na vida real? Dessa forma, King narra a vida das pessoas na cidade e mostra como as pessoas, até em momentos ruins, podem ser mais ruins. A cidade fica dividida entre o Coronel Dale Barbara e o vereador Jim. Como e se vão sobreviver a redoma é a grande questão do livro.

Sociologia presente no livro

O livro trata claramente da anomia, termo estudado por Durkheim, que significa a ausência de normas que no livro é implantado pelo pânico coletivo. Dessa forma, mesmo que o mundo tenha criado leis e diretrizes dos quais permeiam o certo do errado, na realidade do livro, nada mais importa. Como a cidade fica isolada da realidade fora da redoma, é possível comparar o livro com o Mito da Caverna de Platão, sendo que as pessoas dentro da redoma, mesmo sabendo da real situação, não conseguem sentir os efeitos da realidade como antes, mas como sombras, devido a exclusão. A ordem estudada por Comte é algo que fica claro num trecho cuja as crianças ainda vão assistir a aulas, mesmo com a cidade toda morrendo. Uma forma de garantir estabilidade emocional. Tratar desse livro em sala é mais fácil do que passar como leitura para os alunos, devido ao número excessivo de páginas, todavia, não deixa de ser uma boa indicação. Sob a redoma é mais um livro que aborda a natureza humana, e do que as pessoas são capazes de fazer para se manter no poder. É possível mencionar Sérgio Buarque de Holanda, fazendo uma analogia com o seu livro: Raízes do Brasil, que traz em um capítulo o estudo de origem da corrupção no Brasil. Embora seja um estudo Nacional, o termo cordialidade pode ser utilizado para designar pessoas que fazem jus ao ato corruptivo, coisa constante no livro. Nessa realidade, quando o mundo (cidade) ficar louco, agir loucamente é sensato.

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LisboaPB 21/02/2019

Um contato estranho
Sob a redoma foi meu primeiro contato com o escritor S.K
Eu sempre gostei de livros de ficção ainda mais com um tema anárquico como esse livro e achei perfeito conhecer um grandioso autor por um meio que curto muito.
Mas quando li, deixou a desejar.
Primeiro que os personagens surgiram na história sem umas características únicas, tornando assim personagens que se diferenciam por nome e não caráteres. Isso me incomodou muito pois dificulta o vínculo entre o leitor e um personagem específico.
A trama apesar de ser extensa e nunca parada, é construída de uma forma muito cinema americano, com qualquer pessoa sabendo usar arnas, os vilões e os mocinhos e os mocinhos salvando o dia.
Esperava mais de Stephen King mas percebi que ele não fugia dos padrões americanos nesse livro.
Alguns personagens possuíram grandes papeis que me fez ler até o final o livro. Como os psicopatas, corruptos, manipuladores... Mas a forma como eles foram sendo construídos na história foi muito regular. As vezesme dava agonia (o que era bom) mas nunca uma sensação prazerosa de uma boa leitura.
Apesar disso, S.K. constroi uma narrativa muito objetiva e usa muito bem os recursos linguísticos da literatura. E isso permite uma boa experiência de leitura. Gostei da forma como ele escreve e por isso me instigou até o final.
Em relação ao final da hisrória eu achei muito previsível e sem justificativas para o fato do surgimento da redoma. Tudo bem deixar por aberto, mas a conclusão da história não satisfez as 950 páginas lidas. Se fosse resumida a 300 paginas, me sentiria melhor.
Por fim, me decepcionei com a primeira leitura de S.K e esperava mais desse livro pois o tema abordado me interessa muito mas foi longe de acalçar minhas expectativas.
Isso não significa que não darei mais chances ao S.K pois eu amei o filme Carrie, A Estranha e espero dar mais uma chance ao livro e também ao livro It A Coisa. Espero que eu tenha melhores experiências com essas outras obras.
Para os que se perguntam se devem ou não ler esse livro, eu diria que depende: se você ama S.K, leia. Se você sempre gostou daqueles filmes de ação tipo 007 leia. Se você detesta filme americano cliche de ação que todo americano sabe pegar em armas e que sempre existe uma mericano corajoso que salva todos, não leia. Eu sou um desses. Acho que os próprios americanos fazem propaganda falsa deles mesmos.
;/
Thales 21/02/2019minha estante
Ótima resenha. Também já me decepcionei com S.K lendo "O iluminado".


LisboaPB 21/02/2019minha estante
Não me sinto o único a reclamar de S.K. agora... Kkk
Obrigado!


Fernando Felix | @pagetopage_ 21/02/2019minha estante
Gostei muito da resenha, o único que li do SK foi It, e gostei muito, pode ler esse, por que com certeza não vai se arrepender!


LisboaPB 21/02/2019minha estante
Eu espero que não. E com Carrie a estranha também não. Quando eu encontrar o livro mais barato aí compro kkk


Thales 21/02/2019minha estante
Procura em sebo, eu consigo essas pérolas por uns 10 reais aqui na minha cidade.


LisboaPB 22/02/2019minha estante
Pode deixar


Joice Karen 22/04/2019minha estante
Belíssima resenha, resume bem os pontos fracos e fortes do livro.
Para mim o livro é maravilhoso, mas confesso que também notei a parte previsível.


LisboaPB 22/04/2019minha estante
Obrigado pelo comentário :D




Erica.Mopes 13/02/2019

Mais sobre pessoas que sobre ficção
Amei a abordagem do livro, pois ao contrário do que imaginava a obra abordou muito mais sobre as pessoas e seus conflitos e principalmente sobre a capacidade dese aproveitar de situações caóticas sobre as outras. Foi tocante e muito bem trabalhado!
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Doug 06/02/2019

A Humanidade em momentos de desespero
A pequena cidade de Chester's Mill é inesperadamente envolta por uma misteriosa redoma, um campo de força invisível que separa os habitantes da pacata cidade do restante do mundo.

Imediatamente a premissa nos leva à uma intrigante busca por respostas sobre a origem da barreira desconhecida que surge em torno da cidade, o que nos permite uma imersão cada vez maior na trama afim de uma possível solução. Porém é ai que o autor nos surpreende, pois o principal foco do livro está na a trajetória de uma gama de personagens iminentemente inseridos em uma situação apocalítica, bem como as consequências climáticas derivadas do isolamento total do restante do mundo.

Chester's Mill é uma cidade como qualquer outra, e nela existem todos os tipos de pessoas. O que o autor nos mostra em Sob a Redoma, é como o ser humano pode atingir seus limites quando diante de situações extremas. O quanto perdas podem significar o fim da sanidade, ou um novo recomeço. Como o isolamento pode trazer a tona mentes antagonicamente geniosas e crendices exorbitantes. Como o senso de desinformação pode se tornar desesperador, e acima de tudo, como bons corações mesmo em circunstâncias adversas, podem se manter no caminho do bem.

Sob a Redoma é muito mais sobre humanidade do que sobre o enigmático campo de força em si, entretanto mesmo nas mínimas tramas você irá se lembrar da existência de algo maior que inevitavelmente interfere nos acontecimentos.


E por fim, a explicação lógica para o que dá nome a obra chega, e por alguns momentos pode parecer algo ínfimo, mas não se engane, pois o significado pode ir muito além de uma simples representação metafórica. Abra sua mente, pois o que irá encontrar aqui poderá te trazer questionamentos muito maiores do que almeja.

Tenho minhas ressalvas quanto a alguns desenlaces no decorrer da trama, porém concluo esta jornada satisfeito com o caminho percorrido, e tenho plena convicção de que tudo tem um propósito e isto vale para esta obra.

"O que você planta, a vida colhe".

site: @douglaskurt
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Estela 31/12/2018

Vilões cruéis demais
Nunca tinha lido nenhuma obra de Stephen King e posso dizer que estou apaixonada. Sob a redoma conta com vilões cruéis que me fizeram chorar de raiva e sentir o medo que os mocinhos estavam sentindo. Com um final inexplicável e inesperado assim como a redoma. Com certeza esse livrou entrou na minha lista de favoritos e não vejo a hora de ler mais livros do autor.
Luan.Jose 08/01/2019minha estante
Eu quero muito ler esse ícone


Paula Aono 01/02/2019minha estante
Eu tbm estou chorando de raiva... Me diga que eles pagam por tudo...




Leo 15/12/2018

EXCELENTE
Eu devorei esse livro. Acho que porque já tava querendo há um bom tempo. A história me prende muito. Talvez não seja uma história totalmente coerente, MAS MESMO ASSIM o livro me fez torcer pelos personagens, me fez odiar o Big Jim e questionar até onde o ser humano pode chegar pra alcançar seus objetivos. UM BAITA LIVRO!
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Lívia Gomes 12/12/2018

O pior de nós mesmos.
Eu não tinha lido nada do Stephen King, mas sinto que comecei pelo lado certo. Esse livro me pegou desprevenida e me envolveu como há muito tempo nenhum outro me envolvia. A premissa é aquela que meio que todo mundo conhece: uma cidadezinha de interior que, por uma barreira invisível, se vê isolada do restante do mundo em um dia que deveria ser como outro qualquer. Quem estava dentro, ficou dentro. Quem estava fora, ficou fora. Quem estava no meio.... Bem, digamos que quem estava no meio não teve tanta sorte.
A história vai bem além da redoma, e me arrisco a dizer que a história não é, em momento nenhum, sobre a redoma (e é equivocado iniciar a leitura colocando as expectativas nesse arco "ficção científica que a redoma pode gerar). Nessa trama totalmente viciante somos apresentados a diversos personagens, muitos mesmo. E, para mim, esse foi o ponto alto do livro. Stephen King consegue fazer personagens tão reais, tão tridimensionais que a impressão é de que eles são pessoas que realmente existem ou existiram. Aqui o vilão não é só um vilão, gargalhando diabolicamente e distribuindo tiranias. O autor nos mostra um lado humano até mesmo dos personagens mais cruéis. Eu senti ódio mortal de alguém por ter cometido um assassinato brutal e dois capítulos depois estava sentindo compaixão pelo mesmo personagem porque o autor consegue delinear uma faceta sensível no pior monstro que você puder imaginar. As personalidades são muito bem construídas e marcantes, e vemos isso mesmo nos personagens mais secundários.
Agora o aspecto mais interessante do livro é a forma como cada pessoa se comporta diante de uma situação onde é "cada um por si". Eu fiquei boquiaberta porque esse livro transmite com muita clareza e com muita frieza o pior lado de cada personagem. E o autor consegue expressar isso muito, muito bem. Ele tem essa capacidade de descrever situações, pessoas e desejos sem ficar chato, sem ser maçante. Sua narrativa é cadenciada e visceral.
Antes eu realmente achava que Stephen King talvez fosse um hype, mas se seus outros livros forem tão bons quanto esse terei que tirar o chapéu porque ele não deixa a peteca cair.
O livro é um calhamaço de respeito (960 páginas), mas eu li com tanta "fome" que nem percebi passar, sabe?! E no final fiquei achando que poderia ter mais.
Foi realmente uma experiência incrível, não só uma leitura pra passar o tempo, mas é algo que nos leva à reflexão a respeito da natureza perversa do homem, do lado egoísta que todos nós temos, da necessidade que a própria humanidade tem de ser de alguma forma liderada e também sobre o poder que temos nas mãos e muitas vezes não sabemos, mas principalmente do quanto somos vulneráveis e insignificantes.
E a pergunta que ficou ao final da leitura foi "por que não li isso antes?".
Super recomendo a todos!
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StarLord 12/12/2018

Homens e formigas, os mesmos, dependendo da perspectiva.
O primeiro livro do Stephen King que leio. antes, apenas ouvia de como ele conseguia prender as pessoas com uma leitura muito bem detalhada e cautelosa, mas após ler Sob a Redoma confesso que todos os meus conceitos de boa história mudaram drasticamente. confesso que me apeguei aos personagens como se fossem da minha família e detestei muitos deles por serem fielmente retratados como pessoas comuns que simplesmente fazem o mal. Com foco no Big Jim, por usar a religião para justificar tudo e todos os seus pensamentos mais ridículos. confesso que Stephen King me surpreendeu pois me mostrou que pra eu gostar de um suspense, eu não preciso desvendar o mistério no final da jornada. E a impressão que tive foi que ele fez de propósito para que tomássemos nossas próprias conclusões sobre o bem e mal e sobre forças que vão além de nossa compreensão.
uma obra de arte de um artista que sabe como alimentar seu público voraz.
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