Habibi

Habibi Craig Thompson




Resenhas - Habibi


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Dede Silva 19/03/2019

Cultura, amor e sabedoria.
Apresenta a cultura árabe de uma forma poética, romântica e sabia. A história cheia de altos e baixos, a natureza humana revelada de uma forma expressiva mas sem exageros.
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Lane @juntodoslivros 10/03/2019

O amor transborda nessa história
Como não se apaixonar pela história de Habibi?

Duas crianças contra o mundo. Dois escravos. Uma garota branca e um bebê negro. Duas raças, mas que não fazem muita diferença para os homens. Os dois conseguem fugir e encontram conforto um no outro na luta para a sobrevivência e também no poder das histórias. Histórias que nossa protagonista Dodola conta para Zam ao longo do livro. Histórias sobre o islamismo.

Em dado momento de Habibi os dois escravos acabam se separando. Cada um passa por situações que os mudam e os afastam, são tantas provações, mas o destino de Dodola e Zam já parecia ter sido traçado, pois mesmo com tantas dificuldades, o reencontro parece inevitável.

A edição de Habibi está mais que caprichada. Craig fez um trabalho incrível em cada palavra e traço dessa história. A narração está feita em uma mistura de presente e passado, juntamente com a história do islamismo, então devo alertar ao leitor que tenha atenção ao ler essa história.

O autor precisou de muita pesquisa para que essa história pudesse ser concretizada. Foram sete anos para criar esse graphic novel incrível. Habibi tem como fonte a história do islamismo e suas várias tradições, mas além da religião, o livro trás vários questionamentos sociais, ecológicos, sobre como tratamos as pessoas e sobre a posse do corpo da mulher. Apesar de ter fugido em dado momento da história, Dodola nunca sentiu que seu corpo era apenas seu e sim um bem material para quem pudesse pagá-lo.

Com muita sensibilidade, mas ao mesmo tempo sem esconder a face podre do mundo, Craig nos conta uma história linda e tensa sobre a religião, as nossas crenças e sobre a humanidade. Um graphic novel que me emocionou e me indignou ao mesmo tempo.

Habibi termina de maneira tão linda que enquanto escrevo essa resenha é impossível não sentir as lágrimas querendo sair. Vontade não me falta de querer entrar nessa história e tentar fazer o melhor por aqueles que mais precisam. Mas termino essa história feliz por ver que mesmo Dodola e Zam tendo tão pouco, ainda fazem o possível para ajudar quem precisa. Um grão de areia de bondade na imensidão que assola essa história, mas que pode fazer toda a diferença.

site: http://www.asmeninasqueleemlivros.com/2018/12/resenha-habibi-craig-thompson.html
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João 04/01/2019

Encontros e desencontros no mundo árabe
Embora o ambiente no qual a narrativa se desenvolve seja um tanto quanto estereotipado (se formos comparar com o clássico Persepolis por exemplo), o que já era de se esperar pois o autor Craig Thompson é estadunidense, Habibi se mostrou como uma leitura muito agradável.
O traço do artista e as referências ao Corão e ao Islamismo de forma geral justificaram as quase uma década para a composição da obra.
O enredo que explora uma relação de companheirismo entre dois personagens, que se desenvolvem em uma região inóspita, marcada por abusos, violência e desigualdades nos prende bastante
É uma narrativa triste e angustiante durante todo o livro, contendo um final surpreendente.
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Nath Moraes 18/12/2018

na minha opinião, bem melhor que Retalhos. curti o clima mil e uma noites e as histórias islâmicas. esse livro me deu uma baita saudade da Turquia
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Monique 14/12/2018

Uma história construída de amor, tragédia e uma dose de contemporaneidade.
Eu adorei a história narrada em Habibi... ela é linda, os desenhos são fantásticos, belíssimos, porém na minha opinião, embora o autor tenha sido cuidadoso (com 8 anos de criação, pesquisa e consulta aos amigos muçulmanos, como vi numa entrevista), senti que a história é um pouco estereotipada e, deste modo, não me senti verdadeiramente imersa no contexto histórico, como me senti quando li Persépolis (que eu achei irretocável).

Por outro lado, esse deve ter sido exatamente o propósito do autor, utilizar-se de um cenário fantasioso para abordar questões ancestrais e tecer sua crítica social e, pensando assim, é preciso deixar a minha ‘não imersão’ de lado para dizer que vale à pena conhecer esse retrato místico sobre o Oriente Médio. Uma história construída de amor, tragédia e uma dose de contemporaneidade.
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Roberta 08/09/2018

"Retalhos" foi a primeira HQ do Craig Thompson que eu li, gostei mas não entrou na lista de favoritos. "Habibi" tinham desenhos tão lindos e superiores ao trabalho anterior, que dei uma chance. Demorei bastante para terminar a leitura, não só por ter sido extremamente angustiante, mas porque era muito difícil deixar de apreciar a arte e passar para a próxima página, uma mistura de fantasia, islamismo, matemática oriental, alquimia e até mesmo o mundo moderno, tudo se conectando a uma caligrafia árabe. De tirar o fôlego

O livro sagrado do Islamismo, o Corão, e as Mil e uma Noites são utilizados na HQ para expressar muitos dos pensamentos e sentimentos dos personagens.

Dodola, ainda criança, é vendida por seus pais pobres para o casamento com um escriba. Ela é estuprada por ele, e aprende com o marido a ler e escrever, a amar todas as lendas e mitos dos textos sagrados. Alguns bandidos invadem sua casa, matam seu marido, e põe-na a venda no mercado de escravos. Nesse lugar terrível, ela encontra seu único conforto tomando conta de um bebê prisioneiro, o órfão Zam. Talvez eles tenham se unido apenas pelas circunstâncias? Acompanhamos o crescimento do amor deles em cada quadrinho, mesmo à distância, mesmo dentro de um mundo que tem a crueldade como regra, o amor é conquistado por aqueles que não valiam nada naquela sociedade.

Habibi é uma história sobre dor e sofrimento entre aqueles que são perseguidos e escravizados. É sobre força e fé nas circunstâncias mais cruéis, sobre o que nos une e nos ajudam a passar a noite, e mesmo em meio a tanta violência cada segundo da vida vale a pena. Eu chorei em vários momentos da leitura, é um quadrinho para se reler.

site: @take.an.unexpected.read (instagram)
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Arthur Sayão 12/08/2018

Uma jornada contemporânea
História em quadrinhos não é restrita a super-heróis e temas infantis. O mercado está recheado de histórias densas e realistas. Habibi, de Craig Thompson, na minha opinião, é uma dessas. E que gibi. Ele narra a relação de duas pessoas que têm suas vidas cruzadas e emaranhadas pelo destino e se isolam. Nesse isolamento, várias histórias paralelas são contadas como forma de aprendizado moral e passatempo. O leitor viaja num mundo fictício onde histórias de cultura muçulmana são contadas. Discriminação, poluição, exploração... Todos esses temas contemporâneos são colocados de modo cru e entremeados com muitas passagens do Corão. Vale a pena ser lido.
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Leticia 18/06/2018

Bismillah
Delicado, cru, triste e belo.
Através de desenhos e balões de fala, Craig Thompson emociona usando como personagens principais dois escravos fugitivos para então contar um pouco sobre a cultura árabe, o alcorão e uma triste história de amor.
Dodola é a personagem feminina perfeita para retratar a força feminina diante das adversidades e encanta com a voracidade com a qual se prende a vida em busca de se reencontrar com Zam, o bebê negro que ela criou como se fosse seu mesmo sendo apenas nove anos mais velha que ele. Zam, por sua vez, é um doce rapaz que não sabe lidar com o próprio corpo e tanto se vê como também se coloca em situações horríveis por se martirizar pelo desejo que sente por Dodola.
Retratando uma sociedade patriarcal e muitas vezes cruel, Habibi também mostra o lado racista e o descaso com os pobres e miseráveis.
É um romance lindo com percalços tristes e uma delicadeza que tornam a história mais emocionante.
Por mais que a história combine muito com o formato de livro, se não fosse a beleza dos desenhos feitos por Craig ela perderia grande parte da carga dramática e do impacto que causa.
Simplesmente perfeito.
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andregynbr 07/05/2018

Craig Thompson é o cara
Uma obra com uma ótima imersão cultural, com diversas analogias e histórias entre a Bíblia e o Corão em meio a uma estória sensível e muito tocante. Respeitadíssimo.
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Raquel.Faria 26/04/2018

Habibi
A delicadeza da escrita se mescla aos traços de Craig Thompson de maneira singular. Em Habibi, ele narra uma belíssima história de amor entre dois escravos inspirada nos contos de Mil de Uma Noites, e nos escritos religiosos do Corão e da Torah. Reúne a mística dos costumes e da escrita árabe com questões sociais e culturais. Dodola e Zam vivem um romance atemporal cujas aventuras e desventuras compõem uma caixinha de joias

site: https://trazumcappuccino.wordpress.com/2018/04/26/resenha-retalhos-e-habbib/
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Marieliton M. B. 14/11/2017

Uma verdadeira obra prima!
Dodola e Zam, ainda crianças, são unidas pelo acaso. Nessa relação, uma forte ligação é estabelecida entre os dois, e exatamente isso o que os manterá unidos mesmo longe um do outro. Habibi é um mergulho na cultura do Islamismo e na vida dura dos dois ex-escravos que usam das fábulas e histórias antigas para encarar suas duras jornadas.

Craig Thompson já é bastante conhecido pela ótima graphic novel Retalhos, em Habibi ele conseguiu ser tão bom quanto no seu trabalho anterior. Apesar da hq assustar à primeira vista pela quantidade de páginas, a história e a narrativa são tão fluídas que a leitura acaba rápido e você nem percebe que leu tudo aquilo.

Os dois personagens principais, a Dodola e o Zam, são tão carismáticos e bem construídos, que você sente empatia muito fácil por eles dois e fica na torcida pra que consigam ter um tão merecido final feliz.

A arte em Habibi é de saltar os olhos. Algumas páginas têm detalhes que pra os mais curiosos é um deleite perder um tempo explorando cada pedacinho da página. Assim como em algumas molduras nas páginas, que de tão lindas, prende a atenção de quem tá lendo.

Enfim, Habibi, assim como Retalhos, conseguiu um lugar especial no meu coração. Ela é uma daquelas leituras que trazem “um algo a mais”, devido a sua maravilhosa história e linda arte.
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isa.dantas 09/11/2017

Achei a leitura bastante incômoda, além de triste. Existe, claro, muita beleza, especialmente por conta da riqueza de detalhes e dos traços, mas ainda assim, achei muito sofrível. Dolorosamente belo.
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Guynaciria 09/11/2017

Habibi
Que graphic novel incrível, simplesmente maravilhosa, valeu a pena cada centavo que gastei nela.

Temos um pouco mais de 600 páginas, mas a leitura flui muito bem, pois a história é envolvente e o traço gráfico é lindo, o que ajuda a prender a atenção do leitor.

Esse é um reconto da história das Mil e Uma Noites, que traça a vida de Dodola, desde a infância até a vida adulta.

Dodola, é inicialmente uma garota muito curiosa, que vem de uma família com poucos recursos, o que faz com que seu pai a case com um homem muito mais velho do que ela, em troca de um dote. O triste é que a menina tem em torno de 10 a 11 anos, está apavorada e tem que descobrir como lidar com sua nova situação.

Mas ela é inteligente e bem decidida, logo arruma uma forma de se sair bem. Porém o destino teima em deixa-la em situações cada vez mais complicadas.

Essa HQ, trata sobre tudo da possibilidade de se encontrar o amor nos lugares mais improváveis, além é claro de deixar a lição de que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, mesmo que no inicio as coisas possam parecer difícil de serem alcançadas.

Bjos!
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Cy 23/10/2017

Obra de arte.
Ouvi de alguém que 'Habibi' é uma história sobre encontrar amor em um lugar sem esperança. Não poderia concordar mais. Obra de arte.
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