Habibi

Habibi Craig Thompson




Resenhas - Habibi


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Nah Moura 03/09/2012

Desde Retalhos, HQ que me envolveu e sensibilizou bastante, almejava ler outra estória de Craig Thompson. Todas as críticas e expectativas me motivaram ainda mais frente esta pretensiosa obra do autor, cuja produção desenvolveu-se por sete longos anos. Habibi, como em Retalhos, aborda uma história de amor, aspectos existencialistas e conflitos que moldam um caráter, e, mais uma vez, o pano de fundo é a religião. Dodola e Cam são dois escravos fugitivos que ficam presos no deserto, se alojando em um navio naufragado na areia. Esse período é uma demonstração das tentativas de lutar pela existência, das dificuldades que moldam ou não a personalidade e de como os sentimentos se transformam. Como maior distração, vivem de histórias. Assim, somos introduzidos na história do Islamismo, suas tradições, seus sentidos e, sobretudo, na ideia das narrativas universais se relacionarem entre si.
A arte é cativante, seus desenhos são ricos em detalhes, profundos, belos. Mais do que em Retalhos, fica evidente a inspiração e semelhança com Will Eisner, propriamente quando abordado o vilarejo, na qual os eventos e personagens parecem compor as histórias de cortiço do mesmo.
Habibi é forte, trata sem maquiar sobre aspectos cruéis da humanidade. Entre eunucos e prostitutas, a sexualidade é abordada em meio ao céu, inferno, os instintos naturais, desejos e fantasias da paixão.
Creio que não seja uma obra para uma leitura apenas, é um trabalho complexo, em que devemos sempre voltar.

Recomendo.
Ligyane 09/08/2014minha estante
É um livro maravilhoso e muito original. Os desenhos são lindíssimos e fiquei super ansiosa pra ler as outras obras do autor. *-*




Rapousa (Andreia) 22/11/2012

Melhor HQ dos últimos tempos
Sou fã do trabalho de Craig Thompson desde que ele escreveu a obra prima Retalhos, porém, em Habibi ele se supera de forma ainda mais rica. Essa HQ está sem sombra de dúvidas no meu top 5 de melhores coisas que já li na vida. Estória rica, poética, bela, até certo ponto realista (em relação aos humanos), traço belíssimo e um enredo de tirar o folego (seja pela beleza ou pelas reviravoltas).

Indico a todas as pessoas que gostem de ler. Indico os trabalhos de Craig Thompson até para aqueles que não gostam de quadrinhos, pois é tão maravilhosamente trabalhado e executado que ninguém deveria perder essa experiência!
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Panina Manina 24/10/2012

Assustadoramente encantador.
Quase abandonei esse quadrinho após ler o primeiro capítulo.
Ruim? Totalmente pelo contrário, ele é tão bom, mas tão bom, que apenas o primeiro capítulo me deixou suficientemente satisfeito a ponto de se eu não lesse uma página a mais não me arrependeria.
Dá pena ler, e principalmente ver cada página que é um quadro a parte, com a certeza de que algo tão bom não pode ser infinito.

Uma pena... certamente eu leria esse quadrinho por 1001 noites e leria outra vez tudo de novo.
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Leticia 18/06/2018

Bismillah
Delicado, cru, triste e belo.
Através de desenhos e balões de fala, Craig Thompson emociona usando como personagens principais dois escravos fugitivos para então contar um pouco sobre a cultura árabe, o alcorão e uma triste história de amor.
Dodola é a personagem feminina perfeita para retratar a força feminina diante das adversidades e encanta com a voracidade com a qual se prende a vida em busca de se reencontrar com Zam, o bebê negro que ela criou como se fosse seu mesmo sendo apenas nove anos mais velha que ele. Zam, por sua vez, é um doce rapaz que não sabe lidar com o próprio corpo e tanto se vê como também se coloca em situações horríveis por se martirizar pelo desejo que sente por Dodola.
Retratando uma sociedade patriarcal e muitas vezes cruel, Habibi também mostra o lado racista e o descaso com os pobres e miseráveis.
É um romance lindo com percalços tristes e uma delicadeza que tornam a história mais emocionante.
Por mais que a história combine muito com o formato de livro, se não fosse a beleza dos desenhos feitos por Craig ela perderia grande parte da carga dramática e do impacto que causa.
Simplesmente perfeito.
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CooltureNews 11/05/2013

Publicada em www.CooltureNews.com.br
Uma história de várias formas de amores. Acredito que esta seja a frase que melhor se resume essa obra e acredito que não acharei frase melhor para falar desse livro, a história é profunda demais para conseguir por em palavras o que senti ao ler esse livro e escrever demais pode acabar sendo perda de tempo.

A primeira vez que vi a capa de Habibi (Quadrinhos na Companhia, de Craig Thompson) fiquei fascinada. A capa é linda e ninguém pode negar. Fiquei imaginando como alguém conseguiu fazer um desenho tão bonito, e o trabalho com as cores fez essa beleza se multiplicar. Quando li o nome do autor, Craig Thompson, lembrei imediatamente de outra obra dele, Retalhos (também do selo Quadrinhos na Companhia), obra que foi muito prestigiada entre os amantes de quadrinhos.

Habibi significa “meu amado” e o foco da história é exatamente esse: os laços que se formam entre alguns grupos ou pessoas que se tornam fortes, indestrutível à ação do tempo e espaço, não permitindo que a ausência e a falta de notícias seja um motivo para esquecer ou deixar de ter afeto.

Habibi conta a história de dois escravos fugitivos. Eles que se conheceram quando um, Zam, ainda era um bebê e a outra, Dodola, uma adolescente. Após um longo tempo juntos, eles acabam se separando, mas nenhum dos dois deixou de procurar pelo outro.

Vamos conhecendo a história de Zam e Dodola aos poucos, o autor sempre alterna a história com detalhes importantes das situações que permeiam a HQ. A história se passa no Oriente Médio nos dias atuais, onde o lucro exacerbado provoca desigualdade social. O resultado disso todos nós sabemos: fome, miséria e péssimas condições de higiene envolvem a vida das pessoas mais pobres dessas nações, e como o local da história é o deserto, a água se torna ouro nas mãos de quem a possui.

Ao mesmo tempo que conhecemos um pouco mais da vida de nossas personagens, vamos sendo levados a uma história mais mítica, sobre a religião islâmica e histórias das mil e uma noites. Isso faz com seja difícil identificar um ano em que as personagens se encontram. Isso acontece devido ao enredo que nos leva às origens da religião e das tradições islâmicas, se misturando aos problemas que vivemos nos dias atuais.

Na história também temos um lado sexual, muito bem traçado e contextualizado em toda a história. Nessas partes o leitor é colocado diante de das principais situações e questionamentos da atualidade: a venda do corpo para a prostituição (e seu uso para a luxúria daqueles que buscam satisfazer a carne) e o ato sexual como consequência do Eros. Quando nos deparamos com esses trechos, é difícil não se emocionar, seja por tristeza ou alegria.

Durante toda a história veremos extremos de diversas situações que irão se contrastar, e acredito que esse tenha sido o intuito do quadrinista na história: nos fazer ver esses dois lados juntos e questionarmos como vivermos, nossas próprias vidas e em qual extremo nossa sociedade se encaixa. É um choque necessário para entendermos que precisamos mudar.

O enredo é maravilhoso, mas preciso dar destaque também as ilustrações de Craig, que possui um traço belíssimo que chega a hipnotizar o leitor. A cada pagina percebemos o cuidado que ele teve em cada quadro, diferenciando quadros sobre nossos personagens daquele voltados para a história islâmica. Nos quadros sobre o corão (livro sagrado para o islã) os traços se tornam obras de arte tamanha a beleza. Fiquei estupefata com os detalhes feitos com perfeição e extrema beleza.

Me encantei profundamente com essa HQ. Essa é um obra rica em detalhes e cheia de carinho dado pelo autor, que ficou 7 anos trabalhando nesta obra. Vale a pena comprar, dar de presente e guardar eternamente em sua casa.
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Vinicius 24/03/2013

Habibi
Entre no link para ver uma análise mais completa e com imagens

http://vinicurtis.blogspot.com.br/2013/03/opiniao-de-gordo-habibi.html


Particularmente acredito que Habibi é uma das melhores obras de Historias em Quadrinhos que já li. Equilibrando muito bem um caprichado projeto gráfico com roteiro tocante e repleto de simbologias, salvo apenas a alguns pequenos detalhes, que se fizermos vista grossa podem passar facilmente desapercebidos.

A trama se passa em um Oriente Médio fictício,onde Dondola, uma garota de aproximadamente nove anos foi “cedida” pelos pais em um casamento arranjado. Devido a alguns imprevistos acaba sendo levada a uma feira de escravas pra ser vendida. Neste acampamento conhece Zam um bebê que está prestes a ser sacrificado, e que Dondola adota como se fosse um filho, então ambos precisam se unir e cuidar um do outro para sobreviver às adversidades do destino. E então acaba a parte boa, a partir daí o negócio fica tenso, o livro mostra as duas crianças tentando sobreviver em um mundo frio e cruel.

Isolados em sua “Ilha” no meio do deserto, Dondola em meio a dificuldades e sacrifícios ensina Zam como suportar e compreender a vida com base em histórias e ensinamentos Islâmicos/Judaicos. A obra inteira possui obra paralelos com tais passagens, aumentando a simbologia e significado dos acontecimentos. Os quais são muito bem apresentados por um trabalho artístico primoroso por parte de Craig Thompson.

O traço do desenho é delicado e bem resolvido, contrapondo com a intensidade de texturas e sombras carregadas. Me deu a impressão que o ilustrador buscou refletir a fragilidade e delicadeza dos personagens diante das ameaças duras e frias que a vida lhes impunham.
Possui temas pesados como estupro, violência, escravidão entre outras coisas de carga emocional semelhantes. Se você se sente ofendido quando se trata desses assuntos é melhor evitar o livro.

A obra é sobre o amor e suas diversas formas de manifestação, sobre os sacrifícios que fazemos por ele, em contrapartida com o que existe de mais podre e cruel nos próprios seres humanos.

A desconstrução da inocência das crianças diante da necessidade de sobreviver é tocante, e te faz pensar sobre que valores nos move de verdade, o que é importante ou não para ser feliz. Até onde estamos dispostos a nos doar, ou até onde somos capazes de aceitar alguém.


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kell 28/10/2013

Sublime.
Eleva o espírito a todas as formas do amor.
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Che 22/09/2017

BELEZA E(M) HISTÓRIAS
Poderia ser um tiro no pé minha investida na HQ de quase setecentas páginas do estadunidense Craig Thompson, mais conhecido por sua autobiografia "Retalhos" (a qual ainda não li, mas agora ficou um grande interesse), que comprei na livraria por um valor bem salgado. Felizmente, a obra não só correspondeu às minhas expectativas de ler algo numa estética do tipo "Ramadan" do Neil Gaiman (mesmo sendo uma HQ ocidental), como ainda a superou com folga.

Meu único entrave, principalmente no começo, que no entanto foi diminuindo ao longo dos nove capítulos, foi com as incursões meio 'esotéricas' das histórias contatas pela protagonista Dodola para o filho adotivo. A maioria delas tem inspiração claramente religiosa. Como o islamismo é também uma fé abraamica - a mais recente delas, por sinal - estão ali elementos do cristianismo e do judaísmo, incluído menções diretas a Cristo e a Moisés.

Há inclusive trechos de curiosidade teológica, como o momento no qual se versa as interpretações diferentes para o sacrifício do filho de Abraão - o qual muda em nuances decisivas (e reveladoras) do cristianismo para o islamismo. E há também passagens francamente bem-humoradas, principalmente aquela envolvendo a arca de Noé, na qual me pareceu claramente que o autor não resiste a fazer certas 'trollagens' com uma parábola francamente absurda como aquela.

De todo modo, será uma HQ aproveitável tanto pra quem for ler movido pela curiosidade religiosa, quanto para aqueles que, como meu, são incapazes de fé, sobretudo porque Thompson tem a inteligência de usar as metáforas místicas/esotéricas/religiosas no âmbito das (muitas) histórias paralelas à narrativa principal, mas nesta ele é mais pé-no-chão e "mundano", com poucas concessões ao misticismo. Até as licenças poéticas mais curiosas nessa trama, como o fato de misturar elementos do passado e do presente, indo de sultões e haréns até grandes metrópoles urbanas típicas do século XX, fazem perfeito sentido dentro daquele universo. Fica, de todo modo, bem evidente que Thompson pesquisou bastante para escrever um roteiro com tantas referências, desfrutáveis e compreensíveis até pra quem conhece pouco ou nada das obras às quais ele recorre (principalmente o Corão).

Mas o que realmente vale a pena em "Habibi" é a narrativa central de Dodola e Cam (ou Zam), mergulhada em várias reviravoltas impressionantes, sendo duas delas particularmente memoráveis e diretamente relacionadas à sexualidade dos personagens, uma envolvendo uma tragédia com Dodola no deserto e outra, em decorrência da primeira, envolvendo uma escolha completamente inesperada do então adolescente Cam, que conduz o enredo para uma seara pra lá de imprevisível. Dizer mais que isso aqui é estragar a surpresa de quem não leu a obra ainda.

Essa aposta arriscadíssima de Thompson podia dar muito errado, na medida em que a partir daquele momento se coloca um teor de inevitável "tragédia anunciada" num amor tornado impossível entre os dois personagens principais, porém graças à condução narrativa brilhante, que leva o leitor a grudar nos capítulos ansioso pela próxima aventura de Cam e Dodola - juntos ou separadamente -, acaba se tornando o ponto mais forte de "Habibi" e inscrevendo seus melhores momentos, justamente aqueles relacionados aos desejos e corpos de seu casal central.

Outra coisa que chama a atenção no roteiro da HQ é que ela foge de noções de moralismo ou de punitivismo dos 'personagens malvados'. E isso desde o começo, quando somos apresentados ao então marido de Dodola, muito mais velho que ela (ainda criança), mas sem ponderações morais do roteiro contra ele, em que pese não fugir de retratá-la como criança assustada e virgem. Não espere, portanto, ler em "Habibi" catarses em desfechos forçosamente felizes de subtramas contra personagens de péssima índole, como o sultão hedonista e entediado que, ironicamente, tanto tem em comum com a nossa burguesia do século XXI.

O escapismo para as mazelas, se é que há, está justamente nas histórias e no poder das palavras de aproximar as pessoas e fazê-las acreditar em outra realidade. Essa beleza da tecedura verbal casa, na obra de Thompson, também com quadros lindamente desenhados por ele mesmo, repletos de detalhes que valem a pena escarafunchar com um olhar atento, antes de passar à próxima página. Até o fato de estar em preto e branco acaba ironicamente ajudando na arte, que é singela e direta ao mesmo tempo em que abre espaço para um deslumbre e um detalhismo suntuosos, de fazer inveja aos jardins riquíssimos do sultão.

Só resta finalizar a resenha recomendando que se busque a obra, infelizmente menos conhecida do que merece. Apesar de ser um retrato mí(s)tico do Oriente Médio, cheio de licenças poéticas (como a já referida mescla de passado e presente), além de ser escrita por um estadunidense, acaba me soando mais instigante culturalmente do que, por exemplo, a autobiografia da iraniana Marjane Satrapi em "Persépolis", infinitamente mais (re)conhecida que "Habibi".
Day 22/09/2017minha estante
Nossa. Depois dessa resenha me deu ate vontade de ler :D




Guynaciria 09/11/2017

Habibi
Que graphic novel incrível, simplesmente maravilhosa, valeu a pena cada centavo que gastei nela.

Temos um pouco mais de 600 páginas, mas a leitura flui muito bem, pois a história é envolvente e o traço gráfico é lindo, o que ajuda a prender a atenção do leitor.

Esse é um reconto da história das Mil e Uma Noites, que traça a vida de Dodola, desde a infância até a vida adulta.

Dodola, é inicialmente uma garota muito curiosa, que vem de uma família com poucos recursos, o que faz com que seu pai a case com um homem muito mais velho do que ela, em troca de um dote. O triste é que a menina tem em torno de 10 a 11 anos, está apavorada e tem que descobrir como lidar com sua nova situação.

Mas ela é inteligente e bem decidida, logo arruma uma forma de se sair bem. Porém o destino teima em deixa-la em situações cada vez mais complicadas.

Essa HQ, trata sobre tudo da possibilidade de se encontrar o amor nos lugares mais improváveis, além é claro de deixar a lição de que nunca devemos desistir dos nossos sonhos, mesmo que no inicio as coisas possam parecer difícil de serem alcançadas.

Bjos!
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condadodeyork 27/11/2016

Incrível
Li logo após Retalhos. A questão religiosa permanece assim como suas determinações de vida. Mas o trabalho de pesquisa do autor e o trabalho estético são impressionantes. A primeira leitura é a focada nos personagens dodoula e zam. Acredito que uma segunda leitura... Já mais familiarizada c os mitos traga o entendimento dos arabescos. Enfim... Leia se emocione e conheça algo diferente do pensamento ocidental
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Arthur Sayão 12/08/2018

Uma jornada contemporânea
História em quadrinhos não é restrita a super-heróis e temas infantis. O mercado está recheado de histórias densas e realistas. Habibi, de Craig Thompson, na minha opinião, é uma dessas. E que gibi. Ele narra a relação de duas pessoas que têm suas vidas cruzadas e emaranhadas pelo destino e se isolam. Nesse isolamento, várias histórias paralelas são contadas como forma de aprendizado moral e passatempo. O leitor viaja num mundo fictício onde histórias de cultura muçulmana são contadas. Discriminação, poluição, exploração... Todos esses temas contemporâneos são colocados de modo cru e entremeados com muitas passagens do Corão. Vale a pena ser lido.
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andregynbr 07/05/2018

Craig Thompson é o cara
Uma obra com uma ótima imersão cultural, com diversas analogias e histórias entre a Bíblia e o Corão em meio a uma estória sensível e muito tocante. Respeitadíssimo.
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isa.dantas 09/11/2017

Achei a leitura bastante incômoda, além de triste. Existe, claro, muita beleza, especialmente por conta da riqueza de detalhes e dos traços, mas ainda assim, achei muito sofrível. Dolorosamente belo.
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Vanessa França 26/08/2017

https://www.facebook.com/geeklivroseresenhas/
Nos últimos sete anos, poderia ter sido muito fácil chorar a perda de Craig Thompson, o escritor e ilustrador do brilhante Adeus, Chunky Rice e Blankets. Sete anos é um longo, longo tempo para desaparecer do olho do público, especialmente após uma enorme aclamação da crítica. No entanto, Craig Thompson está de volta com um novo livro, e não importa o quanto você deseje, o épico de 672 páginas que é Habibi não pode deixar de te deliciar.



Habibi é um clássico escrito por toda parte. É um triunfo literário moderno, um livro tão amplo e mágico em seu escopo, que apenas um mestre poderia faze-lo. Este não é um quadrinho comum, é uma obra de arte completa.

A história rastreia as vidas de Dodola e Zam, dois órfãos que escapam do comércio de escravos e criam uma casa para eles em um barco que encontram, preso no meio do deserto. Dodola tem nove anos de idade a mais que o bebê Zam, então ela o alimenta e ensina.



No entanto, sem renda e sem suprimentos, ela encontra-se tendo que trocar o corpo por comida. A escravidão sexual é um dos vários temas que correm ao longo do livro, e Thompson não se esquiva de descrever o horror que isso significa. Um dia, Dodola não volta, e Zam tem que trilhar seu próprio caminho no mundo. Envolto com a culpa sobre o que Dodola teve que passar, e muito imaturo e perdido para lidar com os predadores do mundo, ele faz algumas decisões ruins por puro desespero.

Ambos os personagens passam por vários mundos e experiências. Um dos pontos fortes literários do livro é a justaposição do primeiro e terceiro mundos, e o moderno com o aparentemente antigo ou clássico. Colocar o livro no espaço e no tempo é complicado. A configuração é do Oriente Médio, mas os temas e experiências dos personagens, enquanto infundidos com mistério e dificuldades exóticas, têm muito do universal sobre eles.

Dodola ensina Zam a ler e escrever, e lhe conta histórias do Alcorão. O livro está cheio de caligrafia árabe, belos padrões geométricos e fundos deslumbrantes, misturando-se uns aos outros em verticilos. Há histórias dentro de histórias, que expandem a narrativa e conectam o livro juntos. Esta não é uma mera decoração. Tudo se sente meticulosamente planejado e cuidadosamente colocado, cada palavra e toda linha ilustrativa, uma parte do todo abrangente.



A história retrocede e avança no tempo, revelando mais a história dos personagens enquanto exploramos suas vidas. É um crédito para a claridade de visão de Thompson que, através das 672 páginas, há apenas um momento em que o leitor pode se perder. Há um certo realismo mágico sobre o livro e um espiritualismo profundo, fundado sobre o Islã, mas também trazendo elementos das próprias vidas e ambientes dos personagens.



Eu poderia continuar e continuar sobre a história, tendo apenas arranhado a superfície aqui, mas eu quero que você a desvende, como eu fiz, uma página de cada vez, em toda sua maravilha majestosa.
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mauriciocz 09/02/2013

Fenomenal!
Craig Thompson já mostrou a que veio em Retalhos.
Com Habibi, ele se firma como um dos maiores quadrinistas e ilustradores de todos os tempos.
Sua arte a nanquim é magia pura. Cada página dessa obra merecia uma moldura.
A história? Doce, cruel, terna, triste. Maravilhosa!
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