Dearly, Departed: O Amor Nunca Morre

Dearly, Departed: O Amor Nunca Morre Lia Habel




Resenhas - Dearly, Departed


28 encontrados | exibindo 1 a 15
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LT 08/02/2019

Quando comprei esse livro, foi porque achei a capa bonita, faz cinco anos e de repente coloquei uma meta para mim: ler todos os meus livros que estão parados na estante, aqueles que ficam por anos sem nunca serem lidos, o caso deste. E? Surpreendi-me com a história, não é de hoje que sou fã de zumbis, portanto, sem mais delongas, vamos a resenha? Segue lendo!

Nora é uma garota de dezessete anos, bonita e rica. Vive com sua tia que só pensa em gastar sua herança, depois que seu pai morreu sua vida nunca foi mais a mesma, a falta que ele lhe faz é muito difícil de descrever. Ela tem uma amiga, a Pâmela, sua companheira fiel que sempre esteve ao seu lado, eram como irmãs por escolha.

A história começa quando Nora retorna para casa por conta das férias escolares. Sua tia, como mencionei acima, é uma pessoa interesseira, e por conta disso quer que a mocinha arrume um bom partido e se case, para lhe dar uma vida de luxo pois a tia já gastou toda a herança que ela tinha. No entanto, não é isso que Nora quer, ela deseja aventurar-se e ser livre.

O ano é 2195, temos de um lado a classe de poder e riqueza que são os vitorianos. Do outro lado dos muros temos os punks, que lutam pela sobrevivência, são rebeldes e batalham pela liberdade, que transgridem e exigem direitos.

Mas apesar do enredo se passar no futuro, os humanos regrediram e querem voltar no tempo, como seus antepassados, onde as roupas são mais recatadas, as mulheres não tem voz e são submissas aos homens, com bailes, debutes e tudo que vem no pacote, no caso, eles estão revivendo os tempos que nos remetem aos romances de época, não é mesmo?

[Quote] "...Cara, fico lembrando dela lá no telhado com aquela roupa bonita atirando naquelas coisas malditas. Foi ... lindo. Falando sério, tão lindo que só pode ser explicado pela existência de algum deus incrível. Encontrei a salvação irmãos." [...]

Essa guerra sempre existiu, de um lado os vitorianos, do outro os punks, mas tem algo mais acontecendo que não foi divulgado, um vírus está a solta, transformando as pessoas que já estão mortas em zumbis, que andam sem sentido atrás de carne fresca, sendo assim comendo os humanos. E quem sofre são os punks, porque os zumbis ficam do outro lado muro, eles tem e lutar contra os zumbis em busca da sobrevivência.

Agora me perguntem o que Nora tem a haver com zumbis? Peraí, vou chegar lá...

Nora é a peça chave para encontrar uma vacina, para curar as pessoas infectadas. Seu pai, Victor Dearly, foi um cientista que comandou a operação para encontrar uma cura, mas infelizmente morreu, assim que foi contaminado.

Apesar de não falar tanto de outras pessoas, temos várias nesse enredo que se destacam, e uma especial é Bram – um jovem de dezesseis anos que foi morto em combate, que virou um zumbi, com a ajuda do Dr. Dearly. Ele continuou "vivo", é muito inteligente e resgata Nora de ser sequestrada pelos Cinzas, que são os zumbis "maus".

É incrível acompanhar a interação de Nora com os zumbis "bons", pois você dá muitas risadas e por ela não ter nenhuma noção do que fazer com eles por perto. Enquanto Nora estava procurando informações sobre seu pai, sua amiga Pam está desesperada em busca de sobrevivência no inferno que tornou-se a cidade.

[Quote] ...Apesar da minha complicada situação atual, também era verdade que correra um grave perigo e havia sido resgatada. Voltara da beira de um abismo. [...]

O amor está no ar, é emocionante ver o grau de companheirismo e cumplicidade entre Nora e Bram, eles se entendem, mas com certo receio. Bram está morto, os outros zumbis do mesmo batalhão, tem uma sintonia quando é para proteger uns aos outros que torna tudo mais divertido e leve. Porém, temos um grande acontecimento, uma traição, uma sabotagem, uma conspiração que ameaça a vida de todos! Bram luta bravamente e tenta a todo custo manter Nora segura, será que ele e aqueles que não lhe traíram vão conseguir vencer? Curiosos? Leiam o livro – risos.

No começo da leitura me arrastei um pouco, confesso, pois eram informações demais, que, no entanto, foram valiosíssimas para o desenrolar da trama. Todavia, quando começou a ficar empolgante eu não queria mais largar o livro, foi gratificante chegar ao final dessa leitura.

Realmente comprei o livro pela capa, e ela é realmente muito linda. As páginas são amareladas e o tamanho da fonte confortável para leitura. Encontrei apenas dois erros de digitação, ao menos que notei, mas que não influencia ao ler. O livro é narrado em primeira pessoa, intercalando os pontos de vista entre alguns personagens, sendo principalmente pelos pontos de vista de entre Nora e Bram. No rodapé de algumas páginas tem referencias relacionadas ao texto e informações importantes.

Recomendo a leitura para todos que gostam de ficção, da mistura de passado, presente e futuro para construir o cenário, com zumbis e tudo o mais, para quem busca um bom enredo e um livro com uma boa dose de surpresas!

Resenhista: Cris Santana.

site: http://livrosetalgroup.blogspot.com.br/
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Aline.Kristie 13/04/2018

Dearly departed
Esse livro tem uma capa bonita e uma otima resenha, mas o conteúdo é péssimo (pior no segundo livro), pois a escritora se perdeu na propria historia.
Alem disso ela não terminou a série (O livro não tem um fim, nem um meio decente).
E eu torcia para a mocinha terminar com o vilão kkkk
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DaniSampol 19/01/2018

O livro te engana pela capa e pelo título
Sabe quando você começa a ler um livro porque acha a capa bonita e depois se depara com uma história maravilhosa? Minha dica é; leiam, e fiquem apaixonados.
Apesar de ser uma história muito louca e com o tema que nem todo mundo gosta porque zumbi não é do Gosto Popular. A história se passa no futuro, mas as personagens elas Vivem como se estivessem na época vitoriana.
Gostei muito.
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Ric 17/01/2017

Pensei que fosse um livro de romance com um tema forte, mais pegado pro tema meloso. Achei uma ficção bem escrita com um apego aos personagens o ódio aos vilões logo de cara é uma incrível química entre os protagonistas, Nora e Bram. Esse é um livro que vale a pena ler de novo, e de novo e assim sucessivamente sem se cansar.
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Mi 29/10/2016

"Ela sorriu, bem pouquinho. E o mundo virou um lugar feliz."
Olha eu aqui de volta.
Quem é vivo sempre aparece. kkkk
O livro de qual vamos falar hoje é o Dearly Departed - o Amor nunca morre.
Que livro doidamente maravilhoso.
Mistura elementos fantásticos -presente em livros de fantasia ( morto vivo ), com distopia e um romance apaixonante .
Alem de retatrar de temas como: política, desigualdade social, corrupção, ganância ( nao sei porque lembrei dos políticos do Brasil. ...)
É Livro com vários temas atuais, mesmo com uma história fantasiosa
Como uma leitora resumiu esse livro : "SteamPunk distopico com zumbis "

O livro começacom um prólogo de Bram ( o zumbi gostosao da parada )
Que em 2193 enquanto trabalhava numa mina,acidentalmente ficou preso junto com seu amigo Jack , e foi atacado por um grupo de zumbis. Jack morreu ,enquanto ele , contraiu o víruse se tornou um "deles "

Depois somos levados a 2195 , conhecemos Nora e sua melhor amiga Pamela. As duas nao sao da classe alta da sociedade ( sendo que a Nora tem uma condição bem mais favoravel do que a Pam ), estudantes do colégio tradicional St. Cyprian , o qual sempre observam os privilégios da Classe alta e precisam lidar com a ignorância ( e uma patricinha oxigenada dos infernos ) dos mais poderosos . Engana -se quem acham que ela sao amarguradas, talvez Nora seja um pouco, pois se completa 1 ano que ela perdeu o seu pai , e se viu Obrigada a morar com sua tia megera.
Pam é a normalidade, porto seguro a qual Nora tem e pode confiar todos os dias.

Em Dearly Departed, o planeta inteiro sofreu com o desastre , paises da América foram desimados por tempestades catastróficas , varios desapareceram.
Depois da Segunda Guera Civil Americana , a qual o EUA deixou de existir, pouco a pouco as pessoas foram se organizando (junto com a tecnologia ) , criaram uma constituição - governo, e levantaram uma Nova era de ouro. Neovitoriana
Tudo andava perfeitamente bem , até que o movimento punk apareceu. Um grupo de pessoas que discordavam da nova aristocracia. Eles repudiava a ideia de uma sociedade, onde a classe superior dominava ,uma classe inferior menos privilegiada. Que so se importavam com o próprio umbigo, so visavam a busca de seus próprios interesses.
Vitorianos e punks vivem numa luta constante, e é durante essa guerra de anos , que surgi um vírus desconhecido, o qual nosso Bram fora infectado.
O que sera o que tem por tras da revoltada dos punks atualmente?
Algo maior vem afligindo tanto vitorianos e punks ( os bons ).

Um poder misterioso
Uma vida em perigo
Esses 2 fatores entrelaçam a vida de Nora e Bram.
Algo inesperado
Nada convencional - impossível, começa a ser desenvolvido.
A questão é :
Dará certo ?
Tera um futuro ?
Um final feliz ?

Uma coisa interessante que não é muito comum nos livros em primeira pessoa, é a narração ser feita por 5 pontos de vista diferentes. Isso geralmente acontece so em livros em 3 pessoa, então achei a ideia muito lacradora kk

A escrita da autora não tenho o que criticar ( talvez no inicio foi meio linear - mas é questão de gosto pessoal por algo mais BAM BAM BAM )
O mundo o qual ela criou é bem criativo, novo , bem original. Muito mais do que eu esperava.

Manoooo , assim que me livrei dos trabalhos das pragas dos professores e pude me concentrar no livro, manooo nada me controlou mais kkk Li direto, sem parar.
Cara ( desculpe o vocabulário, é a emoção kkk ) é taaaaao bom voce se ver viciada, presa a um livro. Se ver tao envolvida com a história, de nao consegui se controlar de apreensão, ansiedade. De sofrer com e pelos personagens.

Ainda acho que preciso de um médico ,por causa desse meu gosto peculiar. Ja xonei por Vampiros , anjos caidos, mortes , Deus do funeral -morte , Bruxo, Alienígena....agora um zumbi kkk Nem a minha mae sabe mais o que fazer comigo kkk To precisando me tratar urgentemente kkk Fazer o que ? Se amo livros com tematica sobrenatural kkk

No final,nos últimos capítulos eu estava ao ponto de da pulinhos pela casa kkk Uma felicidade sabe kkk
Mas na última página um imprevisto surgiu. Será que o meu pequeno core aguenta ler a continuação? Kkk

Índico? COM CERTEZA MINHA GENTE

"Nunca teríamos nos encontrados se você não tivesse se tornado um zumbi. Você é punk, eu sou vitoriana... Mas aqui estamos, unidos na morte."
Fabi 29/10/2016minha estante
Uau hein
nao sou taooo fã de livros sobrenaturais
mas a sinopse parece legal
e vc ter gostado e marcado favorito, deve valer a pena ler sim :)


Mi 30/10/2016minha estante
Infelizmente nao tem tanto romance como eu gostaria kkkk mas os personagens valem a pena , alem da história ser bem interessante




Bekah Abreu 26/08/2016

Separados em vida. Unidos na morte.
“Nunca teríamos nos encontrado se você não tivesse se tornado um zumbi. Você é punk, eu sou vitoriana...mas aqui estamos, unidos na morte.” - Nora


Com uma premissa completamente nova, esse livro é algo que ou vai te agradar ou vai te deixar entediado. Não há como ter meio termo.

Num estilo ‘steampunk’ a autora nos joga num mundo onde países caíram e voltaram a se erguer. Onde o velho retornou.
Nora vive numa sociedade que sobreviveu a caída de uma nação. Deles surgiu um novo modo de vida, o retorno da ‘era vitoriana’. Além deles, também surgiu um grupo inimigo denominados de punks (nada do que vocês imaginam).
Em meio a interesses e segredos, Nora acaba sendo envolvida numa guerra, onde humanos tem de lidar com uma nova ameaça: os mortos vivos.


O livro é dividido em várias visões: Nora, Pamela, Victor, Wolfe e Bram. Claro que os ‘principais’ são o Bram e a Nora, então vemos mais de suas opniões.

O começo de tudo, é bem confuso, pois a autora nos joga nesse mundo e mal espera que nos adaptemos. As revelações vão acontecendo aos poucos.
A partir do momento que você se situa, é interessante observar a lógica dessa sociedade. Gente, a autora criou um mundo completamente novo! Acho que nunca ouvi falar de um estória nesse estilo. Acho que tem de tudo um pouco nesse livro.


Os mistérios não são bem ‘misteriosos’, mas a cenas de ação são de deixar cabelo em pé. A Lia consegue te transportar para situação e descreve bem os acontecimentos!
Claro que tem as ceninhas de amor, né? Acho que o casal Bram e Nora foi bem construído. Não amei de paixão, mas curti.

Amei o Bram com todas as minhas forças. Mesmo ele estando morto, seria um partidão! Ele tem um humor ácido e uma ironia ótima.
Também amei a Pamela, que é a melhor amiga da Nora. Ela começa como uma pobre que está no meio da riqueza. Depois a garota vai crescendo na trama até roubar a cena. Acho que entre as duas, a Lia Habel deixou muito a desejar na principal, mas conseguiu fazer a Pam crescer muito bem!


Além deles, realmente amei o Doutor Samedi e a trupe de mortos vivos do Bram. Eu morria de rir das interações deles.
Alías, mesmo o assunto central da estória sendo a ‘morte’, o livro não é de jeito algum depressivo. Quando a coisa começa a cair, sempre surge uma cena engraçada ou romantica.

Os vilões são um ponto fraco da trama, por isso espero que no próximo, cumpra a promessa de ser mais adulto e trabalhado.


O fim desse livro deixou um gancho ótimo, envolvendo o governo. Adorei o final inesperado! Se não houvessem algumas partes maçantes, embromação e os vilões fracos, esse livro teria uma bela cinco estrelas. Só que o próximo vem ai!

“Não quero o ‘para sempre’. Quero o agora” - Nora.

Livro recomendado!
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Bela Lima 10/05/2016

Dearlay, Departed é uma mistura de ficção, distopia, tecnologia futurística e steampunk.
Dearly, Departed é ambientado no ano de 2195, num tempo onde depois de passarmos pelo aquecimento global veio o resfriamento global, dizimando o norte com o frio e obrigando os poucos sobreviventes a fugirem para o sul. (É uma teoria que gosto muito e concordo, assistiam O dia depois de amanha, recomendo) Nisso, a tecnologia que muitos acharam está perdida para sempre foi encontrada e aprimorada, mas, embora a tecnologia tenha evoluído, eles decidiram viver como se estivessem na era vitoriana, precisando de algo ‘bonito’ depois de tanta ‘feiura’. Contudo, dentre esses sobreviventes, há também os que acharam que os auto denominados neovitorianos estavam repetindo os erros dos passados, recebendo os nome de punks.

“O movimento punk rejeitava a nova aristocracia que lentamente emergia da estrita ordem social. Para eles, nenhum título elevava um homem acima do outro. (...) Rejeitavam o uso cada vez mais extensivo dos computadores, argumentando que a dependência em relação às 'máquinas pensantes' faria com que a nação se tornasse intelectualmente fraca.”

Nesse cenário distópico, Nora é uma neovitoriana, nascida e criada para ser uma dama, enquanto Bram é um punk, um selvagem. Mas o que fica entre o amor deles não é a diferença de ‘nacionalidade’ e sim um fato muito simples e mais importante: Ela tem 17 anos. E ele? Bram tem 16... Quando morreu há dois anos.

“-Do que está rindo?
-Disto! – Dei um giro. – De tudo! Sabe... Nunca teríamos nos encontrados se você não tivesse se tornado um zumbi. Você é punk, eu sou vitoriana... Mas aqui estamos, unidos na morte.”

Ao passar as férias na casa da sua tia gananciosa e ultima parente viva, Nora se vê cercada de zumbis e atacada por todos os lados por eles. Ela luta bravamente, atirando em quantos conseguem, mas... Por que eles não morrem? Cansada e aterrorizada, Nora é salva pela Companhia Z liderada pelo Capitão Abraham Griswold. Um morto. E levada desacordada a base onde mortos reinam.

Dearlay, Departed é uma distopia. (Absorva a informação) Mas não a considero igual a outras distopias, Lia consegue misturar ciência e ficção de uma fora incrível. As explicações fazem sentido não apenas para história, mas para a vida, de forma simples e impressionante aprendemos mais biologia e historia do que na escola. (Brincadeira... Ou não)

A Síndrome de Lázaro, nome dado a quem tem zumbinil (muito engraçado, autoria própria) é transmitida pelos fluidos corporais, qualquer que seja o contato por um desses a pessoa pega. Menos Nora. Ela é a única pessoa imune, a única que quando morrer ficará morta. Cada um demora um tempo diferente para morrer e reviver, o tempo que passa entre um e outro dirá o qual são será o zumbi, quanto mais tempo demora, mais violento fica.

“O corpo se reanima em qualquer momento entre um segundo e seis minutos depois da morte. Quanto mais rápido isso acontecer, mais saudável você será. O cérebro não perece até que o coração e os pulmões parem... É a falta de oxigênio que o mata.”

Ao ler Sangue Quente fiquei decepcionada com tudo: historia, personagens, romance. O livro é melhor do que o filme sem duvida, mas, graças a Deus, isso não ocorre aqui. Nada disso ocorre aqui.

Nora é uma garota e, embora todas as garotas neovitorianas sejam criadas como frágeis (machistas), ela é forte, inteligente e capaz. Ao ser atacada pelos zumbis, Nora agiu rápido sem tempo para drama, é claro que teve aquele desespero inicial, mas ela queria viver e faria qualquer coisa para isso.

“Ai, meu Deus. Eram mortos. Mortos. Podres, horríveis, com crânios e dentes expostos, e... mortos. Fechava os olhos e via os ossos e a pele que se desfazia.”

Bram é... (Esse é o momento de um suspiro) Um morto e isso não o faz menos maravilhoso, pode até ter dado mais pontos a ele. E os outros zumbis não ficam para menos. A Companhia Z são os Os Zumbis, cada um tem uma personalidade diferente e encantadora.

“- Somos todos humanos. Estamos mortos, mas somos humanos. Sentimos, vemos e temos uma pequena chance, como qualquer pessoa que respira, de levarmos uma boa vida, de sermos amados. Pois somos humanos."

E o que dizer do romance? Nora via Bram como um morto (o que é verdade) até que percebe que isso não o torna menos humano (outra verdade), ele tem sentimentos como qualquer outro, para dá e receber. Bram sabe que está morto, ele não está tentando viver como um vivo, mas o que ele deveria fazer quando se sente como um vivo ao está perto de Nora? As preocupações da relação mortoxvivo não foram esquecidas, Bram falou dos problemas antes deles terem algo, explicitando o fato de que eles teriam que falar sobre isso todo dia, nem todos aceitariam o romance entre eles.

“-(...) você disse que estava esperando pela garota certa... Será que não podia ser eu? quero dizer, talvez não agora, mas, com tempo... Talvez?(...)
-Você é a garota certa! Você é a garota certa, por dez mil razões! Nunca senti nada assim antes (...) Eu não sou o cara para você. Sei que nunca poderei ser... Nunca poderei ser o que você precisa.”

Dearlay, Departed é uma mistura de ficção, distopia, tecnologia futurística e steampunk. E eu amo historias steampunk apesar da falta de variedades delas, esse livro é o favorito dessa categoria. (E reina quase sozinho, infelizmente...) Se você não gosta de zumbis, você vai aprender a gostar; se gosta, você verá outro lado deles.

site: http://sougeeksim.blogspot.com/2016/05/resenha-dearly-departed-gone-with.html
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Marlei 20/02/2014

Resenha: "Dearly Departed - O amor nunca morre" (Lia Habel)
Por Sheila: Oi Pessoas! Como vão todos e tod@s? Tudo tranquilo? Mais uma resenha para a qual me senti incompetente para escrever um resumo decente ... então, vou "pegar emprestado" o resumo do skoob, e depois partir para meus singelos comentários.
Ela é Nora Dearly, uma garota neovitoriana de 17 anos que sofre com a morte dos pais e vive infeliz aos cuidados da tia interesseira. Ele é Bram Griswold, um jovem soldado punk, corajoso, lindo, nobre ... e morto! No ano de 2187, em meio a uma violenta guerra entre vitorianos e punks, surge um perigoso vírus, capaz de matar e trazer novamente à vida.
As pessoas tornam-se zumbis, mas nem todos são assassinos e devoradores de carne. Há os que lutam para que o vírus não se espalhe ...
Apenas Nora tem o poder de cura em suas mãos, ou melhor, em seu sangue. Ela não sabe disso e corre perigo. É papel de Bram protegê-la ...
A era Vitoriana foi escolhida pelo povo de 2187, que sobreviveu à guerras e acidentes nucleares, como o modelo de sociedade perfeita, onde o quase holocausto vivido no último ´seculo nunca se repetiria; seria uma volta à uma época de valores mais tradicionais, em que o respeito às figuras de autoridade, como pais e governo, era algo indiscutível.

Como os Estados Unidos foram devastados, as pessoas que sobreviveram tiveram que migrar mais para o sul, onde entraram em conflito com os chamados "punks", que consideram o modo de vida dos neovitorianos hipócrita e sem sentido, já que continuam existindo estratificações em sua sociedade pretensamente perfeita, onde a escala social que está mais abaixo só consegue ascensão por meio do casamento.

Nora esta em período de férias da escola, sozinha em casa com sua tia indiferente, quando é brutalmente arrancada de seus devaneios e tristeza pela invasão de um exército de mortos-vivos que, ao contrário do zumbi clássico, raciocinam muito bem para quem já esta morto.

A editora ID nos faz uma proposta: ler a página 66 para saber se nos IDentificamos com a estória... então bora lá, transcrevo a 66 para vocês.
Segurando a respiração, fiquei imóvel. Não me considerava covarde, e agora era o momento de provar isso a mim mesma. Decidi olhar, como na noite anterior. Nada então, nada agora. Provavelmente eram apenas meninos brincando no escuro.
Abri as cortinas.
Uma caveira me encarou com olhos escuros soltos nas órbitas, sem carne em volta.
E sorriu.
O punho da coisa entrou pela janela. Gritei e pulei para trás. O mundo pareceu explodir, com estilhaços de vidro voando e mais cadáveres saltando para dentro do estúdio.
É a única maneira de descrever o que via.
Eram homens. Quer dizer, pareciam homens, pareciam humanos, mas, como alguém que já morreu há meses, há anos, estavam em estágios diversos de decomposição - a carne pendia solta dos membros, havia ossos expostos em algumas partes, outros tinham pedaços dos corpos faltando. Alguns usavam uniformes cinza desbotados com insígneas. Desnecessário dizer que não fiquei ali para descobrir a identidade de cada um.
Disparei para fora do cômodo, batendo a porta atrás de mim. Sem a chave-mestra não poderia trancar a porta. Atrás dela, havia mais coisas entrando, gargalhando, falando.
De uma hora para outra, Nora se vê ao meio do segredo mais bem guardado do atual governo e - pior ainda! - do seu pai, com quem achava compartilhar tudo. Há zumbis. Alguns não comem pessoas, são zumbis "bonzinhos". Outros, demoram para reviver, e estão num estado tal de composição que é impossível que "acordem" como outras coisas que não máquinas de matar.

Se não bastasse tudo isso, Nora descobre ser imune ao vírus, e que o estudo de seu sangue pode criar uma vacina que evite a disseminação do contágio - e que talvez esteja se apaixonando por um zumbi, Bram, que por mais que tenha um aspecto exterior horripilante, mostra-se alguém com qualidades inigualáveis.

E aí, o que vocês acharam? Eu acabei colocando este livro à frente de outros "vou ler" que estavam na estante, e confesso que não me arrependi. A questão é: Lia Habel consegue pegar alguns tem,as aparentemente batidos - amores impossíveis, zumbis, mundos pós-apocalípticos - e criar uma trama tão rica e envolvente, que as páginas do livro praticamente se viram sozinhas.

Muitas perguntas ficam ao final deste livro, afinal é o primeiro de uma série - não consegui descobrir se de três ou de mais, alguém sabe? - mas que eu realmente espero sejam respondidas nos próximos volumes. Nunca gosto de avaliar uma série antes de lê-la em sua totalidade, mas uma coisa é certa: fiquei com muita vontade de continuar lendo.

Abraços e até a próxima.

site: http://www.dear-book.net/2014/02/resenha-dearly-departed-o-amor-nunca.html
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Tielle Soares 05/02/2014

Resenha Livromaníaca
O amor nunca morre é o primeiro livro da série Dearly Departed escrita por Lia Habel e publicado no Brasil pela editora iD. Quando li a sinopse pela primeira vez eu pensei comigo mesma que seria uma leitura bem diferente, mas não esperava encontrar um livro tão bom assim. Minhas expectativas foram superadas.

A personagem principal da história é Nora Dearly que está enfrentando problemas demais para alguém de sua idade, apenas 17 anos. Ela perdeu sua mãe muito nova e está sofrendo o luto por seu pai que morreu há um ano, mas não tem tempo de ficar trancada em seu quarto se lamuriando. De acordo com os costumes, depois de um ano de luto ela deve pode voltar a frequentar as festas e ter sua vida social de antes. E quem está muito feliz com isso é sua tia Gene, já que estão praticamente falidos, arrumar um bom partido é algo essencial.

Nora está voltando de sua escola, onde só estudam as garotas mais ricas da região, talvez com algumas exceções, como sua melhor amiga Pamela, que recebeu uma bolsa para frequentar a escola. As duas se entendem e se apoiam em tudo e parece que ao contrário de Nora ela tem certo interesse em confraternizar com alguns dos moços mais disputados da região.

Enquanto isso, fora dos holofotes da mídia, há uma doença fatal aterrorizando aqueles que tem esse conhecimento e que tentam o impossível para conseguir uma cura. Quando esse vírus ataca uma pessoa, não importa os cuidados e tentativas para mudar o futuro, ela morre. Mas o que é mais estranho é que depois volta a vida, não completamente, mas consegue andar novamente... e comer.

Em uma noite, Nora acaba sendo atacada por um bando desses seres mas por sorte do destino - sorte? - ela é salva por outro grupo desses mesmos seres que a levam para um lugar seguro. A partir daí ela toma conhecimento sobre tudo e percebe o quanto é importante para a resolução de todos esses problemas. Nesse grupo temos Bram é um morto-vivo mas está muito mais conservado que seus companheiros e é ele quem a ajuda a entender tudo o que está acontecendo a sua volta e que conquista sua confiança.

Lia Habel conseguiu inserir muito conteúdo numa história em que o leitor consegue compreender todos os pormenores e acreditar que aquilo realmente poderia estar acontecendo. Suas descrições dos personagens e os capítulos divididos entre eles nos faz ter uma conexão com os pensamentos e sentimentos de cada um. É difícil não ficar pensando no que irá acontecer a partir do segundo livro, já que o final foi bombástico.

Dearly Departed é o primeiro livro de uma série e o segundo já foi lançado no Brasil pela editora iD e chama-se Dearly Beloved!

site: http://girlfreakbooks.blogspot.com.br/
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S. Entre Amigas 14/10/2013

Zumbis no melhor estilo Steampunk
Após perder o pai para uma terrível doença, Nora passa a morar com uma tia interesseira, eu um conjunto residencial subterrâneo. Ela estuda em uma escola para damas e convive todos os dias na mesmice ao lado de sua melhor amiga, Pamela. Mas então Bram cruza seu caminho, ele está disposto a tudo para sequestrá-la e tirá-la dessa monotonia.

Nora e Bram vivem vidas completamente diferentes. Não é pelo fato dela ser um membro da sociedade neovitoriana e ele um reles soldado punk. Bram está morto. Ele é um zumbi, afetado pelo vírus capaz de matar e trazer novamente à vida. Mas ele não é um zumbi mal. Diferentemente dos cinzas, que não hesitam em matar pessoas, Bram não se alimenta de carne humana. O dever dele é proteger Nora, e junto de seus amigos do exército encontrar uma cura para a doença que transforma as pessoas em zumbis.

A capa do livro me conquistou instantaneamente. A modelo com uma roupa neovitoriana e com a sombrinha me fez pensar que era um romance de época, mas depois que li a sinopse – e o termo zumbis apareceu – fiquei muito curioso.

DEARLY, DEPARTED foi o primeiro livro steampunk que li. Não sabia muito bem do que se tratava o tema. A combinação de era vitoriana com zumbis em uma distopia era algo que nunca pensei em ler. A autora conseguiu ousar e ir além, criando uma história engenhosa e agradável, não se perdendo em descrições cansativas e fugindo dos estereótipos.

O livro é narrado em primeira pessoa, por cinco narradores diferentes. Gostei desse formato, mas confesso que só gostava de três narradores. As partes em que Nora e Pamela narravam eram minhas favoritas, pois tinham muito mais detalhes de diferentes parâmetros. As cenas de Bram também eram legais, pois era possível ver a história através da perspectiva de alguém que sabia o que realmente acontecia ao redor. Além disso, a forma como Lia passava de um cenário para o outro, sem se deixar perder foi impecável.

Se você é do tipo que não gosta ou tem medo de zumbis, não se preocupe. Aqui as criaturas não são tão selvagens. Existem dois tipos de zumbis: os que perdem totalmente seus sentidos e razão, e saem por aí devorando pessoas e os zumbis que parecem normais, estando com seus cérebros em perfeito estado, embora não se possa dizer o mesmo de algumas partes de seu corpo. E sim, um zumbi que se apaixona, mas nada surreal ou forçado.

A protagonista é corajosa e determinada. Mesmo sendo uma “dama”, ela não tem os mesmos costumes das outras meninas. Ela sabe usar uma arma e não fica apenas gritando e esperando alguém vir salvá-la. Nora sabe o que fazer nas situações de perigo. As 60 páginas iniciais do livro são um pouco arrastadas e confusas. Entretanto, a partir do momento em que você engata a leitura não consegue deixar de ler.

DARLY, DEPARTED é o primeiro volume da série “GONE WITH THE RESPIRATION” e foi um incrível começo. Repleto de ação, com personagens cativantes e uma distopia bem montada, o livro conquistou um lugar entre os meus favoritos. Estou surtando, esperando o lançamento da continuação, DEARLY, BELOVED, que a editora ID pretende lançar em junho deste ano.

Só tenho duas reclamações a fazer. A primeira: o preço exorbitante. Eu paguei R$42,90 por esse livro na Saraiva física, o que achei um absurdo, devido à segunda reclamação: a revisão. Caramba, o livro foi muito mal revisado. Palavras foram inventadas, letras foram trocadas, verbos conjugados errados, nomes de personagens errados... Enfim, foi trágico.
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Ana Carolina J. 27/09/2013

Dearly, Departed : O Amor Nunca Morre
Ficamos sabendo pela sinopse que a historia desse livro de passa em 2187 e que uma violena guerra entre vitorianos e punks esta acontecendo. Percebemos no livro que até a pagina 66 a autora se dedica a explicação dos fatos pela narrativa de Nora. Nora, menina de 17 anos que com a morte do pai estava a um ano de luto, se apresenta como uma garota decidida que odeia cavalheirismo. Para ela, a ideia de casamento combinado entre famílias é ridículo. Ela era uma menina "diferente", gostava de assistir programas de televisão com reportagens sobre tudo que estava acontecendo. Exatamente na página 66 Nora conhece os tais zumbis que ela nunca tinha visto na vida. "Eram homens. Quer dizer, pareciam homens, pareciam humanos, mas, como alguém que já morreu há meses, há anos, estavam em estágios diversos de decomposição - a carne pendia solta dos membros, havia ossos expostos em algumas partes, outros tinham pedaços dos corpos faltando." (Nora, pag. 66) A partir dai a verdadeira história começa e ela conhece Bram. Bram é um punk de 16 anos que está morto. Verdadeiro mocinho. Cavalheiro, honesto, gentil, mas o único detalhe é que ele está morto. Depois que Nora conhece Bram ela acaba descobrindo muitas verdades, se acostumar com zumbis a sua volta foi muito difícil, mas depois que se juntam eles acabam tendo que enfrentar muitas coisas e no caminho disso, se apaixonam.
Enfim, quando comecei a ler o livro meses atras, odiei. Sim, as primeiras 66 páginas são apenas explicações e sofrimentos de Nora. Acabei abandonando. Mas como eu paguei caro nesse livro voltei a ler e me apaixonei. O livro me prendeu e acabei lendo ele em menos de dois dias. Encontramos nessa historia ação, aventura, comédia, romance e muito mais. Nora e Bram não são um casal normalzinho e sim apaixonante. Ela não é submissa a ele e ele deixa ela tomar as próprias decisões sem tentar protege-la. A narrativa é feita em primeira pessoa e temos cinco narradores, Nora, Bram, Pamela ( melhor amiga de Nora ), Wolfe ( chefe do lugar onde Bram e Nora estão ) e outro personagem que se eu contar é spoiler. Eu, realmente, não entendo porque a autora fez capítulos com o Wolfe narrando. Ele é idiota ao extremo e as partes dele são MUITO chatas. No meio da história eu também estava em dúvida nas partes da Pamela, mas depois vemos que precisamos da visão de alguém que não está junto com Nora e Bram. Esse livro não é um livro fácil, não encontramos partes que não acontece nada. Narrativa forte que prende o leitor. Muito bom, merece quatro corações.
Apesar de ter encontrados muitos erros de português o livro é lindo. As margens são perfeitas. A fonte do nome do narrador no inicio do paragrafo é linda e a capa é maravilhosa. Na capa podemos ver Nora na sua época de luto. Não deixem de ler.

site: http://nuvensresenhadas.blogspot.com.br/
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Cris Paiva 19/09/2013

Gente morta também é gente!
A pergunta que não quer calar no caso desse livro é: “Tem como gostar de livros de Zumbis?”. A resposta é: “TEM!”
Mas como assim? Tudo bem que a gente é acostumada a ler livros de vampiros, lobisomens, demônios e outras coisas esquisitas, mas zumbis é muito ééééca!! Credo, que coisa mais nojenta!!
Bom, eu já havia perdido o meu preconceito com o gênero quando li Sangue Quente (http://www.skoob.com.br/livro/164336) que nada mais é que uma historia fofinha sobre um zumbi adolescente que se apaixona por uma adolescente viva em um cenário pós-apocalíptico. Esse livro me fez gostar do estilo, que apesar de ser meio (totalmente) estranho é bem interessante.

Vamos a história e você vai entender o que eu estou dizendo.
Nora vive em um mundo que passou por muitas transformações. A civilização do jeito que conhecemos não existe mais. Os polos mudaram, as geleiras riscaram a Europa do mapa, os EUA foram arrasados por terremotos e vulcões e aqueles que sobraram migraram e foram parar na África e aqui pela América do Sul, que é onde se passa a historia, e pelo que eu entendi a historia se passa lá por onde era a Bolivia.

Hoje em dia a sociedade é menos mecanizada e os habitantes deste mundo novo são conhecidos como neovitorianos, pois recriaram a civilização dos idos de 1800 e vivem com os costumes da época, porém com celulares, tablets e uma espécie de internet. O oposto dos neovitorianos são os punks, um bando de rebeldes que é contra a mecanização excessiva e vive atacando as cidades grandes.

Até a pagina 66 o livro se dedica a essas explicações e apresenta os personagens principais; Nora, uma mocinha neovitoriana e Bram, um punk em estado de decomposição. Essa é a página de virada no livro. Até lá estava tudo muito arrumadinho, com bastante blábláblá bem chatinho sobre o novo mundo os costumes e etc. É bem nessa parte que os zumbis invadem história e tentam sequestar a mocinha. Eles já chegam balançando o esqueleto e fazem a história pegar fogo. O porque do sequesto de Nora você vai entender durante a historia, junto com explicação da origem da doença, e da importância da personagem no desenrolar da historia. Não vou contar senão estraga a surpresa.

Eram homens. Quer dizer, pareciam homens, pareciam humanos, mas, como alguém que já morreu há meses, há anos, estavam em estágios diversos de decomposição - a carne pendia solta dos membros, havia ossos expostos em algumas partes, outros tinham pedaços dos corpos faltando. (pag. 66)

A mocinha, que apesar de usar saia comprida, sabe como manejar uma arma resolve se virar sozinha e sai atirando nos zumbis malvados, mas é salva por nosso herói o zumbi bonzinho, Bram!

Bram e Nora se unem para tentar salvar o pai dela e vão se apaixonando no processo. Mas como uma garota viva pode se apaixonar por um rapaz morto? Bram sabe muito bem que essa situação não pode continuar, mas como mandar em seu coração, mesmo que ele não bata mais?

A historia é contada a partir do ponto de vista dos personagens principais: Nora, Bram, Victor e Pamela. O que eu achei ótimo, pois essa alternância mostra, sem deixar o livro cansativo, o que esta acontecendo na Base Zumbi (Nora e Bram), nos rebeldes (Victor) e na cidade (Pâmela) que é onde esta acontecendo o ataque dos mortos doidões. Alias, essa parte do ataque é nervosa e deu até um nojinho! Eca!!!

A briga dos zumbis ocupa o livro do meio pro final, e ainda deixa espaço para o próximo livro, que acredito, seja onde as coisas vão se resolver, pelo menos eu espero, pois adorei o romance bonitinho do Bram e da Nora.

Meu conselho é: deixe seus preconceitos pra lá, leia o livro, divirta-se e junte-se a mim na luta pelos direitos humanos das pessoas mortas! ZUMBI TAMBÉM É GENTE!! Gente morta, mas é! heheheheh


Resenha no Blog:

site: http://www.romancesinpink.com.br/2013/09/dearly-departed-o-amor-nunca-morre-lia.html
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Carolina Durães 07/09/2013

"Dearly, Departed" é o primeiro livro da série "Gone With The Respiration" e traz Nora como uma das protagonistas. O livro começa contando a história de Bram Griswold tem início em 04 de julho de 2193 no Brasil. Bram também pode ser considerado protagonista, já que vários capítulos do livro são narrados por ele. Além desses dois, ainda há capítulos narrados por Wolfe e Pamela e outros personagens.

"Os monstros. Loucos, animalescos, descoloridos, arrebentados e desfigurados por arremessarem contra suas vítimas como uma pessoa aprisionada abaixo da superfície de um lago congelado, depois de bater contra o gelo na busca desesperada por ar... só dentes e famintos". (p. 10)

Dois anos se passam após o prólogo de Bram e estamos em 2195, situados em uma sociedade dividida em classes sociais, com modelos de comportamento antigo. Nora é uma jovem de dezesseis anos que é órfã e sua tia Gene é a responsável por ela. Gene aparenta ser uma mulher fútil, preocupada com status e em arranjar um bom partido. Ambas vivem nos Campos Elíseos. Apesar de ter passado o tempo mínimo de luto, Nora ainda sofre com a perda de seu pai, um cientista brilhante considerado um herói da nação. Seu único consolo é a sua melhor amiga Pamela, que age de forma protetora com ela. São irmãs de coração.

"Na verdade, quando nossas mães nos apresentaram, meu cumprimento foi puxar uma mão cheia daqueles cachos para ver se eram de verdade. Ela respondeu me dando um soco no nariz. Foi amor à primeira vista". (p. 140)

Pamela é uma jovem com atitudes mais submissas, por ser de uma classe social diferente de Nora. No início do livro chega a ser um pouco chata, mas conforme a ação vai se desenrolando, ela vai ganhando destaque.
A sociedade neovitoriana ainda sofre com os "rebeldes", que discordam totalmente da forma de governo:

"O movimento punk rejeitava a nova aristocracia que lentamente emergia da estrita ordem social. Para eles, nenhum título elevava um homem acima do outro. Apesar do crescimento, desejavam que o poder político permanecesse nas pequenas cidades e nas vilas do campo - nas mãos do "povo", como eles o viam. Rejeitavam o uso cada vez mais extensivo dos computadores, argumentando que a dependência em relação às "máquinas pensantes" faria com que a nação se tornasse intelectualmente fraca". (p. 28)

A existência de "Zumbis" não é de conhecimento da população em geral. por que criar pânico desnecessário? Conhecida como a Síndrome de Lázaro, os "Zumbis" dividem-se em dois: os "cinzas" que só querem saber de canibalismo e os "não-vivos" que não tem interesse em carne humana.
Em meio a todo o cenário descrito acima temos uma trama muito bem desenvolvida, repleta de ação, intrigas e traições, mas também com momentos fofos e até mesmo Geek.
O livro ainda conta com muitos outros personagens e vários deles são cativantes, engraçados e incríveis. O leitor irá torcer para que a autora desenvolva as suas tramas em paralelo com a trama central nos próximos livros.
Em relação à revisão, diagramação e layout a editora realizou um excelente trabalho. A capa é belíssima e chama a atenção.

site: http://www.mixliterario.com/
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Sabrina 02/09/2013

Simplesmente Sensacional: no topo dos meus favoritos!
Nora é uma adolescente de 16 anos que tenta levar a vida após a morte de seu pai, doutor Victor Dearly. Nora estuda em uma escola para garotas com sua melhor amiga, Pâmela Roe, mas ao fim de cada ano letivo, retorna para casa e para a companhia de sua insuportável tia Gene, uma viúva fútil que pensa apenas em alcançar o status mais alto da sociedade, nem que para isso precise sacrificar Nora e arranjar-lhe um bom casamento.

Apesar da educação que recebe para tornar-se uma dama de primeira classe, Nora sempre fora diferente das outras garotas. Sempre gostou de saber sobre as grandes batalhas e histórias de guerra e interessava-se pelo movimento Punk (os que rejeitavam a aristocracia na qual o novo mundo vivia). Gostava de ter voz, não de ser ignorada pelos rapazes e ter que ficar apenas entre as senhoritas de sua idade falando sobre joias ou da última moda. Sua vida pacata ia bem, até o dia em que um sujeito misterioso tenta raptá-la.

E então seu mundo vira de pernas para o ar.

No ano de 2195, Lia Habel nos traz de volta a era vitoriana. Após a devastação de inúmeros países por desastres naturais, guerras e a explosão do supervulcão do parque de Yellowstone, o planeta virou uma grande bola de gelo e, o que sobrou da humanidade, foi obrigado a migrar de forma massiva para as Américas Central e do Sul. Os sobreviventes mais fortes reuniram-se em tribos, formando uma mescla de remanescentes de todas as nacionalidades tornando-se responsáveis pela reorganização dos territórios. Foi então que o vitorianismo foi eleito o melhor exemplo de civilidade.

A era de gelo me cobriu de branco. A lava do Yellowstone chegou até meus joelhos, deixei chover sobre meu rosto as cinzas iridescentes que bloqueariam a luz do sol. As flechas que descreviam o movimento da humanidade em direção ao Equador me atravessavam. Nunca havia experimentado algo assim. Era incrível. Pág. 65 – Nora assistindo uma holografia.

Mesmo num futuro distante e havendo toda a tecnologia que se possa imaginar, a série foi enquadrada dentro do gênero steampunk (que tem tecnologia demais para seu tempo) por ter adotado o neovitorianismo (onde viam-se carruagens, damas usando vestidos longos e sombrinhas... como em Drácula e Moulin Rouge) e acredito que toda a magia da história deve-se a isso. Uma vez que as mocinhas não contentam-se em ser frágeis damas e arregaçam as magas para lutar por suas vidas e por quem amam.

Dearly, Departed narra, de forma brilhante, uma nova perspectiva acerca dos zumbis. Embora Nora Dearly seja cotada como a protagonista, outras personagens foram tão bem caracterizadas e construídas, que poderia ser qualquer uma delas. Apesar de “secundárias” por assim dizer, cada uma narra a partir do seu ponto de vista e temos então uma visão panorâmica de toda a trama. Hora você é Nora, hora sua melhor amiga Pâmela, hora um zumbi chamado Bram, hora um doutor conceituadíssimo chamado Victor, ou por fim, um casca grossa do exército chamado Wolfe.

Os zumbis entram em cena após a propagação de uma proteína que sofreu mutação, a Príon Zr-068, que se replica de forma rápida e fatal no organismo humano. Chamada de Síndrome de Lázaro (aquele a quem Jesus ressuscitou) esta doença é semelhante a da vaca louca, que danifica, especialmente, o cérebro. E, após reanimar e controlar o corpo dos mortos, busca um novo hospedeiro. Vide Resident Evil e a experiência da Umbrella Corporations. Porém, diferente do mega sucesso RE, Lia desenvolveu dois diferentes tipos de zumbis: os Cinzas, zumbis descontrolados ávidos por entranhas de qualquer coisa que tenha sangue quente, e os Não-Vivos, zumbis que não tiveram seu tecido cerebral gravemente danificado e são capazes de nutrir inteligência e raciocínio - apesar de terem um curto tempo de “vida” após a morte -, controlando o desejo por carne.

O corpo se reanima em qualquer momento entre um segundo e seis minutos depois da morte. Quanto mais rápido isso acontecer, mais saudável você será. O cérebro não perece até que o coração e os pulmões parem... é a falta de oxigênio que o mata. Pág. 173

Esse conjunto de informações citados acima (e muitos outros não citados - ou escreveria um livro ao invés de uma resenha), formam um livro sensacional repleto de nerdices (história, ciência, tecnologia), ação, suspense e, claro, romance. Um romance puro e inocente que você acompanha desde o nascimento e torce a cada página por ele. É impossível não se envolver.

Ele beijou meu pulso, no lugar em que o botão deixava uma abertura e depois deixou minha mão cair. Naquele instante achei-o total e absolutamente atraente – a maneira sincera como me beijou, e seu jeito elegante de ocupar o espaço. Ele era tudo isso, quando, em sua condição, não deveria ser. Pág. 322

- Você é a garota certa! – rugiu de repente. (...) Você é a garota certa, por dez mil razões! Nunca senti nada assim antes... (...) Mas Wolfe está certo. Eu não sou o cara para você. Sei que nunca poderei ser... Nunca poderei ser o que você precisa. (...) Mas tenho vivido os melhores momentos da minha vida, fingindo que podia ser seu. Obrigado por me permitir isso. Págs. 324/325

Apesar dos vários pontos de vistas, a narrativa não é, em nenhum momento, cansativa ou perde o ritmo. Ao contrário, é de uma fluidez impressionante e você não quer largar até terminar. Fui capaz de construir cada cena e cheguei a sentir o coração acelerar enquanto lia sobre os mocinhos correndo do mar de monstros, subindo e descendo escadas, escalando telhados... E me derreter com as palavras apaixonadas de Bram. Além de sentir um ódio mortal por certas personagens peçonhentas que não posso citar, senão estarei entregando o ouro a vocês.

Dearly, Departed é de tirar o chapéu e indicar a todos que AMAM sobrenatural. E zumbis. Claro. É, até agora, meu melhor livro lido em 2013, embora não tenha lido tantos quanto gostaria.

xoxo
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Adri 04/08/2013

Dearly, Departed - Lia Habel
Esse foi o último livro que eu li em 2012. Sempre tive vontade de lê-lo pela capa perfeita, mas ele acabava sendo deixado de lado por ser um livro de zumbis. Não sei o que me fez decidir ler ele do nada, mas fiquei feliz por ter lido, eu adorei.

Demorei para me situar, para entender o cenário em que a história se passa, já que não sabia muita coisa sobre o livro além de que era sobre zumbis. Porque bem, ao ler sobre a Nora e a melhor amiga Pâmela deixando a Escola para Moças com seus vestidos longos esperando a carruagem, o que você imagina? Um livro de época, não é? Mas aí quando você ouve sobre os livros totalmente digitais, sobre os hologramas que são criados para disfarçar a realidade, você percebe que não pode ser um livro de época. E é só depois que tudo é explicado.

O mundo como conhecemos hoje ruiu e os sobreviventes se juntaram e formaram uma nova civilização inspirada na era vitoriana. Eles desenvolveram novas tecnologias a partir das energias limpas e agora tentam viver destruindo o mínimo possível do que sobrou do mundo.

Mas o mundo não é tão perfeito quanto parece. Existem os punks, um grupo de pessoas que não aceitaram esse novo estilo de vida, e que vivem fora dos limites da cidade. Não se sabe muito como eles vivem, mas não é da forma confortável e bonita que os moradores da cidade. Eles organizam revoltas, lutam contra os soldados, tentando conquistar um espaço para eles. Mas isso nunca foi um problema, já que o Exército sempre deu conta deles e nunca os deixou entrar nos limites da cidade.

A história começa quando Nora é atacada em casa por um grupo que, a princípio, parecia ser de punks. Ela luta bastante, mas eles estão em maioria, e ela acaba sendo levada com eles. Não vamos esquecer que Nora definitivamente não morava nos limites da cidade.

E é aí que vem a grande surpresa. Ela conhece seu sequestrador, e ele está morto. Mas ao mesmo tempo ele parece um adolescente comum, como isso é possível? Nora não quer acreditar de jeito nenhum na ideia de zumbis existirem. Mas Bram é a prova concreta disso. Não só Bram, como grande parte das outras pessoas que estão junto com ela naquele lugar.

Trancada dentro de um quarto em um lugar cheio de zumbis, Nora não está nem um pouco tranquila. E não importa quantas vezes Bram diga a ela que lá ela está segura, que ela pode sair do quarto que eles não vão fazer nada com ela, ela não acredita. E muito menos acredita na ideia de que o governo tenha escondido isso de todos por tanto tempo.

Bom, não dá para falar muito, mas o livro trata de muita coisa. A guerra que existe entre os punks e os habitantes das cidades, o vírus que afetou tantas pessoas que agora se tornaram zumbis, a diferença entre os zumbis bons e os maus, a busca pela vacina, a diferença entre o nosso mundo e o mundo deles, a amizade, a confiança, o amor...

Enfim, o livro é bem intenso, e você precisa prestar muita atenção senão você se perde. A única coisa que eu não gostei muito foi a troca de narradores em cada capítulo. Por um lado é bom, porque conhecemos melhor os personagens e a história em si. Mas, por outro lado, fica super confuso (pelo menos eu achei), você está lendo uma coisa e, de repente, aparece uma coisa completamente diferente. Mas, tirando isso, eu gostei bastante da história, e olha que eu não costumo gostar de livros de zumbis.

site: http://stolenights.blogspot.com.br/2013/01/resenha-dearly-departed-lia-habel.html
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