Dearly, Departed: O Amor Nunca Morre

Dearly, Departed: O Amor Nunca Morre Lia Habel




Resenhas - Dearly, Departed


28 encontrados | exibindo 1 a 15
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Desi Gusson 10/09/2012

Faroeste Futurista de Zumbis Distópicos Steampunk!
Só me toquei mesmo que Dearly, Departed é um distópico quando estava pra começar a resenha. Apesar da falsa utopia da sociedade neovitoriana o clima não é o mesmo das outras conhecidas distopias. Esse livro também é steampunk, mas dá tão pouco destaque às características engenhocas desse grupo-gênero-tipo que só lembrei quando reli a contracapa.

Dearly, Departed parece mesmo é um faroeste com zumbis, muitos zumbis.
E a melhor parte do livro não é o conflito punks vs neovitorianos, ou a medicina pró não-vivos, nem a vida militar pouco convencional da Base Z.

Estou falando do lamour!

Ah, o amor

Fiquei completamente apaixonada pela redoma criada por Bram e Nora para eles mesmos no meio de todas as esquisitices daquele mundo de 2187! Quem diria, heim? Logo eu, que a pouco menos de um ano atrás, estava aqui mesmo dizendo o quanto os mortos-vivos são horripilantes e desprezíveis e que deveríamos passar a fogo qualquer um que avistássemos. Logo eu, torcendo pelo romance de uma garota com um cara podre!

O mundo dá suas voltas.

Ok, podre foi figura de linguagem. Como diria o próprio Dra. Chase:

-A cibernética proporciona uma melhor qualidade de vida pós-morte. Pág. 172

Ma che?!

Certo, explico: a ciência moderna, liderada pelo famoso Dr. Dearly, pode manter os corpos dos tais não-vivos quase que em perfeito estado. Contanto que eles não abusem e saiam por ai desgastando as juntas à toa, podem ter uma vida quase que normal, considerando as circunstâncias.

Claro, existem os zumbis tradicionais, do tipo que geme e te quer pro almoço, mas quem (que não esteja com o braço sendo mastigado por um desses) liga?!! Tem caras mortos, usando válvulas e bombas para manter o corpo reanimado funcionando! E eles são hilários!!

Lia Habel mostrou em Dearly que tem uma habilidade que faria muitos autores consagrados darem seus primogênitos às fadas por algo parecido. Diálogos ÓTIMOS, do tipo que você pode escutar os personagens falando! Pode até parecer meio bobo, mas deixa a estória muito mais empolgante e real!

Como nem tudo são flores, infelizmente a tradução/revisão foi uma verdadeira decepção! Não acho justo pagarmos caro por livros com traduções que nos lembram aquele programa online ou revisões desleixadas. Se o livro não tivesse todos os erros que encontrei a leitura teria sido bem mais proveitosa!

De qualquer forma, ainda estou tentando me acostumar à parte em que me apaixonei pelo mocinho quase-podre!

Usei um pouco da minha voz de zumbi apavorante, com um ligeiro toque de morte-bate-à-porta. Foi o suficiente para que ele me levasse a sério. Pág. 104

E depois dizem que sutileza é tudo! Gosto da natureza eficiente de Bram, que pode ser fruto da vida militar, mas que o ajuda a ser um bom líder e até lidar com Nora quando está sendo chata de propósito (ela consegue ser muito chata quando quer). A garota pode ser bastante impetuosa, mas é uma boa pessoa, e se esforça do seu jeito para conquistar o Bram.

Mas não se preocupe, pessoa-que-não-está-nem-ai-pro-romance, essa foi só a parte eu mais gostei. Dearly, Departed tem muita ação, aventura e várias situações tensas. Estou contando os dias para 25 de Setembro, quando Dearly, Beloved será lançado lá fora e poderemos saber o que vai acontecer depois do bem, do que aconteceu no final!


BTW, uma trilha sonora? Flogging Molly - Devil's Dance Floor !
Posso sugerir outra? Dropkick Murphys Johnny, I Hardly Knew Ya

Para essa e outras resenhas na íntegra, acesse:
www.desigusson.com
Yasmayfair 28/09/2012minha estante
Flogging Molly e Dropkick Murphys são fodas! The Rumjacks também é celtic punk, muito boa, aposto que combina com o livro. E depois da sua resenha fiquei muito animada em ler *O*




Camille 15/09/2012

http://revistainnovative.com/dearly-departed
Começo a resenha dando um aviso: se você gosta de história de zumbis, mas não se conforma com possíveis adaptações para que se torne viável um livro romântico no qual uma das pessoas do casal (ou ambas) sejam zumbis, esse livro certamente não é para você. Dito isso, posso falar sobre romance que me conquistou primeiramente pela capa, depois pela sinopse e, finalmente, pela história.

Nora Dearly tem apenas dezesseis anos apesar de já ter vivido muito. Não foi fácil perder a mãe aos nove e muito menos estar ao lado do pai enquanto ele morria de uma doença cujas informações eram extremamente limitadas. Um ano e um dia após a morte dele, ela tem 'permissão da sociedade' para não usar mais preto e suas preocupações agora devem ser com o debut, quando será apresentada à sociedade. Todavia, mesmo após o que sua tia considera muito tempo, ela não superou a morte dele: não quer deixar de usar preto, não deixou de chorar pela saudade.

Pamela, sua melhor amiga, está preocupada com ela. E talvez Pam pudesse suspirar um pouco de alívio se uma situação não fizesse com que Nora desaparecesse do mapa – pelo menos para toda sociedade com a qual vivia. Agora ela encontra Bram, que além de punk (e fofo, amável, somado a todos os elogios possíveis) está… morto. Nora se depara com uma realidade que sequer imaginou existir e, pior, uma realidade tão assustadora que desafia sua sanidade e seu conceito de normalidade.

Lia Habel tem uma escrita simplesmente incrível, que me fez ler o livro em apenas dois dias e colocá-lo imediatamente na lista dos favoritos. Ela conseguiu criar um livro que junta thriller – já que nem todos os zumbis são romanceados, claro -, comédia e romance em doses perfeitas e sem exagero. Nora é, em si mesma, uma personagem contraditória: baixinha, voz e rosto infantis que criariam a perfeita personagem inocente e que precisa de proteção, o que ela definitivamente não é e nem precisa. Não é meloso, nem chato.

O que Lia faz com Nora, como personagem, é praticamente o que ela faz com todas as outras do livro. Bram é outro exemplo. Ele poderia ser perfeito, mas é um zumbi, então não pode ser exatamente lindo, além de mancar. Fora que o cenário de anos a frente que o nosso aliado à uma realidade de séculos atrás cria uma nova cidade totalmente inovadora em muitos aspectos.

Com toda sinceridade, o livro me deixou de boca aberta e batendo palmas para a autora. Inovador, original, romântico, engraçado / irônico e, do ponto de vista de escrita literário, com uma escrita excelente. Claro que fui imediatamente perguntar à autora algumas informações e ela afirmou que pensa em escrever cinco livros, no total – o segundo, Dearly, Beloved está sendo lançado hoje nos Estados Unidos. Quanto a um final feliz para o romance, ela não falou muito, deixou apenas claro que "infelizmente zumbis não são imortais, o que não significa que não possam viver vidas extraordinárias".
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Paula 23/12/2012

Oh zumbis! Amáveis e odiáveis zumbis!
Bom, pra começar devo ressaltar que tenho um caso de ódio com zumbis. Não ódio, mas algo semelhante.
Nada contra, só que é meio estranho imaginar um romance com zumbis. Por serem seres decompostos, mortos e tudo mais. Ok, não sei exatamente o meu sentimento sobre eles, a não ser certa repugnância. Mas Dearly me mudou, ou assim gosto de pensar. De algo grotesco passou a ser amável. Isso mesmo! rs

Nora e Bram! Quão amáveis podem ser, dentro todas as barreiras e preceitos que os cercam?
Um livro sensacional!!!!
Dentro de um mundo morto, onde ainda há guerra e um vírus que é capaz de matar e trazer as pessoas de volta a vida, ainda existe o amor. Oh amor!

Gente, me derreti com esse livro! Ele não é essa coisa melosa, que acho que estou passando, rs. Ele envolve muito mais. Ação, suspense e aquele aflição medonha do que acontecera a seguir. É tudo que um leitor pode desejar.

O livro quebrou minhas barreiras! E os cinzas que vão para o inferno, com seu estereotipo de zumbi padrão. Bram é tudo que um zumbi padrão não poderia ser. E mesmo morto, ele tem seu charme.

Capitão Bram Griswold, está morto, mas vivo. Acho que já deixei isso claro, rsrs.

Não sei mais o que dizer sobre o livro. Ele é demais, incrível, arrebatador e todos os adjetivos esmagadores para por ele num pedestal. Esse foi o tanto que a estória me pegou.


Super, super recomendo!
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Psychobooks 15/10/2012

Dearly, Departed tem uma premissa ótima, misturando vários gêneros de forma harmoniosa: Distopia + Steampunk + Jovem-adulto+ Zumbis.

Nora tem 17 anos, é órfã de pai e mãe e vive num mundo pós-apocalíptico, assolado pelas intempéries do tempo e por uma guerra entre os humanos sobreviventes. Há duas frontes: os neovitorianos e os punks. A guerra já se estende há anos e nesse embate existe um segredo guardado a sete chaves pelos dois lados: os zumbis.

Nora é uma neovitoriana, ou seja, os costumes, bem como as roupas, são emprestados da época vitoriana. Ela vive numa realidade onde sua obrigação é estudar o que lhe incutem e fazer um bom casamento mais à frente. Claro que nossa protagonista não concorda com esse modo de vida, por ter sido criada por seu pai de igual para igual. A partir dessa visão de Nora, todo o enredo é entrelaçado.

A autora escolheu usar a narrativa em primeira pessoa, que acompanha 5 personagens: Nora Dearly, a protagonista principal; Pâmela Roe, a melhor amiga da Nora; Bram Griswold, o capitão de um exército zumbi; Capitão Wolfe, seu capitão; e um personagem surpresa, que não revelarei na resenha.

Essa fórmula de narrativa em primeira pessoa por vários prismas funciona muito bem e não deixa o texto amarrado. Claro que os personagens principais - Nora e Bram - têm mais espaço no enredo e são o principal foco da trama, mas o desenvolvimento dos outros três também é bem rico e em nenhum momento me vi acompanhando uma visão e querendo correr com a leitura para ir para a outra. Todos os personagens são bem-construídos e bem-caracterizados e todas as histórias que correm em paralelo são interessantes.

O início do texto é voltado à apresentação da distopia, são exatas 65 páginas para essa primeira parte. Essa é a hora que a autora nos convence ou não a continuar a leitura e posso garantir que Lia fez tudo como manda o figurino. O prólogo pela visão de Bram dá o tom de suspense necessário para chegarmos à ação do livro e a narrativa pelos olhos de Nora é tão gostosa, que esse primeiro encontro com o novo mundo e suas peculiaridades correm de forma natural e desenvolta.

O romance, como vocês viram na sinopse, é entre uma humana e um zumbi. Os dois têm ótima criação e Bram é um verdadeiro cavalheiro, então a dinâmica dos personagens é rica e gostosa de acompanhar. Com relação à condição de Bram - vamos combinar que um Zumbi não é o ser mais sensual do mundo sobrenatural -, Lia Habel soube conduzir bem suas verdades em relação à mitologia dos seres e construiu bem o romance e seu crescimento. Não há em momento algum dúvidas sobre até onde os dois protagonistas podem ir com seu enlace, Lia deixa todos os detalhes da condição de Bram às claras.

Os personagens coadjuvantes dão o toque especial a toda a trama, são o suporte do enredo e são muito bem-caracterizados, nunca fugindo de suas características. O exército zumbi é o mais interessante e a dinâmica dos personagens é superengraçada, não deixando de lado o romance e a tensão.

No geral, o livro é um ótimo entretenimento. É um livro longo, são 480 páginas, mas que passaram voando e quando dei por mim já tinha acabado a leitura. Super-recomendo a leitura mas tenho um à parte a fazer antes da conclusão da resenha.

Não há revisão do texto.

Há tantos erros, que não passei sequer DUAS FOLHAS sem encontrar algum, e olhem que não sou profissional da área, não estava focada nisso. Há erro de digitação, erro de concordância, erro ortográfico - encontrei inúmeros ce e ci com cedilha. Enfim, uma infinidade de erros crassos que travaram a leitura. Não adianta ter todo o cuidado com a diagramação e a arte gráfica se o texto está tão repleto de erros. Espero que a Editora iD tenha mais cuidado com a revisão na próxima edição.

Uma pena.

"Nora ficou de pé com um salto e recuou para junto de mim. À parte a situação, eu adorava, adora, quando ela fazia isso porque me sentia seu protetor. Como se eu, finalmente, prestasse para alguma coisa para ela."
Página 269

http://www.psychobooks.com.br/2012/10/resenha-dearly-departed.html
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Cris Paiva 19/09/2013

Gente morta também é gente!
A pergunta que não quer calar no caso desse livro é: “Tem como gostar de livros de Zumbis?”. A resposta é: “TEM!”
Mas como assim? Tudo bem que a gente é acostumada a ler livros de vampiros, lobisomens, demônios e outras coisas esquisitas, mas zumbis é muito ééééca!! Credo, que coisa mais nojenta!!
Bom, eu já havia perdido o meu preconceito com o gênero quando li Sangue Quente (http://www.skoob.com.br/livro/164336) que nada mais é que uma historia fofinha sobre um zumbi adolescente que se apaixona por uma adolescente viva em um cenário pós-apocalíptico. Esse livro me fez gostar do estilo, que apesar de ser meio (totalmente) estranho é bem interessante.

Vamos a história e você vai entender o que eu estou dizendo.
Nora vive em um mundo que passou por muitas transformações. A civilização do jeito que conhecemos não existe mais. Os polos mudaram, as geleiras riscaram a Europa do mapa, os EUA foram arrasados por terremotos e vulcões e aqueles que sobraram migraram e foram parar na África e aqui pela América do Sul, que é onde se passa a historia, e pelo que eu entendi a historia se passa lá por onde era a Bolivia.

Hoje em dia a sociedade é menos mecanizada e os habitantes deste mundo novo são conhecidos como neovitorianos, pois recriaram a civilização dos idos de 1800 e vivem com os costumes da época, porém com celulares, tablets e uma espécie de internet. O oposto dos neovitorianos são os punks, um bando de rebeldes que é contra a mecanização excessiva e vive atacando as cidades grandes.

Até a pagina 66 o livro se dedica a essas explicações e apresenta os personagens principais; Nora, uma mocinha neovitoriana e Bram, um punk em estado de decomposição. Essa é a página de virada no livro. Até lá estava tudo muito arrumadinho, com bastante blábláblá bem chatinho sobre o novo mundo os costumes e etc. É bem nessa parte que os zumbis invadem história e tentam sequestar a mocinha. Eles já chegam balançando o esqueleto e fazem a história pegar fogo. O porque do sequesto de Nora você vai entender durante a historia, junto com explicação da origem da doença, e da importância da personagem no desenrolar da historia. Não vou contar senão estraga a surpresa.

Eram homens. Quer dizer, pareciam homens, pareciam humanos, mas, como alguém que já morreu há meses, há anos, estavam em estágios diversos de decomposição - a carne pendia solta dos membros, havia ossos expostos em algumas partes, outros tinham pedaços dos corpos faltando. (pag. 66)

A mocinha, que apesar de usar saia comprida, sabe como manejar uma arma resolve se virar sozinha e sai atirando nos zumbis malvados, mas é salva por nosso herói o zumbi bonzinho, Bram!

Bram e Nora se unem para tentar salvar o pai dela e vão se apaixonando no processo. Mas como uma garota viva pode se apaixonar por um rapaz morto? Bram sabe muito bem que essa situação não pode continuar, mas como mandar em seu coração, mesmo que ele não bata mais?

A historia é contada a partir do ponto de vista dos personagens principais: Nora, Bram, Victor e Pamela. O que eu achei ótimo, pois essa alternância mostra, sem deixar o livro cansativo, o que esta acontecendo na Base Zumbi (Nora e Bram), nos rebeldes (Victor) e na cidade (Pâmela) que é onde esta acontecendo o ataque dos mortos doidões. Alias, essa parte do ataque é nervosa e deu até um nojinho! Eca!!!

A briga dos zumbis ocupa o livro do meio pro final, e ainda deixa espaço para o próximo livro, que acredito, seja onde as coisas vão se resolver, pelo menos eu espero, pois adorei o romance bonitinho do Bram e da Nora.

Meu conselho é: deixe seus preconceitos pra lá, leia o livro, divirta-se e junte-se a mim na luta pelos direitos humanos das pessoas mortas! ZUMBI TAMBÉM É GENTE!! Gente morta, mas é! heheheheh


Resenha no Blog:

site: http://www.romancesinpink.com.br/2013/09/dearly-departed-o-amor-nunca-morre-lia.html
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Marlei 20/02/2014

Resenha: "Dearly Departed - O amor nunca morre" (Lia Habel)
Por Sheila: Oi Pessoas! Como vão todos e tod@s? Tudo tranquilo? Mais uma resenha para a qual me senti incompetente para escrever um resumo decente ... então, vou "pegar emprestado" o resumo do skoob, e depois partir para meus singelos comentários.
Ela é Nora Dearly, uma garota neovitoriana de 17 anos que sofre com a morte dos pais e vive infeliz aos cuidados da tia interesseira. Ele é Bram Griswold, um jovem soldado punk, corajoso, lindo, nobre ... e morto! No ano de 2187, em meio a uma violenta guerra entre vitorianos e punks, surge um perigoso vírus, capaz de matar e trazer novamente à vida.
As pessoas tornam-se zumbis, mas nem todos são assassinos e devoradores de carne. Há os que lutam para que o vírus não se espalhe ...
Apenas Nora tem o poder de cura em suas mãos, ou melhor, em seu sangue. Ela não sabe disso e corre perigo. É papel de Bram protegê-la ...
A era Vitoriana foi escolhida pelo povo de 2187, que sobreviveu à guerras e acidentes nucleares, como o modelo de sociedade perfeita, onde o quase holocausto vivido no último ´seculo nunca se repetiria; seria uma volta à uma época de valores mais tradicionais, em que o respeito às figuras de autoridade, como pais e governo, era algo indiscutível.

Como os Estados Unidos foram devastados, as pessoas que sobreviveram tiveram que migrar mais para o sul, onde entraram em conflito com os chamados "punks", que consideram o modo de vida dos neovitorianos hipócrita e sem sentido, já que continuam existindo estratificações em sua sociedade pretensamente perfeita, onde a escala social que está mais abaixo só consegue ascensão por meio do casamento.

Nora esta em período de férias da escola, sozinha em casa com sua tia indiferente, quando é brutalmente arrancada de seus devaneios e tristeza pela invasão de um exército de mortos-vivos que, ao contrário do zumbi clássico, raciocinam muito bem para quem já esta morto.

A editora ID nos faz uma proposta: ler a página 66 para saber se nos IDentificamos com a estória... então bora lá, transcrevo a 66 para vocês.
Segurando a respiração, fiquei imóvel. Não me considerava covarde, e agora era o momento de provar isso a mim mesma. Decidi olhar, como na noite anterior. Nada então, nada agora. Provavelmente eram apenas meninos brincando no escuro.
Abri as cortinas.
Uma caveira me encarou com olhos escuros soltos nas órbitas, sem carne em volta.
E sorriu.
O punho da coisa entrou pela janela. Gritei e pulei para trás. O mundo pareceu explodir, com estilhaços de vidro voando e mais cadáveres saltando para dentro do estúdio.
É a única maneira de descrever o que via.
Eram homens. Quer dizer, pareciam homens, pareciam humanos, mas, como alguém que já morreu há meses, há anos, estavam em estágios diversos de decomposição - a carne pendia solta dos membros, havia ossos expostos em algumas partes, outros tinham pedaços dos corpos faltando. Alguns usavam uniformes cinza desbotados com insígneas. Desnecessário dizer que não fiquei ali para descobrir a identidade de cada um.
Disparei para fora do cômodo, batendo a porta atrás de mim. Sem a chave-mestra não poderia trancar a porta. Atrás dela, havia mais coisas entrando, gargalhando, falando.
De uma hora para outra, Nora se vê ao meio do segredo mais bem guardado do atual governo e - pior ainda! - do seu pai, com quem achava compartilhar tudo. Há zumbis. Alguns não comem pessoas, são zumbis "bonzinhos". Outros, demoram para reviver, e estão num estado tal de composição que é impossível que "acordem" como outras coisas que não máquinas de matar.

Se não bastasse tudo isso, Nora descobre ser imune ao vírus, e que o estudo de seu sangue pode criar uma vacina que evite a disseminação do contágio - e que talvez esteja se apaixonando por um zumbi, Bram, que por mais que tenha um aspecto exterior horripilante, mostra-se alguém com qualidades inigualáveis.

E aí, o que vocês acharam? Eu acabei colocando este livro à frente de outros "vou ler" que estavam na estante, e confesso que não me arrependi. A questão é: Lia Habel consegue pegar alguns tem,as aparentemente batidos - amores impossíveis, zumbis, mundos pós-apocalípticos - e criar uma trama tão rica e envolvente, que as páginas do livro praticamente se viram sozinhas.

Muitas perguntas ficam ao final deste livro, afinal é o primeiro de uma série - não consegui descobrir se de três ou de mais, alguém sabe? - mas que eu realmente espero sejam respondidas nos próximos volumes. Nunca gosto de avaliar uma série antes de lê-la em sua totalidade, mas uma coisa é certa: fiquei com muita vontade de continuar lendo.

Abraços e até a próxima.

site: http://www.dear-book.net/2014/02/resenha-dearly-departed-o-amor-nunca.html
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Sara Felippi 21/10/2012

LOUCO
Que mistura de idéias!!!
Que livro diferente e...louco!Que viagem!!!!
A autora conseguiu misturar futurismo,era vitoriana,zumbis e amor!Td ficou muito diferente.

A narrativa é legal,suave e eu me identifiquei muito com a personagem principal(Nora Dearly).O ponto principal que me fez permanecer lendo foi,sem dúvida alguma,a a forma da autora contar a história.A história em si,na minha opiniao,é muito misturada.No quinto capítulo do livro,perguntei a mim mesma '' Putz,mas que erva essa tal autora fumou???????''.Achei uma ''viagem'',mas a leitura me prendeu,fiquei curiosa e li até o fim.

No início do livro,identifiquei um certo sarcasmo,uma ironia,forca e atitude por parte da personagem principal.Isso deu um toque a mais(amo personagens que tem esse jeitinho cativante).Ao longo da leitura,a personagem não apresenta muitas mudanças.Ela não me surpreendeu no final do livro.

A história faz um mix de alta tecnologia do ano de 2187,mas com as características da era vitoriana,preservadando os costumes daquela época pelas pessoas que sobreviveram a uma terrível destruição em massa.Para os que conseguiram sobreviver,uniram-se para formar uma nova civilização com novas regras,governo e leis.Em poucas décadas,o povo abracou a era vitoriana como modelo de civilidade,ordem e prosperidade.Devido a isso,o movimento punk rejeitou a nova aristrocacia,atacando em protesto,pois discordava dos costumes,tecnologia e da forma como o poder foi distribuído.Antes e por algum tempo houve paz,mas o comércio havia florescido,a tecnologia havia se ampliado e estava barata.A cultura se expandiu.Nesse momento foi que surgiram os ''PUNKS''.

Outro item importante: cada capítulo tem um título(nome de um personagem) e aí,cada um deles narra parte da história.

Para quem curte um livro diferente ou para aqueles que adoram história de amor entre seres humanos e criaturas sobrenaturais ou fantasiosas,acredito,sim,que vá gostar.Eu achei um pouco estranho,mas gostei,vai.:)

Sem dúvida,a forma como a autora conduziu a história fez toda a diferença para mim.
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Jacqueline 25/10/2012

Publicado originalmente em www.mybooklit.blogspot.com.br
Após perder o pai, Nora Dearly - de 17 anos - passa a morar com sua tia interesseira, eu um complexo subterrâneo residencial. Ela estuda em uma escola de renome, ao lado da melhor amiga Pamela. Sua vida é uma sucessão de dias iguais, isso até o dia em que uma invasão acontece em sua cidade.
É quando seu caminho se cruza com o de Bram Griswold, um adolescente disposto a tudo para sequestrá-la.

Nora e Bram são completamente diferentes, e não é só pelo fato dela ser uma neovitoriana, e ele um soldado punk. Bram está morto. Ele é um zumbi, afetado pelo vírus capaz de matar, e trazer novamente à vida. Mas nem todos os zumbis são iguais. Existem os cinzas, que apodrecem rapidamente, e não hesitam em devorar alguns humanos.
O dever de Bram é proteger Nora, e buscar ao lado de seu exército uma vacina para a doença.

"- Corri os olhos pela mesa. Aqueles seres estavam mortos. Mortos. Deviam estar deitados dentro de caixões segurando florzinhas secas, com vermes saindo de dentro do corpo. Mas estavam ali, bem na minha frente, discutindo monstros da literatura e interceptação de transmissões militares. O estranho era que eu começava a considerá-los...Talvez...Só um pouquinho...normais. Ou não." (pág.196)

Não posso ler uma sinopse que contenha a palavra zumbi, que logo fico eufórica para conhecer a história e o livro. Com Dearly, Departed não foi diferente, embora eu tenha que confessar que a capa à la E o vento levou, teve sua parcela de culpa para esse euforismo.
Dearly foi o primeiro steampunk que li, e confesso que imaginava uma coisa totalmente diferente. Se tem uma combinação que eu nunca havia pensado, mas que agora não consigo viver sem imaginar, é: zumbis + era vitoriana + romance + steampunk + distopia.
Lia conseguiu ousar e ir além, criando uma história engenhosa e agradável, não se perdendo em descrições vagas e cansativas.
O livro é narrado em primeira pessoa, por cinco narradores diferentes (Nora, Bram, Pamella, Wolfe e um personagem que eu não posso citar). Gosto de ter vários personagens narrando, pois assim o autor consegue abranger todo cenário de forma mais completa, sem deixar escapar nenhum detalhe, e de fato, Lia Habel sabe como tirar proveito de todos os detalhes.
Além disso, a forma como Habel passava de um cenário para o outro, sem deixar a história quebrada, foi magistral.

Se você não tem estômago para se identificar com os comedores de cérebro, pode ficar tranquilo. Aqui os zumbis não são tão selvagens. Existem dois tipos de zumbis, os que perdem totalmente seus sentidos e razão, e saem por aí comendo humanos; e os zumbis que possuem capacidades cognitivas em perfeitas condições, embora não se possa dizer o mesmo de algumas partes de seu corpo. E sim, um zumbi que se apaixona, mas nada meloso e forçado.

" Você é a garota certa! Você é a garota certa, por dez mil razões! Nunca senti nada assim antes... Mas...Eu não sou o cara para você. Sei que nunca poderei ser...nunca poderei ser o que você precisa. (...) Mas...tenho vivido os melhores momentos da minha vida, fingindo que podia ser seu. Obrigado por me permitir isso.

Nora é corajosa, divertida e determinada, e mesmo sendo uma vitoriana, não tem os mesmos costumes das outras meninas. Ela sabe usar uma arma, e não fica apenas gritando e esperando alguém vir salvá-la do perigo. Nora parte pra ação.
Bram é o zumbi mais atencioso e cavalheiro que já encontrei na literatura. Ele coloca muitos personagens humanos no chinelinho. Eu diria que ele é uma versão mais nova, e sem pulsação do Mr. Darcy, de Austen.
Estou começando a me acostumar com romances bem desenvolvidos, já que nada em Dearly acontece instantaneamente. Também pudera, são quase 500 páginas, e a autora soube aproveitar o tempo para desenvolver os personagens e o enredo.

Gosto do conceito vitoriano, onde os moradores voltaram aos costumes de antigamente, em que as mulheres usavam vestidos longos e espartilhos, e uma moça precisava "debutar" para ser apresentada a sociedade, a fim de arranjarem um bom casamento. Porém, foi difícil aceitar uma justificativa a este retrocesso. Culpa disso pode ser pela mistura de tecnologia, com objetos arcaicos. Encontramos carruagens elétricas, digidiário (uma espécie de tablet), ao mesmo tempo em que vemos um lampião a gás. Os "punks" rejeitavam a nova aristocracia, e foi assim que surgiu a guerra, ao mesmo tempo em que o vírus que transformava os mortos em zumbis surgiu.

Como primeiro livro da série, Dearly conseguiu me agradar além das minhas expectativas. Repleto de ação, com personagens cativantes e uma distopia bem montada, DD conquistou um lugar entre os meus favoritos. Mal posso esperar para ler a sequência Dearly, Beloved, que já foi lançada nos EUA, sem previsão de lançamento no Brasil.
A única reclamação que tenho a fazer é quanto a revisão, ou melhor, a falta dela. É possível encontrar erros grotescos como acontecer escrito com cedilha, e até nomes de personagens escritos de maneira errada.
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Carlinhah 02/12/2012

Resenha mais dificil do mundo! Pois fiquei perdidamente apaixonada por esse livro. A historia é original e muito bem escrita, a cada vez que Lia Habel descreve como as coisas são ano de 2187 dá vontade de nascer de novo nesse mundo. Coisas como sobrinhas com luzes, hologramas, carruagens eletricas, a forma como as moças se vestem, enfim, tudo delicioso de se imaginar. Mas o mais gostoso da historia são os personagens. A mocinha, Nora, é forte, esperta e não fica se queixando nem esperando que resolvam as coisas por ela. É corajosa e decidida e não tem medo de seguir o que quer. O herói, Bram, é um sonho de consumo lendo o livro, quase não lembramos que ele está morto. Ele não tenta proteger a Nora de tudo, deixa que ela tome suas decisões, mas está sempre por perto pra ajudá-la no que ela decidir. Quem dera que os vivos fossem assim! A Pam, melhor amiga na Nora, foge do costume de ser um personagem de consolo para a mocinha, tornando-se a segunda heroina da historia, com seu jeito forte e corajoso, impossível não torcer por ela. A historia é emocionante e o suspense em certos momentos te faz até respirar mais rapido. Ficou um pouco confuso a mente do vilão, mas isso não tia o merito de um livro simplesmente perfeito! Ansiosa por Dearly Beloved.b
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Marina Garcia ( 16/03/2013

Dearly, Departed, escrito por Lia Habel
Texto publicado em: http://migre.me/dI2IG

RESENHA: Ok! Vamos listar: Steampunk, futuro distópico, YA, mocinhas de vestidos longos, corpetes, anáguas e sombrinhas, zumbis podres e zumbis militares... Sim! Yup!
Senhoras e senhores, Dearly Departed nos transporta diretamente para o ano de 2187, e o nosso mundo é um lugar muito mais perigoso para se viver. Foram 150 anos enfrentando guerras nucleares sem vencedores e pestes, desastres que provocaram uma verdadeira mudança climática e geológica no globo terrestre. Povos do norte migraram para o sul, próximos a zona do Equador, e os seres humanos vão tentando sobreviver da melhor maneira possível, formando novas civilizações e tribos, alcançando um curto período de paz prestes a ser novamente quebrado.

"Eu estava totalmente, dolorosamente presente no mundo, e tão distante dele ao mesmo tempo." (Página 138)

É nesse novo mundo que certa sociedade a procura de regras e educação rígida, paz e prosperidade adotou o modelo de nova civilização com base na Era Vitoriana. É nesse mundo onde ainda existem pessoas descontentes com o poder concentrado nas mãos dos ricos. É nesse mundo que vivem Nora e Bram.
Nora Dearly é uma garota neovitoriana, filha de um falecido importante membro da sociedade, e que por ocupar um lugar de destaque em sua sociedade vive as custas de sua tutora e interesseira tia. Suas férias começaram e o luto pelo pai estava acabado, um ano e um dia se passou desde a morte do Dr. Victor Dearly. Nora ainda não se recuperou, mas sua tia já esta mais do que pronta para os bailes e a procura de novos partidos para si e não exita ao deixá-la sozinha em casa. É nesse dia perfeito que um grupo de seres podres e despedaçados tenta lhe sequestrar.

"Ai, meu Deus.
Eram mortos. Mortos. Podres, horríveis, com crânios e dentes expostos, e... mortos. Fechava os olhos e via os ossos e a pele que se desfazia." (Página 89)

Capitão Abraham Griswold é um soldado punk que esta morto. Porém, espera um instantinho, ele, assim como a Companhia Z, esta do lado dos mocinhos. Bram foi atacado por um grupo de zumbis quando trabalhava em uma das minas "no Brasil controlado pelos punks" e foi salvo assim que recobrou a consciência ao contrair o vírus Lázaro que trás seu portador de volta a vida, ou pós-vida. Ele é parte de uma pequena parcela de zumbis que através da biomedicina e cibernética, se agarra a humanidade que ainda lhe resta antes que seu corpo se decomponha e luta contra os Cinzas, os zumbis maus, enquanto procuram por uma cura e tudo indica que a senhorita Dearly é uma peça do quebra cabeça que ele deve proteger.

"Usei um pouco da minha voz de ‘zumbi apavorante’, com um ligeiro toque de morte-bate-à-porta. Foi o suficiente para que ele me levasse a sério." (Página 104)

Sabe aquela vontade de falar sobre um livro que você gostou e não ter ninguém com quem conversar? Dearly, Departed me pegou de jeito, primeiro veio se mostrando para mim com sua capa linda, depois prometendo o melhor do gênero steampunk e zumbis, por último ganhei em um sorteio.
O livro é em primeira pessoa, sob o ponto de vista de cinco personagens diferentes e tendo como foco principal os dois personagens já citados. Com essa mudança de capítulo a autora soube explorar bem seu enredo, terminando cada capítulo com uma espécie de BANG! ficando cada vez mais ágil a medida que a trama vai se desenvolvendo. Lia Habel soube construir tudo de uma maneira inteligente e encantadora, explicando de maneira lógica e verossímil, muitas vezes com detalhes bem clínicos, não somente o vírus Lázaro, mas tudo o que aconteceu para chegar ali.

"O que havia sido, do alto, uma cidade impressionante, formado por imensos edifícios ornados com colunas e fachadas intricadamente pintadas, agora estava reduzida a fileiras de cascos de concretos feios, corredores intermináveis de retângulos sem graça, como lápides sem dizeres. A visão era arrepiante, e me distraiu mais do que deveria." (Página 404)

O romance parece um tanto Sangue Quente... Só que não... É construído de uma maneira bastante realista. Nora tem medo de Bram no início, mas ele vai conquistando a confiança dela e nossa que no final acabamos nos importando somente com, pode parecer filosófico, beleza interior do personagem. Em todos os momentos somos lembrados da condição de Bram, por ele mesmo, porém apenas nos convencemos mais e mais de que ele é perfeito do jeito que é, além disso a tecnologia o ajuda a não ficar "tão podre" rsrs.
Não posso me esquecer da Companhia Z, o grupo principal comandado por Bram é um toque de sarcasmo e divertimento pós-morte. Tom, Cas, Coalhouse e Reinfield cada um com sua peculiaridade também nos conquistam, assim como o bizarro Dr. Samedi. Não pode faltar o mala sem alça da trama Capitão Wolfe, que provou a nós que preferia ser uma zumbi e ter dignidade do que ser humana e um pé no saco.

"- Você é apenas o vetor de uma doença Griswold. Você é um rato muito grande. Você é uma pulga muito grande.
- Não, senhor. - De repente, qualquer coisa deixou de ter importância (...). - Somos todos humanos. Estamos mortos, mas somos humanos. Sentimos, vemos e temos uma pequena chance - como qualquer pessoa que respira - de levarmos uma boa vida, de sermos amados. Pois somos humanos." (Página 317)

Agora do que adianta um livro excelente que dei cinco estrelas e marquei como favorito se o livro existe N erros de revisão? Com travessões em lugares errados, erros de concordância, por exemplo. Não pode! A essa altura do campeonato. Mas, mesmo assim, LEIAM.
Bom, acho que me passei um pouco na resenha hoje, mas não se preocupem prometo que não tem nenhum spoiler, isso é o básico, agora esperem por muito mais. Dearly, Departed é realmente um "baita" livro e espero ansiosamente pela sua continuação.

Série Gone With the Respiration, escrito por Lia Habel
Livro 1 - Dearly, Departed - O amor nunca morre (Título original: Dearly, Departed)
Livro 2 - Dearly, Beloved (os demais ainda não foram lançados no Brasil)
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Sandi 29/06/2013

Dearly, Departed- Lia Habel
Antes de começar a ler qualquer livro, a primeira informação que procuro saber é o gênero ao qual ele pertence. Isso pode soar um pouco preconceituoso e confesso, alguns gêneros dificilmente entram na minha estante. Dearly, Departed foi uma exceção a regra. Comecei a leitura sem informação nenhuma e qual foi minha surpresa ao perceber que Lia Habel fez uma mistura ousada entre gêneros, com referências ao distópico, steampunk e romance sobrenatural.

Dearly, Departed é ambientado em um mundo pós-apocalíptico, o qual é dividido em neovitorianos (povo que escolheu manter as tradições e moral da era Vitoriana aliados a um grande desenvolvimento tecnológico) e punks (povo liberal que acredita que a tecnologia dever servir ao homem, não dominá-lo). Nesse cenário, uma garota vitoriana órfã, Nora, ao descobrir que seu pai não está realmente morto, se vê envolvida em tramas políticas, descobertas científicas e seres sobrenaturais.

Sim, tudo isso soa confuso. Embora Lia Habel saiba conduzir bem a narrativa, deixando todos os pontos da história claros para o leitor, senti uma certa indeterminação na história. Como se a escritora tivesse diversas (boas) ideias e quisesse aproveitar todas. Nesse ponto, a distopia steampunk fica totalmente em segundo plano e não traz muitas vantagens ao livro. Talvez a escolha única do tema ficção científica, com o toque sobrenatural seria benéfico à história, porque é nesse ponto que a escritora se destaca.

Lia Habel construiu personagens inteligentes, corajosos e empáticos, os quais ao longo dos capítulos expressam seus pontos de vista. Alias, a divisão dos capítulos é muito eficiente, tornando muito difícil parar de ler a história. De longe, o meu personagem preferido é o Bram, com seu passado, responsabilidade e sentimentos. Gostei bastante também da maneira como a escritora focou o romance no livro, sem idealizações e com diálogos lindos sem soarem piegas.

Durante toda a leitura do livro, eu já o classificava em quatro estrelas. É uma pena que no epilogo, com visão exclusivamente comercial, Lia Habel escorrega ao dar um "gancho" para o próximo livro, associando muito drama e informações a poucas páginas. "Ganchos" não são estritamente necessários (vide Jogos Vorazes/Em Chamas)e se não bem feitos, a sensação do livro inteiro se perde.

Dearly, Departed é um livro com potencial, bons diálogos e um romance realista e lindo. Apesar dos problemas citados, vale a pena prestar atenção em Lia Habel. Ela ainda pode nos surpreender ;)

PS. ID fail ao manter o nome do livro em inglês ¬¬'

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LT 08/02/2019

Quando comprei esse livro, foi porque achei a capa bonita, faz cinco anos e de repente coloquei uma meta para mim: ler todos os meus livros que estão parados na estante, aqueles que ficam por anos sem nunca serem lidos, o caso deste. E? Surpreendi-me com a história, não é de hoje que sou fã de zumbis, portanto, sem mais delongas, vamos a resenha? Segue lendo!

Nora é uma garota de dezessete anos, bonita e rica. Vive com sua tia que só pensa em gastar sua herança, depois que seu pai morreu sua vida nunca foi mais a mesma, a falta que ele lhe faz é muito difícil de descrever. Ela tem uma amiga, a Pâmela, sua companheira fiel que sempre esteve ao seu lado, eram como irmãs por escolha.

A história começa quando Nora retorna para casa por conta das férias escolares. Sua tia, como mencionei acima, é uma pessoa interesseira, e por conta disso quer que a mocinha arrume um bom partido e se case, para lhe dar uma vida de luxo pois a tia já gastou toda a herança que ela tinha. No entanto, não é isso que Nora quer, ela deseja aventurar-se e ser livre.

O ano é 2195, temos de um lado a classe de poder e riqueza que são os vitorianos. Do outro lado dos muros temos os punks, que lutam pela sobrevivência, são rebeldes e batalham pela liberdade, que transgridem e exigem direitos.

Mas apesar do enredo se passar no futuro, os humanos regrediram e querem voltar no tempo, como seus antepassados, onde as roupas são mais recatadas, as mulheres não tem voz e são submissas aos homens, com bailes, debutes e tudo que vem no pacote, no caso, eles estão revivendo os tempos que nos remetem aos romances de época, não é mesmo?

[Quote] "...Cara, fico lembrando dela lá no telhado com aquela roupa bonita atirando naquelas coisas malditas. Foi ... lindo. Falando sério, tão lindo que só pode ser explicado pela existência de algum deus incrível. Encontrei a salvação irmãos." [...]

Essa guerra sempre existiu, de um lado os vitorianos, do outro os punks, mas tem algo mais acontecendo que não foi divulgado, um vírus está a solta, transformando as pessoas que já estão mortas em zumbis, que andam sem sentido atrás de carne fresca, sendo assim comendo os humanos. E quem sofre são os punks, porque os zumbis ficam do outro lado muro, eles tem e lutar contra os zumbis em busca da sobrevivência.

Agora me perguntem o que Nora tem a haver com zumbis? Peraí, vou chegar lá...

Nora é a peça chave para encontrar uma vacina, para curar as pessoas infectadas. Seu pai, Victor Dearly, foi um cientista que comandou a operação para encontrar uma cura, mas infelizmente morreu, assim que foi contaminado.

Apesar de não falar tanto de outras pessoas, temos várias nesse enredo que se destacam, e uma especial é Bram – um jovem de dezesseis anos que foi morto em combate, que virou um zumbi, com a ajuda do Dr. Dearly. Ele continuou "vivo", é muito inteligente e resgata Nora de ser sequestrada pelos Cinzas, que são os zumbis "maus".

É incrível acompanhar a interação de Nora com os zumbis "bons", pois você dá muitas risadas e por ela não ter nenhuma noção do que fazer com eles por perto. Enquanto Nora estava procurando informações sobre seu pai, sua amiga Pam está desesperada em busca de sobrevivência no inferno que tornou-se a cidade.

[Quote] ...Apesar da minha complicada situação atual, também era verdade que correra um grave perigo e havia sido resgatada. Voltara da beira de um abismo. [...]

O amor está no ar, é emocionante ver o grau de companheirismo e cumplicidade entre Nora e Bram, eles se entendem, mas com certo receio. Bram está morto, os outros zumbis do mesmo batalhão, tem uma sintonia quando é para proteger uns aos outros que torna tudo mais divertido e leve. Porém, temos um grande acontecimento, uma traição, uma sabotagem, uma conspiração que ameaça a vida de todos! Bram luta bravamente e tenta a todo custo manter Nora segura, será que ele e aqueles que não lhe traíram vão conseguir vencer? Curiosos? Leiam o livro – risos.

No começo da leitura me arrastei um pouco, confesso, pois eram informações demais, que, no entanto, foram valiosíssimas para o desenrolar da trama. Todavia, quando começou a ficar empolgante eu não queria mais largar o livro, foi gratificante chegar ao final dessa leitura.

Realmente comprei o livro pela capa, e ela é realmente muito linda. As páginas são amareladas e o tamanho da fonte confortável para leitura. Encontrei apenas dois erros de digitação, ao menos que notei, mas que não influencia ao ler. O livro é narrado em primeira pessoa, intercalando os pontos de vista entre alguns personagens, sendo principalmente pelos pontos de vista de entre Nora e Bram. No rodapé de algumas páginas tem referencias relacionadas ao texto e informações importantes.

Recomendo a leitura para todos que gostam de ficção, da mistura de passado, presente e futuro para construir o cenário, com zumbis e tudo o mais, para quem busca um bom enredo e um livro com uma boa dose de surpresas!

Resenhista: Cris Santana.

site: http://livrosetalgroup.blogspot.com.br/
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Literatura 21/02/2013

Definindo sua humanidade
“Há uma doença transmissível pelos fluídos humanos que faz com que os mortos voltem à vida. Viram zumbis e gostam de atacar os vivos. Há centenas lá fora. A única forma de abatê-los é atingi-los com uma arma na cabeça. Vamos todos morrer.”

(Dearly, Departed pág. 365)

Com essa breve trecho, consigo descrever basicamente quando o caos se instala no livro Dearly, Departed (Lia Habel, Editora iD, 480 páginas). O ano é de 2193. Depois da Terceira Guerra Mundiale de uma nova Era Glacial, os homens estão cansados de tentar apenas sobreviver. Criam uma nova nação, chamada Nova Londres, e se consideram Neovitorianos, pois consideram que a Era Vitoriana do passado foi a Era de Ouro. A tecnologia é avançada, mas o material é, de certa forma, escasso. A maioria das pessoas vive em níveis subterrâneos, com árvores e jardins holográficos, até vento holográfico. As mulheres voltaram a ser criadas para serem fiéis e recatadas, e os homens, práticos (e machistas). O mundo evoluiu e /ou regrediu, depende do ponto de vista. Um novo mundo de culto ao belo e às aparências.

Neste contexto, surge Nora Dearly, órfã de mãe, e mais recentemente, também de pai. Sua vida está uma droga: ela agora está sob os cuidados de uma tia interesseira, não se encaixa exatamente nos padrões... seu único alivio é sua amiga Pâmela, sempre fiel. No último dia de aula, ao voltar pra casa, um homem tenta avisá-la de que corre perigo, e tenta sequestra-la. Ela consegue fugir. Mas quando homens mortos invadem sua casa, e tentam COMÊ-LA... qualquer ajuda é bem vinda...

Achei o livro muito bem elaborado. No começo lembrei-me da Série Strange Angels, devido à temática zumbi, mas o livro vai além. Muito bem trabalhado, ele lida com temas profundos, de maneira interessante. A explicação dada pelo livro para os zumbis também é curiosa, chega a ser quase clínica. Eles chamam a doença que transforma em Zumbi de doença de Lázaro, e explicam que depois de mordido, a pessoa morre, e quanto mais tempo ela leva pra acordar, mais tempo o cérebro fica sem oxigênio, logo... mais demente o zumbi.

Quando Nora conhece Bram, Capitão da Companhia Z (Z, de ZUMBI), isso faz sentido. Ele morreu aos 16 anos, e se transformou em Zumbi. Mas fora os olhos embaçados, ele é humano. Tem vontade, força e trabalha nesta CIA secreta para o governo. É quando ele conta que o pai de Nora, o Dr. Victor Dearly também está vivo... ou não morto, como preferir.

Veja resenha completa no site:
http://goo.gl/PTeOq
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Adri 04/08/2013

Dearly, Departed - Lia Habel
Esse foi o último livro que eu li em 2012. Sempre tive vontade de lê-lo pela capa perfeita, mas ele acabava sendo deixado de lado por ser um livro de zumbis. Não sei o que me fez decidir ler ele do nada, mas fiquei feliz por ter lido, eu adorei.

Demorei para me situar, para entender o cenário em que a história se passa, já que não sabia muita coisa sobre o livro além de que era sobre zumbis. Porque bem, ao ler sobre a Nora e a melhor amiga Pâmela deixando a Escola para Moças com seus vestidos longos esperando a carruagem, o que você imagina? Um livro de época, não é? Mas aí quando você ouve sobre os livros totalmente digitais, sobre os hologramas que são criados para disfarçar a realidade, você percebe que não pode ser um livro de época. E é só depois que tudo é explicado.

O mundo como conhecemos hoje ruiu e os sobreviventes se juntaram e formaram uma nova civilização inspirada na era vitoriana. Eles desenvolveram novas tecnologias a partir das energias limpas e agora tentam viver destruindo o mínimo possível do que sobrou do mundo.

Mas o mundo não é tão perfeito quanto parece. Existem os punks, um grupo de pessoas que não aceitaram esse novo estilo de vida, e que vivem fora dos limites da cidade. Não se sabe muito como eles vivem, mas não é da forma confortável e bonita que os moradores da cidade. Eles organizam revoltas, lutam contra os soldados, tentando conquistar um espaço para eles. Mas isso nunca foi um problema, já que o Exército sempre deu conta deles e nunca os deixou entrar nos limites da cidade.

A história começa quando Nora é atacada em casa por um grupo que, a princípio, parecia ser de punks. Ela luta bastante, mas eles estão em maioria, e ela acaba sendo levada com eles. Não vamos esquecer que Nora definitivamente não morava nos limites da cidade.

E é aí que vem a grande surpresa. Ela conhece seu sequestrador, e ele está morto. Mas ao mesmo tempo ele parece um adolescente comum, como isso é possível? Nora não quer acreditar de jeito nenhum na ideia de zumbis existirem. Mas Bram é a prova concreta disso. Não só Bram, como grande parte das outras pessoas que estão junto com ela naquele lugar.

Trancada dentro de um quarto em um lugar cheio de zumbis, Nora não está nem um pouco tranquila. E não importa quantas vezes Bram diga a ela que lá ela está segura, que ela pode sair do quarto que eles não vão fazer nada com ela, ela não acredita. E muito menos acredita na ideia de que o governo tenha escondido isso de todos por tanto tempo.

Bom, não dá para falar muito, mas o livro trata de muita coisa. A guerra que existe entre os punks e os habitantes das cidades, o vírus que afetou tantas pessoas que agora se tornaram zumbis, a diferença entre os zumbis bons e os maus, a busca pela vacina, a diferença entre o nosso mundo e o mundo deles, a amizade, a confiança, o amor...

Enfim, o livro é bem intenso, e você precisa prestar muita atenção senão você se perde. A única coisa que eu não gostei muito foi a troca de narradores em cada capítulo. Por um lado é bom, porque conhecemos melhor os personagens e a história em si. Mas, por outro lado, fica super confuso (pelo menos eu achei), você está lendo uma coisa e, de repente, aparece uma coisa completamente diferente. Mas, tirando isso, eu gostei bastante da história, e olha que eu não costumo gostar de livros de zumbis.

site: http://stolenights.blogspot.com.br/2013/01/resenha-dearly-departed-lia-habel.html
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AndyinhA 08/03/2013

Trecho de resenha do blog MON PETIT POISON

Amei a forma da história ser narrada e como cada personagem vai acrescentando seu ponto de vista a medida que eles entram na narração da história. O mundo criado por Lia mistura catástrofes, brigas e mudanças geopolíticas de tal forma que praticamente acabamos esquecendo a formação do mundo como é hoje. Por isso que em alguns momentos quando ela fala de fronteiras, ela acaba dando uma escorregada (acho que faltou uma pesquisa melhor nessa parte).

A parte do romance entre a humana e o zumbi foi a que mais fiquei com medo, mas gostei da forma que foi apresentado, a autora dividiu os zumbis em 2 times – os nojentinhos (tipo The Walking Dead) e os mais normais, onde Bram se encaixa e também a sua equipe.

A ambientação é algo que dá o algo a mais na trama, a escolha da época vitoriana, ou melhor, à volta a essa época junto com as brigas entre máquinas e humanos e com isso a divisão das novas facções dão ação à história, de tal forma que após os primeiros capítulos mais lentos e mais explicativos passarem, você se vê tão intrincado naquele mundo que passa páginas e páginas para saber mais.

Para saber mais, acesse: http://www.monpetitpoison.com/2012/11/poison-books-dearly-departed-lia-habel.html
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