A assustadora história da medicina

A assustadora história da medicina Richard Gordon




Resenhas - A Assustadora História da Medicina


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Naty 23/11/2017

Um livro mal escrito, com tiradas cômicas que insutam pessoas e crenças, em resumo: um livro com várias referências, mas pouca organização e ética.
Li esse livro, pois queria saber mais sobre a história da medicina. Nesse quesito, ele até traz essa história em sua grande parte, no entanto nada é muito bem organizado. O foco dele é dar risda dos fatos e das ideias, trazendo assim o assunto de maneira mais light. Reclamar disso é dizer que não li a sinopse, pois ele deixa claro que abordará o assunto dessa forma, então, não possso criticar que ele seja irônico. Isso até seria bom se ele não pulasse de uma informação para outra tão rapidamente.
Os capítulos são pequenos e bem centralizados em uma ideia, mas falta conectar os capítulos de forma mais didática, falta falar dos personagens de maneira mais calma, não de forma corrida e superficial, como ele fez. Faltou colocar os fatos para o leitor de maneira mais ordenada. Sei que isso é difícil já que muitos nomes estão envolvidos e acho que ele tentou dar o melhor de si, mas realmente não ficou tão bem feito quanto poderia.
Outro ponto que fez o livro despencar de qualidade para mim foi que ele ironizava tanto que acabava ironizando a religião dos outros, as pessoas mais gordas, as pessoas doentes, etc. Acho que ele deveria conter mais a língua. Há assuntos delicados demais paa fazer piada. Ele não soube respeitar isso.
No fim, foi um livro que me serviu para anotar alguns nomes para que eu possa fazer algumas pesquisas futuras e entender melhor os fatos que mais me chamaram atenção. Não é um livro que indico, com certeza. Faltou didática, organização e RESPEITO. Sem isso, não se faz um bom livro. Esse é um exemplo.
Grande pena, pois acho que ele poderia ter grande potencial se lhe tirassem as piadas na hora errada e se abordasse as histórias de maneira menos superficial (mesmo que o livro tivesse que ficar mais longo). Sei que a proposta dele foi exatamente o que ele ofereceu no livro, mas, na minha opinião, essa proposta não foi bem articulada.
Spohreis 17/01/2018minha estante
Concordo plenamente! Um livro pequeno com muitos nomes, o que torna a leitura cansativa.




Dose Literária 06/12/2013

A Assustadora História de Nossa Ignorância
O texto de hoje foi escrito pelo convidado e escritor Fábio Michelete.

Muito bom o livro de Richard Gordon “A assustadora história da medicina”. Seu estilo é de humor ácido, destacando como esta aparentemente distinta ciência viveu muito tempo de misticismo, chutes, ou acasos, até que fossem descobertas algumas de suas bases.

Quando eu tinha 15 anos, imagino que como todo mundo, minhas ideias sobre a vida eram deveras incompletas, distorcidas. Certezas categóricas que se provaram absurdos completos, muitas vezes. Da mesma forma, minhas ideias aos 38 possivelmente parecerão esdruxulas ou incompletas quando eu tiver 60. É justo pensar assim?

Que dizer então da evolução da ciência? Nossas ideias no inicio do século XX parecem absurdas, e em breve nós veremos o quão idiotas somos ao tratar (ou padecer) de certas doenças que no futuro serão dominadas.

Sem métodos para estudar fenômenos estatísticos, comunicar diferentes experimentos e especialistas, a medicina, tal como outras ciências, engatinhou até o século 20. Absurdos completos foram defendidos, da famosa trepanação (tratamento que consiste em fazer um furo no crânio, para fazer saírem os maus espíritos) até o completo desconhecimento sobre micróbios e a necessidade de operar em ambiente limpo.

Continue lendo em http://www.doseliteraria.com.br/2013/12/a-assustadora-historia-de-nossa.html
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Fabio Michelete 27/11/2013

A Assustadora História de Nossa Ignorância
Muito bom o livro de Richard Gordon “A assustadora história da medicina”. Seu estilo é de humor ácido, destacando como esta aparentemente distinta ciência viveu muito tempo de misticismo, chutes, ou acasos, até que fossem descobertas algumas de suas bases.

Quando eu tinha 15 anos, imagino que como todo mundo, minhas ideias sobre a vida eram deveras incompletas, distorcidas. Certezas categóricas que se provaram absurdos completos, muitas vezes. Da mesma forma, minhas ideias aos 38 possivelmente parecerão esdruxulas ou incompletas quando eu tiver 60. É justo pensar assim?

Que dizer então da evolução da ciência? Nossas ideias no inicio do século XX parecem absurdas, e em breve nós veremos o quão idiotas somos ao tratar (ou padecer) de certas doenças que no futuro serão dominadas.

Sem métodos para estudar fenômenos estatísticos, comunicar diferentes experimentos e especialistas, a medicina, tal como outras ciências, engatinhou até o século 20. Absurdos completos foram defendidos, da famosa trepanação (tratamento que consiste em fazer um furo no crânio, para fazer saírem os maus espíritos) até o completo desconhecimento sobre micróbios e a necessidade de operar em ambiente limpo.

Exercer a medicina era lidar com algo religioso – o território da morte e da dor, que outrora eram explicados e tratados com a religião, diretamente. Não por acaso, sempre houveram atritos entre os médicos e o clero. É dai também, imagino, que se iniciou o desproporcional status da profissão. Ainda há algo de místico na silhueta destes profissionais, que outrora utilizaram a bengala de ouro, e hoje usam jaleco e estetoscópio no pescoço. Suas falas cheias de certeza muitas vezes me lembram do adolescente de 15 anos supra-citado.

Enfim, voltando ao livro, o desenrolar tem ritmo bom, e muitos fatos interessantes, que explicam os nomes das doenças, de alguns pontos de nossa anatomia, ou mesmo de procedimentos e tratamentos. É bonito constatar nosso avanço. Numa critica pontual, depois da página 170 o livro parece perder energia (o autor teria se cansado? Ou foi apressado pelo editor?). Há algumas frase repetidas no livro – que eu entendo fruto de edições desastradas.

É inequívoco o avanço, e com todos os recursos que temos, as pesquisas hoje seguem mais rápido do que as pessoas são capazes de acompanhar. O médico do futuro terá que se especializar ainda mais – e talvez tenhamos mais degraus para transpor na busca por solucionar um desconforto abdominal – do que só a visita ao clinico geral e ao especialista. Talvez tenhamos que ter novos degraus: sub-especialistas e ultra-especialistas. Talvez seja o destino de toda a ciência.

Só sei que hoje já e assim: se todos tivessem acesso à melhor medicina, já estaríamos quebrados como economia mundial. É uma equação que não fecha. Vamos torcer para encontrarem respostas baratas.



Frases selecionadas (ou pílulas de sarcasmo):

“Cientificamente, embora seja deprimente, não passamos de sacos à prova d´água cheios de produtos químicos carregados de eletricidade, que um dia sofrem uma pane de força."

(sobre as primeiras tentativas de vacina para varíola) “É difícil imaginar se isso reprimiu ou fortificou sua idéia de que os médicos dão medicamentos que mal conhecem, para curar doenças que conhecem menos ainda, para seres humanos dos quais não sabem absolutamente nada.”

“Como sempre acontece na medicina, os médicos continuaram a discutir e os pacientes continuaram a morrer.”

“Os médicos da era vitoriana eram brilhantes na identificação de todas as doenças cuja cura eles desconheciam por completo.”

“Como Lister descobriu a assepsia, sem saber coisa alguma sobre estreptococos, e LInd curou o escorbuto sem conhecer a vitamina C, assim também Darwin fundou a genética, sem saber ciosa alguma sobre o ADN (*DNA – o tradutor também traduziu a conhecida sigla).


site: fmichelete.blogspot.com
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Gláucia 03/05/2011

A Assustadora História da Medicina - Richard Gordon
Medicina é um tema que acaba interessando e fascinando a todos, médicos e pacientes, haja vista o sucesso que as séries médicas fazem na TV.
O livro traz uma série de curiosidades sobre o tema saúde, pacientes ilustres, origem de determinados medicamentos, crendices e superstições, doenças curiosas e suas curas, médicos excêntricos e seus métodos.
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Adrielly 15/03/2011

Maçante
Normalmente gosto muito de livros desse tipo, mas esse é muito mal escrito. Começa falando de uma coisa e termina em outra. Fica cansativo ao longo do tempo.
carol_peroni 29/07/2011minha estante
Oi Adrielly, por enquanto só li 35 páginas, mas já concordo com vc. Fala de uma coisa e logo já está falando de outra. Estou achando mal escrito e não prende a atenção.


Adrielly 29/07/2011minha estante
Poizé. Não sei se é mal escrito ou mal traduzido. Uma pena. Tinha tudo pra ser bom.
Bjos




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