Para Sempre Alice

Para Sempre Alice Lisa Genova




Resenhas - Para Sempre Alice


260 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Mih 08/04/2020

Intelectualmente Vazia
Livro: Para Sempre Alice
Autor:Lisa Genova


Apesar da angústia e tristeza do tema a narrativa e escrita é encantadora, sutil, envolvente, extremamente agradável. Apesar de conter alguns termos técnicos, graças a Lisa Genova que conduz com maestria fantástica fazendo com que a leitura flua de maneira clara, sem dificuldade, assim ela consegue trazer muita informação sem deixar a leitura enfadonha.

"Como posso me perder na minha própria casa" (Pág. 145)

Os capítulos são dispostos por meio de fases datadas, entre um capitulo e outro decorre um certo tempo. A intensão aqui é mostrar o avanço do mal de Alzheimer de instalação precoce. Alice com apenas 50 anos de idade começa a dar sinais de pequenos esquecimentos que avança para quadros maiores como lapsos de espaço geográfico, se perde em percursos que era parte de sua rotina.

As lacunas de esquecimento começa a chamar sua atenção, ela levanta algumas hipóteses de prováveis diagnósticos, foram muitos exames até chegar ao diagnóstico preciso e mais algum tempo para a aceita-lo.

Alice e seu esposo John, pais de três filhos adultos. Um casal respeitado no meio
acadêmico e científico. Uma mulher forte, inteligente, professora de prestígio, que
ocupa a cadeira de psicologia e linguística em Harvard, tida como um cérebro afiadíssimo agora tem que reaprender um novo modelo de vida.

"Conversavam sobre Alice como se ela não estivesse sentada na poltrona, a poucos metros de distância. Falavam dela, em sua presença, como se ela fosse surda. Falavam dela, na sua frente, sem inclui-la, como se ela sofresse de mal de Alzheimer" (Pag. 211)

A trama não tem como objetivo apenas retratar as fases em que a doença vai avançando, mas a dificuldade de aceitação e resistência de familiares e amigos. A rotina da família é alterada, pois Alice agora precisa de cuidados especiais.

Mostrando também a necessidade que o individuo tem de se relacionar, interagir e sentir parte de algo. Assim como o beneficio de grupos de apoio, não só para familiares, mas também para os acometidos pela doença, grupos onde há interação com pessoas que sofrem da mesma doença.

"Teve vontade de dizer que se orgulhava dela. Mas, nesse dia, seus pensamentos
moviam-se devagar do cérebro até a boca, como se tivessem que nadar quilômetros no
lodo negro de um rio antes de chegar à tona para se fazerem ouvir, e a maioria se
afogavam em algum ponto do trajeto." (Pag. 212)

A dificuldade de admitir e enfrentar a realidade de que está tendo uma baixa
rápida considerável e iminente do seu intelecto, fica evidente no tempo que ela leva para se afastar de suas atividades, a corrida que ela trava para conseguir aproveitar o máximo da lucidez que está se esvaindo.

"Emocionalmente cansado e intelectualmente vazia" (Pag. 229)

Me apaixonei pelo livro, e certamente indicaria pela riqueza de reflexões. Ele nos faz pensar sobre o quanto do nosso tempo desperdiçamos em busca do nosso desenvolvimento profissional e da corrida em busca do “ter”. E nos faz refletir sobre como nos voltamos para o que realmente é fundamental quando percebemos que nos aproximamos da linha de chegada.

Todos sabemos que somos instantes, que nosso tempo é breve, mas temos a falsa impressão que podemos controlar algo, que teremos no futuro um tempo onde poderemos curtir a nossa família, amigos, mas o livro com a personagem de Alice nos faz perceber que não temos controle nem garantias, a vida é vivida no dia a dia.

Para mim trata-se de amor, fraternidade, compreensão...

"Sinto falta de fazer tudo com facilidade. Sinto falta de fazer parte do que
acontece. Sinto falta de sentir desejada. Tenho saudade da minha vida e da minha
família" (Pag. 271

site: https://comquallivroeuvou.wixsite.com/website


Marina 11/01/2010

Para sempre Alice não é uma história verídica, mas bem que poderia ser. A autora descreve com muito realismo através da personagem Alice todos os sintomas do mal de Alzheimer e a dolorosa caminhada da perda da memória e de tudo o que compõe a personalidade da pessoa.
E esse realismo se deve ao fato de Lisa Genova ser phd em Neurociência. Então a doença é descrita não só externamente, como afeta o dia a dia e as pessoas ao redor e os familiares, mas também explica o que acontece fisiologicamente, dentro da mente do portador do Mal de Alzheimer.
Um livro bem comovente, recomendo!


Wall-e 29/06/2009

Triste, realista, comovente e perturbador...
Este livro deveria ser lido por todos, digo todos porque provavelmente cada um de nós já teve contato com alguém próximo ou familiar que sofre ou sofreu deste mal. Alzheimer é sem dúvida uma das doenças mais cruéis que conhecemos porque representa a morte do nosso eu, da nossa própria consciência.

Ter consciência de si é uma das características da inteligência humana. Nos questionamos muitas vezes o que somos afinal. Somos um corpo físico, uma consciência, uma alma? Ou seria a combinação de tudo isso? O que acontecerá quando tivermos a consciência de que nosso corpo não funcionará mais e estivermos na eminência de fazer a viagem final das nossas vidas? Pensamos isso porque sabemos que nosso 'eu' deve ir além da nossa existência física, ou pelo menos, é o que gostaríamos que fosse. Mas esse livro, essa doença, nos faz pensar algo diferente. O que acontece quando deixamos de ser nós mesmos, quando perdemos a consciência de existir, mesmo com um corpo sadio? Estaríamos da mesma forma mortos em um um corpo ainda pleno de vida? Eis a parte perturbadora desse livro.

A história fictícia de Alice é triste e comovente porque sentimos na pele o que significa a morte do nosso eu de forma lenta e gradual. A autora não apenas narra o processo degenerativo pelo qual esta brilhante professora de Harvard é submetida, mas nos coloca na 'pele' dela. Nos sentimos viajando pela mente cada vez mais perturbada e distante da personagem e vamos virando as páginas em direção ao desconhecido. Nos sentimos constrangidos pelas situações em que ela se envolve e tristes quando os resquícios de sua consciência percebem que, mais cedo ou mais tarde, ela não será mais ela mesma.

A história é uma ficção, mas não poderia ser mais real!

Uma ótima leitura.
comentários(0)comente



Bethânia 17/05/2020

Sensível e edificante
Livro muito semelhante ao filme. Sensível na medida certa, sem ser ?piegas? ou apelativo. Além disso, traz grandes emoções especialmente a quem, como eu, vivenciou um caso de Alzheimer na família. Recomendo a leitura!
comentários(0)comente



Duda 22/05/2020

É uma história muito interessante que te prende do começo ao fim
comentários(0)comente



Juliana Esgalha @juesgalha 03/03/2020

arrastado e cansativo
Bom, pra começar que eu vou ser bem direta em dizer que eu esperava muito mais desse livro. Não assisti ao filme que disseram ser super emocionante e a história no livro também é, dado ao tema em questão abordado, mas não me prendeu como eu esperava e ainda por cima eu não via a hora de terminar. Vou dizer o porquê: há muitos, muitos mesmo termos psicológicos e médicos/científicos no meio da narrativa que obviamente pra mim – que sou leiga, deixou a leitura arrastada e cansativa. Algumas passagens do livro se tornaram repetitivas – como por exemplo os testes a que Alice era submetida com o médico, a medida que a doença avançava em Alice eu senti que a autora poderia ter explorado muito mais a emoção na história, algo que fiquei esperando ter e infelizmente não teve.

Veja bem, é uma história impactante sim, a vida de Alice aos poucos vai mudando completamente depois do diagnóstico de Alzheimer e isso é bem doloroso, ainda mais da forma que foi o apoio (ou um pouco a falta dele em alguns momentos) da família (achei que faltou empatia e tato por parte de todos: marido e filhos), mas pra mim a autora poderia ter abordado melhor a trama: faltou drama, faltou emoção e ela poderia ter feito isso ao invés de pipocar toda hora a história com nomes de termos/estudos científicos, testes repetitivos de perguntas e respostas, nomes de medicação, etc… Pra quem não é familiarizado com a doença, isso fica bem cansativo de ler. Uma pena.

site: https://shejulis.com/livro-para-sempre-alice/
comentários(0)comente



Fefa 09/05/2011

Ela era Alice Howland, uma heroína valente e notável. [...] Ela era Alice Howland, vítima da doença de Alzheimer. Lisa Genova
Quando alguém pode se considerar uma pessoa de sorte? Quando alcança o sucesso profissional e consegue mantê-lo com dedicação e empenho? Quando alcança a realização pessoal através de um casamento sólido, uma família exemplar? Então, Alice Howland certamente atende a estes requisitos. Independente, casada, mãe de três filhos, professora e pesquisadora em Harvard, Alice sempre fora respeitada e admirada por seu trabalho até que começa a esquecer. A partir daí a sorte de Alice se torna relativa. Diagnosticada com o Mal de Alzheimer de Instalação Precoce, Alice precisa organizar sua vida antes de perder a si mesma...

A história de Alice é comovente, mas não é única. Os livros têm dessas coisas. Alguns descrevem sensações que estão longe da realidade do leitor, e mesmo assim o tocam. Outros delineiam justamente o que ele já viveu e, portanto, o envolve ainda mais. Ainda lembro quando os sinais começaram a aparecer e a se intensificar. Pequenos blecautes que inicialmente foram confundidos com sintomas da idade e geralmente suscitavam discussões tolas; desorientações cognitivas e de tempo/espaço que me deixavam intrigada por que ele quer ir pra casa, se ele já está em casa?; seu corpo foi ficando rígido, o lado direito praticamente paralisado; de repente meu pai não me reconhecia mais, nem a minha mãe, de repente ele se perdera dentro de si próprio, como Alice. Só por vezes conseguia emergir e isso foi se tornando cada vez mais raro. Até tudo ter um fim.

Na época, eu não sabia patavinas sobre a doença de Alzheimer ou sequer entendia direito o que sucedia, meu pai também não, não teve tempo. Num período médio de cinco anos, eu o assisti passar de um homem forte e alegre para uma criança frágil e completamente dependente. Ninguém estava de fato preparado física ou emocionalmente, e o que mais você aprende num momento como este é que por mais que tente lutar contra, não há muito o que fazer.

Esta é a grande batalha de Alice. Ao contrário de painho, ela tem consciência do que a acomete e está disposta a aproveitar cada segundo do hoje que lhe resta em estado pleno, com a confiança de que sua essência jamais se dissipará como sua memória. Para Sempre Alice é uma exposição fiel de um portador do Mal de Alzheimer, sem melodrama ou pieguices. Até porque a Lisa Genova é mais uma Ph.D. em Neurociência, que propriamente escritora. Logo, teremos termos técnicos na medida certa, níveis didáticos de informação harmonizados com o romance e uma protagonista com pensamentos e atitudes maduros e coerentes com a situação.

Para Sempre recomendo!!

P.S. A intenção deste comentário não se fundava em ser também um relato pessoal, além das percepções do livro, mas já que despontou naturalmente, aproveito pra torná-lo uma terna homenagem a um homem que não realizou grandes feitos para o mundo, nem importantes descobertas, porém significou bem mais aos poucos que o conheciam. Como disse certa vez minha irmã: Nosso pai era um anjo, Fernandinha!... e continua sendo.
comentários(0)comente



Retipatia 05/04/2020

Suas memórias definem quem você é?
Alice Howland é pesquisadora e professora universitária, dona de uma memória inigualável, mas não apenas isso. Sua carreira está no auge, sua família, com filhos encaminhados, um casamento feliz. Quando ela olha para trás, não há arrependimentos, o que Alice vê é a construção da vida que ela sempre sonhou. Afinal, não é qualquer um que pode se dar ao luxo de alcançar seus objetivos nessas duas esferas da vida.
As coisas que pareciam bem normais começam a mudar quando Alice, em uma palestra, se esquece de uma palavra. O que é muito estranho e incomum para a titular da cátedra William James de psicologia da Universidade de Harvard.
O detalhe é que o episódio não é o único chegando ao extremo de Alice estar fazendo sua corrida habitual - que repete há anos, inclusive - e esquecer onde estava e qual seria o caminho de volta para casa.
O episódio, somado à outros pormenores, faz com que ela procure ajuda médica e, depois da insistência na procura por vários profissionais, a resposta surge: mal de Alzheimer precoce.
A partir daí, surgem várias questões e debates na história: a negação à doença, a busca quase insana por uma cura ou algum tratamento experimental para retardar os efeitos da doença. O abalo que isso causa no núcleo familiar e na própria Alice.
Um dos pontos mais fortes dessa história é que, com sua narrativa simples e fluida, a autora segue em terceira pessoa, pelos pensamentos da própria Alice, seguindo-a tão de perto que parece que ela mesma nos relata os ocorridos. Isso nos dá um vislumbre totalmente diferenciado não apenas da doença, mas em como funciona o seu avanço em um paciente.
No caso de Alice, alguém tão brilhante, o impacto parece ser ainda mais forte. Alguém que sempre usou a linguagem, que trabalha com isso durante toda a vida vê, aos poucos, em como tudo começa a se perder e pensamentos mais básicos e triviais tornam-se dificultados. É um balanço difícil já que, a própria inteligência de Alice fez com que seu diagnóstico fosse um pouco atrasado, já que seu cérebro tentava compensar de outra maneira os efeitos do Alzheimer e, assim, velando os sintomas já presentes por pelo menos um ano.
Apesar da leitura ser fluida, existem muitos termos científicos e médicos que são citados, sendo muitos aspectos dedutíveis e ou explicados diante do contexto da história. Ainda, é interessante notar como a autora se vale do próprio estágio da doença de Alice para se expressar capítulo a capítulo, às vezes é ágil e sagaz, por vezes, repetitivo e desconcertante. A mulher que conhecemos no primeiro capítulo, Setembro de 2003, numa olhada superficial em nada tem a ver com a que nos deparamos em Setembro de 2005.
E aí eis o cerne dessa história, bem além de mostrar o avanço da doença sob o ponto de vista de uma paciente, é perguntar: o quanto nossas memórias nos definem? Deixamos de ser nós mesmos quando não temos mais as nossas memórias?
Talvez a questão possa parecer não ter resposta certa ou errada, mas o título do livro Para Sempre Alice, assim como em seu original Still Alice (em tradução livre algo que passa a ideia de 'ainda sou Alice'), nos remete claramente ao fato de que o portador de Alzheimer não deixa de ser quem é diante da enfermidade. Não deixa de ser alguém.
É impossível passar incólume pela leitura, não apenas pelo drama de Alice, mas em como suas relações deterioram junto de sua memória. Em um ano, a incapacidade de manter-se em sua cadeira em Harvard. Mais um e já quase impossível se lembrar dos próprios filhos e de que sua irmã e mãe, há muito enterradas, não estão prestes a chegar em casa.
Aos poucos, o que parece é que Alice está a perder-se de si. Não apenas sua inteligência, mas quem ela é. Porque, novamente, lembramos o quanto nossas memórias definem quem somos e porquê o somos. Mas voltamos ao outro ponto: para sempre Alice, still Alice. Percebemos que, nos pequenos detalhes, nos vislumbres de memória, nos pequenos hábitos, aquela que conhecemos ainda está lá. Presente, ainda que a própria mente esteja tentando anuviar-se e esquecer.
O livro é uma leitura profunda, que traz reflexão e sensibilidade. Não apenas para os pacientes de Alzheimer ou suas famílias, mas também em como tratamos o envelhecer, a perda da memória, o passar do tempo. Em como priorizamos aqueles que nos são especiais, o que estamos dispostos a abrir mão por eles. É um lembrete sobre empatia.
Para Sempre Alice é um lembrete de que podemos ter parte de nós definidas por memórias, mas que mesmo sem elas, não deixamos de ser quem somos. Não deixamos de merecer amor, carinho, atenção, de ser alguém com vontades, desejos e gostos, e, em especial, de merecer respeito.
No post do blog falo também sobre a adaptação do livro para o cinema de 2015, com Julianne Moore no papel de Alice!

site: http://retipatia.com/2020/03/17/para-sempre-alice-lisa-genova/
comentários(0)comente



kali | @arquivo.literario 10/05/2020

Lisa Genova sem defeitos!
"E, quando o fardo da doença ultrapassasse o prazer daquele sorvete, ela queria morrer. Mas será que teria, literalmente, presença de espírito para reconhecer o momento em que isso acontecesse?".
Alice, professora de psicologia em Harvard e mãe de três filhos, é diagnosticada com Alzheimer precoce aos 50 anos e vê a sua vida virar de cabeça para baixo diante da doença. A família, por sua vez, se mostra egoísta e distante no momento em que Alice mais precisa.
Espero que, através dessa leitura, seja possível identificar a importância de falarmos sobre doenças que podem nos afetar ou afetar aqueles que amamos. A autora nos permite viajar nos pensamentos de Alice, sentir sua confusão, seus anseios, a angústia e sua felicidade também.

site: https://www.instagram.com/arquivo.literario/
comentários(0)comente



[email protected] 16/07/2009

Para sempre e todo sempre
Estou procurando Alice aqui em casa, quero encontrar com essa mulher que venceu com dignidade uma doença que não pôde prevenir ou curar. Um livro fantástico. No começo, não estava gostando do livro, muitos diálogos, ainda não tinha me envolvido com a história. Páginas e mais páginas mergulhei em uma história que me senti uma personagem. Eu estava lá, tenho certeza. Estava com Alice, olhando nos seus olhos e torcendo muito por ela. Ela tem uma fã, um livro agora na estante que será divulgado e admirado por mim sempre. Pois Alice, é para sempre.


Sem mais palavras, o livro é excelente, lindo, tocante e especial!
comentários(0)comente



Dirce 29/06/2015

Uma das faces dos meus medos. E sem sombra de dúvidas: EU TAMBÉM
Para Sempre Alice é um livro escrito pela doutora em Neurociências pela Universidade Harvard, Lisa Genova. Apesar do seu currículo, acredito que não foi sua intenção fazer uma abordagem cientifica sobre o Mal de Alzheimer, mas, sim, interiorizar os sentimentos dos portadores dessa moléstia que é ,sem dúvida alguma, uma das faces mais atemorizantes dos meus medos.
Alice é a escolhida para padecer desse mal que é crudelíssimo, e como desgraça pouca é bobagem, além de ser portadora desse mal , ela também é transmissora da doença para uma das suas filhas. Não. Não se trata de ficção. O tipo ( se assim posso chamar) de Alzheimer que acometeu Alice aos 50 anos de idade – uma pesquisadora, uma professora, uma palestrante, uma escritora- tem componente genético e , portanto, pode ser transmitido aos filhos – as chances são 50 %. No romance, Anna é a filha “beneficiada” com essa herança maldita, e o mais terrível: a sua probabilidade desenvolver a doença é de 100% . Nossaaaaaaaaa! Eu não sobreviveria a essa culpa.
Lisa Genova para atingir o seu objetivo ( o da interiorização dos sentimentos dos portadores) vai mostrando o avanço da moléstia: no início são pequenos lapsos e no final Alice não reconhece sua família, entretanto, o seu sentimento em relação ao amor, parece permanecer imutável.
O que me incomodou no romance, foi que Lisa criou situações pouco criveis ( no meu entendimento) como Alice continuar a lecionando quando seu esquecimento já estava muito acentuado, não contar com um cuidador – seus filhos tinham suas vidas, seu marido era um cientista brilhante- e o discurso que ela fez em uma palestra sobre a doença. No seu afã de mostrar o drama vivenciado por um portador de Alzheimer Lisa deu uma “escorregada”.
Depois da leitura do livro, assisti ao filme, a adaptação tornou as situações que tanto me incomodaram mais plausíveis, mas se Julianne Moore foi merecedora do Oscar os demais interpretes são merecedores do troféu mediocridade – faltou a todos eles dramaticidade, intensidade, mergulhar nas personagens.
Para finalizar: há uma fala de Alice na qual ela diz que preferia ter câncer ao Alzheimer e eu lhe respondo sem sombra de dúvidas: EU TAMBÉM.
comentários(0)comente



Maria Helena 05/09/2015

Quanto tempo dura o eterno?

"Para Sempre Alice" é mesmo, como escrito nessa capa, um retrato comovente do alzheimer. E também do amor.
Imagine descobrir que você simplesmente vai esquecer. Tudo. Sem nenhum controle sobre isso. Não vai poder negociar; barganhar uma memória acadêmica pela lembrança dos seus filhos, por exemplo.
Pense então alguém que escolheu comunicação/linguagem, como objeto de estudo e fez sua vida em cima disso; que escreveu inclusive um livro sobre como funcionam as reações biológicas e o cérebro em relação aos estímulos da linguagem, que é conhecido justamente pela capacidade cerebral acima da média, descobrir isso. Esse alguém é Alice. Mas até quando? Ela o é de fato, ou só o está?
O livro traz os dilemas de uma protagonista consciente do que vai lhe acontecer - mas sem ideia de como será cada próximo minuto e portanto, não sabendo muito bem como se preparar - e de cada um que passa a viver a doença junto com ela ("porque só nos ama, só vai ficar até o fim, aquele que, depois da nossa utilidade, descobrir o nosso significado.."). Dessa forma, faz o leitor se assustar, pensar o que faria estando no lugar de cada um deles, aumentar sua consciência da fragilidade humana e de que certezas são absolutas, mas não eternas. Ou o eterno é que na verdade pode durar bem menos do que se conceitua (as vezes, apenas um segundo - já havia sido avisada outra Alice).







Nyck 27/03/2020

Lindamente sensível
Essa é uma leitura inesquecível que sempre busco em momentos em que quero refletir sobre a vida. É um livro com uma escrita fluída que com grande sensibilidade mostra o cotidiano de Alice, uma mulher brilhante que pela doença de Alzheimer vai perdendo as habilidades cognitivas que sempre a definiram. Recomendo que todos leiam ao menos uma vez essa obra e que ela os proporcionem tantas reflexões como eu tive.
comentários(0)comente



MellNavarro 15/04/2020

"-Sinto saudades de mim.
-Também sinto saudade de você, Ali. Muita.
-Nunca planejei ficar assim.
-Eu sei."
Eu queria ler esse livro desde que assisti o filme aleatoriamente. É um livro muito lindo e delicado. A instalação do Alzheimer é mostrada em todas as suas facetas duras e inocentes até, tudo sendo acentuado pelo fato de ser precoce. É uma leitura emocionante, que ao mesmo tempo que gera apertos no coração, também o aquece. Super, super recomendo!
comentários(0)comente



Roberta Kwietniewski 17/04/2020

EMOCIONANTE
Que livro! Linguagem que flui demais, história emocionante e que corta o nosso coraçãozinho. Não vou superar tão cedo
comentários(0)comente



260 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |