Psicopata Americano

Psicopata Americano Bret Easton Ellis




Resenhas - O Psicopata Americano


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Ruh Dias (Perplexidade e Silêncio) 17/08/2017

O livro ou o filme?
Independente do veredito desta batalha livro versus filme, a consequência foi a mesma: ao terminar de assistir ao filme e de ler o livro, quase vomitei - literal e metaforicamente. De longe, esta foi a obra mais difícil de digerir que já tive em mãos e precisei de muito preparo para conseguir escrever este post. Se você é sensível, não queira saber mais sobre "O Psicopata Americano", de Bret Easton Ellis.

Não sou capaz de acreditar que o escritor Bret Easton Ellis é mentalmente equilibrado. A intensidade da violência desta estória não é para qualquer um e só um escritor ligeiramente perturbado seria capaz de evocar cenas tão assustadoramente depravadas. Confesso que não consegui ler os últimos três capítulos do livro, tamanha a violência grotesca que se desenrolou ali. Meu estômago embrulhou como nunca tinha feito antes.


O livro foi publicado em 1991 e é a terceira obra de Bret. A estória é narrada em primeira pessoa pelo playboy Patrick Bateman. Bateman é um empresário da Bolsa de Valores extremamente rico, vive em Manhattan e, além disso, é um perigoso serial killer.
Cada capítulo do livro é destinado a uma atividade cotidiana de Bateman, que narra com pormenores maçantes todas as marcas de tudo o que possui. Assim, o leitor deve estar preparado para descrições longas e cansativas das roupas de todas as personagens, incluindo as do próprio Bateman, bem como de todos os objetos de valor existentes na estória e todas as comidas e bebidas chiques que são consumidas. Embora tais descrições sejam chatíssimas, a intenção de Bret é enfatizar uma sociedade viciada em consumo e em imagem, bastante fútil e superficial, que prioriza marcas e glamour. Além disso, tanto Bateman quanto seus colegas ricos menosprezam e maltratam diversos mendigos e homossexuais ao longo do enredo, mostrando o egocentrismo e o preconceito enraizado neles.

Bateman leva uma vida enfadonha, mesmo com a atmosfera de luxo e riqueza. Todos os seus relacionamentos são extremamente superficiais e os diálogos com seus amigos são muito entediantes, dando ao leitor a mesma sensação que Bateman tem no convívio com aquelas pessoas. Além disso, Bateman é um grande misógino e trata as mulheres de um jeito absurdamente machista. (Se você não sabe o que é misoginia, recomendo que leia este texto que escrevi para a Obvious Magazine). Conforme a leitura prossegue, fica claro que Bateman enxerga as pessoas da mesma forma que enxerga os objetos, lhe atribuindo valor (ou falta dele) por causa de sua aparência ou de sua origem.

O único escape de Bateman à esta rotina insossa são os assassinatos que comete. No início do livro, os assassinatos são referenciados de forma bastante indireta e quase passam desapercebidos na trama. Porém, conforme a psicopatia de Bateman evolui, seus assassinatos tornam-se cada vez mais presentes, violentos e degradantes - chegando ao ápice no fim do livro, que não consegui ter estômago para ler.


O filme foi lançado em 2000 com Christian Bale no papel de Patrick Bateman. Bale fez um excelente trabalho como o serial killer, pois aumenta seu nível de perturbação e deterioramento exatamente como imaginei ao ler o livro.

Em termos gerais, o roteiro do filme manteve-se bastante fiel ao livro. A cronologia e os acontecimentos-chave da trama estão posicionados da mesma forma. Uma vez que o filme não descreve as marcas de cada item que aparece na tela, isso o torna mais dinâmico que o livro, o que é um ponto a favor.

A única grande alteração feita na estória é em relação a Luis Carruthers. Homossexual assumido, Luis é apaixonado por Bateman que, sucessivamente, recusa suas investidas. No livro, quando Luis começa a persegui-lo em bares e restaurantes, Bateman ameaça matá-lo, mas não chega às vias de fato. A cena com Luis marca a degradação final de Bateman, que já não consegue mais disfarçar que é um serial killer. No filme, Bateman redige uma confissão de assassinato de um colega de trabalho - confissão esta que não ocorre no livro - e é este momento que marca a mudança de Bateman na tela.

O livro ou filme? Preferi o livro, por dois motivos.

O primeiro motivo é o fato do livro explorar mais o contexto social e político da época. Bret retrata não apenas Bateman como serial killer, mas faz uma crítica a todos os novos ricos da Bolsa de Valores dos anos 80. Em maior ou menor grau, todos eles são psicopatas, no sentido de que não se importam com outras pessoas nem com seus sentimentos e necessidades. Eles maltratam não só mendigos, prostitutas e homossexuais, como prejudicam a vida pessoal e profissional uns dos outros. Há uma série de traições, mentiras e falta de escrúpulos no enredo, e Bateman é apenas uma peça deste quebra-cabeça horroroso. A critica que é feita ao american way of life é pesada e contundente e acho que, no filme, esta crítica foi diminuída, focando mais nos assassinatos de Bateman e não no contexto como um todo.
Não à toa, as referências a Donald Trump são inúmeras ao longo do livro. Bateman idolatra Trump e faz questão de visitar todos os restaurantes que Trump recomenda, ler os livros que Trump indica e vestir o que Trump veste.

O segundo motivo é a vividez da violência e do sexo. Se você já viu o filme, deve ter se chocado com as cenas dos assassinatos e com as cenas de sexo. Pois, acredite: o livro é ainda pior. Houve momentos que eu gostaria de ter um botão un-read no meu cérebro, para esquecer certas passagens pavorosas que Bret concebeu.

Não me considero uma pessoa careta mas, se este livro fosse censurado, eu ficaria aliviada e dormiria melhor à noite.

site: http://perplexidadesilencio.blogspot.com.br/2017/08/o-livro-ou-o-filme-o-psicopata.html
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Patrick 18/04/2017

Livro de cabeceira do psicopata cosmopolita
Nunca foi tão atual.

Chamá-lo de vazio não é criticá-lo negativamente, é posicionar-se a si mesmo numa perspectiva supérflua, e, ao mesmo tempo, num plano introspectivo profundo da coisa toda. Os personagens são construídos a partir de marcas de roupas e acessórios porque é somente sob esse aspecto que o protagonista os vê. Outro escritor mais convencional teria resumido essa particularidade de seu personagem em alguns parágrafos e a destacaria, esporadicamente, aqui e ali, mas Ellis, eu acredito, quer que o leitor sinta-se na pele de Bateman, vendo com seus olhos o mundo ao seu redor, e como é cansativo ser Bateman! Esse ponto de vista supérfluo, preconceituoso e doentio não pode ser abreviado, tanto quanto um ponto de vista imprescindível, flexível e saudável não o seria noutra espécie de narrativa em primeira pessoa. O Psicopata Americano, como livro, não é um convite a uma história, é um convite a uma mente bastante limitada e alienada, é como acompanhar o movimento de um desenho animado correndo num bloquinho de papel sem fim.
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Natalie 21/08/2016

A história se passa na década de 1980 e fala sobre um yuppie psicopata. Até aí tudo bem, temática interessante e tem tudo pra ser um ótimo livro, só que não é. Por se tratar de um protagonista muito rico, o autor fica a maior parte das páginas - dedicando, inclusive, capítulos inteiros a isso, fazendo a nomenclatura das grifes usadas por Patrick e descrições minuciosas de como ele está vestido. O problema é que isso não acrescenta nada ao enredo, muito pelo contrário, só o prejudica.

O livro é narrado em primeira pessoa e fica bastante estranho o psicopata falar das próprias atrocidades de forma tão indiferente. Talvez seja a intenção de Bret Easton: mostrar a falta de sentimentos do protagonista, mas isso dá um tom falso ao enredo.

Em alguns trechos o clima de suspense e terror aumentam de um jeito que parecia que as engrenagens dos diálogos, até então soltas, iriam fazer sentido. No entanto, nada se concretizou, em nenhum momento. Principalmente por isso não gostei e avaliei com nota 01. Conversas entre personagens que não trouxeram absolutamente nada, repito, NADA à história somada à capítulos sobre música e produção musical dos EUA nos anos 80 não conseguiram me convencer.

Por isso, se fôssemos escolher somente as partes interessantes e que contribuíram para o desenvolvimento da trama poderíamos retirar metade do que nos foi apresentado que já estaria de bom tamanho. Muito prolixo para pouco conteúdo.
Arlete 02/10/2016minha estante
Olá vc tem esse livro?


Natalie 02/10/2016minha estante
Oi, não tenho.


Aldo Jr. 02/03/2017minha estante
Concordo em tudo!




Mariana 01/04/2016

Por quê uma estrela? Vamos lá. Livro cultuado, badalado, filme idem (que não vi), paralelos com o estilo Chuck Palahniuk (de quem gosto). O quê deu errado? Pra mim, nada deu certo. Arrastei-me pelas páginas intermináveis. Estive a ponto de largar no mínimo três vezes. Gente, que agonia das descrições de roupas. Comidas. Não consegui sentir empatia alguma por personagem nenhum. Pra mim, foi niilismo pelo niilismo. Minha opinião, apenas.
Arlete 02/10/2016minha estante
Olá vc tem esse livro?


Mariana 02/10/2016minha estante
Olá, Arlete. Tenho, em formato digital.




Fábio 25/01/2016

Dostoiévski hardcore: A violência complexa
"A justiça está morta. Medo, recriminação, inocência, simpatia, culpa, desperdício, fracasso, dor eram coisas, emoções que ninguém sentia realmente. A reflexão não tem utilidade, o mundo não tem significado. O mal é a única coisa permanente."


Um livro bárbaro... em todas as acepções da palavra. Um romance perverso, chocante, mas, surpreendentemente complexo do ponto de vista psicológico, revelando uma densidade narrativa assombrosa.
Se, de um lado temos a violência explícita, crua e, por vezes, intragável, que inclui tortura, mutilação (inclusive sexual), canibalismo e assassinatos com requintes de crueldade – o que justifica a polêmica que acompanhou o lançamento do livro –, temos também, para equilibrar a balança e contextualizar essa violência, um retrato vivo e implacável dos anos 80 e, particularmente, do cenário social ao qual pertenceram os yuppies daquele período: uma geração marcada pelo consumismo, pela futilidade, pelo egoísmo e, claro, pela violência.
Patrick Bateman não é apenas o narrador-personagem do livro, mas um ícone, um símbolo do mal palpável, realista, resultado do vazio que acompanhou sua vida adaptada à comodidade. Sua psicose não se manifesta por motivos bizarros ou mirabolantes, e ele também não tem dupla personalidade; na verdade ele praticamente não possui consciência: após cometer suas atrocidades, ele simplesmente se concentra em questões mais pertinentes ao seu bem-estar: vai aos restaurantes da moda, às lojas de grife ou tece longos discursos sobre música, moda e estética.
A excessiva preocupação com o corpo e com a aparência, bem como o consequente jogo de aparências social, a despeito da corrupção moral do indivíduo, fez-me lembrar da perspectiva wildiana (tão bem exposta em “O retrato de Dorian Gray”), mas, sobretudo foi a densidade psicológica do romance de Ellis que me fez recordar com frequência de um outro autor: Dostoiévski. Na capa da edição de bolso da L&PM há uma citação que menciona o fato de o livro ter “ares de Dostoiévski” e eu preciso concordar. Há uma conexão notável entre a complexidade vertiginosa do autor russo (sobretudo em “Crime e castigo”) e “O psicopata americano”. Embora Bateman não sofra com a crise moral e os dilemas de consciência de Raskólnikov, suas mentes são vasculhadas de formas semelhantes por seus respectivos autores. Quando, por exemplo, Bateman sofre de um surto psicótico próximo ao final do livro, percorrendo as ruas de Nova Iorque totalmente desnorteado foi inevitável lembrar do protagonista de “Crime e castigo” a percorrer sua cidade sob terrível pressão psicológica. Entretanto, bem antes disso, de forma fragmentada, ao longo do livro de Ellis, já se nota a habilidade do autor em explorar os recônditos da mente de Bateman, e como ela é articulada, degradando-se continuamente e tornando necessário que ele recorra ao consumismo para manter um autocontrole em sociedade. Ainda que seja extremamente violento, é um livro cuja violência possui contexto e profundidade, uma complexidade interior que remete, sem exageros, à grandeza dostoievskiana.
Mariana 01/04/2016minha estante
Fábio, que interessante sua resenha. Parabéns!
Consigo enxergar tudo o que você colocou aí nas páginas do livro. Mas é incrível, a minha relação com ele foi péssima. Talvez simplesmente não seja um livro pra mim... senti uma leitura extremamente penosa por esse universo niilista do Patrick.
Mas, enfim. Bom demais ver perspectivas como a sua.


Fábio 08/08/2016minha estante
Obrigado, Mariana! Somente agora pude ver seu comentário e tenho de concordar que alguns livros realmente não são para todos os leitores. Falando assim, até soa presunçoso, mas o que quero dizer é que certas obras não se encaixam nas nossas perspectivas, ainda que sejam aclamadas por uma parcela significativa de leitores (eu, por exemplo, não tolero Tolkien!). De toda forma, são as diferenças que fazem do mundo da literatura um espaço tão variado, porque ninguém vive de mesmice!




Andrea 13/10/2015

Psicopata Americano
[...] "Estou afrouxando a gravata que ainda trago ao pescoço com minha mão encharcada de sangue, com a respiração pesada. Esta é a minha realidade. Tudo fora disto é como um filme qualquer a que uma vez assisti" [...] p 502.

Patrick Bateman é o americano perfeito: jovem, bonito, rico, bem relacionado e dentro dos padrões de gosto estético e cultural do final dos anos 90, seu único defeito, a única coisa que destoa de todo o seu visual, é que ele é um psicopata.
O cara vive em uma Nova Iorque recheada de futilidades, ninguém se preocupa com nada além de roupas, acessórios, grifes famosas, restaurantes caros e roupas, sério, gente, cada capítulo tem pelo menos metade consumida pela descrição do vestuário das personagens em cena! Fato que colabora com o sarcasmo da narrativa,pois Patrick está sempre dizendo a seus "amigos" e a diversas pessoas aleatórias que ele É UM PSICOPATA e ninguém lhe dá atenção, afinal eles tem coisas muito mais importantes para se interessar, como por exemplo, os novos ternos da Armani, o novo restaurante que abriu na cidade etc, o que o deixa Bateman, como todo bom narcisista, frustrado e muito, muito irritado.
Ao longo das duzentas primeiras páginas, conhecemos todas as melhores marcas de roupas e cosméticos masculinos da época! O que não nos prepara para o que está por vir...

Bateman... Bate - man, Bate... Bates? Será que é alguma coincidência?

Não, tirando o fato de que Patrick não gosta de se vestir de mulher e é totalmente homofóbico, ele lembra muito o carismático Norman Bates, até porque ninguém desconfia dele. Quando as cenas "carregadas" começam, elas nos deixam desnorteados, a narrativa é muito gráfica, objetiva, nua e crua, você não consegue se desvencilhar das impressões que ela deixa, no entanto, calma, após um capítulo cheio de morte, tortura espanhola e pedacinhos de carne humana na panela, tem sempre um capítulo leve que nos traz a resenha da carreira de algum músico ou banda famosa dos anos 90, isso evidencia o quão insignificantes são essas mortes para Bateman, o quão sem importância são as pessoas em si, até mesmo ele.
Uma coisa que precisa ser observada é a desconfiança que esse narrador nos causa: o livro é narrado pelo próprio Patrick, logo tudo o que sabemos sobre ele vem de suas próprias palavras, em vários momentos nos deparamos com pessoas que ele disse que "matou", mas na verdade se mostram bem vivas e conversando com todo mundo e vivendo, enfim! E como eu disse, ele gosta de atenção, por isso você nunca tem certeza se quando Patrick assume a forma de psicopata ele está narrando algo que realmente está acontecendo ou se apenas inventou tudo isso pra chocar você, já que ele não consegue fazê-lo com seus amigos e as pessoas que estão ao redor dele.
Desse modo, é você leitor que precisa fazer uma escolha, acredita ou não no psicopata americano?

site: http://allumina.blogspot.com.br/
Camila 12/12/2015minha estante
Andrea, vim pesquisar sobre o livro e a primeira resenha que me deparei foi a sua. Fiquei super intrigada pela leitura, mas gostaria mesmo é de elogiar o modo cativante como você fez essa resenha. Você parece que está conversando com o leitor, meus parabéns! Já estou acessando seu blog! Não sei se você verá esse comentário, mas acho importante sempre valorizar quem consegue usar as palavras de modo tão agradável!


Andrea 13/02/2016minha estante
Muito obrigada, Camila! Eu sempre tento escrever de uma maneira que fique bem esclarecida para os leitores! Que bom que gostou!! =D




Tania 11/10/2015

Perturbador
Um misto estranho de sentimentos, do fascinante ao perturbador.
Marcia Lopes 17/11/2015minha estante
Eatá entre as minhas próximas leituras! hehehehe


Arlete 02/10/2016minha estante
Olá vc tem o livro psicopata americano?


Tania 02/10/2016minha estante
Olá, não tenho. Li ele digitalmente, no formato de epub.




Davi 07/09/2015

Pretensioso ao extremo
Apesar de Bateman, o "psicopata americano" a quem o título se refere, ter se tornado um personagem icônico do imaginário estadunidense, a obra que o origina não merece a atenção que recebe. Com a pretensão de crítica do narcisismo consumista americano, o livro é recheado - do pé à cabeça - de nomes de marcas caras e cenas bizarramente mórbidas, os quais parecem apenas desculpa para disfarçar a inabilidade prosaica do autor, Bret Easton Ellis. Embora eu aprecie bastante a adaptacão cinematográfica, este livro vai pro lixo sem a menor hesitação.
Caim Ferreira 13/11/2017minha estante
Nossa, como você é burro!




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Filipe 10/01/2015

Perturbador
Um livro perturbador e intrigante. Admito que não foi uma leitura fácil, é praticamente um estudo sobre a mente doentia de um psicopata yuppie da década de 80, Bret Easton cria um clima de vazio existencial tão profundo em sua escrita que em determinados momentos é possível sentir parte do vazio que Patrick sente em seu mundo cruel.
Um livro forte, com passagens grotescas, mas todas essenciais para criar uma interpretação psicológica desta personagem.
O pior é perceber que este vazio do capitalismo e da própria existência é muito real, e não se surpreenda ao se identificar com Patrick em algum momento.
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Hugo 30/09/2014

este foi o livro mais doido e narcisista que eu ja li!!
muito doido
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Bruno 08/03/2014

Talvez americano demais.
Não vou escrever uma resenha, mas sim um comentário.

O que mais me incomodou no livro do Bret Ellis foi o excesso das descrições das roupas das personagens. Ele cita, em quase todas as páginas, umas 10 grifes diferentes. Isso tudo somado a incontáveis diálogos (não todos) chatérrimos que, sinceramente, não acrescentam absolutamente nada à história. Eu acho que nesse ponto, o livro chega a ser entediante.

Patrick Bateman, o personagem principal, extremamente atraente, rico e desejado por todos, é sim, um psicopata interessante. Sem escrúpulos.
As cenas de assassinato, sexo e sadismo são muito boas, ricas em detalhes. E, por mais macabro que isso possa soar, bem criativas. Tem que ter estômago para aguentar.
Mas elas aparecem como um oásis no meio de vários capítulos que causam bocejo.
Penso que essa foi uma intenção do autor, não tenho certeza.

Ainda estou ponderando se valeu ou não a pena ter perdido tempo lendo todas aquelas quase 500 páginas, e não apenas umas 100, mais interessantes.
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Marcos 18/04/2013

Confira a resenha em vídeo feita para esse livro. Acesse: http://capaetitulo.blogspot.com.br/2013/04/resenha-falada-o-psicopata-americano-de.html
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Máh 22/03/2013

I LIKE DISSECT GIRLS
Wall Street está sendo minha selva e ninguém consegue perceber que sou o grande predador, o topo da cadeia alimentar, sem nada nem ninguém para impedir a minha particular carnificina e o gosto da carne fresca e do sangue coagulado escorrendo pela minha garganta.
Manhattan se tornou minha fonte de prazer... Estou explorando continuamente minha maldade, insanidade, saudade.
Meu nome é Patrick Bateman, sou rico, bonito, educado, nada modesto. Pago putas caras para satisfazer não somente meu sexo mas principalmente meu minuto de demência.
Eu adoro violência gratuita que tenho com minhas próprias mãos. Adoro boa musica, um bom vinho, um bom filme pornô, uma noite terminada em morte e hormônios, ambos quentes, esparramado pela sala do meu apartamento.
Meu consumismo e revelado na minha serra elétrica, no meu machado, nas facas afiadas da cozinha.
Como disse, chamo-me Patrick Bateman, talvez você ouvirá falar de mim... Ou talvez, próprio falará... Se conseguir sobreviver
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