Fios de Prata

Fios de Prata Raphael Draccon




Resenhas - Fios de Prata


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Matheus 07/03/2015

Criando pouquíssimo e abusando das referências, Raphael Draccon faz uma história medíocre, que nos deixa com um gosto amargo na boca pelo potencial desperdiçado.
http://antarktos.blogspot.com.br/2015/03/fios-de-prata-raphael-draccon.html
Ernani 25/07/2015minha estante
só a chamada da resenha já resume meu sentimento por esse livro




weliton.joelmir 04/02/2015

Literatura ou sonho?
Quando comecei a ler este livro, estava muito empolgado para descobrir do que se tratava, logo no prefácio me lembrei que trazia o assunto de "reconstruindo sandman", um gibi que li parcialmente.
Sinceramente, esperava mais da escrita. Com personagens que possuem uma narrativa infantil, você só lembra que é um livro adulto por que há vários palavrões, que me fez pensar: "os cariocas ou os paulistas são assim, por**?" Parece até que estou vendo os personagens do "Porta dos fundos".
A história por ser baseada em um outro conto já deixa a leitura mais difícil, muito mais pra quem não está familiarizado, mas acredito que mesmo aqueles que leram Sandman da DC ficaram meio perdidos com a história.
Cheguei á pensar: "será que sou eu que não gosto de livros do gênero fantasia? Não, pois eu gostei do livro O espadachim de carvão que esperava muito menos."
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Júlia 10/01/2015

Cortando fios de prata
Esse livro, realmente, comprei pela capa. A capa possui uma ilustração muito bonita e que me agrada muito. Não leio muito sobre as histórias antes de ler um livro, pois não gosto de spoilers de jeito nenhum. Então, pelas poucas informações da capa + a ilustração, resolvi dar uma chance ao autor.

A premissa era boa. Mas não gostei do estilo de narração, nem da montagem da história. São muito elementos misturados, sem muita conexão, apenas na tentativa de criar descrições fantásticas. Não me identifiquei e nem fui tocada por nenhum dos personagens.

Se estiver meio sem livros na fila de leitura, vale as páginas... Mas se tiver outros de fantasia na lista, coloque este ao final...

:)
Livia Mantuano 03/05/2015minha estante
Vou seguir seu conselho =)




LUA 17/12/2014

Salada Literária
Esse foi o primeiro livro que li para os desafios literários dos quais estou participando e será um dos últimos a ser resenhado. Porquê? Eu precisava deixar a história "assentar" para eu poder decidir o que realmente achei desse livro.

Diz a lenda grega que da união de Hypnos (personificação dos sonhos e Gracia Pasitea (uma das graças) nasceram três deuses menores, Phantasos, Deus do Inanimado que depois recebeu o reino de Phantasia, Phobetor Deus dos Pesadelos e Morpheus o lorde moldador, o senhor das memórias.
Dos três, Morpheus se tornou tão amado pelos humanos na figura do Sandman que, muitos nem conhecem seus outros irmãos oníricos. Em um pedaço do reino do Sonhar , habita também Madeleine, o anjo dos sonhos despertos. Descontentes com o reconhecimento de Morpheus e seu esquecimento, uma batalha épica com uma jogada arriscada está se delimitando e poderá atingir não só o território do sonhar, mas o fio de prata dos sonhadores terrestres.
Enquanto isso, no orbe terrestre conhecemos Milkael Santiago, o Allejo, uma promessa do futebol brasileiro vendido ao Paris San Germain por uma cifra exorbitante e Ariana Rochembach, (uma descendente de italianos, com sobrenome alemão!) ginasta brasileira, sulista - uma ressalva: colocar dois protagonistas esportistas foi de imensa criatividade, tirar o foco do eixo RJ -SP também, porém, o uso exagerado de Bah, Tchês e Guris por parte de Ariana deixa a fala dela irritante - uma promessa da ginástica olímpica nacional.
Certo dia, já em Paris ( preste atenção ao local) Allejo vai assistir a uma apresentação de Ariana e se vê apaixonado por aquela deusa das rondadas flip flap, e duplos twists carpados ( Raphael faz questão de explicar, cada salto, cada passada, como se você estivesse vendo a apresentação da Daiane dos Santos na Olimpiadas e pela televisão) e se apaixona. Faz de tudo para se aproximar de Ariana e conversar com ela e o tema inicial é claro, esportes. Ariana a princípio, não dá muita conversa a Allejo, o considera um "garoto" mas depois de um tempo, eles começam a sair e a namorar.
É quando Allejo faz uma das principais afirmações do livro:
"Por você eu iria ao Inferno"
O que liga Allejo ao reino do sonhar é que ele convive com inúmeros pesadelos onde estão demônios, súcubos e corpos com um estranho fio acoplados a eles, uma espécie de teia, um fio de prata. Porém pouco depois de iniciar seu namoro com Ariana, é ela quem passa a ter pesadelos em seu lugar. Esses pesadelos começam inclusive a interferir na vida desperta de Ariana, que sofre um grave acidente que a deixa presa em uma situação de onde só Allejo será capaz de resgatá-la.
Para esse resgaste Allejo terá de ser capaz de entender quem é (ou foi), qual o seu desígnio e aprender a confiar em pessoas e situações que nunca viu. Para salvar Ariana, ele terá que sonhar.

O livro todo se passa entre a Batalha do Reino do Sonhar e o mundo terrestre, as cenas são divididas pelo subtítulo com o nome do protagonista e muitas vezes as situações se passam ao mesmo tempo aqui ou lá.
Existem outros personagens, e é por meio deles que são feitas as ligações entre o mundo desperto e os sonhos. Personagens que seguirão e instruirão Allejo até sua batalha final.
Um ponto legal na leitura é que a cada ação praticada no reino do Sonhar corresponde uma ação aqui na Terra e Draccon usa fatos reais para demonstrar tais atos. Quando Lorde Phantasos se une a guerra no sonhar ao lado de Morpheus, o mundo que era derrota não era mais:
" A policia grega havia prendido um homem de 31 anos com uma aparência tão inofensiva e debilitada que outros sentiam pena ao avistar. O sujeito era um canibal que matou outro homem, esquartejou-o e comeu algumas de suas partes. Tentou beber o sangue do morto, mas dissera não ter se adaptado ao gosto da seiva. O homem morto era seu pai."

Ate aí o livro é muito interessante, porém do início da instrução de Allejo até sua batalha por Ariana, o livro se mostra como que eu chamei de salada literária, porque se no início você tem uma mitologia grega influenciando na conduta humana, na instrução de Allejo para a batalha,que é feita na Terra por um grupo de pessoas, que se reúne onde ,creio eu, se assemelha a um centro kardecista (lembra quando eu falei para lembrar que o encontro deles foi em Paris? A França é a terra natal de Alan Kardec), que o ensina a fazer uma viagem astral.
Depois disso, você encontra elementos não só mitológicos, como kardecistas, cristãos (nos últimos capítulos, passagens do Apocalipse são citados para ilustrar ações) e um pouco de cultura japonesa com Masamune. Além disso, como a batalha principal se dá no Sonhar a presença de dragões, elfos, feiticeiras e uma variedade extensa de guerreiros, lutando lado a lado com anjos e demônios, incluindo nesses o Arcanjo Gabriel na sua eterna luta com Lúcifer e as hordas do Inferno liderada por Baalzebu, Abadom e o Senhor das Moscas.
No mundo dos sonhos, quando Allejo questiona porque ele é tão importante para a luta, a explicação vem da teoria de reencarnações que no seu caso remonta ao tempos de Cristo (nessa parte, o livro me pregou um belo susto!)e a filosofia da dualidade do ser humano de Descartes e Lock.
E aí fiquei me perguntando, se esse livro seria incômodo a quem segue alguma religião, pois tratar dogmas como fantasia...ou se o livro não seria qualificado como fantasia, mas como leitura espiritual, chegando a auto-ajuda com elementos fantasiosos.

Sobre a escrita, a repetição de descrição de alguns dos personagens e o uso de pseudônimos me incomodaram um pouco Quando ele fala por exemplo, do dragão montado por Phobetor na batalha, ele repete em várias trecho que se tratava de uma forma pensamento criada pelos pesadelos humanos; já em outros trechos, ele chama Morpheus de o caçula, e Phantasos de O primogênito e daí você ficar lembrando da ordem de nascimento de cada um é complicado. Fora alguns errinhos de grafia (eu peguei acesso com um só s, que se transformou em aceso) e alguns erros de pontuação, porém, eu já li por aí que a revisão da LeYa não é boa, o que não é culpa do autor. Como esse é o primeiro livro da Editora que leio, não posso condená-los de todos, erros acontecem.

Eu falaria mais sobre o livro, mas o medo de contar mais do que já contei é imenso, e respondendo a pergunta sobre o que eu achei: A história é boa, a pesquisa foi interessante e fora alguns fatores irritantes eu gostei e recomendo, se essa misturada toda, não te enjoar.

" Tu inspiraste Rowling e foi nas terras de Morpheus que se moldou Hogwarts. Tu inspiraste Tolkien e foi nas terras de Phantasos que se anexaram as extensões da Terra Média. Tu inspirastes Lovecraft e em minhas terras se ficou Miskatonic. Então eu te pergunto com sinceridade, anjo: Até onde vai tua vontade de ser coadjuvante em um mundo de formas e pensamentos?"

site: www.blogmundodetinta.blogspot.com
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Andrei Arthur Fahl 05/12/2014

Deprimente
Nossa, acho que vou desistir do Raphael. Fiquei super interessado no livro pelo seu enredo, mas o livro é uma pura enrolação. Raphael parece que não sabe no que ele é bom, ou seja em batalhas e em construção do mundo. O livro era para ser fantástico, mas 100 páginas dele só se passam nesse universo fantástico criado por ele. Os sonhos que o protagonista tem são até legaiszinhos, mas como a história se desenrola no mundo real é deprimente. Umas das maiores decepções de 2014 com certeza.
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Andressa 28/08/2014

Simplesmente Divino!
Para quem gosta do gênero Fantasia, esse é um livro fantástico, de uma leveza, simplesmente incrível.
Eu me apaixonei por Axel e João em "Dragões de Éter", mas Raphael Draccon superou ainda mais em "Fios de Prata". Me emocionei com Allejo e Ariana. Esse livro é de uma doçura, de uma sutileza, é tão sensível e inspirador.
Com toda certeza se tornou um dos meus favoritos. Afinal, não é todo homem que vai, literalmente, ao inferno por amor a uma mulher, só mesmo "o sonhador mais poderoso do orbe terrestre", porque "ele fez o pedido desprovido de ambição mais ambicioso do mundo".
Fantástico. Simplesmente Divino!
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Paulo Weber 23/05/2014

Minha Resenha em video de Fios de Prata: Reconstruindo Sandman
Falei num episodio de Quero Na Minha Estante sobre Fios de Prata de Raphael Draccon.

site: https://www.youtube.com/watch?v=2VgET6uKMTA
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spoiler visualizar
Eder 14/04/2014minha estante
"Draccon deveria ter dado a ideia dele para um autor de verdade fazer o seu livro."
Adorei essa frase. Haha




Diogenes 05/02/2014

Confuso.
Temática boa, nunca tinha lido algo parecido, personagens se desenvolvem bem , porém como tudo acontece, é meio confuso. O autor descreve muito bem as cenas e tudo , não obstante mesmo assim ainda o achei confuso, ainda que seja uma boa leitura.
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Jéssica R. 16/01/2014

Fios de Prata não foi exatamente o que eu esperava. Li Dragões de Éter e me encantei com o mundo que ele criou, com os personagens e com a escrita dele, que foi uma novidade para mim. Mas, infelizmente não foi o que aconteceu desta vez.

Teve muitas coisas que achei genial (Claro! Afinal é o Draccon) como o sonhar, as planícies com varias árvores nas quais as pessoas esperavam embaixo a chance de cultivar a sua própria mudinha, nessa parte o autor cita algumas figurinhas já conhecidas como J.K Rowling e J.R.R Tolkien. Confesso que senti uma invejinha de Allejo, gostaria muito de passear entre aquelas árvores.

No início, fiquei um pouco confusa com a história sem saber onde tudo aquilo iria parar. Mas acredite, este é um ponto positivo. No final todas as partes se encaixam e você (eu) percebe que o autor conduziu a história muita bem. Apesar de ter achado alguns trechos muito longos, com muitas explicações desnecessárias e repetitivas. Como a conversa que Allejo e Lúcio Vernon tiveram no carro, achei que no decorrer da história todo aquele papo teria alguma utilidade, me enganei!

Sei que o “desaparecimento” de Ariane foi bem explicado e necessário, mas senti muita falta dela, foi uma personagem que me cativou desde o inicio. Esperei o livro todo para ver a ginasta ter um destaque ainda maior e vi :)

As cenas de ação foram muito bem escritas e emocionantes, nos fazendo lembrar da luta final do Príncipe Axel em Dragões de Éter. O final com as pessoas sendo curadas e tudo mais foi um toque especial do livro que não nos deixa esquecer de como é importante sonhar. No final de contas, Fios de Prata é na minha opinião inferior á Dragões de Èter (foi impossível não comparar), não é um livro que irei recomendar. Será que vou continuar lendo os livros do Draccon? Sim! Claro! Não vais ser um livro que irá fazê-lo cair no meu conceito.

site: http://lilianejessica.blogspot.com.br/2014/01/fios-deprata-reconstruindo-sandman.html
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neo 09/01/2014

EDITADO EM 18/11/2014. Resenha atualizada.

Li esse livro ano passado e já fiz uma resenha para meu tumblr há algum tempo, mas sinto que preciso de uma nova e mais detalhada agora. Plus, estou tão gripada que meus olhos ardem e respirar dói, e para completar coloquei aparelho ontem e no momento quero arrancar todos os meus dentes de tão nervosa que esse treco me faz ficar, com o bônus sendo que mal posso comer e isso está me levando lentamente à loucura/consideração de pensamentos assassinos. Então, sim, preciso extravasar toda a irritação que estou sentindo ou realmente acabarei matando alguém, esse alguém sendo muito provavelmente meu irmão, que vem reclamando de um bug em World of Warcraft no meu pé do ouvido desde domingo quando ele sabe muito bem que eu odeio World of Warcraft!!!!

Mas vamos ao que interessa.

Quando vi esse livro na livraria tive basicamente duas reações. A primeira foi achar a capa e o título maravilhosos. A segunda foi soltar um suspiro cansado, olhar para o céu e perguntar mentalmente, por quê?, quando percebi que o livro era do Draccon.

Sei que isso soa meio cruel e preconceituoso, mas já comprei um livro do Draccon, Dragões de Éter, e nunca consegui passar da página cem porque onomatopeias, caps lock, quebra da fourth wall e diálogos pra lá de desajeitados não são características que eu aprecio em livro algum. E a própria narrativa me pareceu infantil demais, então deixei a história, que até parecia bastante interessante, pra lá. Acho que fica fácil imaginar porque desanimei tanto ao ver que Fios de Prata era do mesmo autor de Dragões de Éter. A ideia me pareceu excelente, mas meu sexto sentido apitando loucamente não deixou que eu comprasse o livro da primeira vez que o vi.

Lá pela vigésima vez, desisti e o comprei.

Foi a última vez em que não confiei em meu sexto sentido.

(Mentira, teve O Trono de Vidro que veio depois, mas só).

Primeiro, tenho uma confissão a fazer: nunca li Sandman. Ou qualquer outra coisa do Neil Gaiman, pra falar a verdade. Pretendo o fazer um dia, mas acho que por ter colocado Gaiman e Stephen King no mesmo nível de fama/credibilidade (por motivos que eu mesma desconheço), depois de ter me decepcionado com um livro do King minha vontade de ler algo do Gaiman morreu. Sei que é uma razão estúpida, mas foi o que aconteceu. Sendo bem sincera, fico meio receosa de ler autores muito consagrados porque acabo indo com muitas expectativas e quebrando a cara, e meio que já li livros ruins demais esse ano e não preciso odiar outro livro amado por todos, muito obrigada.

(E aparentemente Sandman é HQ???? Menos chances ainda de eu ler um dia, plep).

Mas enfim, Fios de Prata começou muito bem, para surpresa minha e das minhas amigas, com quem sempre compartilho minhas opiniões sobre livros que estou lendo. As descrições eram boas e o ritmo também, e apesar dos diálogos desajeitados (de novo), eu estava disposta a perdoar defeitos menores em prol da ideia de gostar de um livro de fantasia nacional (also, se você não perdoar diálogos desajeitados não vai gostar de livro de fantasia brasileiro nenhum, porque juro que essa é a falha mais comum de todos eles). Mas minha alegrai foi curta; não demorou muito e o livro começou a desandar.

Causa número um: os personagens. São péssimos, sem mais. Ocos, sem profundidade, estereótipos puros sem a menor tentativa de originalidade ou até mesmo verossimilhança. Ariana é gaúcha, então claro que tivemos gírias gaúchas em cada frase dita pela moça, mas a "gaúchisse" dela começou e acabou aí. Ela é uma ginasta de personalidade forte, o que basicamente quer dizer que ela solta umas respostas de vez em quando, mas só. Ela acaba presa no mundo dos sonhos e nosso herói, Mikael Santiago, ou Allejo, tem como missão resgatá-la. Fazer uma pseudo-personagem feminina forte apenas para tê-la sendo salva pelo homem protagonista, hm? Por que isso não me surpreende?

O Allejo então, nem se fala. Jogador de futebol, rico, pegador, conhecedor de cultura nerd e uma boa pessoa. Tem a profundidade de uma poça no meio da estrada, e é tão ignorável quanto uma. Um Gary Stu em toda sua glória. Blah.

O resto dos personagens é tão marcante que não consigo lembrar do nome deles. Oops.

Causa número dois: o romance. Senhoras e senhores, bem vindos ao reino do insta-love, ou, para os marinheiros de primeira viagem que não costumam ler livros com muito romance, o amor instantâneo aka o melhor modo de fazer os dois pombinhos se apaixonarem sem se preocupar com coisas inúteis como desenvolvimento do relacionamento ou dos personagens. E vocês pensando que insta-love pertencia só aos "livros para garotas", hm? (O Poder da Espada, eu estou olhando para você.)

A cena que mais me marcou do relacionamento de Ariana e Allejo foi o momento em que ele se apaixonou por ela, numa cena em que ela se apresentava em alguma competição. Como se esquecer de Allejo babando nas características físicas de Ariana e se declarando apaixonado após vê-la executar um monte de saltos com nomes complicados (obviamente o autor teve que colocar os nomes deles lá, e também mencionar o quão difícil eles são)? Pra que se apaixonar após meses (ou anos) de convivência se você pode cair de amores por alguém depois de vê-los fazer um salto duplo carpado, já que se apaixonar assim custa bem menos desenvolvimento de personagem e página?

Mas pode continuar babando pela Ariana, Allejo. Eu ficarei aqui, encarando o seu relacionamento com ela (a maior causa da história existir, falando nisso), mais ou menos assim: https://p.gr-assets.com/540x540/fit/hostedimages/1416355115/11942740.gif

Mas, como eu disse, pode continuar :)

Causa número três: a escrita que, sim, começou ótima, deu alguns saltos carpados incríveis, mas terminou estatelada no chão com as pernas pra cima. Um desastre.

Sabe que Fios de Prata me lembra uma versão brasileira de A Lâmina na Alma? Não, as histórias não são nada parecidas, mas ambas as histórias compartilham uma coisa: a vontade ferrenha (lê-se desespero) de ser épica. Ou seja, usam purple prose o tempo todo.

Eu pude sentir esse livro tentando me convencer de que ele era a coisa mais épica da Terra. Ele tentou, e tentou muito. Houve longas descrições cheias de floreios, inúmeras referências à cultura pop, uma tentativa (que foi se tornando cada vez mais desesperada à medida que o livro ia se aproximando do fim) de mostrar que aquela era uma guerra que atingia a todos e influenciava a todos (e que por isso, obviamente, era tão, mas tão importante) e passagens feitas simplesmente para servir de quote, de tão forçadas e wtf que foram.

Como eu já disse, um desastre.

Causa número quatro: o final. Um final com um senhor deux ex machina, vale frisar.

Acho que o Draccon pensou que o deux ex machina soaria como um plot twist, mas esse não foi, nem de longe, o caso. Veja bem, não havia modo algum de as coisas se resolverem do jeito que elas estavam, então algo teve que surgir do nada para dar um fim à história. Basicamente um "epa não sei como concluir isso usando as coisas que foram apresentadas durante o livro, então vou ter que pegar isso aqui, algo quase sem relação alguma com tudo que aconteceu, e usar para resolver tudo. Genial!"

Mas eu ri, porque o final foi meio de desenho animado e porque eu gostei de ver alguns personagens quebrarem a cara lindamente. Mas sim, foi um deux ex machina. Ha.

Parei de ler Os Dragões de Éter porque o estilo não me agradou, mas lá cheguei a considerar a escrita do autor boa (apenas não meu tipo de escrita, saca). Fios de Prata, porém, me traumatizou demais para que eu volte sequer a considerar comprar um livro dele. Nem rola. Isso é um adeus, feliz ou infelizmente.

A única coisa boa desse livro foi o Phantasos, e não, não foi porque ele é um bom personagem. Mas tinha elfos no reino dele, so yay, call me biased, mas eu tinha que me apegar a algo bom no meio dessa bagunça. Anyway, uma estrela para Fios de Prata.

(Se eu sei que estou provavelmente destruindo minhas chances de ser publicada aqui no Brasil com essa resenha? Ô se sei, mas, obviamente, não me importo. Tsk).

site: http://lynxvlaurent.blogspot.com.br/
Letícia 17/02/2014minha estante
Já li dragoes de eter, comprei na bienal, e comprei fios de prata sem querer, quando vi que era do Draccon, meu coração apertou.
Concordo com tudo o que disse e minha amiga me ouviu reclamar todo santo dia desse livro, os ouvidos dela sangraram hauhauah


Albarus Andreos 08/01/2018minha estante
Kkkkkkk... Adorei a resenha. Espero que os dentes tenham ficado lindos. :-)




Daniel 18/11/2013

Autografo
Comprei o meu exemplar na Bienal do Livro de Salvador.
Assisti a palestra do Raphael Draccon e da Carolina Munhoz e esperei por 2 horas na fila para conseguir um autografo.
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Telma 04/09/2013

resenha feita por Isamara Miriãn, para o blog Livro com Dieta
Fios de Prata - Reconstruindo Sandman - (Raphael Draccon)

“Fios de Prata” nos apresenta a Mikael ou Allejo, 22 anos, jogador de futebol que está prestes a se tornar a transação mais cara do futebol mundial. Allejo está em Paris quando conhece Ariana, uma ginasta também brasileira, e se apaixona.

Há 18 meses Allejo não sabe o que é dormir direito, todas as noites tem pesadelos horríveis,ele não sabe, mas sua alma foi escolhida como a principal peça em um quebra-cabeça envolvendo uma disputa onírica em meio a intrigas, traições e conflitos de entidades extremamente soturnas e poderosas.E por consequência afetaria Ariana, que acabaria no inferno e alteraria os sonhos de todos os sete bilhões de sonhadores da Terra. E é aí que os deuses menores do Sonhar (Phantasos, Phobetor e Morpheus) e Madelein, anjo dos sonhos despertos, entram. Madelein em nome de seu sonho, tornar-se uma deusa, faz alianças inesperadas que aceleram a guerra neste reino.

“Demônios sorriram tão macabramente, que a geografia e as formas daquele condado começaram a sofrer uma transformação imediata no momento hediondo, tornando-se sombrosos e lúgubres. As correntes que prendiam Madelein explodiram e se tornaram pó. E os sonhos despertos de bilhões de pessoas se tornaram, de uma hora para outra, deturpados e extremamente malditos. “Dias de pesadelo estavam por vir.” (pág. 141)

Há uma explosão de informações! Sim, um Big Bang que mistura vários assuntos, que se interligam no fim. Draccon, visivelmente, dedicou muitas horas para pesquisar mitologia, filosofia japonesa, cristianismo, cultura pop, fatos reais. Pode parecer confuso, né? Mas não é, e acho que deu muito certo. Gostei do modo como os elementos tradicionais de mitologia (Deuses como Hypnos, Thánatos, Morpheus, Phobetor e Phantasos), cristianismo (Jesus Cristo, Dimas, Agesta) e cultura japonesa (Masamune) se ‘fundiram’ a assuntos contemporâneos e reais, tanto no âmbito cultural (U2, J K Rowling, Neil Gaiman) quanto no social (através das diversas menções a catástrofes – uma delas, por exemplo, o caso do índio queimado vivo por playboys, em Brasília). Draccon conseguiu harmonizar realidade com a fantasia e como esses mundos interagem, sem soar esquizofrênico, e isso é pra poucos. Como a batalha é travada entre os irmãos que representam todas as personificações dos sonhos, tudo pode acontecer e todo tipo de seres participam dela. Então há elfos, dragões, feiticeiras, orcs, basilisco e guerreiros para todos os gostos.

Se consigo visualizar uma adaptação, com certeza, é porque a narrativa é eficiente. Draccon é minucioso nas descrições, às vezes, parecendo ter algum tipo de TOC. Particularmente, não me incomodo. Gosto de descrições apuradas, que tenham a capacidade de nos transportar para aquele mundo. Na verdade, em fantasia, considero esse atributo indispensável.

Raphael Draccon, além de autor, é roteirista e responsável pelo seloFantasy (da Editora Casa da Palavra, Grupo LeYa). Como escritor, é mais conhecido pela trilogia fantástica Dragões de Éter (LeYa), que já vendeu milhares de exemplares. Suas obras também já foram publicadas fora do país.

Esta resenha foi feita por Isamara Mirian, colunista do blog Livro com Dieta.

site: http://livrocomdieta.blogspot.com.br/
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Isa 03/09/2013

Fios de Prata - Reconstruindo Sandman
“Fios de Prata” nos apresenta a Mikael ou Allejo, 22 anos, jogador de futebol que está prestes a se tornar a transação mais cara do futebol mundial. Allejo está em Paris quando conhece Ariana, uma ginasta também brasileira, e se apaixona.
Há 18 meses Allejo não sabe o que é dormir direito, todas as noites tem pesadelos horríveis,ele não sabe, mas sua alma foi escolhida como a principal peça em um quebra-cabeça envolvendo uma disputa onírica em meio a intrigas, traições e conflitos de entidades extremamente soturnas e poderosas.E por consequência afetaria Ariana, que acabaria no inferno e alteraria os sonhos de todos os sete bilhões de sonhadores da Terra. E é aí que os deuses menores do Sonhar (Phantasos, Phobetor e Morpheus) e Madelein, anjo dos sonhos despertos, entram. Madelein em nome de seu sonho, tornar-se uma deusa, faz alianças inesperadas que aceleram a guerra neste reino.

“Demônios sorriram tão macabramente, que a geografia e as formas daquele condado começaram a sofrer uma transformação imediata no momento hediondo, tornando-se sombrosos e lúgubres. As correntes que prendiam Madelein explodiram e se tornaram pó. E os sonhos despertos de bilhões de pessoas se tornaram, de uma hora para outra, deturpados e extremamente malditos.
“Dias de pesadelo estavam por vir.” (pág. 141)

Há uma explosão de informações! Sim, um Big Bang que mistura vários assuntos, que se interligam no fim. Draccon, visivelmente, dedicou muitas horas para pesquisar mitologia, filosofia japonesa, cristianismo, cultura pop, fatos reais. Pode parecer confuso, né? Mas não é, e acho que deu muito certo. Gostei do modo como os elementos tradicionais de mitologia (Deuses como Hypnos, Thánatos, Morpheus, Phobetor e Phantasos), cristianismo (Jesus Cristo, Dimas, Agesta) e cultura japonesa (Masamune) se ‘fundiram’ a assuntos contemporâneos e reais, tanto no âmbito cultural (U2, J K Rowling, Neil Gaiman) quanto no social (através das diversas menções a catástrofes – uma delas, por exemplo, o caso do índio queimado vivo por playboys, em Brasília). Draccon conseguiu harmonizar realidade com a fantasia e como esses mundos interagem, sem soar esquizofrênico, e isso é pra poucos. Como a batalha é travada entre os irmãos que representam todas as personificações dos sonhos, tudo pode acontecer e todo tipo de seres participam dela. Então há elfos, dragões, feiticeiras, orcs, basilisco e guerreiros para todos os gostos.
Se consigo visualizar uma adaptação, com certeza, é porque a narrativa é eficiente. Draccon é minucioso nas descrições, às vezes, parecendo ter algum tipo de TOC. Particularmente, não me incomodo. Gosto de descrições apuradas, que tenham a capacidade de nos transportar para aquele mundo. Na verdade, em fantasia, considero esse atributo indispensável.

Raphael Draccon, além de autor, é roteirista e responsável pelo seloFantasy (da Editora Casa da Palavra, Grupo LeYa). Como escritor, é mais conhecido pela trilogia fantástica Dragões de Éter (LeYa), que já vendeu milhares de exemplares. Suas obras também já foram publicadas fora do país.
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Literatura 11/06/2013

Somente na vontade
Existe uma fórmula para o sucesso? Um ingrediente que você utiliza para dar certo sabor no que você faz? Ou será apenas que você teve sorte de principiante? Uma figurinha premiada! Ou, lançar um livro numa editora grande e bastante conhecida tem lá seus privilégios e regalias? É, finalmente li um Draccon, e todos comemoram isso. Só que não.

Raphael Draccon se tornou um sucesso ao lançar pela Editora Leya sua tão prestigiada trilogia de Dragões de Éter. Conseguiu tantos fãs que acabou lançando lá fora sua trilogia best-seller trazendo pro Brasil um orgulho enorme. Ficamos felizes claro, ver um autor nacional se destacar tanto em um país que ler quatro livros em média por ano, é uma figurinha premiada como bem citei lá em cima. E enxergo nisso uma evolução gigantesca comparada ao grande preconceito que ainda atua naqueles que não sabem valorizar o que tem. Chega de lero-lero e vamos a resenha.

Fios de Prata – Reconstruindo Sandman (Editora Leya, 351 págs.) conta a história do fantástico jogador de futebol Mikael Santiago. Famosíssimo no mundo inteiro, motivo de despertar sonhos em várias crianças, esta prestes a ser contratado pelo Paris Saint-Germain. Mas por detrás do ícone do futebol, Mikael vem tendo a alguns anos horríveis pesadelos que o atormentam sem parar. Em uma apresentação de ginástica da talentosa Ariana Rochembach , Mikael olha aquela que roubou seu coração. Não demora muito e logo estão juntos, estampando capas de revistas pelo território terrestre como o novo casal do ano.

Simultaneamente embarcamos no Mundo dos Sonhos, o Sonhar, liderado pelos deuses Morpheus, o lorde moldador, Phantasos, o deus do inanimado, e Phobethor, o senhor dos pesadelos. A ganância de Phobethor chegou ao auge em que deseja tornar todo o Sonhar em um mar de pesadelos e fazer milhões de pessoas passarem o resto da vida com medo de dormir por ter sonhos nada agradáveis. É no meio desta guerra que nosso casal de atletas descobrirá que estão mais envolvidos do que qualquer outra pessoa, e caberá a Mikael encontrar um meio de acabar com ambição de Phobetor, tendo ao seu lado Madelein, Morpheus e Phantasos. Fiquem de olhos abertos e pense duas vezes antes de dormir.

Veja resenha completa no site:
http://migre.me/eYK8c
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