O caminho para casa

O caminho para casa Kristin Hannah




Resenhas - O Caminho Para Casa


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Julia G 31/03/2017

O caminho para casa
Escolher um livro de Kristin Hannah para ler é ter a certeza de que algumas lágrimas serão derramadas, e o mais interessante nisso é que, apesar dessa certeza, também se sabe que não se estará diante de uma história vazia ou de um livro que se resume a um relacionamento entre homem e mulher que não deu certo. Com a autora nunca se trata somente disso, há sempre uma profundidade em todos os aspectos de seus dramas que marcam para além da pura paixão.

O caminho para casa não poderia ser diferente e, por esse motivo, sabe-se desde o início que cada lágrima vale o amor que lhe vem acompanhado. O livro conta a história de Jude, uma mãe que daria a vida por seus filhos, os gêmeos Mia e Zach, e também a de Lexi, uma garota que cresceu sem qualquer referência de família e que finalmente se sentiu parte de uma quando conheceu a de Jude. Após anos de amizade e amor entre eles, um acontecimento abala todas as relações existentes entre esses personagens, e como aprender a lidar com a dor para se reconstruir em meio à tragédia?

Kristin Hannah não tem medo de falar da dor e talvez seja esse um ponto forte de seus livros. Não falo aqui sobre criar cenas emocionantes para arrancar soluços e lágrimas, mas realmente analisar a dor num estado mais profundo, com toda a feiura que ela contém: a raiva, a apatia, o medo e a angústia do arrependimento. A autora não demonstra receio em tratar desses sentimentos e nem os maquia, o que torna suas tramas, apesar de dolorosas, reais e sinceras.

"- Lexi? Você não quer entrar, é isso? Mudou de ideia, não foi?
Lexi sentiu a insegurança se dissolver. Ou, mais precisamente, se fundir à de Mia e se transformar em qualquer outra coisa. Elas eram parecidas. Era um absurdo, mas ela, que não tinha nada, era como aquela menina que tinha tudo."

Essa sinceridade, algumas vezes quase cruel, é um elemento que tende a vincular o leitor à história. Particularmente, eu me vi diversas vezes na amizade de Mia e Lexi, no relacionamento de Jude com os filhos, nos percalços do primeiro amor narrados na história, e é provável que meu envolvimento com a trama só tenha acontecido porque durante essas passagens do livro estava inserido não apenas o que há de bom nessas coisas, mas também aquilo que há de ruim.

Não só a narrativa de Hannah é instigante e carregada de alguma poesia, mas seus personagens também são criados repletos de facetas e complexidades. Isso não é exclusividade dessa obra da autora, mas dessa vez eu percebi com maior nitidez as diversas camadas de todos os personagens, aquilo que queriam mostrar e aquilo que eram de verdade. Gostei em especial de Lexi, gentil mesmo quando tudo a consumia, de Miles, que se tornou a base de toda uma família devastada, e de Grace, a menininha veio a completar e a partir meu coração.

Tenho notado que Kristin Hannah sempre trata de tópicos sérios como ponto central de seus livros, pautas mais comuns do que pensamos, sobre as quais muito se tem a discutir. Esse livro também defende uma causa, relacionada aos atos inconsequentes da juventude e às sequelas que pequenas decisões podem trazer para a vida de tantas pessoas.

O caminho para casa tem uma trama tocante sobre tristeza e felicidade, sobre segundas chances, recomeços e novos aprendizados. Mais do que tudo, a trama trata sobre perdão, aos outros, a nós mesmos, e sobre tirar um peso do ombro para só assim seguir em frente. Podem estar certos de que, após as lágrimas, a história guarda um belo desfecho, que vem com aquele calorzinho típico no coração.

site: http://conjuntodaobra.blogspot.com.br/2017/03/o-caminho-para-casa-kristin-hannah.html
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Quel 30/03/2017

Comovente
O Caminho para Casa me surpreendeu bastante, foi o segundo livro que li da autora e não me arrependi de ter lido.

A história fala sobre Lexi uma garota que viveu em vários lares adotivos pois, sua mãe era uma viciada e sem nenhuma estabilidade para criar uma filha. Até que um dia a assistente social encontra a tia avó da Lexi que mora em outra cidade.

Durante o tempo que passa com a tia, ela começa frequentar a escola na qual ela conhece a Mia, desde o primeiro dia elas se tornam amigas inseparáveis, Mia tem um irmão gêmeo que se chama Zach, ele nutri uma paixão por Lexi desde o início mas, por causa da Mia acaba que escondendo esse sentimento.

Jude a mãe dos gêmeos é muita controladora, ela é o suporte da família em tudo, vive exclusivamente para eles. Ela passa gostar muito da Lexi, em alguns pontos elas são muito parecidas, até que um dia tudo muda. Uma trágico acontecimento abala as estruturas da tão perfeita família.
É aí que começa a história, sentimentos que antes não eram revelados, culpa e dor se misturam até o final da trama. Eu torci á todo momento pela Lexi e fiquei pensando, ela precisava ter passado por tantos sofrimentos?
Só digo que quem ler esse livro vai entender do que estou falando.

Recomendo muito esse livro, a história passa uma lição que, o amor é mais forte que tudo e que certos sacrifícios tem que ser feitos por mais que doam.
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Kamila 27/03/2017

O Caminho Para Casa começa com Lexi Baill, de 14 anos, sendo adotada por sua tia-avó. Até então, ela vivia entre lares adotivos temporários e sua casa, onde via a mãe se drogar. Sua mãe morre e ela é avisada de que possui uma parente, que jamais conhecera. Tia Eva (melhor pessoa) mora em Port George, Washington. Port George, pelo que entendi, fica perto de Pine Island, onde mora a família Farraday.

Jude Farraday é a mãe superprotetora (irritante) dos gêmeos Zach e Mia, também de 14 anos. Zach é o atleta popular, gato e cercado de amigos, enquanto Mia é tímida, sonha em ser atriz e não tem amigos. Jude acaba incluindo Lexi na família quando esta resolve se juntar à Mia no intervalo da escola, para falar sobre livros. Olha aí a literatura criando e fortalecendo uma amizade que dura todo o Ensino Médio.

Mas Lexi se apaixona por Zach. E guarda esse segredo durante os anos escolares, isso porque não queria magoar Mia, porque, num passado não tão remoto, outra garota usou Mia para se aproximar de Zach e depois desfez a amizade. Lexi prezava demais sua amizade com Mia, ao passo que imaginava que Zach não gostava dela.

O último ano chega e todos os jovens estão às voltas com a formatura e os formulários de inscrição para as universidades. Os gêmeos Farraday querem ir para a USC (Carolina do Sul), que é bem conceituada... e cara. Como Lexi é bem mais humilde, sonha com a faculdade comunitária. Nesse meio tempo, Zach se declara para Lexi (e a gente começa a shippar esse casal), ele e a irmã conseguem entrar na faculdade desejada e Lexi consegue duas bolsas em universidades excelentes - Washington e Western Washington.

E como o que é bom dura pouco, uma certa situação - tragédia - destrói a família Farraday. Claro que Jude e seu radar de mãe pressentem que algo de ruim poderia acontecer e claro que fica muito arrasada com isso. E é aí que a amizade das meninas, o amor de Zach por Lexi e tudo que envolve essa família fica em xeque.

Dizer que sou fã da Kristin é como dizer que gosto de ler, porque ela é incrível! Apesar de seu início um pouco lento, pela necessidade de apresentar - com riqueza de detalhes - o universo da trama: seus personagens, o meio e o contexto em que vivem, (o que é visível em todos os livros dela) é possível enxergar como é Pine Island só pelas descrições da autora. Isso me deixa muito ansiosa para chegar à parte boa da história. E quando ela chega... aí você não larga mais.

A mensagem de Kristin Hannah sobre amor, família, perdão e compreensão é muito forte. Te faz pensar nas injustiças da vida e porque elas acontecem. Uma coisa que achei interessante foi o paradoxo entre Jude e a mãe de Lexi - como elas são tão diferentes. Outra coisa é ver os rumos que Lexi tomou: mesmo sendo filha de uma drogada e tendo tomado decisões ruins, ela segue o caminho do bem; é um doce de menina.

O final foi até como eu esperava, mas senti que faltou algo, que não sei como explicar, talvez tenha sido rápido, não saberei dizer. Os questionamentos que Jude faz sobre ser mãe (e sobre sua própria mãe, que vai aparecer em certo momento da trama) são super válidos e comuns às mães - vale refletir.

A edição da Arqueiro, que me cedeu o livro em parceria, está de parabéns. É dividido em duas partes, em terceira pessoa, mas narrando os pontos de vista de Jude e Lexi. A capa representa bem a trama: o jarro se quebrando, ele representa a família Farraday no ponto alto da história. Cinco estrelas é pouco pra Kristin Hannah.

site: http://resenhaeoutrascoisas.blogspot.com.br/2017/03/resenha-o-caminho-para-casa.html
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Atitude Literária 25/03/2017

Lindooooo.
Acredito que jamais serei capaz de expressar o quanto este livro é incrível. O CAMINHO PARA CASA é uma leitura intensa, repleta de reviravoltas, dramas e relações familiares. Que explora amizade, amor, perdão, superação, segundas e terceiras chances. Uma história sobre as curvas traiçoeiras da vida, abrir mão, sacrificar, confiar e ser capaz de buscar o melhor caminho em meio a tanta dor. Eu terminei a leitura em prantos, com uma vontade imensa de ter mais e mais da história, de poder conviver mais um tempinho com aquelas pessoas e de ter certeza que enfim estava tudo bem. Atribuo essa necessidade a meu total encantamento e envolvimento com os personagens e seus dramas, com o fato de meu coração estar tão estilhaçado e ainda assim tão repleto de esperança.

Alguns caminhos estão destinados a se encontrarem, se entrelaçarem e aguardarem saber se permanecerão assim, ou se em determinado momento terão que seguir lados opostos. Pessoas improváveis, que por diferenças sociais jamais teriam a oportunidade de se conhecerem, mas que a vida os colocou cara a cara e traçou um destino traiçoeiro.

"Uma sensação curiosa tomou conta de Lexi. Era como o leve bater de asas de passarinho, uma emoção tão estranha que ela não a reconheceu de imediato. Esperança."

Conheça, Jude uma mãe exemplo, que vive para sua família, principalmente seus filhos, um casal de gêmeos. Forte, carinhosa e dona um coração generoso, ama sem medida e mesmo que em determinados momentos os sufoque com excesso de zelo, o faz querendo acertar. Zach é um garoto inteligente, bonito, popular, cativa a todos com sua doçura e jeito fácil de levar a vida, já sua irmã Mia se sente intimidada por sua presença imponente, tímida, com dificuldades de socialização, prefere ser invisível a atrair atenção para si, já se enganou com as pessoas e não está disposta a se machucar novamente, porém uma jovem simples, dona de um passado doloroso e repleta de cicatrizes emocionais chega a cidade, ela é a Lexi, uma menina bonita, de personalidade forte e senso de humor peculiar, alguém por quem vale a pena deixar as barreiras caírem e se arriscar, e é exatamente isso que Mia faz. Lexi e Mia se tornam amigas inseparáveis, ambas despertam o melhor na outra. Acolhida no seio familiar, Lexi está encantada com a família de seus novos amigos, eles são tudo que ela nunca pode ter e está feliz em poder receber um pouquinho daquilo.

"Apagara da memória a maioria dessas experiências, mas, quando tentava resgatá-las,quando um dos psicólogos da rede publica de saúde a obrigava a fazer isso, ela se lembrava de estar com fome, molhada e de tentar alcançar uma mãe bêbada demais para ouvi-la ou drogada demais para se importar com o que quer que fosse. Lembrava-se de passar dias em um cercadinho sujo, chorando e esperando que alguém desse conta da sua existência."

Planos começam a serem feitos, sonhos compartilhados e a felicidade que paira sobre eles é inegável, mas algumas escolhas, atitudes impensadas ou impulsivas podem desmoronar tudo que foi construído ao longo do tempo, levando para longe aqueles que tanto se amaram.

“Jude se lembrou dessa dor. Toda mulher já sentiu alguma versão dela: o fim do primeiro amor. É quando se aprende, de uma vez por todas, que o amor pode não ser permanente.”

Como gostaria de ter um dom especial e ser capaz de colocar em palavras meus sentimentos, de que pudessem me olhar nos olhos e enxergar tudo aquilo que não estou sendo capaz de falar. Essa obra foi uma leitura surpreendente, tão carregada de emoções, tão conflitante e intensa que por mais que queira compartilhar com vocês o que tanto me tocou não posso. Me recuso a soltar spoilers, deixar escapar qualquer detalhe que possa entregar algo do que está por vir. Mas vocês precisam saber, MARAVILHOSO. É um livro arrebatador.

“– Desculpe-me por demorar tanto para chegar até aqui. Eu… me perdi – disse ela finalmente.”

Foram muitos os pontos altos do enredo, ele está muito bem construído, desenvolvido com maestria e dosado na medida perfeita. Os personagens despertam sentimentos conflitantes, os amamos, os odiamos, ficamos com raiva, queremos pegar no colo, torcemos... é uma verdadeira batalha emocional. E como se tudo isso não fosse o bastante a autora ainda aborda um tema tabu: Será que a justiça é para todos, ou somente para aqueles que podem comprá-la? O que é justiça? Existe certo ou errado? Existe um culpado?

O fato é que O CAMINHO PARA CASA, me revoltou, angustiou, me tirou do chão e me deixou em frangalhos. Culpa da Kristin Hannah que escreve com a alma, dona de uma sensibilidade impar, com timing perfeito, narrativa expressiva, envolvente, fluida e viciante. Que história incrível.

Não preciso nem dizer o quanto recomendo não é?

Deem uma chance, leiam essa obra e se preparem para chorar, sorrir e ficar querendo mais.

site: http://www.atitudeliteraria.com.br/2017/03/resenha-o-caminho-para-casa-kristin.html#.WNcefPkrLIU
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Amiga Leitora 24/03/2017

"O caminho para casa", vamos conhecer a história de Jude, Miles, Mia, Zach e Lexi. Jude, é mãe de Mia e Zac e vive em função dos filhos, uma mulher completamente apaixonada pelo marido Miles, eles tem uma família feliz e estável. O início do ensino médio promete ser um grande desafio para Jude, ela já pensa em todas as festas que virão, as noites sem dormir e principalmente em como Mia vai se sair, já que do gêmeos ela é a tímida que não tem amigos e que se esconde em uma concha.

Lexi, cresceu passando por diversos lares de adoção e o motivo é simples, sempre que ela estava com uma família legal a mãe dela voltava da reabilitação e jurava que dessa vez seria diferente, mas no final acabava sempre do mesmo jeito, Lexi magoada e voltando para o centro de adoção a espera de mais uma família. Até que Lexi presencia a mãe morrer de overdose, e após essa tragedia a agente social descobre que Lexi tem uma tia avó (Eva), Lexi esperou toda sua vida por essa notícia, que tinha alguém além da sua mãe.

Quando Lexi chega à Port George para morar com Eva ela sente pela primeira vez que vai ter realmente um lar, e seu coração se enche de esperança. No primeiro dia de aula ela conhece Mia e a partir desse dia elas se tornam inseparáveis, Jude claro acolhe a amiga da filha que passa a fazer parte da família.

O último ano do ensino médio não é fácil para Jude, ela se preocupa constantemente com os filhos e com Lexi, até que em uma noite de verão os pesadelos de Jude se tornam reais e todos terão que aprender a conviver com a culpa e aprender a perdoar.

Nesse romance nos vemos o quanto a família é importante, aprendemos que o amor consegue sobreviver a coisas terríveis e inimagináveis. É incrível como a autora consegue mostrar o quanto somos havidos a julgar e a culpar os outros por nossos erros, e até mesmo a achar que se o outro estiver sofrendo isso vai aliviar a nossa dor. Cada página desse livro apresenta uma forte carga emocional, por diversas vezes me peguei chorando ou com os olhos marejados.

Nossas escolhas mudam nossas vidas, essa de fato é uma lição que todo leitor deve tirar desse livro, nem sempre fazemos a escolha certa e por isso muitas vezes arcamos com as consequências, que na maioria das vezes nos causam aborrecimento ou até mesmo sofrimento. Acredito que "O caminho para casa", tem como objetivo mostrar para o leitor o poder e a importância do perdão, não apenas o perdão que ofertamos aos outros, mas o perdão que damos a nós mesmos e acredito que este talvez seja o mais difícil.

Que vocês possam ter a oportunidade de ler esta obra, e que entendam que o amor dos pais é sem sombra de dúvidas a coisa mais importante que teremos na vida, e que nem sempre eles acertam, mas sempre e quando digo "sempre" é de fato o que quero dizer, as decisões que eles tomam e os conselhos que dão é para o nosso bem, pensando em nos proteger.

As vezes teremos que ser fortes e enfrentar nossos problemas e as consequências das nossas escolhas sozinhos, pois faz parte do crescimento pessoal. Que vocês, assim como eu vejam o valor que uma amizade verdadeira tem, e que ser amigo é apoiar, se doar, confiar e querer sempre o melhor para pessoa a quem damos o titulo de amigo.

Por fim, eu posso dizer que amei o livro e que como sempre me emocionei, chorei muito por ver que mais uma vez a Kristin conseguiu colocar no papel as falhas e os sentimentos com tanta verdade.

* Escrito por Janaina Leal do blog AMIGA DA LEITORA

site: http://www.amigadaleitora.com/2017/02/resenha-o-caminho-para-casa.html
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Alyssa @culpadoslivros 23/03/2017

O caminho para casa foi minha 1ª leitura da autora Kristin Hannah e facilmente compreendi o motivo dela ter 12 milhões de livros vendidos. Que escrita gostosa, fluida e cativante! Não dá vontade de interromper a leitura até a conclusão da história. Confesso que fiquei bastante impressionada e muito contente por já ter em mãos outro livro da autora, As cores da vida – ambos publicados pela Editora Arqueiro

Lexi Baill é uma adolescente de 14 anos que teve uma infância bastante sofrida: pai ausente, mãe drogada, várias idas e vindas para lares adotivos temporários e casas de custódia. Até que um dia, a assistente social consegue localizar sua tia-avó: uma pobre senhora de 66 anos, viúva, mas que recebe a garota de braços abertos. Assim, Lexi parte rumo a Port George, Washington, para começar uma vida nova.

Logo no 1º dia de aula ela faz amizade com Mia, uma jovem tímida, muito rica e irmã gêmea do galã do colégio, Zach. Os novos amigos têm uma vida feliz, confortável, com tudo que o dinheiro pode comprar; além de pais amorosos e constantemente presentes, principalmente a mãe, Jude.

Esta família feliz acaba por acolher Lexi e os jovens se tornam inseparáveis por todo o ensino médio. Até que... Como toda boa história, precisa ocorrer um “até que” em algum ponto. Os personagens vivem momentos felizes ao planejar o futuro, mas uma tragédia se abate sobre eles e a vida de todos fica irremediavelmente modificada!

São muitas questões profundas abordadas durante a trama, tais como: amizades verdadeiras, o primeiro amor, laços familiares, perdas, superação, coragem e perdão. A autora conduz toda a narrativa com uma delicadeza surpreendente; indo da mais alta alegria até a profunda depressão, sem perder a emoção e o sentido poético.

Em alguns momentos, é impossível conter uma lágrima furtiva. Em outros, posso assegurar que a vista embaçada pelos olhos cheios de água, podem dificultar a leitura. Mas não vou passar maiores detalhes desta história, pois desejo que todos se surpreendam da mesma maneira que eu.

O caminho para casa é um livro envolvente, muito emocionante e que conquistou meu coração! 💜

site: http://www.instagram.com/culpadoslivros/
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Nina 21/03/2017

Krisitin Hannah foi a minha grande descoberta de 2016, quando finalmente pude ler um livro seu e fiquei dias em êxtase com a profundidade e a emoção que encontrei no enredo. Depois desse, tive a oportunidade de ler outros dois livros e o final foi o mesmo, e assim, Hannah assumiu o posto de autora favorita com tranquilidade. E agora, em O Caminho para Casa, pude mais uma vez constatar o tamanho do talento dessa mulher.

Aos quatorze anos, Lexi já passou por sete lares adotivos e agora, depois da morte da mãe por overdose, a assistente social diz que ela tem uma parente distante que quer ficar com ela. Eva, sua tia avó, vive em Washington e está disposta a abrigar a menina. Ela está assustada e com medo de ter esperanças de encontrar uma família. Mas Eva a recebe de braços abertos, e apesar da vida pobre que leva, está disposta em transformar seu velho trailer em um lar para Lexi.

No seu primeiro dia de aula, ela decide que passar despercebida é a melhor opção, principalmente na escola de elite que a tia a matriculou. Mas seus planos mudam quando ela vê uma garota lendo sozinha durante o almoço e decide se aproximar. Ela e Mia Farradow se tornam grandes amigas e essa amizade vai mudar seu mundo, principalmente por causa de Zach, irmão gêmeo de Mia e primeiro grande amor de Lexi. Os três se tornam inseparáveis.

“Lexi sentiu a insegurança se dissolver. Ou, mais precisamente, se fundir à de Mia e se transformar em outra coisa qualquer. Elas eram parecidas. Era um absurdo, mas ela, que não tinha nada, era como aquela menina que tinha tudo.” (p. 28)

Jude não teve uma infância feliz. Perdeu o pai muito cedo e nunca conseguiu se conectar com a mãe, que estava sempre ocupada com o trabalho. Assim, quando se casou, seu maior desejo era dar segurança e muito amor ao seu filhos, tudo o que ela mesma não tivera. Assim, ela vê seu sonho se realizando com a chegada dos gêmeos, Zach e Mia são tudo para ela e crescem cercados por todo o amor e carinho de Jude. Mas tudo começa a mudar quando suas crianças vão para o Ensino Médio e conhecem Lexi.

Honestamente, não sei como dizer para vocês o quanto amei esse livro. Assim que comecei a ler, já me apaixonei por Zac e Mia, sempre tão juntos, cúmplices em tudo, mas Lexi roubou a cena assim que apareceu. Uma garota sofrida que tinha tudo para ser amargurada ou revoltada com a vida, mas que tem um coração imenso e só deseja ser amada e fazer parte de uma família. E é isso o que ela encontra entre os Farradow. Jude, que eu pensei que seria a grande vilã da história, é na verdade um doce, uma mulher adorável que só quer ver os filhos felizes e seguros. E para mim, esse é o grande lance desse livro , ser uma história onde não há vilões, apenas pessoas comuns tentando conviver com seus medos, culpas e perdas.

“Jude sabia a resposta certa, sabia qual teria sido sua opinião antes de tudo aquilo e no que teria acreditado: que Miles tinha razão. Só o perdão poderia aliviar a dor que ela sentia. Mas ela não era mais aquela mulher.
- Justiça - disse por fim, vendo a decepção no rosto de Miles. - Que mãe não iria querer isso?” (p. 185)

O perdão é um dos temas centrais do livro, e aqueceu meu coração ver personagens que me conquistaram com tanta facilidade lutando para perdoarem uns aos outros, e principalmente, para perdoarem a si mesmos. Quando a tragédia se abate sobre eles, todos ficam quebrados, cada um à sua maneira, e por mais que eu desejasse um final feliz para eles, eu não conseguia ver como eles poderiam superar tanta dor. Mas Kristin Hannah mostra porque é rainha, e cria uma trajetória emocionante para que cada um deles encontre um caminho para casa.

Um livro único, sensível e tocante, que nos leva a refletir sobre família, perda, culpa, medo… e tantos outros sentimentos que permeiam a vida com aqueles que amamos. Um livro que me fez chorar horrores, mas que terminou me deixando com um sorriso bobo no rosto. Um livro que recomendo muito!!!


site: http://www.quemlesabeporque.com/2017/03/o-caminho-para-casa-kristin-hannah.html#.WNF-iW8rLIU
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Jaque Ferreira 21/03/2017

O caminho é doloroso ...
Primeiro livro que leio da Kristin Hannah e não sei se lerei outro por tão cedo . Rs . Eu gostei ? Amei ! Esse livro é lindo , forte e mexe com o leitor de tantas maneiras . me vi sentindo raiva de personagens , sentindo pena e chorando por suas perdas como só quem já perdeu alguém sabe como é . Eu tenho evitado livros que me fazem reviver momentos dolorosos , mas não me arrependo de ler esse . Odiei pessoas , senti a dor de outras , me decepcionei com heróis e mocinhas , e torci pela felicidade de uma menina que só queria ser amada .

Leiam , esse livro merece ser lido e ser sentido .
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Andréa Bistafa 16/03/2017

www.fundofalso.com
O Caminho Para Casa foi um dos livros mais intensos que li nos últimos tempos. Em questões de sentimentos reais, o deixaria acima de Proibido (Tabitha Suzuma), livro que também me marcou muito.

Nessa obra, a autora nos conta a história de Lexi, menina pobre, criada em abrigos e lares temporários, dividindo a guarda entre os mesmos e sua mãe, que foi usuária de drogas toda a vida. Lexi apesar de sofrida não teve em momento algum a tendencia de seguir pelos caminhos errados. Uma menina doce, que sempre buscou o melhor nas pessoas, mesmo naquelas que pouco tinham a lhe oferecer.
Quando a mãe de Lexi morre, sua assistente social a designa para morar com a tia-avô, da qual tomou conhecimento da existência a pouco tempo. É então que Lexi chega a Port George (Washington) e sua vida finalmente começa a melhorar de fato. Eva é uma mulher batalhadora, viúva e que não gerou filhos, acaba por encontrar em Lexi a alegria de ser mãe.

Mudando a perspectiva da narrativa passamos a conhecer Jude. Mãe atenciosa, pessoa de boa índole, amorosa e que dedica a vida aos filhos gêmeos: Mia e Zach.
Jude sempre sonhara em ser mãe, depois de alguns abortos espontâneos, seus gêmeos eram uma vitória e o amor por eles era inexplicável, assim como o amor por seu esposo e o dele pelos filhos. Familia Farraday, mais feliz não poderia haver.

Então Lexi entrará para essa familia, com a amizade inesperada com Mia, duas almas que se reconheciam em meio as dificuldades da socialização, duas almas destinadas a mais bela e pura das amizades.

O tempo faz uma grande passagem na trama, quando conhecemos Lexi ela tem 14 anos, assim como Mia e Zach, a amizade entre eles evolui, Lexi e Zach se apaixonam e aparece a dificuldade de lidar com a posição social da amiga e namorada diante da mãe ao completarem 18 anos.

Zach passam por grandes momentos de questionamento: o que escolher, o amor de sua vida ou a faculdade e a carreira? É obvio que ambos ele não pode ter naquele momento, o abismo social entre eles é enorme, e como desistir da faculdade e de acompanhar sua irmã que tanto precisa dele? Uma irmã insegura que não conseguiria sair-se bem sem a melhor amiga e sem o irmão amado.

Em meio a tudo isso, uma tragédia se abate sobre a família.

"Você sempre diz que nada importa mais que o amor e a família. Estava falando a verdade?"


Como esse livro é muito intenso, eu escolhi fazer essa resenha com SPOILERS. Se você não quer pegar nenhum, recomendo que pule até a parte indicada!
*O spoiler não revela o final, mas um acontecimento importante por volta da página 170.


Vamos falar sobre a maternidade.
Jude é a mãe que todas nós que amamos nossos filhos, é. Ela cuida, ela quer o melhor, ela estando em uma posição social superior, pena em aceitar a nora, para ela pesa a carreira e as condições financeiras do filho, afinal toda mãe quer o melhor, o conforto e a estabilidade, ainda que aja com aparente egoismo.

Eu encontrei em Jude a mãe que eu queria ser, ela conversa com os meninos, ela não aplica castigos sem fundamento, e ela sempre diz que eles podem confiar nela. Porém em um momento, ela erra.
Quando os meninos chegam na adolescência e começam as festas regadas a álcool, Jude lembra-se que já teve essa idade e sabe que proibir não é o caminho, então pede que sempre sejam prudentes e não tenham medo de ligar caso bebam e não possam dirigir. Mas em uma dessas vezes ela da uma bronca nos três (Lexi sempre estava junto, era praticamente da família) e os deixa de castigo. Eu acredito que faria igual, mas o que vem em seguida me fez refletir muito.

Na noite antes da formatura, Jude, Mia e Zack se desentendem ao discutirem sobre a faculdade e os rumos da vida em relação ao relacionamento dos três, e assim seguem para a última festa com a turma do colégio. Os três bebem, e nenhum deles tem plena condição de dirigir, no entanto a confusão gerada com a mãe na última festa os fazem tomar a decisão de não chama-la e seguem para a casa embriagados.
Acontece o acidente. Mia morre.

Então me veio a mente milhares de questionamentos sobre a atitude dessa mãe. Até onde a liberdade que ela deu a eles foi válida e até onde o castigo também foi. Será que devemos ser rígidos ou maleáveis com nossos filhos?

O que segue após a morte de Mia é extremamente pesado. O luto de todos é terrivelmente cruel de se ler. Mas o luto de Jude me fez sofrer de verdade, me fez levantar durante a noite várias vezes para olhar meu filho dormindo na cama dele e pensar no futuro.

O pior estava por vir, pois quem conduzia o carro não era Zack, conforme foi combinado, quem conduzia era Lexi, e mesmo com 1ml a mais de álcool no sangue que o permitido por lei, ela foi levada ao tribunal. Sua culpa pela morte de uma das pessoas que mais amava no mundo a fez se declarar culpada, com o peso das acusações sem piedade de Jude e a falta de voz de Zack, o mundo não fazia mais sentido para Lexi. Culpada, pena: 6 anos de reclusão.

Então o tempo corre pelos personagens, e nesse meio tempo muito sofrimento entra na vida de Lexi e de Jude. O grade foco da narrativa sempre está nas duas, ora focado numa, ora noutra. A perda de Mia na trama tem impacto forte no leitor, pois muito presente, ela chega a deixar o sentimento de falta nas páginas.

Jude é tão cruel com Lexi, que eu chorei de ódio por muitas páginas, eu a odiei como nunca odiei nenhum personagem. Meu senso de justiça nunca gritou tão forte, foi como se tudo aquilo estivesse acontecendo comigo e eu simplesmente não pudesse fazer nada, eu me senti completamente impotente e fora do controle, assim como Jude. Logo Jude que sempre pensou estar no controle de tudo. Foi injusto, injusto demais. A conexão desse livro comigo foi algo inexplicável. Por mais que eu odiasse tudo que Jude estava fazendo para Lexi, eu também entendia seu lado, ainda que descordando, eu sentia seu luto e a necessidade de jogar sua culpa em alguém. Não existia culpados ao mesmo tempo que todos eram culpados. Eu vi ela se fechar, ela negar o filho sobrevivente, ela negligenciar a neta(porque desgraça pouca é bobagem). Eu vi a Lexi desistir, depois de tanto lutar, depois de conquistar o amor do menino e da família, depois de superar o abandono da mãe, de negar as drogas, eu vi ela desistir de tudo, vi ela ser presa, vi ela abrir mão de ser mãe pelo medo de não ser melhor que aquela que a pós no mundo. Pelo medo da filha ver a mãe atrás das grades.

"Aqui estou, mãe. Depois de tudo, igual a você."

Se você pulou o spoiler, pode voltar a ler aqui!


A família Farraday sempre pareceu insensível a Lexi, mas existem passagens que podemos comprovar que Jude e o esposo sempre a amaram como filha. Mas todo amor sempre misturou-se muito ao egoismo de Jude diante dos filhos, e isso nos faz pensar o quão podemos ser tóxicas, sufocantes e severas, ainda que só queiramos o bem dos filhos.

O egocentrismo de Mia, foi colocado a prova e então descobrimos que o amor destrói todos os medos, e que amar, seja tanto no âmbito amoroso, como no familiar, é deixar livre, é viver livre.

No segundo período, já que a trama se estende por aproximadamente 12 anos, vemos que as coisas são mais difíceis de serem superadas quando só conseguimos enxergar o nosso lado do dado. Como compreender e perdoar não liberta o próximo e sim nós mesmos.

O livro fala sobre luto, sobre superação e sobre perdão, esteja preparado para sofrer! E se você for mãe, te desafio a não derramar uma lágrima nesse livro!

site: http://www.fundofalso.com/2017/03/resenha-o-caminho-para-casa-kristin.html
Iago.Santiago 24/08/2017minha estante
Nesse livro a Lexi vai morar com a família Farraday?




@umlivroprahoje por Jacqueline 11/03/2017

Comovente!
Eu amei esse livro, mas eu sofri com muito com ele...e entendi quando outros leitores falam quando se emocionam a ponto de chorar e muito, porque a história nos leva ao limite, como passar por algo assim??? E eu não falo apenas da dor da Jude, mas a Lexi...seu sofrimento me tocou profundamente e eu ficava pensando como isso vai terminar... Mas é a Kristin Hannah, ela sabe escrever e nos dá um final que na minha opinião foi bem condizente com a história, por que foi real, não se trata de conto de fadas.

A sinopse já nos dá a idéia de que é um livro intenso, mas não estamos preparados para o que acontece.

Se vc gosta de histórias bem contadas, profundas, aquelas que vc termina de ler e fica pensando a respeito por um tempo, então leiam!!!
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Edi 10/03/2017

Segundo livro que leio da Kristin e já aprendi uma coisa sobre ela: vai estraçalhar seu coração em mil pedacinhos, mas depois ela vai remenda-los, porém, nunca mais voltará a ser o mesmo.

É assim que eu me sinto depois dessa leitura.
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"O caminho para casa" é um drama familiar que se passa durante 10 anos da vida dos nossos protagonistas.

Jude e Miles são os pais. Ela, uma mãe super protetora mas bem intencionada, ela cuida dos filhos e os proteje talvez em excesso mas sempre querendo o melhor.
Ele, é um pai maravilhoso que tenta dosar o cuidado, com a liberdade que ele sabe que os filhos deve ter para cometer seus erros.

Mia e Zach são os filhos. Gêmeos e extremamente unidos, são adolescentes felizes. Ela, bem timida e dependente do irmao, Ele super popular e cuidando sempre da irmã.

Lexi é uma jovem que se muda para a cidade e a vida dessa familia. Ela que já sofreu muito e passou a vida em lares temporários finalmente se sente em casa no momento que conhece Mia e se tornam melhores amigas.

Mais tarde, Ela, Zach e Mia formam um trio inseparavel e cheio de amor.

Num fatídico dia de verão uma decisão muda a vida dessas pessoas, os traumatizam de maneira irreversivel. Muita culpa, autopiedade, medo e raiva em cada uma dessas páginas.

Um livro para ser aplaudido pela a sensibilidade com que trata a maternidade e os medos presentes nela. Comove o amor que sentimos estar presente nesses jovens, a imprudência da juventude e o modo como os erros cobram um preço, alto demais para alguns.

Depois da metade do livro não consegui segurar as lágrimas e elas não cessaram até a última página, na verdade ainda não consigo pensar nesse livro e não chorar.
Uma historia valiosa sobre amor, erros e como o perdao é libertador e a falta dele aprisiona.

Ficou a certeza que no fim do ano esse livro estará entre os meus melhores livros do ano.
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"Os sonhos eram coisas efêmeras, como balões que, uma vez soltos, desaparecem no céu."

Instagram: @dnabookz
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Flávia 05/03/2017

"As pessoas pensam que amar é um ato de fé – Às vezes, é um ato de vontade."
O Caminho para casa conta a história de Jude uma mãe perfeita por excelência que fez tudo o que pôde para colocar as necessidades de seus gêmeos, Mia e Zach, em primeiro lugar em sua vida . E desses três adolescentes ,Lexi, Mia e Zach. Que terão uma ligação entre eles para sempre .



A infância de Lexi , foi passada assistindo sua mãe alcoólatra se acando lentamente até a morte. Quando ela completa quatorze anos, sua tia Eva, que até então não sabiam uma da existência da outra, a leva para morar com ela .

Mia e Zach , por outro lado, tiveram uma infância maravilhosa, com tudo o que poderiam desejar e uma mãe adoradora e apaixonada e um pai bem sucedido e amoroso .

Mudanças de vida para todos eles em uma noite de verão após uma festa . E uma decisão que irá alterar o curso de suas vidas para sempre.
Nos anos seguintes, todos eles enfrentam as consequências dessa noite e tentam esquecer. Para encontrar a coragem e perdoar .

À medida que a história se inicia, Lexi, Mia e Zach têm 14 anos e se encontram pela primeira vez na escola. Pelo capítulo três, eles já estão no último ano do ensino médio e em um bom pedaço do livro eles são adolescentes.
Zach era o menino popular, inteligente e bonito, enquanto Mia era a garota calma e simples sem amigos. Isso é até Lexi Baill se muda para sua pequena cidade. Lexi e Mia se tornam melhores amigas imediatamente ,quase irmãs.




A história é , devastadora e esperançosa, cheia de sonhos (que se desfez) e também é um pouco terna .O livro flui incrivelmente fácil e uma vez que o Evento Principal ocorre,logo de inicio,bom eu já estava completamente absorvida por essa história .

Os personagens ,alguns realmente irritantes (aqueles que você gosta de odiar ...). Juntamente com aqueles que você torce tanto por eles ,que chega a chorar junto e até da raiva de algumas escolhas "burras" que eles fazem.

Eu tenho que dizer que como mãe , este livro realmente tocou meu coração, porque ele foi escrito lindamente.
O livro leva a jornada angustiante das consequências da decisão fatídica e como, mesmo quando desejamos fortemente manter nossos filhos seguros que o impensável pode acontecer.
Kristin Hannah,escreveu essa história baseada em um assunto carregado, difícil, e ela consegue ao menos comigo foi assim,trazer o leitor e nos deixar ainda mais intrigados com várias reviravoltas. Hannah encerra uma boa história, não necessariamente com um final perfeito, mas aceitável. A vida não costuma terminar com o final perfeito do livro de contos, então isso provavelmente é mais verdadeiro para a vida de qualquer maneira.

Este é um livro emocionante de família, amor, tristeza, perdão e recomeço .



Eu já tinha recebido várias e várias indicações ,para ler Kristin Hannah , e só agora tive a agradável surpresa em descobrir essa autora maravilhosa.
Simplesmente adorei o livro ,a escrita ,vou sem dúvidas ler todos da Kristin Hannah ,pois já virei fã .

Como fã de Jojo Moyes e Nicholas Sparks só recomendo muito este livro para quem gosta desses autores . Não é parecido mas lembra bastante .Porém Hannah tem seu toque especial que cativa e encanta . Ansiosa para ler mais e mais seus livros . ;)

site: http://myronbolitarloversbr.blogspot.com.br/2017/03/resenha-o-caminho-para-casa-kristin.html
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Mari Siqueira 27/02/2017

O Caminho Para Casa é mais um dos excelentes romances escritos por Kristin Hannah. Esse drama familiar - sua especialidade - é complexo, denso e retrata a vida real de uma mãe e seus filhos adolescentes. Sob dois pontos de vistas opostos, a leitura nos oferece uma compreensão ampla da relação entre pais e filhos.

Nada poderia ter me preparado para o rumo que toma a história. Nem mesmo conhecendo o histórico da autora, que adora torturar seus leitores com o sofrimento de seus protagonistas, poderia imaginar o que me reservava essa estrada. Como uma curva na escuridão, Kristin Hannah abruptamente nos tira o chão e nos faz pensar sobre as consequências das nossas ações, em nossas vidas e nas vidas de quem amamos.

Mia e Zach são gêmeos e têm um relacionamento fraterno lindo. O laço que os une é inquebrável e, apesar de suas personalidades opostas, os dois se completam e contam um com o outro. Mia é frágil e tímida, sua dificuldade em fazer amigos contrasta com a alta popularidade do irmão. Sua dificuldade de socializar fez com que ela se tornasse extremamente dependente de Zach e, por isso, ambos planejaram suas vidas na mesma faculdade independente do que aconteça.

No colégio, no entanto, Mia conhece uma garota nova, tão inadequada socialmente quanto ela e as duas rapidamente se tornam melhores amigas. Lexi tem um passado problemático, passando por várias famílias adotivas, a jovem nunca teve um lugar para chamar de casa. Quando conhece os pais de Mia e Zach, Lexi se vê próxima da felicidade e, mesmo que não seja parte daquela família, vê que existem pessoas que se amam e fazem tudo por seus filhos.

Jude é a mãe dos gêmeos e sua história também é narrada de um ponto de vista privilegiado. Ela fez tudo o que podia para criar seus filhos da melhor maneira possível e os vê chegando na difícil fase da adolescência. Os corações partidos, amizades traiçoeiras e perigos da vida adulta a apavoram, mas depois de amar e proteger suas crianças por dezoito anos, não há mais como afastá-los do mundo.

Em um relato sincero que só uma mãe dedicada como Kristin Hannah saberia fazer, O Caminho Para Casa é mais do que ficção, um desabafo. As mães - e os pais - que se preocupam tanto com seus filhos simplesmente os amam acima de todas as coisas e só querem que seus filhos nunca se percam. Afinal, a coisa mais triste do mundo é quando um filho não encontra o caminho de casa.


site: http://sobreamorelivros.blogspot.com
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Conchego das Letras 22/02/2017

Resenha Completa
Como escrever uma resenha de um livro que mexeu com toda a minha estrutura emocional e psicológica? Difícil, mas vamos lá....


Na sinopse já dizia que ia ter uma decisão que mudaria o destino dos personagens, então fiquei lendo ansiosa para que chegasse o tal ocorrido. Sabe quando você lê algo e já espera que uma tragédia vá acontecer? Fiquei assim. Mesmo com toda essa ansiedade e já imaginando que seria um baque, a autora conseguiu surpreender ainda mais.



Eu nunca tinha lido nada dessa autora, mas a Mariana, a minha parceira de Blog, leu o livro As Cores da Vida (leia resenha aqui) e tinha ficado apaixonada pela narrativa.

A história de O Caminho Para Casa é dividida em duas partes. Na primeira parte conhecemos os personagens, sabemos dos seus medos e das suas conquistas.


Jude, quando se tornou mãe, jurou ser uma "leoa" com os seus filhos gêmeos Mia e Zach, e conseguiu ser uma ótima mãe, daquelas que acompanham tudo e, ainda, é amiga para todos os momentos. Já a jovem Lexi, depois de passar por vários lares temporários, morar com a mãe em situações precárias e ter uma vida marcada de sofrimento, vai morar com uma tia-avó.

Lexi vai estudar no mesmo colégio dos gêmeos de Judi, onde eles se tornam grandes amigos e, juntos, vão descobrir o amor e a verdadeira amizade.

Entretanto, em uma noite que parecia ser como outra qualquer, esses personagens acabam com marcas profundas por causa de uma decisão tomada no calor no momento e vão precisar lidar com as consequências "pelo resto da vida".

"Era isto o que o amor fazia com uma pessoa? A retorcia e esvaziava até restar apenas a necessidade? Se fosse assim, como ela sobreviveria?"

Para mim, o "pior momento", o mais emocionante e avassalador, de todo o livro foi justamente essa noite, o dia da decisão. Nunca imaginei que fosse me atingir de tal forma. Chorei tanto que acordei com uma baita dor de cabeça. Normal, né? Quando o livro é muito emocionante...


A segunda parte é depois dessa noite. Nela vamos ficar sabendo o que aconteceu com cada personagem depois do ocorrido e muito mais. Tem tanto que gostaria de falar sobre essa parte, mas praticamente tudo seria um spoiler, então terei que me contentar em ressaltar que não conseguia largar a obra.

Dificilmente leio dramas. Tenho muito receio do que pode acontecer na história, fico pensando na resseca literária profunda que terei que enfrentar depois. Eu não sei se infelizmente ou felizmente "tive que" ler esse livro, mas posso garantir que definitivamente ele me deixou de ressaca. A história acabou comigo, mas é simplesmente maravilhosa. Levarei um bom tempo para me recuperar dela, mesmo assim super indico a leitura.


site: http://www.conchegodasletras.com.br/2017/02/resenha-o-caminho-para-casa-kristin.html#more
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Fran Alves 19/02/2017

Um livro lindo que te fará chorar!!
Por que eu continuo lendo Kristin Hannah, sabendo que ela vai acabar comigo??

O livro conta a história em dois pontos de vista - de Lexi e Jude - e em três tempos diferentes - 2000, 2003 e 2010.

Jude é uma mãe em tempo integral, que vive para seus filhos e cuida do jardim nas horas vagas. Ela teve vários abortos antes dos gêmeos, por isso ela se sente que tem que protegê-los de tudo e direcioná-los para a vida. Mesmo que isso seja super protetor, ás vezes.

Lexi tem 14 anos quando começa o livro. Ela teve um começo de vida difícil, vivendo em lares temporários, porque sua mãe era uma viciada que mal conseguia cuidar dela, mas que não abria mão de sua guarda. Até que ela faleceu e sua guarda foi dada para uma tia distante, Eva, que a leva par viver em uma cidadezinha de Washington.

Lá ela faz amizade com Mia, uma garota tímida e insegura, que não tem amigos, mas que começa a amá-la como uma irmã e a leva para conhecer sua casa e sua família, tudo o que Lexi sempre quis. Ela vê em Miles e Jude os pais ideais, e Jude é o que mais próximo ela tem de uma mãe, mesmo que sua tia Eva cuide bem demais dela.

"Era isto o que o amor fazia com uma pessoa? A retorcia e esvaziava até restar apenas a necessidade? Se fosse assim, como ela sobreviveria?"

Mas o problema é o irmão gêmeo de Mia, Zach. Ao contrário da irmã, ele é popular e extrovertido, está no time de futebol da escola e cercado de amigos. Assim que Lexi e Zach se olham, eles sentem uma química muito forte, mas Mia já sofreu com a traição de uma amiga no passado, ela não suportaria outra.

Assim os anos do ensino médio passam, e logo chega os último ano da escola. Os três logo completam 18 anos, e é um ano decisivo para as faculdades. A amizade de Lexi e Mia continua cada vez mais forte, mesmo que os meninos tenham entrado na vida delas, Zach continua distante de Lexi, e Jude os vigia bem mais de perto nessa reta final da escola, com suas festas regadas a álcool e outras coisas.

"O preço de ser franca com os filhos era muitas vezes ficar sabendo de coisas que seria melhor não saber. Acreditava que os pais tinham duas escolhas: exigir sinceridade e lidar com verdades indesejáveis ou enfiar a cabeça na terra e aceitar as mentiras."

É assim que começa os atritos na vida perfeita deles.

Lexi e Zach começam a se relacionar, finalmente deixando o amor que sentem entre um e outro sair, e mesmo que Mia e Jude fiquem com o pé atrás, elas aceitam. O problema é que Mia quer que Zach vá com ela para a USC, já que sem o gêmeo ela não conseguiria seguir em frente, e a mãe deles já tinha planejado há muito tempo, mas Zach está dividido entre ir para a Califórnia e ficar com Lexi e ir para ir a faculdade comunitária de lá mesmo.

Lexi está dividida entre aceitar que Zach volte atrás nos seus planos da faculdade de medicina na Califórnia e fique com ela ali, mas pensa em Mia, sua melhor amiga, que sempre quis ir para a USC e não irá sem o irmão. E ela precisa de dinheiro para segui-los e não conseguirá, sem assumir um dívida imensa. Já Jude está nervosa porque tudo o que sempre trabalhou com os gêmeos está ruindo e ela não consegue sentir que os está perdendo.
"O amor é uma escolha. Eu sei que você é jovem, mas isso não significa nada. Você acredita no que sente? É isso que importa"

Mas nada disso vai importar já que uma noite e uma decisão errada vai mudá-los para sempre.

Decisão essa que leva Lexi a ficar cinco anos presa, por um crime que não é inocente mas não é a única culpada.

Seis anos depois daquela noite, Lexi sai em busca do mundo que ela pensou estar inteiro, e o encontra em ruínas. O caminho que antes parecia tão certo para a casa, não é mais. Agora cabe a ela decidir se fica, e luta pelo que teve ou se deixa para conseguir o futuro que sempre pensou em ter para si.

O livro é lindo, ele nos faz pensar, ele nos faz ficar com ódio, com pena, é um misto de sentimentos.

"Em um mar de lamentação, havia ilhas de bênçãos, instantes no tempo que nos lembravam do que ainda tínhamos, em vez de tudo o que tínhamos perdido."

Lexi é uma menina com um coração imenso, que tenta não seguir o caminho da mãe a qualquer custo, mas que acaba pagando por um erro que não era só seu. Mesmo que isso custe ainda mais seu coração já tão sobrecarregado de dor. Eu entendi o que ela fez, mesmo que tenha gritado que ela era muito burra, mas no lugar dela, não sei, talvez fizesse o mesmo.

Jude é uma personagem que me deixou com o misto muito forte de amor e ódio. Mas na maior parte eu fiquei com raiva dela. Ela é uma mãe controladora, possessiva, que cuida demais dos filhos dela, não que ache isso errado, mas ela põe pressão demais nos gêmeos, quase que pondo os dois em redomas , quer que eles sejam perfeitos, sendo que ela mesma não é. Depois de todo o acontecido, eu fico com mais raiva ainda, cada um tem um jeito de lidar com a dor e a raiva, mas fiquei com vontade pegar ela e sacudir. Quem leu vai entender. No final ela se redimiu um pouco, mas não vai apagar todo o mal que ela fez.
"-Você sempre amou seus filhos excessivamente. Você se preocupa demais em fazê-los felizes.
Conselhos vindos de sua mãe. Perfeito. Jude deu um meio sorriso.
-É impossível amar excessivamente os filhos. Mas eu não espero que você entenda isso."

Mia e Zach são os gêmeos, os personagens que são o centro da história. Tudo o que acontece são por causa deles e por eles. A vida de Lexi e Jude se gravita em torno deles.

Mia é uma garota maravilhosa, mas por ser mimada, ás vezes é egoísta e nem percebe. Ela é tímida, mas Lexi faz com que ela se abra para o mundo, e corra atras do seu sonho de ser atriz. Mia é aquela amiga que é super protetora e quer que a amiga esteja sempre ali.

Zach é um pouco mais centrado e sabe o que faz. Quando ele se afasta da Lexi e ela, dele, você sabe que é por causa da Mia, para não magoá-la como uma menina do passado fez com ela, fazendo que Mia se fechasse ainda mais.Mas ele não consegue ficar mais longe de Lexi e quando eles finalmente ficam juntos , é muito bonitinho.

Miles é o pais dos gêmeos e é um dos poucos a falar francamente com Jude, mesmo que seja irônico, ás vezes. Eu admirei ele muito, porque ele poderia simplesmente ter abandonado tudo. Eva, a tia de Lexi é uma senhorinha muito fofa, que tenta fazer o melhor para a moça, mesmo com os poucos recursos que elas têm.

"Todos estamos perdidos, Miles.- retrucou ela - Você é o único que não percebe isso."

Grace, ela é linda mesmo que sozinha e um pouco triste. Gente, morri de dó dela. A única amiga dela é uma amiga invisível chamada Ariel, uma princesa alienígena.

Leiam!!! O livro fala de amizade, amor, família, recomeços.

E perdão. Perdoem, mesmo que seja a coisa mais difícil do mundo. Porque quem sofre mais é o seu coração. Porque só conseguimos sentir quando nosso coração não está pesado de dor, culpa e amargura.

O livro traz uma coisa que eu sempre falo, que é assumir seus erros. Mas também no caso de ser a outra parte, pôr a culpa também em quem eu amo, quando também erram. É fácil por a culpa só em um e esquecer que todos tiveram culpa.

'As pessoas pensam que amar é um ato de fé – falou a mãe – Às vezes, é um ato de vontade."

site: http://www.diariodeleitoracompulsiva.com.br/2017/02/resenha-o-caminho-para-casa.html
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