O caminho para casa

O caminho para casa Kristin Hannah




Resenhas - O Caminho Para Casa


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Edimara 14/03/2013

Me surpreendeu !
assim que minha amiga me mostrou achei a capa linda, mas não tive vontadade de ler, mas por causa de varias recomendações comecei a ler. Hoje eu me arrependeria se não o tivesse lido, esse é aquele tipo de livro que TODO MUNDO deveria ler, como se as coisas só fossem fazer sentido se você o lesse, esse é um dos meu livros prediletos. Me surpreendeu muito, mesmo tendo um parte narrada por uma mãe ( no começo achei que não fosse gostar disso, mas me enganei) que nos faz entender as coisas por lado, nos faz pensar na nossa vida e nas dos outros, mas sem aquela cara chata de livros de auto ajuda ou algo parecido.
RECOMENDO!
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Alê 10/03/2013

Emocionante!
Esse livro é muito bom, me emocionei muito, a partir da metade chorei pra caramba. A história nos faz refletir sobra o q valorizamos, nossas prioridades, e q as vezes achamos q estamos fazendo o certo qdo na verdade não estamos. E que tem coisas que nem mesmo o tempo conserta, mas aprendemos a viver com elas. É o tipo de livro q qdo vc termina, fica um tempão pensando nele... adorei, recomendadíssimo!
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Literatura 19/02/2013

Amar, perdoar, recomeçar
Em minha vida de leitor, acabei descobrindo que existem livros que foram escritos para combinar com você ou com qualquer outra fase de sua vida, quer esteja triste, alegre, radiante ou extremamente na deprê. Quando você ler uma romance e estiver apaixonado, você se envolve de uma maneira ímpar à história, como se fosse um dos personagens e até chega a trocar o nome dele com o seu de forma imperceptível. Quando está triste, você se vê lendo um livro a la Evanescence; quando está revoltado, com certeza você lê um livro policial, procurando por justiça, ou um que tem qualquer serial-killer. Isso se chama vibe. E foi nessa fase que embarquei em O Caminho para Casa, escrito com sutileza e emoções à flor da pele.

Jude Farraday é uma mãe super protetora. Depois que deu a luz aos gêmeos Mia e Zach, vive fazendo de tudo para protegê-los e entra em pânico só em pensar no que pode acontecer com eles longe de suas vistas. Casada com o médico Miles, moram numa casa relativamente espaçosa. Quando os gêmeos vão para o ensino médio, Jude reluta no que pode ou poderia lhes acontecer, já que seria um mundo totalmente novo para ambos e tudo espreitava com um aviso em néon: Cuidado!

Ela simplesmente não aceita o fato de que seus bebês cresceram e querem voar como pássaros. Mas Jude insisti e persiste em querer cortar suas asinhas. Intercaladamente conhecemos Lexie Baill, uma jovem com passado doloroso, do qual vivera com sua mãe viciada em drogas e depois de sua morte passara a viver em lares adotivos temporários. Ela estava convencida que não tinha mais família, mas quando descobre que tem uma tia-avó, fica toda feliz. Eva Lange a leva para morar consigo, e passa a ser a mãe que Lexie nunca teve. E logo a matrícula no ensino médio.

Ao chegar à nova escola, Zach é o primeiro a vir lhe falar, e naquele momento Lexie se apaixona por aquele menino de cabelos loiros. Mesmo na escola ela se sente sozinha, só que quando conhece Mia, tornam-se amigas feitas unha e carne ou qualquer outra coisa que se possa comparar a ambas. Entre elas surge uma amizade poderosa que nada poderia abalar ou destruir.

A vida de Lexie vai ser unir à vida dos Farraday de uma maneira incomparável e única. Um fascinante jogo de emoções dá um início cheio de delicadeza, doçura, sentimentos e sensações capazes de fazer você se arrepiar. Além de contar com uma belíssima história sobre perdão e recomeço, e onde o amor verdadeiro é o único em questão.

Veja resenha completa no site:
http://goo.gl/e0hbQ
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Aione 30/01/2013

Conheci a escrita de Kristin Hannah há muitos anos, ao ler "Para Sempre". Lembro-me de ter ficado encantada com o livro, a ponto de relê-lo várias vezes. Ao ver que "O Caminho Para Casa" seria lançado pela Editora Arqueiro, não pude deixar de me sentir empolgada, afinal, outra obra da autora já havia me agradado. Ler várias resenhas positivas sobre ele aumentou a minha vontade, mas não me preparou para gostar tanto do livro.
Fui envolvida na primeira página e, quando digo isso, não me refiro somente à sensação de ter conseguido entrar na história, mas, principalmente, à vontade alucinada de continuar lendo e não interromper por nada a leitura. Não há nenhum grande acontecimento inicial que possa ter sido o causador de meu envolvimento, apenas a narrativa da autora e suas complexas personagens.
Logo de início, me encantei com Lexi e sua sofrida história de vida. Quanto à Jude, não sabia o que pensar sobre ela, apenas que seu excesso de preocupação e necessidade de controle me incomodavam. Ao longo da leitura, ela também provou ser a personagem que mais me despertou agonia. Mia e Zach também me conquistaram, mas mais pela história construída junto das outras duas do que por seus papeis isoladamente. Não que elas não sejam admiráveis, elas são.
Não sei explicar o porquê de o livro ter me encantado tanto. Talvez tenham sido as palavras escolhidas pela autora, resultando em uma narrativa fluida, madura, bem estruturada e característica de alguém que sabe o que faz enquanto escreve. Talvez, tenham sido os sentimentos tão bem existentes dentro de suas personagens, convidando o leitor a conhecê-las a fundo. Talvez, também, tenham sido os tantos elementos que rechearam a história e fizeram dela bela: há romance, há drama, há a juventude e há a maturidade. Acima de tudo, há a vida e tudo aquilo implícito no ato de viver.
O que posso dizer é que não vi o tempo passar enquanto lia "O Caminho Para Casa" e soube desde o início que ele entraria para minha lista de favoritos. Foi uma das melhores leituras que fiz nesse início de ano, já recheado de livros, tanto pelas boas sensações que me proporcionou quanto pelas ruins, provas de como eu estava evolvida. Eu não senti a menor vontade de deixar o livro de lado enquanto o lia e, nos momentos em que precisei interromper a leitura, quis voltar para ela o mais rápido possível.
Aos que procuram um bom livro, carregado de emoções, que tempera a realidade com uma chama de esperança, então não deixe de fazer essa leitura. Esteja preparado para se aprofundar e se emocionar com uma história sobre relacionamentos: entre um homem e uma mulher, entre irmãos, entre amigos e, principalmente, entre mães e filhos.
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Nádia 14/01/2013

Se beber não dirija...
O Caminho para Casa da autora Kristin Hannah é um livro super emocionante, com uma narração simples porém cheia de sentimentos e emoções que fazem o leitor se identificar do começo ao fim. Conforme você vai lendo, os personagens começam a participarem da sua vida, criando afinidade e também se identificando com algumas situações do nosso cotidiano. O livro conta a história de Lexi uma garora nova no colégio, que acabou de ser adotada pela tia avó, sua única parente depois de ter convivido em diversos orfanatos e lares temporários. A mãe de Lexi era viciada em drogas e contantemente ficava presa por conta de atitudes delinquentes até que um dia faleceu. Assimque Lexi chega a escola faz amizade com uma garota linda porém super solitária chamada Mia. Mia tinha um irmão gêmeo chamado Zach que se apaixonou perdidamente por Lexi, porém se declarando apenas depois de três anos de convivio. Lexi, Mia e Zach eram inseparaveis, estavam vivendo um momento de aventuras e descobertas, iam se formar no ultimo ano do Ensino Médio. Dessa forma curtiam várias festas, incluindo o uso de bebidas alcoolicas, drogas e etc. Os gêmeos tinham uma condição social super favoravél, uma familia maravilhosa e uma mãe super protetora. Os três tinham planos para o futuro, faculdade, casamento, filhos e muito mais que jovens entre 18 a 19 anos podiam sonhar.
Mas em uma noite, depois de beberem muito durante uma festa houve um acidente de carro, que acabou com o sonho dos 3 jovens e daquela familia perfeita. Mia morre neste acidente e Lexi é presa porque estava dirigindo o carro, a familia dos gêmeos fica desestruturada por conta dessa fatalidade e para piorar Lexi descobre que esta gravida de Zach, como ela estava presa passou a guarda permanente para Zach e sua familia. Lexi sofreu muito durante 5 anos de prisão, pois além da culpa por ter matado sua melhor amiga, sentia que estava fazendo a mesma coisa que sua mãe havia feito com ela, tinha abandonado a filha para adoção. Bom dessa forma o livro segue mostrando quanto todos estavam sofrendo com a situação. Então Lexi é solta da prisão e vai atras da sua filha chamada Grace que é muito parecida com a Mia. Percebendo que a filha se sentia muito sozinha, não era cuidada conforme achava que deveria ser, pois a familia e Zach ainda estavam vivendo de puro sofrimento por conta da morte de Mia. Lexi resolve pedir a guarda de Grace que tem 6 anos de idade, assim o livro deslancha de uma forma maravilhosa, com várias surpresas e atitudes que nós jamais iamos sentir se não vivenciassemos a situação. Quem é mãe irá se emocionar muito e quem é filho se identificará em varios momentos... Adorei ler este livro me fez refletir sobre o sentimento de amor e perdão, tanto com os familiares mas também com os amigos. Não vou contar o final do livro, pois é uma forma de transmitir curiosidade aos leitores. Então desejo a todos um excelente caminho para a casa, pois essa podia ter sido a história da sua vida.
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Michele Bowkunowicz 20/12/2012

muito bom, gostoso de ler!!!
Um romance irresistível de amizade, amor, perda e redenção, "O caminho para casa" explora as consequências devastadoras de uma única decisão tola que tem consequências trágicas.

Jude Farraday adora seus gêmeos, Zach e Mia, ela é uma mãe protetora. Jude acredita que ela tem a capacidade de manter suas crianças seguras, garantindo a eles felicidade e um futuro brilhante.

Mia luta com sua auto-estima, não tem amigos até que ela conhece Lexi Baill, as duas formam um vínculo inquebrável de amizade, apesar de suas origens díspares. Lexi é filha de uma mãe viciada em drogas, passou por vários lares adotivos, pois sua mãe não cuidava dela, depois que a mãe morre, ela finalmente tem uma casa com sua tia Eva, e seu relacionamento com Mia lhe dá uma família.


"O quê? Minha mãe disse que eu não tinha parentes.
- Sua mãe... se enganou. Você tem família, sim.
Lexi passara a vida esperando ouvir essas palavras preciosas. Seu mundo sempre fora perigoso e incerto. Ela se sentia como um navio que, perdido em águas rasas, estivesse prestes a encalhar." (pág 11)


"Uma sensação curiosa tomou conta de Lexi. Era como o leve bater de asas de passarinho, uma emoção tão estranha que ela não a reconheceu de imediato.
Esperança." (Página 15)


Confiante e popular, Zach é superprotetor de sua irmã gêmea, e quando ele e Lexi reconhecem seus sentimentos um pelo outro, eles precisam da bênção de Mia para permitir que sua relação passe a florescer.

A formatura se aproxima, e os três estão ambos comemorando e lamentando as mudanças que virão, os gêmeos irão para USC, mas Lexi não pode pagar para ir nessa faculdade. Os três lutam com as escolhas que eles devem fazer, Mia e Zach se irritam contra a superproteção de sua mãe.
As incertezas deles conduzem a uma noite em que uma decisão muda o futuro para todos eles.

leia o restante em meu blog
http://www.lostgirlygirl.com/2012/10/resenha-109-o-caminho-para-casa-de.html
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marcia 16/12/2012

Esse livro é maravilhoso. Li num dia. Chorei muuuuuuito!!! Essa autora foi muito feliz ao descrever as emoções, a dor da perda. Foi de uma sensibilidade incrível! Adorei!
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Leandro 20/11/2012

http://www.leandro-de-lira.com/
Esse livro foi uma surpresa maravilhosa. Mesmo após ter concluído a leitura, ela permanece viva ainda em meu consciente. Não esperava que fosse me surpreender tanto, porém esperava uma boa leitura. O livro foi além de todas as minhas expectativas e ao terminá-lo, senti um aperto no coração — adoro quando isso acontece — e isso prova que a autora cumpriu seu papel.

[SINOPSE] Durante 18 anos, Jude pôs as necessidades dos filhos em primeiro lugar, e o resultado disso é que seus gêmeos, Mia e Zach, são adolescentes felizes. Quando Lexi começa a estudar no mesmo colégio que eles, ninguém em Pine Island é mais receptivo que Jude. Lexi, uma menina com um passado de sofrimento, criada em lares adotivos temporários, rapidamente se torna a melhor amiga de Mia. E, quandoZach se apaixona por ela, os três se tornam companheiros inseparáveis.
Jude sempre fez o possível para que os filhos não se metessem em encrenca, mas o último ano do ensino médio, com suas festas e descobertas, é uma verdadeira provação. Toda vez que Mia e Zach saem de casa, ela não consegue deixar de se preocupar.
Em uma noite de verão, seus piores pesadelos se concretizam.
Então a vida dá uma guinada, levando os personagens a viver sentimentos intensos – amor e ódio, culpa e perdão – que qualquer um de nós poderia experimentar. Uma decisão muda seus destinos, e cada um deles terá que enfrentar as consequências – e encontrar um jeito de esquecer ou a coragem para perdoar.
O caminho para casa aborda questões profundas sobre maternidade, identidade, amor e perdão. Comovente, transmite com perfeição e delicadeza tanto a dor da perda quanto o poder da esperança.

Jude Farraday é uma mulher aparentemente comum, rica, casada com o homem dos sonhos e tem dois filhos gêmeos — Mia e Zach — que os ama de forma incondicional e até mesmo de uma maneira obsessiva demais. Ela monitora tudo o que eles fazem, quer programar o que eles devem fazer... Enfim, ela é a típica mãe que não permite que os filhos não façam nada se não for da forma que ela queira. Porém, ela não imagina o quanto isso pode prejudicar não só a seus filhos, mas a si mesma.

Lexi é amiga de Mia e vive uma vida completamente diferente. Sua mãe era uma viciada em drogas, que só a fazia sofrer. Morou em um orfanato durante alguns anos, até que sua tia Eva — que até então ela desconhecia — resolveu adotá-la.

Inesperadamente Lexi se apaixona por Zach e eles vivem momentos intensos juntos. Até que ocorre uma tragédia que muda radicalmente a vida de todos e o perdão é a única solução para tudo.

"— As pessoas pensam que amar é um ato de fé — falou a mãe. — Às vezes, é um ato de vontade. Eu não tinha forças para amar você, Jude. Ou para demonstrar o amor, imagino. Não sei qual dos dois, mas, no final das contas, qual é a diferença? Você é mais forte do que eu jamais fui."
Pág.: 322

Esse livro mexeu com meus sentimentos de forma intensa. É um drama tão real, que é impossível não se impressionar. Ora eu senti ódio, ora eu conseguia entender os motivos de tal personagem. É tudo tão palpável, que é impossível não se colocar na história, ou melhor, não se envolver e tentar de alguma forma encontrar o caminho certo para resolver todos os problemas.

A Jude é uma personagem tão verossímil. É tão comum encontrar mulheres iguais a ela, que só por isso a autora merece ser elogiada. Admito que senti ódio por várias atitudes dela, mas a maioria eu pude entender os motivos que a levavam a agir daquela maneira. O medo de perder algo que se ama muito pode prejudicar muito não só a pessoa que sente medo, mas também aquilo que ela tanto ama e cuida. E a autora soube mostrar de forma magnífica isso.

É impossível não sofrer com a Lexi em vários momentos. Confesso que houve momentos em que eu queria encontrar alguma forma de ajudá-la. Alguma forma que pudesse fazê-la não sofrer tanto.

O livro também aborda a injustiça que sempre cai para o lado do mais pobre financeiramente. É impressionante, mas sempre a justiça só favorece o lado mais privilegiado.

Eu poderia citar sobre tantas coisas que eu encontrei durante a leitura, mas acabaria soltando spoilers enormes. A leitura me envolveu de várias formas, que eu me senti preso à ela e vivendo todos os dramas de cada personagem. E eu sei que eu não conseguirei descrever o quanto essa história é emocionante, porque é complicado comentar sobre um livro muito bom.

Concluindo, eu gostei muito mesmo do livro. Possui um enredo bem construído, com personagens bem construídas também e que conseguiram me envolver completamente. Portanto, se tiver oportunidade, leia esse livro. É uma leitura interessante que consegue envolver o leitor de diversas formas.

Recomendo!
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Leninha Sempre Romântica 14/11/2012

Devo confessar que estou sem palavras para começar essa resenha. Adoro quando ao término de um livro me vejo abraçada a ele, refletindo sobre toda a carga emocional contida na história, ouvindo apenas o silêncio. Foi assim que fiquei durante longos minutos, pensando, refletindo e torcendo para ter em minha estante pelo menos uns 10 livros iguais a esse.

Lágrimas foram as minhas companheiras durante toda a leitura. Um livro que nos faz suspirar tamanho amor que encontramos entre suas páginas, mas percebemos também muita dor, muito rancor, muita culpa...

Lexi, Zach e Mia estudam na mesma escola, cada um vivendo em seu próprio mundo. Lexi sempre se sentiu rejeitada pela vida, com uma mãe drogada, sem amigos, vivendo em lares de adoção, ela carrega muita tristeza no olhar e conhece como ninguém o que é sentir solidão. Mia se acha um patinho feio, tem um mundo particular em seus livros, seu quarto, e os poucos amigos que tem, são amigos de seu irmão, Zach. Ele é o popular, lindo, cheio de vida, sabe que tem sempre um lugar para onde correr, os braços da sua mãe, seu lar, sua família. Quando os três se conhecem é como se almas gêmeas se reencontrassem. Mia e Lexi se tornam amigas inseparáveis, e Zach apesar de se manter um pouco distante, nutre uma paixão secreta por Lexi, sem saber a princípio, que é correspondido.

Jude é a mãe zelosa e superprotetora de Mia e Zach, extremamente voltada em ser "mãe", curtindo todas as suas obrigações, desde transformar sua casa num lugar onde os amigos de seus filhos se sintam bem, até levá-los para casa em segurança.
Sempre muito preocupada com a vida dos filhos, tentando de todas as maneiras livrá-los dos perigos, fazendo de tudo para mantê-los longe das más companhias e principalmente das bebidas.
Ao conhecer Lexi ela age com todos os sentimentos de proteção, verifica sua vida, onde mora, seu passado, mas no fundo de seu coração ela a adota, e acaba de certa maneira se tornando como uma mãe para Lexi.

Desde o princípio eu sabia que essa superproteção era quase um sexto sentido, e já fiquei atenta à leitura, sabendo que algo de muito grave iria acontecer. Mas nada me preparou para tamanho choque.

É complicado tentar passar através de palavras todo o turbilhão de emoções que me acompanharam durante a leitura. O Caminho para casa, como sugere o título, é uma longa caminhada de reencontros, superação, sempre regada por muita dor, culpa, mas acima de tudo, focado principalmente na esperança e no perdão.

Uma linda história de amizade e amor, mas permeada por todas as perguntas que rodeiam a adolescência e a vida. Será que é cedo demais? Será que vale a pena? Será que eu devo fazer isso? E agora, o que eu fiz?!

Foi dilacerante vivenciar a história sob a perspectiva de todos os personagens, porque todos os sentimentos guardados dentro deles, nos recôncavos mais íntimos, são colocados na narrativa. A leitura vai desde o amor incondicional, passando pelo total alheamento, até a justiça extrema.
Um livro maravilhoso, muito bem escrito, que não nos conta apenas a história de uma família que teve que conviver com a dor, mas nos alerta que o simples ato de viver pode ser perigoso.

Se você é uma pessoa que curte um drama esse é um livro perfeito, eu, como uma apaixonada pelo gênero posso afirmar que foi o melhor livro lido esse ano. Agora se você se emociona facilmente, se é suscetível e impressionável peço que se prepare para a leitura, porque com certeza você terá fortes emoções.

O caminho para casa é um daqueles livros que te fazem adentrar na história e sentir tudo, todas as sensações possíveis e imagináveis. Nos sentimos como coadjuvantes da história, mas nos mantendo calados, sem conseguir tomar partido, sempre na espera de que o melhor aconteça.
Um super drama que merece ser lido, apreciado e que certamente tocará seu coração.
Érica 19/11/2012minha estante
tocou mto o meu coração.....lindodmais


Amy 01/12/2013minha estante
E o incrível é que eu senti tudo de novo quando acabei de reler... Amei sua resenha!


Patricia Chame 30/09/2017minha estante
Estou lendo e como sempre nos livros da autora está impossível largar.




Aline Prates 09/11/2012

Após três abortos Jude Farraday consegue realizar o sonho de ser mãe e tem um casal gêmeo. Ela sempre quis ser a mãe perfeita e garantir que seus filhos cresçam felizes e saudáveis e que tenham certeza de que são muito amados, com isso ela acaba se tornando super protetora e controladora.

Mia e Zach são gêmeo idênticos na aparência, mas com personalidades completamente diferentes. Enquanto Zach faz sucesso é super popular e cheio de amigos, Mia, por outro lado é uma garota tímida que sofre da síndrome do patinho feio, completamente insegura não tem amigos e vive na sombra do irmão até conhecer Lexi.

Lexi leva o oposto da vida dos gêmeos, que são ricos e tem a família perfeita e feliz. Lexi cresceu em lares adotivos, sem carinho e nenhuma perspectiva até que um dia ela é informada que irá morar com uma tia (Eva), cuja existência ela desconhecia. Eva é uma mulher simples, de condições humildes, mas que acolhe Lexi de todo o coração.

Na escola Lexi conhece Mia e elas se identificam uma com a outra, pois Lexi também sabe como é se sentir sozinha, diferente e excluída, então elas se tornam melhores amigas.

Junto com Mia, sua melhor amiga e Zach, o amor de sua vida, Lexi sente que finalmente encontrou o seu lugar e que pode ser feliz, até que um dia algo trágico acontece mudando suas vidas para sempre.

Se você é uma pessoa que se emociona facilmente, prepare-se para chorar litros.

Lexi é uma personagem maravilhosa, que tinha tudo para se tornar uma pessoa dura, mesquinha e rancorosa, mas que não o faz, ela sempre quer o melhor para todos. Os leitores vão ama-la, vão torcer e chorar por ela, impossível não admira-la.

O livro conta a história de uma típica família americana de classe média, onde os filhos tem tudo o que querem, o modelo de uma família perfeita e do outro lado Lexi uma menina que nunca teve amor e que luta para ser feliz. A história se alterna entre Jude e Lexi apresentando pontos de vista bem diferentes.

Apesar da sinopse dar um breve ideia do que vai acontecer o grande ápice do livro é outro e vai surpreender o leitor.

Li e senti cada palavra como se fosse real. Me emocionei com a Lexi, suspirei com os momentos entre ela e o Zach e me encantei com Mia e apesar de ter horas em que eu queria matar a Jude não pude deixar de sentir um pouco de pena dela.

Acho que o livro traz uma linda lição. Mostra que apesar da dor e do sofrimento devemos sempre tentar ser melhor e seguir em frente.
Uma história de amor, perda e superação que vai envolver o leitor até a ultima página.

http://alinenerd.blogspot.com.br/
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day 07/11/2012

uma maravilhosa aventura ao país das lágrimas!!
Posso dizer com certeza que esse livro entrou na lista dos melhores livros que eu li na minha vida.
O livro é simplesmente fabuloso,bem escrito e te envolve desde o primeiro capítulo.
O livro me tocou profundamente pois me senti muito parecida com a personagem Lexi em alguns aspectos.
Fala da história de amizade e amor entre a Lexi,uma menina pobre,orfã e filha de uma ex -presidiária que morreu na frente da filha de overdose.
Uma menina que sofreu muito e que conheceu a menina loira e retraída chamada: Mia,que era irmã gêmea do menino mais cobiçado e lindo da escola o Zach.
Daí nasce uma das histórias mais tocantes que já li na minha vida.
Zach e Mia tinham pais maravilhosos a linda e dedicada mãe Jude e o pai médico bem sucedido Mills.
A dedicação da Jude ao filhos é algo maravilhoso,uma mãe exemplar.
A parte muito tocante do livro também se refere a maternidade,ao amor de uma mãe por um filho,do que uma mãe é capaz de fazer para ver seus filhos felizes.
O livro mexeu muito comigo pela Lexi a qual eu me identifiquei ,e pela jude que lembra minha relação com minha amada mãe que morreu a quase dois meses.
O livro é cheio de surpresas e reviravoltas,você sente pena,amor,comoção e até raiva em alguns capítulos.
Mais o livro é pura emoção.
maravilhoso!! amei demais e recomendo.
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valmendes 22/10/2012

leia este livro
Tá em dúvida de escolher esse livro ou não? Só tenho uma coisa a dizer, leia o mais rápido que puder. Não conhecia essa autora mas desde já ela passou a ser uma das minhas favoritas. E olha que ganhei esse livro na cortesia do skoob. Vc vai dizer está fazendo média só pq ganhou, vai dizer que é bom. Não. O livro é lindo e muito emocionante. É muito dificil me emocionar com leituras, mas em várias partes do livro não me contive. O melhor livro que li este ano sem duvida.
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Rafa 18/10/2012

Resenha - O Caminho para Casa - Kristin Hannah
Quando peguei este livro pra ler já tinha total certeza que iria me emocionar, adoro livros assim que chamam a atenção só pela sinopse. A editora arrasou nesse lançamento, capa e diagramação, tudo conforme eu esperava...

Por um breve momento pensei que era mais um livro qualquer, quando acabei me surpreendendo com a narrativa da autora bem no começo da leitura. Kristin consegue deixar o leitor ávido a cada página do livro. É melhor controlar suas emoções durante a leitura deste livro, porque pra mim foi impossível.

O livro é contado em terceira pessoa, dividido em duas partes, a primeira parte conta desde o princípio detalhadamente como Zach e Lexi e Mia se conheceram, até chegar na parte dramática, onde perdão e ressentimento se rebatem.

O que mais me chamou a atenção foi o tema maternidade abordado no livro, Jude é uma mulher forte, daquelas que defendem seus filhos à qualquer custo, dos conselhos até castigos por desobedecerem, me fez lembrar da minha mãe também, talvez eu tenha me envolvido na trama sem querer, e fiquei imaginando ela como minha mãe.
Seus filhos Zach e Mia são gêmeos, trabalho redobrado pra ela, sempre aconselhando os filhos para não tomar bebidas quando iam para a balada. Mas eles são jovens, família bem de vida, e todos adoravam a pobre órfã Lexi que apareceu como se fosse alguém que faltasse pra completar a felicidade deles. Bom, nada fica tudo bem pra sempre... Durante um acontecimento inesperado, tudo se abala, e talvez só o tempo poderá consertar.

A dissolução dos problemas ao longo da história mostra ao leitor o quanto foi fácil organizar cronologicamente essa história. Os detalhes se encaixam perfeitamente com os diálogos dos personagens, por isso achei O Caminho para Casa incrível.

Falando sobre a revisão da obra, tem umas traduções que achei bem estranha, porém os poucos erros que encontrei não me atrapalharam em nada, eu só quis citar aqui... A capa é muita linda, tem o mesmo aspecto das capas da editora.

Concluindo... Se quer um livro que te faz sentir raiva, assim como senti muita raiva da personagem Lexi por causa de algumas de suas atitudes, te fazer sentir pena também, te faz sorrir poucas vezes, talvez você até possa sentir ódio, talvez mesmo. Então este livro é pra você. Sei que muitos se identificarão com a história assim como eu, todo mundo tem ou já teve uma mãe super preocupada. As mães destacadas aqui deve se levar em consideração que traduz naturalmente um pouco de cada mãe que está dentro de cada mulher, que vive conosco, que pode ser você, não sei... Espero que todos leiam, afinal aprendi que perdoar os outros é fácil, perdoar a si mesmo que é difícil.
Angela Gabriel 18/10/2012minha estante
Creio que ante ontem , vc me falou no twitter que estava lendo esse livro e estava adorando. Agora, lendo a sinopse e a resenha, dá pra entender o pq..rs
Não conhecia o livro, mas me encantei com a capa e a sinopse.
Eu não tive uma mãe super protetora,mas tenho medo de estar sendo uma :/ e que atire a primeira pedra a mãe q nunca se preocupou com as festas q os filhos vão ou a hora de chegar em casa.
Mas lendo sua resenha, percebi que os conflitos, os problemas e talvez até as soluções, são coisas corriqueiras, que a maioria de nós vive ou já viveu.
Livros assim, tem esse poder, de nos colocar no centro da história e junto com o autor, traçar o caminho.
Adorei e o livro já está indo pra lista de desejados, com certeza!

Beijo e parabens pela resenha!


Rafa 18/10/2012minha estante
Muito obrigado Angela, amei seu comentário, concordo totalmente.


Vanilda 19/10/2012minha estante
Primeiro, a capa é realmente muito bonita. Depois, sua resenha é daquelas que ficam martelando assim: "Leia! Leia!" Quase consegui sentir você emocionado ao escrever sobre o livro. Então, eu sou mãe, mas minha filha é pequena ainda e muitas vezes fico me perguntando que tipo de mãe eu sou e serei quando ela ficar maior ... enfim, acho que a leitura deve ser super válida e adorei quando você diz que "perdoar os outros é fácil, perdoar a si mesmo que é difícil". Às vezes somos rigorosos demais conosco mesmos.


Géssica Ferreira 19/10/2012minha estante
Fechou com frase de ouro a resenha. Isso é muito verdadeiro, ein?!
Fiquei muito curiosa sobre o que acontece na vida dessa família que os abalam tanto. Ou seja, tenho que ler para saber, né?


Rafa 19/10/2012minha estante
Com certeza Geh, isso abala mais o leitor do que os personagens em si.


Cris 20/10/2012minha estante
Esse livro é um dos lançamentos que me chamou atenção. Bem legal, com uma pegada gostosa e de um gênero que amo ler! Eu queria ver se lia também.


Ju 03/11/2012minha estante
O livro parece ser mesmo incrível. A começar pela capa, que é extraordinária, até a história, que é bem do estilo que eu gosto. Amo a ideia do livro despertar vários sentimentos.


Jayme 06/11/2012minha estante
O livro parece ser bem interessante! Já vi várias resenhas em outros blogs e em sua grande maioria, falavam coisas boas sobre o livro.
Olhando assim de primeira, você já se sente atraído pela capa.


Sabrina Piano 12/11/2012minha estante
Quando vi a capa desse livro eu disse: é exatamente o estilo de livro que eu gosto, e não estava errada, amei a resenha e fiquei louca pra ler.


Li 30/11/2012minha estante
Terminei minha leitura na madrugada. Quando cheguei a segunda parte do livro já não conseguia mais deixá-lo e precisa saber o final,e confesso que se não fosse esse, ficaria muito decepcionada.

Assim como você, senti várias emoções, raiva, tristeza, pena , e mesmo não concordando com algumas atitudes em vários momentos distintos, conseguia entender.
Só senti falta de uma coisa no final, e precisava LER como a Lexi estava se saindo nesta nova fase com a Grace e o Zach, e que finalmente ela teria apoio para retomar seu sonho em se formar em Direito. Este era o final que eu esperava, e ficaria imensamente feliz em Ler, após tanta dor e sofrimento desta personagem.


Gladys 07/12/2012minha estante
Gosto de tramas que retratam a realidade e esse livro parece que cumpriu esse papel.


Fran 28/12/2012minha estante
Adorei esta resenha, mostra que é bem o tipo de leitura que eu gosto, além do que a capa está divina! Além de falar sobre maternidade, que sempre acaba mexendo comigo!


Marília 18/04/2013minha estante
Ontem li este livro e mexeu bastante com meus sentimentos, amor e ódio, foram os mais tangentes. Nunca odiei tanto um personagem, Jude me deixou esgotada e a Lexi em alguns momentos me causou fúria. Mas no final das contas quando terminei, O caminho para casa, fiquei satisfeita, é um livro muito bom e nos faz pensar e reavaliar coisas importantes, como escolhas e perdão. Percebemos que no decorrer da vida de uma família, essas atitudes podem transcender gerações, deixar marcas profundas, afastar pessoas que deveriam se amar independente das circunstâncias. Super recomendo, vale a pena ler esta estória de amor e superação, onde a escolha do perdão faz toda a diferença, muda o rumo da vida e sara feridas que não queriam ser cicatrizadas.


Deinha 04/05/2013minha estante
Acabei de ler este livro e a sensação que tenho é como mais do que nunca o perdão deve ser o agente motivador de nossas ações, e claro com o amor acima de tudo! Me emocionei em cada página, adorei sua resenha, e que "O Caminho para Casa", seja sempre aquele que aproxima as pessoas!


Aline 24/07/2013minha estante
Ainda não terminei de ler o livro, mas precisei parar um pouco pra ver se consigo controlar minhas emoções.
As duas narrativas tão diferentes tornam encantador. Nunca me senti assim lendo nenhum outro livro, acredito que nunca transitei tão rápido entrei os sentimentos de amor, ódio, fúria, desapontamento e frustação. Foi meio como querer entrar no livro e dizer "Porque vocês tão fazendo isso comigo? Tomem a decisão certa ao menos uma vez".
Não é como a maioria dos livros onde me sinto um personagem, eu não sinto que to na pele de nenhum deles ali, mas mesmo não sendo nenhum deles, consigo sentir a dor, a forma como veem tudo, como sentem, consigo entender o ponto de vista e porque de tomarem certas decisões, e até penso que se fosse eu faria igual, não tem como descrever, nunca me senti assim.
E o acotecimento e todos os fatos sucessivos, me tocaram de uma forma inexplicavel, me fazendo chorar mais que bebê.
É meio como se eu não fosse um personagem e ao mesmo tempo fosse todos. Eu não sei, não tem como explicar o sentimento que ele livro me despertou.


Laura 05/11/2013minha estante
Vou comprar neste minuto. Adorei Jardim de Inverno e depois de ler sua resenha tenho certeza de que passarei algumas noites em claro sem conseguir largar meu tablet!!!!


Mila 02/02/2014minha estante
Este livro foi um dos livros que eu mais gostei durante minha vida! Eu tinha a vontade de lê-lo, eu viciei nele, na história, cheguei a chorar nos capítulos finais. A cada página passada, a história ficava cada vez mais bonita, envolvente. Eu tinha sede de acabar para ver o final, e saber que foi um final feliz, mas sem a Mia :( e além do mais, ensina uma grande lição de vida.




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Fernanda Souza 11/10/2012

Emocionante
Resenha postada no blog Leitora Incomum, não reproduzir sem autorização ou os devidos créditos
http://leitoraincomum.blogspot.com.br/2012/10/resenha-o-caminho-para-casa.html


Quando terminei esse livro ele estava tão infiltrado em mim que levei quase uma semana para conseguir me desligar dele e começar outro, não sei nem como expressar como me senti ao ler a última linha, era como se a partir dali eu fosse ficar orfã. Então prepare-se, devido ao meu grau de envolvimento, esta resenha pode parecer confusa em alguns momentos, acho muito difícil escrever sobre algo que eu goste muito.
As protagonistas Jude e Lexi, não tem nada em comum e quando as suas vidas se cruzam confesso que não consegui imaginar como seria o desenrolar dessa relação.
Jude é uma super mãe, dedicada e batalhadora e que faz tudo pelos seus filhos gêmeos inseparáveis: Mia e Zach. Ela tem medo de não ser boa para seus filhos, mas isso vai além do que toda mãe pensa pois ela tem marcas em si por conta do seu relacionamento fracassado com sua mãe após a morte de seu pai quando era criança. Isso torna ela egoísta e obsessiva, chegando até a deixar que seu amor e proteção a ceguem em alguns momentos em que ela precisa além de ver, se colocar no lugar dos filhos.
Lexi é uma jovem pobre que após passar por muitos lares provisórios devido ao comportamento perturbado de sua mãe, fica orfã. Consegue enfim encontrar um lar, vai morar com a tia e a partir de então consegue entender o que é o amor e ter uma família.

Uma sensação curiosa tomou conta de Lexi. Era como o leve bater de asas de passarinho, uma emoção tão estranha que ela não a reconheceu de imediato.
Esperança.
Página 15


Seus caminhos se cruzam no primeiro dia de aula de Lexi, Mia e Zach no ensino médio, quando as garotas se tornam melhores amigas por pensarem bem parecido em relação aos círculos sociais escolares: elas não dão a mínima. Zach por outro lado, balança o coração de Lexi também a primeira vista, apesar de ser o tipo de garoto que ela se manteria a distância, popular, com corpo atlético e rodeado de garotas. Inevitavelmente, os três se tornam inseparáveis e passam pela transição entre serem adolescentes despreocupados e escolherem a profissão e a universidade que vão frequentar para se tornarem adultos juntos e com a supervisão implacável de Jude que faz de tudo para ter os jovens sempre por perto e se torna uma referência sobre maternidade para Lexi.
A única coisa capaz de abalar a linda amizade de Mia e Lexi, está longe de ser a diferença social. Quando Zach assume seu amor pela melhor amiga da irmã, a relação dos três fica estremecida por que Mia tem medo de ser abandonada pelos dois e ficar sozinha se tudo der errado entre os dois porque isso já aconteceu uma vez, mas eles prometem que agora tudo será diferente e nada vai abalar esse amor puro que os une.
Em meio a conturbada despedida na última festa antes de irem para faculdade, o destino prega uma peça imprevisível na vida de todos quando eles se envolvem em um grave acidente com danos irreparáveis na vida de todos e traçando um destino totalmente diferente de tudo que eles haviam planejado. Tudo que Jude fez para protegê-los nesses 18 anos parece ter sido em vão e seus piores pesadelos se solidificam em questão de minutos quando eles demoram a chegar da festa.
Em O caminho para casa, a autora nos presenteia com uma estória próxima da realidade em um drama familiar cheio de conflitos com um início perfeito, um desenrolar emocionante e um final longe de previsível. As principais personagens, Jude e Lexi, tem muito em comum já que ambas não tiveram uma boa relação com suas mães, mas uma tem o que a outra não possuí mais que é a chance de tentar de novo, já que a mãe de Jude ainda está por perto. No início, achei que isso que seria desenvolvido no decorrer do livro, mas a partir da festa que muda tudo na vida de todos, é que pude entender a riqueza trama: o drama de uma mãe que sempre protegeu os filhos o máximo que pode se sentir impotente diante de alguma coisa.
Jude surta, não consegue mais discernir entre o certo e o errado, e isso a torna uma pessoa completamente perturbada, mesquinha e egoísta. Aquela que até ali era um exemplo de mãe e amorosa, se torna uma pessoa completamente amarga. Pra mim foi impossível não amá-la e odiá-la, sendo mãe mesmo que de uma criança eu consegui me colocar no lugar dela, mas também não consegui concordar com a sua escolha de não seguir em frente.
Jude fitou os olhos azuis do homem e viu lágrimas. Aquele estranho estava chorando por ela, e então a verdade implacável e fria se solidificou em seu âmago.
Página 142


O conto de fadas interrompido desses três jovens com um futuro brilhante pela frente, me fez chorar e ter a certeza que nem nos livros a vida consegue ser melhor em algumas circunstâncias e o quanto a gente se preocupa com banalidades nessa transição como a distância que ficaremos do nossos amigos quando sairmos da escola e partirmos para a faculdade.
Os personagens vão aprender o poder de suas escolhas de uma forma dramática e precisaram rever seus erros para se perdoar e perdoarem os outros. Eu chorei em vários momentos, não conseguia desgrudar do livro e ficava pensando nele quando tinha que interromper a leitura para trabalhar por exemplo. Ficava em mim um vazio em cada perda que um personagem sofria ou uma escolha que eu não aprovasse. Posso dizer que vivi intensamente todas as páginas.
A narrativa é totalmente em terceira pessoa e em alguns momentos até poética, o que nos possibilita enxergar como um expectador ativo todas as cenas, mas não deixa nenhuma lacuna de sentimentos e não nos afasta do drama dos personagens que se solidifica a cada página. A diagramação em páginas amarelas, mas com letras pequenas, pode dificultar um pouco a leitura - pelo menos eu ainda não me adapto muito bem as letras pequenas - porém o envolvimento que o leitor fica com a estória faz isso quase passar despercebido.
Recomendo a leitura para mães, pais, filhos e filhas, ninguém vai se decepcionar.

Em um mar de lamentação, havia ilhas de bênçãos, instantes no tempo que nos lembravam do que ainda tínhamos, em vez de tudo o que tínhamos perdido.
Página 142

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