O Estranho Misterioso

O Estranho Misterioso Mark Twain




Resenhas - O Estranho Misterioso


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André Lisboa 21/12/2020

A última jornada de Mark Twain
O grande baluarte da literatura estadunidense Mark Twain conserva em suas histórias um típico estilo de prosa humorística, recheadas de aventuras fantásticas e personagens marcados por dilemas que flertam com a tragicomédia épica. Mias do que romances e aventuras, Twain estabelece reflexões sobre os erros da humanidade de forma intrínseca as construções de suas prosas. Em “O Estranho Misterioso”, que ele escreveu no fim da vida, e que só foi publicado postumamente em 1916, Twain escreveu em um habitat fora do habitual de seus outros trabalhos conceituados. Numa trama enxuta e sombria ele, estabelece reflexões fortes sobre dilemas humanos. Entre o bem e mal ele vai além, busca no progresso da humanidade motivos para desenvolver uma crítica aguçada e sagaz.

Nessa história encontramos desenvolvimento da realidade psicológica e bem e mal, passado e futuro, o autor traça os contornos de uma trama onde está presente, em Deus, em Satã e na Natureza, a fonte dos dilemas humanos. Em 1590, numa aldeia no interior das montanhas austríacas, um estranho misterioso surgiu por entre os bosques, lá ele encontrou Theodor e seus dois jovens amigos. Os garotos de seus 12 anos se assustaram quando o estranho demonstrou os seus poderes, ao fazer surgir coisas fantásticas, e com uma espécie de magia ele prometia trazer prosperidade e consertar os erros dos adultos daquele vilarejo. Na briga entre o padre Adolf e o Astrólogo da aldeia, o “Estranho” revela sua verdadeira faceta “diabólica”, plantando a intriga e a injustiça no seio da comunidade. Entre o caos instalado, seres fantásticos e uma narrativa que ressalta os valores morais e os desvios e vícios humanos, Mark Twain cria uma história enxuta e sombria.

O livro em si tem uma narrativa simples, rápida e bastante fluida. Mark Twain em sua ultima jornada dá um tom mais sombrio a sua história, com um clima pessimismo e falta de esperança na humanidade. Ele expõe as mazelas da alma humana de forma simples, suscitando um forte questionamento sobre valores morais e comportamentos em meio à ganância e a hipocrisia. Há um toque bem sarcástico, que não é nem um pouco o humorístico tom habitual de seus outros livros, que ressalta a falta de esperança do autor numa humanidade mais fraterna. É uma história bem sintomática, na medida em que critica a forma que a humanidade comanda o seu progresso, que semeia a discórdia, a morte a ignorância, o medo. A humanidade que clama por clemência não tem um pingo de remorsos sobre as atrocidades cometidas ao logo da história. No crepúsculo da vida, Mark Twain extrai de sua ultima história toda uma reflexão sombria sobre o progresso da humanidade.
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Heidi Gisele Borges 10/09/2010

Na aldeia, em 1590, havia dois padres, Padre Adolf, dizia não temer nem o Diabo, mas mantinha-se a distancia do Astrólogo, o mesmo que falavam ser inimigo do Padre Peter, por este tê-lo denunciado como charlatão.

Alguns boatos sobre comentários de Padre Peter chegaram aos ouvidos do Bispo que o suspendeu e com isso fez com que todos os fiéis mantivessem distância do Padre e de sua sobrinha, Marget.

“Marget e seu tio se sentiram tristes e infelizes na desgraça e no ostracismo, e a luz do sol apagou-se totalmente de suas vidas”.

Um dia um estranho misterioso surgiu por entre as árvores e foi até Theodor e seus dois amigos, como se fosse um conhecido. Os garotos se assustaram quando, num sopro, o estranho fez surgir fogo, mas depois se acostumaram com todas as magias.

Mas quem seria aquele menino aparentemente bondoso, que levava alegria a todos?

Seu nome? Bem, para as outras pessoas ele dizia se chamar Philip Traum, mas os três amigos sabiam da verdade, o menino dizia ser um anjo e seu nome era outro.

“Embora ele contasse muitas mentiras, não havia nele má intenção, porque era apenas um anjo e não podia ser diferente”.

Ele falava sobre o Senso Moral, mostrava o quanto o ser humano é mesquinho, supervaloriza os dons que não possui, e se acha superior às demais espécies – o que pode nos parecer óbvio, mas quem admite?

“Ah, vocês são uma raça tão ilógica, tão irracional! Mesquinha, indizivelmente mesquinha!”

O que as pessoas fazem de errado não pode ser chamado “desumano”, pois é próprio de sua natureza cruel e covarde. Um livro escrito no fim da vida de Mark Twain (1835-1910), que é bastante atual.

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Mundo de Fantas no mundo dos livros
http://mundodefantas.blogspot.com/
Gerson 21/10/2016minha estante
Bela resenha. O que posso dizer é que vimos a humanidade pelos olhos de Satã que vê tudo pelo angulo ruim. Talvez um outro anjo nos visse com um olhar mais benevolente.





Liz 13/11/2011

Foi em uma cidade austríaca isolada do mundo, presa na Idade Média, que esse garoto apareceu. Bonito e cativante, encanta a todos só por estar no mesmo lugar. Tem sinistras habilidades e diz coisas que aquela época consideraria extremamente hereges, mais do que o suficiente para mandar ao fogo uma família inteira. Ele diz que é um anjo, apesar do nome que tem. Sua presença muda totalmente a vida de todos os habitantes do lugar, em especial a de três rapazes por quem ele se afeiçoou, e estes aprenderam com ele importantes lições. Ou talvez não. Nunca. Quem sabe?

“O estranho misterioso” já havia sido lido por mim quando eu não passava de uma criança. Somente agora, relendo-o, vejo o quão tenso e sinistro é esse livro. Não exatamente pela história, mas pelo o que Twain quis falar através dela. Suas idéias sobre o ser humano são tão deprimentes que me deixaram um tempão refletindo, perturbada, com vergonha da minha própria espécie. Isso porque são todas profundamente verdadeiras.

O final também incomodou-me bastante. O porquê de existir sempre enrolou a minha cabeça com a quantidade de possibilidades, e mais ainda com a razão delas. Fiquei horas martelando a opinião apresentada sobre isso no livro. Na verdade, fiquei horas martelando o livro todo na minha cabeça, e depois o discutindo com uma amiga que também leu. É tão bom fazer isso! Acho que chegamos em lugar nenhum.

Totalmente não recomendável para pessoas deprimidas, também não acho uma boa idéia lê-lo antes de dormir. Essa obra pode ser bem melancólica, mas é viciante na mesma proporção. Sabe aquele tipo que você quase engole as páginas? Que mais tarde você volta para ler uma passagem novamente, e o faz na mesma empolgação? A minha leitura foi bem assim. Finalizando, aconselho que, se for ler esse, tenha um livro feliz como próximo da fila.
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Michelle Cruz 17/01/2016

Inesquecível
Um estranho com o nome de Satã chega num vilarejo e começa a questionar o senso de moral e as atitudes da humanidade. No começo parece uma história boba, mas a medida que vai desenrolando, percebemos que tudo aquilo faz todo o sentido e aí que começam os momentos de lucidez. É um livro para ser lido várias vezes na vida, você não fecha o livro sendo a mesma pessoa que começou a leitura. Recomendo fortemente.
Theo 23/01/2017minha estante
muito bom, comprei sem muitas expectativas e virou um dos meus favoritos




Matheus 30/10/2020

Uma bela e pessimista fábula
Meu primeiro contato com Mark Twain não poderia ter sido melhor (ou poderia, vai saber). Nesse livro, escrito já no final da vida do autor, encontramos uma história divertida sobre uma humanidade podre e que não vale a salvação. Que de fato, sempre foi a única humanidade existente. Apesar de ser uma história levemente clichê (um ser que se considera superior à humanidade esculachando-a), essa história foi realmente incrível.

A escrita do autor é de fácil acesso e extremamente leve, com citações muito legais. Por ser uma fábula, essa história tem realmente uma moral: o que é o nosso senso moral? Como ele define nossa narrativa de vida? Nossa natureza é essencialmente boa ou má?

Apesar dele incluir algumas ideias confusas ao final do texto, tive uma experiência muito boa e reflexiva, recomendo muito.
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Ciplas 15/11/2010

O misterioso Parmênides
Aos que almejam entender Parmênides.
Quem sabe seja um bom começo haha
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Diego 09/09/2012

Abram a mente e leiam.
Esse livro é de uma leitura especial que deve ser lido com muita atenção, e essa atenção, essa percepção, varia muito, então uma leitura profunda é altamente recomendada, pois, as questões abordadas nesse livro, são Multidimensionais.
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Michelle 15/07/2014

Descortina a natureza da raça humana
Gostei muito! Realmente não esperava um livro tão "obscuro" sabendo o tipo de história que Twain costumava escrever. Satã, o anjo que se tornou "amigo" de 3 meninos de uma pequena vila, vai descortinando a natureza da "raça humana", expondo sua verdadeira face. E o final... bem, o final você vai ter que ler para saber.
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Pablo Ribeiro 19/10/2009

Simplificador das questões humanas
Realmente uma estória envolvente e interessante, ocasiona um grande efeito para se abrir os olhos e expandir o grau de percepção; o que é bom? o que é ruim? Estas duas "entidades" não podem coexistir?
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Toni 14/01/2019

Um livro fantástico, com uma narração cativante e intensa.
O autor é expendido em sua obra, lendo rapidamente antes de iniciar a leitura, um pouco sobre o autor e depois sobre a obra, pude compreender porque é tão bela.

Escrita no final da vida do autor, sendo uma das suas últimas obras publicadas e também, uma das menos conhecidas perto de seus clássicos, Mark Twain é brilhante ao abordar questões sobre a humanidade, sua bondade/maldade e também sobre suas crenças.

Cria-se um ambiente com personagens tão variados que no começo é um pouco complicado, mas é bom para aquelas pessoas que gostam de ir lendo a história e ver como os pontos desconexos se ligam.

Um livro muito carregado de reflexões que acompanham humanidade ao longo da sua existência, é bom a forma que ele trabalha essa reflexão usando um personagem angelical, que tem autoridade, mas também muita sabedoria para mostrar a perversão da humanidade perante os outros animais, assim como muitas coisas tem um sentido muito além do ato em si, os quais se referem. Por exemplo, as ações que adotamos hoje, por mais que possa parecer simples e mundanas, elas têm influência e um grande impacto a longo prazo.

Em outro aspecto que gostei bastante do livro, é como ele retrata o sentimento inspirado por essa figura angelical quando ela se faz presente, quem já teve a oportunidade de presenciar momentos assim, sentirá-se tremendamente contemplado pela descrição do autor, em cada palavra sua.

O final do livro, não comentarei, justamente pelo spoiler. Mas... é digno de toda obra.

Meus agradecimentos a Samuel Langhorne Clemen, por me abraçar com esse livro!
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Adriana.Santos 06/03/2020

Um livro que me fez questionar a humanidade.
E me fez parar de usar as palavras "animalesco" e "desumano".
A escrita de Mark Twain é deliciosa.
Não consegui largar esse livro.
E saí dessa leitura me sentindo e sentindo as pessoas ao meu redor, de forma diferente.
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Abel.Afonso 24/03/2020

A pureza e a beleza do cinismo.
Em 1490 em uma aldeia da Áustria, três meninos conhecem um ser fantástico, capaz de manipular a natureza e realidade com truques mágicos e leitura de pensamentos. Este ser é nada menos que Satã, um sobrinho do próprio tinhoso que visita a terra para observar as 'estranhezas" dos homens e da humanidade dita civilizada e ironizar os fatos com a sua onipotência.
Theodor (o narrador), Seppi e Nikolaus acabam tendo em satã um amigo que vai cada vez mais mostrando a sua essência desprovida de dualidades humanas como bem e mal ou sorte e azar. Não se preocupa com o tempo ou com as demais temeridades dos homens: morte, dor, vergonha, aparência...
É um texto que nos deixa logo toda a presença do fantástico e que não causa estranheza aos meninos exatamente por ainda não terem formado em suas consciências o que seria irreal ou absurdo (estamos em tempos onde mulheres e crianças eram queimadas como bruxas), e as mágicas de Satã assim como a sua presença, indicam que as únicas horas onde o ser humano realmente pode ser feliz é quando não questiona ou esconde seus atos e aceita o momento sem convenções morais ou com medos dessa natureza.
Pode-se dizer que Satã é uma alegoria para três elementos aqui: Ele é a natureza do ser, o racionalismo crú e a luta entre a crença e a desilusão.
Ele não age de forma premeditada e não deixa de dar escolhas aos personagens. Suas ações, podem todas elas ser diferentes por parte de quem as toma no caso que for e a consequência delas apenas apressa ou retarda o inevitável fim. Não importa o que se faça, sempre a ação do curso natural se sobreporá ao lógico.
Pode ser tomado como um raciocínio lógico em tudo o que acha dos seres humanos e é cínico porém de uma forma devastadora real. Mostra que para os humanos os seus sentimentos sempre embasados em sociedade ou convenções destroem mais do que unificam, é uma razão que o torna (por ser a natureza do ser ) irônico com os homens, ri deles pois conhece suas intenções e as repugna, de modo a fazer parecer crer que não acredita na civilização. Más é um equivoco esta leitura, em verdade, o que o Satã quer passar é que o ser humano nunca utilizou das evoluções da sociedade para buscar uma felicidade verdadeira e sim para segregar cada vez mais com guerras, racismos, diferenças econômicas. O que torna toda esta tentativa de se viver em sociedade inútil para os motivos que se alega ser necessária. A sua razão crua é a do descrente no ser humano e que indica preferir os seres sem a "racionalidade social", que apenas vivem e fazem o que é preciso, sem se preocupar com convenções. Que vivem com honestidade integral.
E aqui há ainda o fator dessa racionalidade de Satã que despreza até os sentimentos que achamos puros porém foram inundados de hipocrisia pela convenção social:
A velha que será queimada: prefere morrer a viver pois sabe que estará condenada pela sociedade e sofrerá mais pela falta de apatia;
A jovem Marget que possui algumas fraquezas humanas más a maior é a do seu conceito de amor que é Basear seu sentimento em oportunidades e se induz pela aparência e momentos fúteis;
O cão açoitado até quase morrer que verdadeiramente perdoa sem mágoas ou julgamentos;
E A situação dos jovens de serem incapazes de enfrentar a realidade por causa da compaixão e se tornarem egoístas e mesquinhos.
Então entramos em crença e desilusão que estarão presentes ao terço final do livro. Satã entrará em um debate com o narrador sobre esta separação das coisas em que se acredita e no que são. Praticamente diz que crenças ( sejam religiosas, nos outros ou no futuro) estarão sempre nos acompanhando porém sempre nos levarão à mais profunda desilusão. Não importando que saibamos ou não que isto ocorrerá.
É quase como se o Satã fosse o próprio Twain em sua forma de ver a humanidade como espécie.
Outra visão sobre a obra e sua caminhada é a de que tudo está determinado, sim é uma obra que acredita em destino porém com uma visão inacabada deste: A natureza do ser (Satã) é capaz de modificar o rumo com uma intervenção simples e mudar todo o caminho más não o destino (morte). O indivíduo pode por uma escolha sofrer muito ou deixar para trás o grande algo e dela mudar todo o porvir, essas escolhas não mudam o fato de que "os tijolos cairão do momento em que se nasce até a morte".
E há um detalhe que poderia ser contestado nessa resenha: Ocorrem intervenções mágicas de satã durante o livro, porém todas elas, da bolsa de ouro ao julgamento e o que ocorre após são vontades dos meninos e que apenas no final do livro se haverá o entendimento do que ocorreu ali e é surpreendente.
É uma obra que transita por aspectos de Irmãos Grimm em suas cenas fantasiosas e de caráter desiludido com tudo o que se pode ser chamado de esperança.
Deus, o futuro, os humanos, nada merece ser respeitado ou levado a sério. Apenas o próprio ser e seu interior.


A obra é um compilado de três textos e por isso não há uma coerência firme em sua narrativa.
Possui algumas falhas notórias de temporalidade por exemplo. E a que mais vai incomodar quem é perceptor de inconsistências é realmente o das situações e objetos ou explicações técnicas de Satã.
Muitas vezes o cenário nos confunde, estamos em uma aldeia de um Duque no interior da Áustria com uma pequena igreja, porém a presença de urbanização e educação não condiz com a primeira descrição de que estava atrasada intelectualmente e de que o povo em geral era ignorante contrasta com a noção de tecnologias.

Não é difícil em todo o texto termos por exemplo relógios que eram algo extremamente raro e que para pessoas comuns, seria impossível terem o contato com tais com tamanha facilidade (os relógios não eram ainda tão difundidos em todos as casas. Apenas em 1590 foram inventados relógios portáteis e apenas em 1670 surgiram os ponteiros de minutos.
Tal mostra deságua em Satã. Explica que a luz do Sol leva oito minutos para nos alcançar, e percorre 150 milhões de KM. Se o texto tivesse sido mais trabalhado, com certeza esta parte teria sido melhor posta, com uma maior cautela em mostrar que se estava falando de conceitos que á época medieval não seriam naturais a um menino que sequer teria a percepção de grandeza do feito. (o conceito de minutos era para a maioria desconhecido, quem dirá o de distâncias tão longas em unidades de medida). E outros detalhes também prejudicam a coerência tais como uma quantidade de mil moedas de ouro nas mãos de qualquer plebeu, isso causaria uma batalha geral. Talvez nem os nobres tivessem tal quantia de maneira tão banal. O autor teria de certo revisto este detalhe.
Nada apaga a ideia da obra, porém prejudicam-a sensivelmente em relação a o que dizem (nunca li) em comparação a outras obras clássicas do autor.
Sabe-se que o texto foi muito mexido, a edição que eu li informa que o astrólogo não existia nos três contos originais e foi introduzido para ser um vilão mais palpável. Assim, fora a contextualização do próprio Satã, é impossível saber qual rumo teria o enredo final e revisado de Twain
Essa visão de um anjo como ser que não possui sentimentos além do concreto e que ignora qualquer ambiguidade pondo simplesmente para nós que "É O QUE É" é muito indigesta de aceitar, por isso vemos nesse Satã um ser arrogante porém se aprofundarmos os olhos, teremos a exata visão de nós mesmos: Não aceitamos que estrangeiros ou pessoas de fora de nossos núcleos nos critiquem sem os acharmos soberbos mesmo que tenham razão. Veremos que na visão do autor, a civilização humana tão racional não difere de um terremoto ou de um furacão.
Por sua natureza destrói e é inevitável.
Por isso Satã tanto a observa.
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Aline Teodosio @leituras.da.aline 02/02/2017

A história se passa numa pequena aldeia na Áustria, onde os costumes ainda eram bastante conservadores, típicos da Idade Média. Uma pequena localidade parada no tempo. Acontece que nesta aldeia aparece um "estranho misterioso" que faz amizade com três garotos. É então a partir desse encontro, que o estranho começa a fazer truques que impressionam a todos, mudar o destino das pessoas e começa a questionar a natureza humana e o seu famigerado senso moral, levando o leitor a uma profunda reflexão do bem, do mal, da humanidade e do divino. Muito bom!
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Xandy Xandy 24/08/2017

O que fazer ao deparar-se com Satã?
A história de O Estranho Misterioso se passa no pequeno vilarejo (aldeia) de Eseldorf, Áustria. Naquele distante lugar, no ano de 1590, em plena Idade Média, três garotos eram grandes amigos inseparáveis. Eram eles: Nikolaus Bauman, filho do magistrado da comarca; Seppi Wohlmeyer, filho do dono da maior estalagem da aldeia e Theodor Fischer, filho de um organista da igreja e também professor de música, muito respeitado por todos.

Certo dia, os três passeavam alegremente pelas colinas e bosques da região, quando avistaram um rapaz muito atraente, de voz sedosa e macia, que vestia roupas muito belas e de excelente qualidade.

Após conversarem bastante tempo com este “estranho misterioso”, os três garotos curiosos perguntaram-lhe o seu nome, e ele disse-lhes com um sorriso no rosto, que se chamava Satã, um anjo muito persuasivo e sedutor, e que na verdade era sobrinho do próprio Diabo!

Ao ouvirem isso, os três amigos assustaram-se de verdade. Todavia, eles não faziam ideia de que o encontro com Satã mudaria suas vidas, e a do resto daquele povoado, para sempre…
O resto, só visitando o Lendo Muito.


site: https://lendomuito.wordpress.com/2017/08/24/o-estranho-misterioso-mark-twain/
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Julia 06/09/2017

Baptized with the perfect name, The dawning won by heart...
O Estranho Misterioso é um conto escrito pelo autor norte-americano Mark Twain. Twain nasceu em 1835 e faleceu em 1910 com 75 anos, o conto, Estranho Misterioso fora publicado seis anos após a sua morte. Intrigante, o último conto de Twain foi meu primeiro contato com o autor, e digamos que, este conto em específico possui características diferentes do “nicho” das histórias que Twain escreveu ao longo de sua vida.
Twain é conhecido por obras populares, cheias de humor, e sua obra “post-mortem” parece fugir à regra segundo os próprios editores responsáveis pela publicação que eu li. (particularmente, apesar de não ter lido outros títulos do autor, considero O Estranho Misterioso um conto com uma pitada de digamos “humor ácido”).

No ano de 1590 em a aldeia Eseldorf, na Áustria medieval, recebe a visita de um estranho. O estranho se apresenta a um grupo de três garotos que ficam maravilhados com ele, pois este estranho é capaz de fazer coisas inimagináveis como criar vinho do nada, dar vida à bonecos de lama entre muitas outras coisas. Quem é essa criatura que parece humana mas é capaz de fazer coisas tão maravilhosas?

A história é narrada em primeira pessoa por um dos garotos chamado Theodor Fischer. O estranho se apresenta para os garotos como sendo um anjo e seu o nome é um tanto, peculiar… (justamente isso me fez recordar da música Amaranth “Baptized with the perfect name, The dawning won by heart”…)

[RESENHA CONTINUA NO BLOG https://clubedolivrojf.wordpress.com/]

site: https://clubedolivrojf.wordpress.com/2017/08/25/o-estranho-misterioso-mark-twain
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