Selvagens

Selvagens Don Winslow




Resenhas - Selvagens


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Lucianoasantos 20/10/2012

Um dos melhores livros do ano.
Resenha publicada originalmente em: http://www.pontolivro.com/2012/10/selvagens-resenha-076.html

Imaginem que Palahniuk se encontre, por acaso, com Tarantino. Imaginem que se sentem em uma mesa de um lugar qualquer e, conversa vai e vem, claro decidem escrever um livro. Agora, por fim, imaginem um livro escrito na prosa cadente e ritmada de Palahniuk com toda a genialidade violenta de Tarantino. Agora parem de imaginar e leiam Selvagens, pois o livro é tudo isso.

Nos vinte e seis anos que passei em outro mundo pois sim, esta é a única explicação que tenho para não ter lido nada de Don Winslow até aqui, e nem mesmo conhecer seu nome! perdi muita coisa.

Certamente perdi diversas oportunidades de ler um autor que não se preocupa com adequar sua obra a uma estrutura formal, no tradicional ponto final ao fim da frase, vai pra outra linha, parágrafo. Pra que terminar uma frase com um ponto? Por que não misturar falas com pensamentos e trechos soltos em uma frase? Por que justificar tudo se fica tão mais bonito e despretensiosamente estiloso alinhar alguma coisa à esquerda sem um motivo aparente; ou ainda introduzir na narrativa alguns trechos como se fossem um roteiro de cinema?

O melhor de Winslow e seu texto é que ele não soa pensado, calculado, é tudo natural, como uma grande viagem e eu me surpreenderia se não o fosse! e aí um resenhista fica em maus lençóis por, mais uma vez, não conseguir falar sobre o maldito livro.

Ben, Chon e O. são amigos. Ben e Chon são traficantes que produzem a melhor erva de Laguna Beach. O., de Ophelia, faz compras. Como em toda amizade que dá muito certo, Ben e Chon se complementam: Ben, filho de psiquiatras, é ponderado, ambientalista, e filantropo, que passa um bom tempo em países de terceiro mundo, construindo hospitais, escolas e etc. Chon é um ex-fuzileiro, esteve na guerra nos Istões, como ele diz: Paquistão, Afeganistão, etc é reservado, contido, e pronto pra matar é um ex-fuzileiro, oras, e Ben diz que ele é o tipo de pessoa que se diria que foi criado por um casal de lobos, isso se os lobos não fossem mamíferos carinhosos. Se conhecem jogando vôlei, se dão bem e decidem unir esforços: Ben é formado em Botânica e Marketing; Chon tem algumas sementes da melhor maconha que se pode encontrar nos Istões, e um dedo sempre disposto a apertar um gatilho.

O. completa a si mesma na companhia dos dois, a quem chama de meus dois homens, em todos os sentidos, enquanto ainda mora com a mãe, a quem chama de Rupa Rainha do Universo Passiva-Agressiva e com quem mantém uma relação de amor e ódio que acaba se tornando um tanto cômica.

Ok. Junte duas pessoas boas no que fazem, e que compartilhem os mesmo interesses e tudo dará certo. Ben e Chon fazem muito dinheiro, fidelizam a clientela com um produto de primeira mérito de Ben e concorrentes que tentam barrar seu progresso são tratados como se deve mérito de Chon. Até que um cartel mexicano conhecido por decapitar seus desafetos entra em contato, querendo fazer negócios.

Aqui, Winslow traça um interessante panorama da guerra do tráfico que assola o México, desenhando uma linha de evolução do surgimento dos primeiros cartéis, a guerra pelo poder, até a ida de um braço do Cartel de Baja para os Estados Unidos a fim de expandirem seus domínios uma vez que o competitivo e sangrento mercado mexicano não rende mais as fortunas de antes. Você pode apenas adivinhar que as coisas se deram daquela maneira, e o texto com tom de reportagem investigativa que Winslow assume neste trecho te convence de que é mesmo verdade, mas de qualquer forma, e verdade ou não, não influem no andamento do livro.

O problema é que quando um cartel como de Baja te chama para negociar, esta não é bem a palavra certa: eles dirão o que querem, você diz que sim e mantém sua cabeça sobre o pescoço. Ben e Chon relutam em aceitar, não querem sócios, preferem se desfazer do negócio, e O. acaba sequestrada.

A partir daqui a história do livro em si se desenrola. O que antes era apenas uma apresentação de personagens e construção de ambientação geográfica e histórica e se o livro ficasse apenas nisso não seria nem um pouco tolo de reclamar se transforma em uma guerra silenciosa para reaver O. enquanto Ben e Chon evitam que ela, literalmente, perca a cabeça.

Acho incrível quando um autor cria personagens tão diferentes que mesmo assim conseguem se relacionar de forma semelhante com o leitor. Se você se pergunta quem são os selvagens do livro, nele encontrará duas repostas que podem ser traduzidas em uma só: Ben e Chon sabem o tamanho da encrenca que, sem querer, se metem, quando o Cartel de Baja bate à sua porta, e Chon deixa claro que eles não são de brincadeira, e fazem o que for preciso para ter em mãos o que querem, pois são selvagens. Helado, o Lado, um dos chefes do Cartel de Baja nos Estados Unidos diz que selvagens são os americanos e seu modo de vida, como Ben e Chon, que compartilham a mesma mulher, O.

Sendo assim, com ambos se considerando selvagens, não seríamos selvagens todos nós? Creio que sim. Mas é importante dizer que mesmo enquanto Selvagens, Ben e Chon fazem o que podem e se arriscam para salvar O. Assim como Elena, La Reina, a chefe do Cartel de Baja, assumiu a direção da organização para manter vivo os filhos. É como dizem, mesmo os brutos amam.

O livro tem o mérito de dar voz não somente ao seu autor. Mais que isso, através de suas duras críticas - um tanto ácidas na maioria das vezes Winslow dá voz aos seus personagens que, por sua vez, emulam o sentimento americano em questões como imigração, tráfico de drogas, política e religião, preconceito racial. Winslow fala de tudo sem se preocupar em não agradar ou ser politicamente correto: Bush, por exemplo, é o Fantoche de Pano, e Obama um imigrante desempregado.

Pra finalizar, o livro foi adaptado para o cinema. Daí nos vem aquela incerteza e preocupação: o que será que farão com um livro tão bom? Ficará a altura? Não sei, mas um bom sinal é o fato de que foi dirigido por Oliver Stone, o gênio por trás de Reviravolta (U Turn) um dos melhores filmes que já assisti, com Sean Penn no papel principal e o Nick Nolte ainda bonitão. Se Selvagens seguir aquele padrão fico satisfeito.

Enfim, quem ler o livro o faça antes de assistir ao filme terá uma preciosidade em mãos. Coloco Winslow hoje no mesmo pedestal que coloquei Palahniuk. É bonito por ser diferente do que se vê, daquilo que o mercado pede mesmo que você não consiga explicar esta diferença mas não quer dizer que todo mundo também o ache. Mas espero, sinceramente, que consigam apreciá-lo como se deve.
Polli Cavalcant 13/01/2013minha estante
Estava na dúvida se comprava ou não, resolvi que sim só pelo seu trecho: "Imaginem que Palahniuk se encontre, por acaso, com Tarantino. Imaginem que se sentem em uma mesa de um lugar qualquer e, conversa vai ? e vem, claro ? decidem escrever um livro. Agora, por fim, imaginem um livro escrito na prosa cadente e ritmada de Palahniuk com toda a genialidade violenta de Tarantino. :)


Flávia 22/01/2013minha estante
Eu não gostei muito do livro, mas sua resenha ficou impecável. Parabéns!


Bruna 20/02/2013minha estante
Comigo aconteceu o mesmo que a Polli, não sabia se comprava o livro ou não e li essa resenha e corri pra comprar! =D
Adorei, achei uma leitura muito diferente, dinâmica e sem frufrus...
Mas achei que essa capa que estão usando, que é a do filme, estraga um pouco a história, pois logo após apresentarem os personagens e a O. ser sequestrada (está na sinopse, não é spoiler), vendo a capa sabemos como irá acabar a história =/ Uma pena. Mas tirando isso achei perfeito =D


Isabelle 27/02/2013minha estante
"Agora, por fim, imaginem um livro escrito na prosa cadente e ritmada de Palahniuk com toda a genialidade violenta de Tarantino." Acho que ninguém poderia ter descrito de forma melhor esse livro! Excelente resenha, concordo em tudo e também espero que as pessoas entendam esse livro maravilhoso :)


Monique 04/03/2013minha estante
Com uma resenha dessa, como não colocar Selvagens na lista de desejados?




Mey 22/08/2013

Sem puritanismo!
"Selvagens" não é o tipo de livro que eu compraria sozinha, não é muito o estilo que eu costumo ler (sou fã de fantasia e romances), por isso quando ganhei ele fiquei com o pé atrás, mas depois de ler a sinopse e ver o trailer do filme (vou falar dele, espere mais um pouco) eu decidi dar uma chance pro livro de Don Winslow. E posso dizer que não me arrependi.

A escrita do Don Winslow é bem diferente é como se o narrador estivesse conversando com o leitor, ele não narra os fatos em ordem cronológica, mas nada que prejudique a história. Pelo contrário, achei que esse estilo de contar a estória deu leveza ao livro, já que o mesmo tem uma temática "pesada" (isso mesmo, se você tem problemas com sexo e drogas é melhor escolher outro livro). O vocabulário utilizado por Dow Winslow também não é muito certinho ele utiliza de gírias e muitos palavrões, detalhe que gostei, acho que isso dá um toque realista aos personagens. E o livro já começa com uma frase que, pra mim, inicia perfeitamente a estória de Chon, Ben e O.: "Vai se foder"

Gosto muito dos personagens de "Selvagens" na maneira como o autor conta seus precedentes para apresentá-los, eles são um pouco caricatos, mas a junção de todos eles é uma explosão de autenticidade. Em quesito personagens eu posso dizer que o triângulo principal, Chon, Ben e O., são demais, gosto muito do jeito filantropo do Ben e a maneira como ele ama as pessoas, gosto do explosivo Chon e seus ataques violentos e sou muito fã da O. ela é claramente apaixonada pelos dois, é divertida e inteligente, gostei muito das partes em que seus pensamentos eram revelados pelo autor. Como já disse anteriormente, eles são uma bela junção.

"Selvagens" é um livro com uma temática pesada, mas não é pesado, ele é fácil de ler e muito divertido também, consegui ler ele em 3 dias. Tem um final um pouco trágico, mas um ótimo final. Não li mais nada do Dow Winslow, mas se seus livros tendem a ser escritos dessa maneira, pode ter certeza que irei lê-los. Indico o livro, mas alerto aos "santinhos" de que tem que ler sem puritanismo.


site: http://agoraqueeusoucritica.blogspot.com.br/2013/03/selvagens.html
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Nay 21/08/2013

Uau!
Bom, primeiro eu gostaria de alertar que essa é uma resenha de uma leitora normal, para leitores normais, me cansa um pouco essas resenhas de blogueiros. As vezes quero uma resenha imparcial e mais natural. Sabe quando você pergunta a um amigo o que ele achou do livro, é isso o que eu procuro, e agora eu faço o papel da amiga que leu, e gostou!

Vamos ao que interessa!

Cara, tô chocada!

Definitivamente não é meu tipo preferido de leitura (prefiro os romances açucarados), mas amei! As vezes eu me perdia um pouco, pois a forma de escrita é meio maluca, mas nada que um pouco de atenção não resolva.

Não vou me ater sobre do que se trata o livro, que para isso tem a sinopse, então vou direto para as minhas impressões, que são as melhores, e foram intensificadas pelo filme, que assisti minutos depois de finalizar a leitura, e para mim um completa o outro, pois no filme muita coisa é deixada de lado, (eis a belza de ler o livro e saber os detalhes). Também teve algumas ligeiras modificações só para dar sentido por causa dos cortes, e devo dizer que algumas modificações foram maravilhosas. :)
Apesar disso achei o filme bem fiel, deu vida e rosto aos personagens que eu apenas imaginava e amava, e bota personagens nisso, eu me perdia também nisso, é muito personagem, mas cada um com sua importância.

O livro é muito forte, tem sexo, drogas, muita violência e pessoas muito más. :(

Amei o Chon e o Ben, um completa o outro. A O (Ophelia) é maravilhosa, e que inveja dessa garota. Os três se amam e um faria qualquer coisa pelo outro, achei lindo, é a parte romântica (e impossível) do livro. Estou apaixonada por esse livro/filme, e eu não esperava sequer gostar.

Esse livro me foi apresentado através de um singelo marcador, achei lindo. Com a ajuda da Saraiva, comprei o livro (adoro combinar livro e marcador :D), o filme também caiu no meu colo, coencidências da vida.

Preciso dezer que recomendo? Mesmo assim eu digo, EU RECOMENDOOO!!! (Eu sou exagerada mesmo!) kkkk

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Lu Reis 22/06/2020

Importante começar dizendo aqui que Selvagens não é um livro que qualquer pessoa vá gostar de ler. Pode ser que ele não seja um livro muito agradável. Trata-se de um thriller sobre tráfico de drogas, escrito com uma dose forte de acidez, e algumas cenas podem facilmente chocar algum leitor desprevenido... mas não é por isso que ele seja um livro pouco interessante. Ao meu ver foi fascinante!

Trata-se de uma realidade que desconheço, distante de mim, mas eu adorei ler!

São 288 páginas, de um livro pesado, não indicado para menores! Muito sangue, mortes, violência em geral, torturas, sexo e um cartel de drogas... É um livro denso, não tem nada de bobo, mas que consegue ser divertido pois o próprio autor consegue imprimir características que poderíamos descrever como legal, pop, as vezes com tons de um humor irônico e amargo, mas tudo isso sem cair no vazio. No desenrolar da história parece que não haverá saída embora leitor e protagonistas queiram desesperadamente encontrar uma...

O livro vai contar a história de um triangulo amoroso entre Ben, Chon e Ophelia, jovens amigos que vivem na Califórnia e vivem uma relação aberta e de muito amor. Os rapazes ficaram ricos porque desenvolveram e vendem a melhor maconha, e, meio sem querer se envolvem com o poderoso Cartel de Baja, do México que quer (nos seus termos, obvio) vender a maconha produzida por eles. É a partir disso que a leitura segue carregada de extrema violência... Parece que estamos dentro de um filme devido a linguagem cinematográfica que Don Winslow imprime ao texto, os cortes que ele faz na narrativa parece cortes em que pulamos para outra cena... é muito interessante!

Tudo acontece tão rápido que é difícil parar de ler. Alguns capítulos são mais curtos que outros, quando você percebe já esta inserido/envolvido em outra cena... Eu não consegui fechar o livro até saber como a história terminaria! É um livro para ser lido rapidamente, como se estivéssemos assistindo um filme mesmo...

É difícil falar sobre a história sem dar spoiler, mas é certo que, quem se interessar em lê-lo vai se horrorizar, se surpreender, se entristecer, rir e amar...

Tenho consciência de que é um livro que divide a opinião dos leitores, mas pra mim, foi um livro que peguei pra ler sem absolutamente nenhuma expectativa e que por isso mesmo me surpreendeu tanto, pois gosto de suspense e adrenalina... Tudo isso encontrei nessas páginas!!
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Amanda 22/02/2013

Selvagens - Don Winslow
"Eleito um dos melhores livros do ano"? New York Times, Entertainment Weekly e Chicago Sun-Times estão precisando ler mais.

O livro é extremamente apelativo, o autor é um dos piores (baseando-me apenas neste livro de sua autoria) que já li e a linguagem é esdrúxula. Comprei o livro porque gostei da história, mas se soubesse que a decepção seria tão grande, teria simplesmente visto o filme.

Leio pra aprimorar meu vocabulário e meus conhecimentos, não pra ler um "vá se foder" por página. Não recomendo!
ntampinha 28/11/2014minha estante
Também não gostei... Por estes e outros motivos. Já estou preparando minha resenha >.




Márcio 25/07/2020

Bom...mas
Gostei do livro, há várias reviravoltas e foi legal ver os mesmos personagens do livro kings of cool, mas.....o final me decepcionou....
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Flávia 22/01/2013

Selvagens, mas nem tanto.
O livro conta a história de três amigos, O. (sim, é uma menina), Ben e Chow. Três jovens da Califórnia que têm, digamos, uma amizade colorida (sim, os três) e um negócio nada lícito: o comércio de uma mistura especial de duas espécies de maconha, que torna-se o grande sucesso de lá, e desperta o interesse e a inveja do Cartel de Baja, um dos maiores do México. Narrado em terceira pessoa, a partir de um sequestro, a história desenrola-se.

Bem, desenrola-se não é exatamente o que acontece. Achei a história rasa, pois o autor escreve de forma coloquial demais, como se tivesse conversando com um amigo. Não me oponho a esse tipo de escrita, mas neste caso, não criou a carga dramática necessária para que o leitor pudesse se identificar. Os personagens não tiveram a profundidade necessária. Foi preciso que o autor deixasse algumas características bem explícitas, citando-as, para que pudéssemos compreender a personalidade deles.

O enredo é muito bom, envolve a guerra pelo controle da venda de drogas, a corrupção na Polícia, os informantes, as traições dentro do próprio Cartel, e uma pitada de romance. O autor faz críticas abertas sobre os governos americano e mexicano. E tinha tudo para ser um bom livro, é repleto de ironia mas foi contado da forma errada, que não me cativou. Quando li na contracapa “alucinante montanha-russa de reviravoltas” cheguei a desconfiar que estivesse lendo o livro errado. A única coisa que alucinou no livro foi a maconha (risos). No entanto, devo admitir, as últimas cinquenta páginas do livro foram de tirar o fôlego...

Honestamente, não sei pra quem recomendar. É uma história contemporânea, com sexo e violência. Quem gosta de uma escrita que mistura expressões, pensamentos de forma despretensiosa, talvez goste.
Eu não assisti ao filme, mas imagino que tenha sido bom, arrisco dizer que provavelmente deve ter sido melhor do que o livro.

A capa com a foto do filme ficou linda. A diagramação é excelente, o tamanho da fonte também. Ah! Folhas amarelas!

“Só posso controlar minhas ações, não as reações dos outros.”
Michelle Gimene 22/01/2013minha estante
"A única coisa que alucinou no livro foi a maconha"... hahaha.
O que me encantou no livro foi justamente o que você apontou como ponto negativo: o coloquialismo, as frases curtas, os cortes abruptos como se fossem tomadas de um filme. Para mim, funcionou bem.
Ah... e o filme não é melhor não. Tudo vai bem até quase o fim, quando botam um final alternativo horroroso.


Flávia 22/01/2013minha estante
Pois é, Mi. Eu acho superinteressante quando alguns autores usam essa forma de escrita, mas dessa vez, não me convenceu. Não consegui "entrar" do livro. Ontem fui assistir o filme, que imaginei ser melhor porque não teria essa narrativa coloquial. Achei bem legal quem eles colocaram para narrar. E estava indo tudo bem, até que, WHAT??? Os produtores, o diretor, (sei lá quem é responsável) não tiveram culhões pra sustentar o final!


Babi 25/01/2013minha estante
Oi Flavia, você já viu a minha resenha e viu que eu gostei do livro, acho que eu me surpreendi com a historia.

Foi difícil entender a forma de escrita dele, mas eu curto livros assim, mas me diga...pra que tanta abreviação?
E eu nunca acredito muito nas contracapas dos livros viu, eles enchem muito a bola e as vezes você acaba caindo com a cara do chão.

O filme foi a maior decepção do ano! E eu ri muito que a unica coisa que alucinou foi a maconha.


Flávia 25/01/2013minha estante
Pois é, não me adaptei a essa escrita.

É verdade, as contracapas sempre fazem propaganda enganosa. Como eu não gostei do livro por causa da escrita e no filme isso é eliminado, consegui achar razoável. Mas tem muitas falhas, a O. não convence, algumas coisas são mal explicadas.

hihihi, sobre alucinar, mas não é? hehehe
Beijos




Raquel 17/10/2017

Horrível
Comprei esse livro por causa de uma mega promoção e por estar relativamente bem avaliado, mas que decepção!

Livro mal escrito, os personagens só pensam em sexo e maconha, estória com muita violência descrita de maneira ruim. Terminei de ler depois de meses com muito sacrifício. Enfim, não percam seu tempo com esse livro horroroso.
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Saleitura 15/05/2013

by Marcelo Daltro
Em uma engenhosa combinação entre o suspense carregado de adrenalina e a reportagem policial, Selvagens é um thriller eletrizante com críticas afiadas ao estilo de vida americano e a questão dos imigrantes mexicanos. Sexy e provocante, a ficção de Don Winslon foi eleita um dos melhores livros do ano pelo New York Times e inspirou o filme homônimo dirigido por Oliver Stone, com Benicio del Toro, Aaron Johnson, Taylor Kitsch, Salma Hayek, Blake Lively e John Travolta no elenco."

Algumas vezes o título consegue realmente sintetizar a obra. No caso de Selvagens de Don Wilson, este é o caso. O ritmo da narrativa é fácil, veloz, e prende a atenção do leitor, você nem percebe e já terminou a leitura. Entretanto, o tema apresentado não é simples. Uma mescla de thriller policial, violência, sexo e drogas, drama "shakesperiano", uma crítica ácida ao modo de vida americano/californiano/mexicano e uma análise social da conturbada relação histórica entre EUA e México e dos próprios imigrantes legais ou não.

Algumas vezes o título consegue realmente sintetizar a obra. No caso de Selvagens de Don Wilson, este é o caso. O ritmo da narrativa é fácil, veloz, e prende a atenção do leitor, você nem percebe e já terminou a leitura. Entretanto, o tema apresentado não é simples. Uma mescla de thriller policial, violência, sexo e drogas, drama "shakesperiano", uma crítica ácida ao modo de vida americano/californiano/mexicano e uma análise social da conturbada relação histórica entre EUA e México e dos próprios imigrantes legais ou não.

O livro não é maniqueísta, as falhas de caráter que assinalam a própria humanidade dos personagens, é o que nos cativa. A espiral que eles se encontram ao longo da trama, a decadência de uns e a ascensão de outros, depois do sequestro de O., quando o "mundo perfeito" deles rui ao enfrentar uma oposição severa e determinada, o "mundo real", nos prende e ficamos na expectativa da resolução da negociação do impasse, que a partir deste ponto passa a ser o destaque principal, rumo ao embate decisivo.

O final, selvagem, mesmo não sendo surpreendente, não chega a ser previsível. É emocionante, sendo uma escolha bem acertada do autor com a trama apresentada.

Um excelente livro, que agradará inclusive os leitores que não são fãs habituais do gênero.


Resenha by Marcelo Daltro

link post na Saleta de Leitura

http://saletadeleitura.blogspot.com.br/2013/05/resenha-do-livro-selvagens-de-don.html
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gleicepcouto 05/12/2012

Um ótimo retrato da (boa) literatura contemporânea norte-americana
http://murmuriospessoais.com/?p=5123

***

É completamente compreensível o interesse de Oliver Stone em dirigir um filme baseado na obra de Dan Winslow, Selvagens (Intrínseca). Desde a página um, o livro exala as características dos filmes que o diretor costuma dirigir: originalidade e dinamismo. Me arrisco a dizer que, se tivesse um pouco mais de sangue, Tarantino entraria na dança.

Mas falemos sobre a trama. Ben (ambientalista e filantropo), Chon (ex-mercenário e militar) e Ophelia (uma “alienada”, mais conhecida como O.) formam um trio diferente de amigos. Misturam amor, negócios e… Drogas. Juntos, ganharam rios de dinheiro na Califórnia vendendo um tipo especial de maconha, mega-hiper-sofistica, somente para os fortes e aqueles que aguentam o tranco da Viúva Branca Ultra (nome carinhoso como chamam a dita cuja). Droga esta, que o Cartel de Baja, no México, quer controle sobre.

A questão é que Ben e Chon estão felizes com o rumo de suas vidas. Não querem se misturar com essa gentalha barra pesada. Apenas querem continuar vendendo sua meconha megapower, mas sem complicações com a lei ou violência. Por isso, eles dizem não à oferta e afirmam não estarem dispostos a cederem à pressão dos traficantes mexicanos. Como represália, o Cartel sequestra O. A partir daí, a história se desenvolve em um nível alucinante, com os dois amigos tentando resgatar O. e, de quebra, solucionando o problema com o Cartel de Baja.


Eu não conhecia Don Winslow, mas depois de ler Selvagens, fui pesquisar sobre. Esse norte-americano, ex-detetive particular, já escreveu 16 romances de mistério e policiais. Bem, não sei quanto aos outros livros, mas em Selvagens, ele arrebenta.

A premissa é muito interessante, mas o que salta aos olhos é como ele conta a história. Sua narrativa é ágil, entrecortada, direta, contemporânea. Claramente, ele não tem medo de ousar com o uso de linguagem coloquial, onomatopeias, repetições, recortes no tempo e construções de frases/parágrafos/capítulos que fogem do comum – incluindo aí até estrutura de roteiro cinematográfico.

Os personagens acompanham essa originalidade e ambiguidade da narrativa. Apesar de surreais, de alguma forma, o leitor consegue criar vínculos com eles. Seja no caso da problemática O., ou no contraditório Ben, ou no esquentadinho Chon. Em todos eles há pontos de convergência com a realidade, e esse é o barato. A dinâmica entre eles é o caso clássico de três pessoas completamente diferentes, mas que se completam e respeitam o limite do outro acima de tudo. Os personagens secundários também são muito bem desenvolvidos, com histórias de background interessantíssimas, destacando a líder do Cartel.

A ação é vertiginosa. Dan não deixa o leitor respirar um segundo sequer. Tem sempre algo importante e louco acontecendo. Nem por isso, o autor deixa de lado o humor (com muita ironia e sarcasmo) para balancear a correria da história. O romance aqui é bem comedido e mais carnal, não espere sentimentos puros ou algo romântico. O foco mesmo é a aventura desses amigos, lutando contra o narcotráfico mexicano, de modo pouco convencional.

Dan ainda encontra espaço para criticar a sociedade. Basta ler com um pouco mais de atenção, que lá está nas entrelinhas: consumo exagerado, indústria da beleza, armamento norte-americano, guerras inúteis, polícia ineficiente, corrupção, e por aí vai…

Enfim, Selvagens é um ótimo retrato da (boa) literatura contemporânea norte-americana. Livros como esse é que me incentivam a continuar com o blog, sabe? É uma luz no final de um túnel repleto de enlatados produzidos em larga escala na atual indústria editorial.
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Psychobooks 15/10/2012

Quando recebi o release do livro, logo me interessei pelo título, ao conferir a sinopse logo já pensei: Esse livro vai ser cheio de sangue! E ao conferir o primeiro capítulo fiquei extremamente animada para me jogar em um enredo diferente dos que estou acostumada a ler e embarcar nessa aventura um tanto louca.

Ben é um botânico excepcional que criou diversas misturas de maconha, até chegar na hidro, uma erva muito especial que pode ser moldada de acordo com a vontade do usuário, ela pode proporcionar relaxamento mas mantém os instintos alertas, ou pode causar um relaxamento profundo induzindo ao sono. O que você estiver a fim, é só pedir que a hidro faz.

Chon é um ex-mercenário, que já foi integrante do SEAL (força de elite da marinha americana) e hoje ganha dinheiro ao lado do seu melhor amigo Ben no mercado de maconha de Laguna Beach. Enquanto Ben aplica seu tempo e dinheiro em projetos filantrópicos e ecológicos no terceiro mundo, Chon mantém os negócios em pé, distribuindo a hidro para sua seleta clientela, subornando policiais e usa a força quando necessário.

Ophelia odeia seu nome desde que descobriu o significado e prefere ser chamada simplesmente de O. Companheira e confidente dos garotos, filha mimada de uma mulher rica, mas que não admite envelhecer, O. passa por aquela fase de crise de identidade, ela não sabe o que fazer da sua vida, nada lhe interessa, a não ser sexo e erva.

O Cartel de Baja, do México, precisa expandir seus negócios e acreditam que Laguna Beach é um bom lugar para isso, que a hidro seria um ótimo produto, logo eles exigem que Ben e Chon trabalhe para eles, mas a responda de Chon é: 'Vai se foder.' Sua decisão e escolha das palavras irritou um pouco (muito) o Cartel de Baja que decidiu usar O. para obter a colaboração dos garotos.

A narrativa é feita em terceira pessoa, não consegui identificar o narrador, por vezes parecia um dos personagens e em outras alguém que estava de fora dos acontecimentos principais. A leitura a princípio é um pouco estranho, por não ser linear e um tanto quanto peculiar.

Adorei a forma como eu não sabia para onde estava sendo levada, a cada momento uma nova descoberta, uma reviravolta e o final arrasador. A construção dos personagens é inerente ao enredo cru e debochado.

Leitura recomendada para quem gosta de se aventurar por novos enredos e narrativas, gosta muito de sangue e não se incomoda em ver os personagens se drogando, fazendo sexo e falando palavrão. Sei que não vai agradar a muitos leitores, por isso, tenham em mente as características que mencionei antes de se jogarem na leitura ;)

http://www.psychobooks.com.br/2012/10/resenha-selvagens.html
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Cris 21/05/2013

Pulp Fiction Para o Século XXI
Só violência, ação, palavrões e putaria.
E precisa de mais alguma coisa? Perfeito!
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M! 12/12/2012

Incentivo tipo Nike, Just do it!
"Entendeu?
Não, a não ser que você seja maconheiro, você não entendeu!"

Estava louca para sair da minha rotina literária e não podia ter feito em melhor estilo!
Selvagens é um dos melhores livro que eu li esse ano e recomendo muitíssimo.

Don Winslow criou personagens fortes e interessantes, carismáticos, cruéis, selvagens.

"Para um budista de meia-tigela, Ben pode ser rancoroso de tigela inteira!" (Chon)

Eu me apaixonei por Ben, apesar de Chon e seu "malportamento".
O. é o retrato da mulher moderna e sem pudor, mas sem aquele mimimi puritano. O. assume seu papel muito bem, obrigada.

Seus diálogos, apesar de poucos, são naturalmente fantásticos e despreocupados.
Uma leitura que não deve ser dispensada, com um enredo ágil e sangrento, meticuloso e contemporâneo.

O livro pra mim foi impecável e o final surpreendente, pois por mais que você saiba o óbvio, você torce para que o óbvio não aconteça!



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Vanessa Pipi 10/05/2020

Escrita diferente
Muito bom!
Escrita diferente, demorei para engrenar ... devagar fui pegando o jeito da estrita... E foi super dinâmico!

Pesado em alguns momentos e em outros pra pensar...
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Sayuri.Charbel 02/01/2017

Selvagens
Livro fraco... Achei a escrita corrida, a formatação do texto muito estranha, me incomodou muito.esperei o ápice do livro, e quando vi já tava no final! Não sei se o livro foi mal escrito, ou a tradução que não foi bem feita.
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