Quem Poderia Ser a Uma Hora Dessas?

Quem Poderia Ser a Uma Hora Dessas? Lemony Snicket




Resenhas - Quem poderia ser a uma hora dessas?


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Kéu 25/01/2014

Havia um vilarejo, uma garota e também um roubo.
"Dizem que em toda biblioteca existe um livro capaz de responder uma questão que queima como fogo em sua mente." (Dashiell Qwerty, pág 76)

Lemony Snicket teve uma educação incomum, uma juventude desconcertante e uma vida adulta desesperadora - como pudemos conferir em seus relatos recolhidos e publicados em "Desventuras em Série".

"Quem poderia ser a uma hora dessas?" é uma das muitas perguntas erradas feitas ao longo do livro, onde Lemony, então com quase treze anos, está recém ingressado em uma sociedade secreta e é aprendiz de S. Theodora Markson, que ocupa a colocação de 52ª melhor tutora em uma lista de 52 tutores. Mas Lemony a escolheu de propósito, para que possa realizar um trabalho paralelo, e juntar-se a uma aliada misteriosa. Enquanto isso, está preso na cidadezinha de Manchado-pelo-mar, com suas florestas de algas e suas cavernas cheias de polvos assustados que soltam tinta, para solucionar o roubo de um objeto que não foi roubado.

Estando ou não familiarizado com a escrita de Snicket, é possível se divertir com o tom noir utilizado, personagens exóticos e bem caracterizados e cenários melancólicos e decadentes.

"Este livro vai me ajudar a entender as questões não respondidas em Desventuras em Série?" e "Afinal, quem poderia ser a uma hora destas?" são perguntas erradas a se fazer. A pergunta correta seria: "Por que este livro ainda não está na minha estante?".

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Abel Luiz 17/10/2013

Um mistério... misterioso
A história é narrado pelo autor/detetive fictício Lemony Snicket, que também publicou "Desventuras em série", entre outros.
Lemony tem uns 12/13 anos, e é aprendiz de detetive. Sua tutora não está no topo das melhores e ele acaba tendo de resolver o seu primeiro caso praticamente sozinho, pois ele é bem mais cauteloso do que ela. A cidade onde eles estão, Manchado-pelo-mar, guarda muitos mistérios. É toda vazia, muitas casas abandonadas, terrenos baldios, gente estranha e desconfiada e tal. A chegada repentina e mal-contada deles à cidade faz as pessoas ficarem ainda mais desconfiadas, o que aumenta os eventos misteriosos na cidade. Ora, o cara paga suas corridas de táxi com conselhos, ao invés de dinheiro! Também, os motoristas são crianças... Lemony conhece muitos personagens no livro, mas eu desconfiei de quase todos, tipo, você não pode confiar em ninguém, pois cada um tem uma versão. Tem o bibliotecário, os policiais, o filho deles, os taxistas, o cara do hotel, a jornalista e o pai dela, a Milionária e o mordomo, uma jovem que mora sozinha, e por aí vai. [Leia mais no blog]

site: casarvore.blogspot.com.br
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Beatriz B. 13/10/2013

É Lemony Snicket. Isso já diz tudo é mais um pouco (perfeição). Não que ele costume revelar tudo isso em seus livros.
A Trama: Você não precisa ter lido Desventuras em Série para entender Quem Poderia Ser a Uma Hora Dessas, porém há referências leves da série que só quem leu consegue captar.
A história começa com Lemony indo parar no carro de sua nova tutora S. Theodora Markson (S. de quê?), que além de ser a última no ranking de melhores agentes para a "empresa que trabalham", se acha incrivelmente inteligente e capaz de resolver casos complexos em um instante. Depois de deixar seus supostos pais na estação de trem, Lemony vai parar em Manchado, uma cidade falida que só existe porque parte do mar foi drenada e vivia da tinta produzida por polvos. Quer mais bizarrices? Lá, protagonista e tutora encontram uma cliente dizendo que sua estatueta da Fera Ressonante foi roubada, um objeto que supostamente não vale nada, mas por incrível que pareça, há muitos suspeitos atrás dela. Durante o desenrolar do livro, Lemony vai atrás das resoluções dos mistérios, evitando fazer perguntas erradas e indo em direção as respostas que o levaram ao caminho certo. É um livro que me deu vontade de reler logo após o termino da leitura (algo que raramente sinto) só para poder prestar mais atenção nas pegadinhas e não largar o livro até tudo se resolver, mesmo eu sabendo que isso não iria acontecer só por ser do Snicket!


O Protagonista: Uma das melhores partes é o próprio autor ser o protagonista e não deixa claro se a narrativa ocorre no presente ou sua versão adulta relembrando o passado. Durante a leitura, tive vários pensamentos do tipo “Desde essa época ele fazia isso!”, pois eu li Desventuras em Série e já estou habituada com seus hábitos hilários de escrita, um tipo de humor de quem sabe ser engraçado em contextos simples ou complexos. Lemony é um menino quieto e sossegado, mas muito questionador por dentro. Mesmo com 12 anos, ele carrega incertezas do seu passado e prova ser mais inteligente que muita "gente grande". E claro, é muito divertido de um jeito cínico e simplório e pude aproveitar sua personalidade agradável em dobro.



Os Personagens Secundários: Uma características dos livros Lemony é formar personagens juvenis cativantes por serem inteligentes e possuírem mentes abertas, tentando desvendar os enigmas da forma mais correta possível, mesmo os adultos atrapalhando e desconsiderando seus esforços. Já a maioria dos personagens mais velhos fazem o leitor rir por possuírem mentes facilmente manipuláveis pelos vilões ou nos enchem de irritação por serem tremendos cabeças duras e metidos a espertos. Em ambos os casos, Lemony sabe como fazê-los provocar os mais diversos sentimentos nos leitores. Começando pela tutora S. Theodora Markson que implantou no seu aprendiz a repulsa de perguntas erradas. Durante quase o livro inteiro, Theodora se mostrou uma pessoa narcisista e arrogante, mas com os sumiços de Snicket e sua preocupação com ele aumentando, ela prova que não é tão insuportável assim. Eu achei bem bolada a ideia dos dois irmãos taxistas que cobram dicas literárias ao invés de dinheiro e morri de rir imaginando a cena de como eles dirigiam o carro do pai! Ellington parece ser muito importante para os próximos livros, mas nesse permanece um mistério.

Capa, Diagramação e Escrita: A capa é linda e mesmo mostrando certas partes, personagens e objetos descritos no livro, mantém um ar de suspense, como se dissesse que o verdadeiro mistério está nas páginas. A única coisa que me irritou foi o fato da capa ser emborrachada, pois qualquer coisinha deixa marcas nela. A diagramação está muito boa, as letras são grandes assim como os espaçamentos, perfeito para conseguir um bom ritmo de leitura. Quanto à parte gráfica, cada capítulo começa com uma ilustração e há algumas espalhadas pelo livro, mas todas estampam a história de outro ângulo do que é narrado e eu achei super interessante e bem feitas. No início do livro há uma “mensagem” impressa, como se fosse o início de uma carta e eu tenho certeza que Snicket colocou algum código e só no final da série conseguirei decifrar, isso é bem típico dele.

Algumas escritas são mágicas por descrever as coisas muito bem, outras te impressionam por você se identificar tanto. A de Lemony é estrategista por me fazer querer e entender suas palavras e o que ele quis dizer com elas. Sou muito suspeita para falar desse autor! Gosto como, em poucas palavras, o autor monta ótimas descrições, pois Lemony tem facilidade de escrever de forma ágil e fluida, sem tirar a impressão de que foi feita com cuidado e qualidade. E sua habilidade de me fazer conhecer o caráter das personagens pelos diálogos me conquista.

Concluindo:. A trama tem um ar de suspense sobre espiões, mas com personagens juvenis! Agentes cumprindo uma missão secreta, uma agência de espionagem que parece estar em todo lugar, tudo feito com um humor irônico. Já mencionei ou deixei claro que ele é um dos meus autores preferidos? Hehe, com certeza será relido. Eu gostei das lições que o livro traz e foi muito divertido o jeito como o autor as mostra, nas entrelinhas e por trás de cenários e personagens bizarros. Entrou para meus favoritos desde as primeiras páginas.
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tiagoodesouza 11/10/2013

Quem poderia ser a uma hora dessas? | @blogocapitulo
Olá, pessoal! Vocês já ouviram falar sobre Lemony Snicket? Não, talvez essa seja uma pergunta errada. Hum... vocês já leram algum livro do Lemony Snicket? Ele é o mesmo autor de, entre outros livros, Desventuras em Série, que foi lançada pela Cia. das Letras de 2001 a 2006. Mas Lemony Snicket não existe de verdade, eu acho. Ele é um pseudônimo de Daniel Handler, autor de Por isso a gente acabou. Pelo menos, é o que dizem por aí.

"(...) Eu tinha imaginado trabalhar como aprendiz na cidade grande, onde eu poderia executar alguma tarefa importante, com alguém em quem eu poderia confiar inteiramente. Mas o mundo não baita com a imagem na minha cabeça, então, em vez disso, eu estava com essa pessoa esquisita e despenteada, diante de um mar sem água e uma floresta sem árvores."
Página 39.

Lemony Snicket se torna aprendiz de S. Theodora Markson, a tutora não tão bem colocada numa lista de tutores mas que se acha a cereja do bolo, em uma missão para recuperar um artefato roubado que talvez não tenha sido realmente roubado. Com poucos personagens, Lemony nos leva a desbravar essa pequena cidade à beira-mar que explora a tinta dos polvos, possui dois irmãos que dirigem um táxi e cobram a viagem de uma forma bem curiosa e que antigamente possuía uma famosa atriz.

Esse é o primeiro livro de uma quadrilogia. O segundo livro, Quando você a viu pela última vez?, chega às livraria no dia 15 de outubro. Quem assim como eu não leu Desventuras em Série, pode se jogar na leitura dessa nova série sem problema algum.

A narrativa ocorre em primeira pessoa pelo ponto de vista de Lemony Snicket. O humor é presente em boa parte da história e há pequenas referência a outros livros conhecidos. É preciso ficar bem atento para pescar essas referências. A Editora Seguinte teve muito capricho nos detalhes. Você verá isso, por exemplo, nas figuras que abrem os capítulos em que as palavras também foram traduzidas. Tem várias figuras, criança feliz aqui que gosta de livros com ilustrações! O papel é pólen e a capa, quem tem vários elementos importantes para a história, é soft touch.

Eu estava com um pouco de receio de ler esse livro por conta da minha experiência com o livro do Daniel Handler, Por isso a gente acabou. Mas a personalidade e a escrita de Lemony são muito diferentes das personalidade e escrita de Daniel. Você vai sentar no sofá e simplesmente vai devorar o livro e não verá o tempo passar.

"- Não gosto de sua reticência - disse Theodora, quebrando meu silêncio amargo. - Reticência é uma palavra que quer dizer que você não está falando o suficiente. Diga alguma coisa, Snicket."
Página 29.

site: http://www.ocapitulodolivro.blogspot.com.br/2013/10/resenha-quem-poderia-ser-uma-hora-dessas_11.html
Beth 21/10/2013minha estante
A história parece ser bem legal e fiquei interessada. Vou procurar por ele assim que puder.Beijos.


Jess 03/11/2013minha estante
Acho o livro muito bom, pelo enredo o livro parecer ser bem leve e rapidinho de se ler, vi no google que a diagramação dele é linda. Espero poder lelo em breve.


xx




Maria - Blog Pétalas de Liberdade 30/09/2013

Só perguntas erradas
Lemony Snicket é um garoto de quase treze anos que teve uma educação incomum. Ele acaba de se formar e precisa passar por um período de experiência: cumprir sua primeira missão sob as ordens de sua nova tutora S. Theodora Markson.
O primeiro encontro com sua tutora não se dá de uma forma muito convencional. Juntos, ele vão para a cidade de Manchado-pelo-Mar, uma cidade quase fantasma. Em Manchado-pelo-Mar, eles recebem a missão de recuperar um objeto roubado que não foi roubado (é isso mesmo que você leu).
Alguns trechos:
"Um mistério se resolve com uma história; e a história começa com uma pista. O problema é que geralmente você não tem ideia do que seja a pista, mesmo achando que sabe." (página 74)
" - Geralmente é esse o caso - eu disse. - O mapa não é o território.
- O que isso quer dizer?
- É uma expressão que os adultos têm para a confusão em que estamos metido.
- Os adultos nunca dizem nada as crianças.
- As crianças também nunca dizem nada aos adultos. - eu disse - As crianças e os adultos deste mundo estão navegando em barcos completamente separados, só se aproximam uns dos outros quando algum de nós precisa de uma carona ou quando algum deles quer que lavemos nossas mãos." (páginas 109 e 110)
Achei o Lemony Snicket um garoto inteligente, muito mais esperto que sua tutora, a S. Theodora Markson (que chegava a ser irritante em algumas partes).
"Quem poderia ser a uma hora dessas - Só Perguntas Erradas" tem várias reviravoltas e muito mistério.
É uma leitura rápida, dá pra ler em um dia, dependendo do tempo que você tenha disponível (a história é divida em capítulos curtos). No final, muita coisa fica sem ser totalmente esclarecida, acredito que por ser o primeiro de uma série de quatro livros.
Sobre a parte estética do livro: o tamanho da letra e das margens é bom; as folhas são amareladas; a capa é bonita (amo azul!), a parte de dentro da capa tem uma estampa de polvos bem legal. As ilustrações de Seth não estão presentes só na capa, mas também ao longo dos capítulos, elas também nos ajudam a entender um pouco mais da história.

site: http://petalasdeliberdade.blogspot.com.br/2013/09/resenha-livro-quem-poderia-ser-uma-hora.html
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Hanmi 02/05/2013

Amei
Quem Poderia Ser a Uma Hora Dessas? - eita, títulozinho grande - é o primeiro de quatro livros da série Só Perguntas Erradas e conta a história de um Lemony Snicket de 13 anos que é levado por sua tutora, S. Teodora Markson (O que S quer dizer? Vai saber. Lemony Snicket é o mestre em não nos deixar saber das coisas) à Manchado-Pelo-Mar, uma cidadezinha à beira-mar que não está mais à beira-mar. Sim, e lá vem Snicket para nos confudir outra vez.

Lá, Lemony e S. Theodora Markson tem que resolver o mistério de um objeto roubado que não foi realmente roubado (nem pergunte) e Lemony ainda tem que se comunicar com sua misteriosa aliada, que pretendia encontrar no dia em que Theodora meio que "raptou" Lemony na Casa de Chá e Papelaria Cicuta (creio que é esse o nome do lugar).

"Eu tenho que ler Desventuras em Série antes de ler QPSAUHD?" Não é obrigatório, assim como Os Heróis do Olimpo em relação a Percy Jackson & Os Olimpianos. Mas, assim como Os Heróis do Olimpo, seria muito mais interessante - faria muito mais sentido - se você lesse Desventuras em Série também, já que o livro contém pequenas passagens e personagens a respeito de DeS.

Daniel Handler, vulgo Lemony Snicket é, sem dúvida, um dos melhores escritores de quem eu já li. Sua narrativa te prende e é engraçada. Apesar de parecer confusa, não é, o que ele consegue fazer de maneira surpreendente. A história também é bem desenvolvida - bem é pouco! Handler/Snicket pensa em cada detalhe! Assim como em DeS, Quem Poderia Ser A Uma Hora Dessas? é cheio de mistério, confusões e passagens cômicas.

Os personagens também são super bem desenvolvidos, como Snicket têm essa capacidade incrível de fazer. Não há um personagem criado por ele que não tenha sua qualidade especial. Se tratando de Snicket, todos os personagens são pessoas interessantes/esquisitas/marcantes.

Uma das coisas que eu mais gostei neste livro é que Snicket conta como se nós já soubéssemos exatamente quem ele é, o que faz ali, qual a sua meta, et cetera. E só nas últimas páginas do livro você começa a entender o que diabos estava acontecendo por ali.

Esse é o tipo de livro que você não pode dizer muito senão estraga a história inteira. Então vou parar por aqui. Mas, juro, esse livro é mesmo muito bom. Não me arrependo, e estou esperando ansiosamente pelo segundo volume da série, When Did You See Her At Last?, traduzido literalmente como Quando Você a Viu Pela Última Vez?, pergunta que suponho que se refira a certa garota traidora (quem já leu, entende esta). Mas, conhecendo Snicket, não garanto nada.
Lais 04/07/2013minha estante
Você sabe aonde pode baixar esse livro?




Flavia 19/04/2013

Genial!
Lemony Snicket em "Quem poderia ser a uma hora dessas?", primeiro volume da série composta por 4 livros "Só Perguntas Erradas", é o protagonista de sua própria história, e narra os acontecimentos após ter se tornado aprendiz em uma organização secreta e misteriosa, cuja tutora escolhida por ele, S. Theodora Markson, é a pior entre os mais de 50 tutores disponíveis, com a pior e mais indomável cabeleira já vista na face da Terra. E a ideia de escolher a pior de todos, foi proposital, pois assim, Lemony poderia tratar de seus assuntos particulares em paz.
Snicket e S. Theodora (não pergunte o que o S. significa, é uma pergunta muito errada) acabaram sendo designados para investigarem o roubo da Fera Ressonante, uma estatueta que não foi roubada na cidade a beira-mar e decadente de Manchado-pelo-Mar, que já não está mais a beira-mar. A cidade sobrevivia da renda proveniente da tinta produzida pelos polvos, inclusive o jornal que funcionava no Farol que usava a tinta dos polvos em suas impressões, porém, o mar sumiu, escafedeu-se, foi drenado, ou sabe-se lá o quê, acabando com os polvos e com a localização da cidade. E é durante as investigações que Snicket irá se surpreender com as suas descobertas e revelações que eram muito maiores do que imaginava, sempre com seu toque de humor, fazendo suas perguntas inocentes e erradas na hora errada.

A facilidade que o autor tem pra escrever e descrever cenários geniais com tanta originalidade, e sendo narrado em primeira pessoa de forma hilária, ágil, fluída e dinâmica, de uma jeito que fica evidente que ele está contando algo proibido, o leitor consegue se aproximar e entender os motivos que levam Snicket a tomar certas atitudes e decisões, ou fazer suas ótimas perguntas, por mais erradas que sejam.
Somos apresentados a personagens interessantíssimos, como os irmãos taxistas que fazem suas corridas em troca de "dicas" em vez de dinheiro, Próspero Perdido, o dono do hotel da cidade super atencioso, a aspirante a jornalista mui misteriosa, dentre outros que são essenciais para o desenrolar da história.
Os capítulos contam com ilustrações que colaboram para que possamos imaginar os cenários e até termos noção de todo o mistério que envolve a trama, onde se destaca sombras e coisas do tipo.
É um livro bastante introdutório, que deixa várias perguntas no ar e um gancho bem bacana para a continuação, mas nem por isso deixa de ser uma ótima pedida.
A diagramação do livro é super caprichada, a capa é aveludada e sua parte interna com ilustrações dos polvos tem tudo a ver com a história, as páginas amareladas e o tamanho da fonte colaboram bastante pra uma leitura rápida e a revisão está impecável.
"Quem poderia ser a uma hora dessas?" é uma história que, por trás de toda a maluquice, tanto de personagens quanto dos cenários, nos mostra que muitas vezes os adultos se acham espertos só por serem adultos, mas mal vêem a verdade diante dos próprios olhos, e que as crianças, por mais inocentes que sejam, são puras e verdadeiras. Nem tudo que parece, é, e nem tudo que já foi, continuará sendo. Tudo está em constante mudança e ler essas pequenas lições nas entrelinhas em meio a uma narrativa tão bacana, foi divertidíssimo! Super recomendo!
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Jacqueline 27/03/2013

publicada originalmente em http://www.mybooklit.blogspot.com.br
"Ali, parados na porta errada do lugar errado, parecia a coisa errada a se fazer. Mas fizemos mesmo assim. Saber que uma coisa está errada e mesmo assim fazê-la é algo que acontece com bastante frequência na vida, e duvido que algum dia eu saiba o porquê. (pág. 40)

Surpreendentemente, os livros infanto-juvenis vem conquistando um lugar cativo na minha preferência, já que raramente me decepciono com esse gênero. Quem poderia ser a uma hora dessas? foi mais uma leitura que me surpreendeu e agradou completamente.
O autor é o mesmo de Desventuras em série (que eu ainda não li, mas fiquei hiper curiosa). Daniel Handler escreveu a série com o heteronônimo Lemony Snicket, que narra em primeira pessoa a sua entrada para uma organização misteriosa.

Lemony Snicket está prestes a completar 13 anos, e decide escolher a pior tutora da organização - a senhora S. Theodora Markson - a fim de investigar um mistério paralelo com a ajuda de uma aliada misteriosa, ao mesmo tempo em que soluciona o caso do roubo da Fera Ressonante, na cidade de Manchado-pelo-Mar.
O mais interessante da história são os muitos mistérios apresentados durante a narrativa. Mistério esse, que já começa com o nome da tutora, já que ninguém sabe o que o S significa. Muitos deles são revelados ainda neste livro, porém, Snicket deixa um ótimo gancho para a continuação. Não vou detalhar muito o enredo, pois corro o risco de revelar algum spoiler. Apesar de parecer um simples caso de furto, o autor constrói uma trama intrincada, com muitas reviravoltas que prendem a atenção do leitor.

O autor abusa de muita criatividade na construção do enredo, onde a peculiaridade da cidade foi o fator que mais me encantou. Pense em uma cidade que fica à beira mar, só que não tem mar, pois o mesmo foi drenado. Parece esquisito, e é justamente isto que torna a história tão original e envolvente.
Todas as personagens secundários apresentam alguma relevância para a trama. Assim que chega na cidade, Snicket se depara com a jovem Moxie, que sonha em ser jornalista, e se torna peça fundamental na resolução do mistério do roubo.
Apesas da pouca idade, Lemony apresenta um comportamento maduro, exceto pelas perguntas incessantes, características de qualquer menino de sua idade. Perguntas essas que são regadas de sarcarmos.
Além de todo o mistério e do cenário inusitado, Quem poderia ser a uma hora dessas? traz ótimas tiradas de humor, e lindas ilustrações que enriquecem a obra. Um livro que agradará leitores de todas as idades. Estou ansiosa pela continuação, sem data prevista de lançamento.
A Editora Seguinte realizou um ótimo trabalho com a revisão e a capa, que possui um toque aveludado (eu não conseguia parar de alisar).
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Alexandre 22/03/2013

Bonzinho.
Uma opção válida para aquela hora que não tem nada melhor a ser feito ou, naquela viagem que não passa nunca. Mas nada mais do que isso.
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Si 10/03/2013

ϟ QUEM PODERIA SER A UMA HORA DESSAS? - citações
É interessante olhar para a família de alguém e imaginar como ela pareceria a um estranho.

Saber que uma coisa está errada e mesmo assim fazê-la é algo que acontece com bastante frequência na vida, e duvido que algum dia eu saiba o porquê.

Dizem que em toda biblioteca existe um livro capaz de responder uma questão que queima como fogo em sua mente.

Ele olhou para mim com o rosto em branco, como uma daquelas páginas no final dos livros que servem para anotações ou segredos.

É verdade que existem coisas mais importantes do que o jantar, mas é difícil ter essas coisas em mente quando a gente não jantou.

Faço o que eu faço, para poder fazer uma outra coisa.

"Interessante" é uma palavra que, neste contexto, quer dizer que aquilo me deixava nervoso.

Isso, é claro, não fazia o menor sentido, mas não há nada de errado em, de vez em quando, olhar pela janela e ficar pensando coisas que não façam sentido, desde que sejam só para você.

Uma boa maneira de falar baixo é simplesmente não falar, o que também é uma boa maneira de não arrumar uma discussão.

É bom escovar os dentes quando você está furioso, porque você escova com mais força e faz um serviço melhor.

Às vezes você tem tempo, dedicação e audácia para dar uma boa dura em alguém, mas não tem ninguém por perto que a mereça.

'Brigou com seu amigo?'
'Não foi uma briga. Eu só disse a coisa errada.'
'Cedo ou tarde, todo mundo faz alguma coisa errada na vida.'
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Raffafust 25/01/2013

Surpreendentemente bom!
Quando recebi "Quem poderia ser a uma hora dessas? " da editora Seguinte, imaginei que seria um livro bobo para um público infantil com ilustrações bonitas. Ledo engano, me encantei tanto com esse livro que não poderia dar menos do que "Ötimo" em uma avaliação dele.
Já deveria ter desconfiado que o autor conhecido pelo excelente "Desventuras em série"conseguiria mais uma vez fazer um livro para todas as idades onde nos remete ao que víamos ou líamos na infância. Me lembrou muito as história que amo de Scooby Doo e de Tim Tim, porque a temática de desvendar mistérios é a mesma.
Lemony Snicket ( sim, o mesmo nome do autor) é um garoto de quase 13 anos que já começa avisando que durante toda a história só fez perguntas erradas. Ele é um detetive que tem uma tutora muito rabugenta chamada Theodora, talvez o personagem mais chatinho do livro no meio de tantos personagens engraçadíssimos. Ela é tão mala que quando ela não está ao lado de Snicket são as melhores partes desse livro.
Snicket entra no esportivo ( leia-se carro) de sua tutora e vão em busca de sua primeira missão em um lugar que ficava a beira-mar mas não fica mais e chama-se Manchado pelo mar. Contratados pela Sra. Sallis eles tem que achar quem roubou uma estatueta bem feiosa conhecida como Fera Ressonante que lembra um cavalo- marinho assustador.
Na busca pela tal peça, Snicket vai nos divertir com suas perguntas erradas, com suas amizades duvidosas e vai conhecer Moxie uma menina que sonha ser jornalista mas escreve para o jornal que nem existe mais. Mesmo sendo da família que deve ter roubado a tal Fera Ressonante, Moxie vai virar amiga de Snicket para desvendar essa história e juntos vão enfrentar alguns vilões bem estranhos.
Vão descobrir que nada é o que parece e que não podem confiar em ninguém a não ser neles mesmos.
Uma parte que adorei é da biblioteca pública onde Snicket manda recados como se fossem nomes de livros e autores, além de uma forma inteligente e bem-humorada percebemos como uma história que poderia ser infantil tem como agradar e prender mesmo a todas as idades.
O final também é ótimo, a altura do que já vimos do autor e com uma vontadezinha de que também vire filme, o livro é fantástico, uma grata surpresa !
brunabenne 25/04/2013minha estante
Pensei a mesmíssima coisa com relação a lembrar ScoobyDoo e Tintin! Ótima leitura.




Babi 17/01/2013

Quem Poderia Ser A Uma Hora Dessas? http://tintapink.blogspot.com.br
Lemony Snicket é um gênio.

Lemony Snicket é o personagem principal desta história e também autor. A série Só Perguntas Erradas se passa antes dos acontecimentos de Desventuras Em Série e é contado pelo ponto de vista de Lemony que apesar de sua pouca idade já está treinando para se tornar detetive. Sua primeira missão é ajudar sua treinadora S. Theodora Markson num caso de furto o que neste contexto significa roubo (piada interna), então eles viajam até Manchado-pelo-Mar – que é uma cidade à beira mar sem mar – a procura de pistas e acabam encontrando algo muito mais sombrio e terrível do que eles pensavam (ou melhor, do que Lemony pensava, dúvida que Theodora pense racionalmente em alguma coisa) .

O último livro que li do autor foi Por Isso A Gente Acabou (no qual ele usa seu verdadeiro nome, Daniel Handler) e também li alguns volumes da série Desventuras Em Série quando eu era mais nova. Lendo Quem poderia ser a uma hora dessas? me lembrei dos meus tempos de criança (não que eu seja muito velha ou coisa parecida, mas mesmo assim...) quando eu voltava da escola cansada e pegava um livro de detetive/mistério para me acompanhar durantes as tardes tediosas (ah, sim salve mestre Hercule Poirot).

Quando li este livro me senti tão confortável, tão bem. Este é o tipo de livro que enche sua vida por algumas horas e num dia de chuva se torna a imagem da perfeição. Lemony Snicket não decepciona e entretêm o leitor do começo ao fim. Estou ansiosa pelos próximos livros dessa série.

+ RESENHAS: http://tintapink.blogspot.com.br
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Lucianoasantos 03/01/2013

Perguntar para qual faixa etária Lemony Snicket escreveu este livro é uma pergunta errada. Primeiro volume de uma série, "Quem Poderia Ser a Uma Hora Dessas" é o tipo de livro que pode ser lido por qualquer um e boa parte destes leitores vão apreciá-lo. É o tipo de livro que me agrada, me proporciona uma boa leitura sem exigir tanto. Alguns de meus melhores momentos como leitor foram proporcionados por livros assim, e não faz muito tempo…

Acredito que saí na vantagem por ter lido apenas um livro da série de maior sucesso do escritor, "Desventuras em Série", e há bons anos atrás. Li "Hospital Hostil" e, mesmo que um pouco perdido por apanhar o bonde andando e já em alta velocidade, consegui me divertir, assim como me identificar com os personagens e a narrativa de Snicket.

Em "Quem Poderia Ser a Uma Hora Dessas", Snicket é um aprendiz em uma organização misteriosa, que escolhe a pior tutora de uma lista para poder agir mais livremente, sem que ela se dê conta do que ele faz. Apesar de ser um tanto quanto paradoxal, faz sentido em pegar o pior professor da classe se você quer seguir seus próprios caminhos mais livremente: nada como um espertalhão para te barrar o caminho.

Sua tutora, S. Teodora Markson – não pergunte o que significa o S, é um dos mistérios do livro – e sua farta cabeleira rebelde, tem um modo peculiar de agir: em nenhum momento ela questiona o que diz o cliente, e elabora as mais impossíveis teorias para qualquer coisa, além de ter o péssimo hábito de explicar detalhadamente o que diz cada expressão.

Com ela, e sua cabeleira, parte para Manchado-pelo-Mar a bordo de seu esportivo maltratado, até uma enorme mansão. O vilarejo está em plena decadência com a diminuição da produção de tinta, antes maior fonte de renda da região: várias casas estão abandonadas, e um dos poucos comércios é um café automatizado; e são nestes cenários curiosos – entre eles um farol que já foi a sede de um jornal – que Snicket vai ter de desvendar grandes segredos.

Snicket possui um grande talento para compor cenários. Suas locações nunca são corretas - que aqui assume o sentido de certinhas, ou normais - e nos presenteia com uma cidade à beira mar que não tem mais mar por perto, um farol onde funcionava um jornal impresso com tinta de polvo que colocava seus exemplares para secar em uma grande boça; uma enorme mansão tão grande que parece que diversas mansões se juntara; e uma floresta de algas que não morreram quando o mar secou – ou sumiu, ou foi drenado – pelo contrário, cresceram.

Assim como seus personagens. O solícito dono do hotel onde ficam hospedados, Próspero Perdido; Qwerty, o sub-bibliotecário; os irmão Chico e Juca, que dirigem o táxi da família enquanto o pai está doente - e que cobram pela corrida um dica, e não dinheiro - o casal Mitchell, policiais da cidade, que fecham os olhos para as diabruras de seu filho Stew, são personagens adoráveis, estranhamente no lugar certo em uma cidade completamente deslocada do mundo.

Mas não se comparam com Moxie, filha do dono do jornal falido, que vive datilografando em uma máquina de escrever, se preparando para o dia em que trabalhará em um jornal de verdade. É a personagem que mais gostei, e, quando um segundo personagem feminino atrai a atenção do garoto não pude deixar de sentir um pouco de ciúmes por ela, mas o andamento do livro explica tudo.

A narrativa de Snicket me fez lembrar os antigos filmes de espionagens, e o tom de memória que ele assume - inclusive quando diz que o livro não deveria ser lido - só faz aumentar o clima, que é muito bem vindo para a cidade que o autor criou.

O trabalho gráfico da editora Seguinte foi excelente. As letras possuem um bom tamanho e um espaçamento adequado. Você não se cansa de ler e as páginas são consumidas bastante rápido, quase sem que você se aperceba. As ilustrações ajudam a entrar no clima, e estão no lugar certo, o que apesar de óbvio nem sempre é seguido pelas editoras. E o que posso falar da capa? Bastante chamativa, tem um estilo que casou bem com o livro, e ainda por cima é “emborrachada”, quase que não consigo começar a ler, só alisando-a, mas acho que não deveria mencionar isso.

Primeiro volume da série Só Perguntas Erradas, "Quem Poderia Ser a Uma Hora Dessas" não poderia ser um livro melhor. Há mais mistério do que se pode imaginar, o Snicket personagem desde o começo se vê envolvido neles, e a narrativa em primeira pessoa só aumenta o clima. O fato de o leitor pouco saber não estraga a aventura, que, de tão prazerosa, pode ser lida em um dia.

Resenha originalmente publicada aqui: http://www.pontolivro.com/2012/12/quem-poderia-ser-uma-hora-dessas.html
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Mateussf 30/12/2012

O início da carreira de Lemony Snicket
Lemony Snicket voltou com mais uma série de livros situada no universo de Desventuras em Série. Mas em "Quem Poderia Ser A Uma Hora Dessas?", ao invés de órfãos sem lugar para ficar e incendiários fugitivos, o protagonista é o próprio Lemony Snicket, que nos conta como foi sua infância e suas primeiras missões.
Depois de sua formatura, Lemony escolhe a pior tutora da lista, na esperança de poder ir para a cidade grande, e ter tempo livre o suficiente para trabalhar em seus projetos paralelos com uma aliada misteriosa. Porém, ele acaba na miserável cidade de Manchado-Pelo-Mar, onde terá sua primeira missão: roubar uma pequena estatueta no formato de uma criatura mística do folclore da região, a Fera Ressonante, e devolvê-la ao seu legítimo dono. Porém, descobrir quem é o verdadeiro dono é o verdadeiro desafio, pois muitas pessoas estão atrás dessa estatueta, apesar de ela aparentar ser apenas uma quinquilharia sem valor algum.
No caminho, Lemony se aventura em cabines abandonadas, mansões abandonadas, cafeterias abandonadas e bibliotecas semi-abandonadas. Ao longo desses lugares, o protagonista conhece várias pessoas, como irmãos taxistas que fazem viagens por "dicas" (uma tradução do inglês, onde "tip" pode significar tanto gorjeta quanto dica), uma aspirante a jornalista que escreve tudo o que acontece em sua máquina de escrever portátil, um irritante moleque mimado pelos pais e uma misteriosa garota que está em busca do seu pai. Agora, quais delas são amigas e quais são inimigas, o pequeno garoto Snicket terá que descobrir por si próprio.
Essa autobiografia autorizada, que é apenas a primeira de quatro, é ilustrada por Seth Little e apresenta uma outra face do autor do Dossiê Baudelaire e ajuda a entender (ou confundir) um pouco mais os (muitos) mistérios que não foram explicados em Desventuras em Série. Apesar do foco diferente, o estilo de escrita é bem parecido, e a leitura agrada tanto os voluntários que já são fãs do autor quanto os que (ainda) não sabem nada sobre CSC.
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WicCaesar 28/12/2012

Para ter, e só
Por 13 razões L.S./D.H. é um dos meus autores favoritos mas este primeiro volume da nova série foi meio frustrante. Duas vezes.

A ambientação é ótima, as personagens são intrigantes, a trama é envolvente mas não passa de um primeiro ato para os livros seguintes. Se você já leu Desventuras em Série sabe a que me refiro, cada livro é parte de uma história, mas ainda assim todos eles têm começo, meio e fim. Nesta nova série só nos introduziram às personagens e ao ponto principal que é o roubo do monstro marinho. Chegamos ao fim do livro sem nada concreto, e agora terei de esperar não-sei-quantos anos até o continuar do enredo.

Outra coisa que me decepcionou foi a tradução. Foi feita em tempo recorde, no mesmo mês de lançamento do original em inglês, mas o tradutor demonstra total falta de conhecimento da desventurada história de L., das aliterações, CSC etc.

Espero que o restante da série seja elaborado como a história dos órfãos Baudelaire, amargo como o absinto e pungente como uma espada de dois gumes.
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