A Elegância do Ouriço

A Elegância do Ouriço Muriel Barbery




Resenhas - A Elegância do Ouriço


182 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Babi.Dias 16/11/2019

Livro chato e pedante, com um final razoável.
Vanessa.Almeida 27/11/2019minha estante
Concordo. Me indicaram como sendo ótimo, mas achei chato e pedante apenas. Além disso as personagens são extremamente pessimistas e retratam sempre o lado ruim das coisas




Maiara Alves de Souza 15/11/2019

Filosofia em forma de agradável prosa!
Trata-se de um livro com um delicado e envolvente clima filosófico. Uma concièrge, que por trás de sua função humilde em um edifício de luxo em Paris, viaja entre conceitos filosóficos, preconceitos, orgulhos e singelezas. Evitando os ricos moradores, encontra serenidade e respeito em um deles!
Amei o enredo, os personagens e o lugar.
Um livro acolhedor, com várias pitadas filosóficas do cotidiano, que nos ensina a ter um pouco de empatia, humildade e compaixão.
comentários(0)comente



Mariana 09/11/2019

então, uma camélia
A Elegância do Ouriço fala da vida no edifício do número 7 da Rue de Grenelle, em Paris. Neste condomínio de ricos, em que convivem várias personalidades unidas pelo fato comum de terem muito dinheiro, surgem nossas duas narradoras: Renée Michel, de 54 anos, a concierge do prédio, e Paloma Josse, de 12 anos, criança superdotada e moradora do prédio. As duas nos apresentam suas percepções e vidas dentro daquele mundo francês-cartesiano-burguês-safado que se apresenta na Rue de Grenelle.

De cara nas primeiras páginas, uma curiosa contradição nos é posta: a concierge, filha de camponeses, nascida na miséria, é extremamente apaixonada por literatura, se interessa por filosofia, artes, e tudo aquilo que é digno de atenção dentro da cultura erudita formal. Faz análises sobre a luta de classes e enxerga com clareza as hipocrisias dos moradores do prédio, assim como sua incapacidade de ver além de suas próprias crenças narcisistas:

"Como sempre, sou salva pela incapacidade dos seres humanos de acreditar naquilo que explode as molduras de seus pequenos hábitos mentais".

A sra. Michel tenta ao máximo corresponder à crença social associada à sua profissão de governanta/zeladora do prédio. A sua máxima é que sua existência é mais uma das milhões de engrenagens que alimentam a ilusão universal de que a vida tem um sentido.

Já a menininha, a srta. Josse, esta pretende se suicidar no próximo mês de junho. De ar grave e recluso, extremamente debochada, é encantada com a cultura japonesa e crê com todas as forças que sua família extremamente rica é um completo desastre.

"Entre as pessoas com quem minha família convive, todas seguiram o mesmo caminho: uma juventude tentando rentabilizar sua inteligência, espremer como um limão o filão dos estudos e garantir uma posição de elite, e depois uma vida inteira a se indagar com pavor por que essas esperanças desembocaram numa vida tão inútil."

O livro é escrito em primeira pessoa pelas duas, como forma de registro do cotidiano e desabafo. A autora é filósofa e por isso, imagino, o livro é emprenhado de reflexões e críticas. Algumas mais sérias, outras gostosas de se ler por conta do tom de chacota.

"Nesses dias, em que soçobram no altar de nossa natureza profunda todas as crenças românticas, políticas, intelectuais, metafísicas e morais que os anos de instrução e educação tentaram imprimir em nós, a sociedade, campo territorial cruzado por grandes ondas hierárquicas, afunda no nada do Sentido. [...] Nesses dias, precisamos desesperadamente da Arte."

As divagações das personagens percorrem assuntos como a farsa das elites, a gramática, as tradições japonesas, o darwinismo, o consumismo, a falsa intelectualidade, a fenomenologia e as banalidades do dia-a-dia. Além disso, presta sincera homenagem à beleza da arte em meio ao absurdo da vida.

"Refletindo sobre isso, esta noite, com o coração e o estômago em migalhas, pensei que, afinal, talvez seja isso a vida: muito desespero, mas também alguns momentos de beleza em que o tempo não é mais o mesmo."

Narrativa inteligente, debochada, bonita. Foi o meu melhor livro de 2019 até agora (e olha que já estamos em novembro), não necessariamente por sua qualidade técnica/literária, mas porque li no momento em que devia ter lido. Lindo livro.
comentários(0)comente



Renata.Firpo 01/09/2019

Maravilhoso!!!!
Acho que um dos melhores livros que li nos últimos tempos! Quanta sensibilidade, sentimentos e reflexões sobre a vida e seu sentido. Pra mim foi um divisor de águas. Essa leitura causou um profundo impacto sobre mim. Inesquecível!
comentários(0)comente



Cleuzita 15/07/2019

Acabei de ler "A Elegância do Ouriço" e só consigo repetir mentalmente o quanto esse livro é profundo, bem escrito, emocionante. Com certeza já está no grupo dos livros favoritos da minha vida, daqueles que vou recomendar pra todo mundo. S2 S2 S2
comentários(0)comente



Aline 09/06/2019

Excepcional
Avassaladora. Quem lê a sinopse, entende tratar-se de uma história singela, contando as agruras de uma zeladora. Simples assim. Só que a vida não é simples. Personagens maravilhosos, histórias emocionantes. Terminei a última página do livro chorando copiosamente e enxergando a vida e principalmente as pessoas de uma forma totalmente diferente.
comentários(0)comente



ely 08/06/2019

Que grata surpresa. Esse livro te envolve com reflexões deliciosas. Vale a pena ler!
comentários(0)comente



Jalu 12/05/2019

...um sempre no nunca.
comentários(0)comente



Alcione 07/04/2019

Um arraso
A ELEGÂNCIA DO OURIÇO
de Muriel Barbery

No mínimo inusitado,reunir vários personagens com nada em comum ou seria, tudo em comum?

Em primeiro plano temos a zeladora Renée que precisa manter sua aparência pobre/burra/aferrada às massas,quando na real, é culta e bastante esperta.Sua melhor amiga e escudeira que juntas amam rir da ignorância dos outros acerca disso e uma adolescente inteligente por demais e com ideias proprias.

Tem como sair algo daí?Tem!!

Muriel constrói uma trama engraçada,um humor negro e sarcástico numa crítica escancarada aos papéis que assumimos na sociedade.
As máscaras que usamos,as vezes nos escondendo de nós mesmos.

A junção desses personagens com a chegada de um japonês misterioso que vai sacudir as estruturas e misturar os papéis,nos rende boas gargalhadas (como a descarga com música).

Um bairro elegante precisa de uma zeladora meio lenta que vê TV em altos brados,come comida ruim,está sempre resmungando...esse é o papel representado por Renée,que no seu íntimo ama boa música,comida refinada,livros clássicos e cultos.
Mas a chegada de um senhor misterioso já citado,vai tira-la do casulo e mostrar seu verdadeiro eu, como no primeiro momento em que se vêem com uma introdução de um livro famosíssimo que um completa do outro.

Nossa espevitada e sarcástica Renée (amo isso,os inteligentes são sempre sarcásticos hahaha)vai trazer luz e emoções a muitos personagens secundários com seu enorme coração e sua sagacidade.
Falar mais seria spoiler,mas ver Renée circulando de um mundo a outro e derrubando máscaras foi sensacional. Além da adolescente doce que ...

Chega, pessoal ou estrago a graça da história.

Ufa, consegui.

?????

Cinco estrelinhas pro meu queridinho,sem dúvida!!!
??
comentários(0)comente



Isa Talhaferro 18/03/2019

Genialidade ou chatisse?
O livro é narrado em 1ª pessoa por duas personagens (um capítulo cada). Uma delas é Renèe, uma concierge de um prédio de luxo de Paris, uma mulher na meia-idade que é extremamente inteligente, fã de Tolstói, de literatura no geral, na verdade, e de livros também. A outra é uma garota de 12 anos e decidiu se matar quando completar 13, pois julga que a vida não vale a pena e que todos vivem apenas por viver.
No decorrer do livro, ambas apresentam seus pontos de vista sobre diversos assuntos, a Renèe sobre questões mais sociais, e a garota (melhor não escrever o nome dele porque pode ser spoiler), sobre questões mais intimistas. Até que num certo momento surge um novo personagem, que também irá morar no prédio, o sr. Ozu, um japonês bem único e especial (amei esse homem).
O título da minha resenha é porque a garota, em alguns momentos, é um pouco irritante, e me lembrou um pouco o Haiden, de "O apanhador no campo de centeio", que também me irritou um pouco. Porém essa personagem surpreende bastante mais para o final do livro, o me fez criar um carinho especial por ela.
No geral, o livro é incrível, a leitura é super fluída, gostosa e viciante.
Vale muito a pena!
comentários(0)comente



Fabiana.Amorim 02/03/2019

Sempre no nunca
Esse livro foi uma das coisas mais lindas e tocantes que já li na vida.

A arte perfuma nosso espírito infectado pela sujeira da realidade. A vida é uma incerteza, é uma surpresa nem sempre boa. Quando a tristeza e as frustrações diárias se tornam um fardo pesado demais para carregar, tem-se o belo que nos resgata. Essa mão que afaga a alma e enxuga as lágrimas do coração.

A nossa capacidade de se regozijar com a beleza é o nosso bônus por viver.

Um livro desses faz a vida valer a pena. E dou graças por ser sensível ao alumbramento da página bem escrita, da história bem contada, comovente que conforta como um abraço sincero.

Ri, chorei e me emocionei. Este, sim, uma verdadeira obra prima da literatura moderna. Pensei estar diante de um conto de fadas intelectual. Renée como uma Cinderela culta , ainda que oculta aos olhos do mundo que não enxergam a essência de ninguém.

Num quartinho modesto de concierge de um prédio de ricos parisienses, reúnem-se quatro deliciosos e inusitados personagens para um chá da tarde com madeleines. Entre uma troca de lixo e divagações artísticas e filosóficas, passa-se a história.

Enganei-me quanto ao conto de fadas. O fim me apunhalou pelas costas. Senti-me traída em meus desejos. Mas eu deveria ter aprendido que a arte é a emoção sem o desejo. Mas viver é desejar sempre no meio dos nuncas.

O objetivo do artístico se cumpriu.
André Vedder 03/03/2019minha estante
Que bela resenha!


Fabiana.Amorim 03/03/2019minha estante
Ahh obrigada ????


Fabiana.Amorim 03/03/2019minha estante
Ahhh obrigada :-)


Wagner Rezende 10/03/2019minha estante
Terminei a leitura desse livro hoje (10/03/2019) e estou impressionado. Concordo com vc, esse livro foi uma das coisas mais lindas e tocantes que já li na vida. Está entre os meus livros favoritos. Parabéns pela resenha, ficou ótima.


Fabiana.Amorim 11/03/2019minha estante
Muito obrigada ?


Silvia.Alves 19/03/2019minha estante
"Enganei-me quanto ao conto de fadas. O fim me apunhalou pelas costas. Senti-me traída em meus desejos. Mas eu deveria ter aprendido que a arte é a emoção sem o desejo. Mas viver é desejar sempre no meio dos nuncas."
Fabiana, vc descreveu meus sentimentos ao finalizar o livro... Foi exatamente isto. Muito lindo este livro!




Brami 13/02/2019

Ótimo livro
O livro é extremamente dificil de der lido, em especial na primeira metade. Mas vale a pena insistir, pois é uma história linda, que nos faz pensar mto sobre como vivemos e pensamos.
comentários(0)comente



Gisele KazeHime 09/02/2019

Livro da minha vida
Ainda não tenho palavras. E isso quer dizer muita coisa.
comentários(0)comente



Nat 29/01/2019

A Elegância do Ouriço
Sempre ouvi muitos elogios sobre A Elegância do Ouriço e preciso confessar que não me decepcionei! O livro é narrado sob o ponto de vista de dois personagens: Renée, zeladora de um prédio de luxo, com 54 anos, “pobre e feia”, e Paloma, moradora desse prédio, que pretende se suicidar no seu aniversário de 13 anos. Ambas as personagens não se encaixam nos padrões que são esperados para suas classes, o que gera muitas questões filosóficas no livro, mas é uma filosofia bem acessível para leigos como eu. Fiquei triste com o final, foi surpreendente.

site: https://www.youtube.com/c/PilhadeLeituradaNat
comentários(0)comente



Chá 27/12/2018

A obra é dividida em cinco partes: Marx (Preâmbulo); Camélias; Sobre a gramática; Chuva de verão e Paloma. Os capítulos alternam-se de acordo com dois pontos de vistas próximos, uma narradora é a jovem Paloma e a outra a concierge Renée Michel, a zeladora do palacete burguês situado no número 7 da Rue de Grenelle.

A senhora Renée é uma mulher de 54 anos, que se define como "viúva, baixinha, feia, gordinha", caracterizada como o protótipo da concierge rabugenta e insignificante, porém seu amor pela literatura, seus interesses por filmes japoneses, como os de Yasujiro Ozu, seu bom gosto ao apreciar Mozart, suas leituras de pensadores como Marx e Hussel, bem como seu deleite com escritores russos, sobretudo Tolstói...tudo isso a diferencia, mostrando-a como uma verdadeira fortaleza, possuidora de uma elegância do ouriço, profundamente requintada. Ela tem um gato chamado Tolstói e aprecia imensamente a arte, considerando-a como nascente da capacidade de esculpir o campo sensorial.

Já Paloma, uma menina de 12 anos e meio e filha de um casal rico que mora no prédio, encontra-se resoluta em obter um sentido para vida, caso contrário se suicidará em seu aniversário de 13 anos, pondo também fogo na casa, quando ninguém estiver presente.

A mãe de Paloma apresenta-se como uma personagem feliz, que faz terapia há dez anos, utilizando antidepressivos. Seu pai aparenta ser um homem fraco e sua irmã não lhe dá afeto, sendo intensamente impulsiva. A mediocridade e a superficialidade familiar fazem a narradora não encontrar sentido no continuar vivendo. Suas questões são intensas e necessárias, seus questionamentos fazem com que o leitor mergulhe numa autorreflexão.

Outro importante personagem é o japonês Kakuro Ozu, que encontra no refinamento de Renée e na sapiência de Paloma formas de aproximá-las.

Refúgio de determinismo social e do destino biológico, a arte é tudo que escapa a Renée. Condiz também com o que acredita a jovem Paloma, que aprecia o movimento do mundo a fim de trazer algum valor a sua vida. Ambas aproximam-se, pois buscam validação estética para existirem.
Sílvia 27/12/2018minha estante
Esse livro é um dos favoritos da vida




182 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |