A Elegância do Ouriço

A Elegância do Ouriço Muriel Barbery




Resenhas - A Elegância do Ouriço


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Gisele KazeHime 09/02/2019

Livro da minha vida
Ainda não tenho palavras. E isso quer dizer muita coisa.
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Nat 29/01/2019

A Elegância do Ouriço
Sempre ouvi muitos elogios sobre A Elegância do Ouriço e preciso confessar que não me decepcionei! O livro é narrado sob o ponto de vista de dois personagens: Renée, zeladora de um prédio de luxo, com 54 anos, “pobre e feia”, e Paloma, moradora desse prédio, que pretende se suicidar no seu aniversário de 13 anos. Ambas as personagens não se encaixam nos padrões que são esperados para suas classes, o que gera muitas questões filosóficas no livro, mas é uma filosofia bem acessível para leigos como eu. Fiquei triste com o final, foi surpreendente.

site: https://www.youtube.com/c/PilhadeLeituradaNat
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Chá 27/12/2018

A obra é dividida em cinco partes: Marx (Preâmbulo); Camélias; Sobre a gramática; Chuva de verão e Paloma. Os capítulos alternam-se de acordo com dois pontos de vistas próximos, uma narradora é a jovem Paloma e a outra a concierge Renée Michel, a zeladora do palacete burguês situado no número 7 da Rue de Grenelle.

A senhora Renée é uma mulher de 54 anos, que se define como "viúva, baixinha, feia, gordinha", caracterizada como o protótipo da concierge rabugenta e insignificante, porém seu amor pela literatura, seus interesses por filmes japoneses, como os de Yasujiro Ozu, seu bom gosto ao apreciar Mozart, suas leituras de pensadores como Marx e Hussel, bem como seu deleite com escritores russos, sobretudo Tolstói...tudo isso a diferencia, mostrando-a como uma verdadeira fortaleza, possuidora de uma elegância do ouriço, profundamente requintada. Ela tem um gato chamado Tolstói e aprecia imensamente a arte, considerando-a como nascente da capacidade de esculpir o campo sensorial.

Já Paloma, uma menina de 12 anos e meio e filha de um casal rico que mora no prédio, encontra-se resoluta em obter um sentido para vida, caso contrário se suicidará em seu aniversário de 13 anos, pondo também fogo na casa, quando ninguém estiver presente.

A mãe de Paloma apresenta-se como uma personagem feliz, que faz terapia há dez anos, utilizando antidepressivos. Seu pai aparenta ser um homem fraco e sua irmã não lhe dá afeto, sendo intensamente impulsiva. A mediocridade e a superficialidade familiar fazem a narradora não encontrar sentido no continuar vivendo. Suas questões são intensas e necessárias, seus questionamentos fazem com que o leitor mergulhe numa autorreflexão.

Outro importante personagem é o japonês Kakuro Ozu, que encontra no refinamento de Renée e na sapiência de Paloma formas de aproximá-las.

Refúgio de determinismo social e do destino biológico, a arte é tudo que escapa a Renée. Condiz também com o que acredita a jovem Paloma, que aprecia o movimento do mundo a fim de trazer algum valor a sua vida. Ambas aproximam-se, pois buscam validação estética para existirem.
Sílvia 27/12/2018minha estante
Esse livro é um dos favoritos da vida




Moacir 23/12/2018

Discussões interessantes, narrativa fraca
Como narrativa e estilo literário não gostei tanto. Os personagens principais se parecem demais e se confundem. Não gostei do fechamento. Ainda sim vale pela primeira parte muito boa, pelos trechos com discussões filosóficas interessantes e algumas frases e poemas bem bonitos.
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Nínive 19/12/2018

Este livro é um sempre no nunca. É o mínimo que eu posso dizer. Não, é o certo. É o que a Renée merece e o que a Paloma irá buscar. As palavras são difíceis de engolir, tanto pelo vocabulário rebuscado tanto pelas reflexões proporcionadas... mas vale tanto a pena que não poderia deixar de registrar aqui o tamanho do meu apreço por esse livrinho!!!!!!Vale a beleza, vale a arte, vale um pouquinho do mundo japonês, vale o movimento do mundo de Paloma, vale a elegância de Renée, vale a filosofia, vale o amor e vale a busca do sempre. É um livro que (des)constrói, completo de uma palavrinha que amo muito: recomeço. Eu amei muito e já quero comprá-lo para sempre ter por perto essa narrativa linda e criadora do sempre. Para sempre!?
Péricles 19/12/2018minha estante
Que lindo!!!!
Leia outra vez ao longo do semestre, aos poucos, com o andamento de Semiótica. Será uma outra experiência incrível!


Nínive 21/12/2018minha estante
Sim!!! Vou fazer isso. Obrigada pela dica


Cleuzita 29/01/2019minha estante
Estou no começo da leitura desse livro e já consigo perceber o quanto ele traz de ditos e não ditos, das coisas que sabemos e daquelas que fingimos não saber, só pra seguir "viver em paz" ...
Adorei sua resenha, me deixou mais animada a ler :-)




Fendrich 17/12/2018

Até que gostei, mas, honestamente, prefiro o filme inspirado no livro, chamado “O porco espinho”. O livro tem um quê de ensaio, e no começo fica até difícil pensar que os personagens tenham vida prática, tão imersos estão no mundo das ideias. Depois a coisa começa a fluir. Percebe-se que a erudição que Muriel tenta colocar nos personagens é a sua própria. Não é muito “crível” que a adolescente Paloma e a concierge Reneé fossem tão eruditas como Muriel as apresenta. No filme, isso parece atenuado. São bem inteligentes, as duas, sim, mas não as superdotadas do livro. Gosto mais dos diários da Paloma. O filme tem pouco mais de 1h30 e foi tempo suficiente para colocá-lo entre os meus dramas favoritos, ao passo que o livro não consegue o mesmo feito em sua categoria. De toda forma, a história é bem marcante.
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Luiza.Agostineto 27/11/2018

Amei
Maravilhoso e delicado, um incentivo a olhar para o ser humano além das aparências.
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wondanland 04/10/2018

A história melhora na metade
Achei bem difícil de ler e a história só engata do meio pro final, mas o fechar da história fez o livro todo valer o esforço. Acabei me apegando à história.
Gostei das críticas e das reflexões incrustadas no livro.
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Kel Pasianotto 29/07/2018

A elegância do ouriço
O que podemos ver por traz de cada rosto? Não conhecemos realmente como as pessoas são e por que agem de tal forma, o que será que elas escondem que a olho nu não percebemos, o que nós mesmos escondemos da sociedade, tantas coisas maravilhosas e tantos talentos que jamais serram revelados, qual será o motivo? Sempre culpamos a sociedade, essa opressora que não deixa sermos quem somos, mas quem é a sociedade? Ou quem a faz ser como ela é?
A elegância do ouriço é o tipo de texto que nos faz refletir sobre as coisas ao nosso redor, ao movimento do mundo, o porquê de tudo e de todos, como somos, agimos e como as outras pessoas agem. No texto temos duas narrações o que e bem diferente de qualquer outro texto, é até curioso, se falarmos isso para uma pessoa a reação da tal é de indignação, afinal como pode um mesmo texto conter duas narrações, mas sim esse possui, a história contada é sobre duas pessoas com seus pensamentos distintos, uma senhora de uns 54 anos que trabalha como concierge há vinte sete anos, no numero 7 da Rua de Grenell, um belo palacete, onde também mora a nossa segunda narradora, Paloma Josse de apenas 12 anos, as duas são superinteligentes e por seus próprios motivos tentam esconder isso da sociedade, elas tentam não chamar atenção e esconder quem realmente são ,elas criticam e mostram seus pontos de vista através da narrativa, mostram aonde elas vivem e quem elas conhecem, cada uma mostrando o seu lado da mesma história, e a sua própria visão do mundo.
A autora explica o titulo do texto através da narração de Paloma em um pensamento profundo dizendo "...a Elegância do ouriço: Por fora, é crivada de espinhos, uma verdadeira fortaleza, mas tenho a intuição de que dentro é tão simplesmente requintada quanto os ouriços, que são uns bichinhos falsamente indolentes, ferozmente solitários e terrivelmente elegantes"
É incrível quem em alguns momentos podemos nos sintonizar com os livros, e pegar pequenos trechos que condiz os nossos próprios pensamentos:
... Pois existe distração mais nobre, existe mais distraída companhia, existe mais delicioso transe do que a literatura?
...Mas, se tememos o amanhã, é porque não sabemos construir o presente e, quando não sabemos construir o presente, contamos que amanhã saberemos e nos ferramos, porque amanhã acaba sempre por se tornar hoje...
A elegância do ouriço é um livro de reflexão e de ideias, um texto bastante filosófico, com muitas palavras complicadas para aqueles que não estão acostumados com a sua escrita, mas é gostosa a sua leitura, pois nos mostra outras ideias outras opiniões, mostra o mundo através de olhares, mostram os pensamentos e os potenciais das duas personagens, e o quanto elas podem ir além com suas escolhas, mudar o seu destino.
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Lanny 15/07/2018

Incomensurável!
Leitura recém finalizada, ainda sem palavras, pois os sentimentos estão aflorados.
Cômico, irônico e de uma leveza tão sutil, que nos leva a reflexões a cada capítulo.
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Dio-go 10/05/2018

Era esse o livro!
Definitivamente, quando o Milton Nascimento canta sobre um dia frio e um bom lugar pra ler um livro, era sobre esse tipo de livro que ele fala...
Bielski 16/05/2018minha estante
A música é do Djavan! :P


Dio-go 25/05/2018minha estante
Eita!
Obrigado!

Djavan*


Bielski 25/05/2018minha estante
Porém, perfeito apontamento!


Camila.Melo 22/06/2018minha estante
Um livro marcante!




Katya 28/03/2018

A elegância do ouriço
O livro é sensacional. Faz refletir, e q narrativa faz jus ao nome. É muito elegante. Lerei novamente, com certeza.
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Adriana 20/03/2018

Deixou a desejar
Já tinha esse livro encalhado na estante desde 2009.
Resolvi lê-lo só agora, e confesso que fiquei um pouco decepcionada.
O livro não é de todo ruim, mas achei-o chato, cheio de clichês, faz parecer que é muito filosófico, mas achei que as várias referências, na verdade, não se prestam a nada. personagens bem batidos tb. O único que se salva", na minha opinião, é o Kakuro Ozu, "muito japonês"!
Enfim, eu ia dar uma avaliação até mais baixa, mas de todo modo, é um livro "ok"...
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Rai 17/03/2018

Entrou para os favoritos! ?? "A elegância do ouriço" é um livro para quem gosta de pensar. Romance filosófico, narra o cotidiano de um palacete de luxo, em Paris. Cada um dos moradores é alguma figura da alta estirpe e no térreo vive a "concierge", uma espécie de zeladora/porteira. O surpreendente e o poético do enredo é que ela não é o que o pré-conceito espera de uma zeladora. Para início de conversa, o nome do seu gato é Leon. Isso mesmo, em homenagem ao Tolstói.

Ao longo da narrativa há muitas referências literárias e artísticas. A autora, percebe-se logo, tem um pé atrás com a Psicanálise e não perde as oportunidades em criticar a teoria de Freud e seus seguidores. Com uma sagacidade certeira, ela transforma todos os seus capítulos em um manifesto de opinião.

Sua escrita é fluida, irônica, perspicaz. Trata de temas como suicídio infanto-juvenil sob a ótica da própria adolescente. Fala sobre divisão de classes. É caricata até onde o seu estilo permite. E consegue ter um humor leve mesmo com tantos temas densos.

Há elegância, sem dúvidas! Quero ler mais da autora.

#acResenhas #leiamulheres
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José Vitorino 15/02/2018

Elegante, sim.
Como o próprio título sugere, há elegância. E embora calcado na dupla narração em primeira pessoa, artifício que, ora ou outra, busca alcançar uma espécime maior de conjecturas, e com duas personagens que servem, antes, às próprias condenações, há, também, uma ferramenta arisca, uma espécie de duplo alter ego, mesmo que inconsciente, da marroquina Barbiery, que tenta, arbitrariamente, anular as próprias contradições, embora elas emerjam subitamente nalgumas passagens, se apropriando intimamente até do que não a pertença. Entre reflexões mais arrojadas e questionamentos um tanto severos — naturalizados em Renée — e filosofias menores, minimalistas, quase triviais — materializadas na pequena Paloma —, Barbery se apropria tão e somente de si própria para ir e vir no espaço do tempo sem, necessariamente, sequer, sair do próprio lugar comum, oque é um mérito. O texto é um sopro de beleza, embora, no segundo terço, lhe falte um pouco da eloquência que permeia as outras partes, principalmente na figura de Paloma, é de uma leitura suave e apropriadamente contumaz. Me interesso, agora mais, por muito mais de Muriel Barbey.
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