A Elegância do Ouriço

A Elegância do Ouriço Muriel Barbery




Resenhas - A Elegância do Ouriço


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Evelyn Ruani 11/03/2016

"Um sempre no Nunca"
"[...] afinal, talvez seja isso a vida: muito desespero, mas também alguns momentos de beleza".

Eu amo citações, e esse livro foi um banquete real em relação a isso. Marquei tantas páginas com post-it coloridos que nem soube quais citações escolher para esta resenha. Este livro ficou parado na estante da minha casa por no mínimo cinco anos. Eu queria muito lê-lo, mas sempre tinha algum outro que acabava entrando na frente. Por fim, depois de ver duas amigas queridas falando muito bem dele, eu decidi começá-lo e e já no primeiro capítulo fui pega por uma citação estonteante: "Como sempre, sou salva pela incapacidade dos seres humanos de acreditar naquilo que explode as molduras de seus pequenos hábitos mentais". Ela foi proferida pela protagonista da história, Renée Michel que é a concierge (zeladora) de um prédio nobre em Paris. Segundo a própria, ela é "viúva, baixinha, feia, gordinha", tem calos nos pés e em certas manhãs, um bafo de mamute. Sra. Michel não estudou, sempre foi pobre, discreta e insignificante. Ou isso, é o que ela pensa de si mesma.

Essa maravilhosa senhora, na verdade, revela por trás da fachada de concierge ranzinza e sem cultura, uma apaixonada por boa leitura, música clássica e filmes antigos. Esconde esse fato, vamos descobrir muitas páginas depois, para sobreviver a classe da nobreza a qual tem a "grande ilusão universal de que a vida tem um sentido que pode ser facilmente decifrado". E em seu esconderijo particular, lê Tolstoi, ouve Mozart, come chocolate amargo e toma chá. Eu me apaixonei pela Sra Michel na primeira citação que tocou meu coração. Ela tem um gato gordo, apenas uma amiga chamada Manuela e a curiosidade e paixão pela leitura que a faz especial, mas não aos olhos dos moradores do prédio onde ela tão servilmente trabalha há 27 anos.

O livro é dividido em duas pessoas que narram os acontecimentos, a Sra. Michel e Paloma, a encantadora criança de 12 anos que não se encaixa em sua família nobre e decidiu que vai se suicidar no dia do seu aniversário, pois se recusa a seguir o destino que lhe está traçado pela sociedade: casar-se com um homem rico e criar uma família tão vazia quanto a própria. Ela vai narrando em vários "pensamentos profundos" como chama, o dia a dia em sua casa, e o que pensa acerca de vários acontecimentos. É então que se nota a afinidade de pensamentos dela com a Sra. Michel e nos faz esperar ansiosos o dia em que as duas vão se descobrir e dividir suas opiniões e críticas a sociedade alienadora. Não posso deixar de mencionar também a chegada de um novo morador, o Sr. Ozu, sorridente e misterioso e que traz um novo brilho ao romance quando se mostra um profundo conhecedor das pessoas e consegue visualizar suas personalidades apesar das aparências.

É um livro delicioso, uma crítica a sociedade e um convite ao pensamento, mas em tom humorado, filosófico e repleto de belíssimas palavras. Como diz a própria quarta capa, o livro nos leva a refletir que nenhuma vida vivida a fundo deveria evitar: o tempo e a eternidade, a justiça e a beleza, a arte e o amor. O tipo de livro que faz pensar, sonhar, refletir. Que emociona, que faz rir, que faz chorar. O tipo de livro que me encanta.

Não poderia deixar de colocá-lo entre os favoritos e de recomendá-lo a todos aqueles que queiram encontrar "um sempre no nunca". A beleza neste mundo.

site: https://lyani.wordpress.com/2016/03/11/resenha-a-elegancia-do-ourico/


Radija Praia 15/02/2016

Belo, profundo e doído

Há certos livros que exigem uma leitura lenta e que clamam para serem amados e marcantes. Estes tipos de livros são os que comprovam o exame mais difícil de autocontrole. Uma parte de nosso cérebro grita para ir mais rápido, ansiando por mais, porque a leitura é boa demais; enquanto a outra parte, a racional, a conservadora, diz-lhe para abrandar, apreciar e deixar tomar o seu tempo.

"A elegância do ouriço”, da francesa Muriel Barbery, é exatamente esse tipo de livro.

Na narrativa, Muriel nos apresenta uma história rica e complexa, de duas mulheres aparentemente não relacionadas: Renée, uma concierge em um prédio de apartamentos de luxo, que embala sua vida intelectual secretamente na tranquilidade; e Paloma, uma menina precoce de 12 anos de idade, inteligente que tem no peito um grande vazio e prepara seu suicídio, a fim de evitar o tédio da vida adulta.

Ambas as personagens são extraordinárias, e suas histórias desconexas são cativantes e em movimento. Devido as duas variarem em tudo, desde a educação à idade, Barbery obriga nós, leitores, a questionarmos o que é que se encontra abaixo de nossas premissas de classe, do intelecto, do conhecimento e do amor. E através dessas questões tece uma historia bela e cativante, que por mais que em algumas partes nos pareça por vezes arrastadas, não faz com que queiramos parar, até chegarmos ao fim.

“A elegância do ouriço” é um livro de partes lentas, às vezes difíceis, recheado de reflexões filosóficas e observações. E dado a sua construção (alternando narrativa em primeira pessoa e entradas de diário), é suscetível a monólogos longos. Mas isto não é um ponto ruim, pelo contrário, nesse arranjo devagar é que encontramos sua beleza. E pacientemente acabamos por degustar de uma história incomum, que por meio da empatia nos revela a percepção de que, enquanto estamos aqui subsistindo com nossos impasses em nossa pequena esfera de sempre, outros indivíduos estão por aí analisando possivelmente com uma aptidão que nós mesmos não possuímos. E além, também estão a padecer com o desprezo do qual nós mesmos nunca padecemos.

Recomendo muito a leitura. Preparem o coração, o lencinho e os post-it.

@rhadijapraia

site: https://www.instagram.com/p/BBaitKGHalY/?taken-by=rhadijapraia
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Ingrid 11/02/2016

Maravilhoso! Um livro para guardar no cantinho dos favoritos!
Me encantei com a escrita da autora, e fui absolutamente cativada por Renee e Paloma, duas personagens fascinantes. O livro apesar de aparentar uma filosofia pretensiosa, é leve, e delicioso. Posso dizer sem pestanejar, que se tornou um dos melhores livros da vida!

"Há sempre a via da facilidade, embora eu repugne tomá-la. Não tenho filhos, não assisto televisão e não acredito em Deus, e são esses todos os sendeiros que os homens pegam para que a vida lhes seja mais fácil. Os filhos ajudam a diferir a dolorosa tarefa de enfrentar a si mesmo, e depois os netos que se virem. A televisão distrai da extenuante necessidade de construir projetos com base no nada de nossas existências frívolas; embaindo os olhos, ela livra o espírito da grande obra do sentido. Deus, enfim acalma nossos temores de mamíferos e a insuportável perspectiva de que nossos prazeres um dia chegam ao fim. Assim, sem futuro nem descendência, sem pixels para embrutecer a cósmica consciência do absurdo, creio poder dizer que não escolhi a via da facilidade."
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Pandora 09/02/2016

Eu tinha muitas expectativas em relação a este livro, então é natural que ele tenha me decepcionado um pouco. Difícil uma expectativa grande ser plenamente satisfeita. Gostei do início, dinâmico: a apresentação dos personagens, a alternância de pontos de vista entre duas mulheres tão distintas, mas não totalmente diferentes. Depois o livro fica muito filosófico e cansa. Mas o que me incomodou mais que a filosofia maçante de alguns trechos, foi a estereotipagem dos personagens: os ricos fúteis, o oriental sábio, a menina inteligente e introspectiva incompreendida pela família alienada. O trecho em que a suposta garota, tão superdotada, afirma saber o que acontecerá no futuro com seus colegas é tão pretensioso quanto generalista. Apesar das ironias, do humor francês, dos enxertos culturais, há um ranço durante toda a leitura, como se Renée, a zeladora culta que se faz de burra, fosse uma injustiçada; como se ela não tivesse o livre arbítrio de mudar a própria vida. Mas depois você entende o porquê e o livro sofre outra reviravolta, já quase no final. Final, aliás, que não me incomodou. Quero muito ver a versão cinematográfica, porque acredito que este texto funcione melhor no cinema. E no mais, adoro o cinema francês.


augustomw 12/12/2015

Começou como uma antologia filosófica...
... Terminou como uma apologia socialista de terceira categoria.

O livro gira em torno de Renée, a zeladora de um prédio rico em Paris. A pobre consierge sofreu a vida inteira, tem dramas pessoais verdadeiros e é uma intelectual que cita dos filósofos clássicos, passando por Marx e por pensamentos existencialistas. Por outro lado, a autora vê os moradores ricos como um bando fútil, sem personalidade e parasitas sociais dilacerados em sua ignorância e idiotice burguesa. A autora tenta equilibrar com a presença de uma personagem de 12 anos (Paloma Josse) que apesar de 'riquinha' é superdotada, depressiva e com tendências suicidas. Esta dá um tom de reflexões 'profundas' mostrando que mesmo privilegiada, pode ser levada a sério por ser uma representante da 'juventude pensante'. Por fim, como nenhum burguês ocidental presta, a autora inventa um burguês oriental (Kakuro Ozu) como aquele que vai iluminar e trazer o romance a nossa personagem principal, no caso a citada Renée.

O livro possui diversos momentos de citações e oportunidades de reflexão. Seu começo me fez pensar que seria uma espécie de "Mundo de Sofia" mais maturo, mais adulto. Não. Perdeu esta linha e começou a deslanchar um ataque visceral contra a religião, contra os ricos fúteis opressores e seus dramas superficiais.

A profundidade está na concierge que guarda toda a 'sabedoria humana' e que se esconde pois, sei lá, se descobrem que ela é inteligente e erudita ela perde o emprego ou ela será destruída por seus pares humanos como no 'Mito da Caverna' ou qualquer coisa do tipo que não fica muito claro nesta obra. O fato é que sua clássica e rica cultura fica guardada, mostrando a razão do título deste livro.

Sinceramente, valeu a leitura, mas a autora é um produto das vertentes intelectuais da esquerda ultrapassada francesa. Seu viés ideológico não ficou nada 'escondido', demonstrando uma certa falta de 'elegância'.
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petite-luana 24/08/2015

Gostei bastante da leitura, a autora escreve de forma doce e levemente rebuscada, desenvolve bem a narrativa, mas acredito que o final foi um tanto quanto injusto com sua personagem e uma saída muito fácil (e às pressas!), como se a própria autora não soubesse lidar com a felicidade, com o "dar certo", tamanho é seu contagio por um pessimismo quase que rabugento. Gostei das referências ao cinema, ópera e música clássica, assim como as observações filosóficas e os conceitos fenomenológicos, livros cheios de referência como esse costumam me agradar, me fazem retomar ideias já vistas e/ou procurar por ideias que desconhecia, gosto desse contato na literatura, sentir que o livro faz algo mais por mim, algo além. No mais, achei o texto como um todo muito bonito, mas me incomodou o teor tão presunçoso que acompanha o livro em boa parte dele, uma "luta de classes" tão estereotipada e duas personagens encantadoras, mas tão presas em seu ostracismo que perdem a chance de conhecer qualquer mínima situação/pessoa agradável a sua volta (e com isso se tornam presunçosas ou se passam por). Um livro bonito, mas talvez exagerado.

p.s.: Há uma adaptação cinematográfica que é uma graça! Acertaram em cada escolha e acredito que manteve bem a essência do livro; recebeu o nome terrível de "O Porco Espinho", no original "Le Hérisson", filme de 2009 dirigido por Mona Achache.

site: petite-luana.blogspot.com
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fsamanta (@sam_leitora) 09/08/2015

O livro começou bem e foi caindo, caindo. Apresenta idéias e nuances filosóficas interessantes, mas se deixa seduzir pelos esteriótipos mais caricatos do pobre x rico. Personagens extremamente inteligentes, mas que, com o tempo, cansam com seu mimimi adolescente de injustiçados pelo mundo. O final é particularmente decepcionante, uma verdadeira farsa.


Petros 24/07/2015

Fantástico
Um dos melhores livros que li nos últimos anos. O francês Muriel Barbery nos apresenta uma obra fascinante, envolvente e comovente. Como não se apaixonar pela Renée? Como não se encantar com a menina Paloma? É um romance que muda a forma da gente olhar para o mundo. Imperdível. Simplesmente imperdível.


TMLQA 04/06/2015

SKOOB3RS
Renée Michel não é o que aparenta ser. Para os ricos moradores da Rue de Grenelle, n° 7, a zeladora que está lá há três anos é uma boa mulher, o estereótipo da zeladora de um prédio: não há nada de marcante em sua aparência e ela pode ser ao mesmo tempo útil e rude. Mas, por trás dessa imagem, Renée, de 54 anos, esconde alguns hábitos surpreendentes. Nos fundos de seu quarto, ela se permite alimentar a paixão pela literatura russa (seu gato se chama Leo, em homenagem ao autor de Anna Karenina), pelo cinema japonês e pela pintura holandesa, além de refletir sobre a natureza da fenomenologia. Ela é fascinada por aqueles momentos de pura graça, quando tudo está em equilíbrio perfeito e frágil.
Paloma Josse também se esconde. Ela tem 12 anos e vive com os pais num dos elegantes apartamentos do prédio. Criança incrivelmente talentosa e rebelde, ela planeja se matar e queimar a família no seu aniversário de 13 anos. Com inteligência e humor, Paloma registra metodicamente suas reflexões mais profundas num diário, enquanto tenta descobrir o segredo do "movimento imóvel". Para Paloma, a vida adulta é um aquário, um lugar vazio e absurdo onde reina a falsidade.
O restante do prédio é habitado por moradores burgueses de mentalidade estreita, cheios de preconceitos. A chegada de um rico, sofisticado e refinado viúvo japonês, contudo, vai abalar esse mundo de aparências enganadoras. Alternando os pontos de vista das duas protagonistas, o romance é uma jornada filosófica, uma reflexão sobre o sentido da vida que oferece ao leitor várias e inesperadas sensações. Escrito com um estilo vívido e elegante, ele nos conduz animadamente a um mundo rico, sutil e engraçado.
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Elisangela.Afra 22/04/2015

A Elegância do Ouriço
A Elegância do Ouriço
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Lys Coimbra 06/04/2015

"A elegância do ouriço" me surpreendeu por superar, muito!, as minhas expectativas.
Eu já sabia que se tratava de um romance filosófico acerca de uma mulher que dissimula a própria cultura e a própria inteligência, mas não esperava que a abordagem dos temas fluísse de forma tão natural e tão intensa e profunda.
Me encantei com Renée, a concierge de um prédio de luxo de Paris, que se esconde, assumindo uma máscara de mediocridade que os milionários do prédio onde trabalha acreditam ser a essência de todos aqueles que exercem funções braçais.
Renée tem noção do seu lugar na sociedade, da própria falta de beleza e da estupidez daqueles que a julgam como uma idiota e se acham muito espertos.
Mas tudo muda quando Paloma, uma menina superdotada e muito sensível, e Kakuro, um japonês bilhardário que se muda para o edifício, a enxergam como ela realmente é: uma pessoa culta, refinada e perspicaz. A partir dessas descobertas, Renée se permite ser quem realmente é, embora receosa das consequências.
Paloma, embora muito jovem, conseguiu descortinar a carapaça de austeridade com a qual Renée se escondia e que, subconscientemente, se defendia do mundo. E essa descoberta também mudou a sua vida e o rumo que ela havia escolhido dar ao próprio destino.
Ela enxergou que a concierge era mais complexa do que aparentava ser e disse a Kakuro que ela "tem a elegância do ouriço: por fora, é crivada de espinhos, uma verdadeira fortaleza, mas tenho a intuição de que por dentro é tão simplesmente requintada quanto os ouriços, que são uns bichinhos falsamente indolentes, ferozmente solitários e terrivelmente elegantes".
Neste contexto, as divagações filosóficas são simplesmente sensacionais, extasiantes.
Super recomendo!
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Bea(triz) 01/04/2015

A Elegância do Ouriço - Muriel Barbery
A Elegância do Ouriço nos conta a história de uma concierge de um chique hotel na Rue de Grenelle. Renée, por ser uma mera concierge, é vista pelos moradores como uma mulher burra, sem muita cultura e até mesmo ignorante. Ela por sua vez, ao nos fazer entrar em sua cabeça através de seus maravilhosos pensamentos, nos mostra que eles não poderiam estar mais que errados. Paralelamente, a história também nos traz a vida de Paloma, uma pequena inquilina desse mesmo hotel que está decidida a se matar. Acredite, isso é tudo o que você precisa saber para pegar esse livro para ler.

Não é um livro de muita ação, não é de corre corre ou de acontecimentos marcantes a todo o instante. Porque nessa belíssima obra, Muriel Barbery, nos conta nada mais e nada menos que o cotidiano de uma senhora concierge. Mas mesmo assim, me prendeu por completo em sua história pela bela desenvoltura.

Cheio de pensamentos profundos e filosóficos, A Elegância do Ouriço é o tipo de livro para pegar e ler calmamente, absorvendo cada palavra. Cheia de referências, essa incrível obra, nos faz conhecer um novo universo, tanto da literatura, quanto cinematográfico etc, nos apresentando a muita coisa boa, ou, até mesmo, nos fazendo relembrá-las.

Mas se é tão bom, por que marquei apenas com 3 estrelas? Bom, é um livro incrível sim, que me marcou por ser a primeira obra literária de romance que me prendeu e coisa e tal, por outro lado esse também é um fator negativo. Achei o romance um tanto quanto forçado e momentâneo (talvez seja porque eu não acredite em amor à primeira vista), e a narrativa um tanto quanto repetitiva. Renée quer porque quer que sua fama de burra ignorante permaneça, aliás, ela é uma mera concierge (nada contra concierges, esse é apenas o ponto de vista da própria hahahahahah). E a todo momento ela fica se lembrando "Não, eu tenho que ficar calada", "Não, é melhor eu ficar quieta porque ele pode descobrir que eu não sou tão burra assim", "Não, eu sou só uma concierge, ninguém pode saber que eu sou inteligente" e isso acabou pegando no pé.

Mas resenhar um livro como esse é muito complicado, você não pode dizer apenas em palavras as emoções transparecidas no decorrer da leitura. Só o que eu tenho a dizer é que é uma obra prima e merece ser lida por todos. Por isso, este livro está mais que recomendado.
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Cássia Pires 19/02/2015

Poderia ter sido um grande livro
O meu conhecimento sobre Mario Quintana sempre se limitou a poemas avulsos. Lia um, encontrava outro, sabia mais um de cor. Essa foi a primeira vez que li um livro seu do começo ao fim e tive uma sensação de "passou e nem senti". Reconheci alguns poemas, mas os demais não me tocaram. Talvez tenha sido a seleção, talvez tenha sido o meu momento. De qualquer forma, continuo gostando do Mario Quintana e sua imensa delicadeza.


Tammy 19/02/2015

Sensível!
A Elegância do Ouriço é um livro muito sensível e seu título não poderia ser outro.

Por meio de uma história aparentemente simples sobre a vida de uma jovem moradora e da zeladora de um prédio chique francês, personagens que narram o livro em capítulos alternados, o leitor é levado a questionamentos filosóficos profundos.

Os desdobramentos da história são muito bacanas, e despertam reações como risos e emoções. Porém, no final de alguns capítulos, a reflexão é inevitável.

Livro leve e muito inteligente, que trata de temas universais e tem escrita certeira para cativar muitas (e diversos tipos de) pessoas.


Suiany 19/02/2015

Um livro apaixonante. Extremamente simples, mas cheio de profundidade e filosofia.

A Elegância do Ouriço conta a história de Renée, uma zeladora auto-ditada e fechada que faz questão de ser “apenas” uma concierge irritada aos olhos dos moradores do número 7 da Rue de Grenelle, esse prédio residencial parisiense no qual trabalha e reside. No fundo, Renée é grande amante de literatura – principalmente russa, estudiosa das artes e da filosofia… Mas só compartilha seu verdadeiro “eu” com Manuela, sua única amiga que trabalha como doméstica no mesmo endereço e pouco entende de sua grande sabedoria.

Alternadamente, o livro nos apresenta à Paloma, essa espirituosa jovem-idosa de 12 anos que retrata em seus escritos intitulados “Pensamentos Profundos” e “Diário do movimento do mundo” suas ideias mais profundas com ninguém compartilhadas. Aquelas que ela deseja registrar antes de seu suicídio, dali alguns meses, em seu aniversário de 13 anos.

A princípio, nossas personagens têm em comum somente o endereço. Entretanto, após a chegada de um novo morador, o japonês Sr. Ozu, elas perceberão uma na outra algo muito precioso que mudará seus relacionamentos e a forma como enxergam o mundo.

Uma leitura muito gostosa e linda, em todos os sentidos. Tanto na escrita como nos pensamentos, Muriel nos apresenta uma fala filosófica e cheia de significações, mas extremante simples e acessível a todos. A impressão que temos é que lemos aquilo que conseguimos captar, e que cada um terá diferentes interpretações acerca dos acontecimentos.

Para mim, esse livro foi muito tocante. Identifiquei-me muito com ambas as personagens, me vi em diferentes situações e em diferentes idades mentais e biológicas. Apreciei a ironia da mulher de 54 anos chorar no ombro da menina de 12, enquanto essa aprende com aquela que a vida é mais do que podemos prever, e que vale a pena viver para ver o que virá.

Termino esse livro com muito amor no coração e desejo de releitura.

site: divinaleitura.wordpress.com
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