A Elegância do Ouriço

A Elegância do Ouriço Muriel Barbery




Resenhas - A Elegância do Ouriço


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Mateus 25/01/2015

Impecável.
A experiência de ler "A elegância do ouriço" foi pra dizer o mínimo enriquecedora. Você de cara se impressiona com a postura e linha de pensamento de uma das protagonistas e se identifica com a sinceridade ácida da outra (afinal, todos pensamos coisas maldosas, só que somos calados pela nossa covardia).

O livro dá ao leitor epifanias sobre que lugar ocupamos no mundo e quanta preocupação realmente devemos dedicar aos nossos problemas, dando às mentes mais abertas um senso mais aguçado frente às pessoas boas e ruins e ao mesmo tempo uma paciência maior para lidar com meros desfavores cotidianos e também com verdadeiras intempéries.

As histórias contadas no livro (que eventualmente viram uma só) são tocantes e humanas e dão um valioso banho na alma.
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Lud 10/01/2015

Livro foda! Não sei nem o que dizer...tinha assistido o filme, mas já não lembrava dos detalhes da história...e os pensamentos das duas personagens é muito interessante...quando embalou a leitura, lá pela metade do livro, não consegui mais parar até terminar. É um belíssimo livro. Muita citação de obras, livros, música, arte em geral. Gostei muito.
Mona 02/03/2015minha estante
Não sabia que tinha filme!


Lud 04/08/2015minha estante
O filme é francês e se chama "L´hérisson", de 2009.




Vanda Books 10/12/2014

A Elegância do Ouriço de Muriel Barbery
Uma concierge isolada durante vinte e sete anos dentro de um edíficio parisiense e uma garota de doze anos prestes a fazer aniversário mudaram minha vida duas vezes. Na primeira, assistindo ao filme Le Hèrrison, quando não fazia ideia de que era uma adaptação da obra de Muriel Barbery e na segunda, ao ler a obra, com muitos detalhes que não apareceram no filme e, no entanto, enriqueceram mais ainda minha relação com essas duas personagens apaixonantes.

Nada me faz mais feliz do que imaginar que sim, um ser humano tão jovem pode começar a refletir aspectos da vida que, teoricamente, ele nem deveria supor que existam. Li algumas críticas negativas sobre A Elegância do Ouriço (Companhia das Letras, 2008) relatando que seria praticamente impossível uma menina tão jovem pensar a respeito da morte, da diferença de classes, da ignorância e de tantas outras facetas da vida.

Eu, que aos trezes anos já era uma "filósofa em constituição", digo que sim, é possível e digo mais. Para tal posicionamento diante da vida é preciso uma única qualidade seja qual for a idade que se tenha: sensibilidade. Paloma Josse usa de sua sensibilidade a favor da inteligência e olha ao redor com a profundidade que muitos, avançados em idade e alienação, tantas vezes não têm. Critica tanto sua família como a humanidade como um todo, reavalia as atitudes dos adultos como acha que eles mesmos deveriam reavaliar, escreve nos diários aquilo que não tem voz para dizer e aprende consigo mesma a não ser tão cruel e intolerante diante daquilo que não pode mudar.

Por outro lado, nossa concierge Renée, que tanto relutou contra sua própria natureza culta, que tanto se rebaixou diante das diferenças sociais, que tanto abdicou de suas próprias possibilidades por achar que elas nem mesmo existiam, começa a entender que a vida é maior que todas as convenções e encontra na amizade de Paloma e de Kakuro os primeiros sinais de acolhimento e reconhecimento. Dentro da literatura, arte, cinema e filosofia havia consolo e companhia e, durante anos, foi tudo o que ela teve como alimento e distração, mas ao voltar a se relacionar com o mundo do outro, Renée volta a se sentir no próprio mundo.

A Elegância do Ouriço é uma obra difícil, a narrativa é muitas vezes complicada, necessita atenção e talvez até um dicionário. Mas se você tiver paciência ou talvez, a tal da sensibilidade, vai provar de uma história incomum e vai notar que, enquanto vivemos nossos problemas no nosso mundinho de sempre, outras pessoas estão por aí refletindo talvez com uma capacidade que nós mesmos não tenhamos e outras podem sofrer com a indiferença que nós mesmos nunca sofremos. Portanto, se você não puder se colocar no lugar do outro essa menina de doze e essa mulher de cinquenta e quatro não farão a menor diferença na sua vida.


site: http://vandabooksetreasures.blogspot.com.br/2014/12/resenha-elegancia-do-ourico-de-muriel.html
Bruna Botelho Jacob 10/03/2015minha estante
Li o livro e você mencionou uma regra básica diante de um romance: colocar-se no lugar dos personagens, pois isso faz toda a diferença. Eu me coloco diante de um livro para adentrar um mundo que não é o meu e, portanto, não consigo avaliá-lo tecnicamente, apenas me sinto satisfeita quando um livro me leva a fazer reflexões mais demoradas do que o mero desenrolar do enredo ;)


Douglas.Valentin 14/04/2015minha estante
Estou lendo, mesmo sendo uma leitura exigida na faculdade ainda me sinto muito satisfeito de ter conhecido esse livro, me identifiquei muito com a garotinha que aos seus 12 anos já se questiona do sentido da vida e percebe a fugacidade que é a nossa existência, espero conseguir o exemplar original logo. ;)




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Deyse 26/09/2014

Pensei que fosse achar o livro super chato, mas ele chegou a ser engraçado, várias vezes. Pecou muito no excesso de explicações sociológicas e filosóficas e nesse ponto, realmente, minhas impressões se confirmaram. Mas eu esperava muito menos do que recebi e, talvez por isso, tenha achado um bom livro.
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Marcinha 13/09/2014

Respire a França
O humor desse livro é típico de filme francês, se você gosta, vai gostar do livro também. Esse é um dos meus preferidos. Ouvi dizer que tem um filme dele mas nunca achei pra assistir. O livro é tocante, com uma pitada humor negro. Não tem como descrever. É um livro pra poucos.
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Renata 04/08/2014

Como livro: ruim.
Como sonífero: ótimo.
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Má Contato 05/07/2014

Resenha do blog www.minhaalmapedelivros.blogspot.com
Um livro totalmente original, narrado por duas personagens: Renné (a concierge de meia-idade de um edifício de famílias ricas de Paris) e Paloma (uma garota de 12 anos que mora em um dos apartamentos deste edifício). Na primeira parte do livro, passamos a conhecer a história dessas duas personagens e a decisão de Paloma de cometer suicídio no dia de seu próximo aniversário. O motivo? Paloma é uma garota extremamente inteligente que não se encaixa no mundo atual, com tanta desigualdade e preconceitos. Durante a história, acompanhamos a busca da garota por um motivo que a faça acreditar na vida e desistir do suicídio.

Renné é a zeladora super culta, que lê Toltoi e se faz de ignorante pois acredita que este é o único meio de conseguir viver em paz, excluída em seu pequeno apartamento, uma vez que este é o perfil que as pessoas esperam de uma concierge. É viúva e só possui uma amiga, Manuela, uma das empregadas de um dos apartamentos. Vamos conhecendo, aos poucos, os pensamentos dessas duas personagens principais e sua solidão, pois ambas vivem escondidas em seu pequeno mundo particular... Até que surge um novo morador deste prédio: o Sr. Kakuro Ozu. Apesar de muito rico e inteligente, Kakuro consegue encontrar a personalidade verdadeira, a essência de cada uma delas, de modo que faz com que as duas se encontrem a passem a ter uma bela amizade. O Sr. Kakuro também se interessa por Renné, que não consegue acreditar que algum dia de sua vida poderia se relacionar com alguém de tão alto nível. Depois que esses três personagens passam a se relacionar, a mudança na vida de cada um deles é totalmente visível.

O livro é muito filosófico, inclusive em algumas partes cansativo por conta disso, mas a história por trás das filosofias de cada personagem é muito interessante. Não acredito que seja um livro fácil de agradar, pois não possui nenhum clímax. Mas nos ensina muito sobre a realidade da sociedade de Paris (não muito diferente do resto do mundo) e sobre filosofia de vida.
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Maria Ferreira / @impressoesdemaria 15/06/2014

A elegância da profundidade
Este livro é narrado em primeira pessoa por Renée, a zeladora de um condomínio de luxo localizado no número 7 da Rue de Grenelle, em Paris.

Alternadamente, também temos uma narração em primeira pessoa feita por Paloma, uma garota de doze anos, dona de uma inteligência muito aguçada e surpreendentemente critica. Ela faz parte de uma das famílias que moram nesse condomínio, mas vive infeliz porque não se identifica com o modo de viver de seus familiares. Então, toma uma decisão: no seu aniversário de treze anos, vai se suicidar e colocar fogo no apartamento em que mora, afim de dar um susto em seus pais. Enquanto seu aniversário não chega, ela vai escrevendo pensamentos profundos para ver se encontra algum motivo para continuar vivendo.^

Voltando a Renée, ela é uma zeladora muito culta, que lê Marx e que tem consciência de sua condição social, mas não deixa que isso transpareça para os moradores do condomínio, porque sabe que isso os incomodaria. Ela leva sua farsa adiante, até que um dia, o condomínio recebe um novo morador, o senhor Ozu. Ele é um japonês que tem dois gatos e a partir de sua chegada, as coisas começam a mudar para Renée.

"A Elegância do Ouriço" foi publicado em 2006 e rapidamente se tornou um dos grandes nomes da literatura contemporânea. E com razão! É um grande romance filosófico, desses que nos fazem refletir sobre nossa atuação na vida das pessoas, na sociedade, sobre nossa relação com o tempo, a justiça, a beleza, a arte e principalmente, com o amor.

Eu o peguei na biblioteca, mas é um dos poucos livros que eu faço questão de ter. E não só ter, mas também quero dá-lo de presente para alguns amigos em especial, porque é tão lindo, tão profundo... e eu gostaria que eles sentissem o mesmo que eu.

site: http://www.minhassimpressoes.blogspot.com.br/2014/06/resenha-elegancia-do-ourico.html
Renata CCS 07/07/2014minha estante
Já li diversas resenhas sobre este livro, e são sempre muito positivas. A sua resenha só veio confirmar que devo colocá-lo no topo da lista de futuras aquisições!




Joice (Jojo) 10/05/2014

Acho difícil escrever uma resenha, por mais despretensiosa que seja, de um livro já tão bem qualificado e tão repetidas vezes elogiado. O que pode ser dito, quais as qualidades de "A elegância do ouriço" que já não foram aclamadas? Então, se ainda assim estou aqui fazendo esse breve registro, acredito que isso só demonstra a força dessa obra da marroquina Muriel Barbery.

A narrativa foca em duas personagens: Renée e Paloma, a primeira uma concierge de 54 anos e a segunda uma menina de família rica de 12 anos que mora no mesmo prédio onde Renée trabalha. As duas têm muito em comum: tentam esconder aquilo que realmente são e possuem um dom único de filosofar sobre as pessoas e as coisas ao seu redor. Se Renée passa os dias escondendo ser uma mulher culta, se regozijando de cultura, da companhia de Manuela - uma doméstica (uma rainha sem palácio, na opinião de Renée), Paloma tenta descobrir uma razão para viver. A narrativa das duas é deslumbrante.

O mundo das duas personagens muda quando Kakuro Ozu, um viúvo, muda-se para o prédio. Ele logo percebe as diferentes nuances de Renée e Paloma e as convida a abraçarem quem realmente são.

O livro é uma verdadeira poesia, com personagens simplesmente maravilhosos. Certamente é uma obra que lerei outras vezes, pois possui aquela característica singular de ter nuances que não podem ser absorvidas de uma só vez, além de uma mensagem de esperança que deve ser compartilhada:

"(...) por você, de agora em diante perseguirei os sempre no nunca. A beleza neste mundo".

Recomendadíssimo!
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Rosa Santana 22/09/2011minha estante
Ei, Silvana, com que graça e elegância vc vem à minha página para falar da minha resenha, hein??! Agora já sei: foi inspirada em vc que Muriel escreveu o livro ora comentado!!


Rosa Santana 23/09/2011minha estante
Sivana, eu não faço resenhas para quem vai ler o livro e nem para quem está lendo. Faço-as para mim, para, daqui a um tempo, voltar a elas, relê-las... E não vou à página de ninguém para buscar o que escrevem sobre o que pretendo ler.
Ademais, deixar de ler um livro por lhe saber o final, na minha concepção, é uma atitude do leitor imaturo. Muito mais do que conhecer a história, gosto de desmotá-la, de perceber como o autor estruturou sua narrativa, como trabalhou juntando forma e conteúdo, quais foram os meandros que possibilitaram aquele final...
Deve ser esse o motivo da minha 'falta de noção'...


Rosa Santana 23/09/2011minha estante
Silvana, quando postei o comentário abaixo pensei em lhe falar sobre "Estudo nos EUA mostra que spoilers não estragam livros ou filmes", mas como ouvi na rádio e não tinha o link, não quis dar uma notícia sem citar a fonte. Agora, ei-la: http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/reuters
/2011/08/12/estudo-nos-eua-mostra-que-spoilers-nao-estragam-livros-ou-filmes.jhtm

Estou aqui pensando: talvez eu não seja tão 'sem noção' assim, não é?


Fendrich 15/10/2016minha estante
Rosa, assista "O porco espinho", livro inspirado no filme. Ali me parece que os personagens são mais "críveis" na sua erudição do que no livro.




Valério 24/03/2014

A elegância do livro
Só não posso afirmar que é o melhor livro que li este ano, porque li "Os miseráveis", de Victor Hugo, também este ano.
O livro é um romance filosófico, com frases de tirar o fôlego. Maravilhoso.
Trata-se de uma governanta de um prédio de alto luxo em Paris, muito inteligente mas que pretende manter para os seus patrões a aparência de uma pessoa humilde e desprovida de maiores dotes intelectuais. Em suma, se faz de burra, que é como acha que devem ser as governantas.
Mas, no meio da futilidade dos moradores do prédio, há ainda uma garota de 12 anos que se destaca dos demais pela mesma sensibilidade.
Por fim, completando a tríade dos protagonistas, muda-se um senhor japonês que sacode a estrutura do condomínio.
Especialmente, mas não exclusivamente, para quem já leu e gosta de Tolstói (há várias referências a sua obra, principalmente a Anna Karenina), como eu, "A elegância do ouriço" é imperdível.
Daqueles livros que, ao terminar de ler, tenho vontade de encontrar o autor(a) apenas para lhe agradecer o prazer que me proporcionou.
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Adriana 17/03/2014

Cabeça
Livro cabeça, para poucos, mas esses poucos vão adorar!
Embora a leitura seja cansativa, no sentido de citações a na maneira como é narrado, digo que le-lo foi um prazer.
Os pensamentos profundos são uma delicia....
A delicadeza do Sr. Kakuro é perfeita
Só não gostei do final, mesmo sendo perfeito.
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GabiC 12/03/2014

Um livro muito leve com um final inesperado e muito significativo, a elegância do ouriço constrói a psicologia dos personagens em um local muito limitado: um prédio de classe alta com diferentes moradores das mais variadas identidades. Com o passar do tempo você estará envolvido com histórias únicas que vão se entrelaçando e sendo desvendadas, com duas personagens principais ao mesmo tempo tão diferentes e tão iguais: Reneé, a zeladora que esconde seus gostos refinados e Paloma, a menina de família rica que se desafia a descobrir o sentido da vida ou cometerá suicídio. Com muita filosofia e momentos de reflexão, é um livro que vale a pena ser lido e apreciado.
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