A elegância do ouriço

A elegância do ouriço Muriel Barbery




Resenhas - A Elegância do Ouriço


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Jordanah 17/01/2020

Muito mais que arte pela arte
O livro a princípio pode ser subestimadamente visto como arte pela arte - ele descreve pinturas, filmes, músicas... Ele discute filosofia e propõe que desfrutemos as belezas da vida. Vida essa que, por mais sem sentido que pareça, está repleta de momentos lindos e únicos.
Desde que comecei a ler o meu universo expandiu, e isso é muito mais que arte pela arte. Produziu em mim catarse, uma vontade de viver e de chorar e de rir e de ser...
Com certeza um dos melhores livros que já li na vida.
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Nathália 15/12/2019

Que livro!
A princípio, não imaginei que A elegância do ouriço fosse me prender. E muito menos pensei que fosse encontrar o que encontrei: grandes reflexões sobre a vida, algumas lições de filosofia e, é claro, muita referência literária.

Em alguns momentos ele pode parecer difícil, principalmente pra quem sabe pouco de filosofia (meu caso), até confuso. A personagem Paloma às vezes se mostra bem chata, o que é plausível, visto que é uma adolescente de 12 anos.

Mas nada disso tira o valor dessa história recheada de boas sugestões de livros, músicas, filmes e obras artísticas. Ouso dizer que esse livro é, de certa maneira, uma espécie de homenagem à Arte (como diz Reneé).

Por fim, a leitura é bastante fluida, capítulos curtos... É possível terminá-lo rapidamente. E o final é devastador, e surpreendente! Recomendo!
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Raquel.Lemos 14/12/2019

Livro tocante...
Se tornou um dos meus livros favoritos... pura filosofia que cativa e nos prende. Eu amei demais!
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Babi.Dias 16/11/2019

Livro chato e pedante, com um final razoável.


Maiara Alves de Souza 15/11/2019

Filosofia em forma de agradável prosa!
Trata-se de um livro com um delicado e envolvente clima filosófico. Uma concièrge, que por trás de sua função humilde em um edifício de luxo em Paris, viaja entre conceitos filosóficos, preconceitos, orgulhos e singelezas. Evitando os ricos moradores, encontra serenidade e respeito em um deles!
Amei o enredo, os personagens e o lugar.
Um livro acolhedor, com várias pitadas filosóficas do cotidiano, que nos ensina a ter um pouco de empatia, humildade e compaixão.
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Mariana 09/11/2019

então, uma camélia
A Elegância do Ouriço fala da vida no edifício do número 7 da Rue de Grenelle, em Paris. Neste condomínio de ricos, em que convivem várias personalidades unidas pelo fato comum de terem muito dinheiro, surgem nossas duas narradoras: Renée Michel, de 54 anos, a concierge do prédio, e Paloma Josse, de 12 anos, criança superdotada e moradora do prédio. As duas nos apresentam suas percepções e vidas dentro daquele mundo francês-cartesiano-burguês-safado que se apresenta na Rue de Grenelle.

De cara nas primeiras páginas, uma curiosa contradição nos é posta: a concierge, filha de camponeses, nascida na miséria, é extremamente apaixonada por literatura, se interessa por filosofia, artes, e tudo aquilo que é digno de atenção dentro da cultura erudita formal. Faz análises sobre a luta de classes e enxerga com clareza as hipocrisias dos moradores do prédio, assim como sua incapacidade de ver além de suas próprias crenças narcisistas:

"Como sempre, sou salva pela incapacidade dos seres humanos de acreditar naquilo que explode as molduras de seus pequenos hábitos mentais".

A sra. Michel tenta ao máximo corresponder à crença social associada à sua profissão de governanta/zeladora do prédio. A sua máxima é que sua existência é mais uma das milhões de engrenagens que alimentam a ilusão universal de que a vida tem um sentido.

Já a menininha, a srta. Josse, esta pretende se suicidar no próximo mês de junho. De ar grave e recluso, extremamente debochada, é encantada com a cultura japonesa e crê com todas as forças que sua família extremamente rica é um completo desastre.

"Entre as pessoas com quem minha família convive, todas seguiram o mesmo caminho: uma juventude tentando rentabilizar sua inteligência, espremer como um limão o filão dos estudos e garantir uma posição de elite, e depois uma vida inteira a se indagar com pavor por que essas esperanças desembocaram numa vida tão inútil."

O livro é escrito em primeira pessoa pelas duas, como forma de registro do cotidiano e desabafo. A autora é filósofa e por isso, imagino, o livro é emprenhado de reflexões e críticas. Algumas mais sérias, outras gostosas de se ler por conta do tom de chacota.

"Nesses dias, em que soçobram no altar de nossa natureza profunda todas as crenças românticas, políticas, intelectuais, metafísicas e morais que os anos de instrução e educação tentaram imprimir em nós, a sociedade, campo territorial cruzado por grandes ondas hierárquicas, afunda no nada do Sentido. [...] Nesses dias, precisamos desesperadamente da Arte."

As divagações das personagens percorrem assuntos como a farsa das elites, a gramática, as tradições japonesas, o darwinismo, o consumismo, a falsa intelectualidade, a fenomenologia e as banalidades do dia-a-dia. Além disso, presta sincera homenagem à beleza da arte em meio ao absurdo da vida.

"Refletindo sobre isso, esta noite, com o coração e o estômago em migalhas, pensei que, afinal, talvez seja isso a vida: muito desespero, mas também alguns momentos de beleza em que o tempo não é mais o mesmo."

Narrativa inteligente, debochada, bonita. Foi o meu melhor livro de 2019 até agora (e olha que já estamos em novembro), não necessariamente por sua qualidade técnica/literária, mas porque li no momento em que devia ter lido. Lindo livro.
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Renata.Firpo 01/09/2019

Maravilhoso!!!!
Acho que um dos melhores livros que li nos últimos tempos! Quanta sensibilidade, sentimentos e reflexões sobre a vida e seu sentido. Pra mim foi um divisor de águas. Essa leitura causou um profundo impacto sobre mim. Inesquecível!
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Cleuzita 15/07/2019

Acabei de ler "A Elegância do Ouriço" e só consigo repetir mentalmente o quanto esse livro é profundo, bem escrito, emocionante. Com certeza já está no grupo dos livros favoritos da minha vida, daqueles que vou recomendar pra todo mundo. S2 S2 S2
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Aline 09/06/2019

Excepcional
Avassaladora. Quem lê a sinopse, entende tratar-se de uma história singela, contando as agruras de uma zeladora. Simples assim. Só que a vida não é simples. Personagens maravilhosos, histórias emocionantes. Terminei a última página do livro chorando copiosamente e enxergando a vida e principalmente as pessoas de uma forma totalmente diferente.
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ely 08/06/2019

Que grata surpresa. Esse livro te envolve com reflexões deliciosas. Vale a pena ler!
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Jalu 12/05/2019

...um sempre no nunca.
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Alcione 07/04/2019

Um arraso
A ELEGÂNCIA DO OURIÇO
de Muriel Barbery

No mínimo inusitado,reunir vários personagens com nada em comum ou seria, tudo em comum?

Em primeiro plano temos a zeladora Renée que precisa manter sua aparência pobre/burra/aferrada às massas,quando na real, é culta e bastante esperta.Sua melhor amiga e escudeira que juntas amam rir da ignorância dos outros acerca disso e uma adolescente inteligente por demais e com ideias proprias.

Tem como sair algo daí?Tem!!

Muriel constrói uma trama engraçada,um humor negro e sarcástico numa crítica escancarada aos papéis que assumimos na sociedade.
As máscaras que usamos,as vezes nos escondendo de nós mesmos.

A junção desses personagens com a chegada de um japonês misterioso que vai sacudir as estruturas e misturar os papéis,nos rende boas gargalhadas (como a descarga com música).

Um bairro elegante precisa de uma zeladora meio lenta que vê TV em altos brados,come comida ruim,está sempre resmungando...esse é o papel representado por Renée,que no seu íntimo ama boa música,comida refinada,livros clássicos e cultos.
Mas a chegada de um senhor misterioso já citado,vai tira-la do casulo e mostrar seu verdadeiro eu, como no primeiro momento em que se vêem com uma introdução de um livro famosíssimo que um completa do outro.

Nossa espevitada e sarcástica Renée (amo isso,os inteligentes são sempre sarcásticos hahaha)vai trazer luz e emoções a muitos personagens secundários com seu enorme coração e sua sagacidade.
Falar mais seria spoiler,mas ver Renée circulando de um mundo a outro e derrubando máscaras foi sensacional. Além da adolescente doce que ...

Chega, pessoal ou estrago a graça da história.

Ufa, consegui.

?????

Cinco estrelinhas pro meu queridinho,sem dúvida!!!
??
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Isa Talhaferro 18/03/2019

Genialidade ou chatisse?
O livro é narrado em 1ª pessoa por duas personagens (um capítulo cada). Uma delas é Renèe, uma concierge de um prédio de luxo de Paris, uma mulher na meia-idade que é extremamente inteligente, fã de Tolstói, de literatura no geral, na verdade, e de livros também. A outra é uma garota de 12 anos e decidiu se matar quando completar 13, pois julga que a vida não vale a pena e que todos vivem apenas por viver.
No decorrer do livro, ambas apresentam seus pontos de vista sobre diversos assuntos, a Renèe sobre questões mais sociais, e a garota (melhor não escrever o nome dele porque pode ser spoiler), sobre questões mais intimistas. Até que num certo momento surge um novo personagem, que também irá morar no prédio, o sr. Ozu, um japonês bem único e especial (amei esse homem).
O título da minha resenha é porque a garota, em alguns momentos, é um pouco irritante, e me lembrou um pouco o Haiden, de "O apanhador no campo de centeio", que também me irritou um pouco. Porém essa personagem surpreende bastante mais para o final do livro, o me fez criar um carinho especial por ela.
No geral, o livro é incrível, a leitura é super fluída, gostosa e viciante.
Vale muito a pena!
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Fabiana.Amorim 02/03/2019

Sempre no nunca
Esse livro foi uma das coisas mais lindas e tocantes que já li na vida.

A arte perfuma nosso espírito infectado pela sujeira da realidade. A vida é uma incerteza, é uma surpresa nem sempre boa. Quando a tristeza e as frustrações diárias se tornam um fardo pesado demais para carregar, tem-se o belo que nos resgata. Essa mão que afaga a alma e enxuga as lágrimas do coração.

A nossa capacidade de se regozijar com a beleza é o nosso bônus por viver.

Um livro desses faz a vida valer a pena. E dou graças por ser sensível ao alumbramento da página bem escrita, da história bem contada, comovente que conforta como um abraço sincero.

Ri, chorei e me emocionei. Este, sim, uma verdadeira obra prima da literatura moderna. Pensei estar diante de um conto de fadas intelectual. Renée como uma Cinderela culta , ainda que oculta aos olhos do mundo que não enxergam a essência de ninguém.

Num quartinho modesto de concierge de um prédio de ricos parisienses, reúnem-se quatro deliciosos e inusitados personagens para um chá da tarde com madeleines. Entre uma troca de lixo e divagações artísticas e filosóficas, passa-se a história.

Enganei-me quanto ao conto de fadas. O fim me apunhalou pelas costas. Senti-me traída em meus desejos. Mas eu deveria ter aprendido que a arte é a emoção sem o desejo. Mas viver é desejar sempre no meio dos nuncas.

O objetivo do artístico se cumpriu.


Brami 13/02/2019

Ótimo livro
O livro é extremamente dificil de der lido, em especial na primeira metade. Mas vale a pena insistir, pois é uma história linda, que nos faz pensar mto sobre como vivemos e pensamos.
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