Farsa da Boa Preguiça

Farsa da Boa Preguiça Ariano Suassuna




Resenhas - Farsa da Boa Preguiça


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Lu 21/11/2021

Meu primeiro livro de teatro e eu simplesmente amei! Que crítica social poderosa!
E não tem como ler sem lembrar do filme O Auto da Compadecida, inspirado na obra do autor. Simplesmente maravilhoso! Recomendo!
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Viane 31/10/2021

Uma harmonia cômica do literal com o metafísico
Eu amei esse livro? Sim. Gostaria de ver a peça? Óbvio!


Coloquei um título bonito só pra fazer referência à Clarabela e seu falso intelecto. Se ela lesse esse livro, aposto que escreveria um texto dizendo muito e ao mesmo tempo, não dizendo nada.
Acho incrível como Ariano Suassuna conseguiu criar personagens tão únicos e cômicos em uma história cheia de altos e baixos. Posso dizer que passei a leitura inteira sorrindo igual uma tola.

Nunca fui no teatro na minha vida inteira, e me sinto triste por não ter tido a oportunidade de assistir esse romance da platéia, mas eu pude muito bem imaginá-lo. Ri em muitas partes principalmente por conta das expressões familiares utilizadas pelos personagens e acontecimentos dignas de um gênio a escrevê-las. Como eu estava com saudade de me sentir assim!

Pois bem, pretendo ler mais livros desse mesmo autor, pois curiosamente nunca li nada igual.
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Ed Carvalho 19/10/2021

Sábia simplicidade
Este é o terceiro Suassuna que eu leio e é sempre muito agradável conhecer sobre a sabedoria popular do povo nordestino e suas tradições.
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Marcele 07/09/2021

Bem e mal
Ariano Suassuna, dramaturgo brasileiro nascido na Paraíba escreveu vários romances numa mistura de estilos como o barroco, cordel e simbolismo. Pode ser considerado um dos escritores do movimento Modernista e ficou muito conhecido pela peça teatral ?Auto da compadecida?, obra mais famosa do autor.
A farsa da boa preguiça trás elementos como o bem e o mal, mentira e verdade, além do catolicismo muito aflorado em alguns personagens, bem como a presença dos Santos e anjos se envolvendo diretamente no desenrolar da estória. O personagem principal é Joaquim Simão, um poeta preguiçoso mas com grande fé em
Deus e seus apóstolos, casado com Nevinha, são tentados o tempo todo por Aderaldo um homem rico e Clarabela sua esposa adúltera.
Uma Narrativa cheia de simbolismo em que um dos sete pecados capitais, a preguiça, é que sustenta as relações.
Gostei muito do jeito que esse autor escreve!!!
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Wilza 27/08/2021

Suassuna tem um jeito único de escrever, ao mesmo tempo que ele nos diverte, nos faz refletir sobre várias questões. Embora essa não seja a que mais gostei até agora, é sempre um prazer ler as peças de Ariano.
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Paula.Juca 10/07/2021

Engraçado e crítico
Farça da boa preguiça é uma sátira de muito bom humor que explora de forma magistral a crença do povo sertanejo e mostra que há beleza na preguiça criadora enquanto nem sempre há beleza no trabalho desonesto. Ariano Suassuna é um mostro da nossa literatura
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Gutemberg.Monteiro 09/07/2021

A condensação da obra de Suassuna.
Farsa da Boa Preguiça é uma peça chave na literatura de Ariano Suassuna. Marcada pela tradicional religiosidade, pela literatura de cordel e pela autêntica comicidade, Ariano monta uma obra excelente!
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Lilian 02/05/2021

Suassuna sabe explorar as contradições do ser humano
Todas as obras que li do autor até agora me fizeram refletir sobre o quão impossível é definir o que é ser uma pessoa boa ou uma pessoa ruim. O autor constrói a obra a partir de supostas contradições (como o preguiçoso caridoso e o trabalhador avarento, e a esposa fiel e resignada e a mulher adúltera e desprendida) em meio a um contexto social de fome que torna todos os personagens em sujeitos ainda mais complexos. Um livro que pode ser lido como comédia, pode ser lido como tragédia e pode ser lido para nos fazer refletir sobre como o ser humano é um sujeito difícil de entender.
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Marcelo.Alencar 27/01/2021

Realismo Nordestino mágico
Ariano consegue nos revelar características da sociedade humana forma simples e divertida nessa peça de teatro, de leitura leve e inteligente.
Não é fácil representar problemas clássicos da humanidade de forma tão popular e acessível.
É um professor! ????
Vale demais a leitura: é rapidinho!
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Nina Thais 08/09/2020

Maravilhoso
Ariano deveria ser mais valorizado, deveríamos estudar mais suas obras! Essa, em especial, trás a história do poeta Joaquim Simão a quem chamam preguiçoso, mas que se fosse rico diriam que o que ele vive é o ócio criativo! Trás também Dona Clarabela que se acha melhor que todo mundo com seu pseudointelectualismo! Tem ainda Aderaldo Catação que se diz ateu mas serve ao deus do dinheiro, se acha superior a tudo por ser "trabalhador" (e bota aspas nesse trabalhador, viu?)... Essa história não é só uma comédia pra relaxar, trás muito sobre nosso povo, nossa sociedade. Eita seu Suassuna, o senhor era mermo um gênio!
Manô 31/10/2020minha estante
Ainda eh. Ele esta vivo




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MauricioTiso 19/02/2019

A ousadia de contestar
O autor já declara no início da obra qual o seu propósito, ainda não sei se isso é bom ou ruim mas como eu não ligo para spoilers realmente não me inviesou. Aliás, em parte foi bom pois chamou a minha atenção e interrompeu meu pré julgamento e o viés das minhas projeções ancorados em minhas convicções.

Em seu objetivo original, ousa na contestação de convicções enraizadas em nosso senso comum com relação ao esforço VS recompensa, propondo o equilíbrio através da reflexão se a recompensa compensa o esforço: e é aqui que se instala o conflito com o viés, ainda mais forte para mim com base em minha vida e convicções.

Foi muito provocador mas minha reflexão pessoal me deixou satisfeito, e fiquei feliz por ser assim provocado e impactado.

Outro ponto que ressalto como importante é do Herói como aquele que fez, se sacrificou e voltou para provar ser possível uma recompensa após uma provação, e não o herói idealizado e puro, além de ressaltar elementos fortemente nacionais e de uma riqueza cultural pouco difundida fora da região NE (Morei em PE e muitos termos e comportamentos me são familiares dessa vivência).

Recomendo como um exercício aos conceitos aprendidos em o Tratatado sobre a Tolerância de Voltaire para quem acredita na meritocracia e no esforço próprio, no entendimento que esse equilíbrio se da de maneira diferente para cada um e é totalmente válido desde que a compreensão sobre a relação esforço VS recompensa seja clara e honesta.
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DaniM 19/09/2018

Texto original da peça de Suassuna, repleta de toda aquela ironia fina, tão característica do autor. Conta a história do poeta de cordel Joaquim Simão e suas desventuras amorosas, incluindo a presença de anjos e demônios em suas peripécias. Um livro muito leve e divertido, bem diferente dos que costumo ler – livros de gente pirada, com a vida fudida. Me distraiu e me fez rir.
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regifreitas 23/07/2018

O poeta de cordel João Simão não quer saber de trabalhar, mesmo levando uma vida de necessidades. Suas únicas ambições são sua poesia e... dormir. Casado com Nevinha, a mulher lhe é completamente devotada; ela é a única a acreditar no talento do marido e a incentivá-lo a produzir a grande obra que o tornará famoso e resolverá os problemas financeiros do casal. Outro casal da história é formado por Aderaldo Catacão e Clarabela, as pessoas mais ricas da cidade. Vivendo um relacionamento aberto, Aderaldo é apaixonado por Nevinha, e Clarabela, com seus ares esnobes de refinamento intelectual, quer seduzir a todo custo Joaquim Simão. Também fazem parte da história: três figuras demoníacas, responsáveis por submeter os casais a diversas tentações, e três figuras santas, estes, com a intenção de testar o altruísmo e bondade dos personagens. Ademais, esses santos, ao longo da trama, travam discussões sobre a obrigação, a necessidade e o valor do trabalho, bem como sobre os pecados e as virtudes do ócio.

Peça em três atos, como outras do autor é inspirada em histórias populares nordestinas, voltadas para a comicidade, concluindo com as moralidades. Aliás, as peças cômicas produzidas principalmente a partir do AUTO DA COMPADECIDA (1955), representam o ponto máximo da produção teatral suassuniana. São nessas peças do ciclo cômico que o autor nos apresenta seus “personagens espertos” - figuras populares, pobres, mas que ditam a cena e são o centro das histórias. O imprevisto e o burlesco das situações tornam essas as peças mais divertidas do autor.
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monique.gerke 20/06/2018

"MIGUEL: Co-coró-cocó

SIMÃO PEDRO: Que brincadeira mais besta! Essa história do galo já está enchendo! Neguei a Cristo mesmo, e daí? A situação estava apertada, eu caí fora! Mas depois, quando chegou a minha vez, eu não venci o medo e não estava lá, na hora?"

Me diverti :)
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