Farsa da Boa Preguiça

Farsa da Boa Preguiça Ariano Suassuna




Resenhas - Farsa da Boa Preguiça


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MauricioTiso 19/02/2019

A ousadia de contestar
O autor já declara no início da obra qual o seu propósito, ainda não sei se isso é bom ou ruim mas como eu não ligo para spoilers realmente não me inviesou. Aliás, em parte foi bom pois chamou a minha atenção e interrompeu meu pré julgamento e o viés das minhas projeções ancorados em minhas convicções.

Em seu objetivo original, ousa na contestação de convicções enraizadas em nosso senso comum com relação ao esforço VS recompensa, propondo o equilíbrio através da reflexão se a recompensa compensa o esforço: e é aqui que se instala o conflito com o viés, ainda mais forte para mim com base em minha vida e convicções.

Foi muito provocador mas minha reflexão pessoal me deixou satisfeito, e fiquei feliz por ser assim provocado e impactado.

Outro ponto que ressalto como importante é do Herói como aquele que fez, se sacrificou e voltou para provar ser possível uma recompensa após uma provação, e não o herói idealizado e puro, além de ressaltar elementos fortemente nacionais e de uma riqueza cultural pouco difundida fora da região NE (Morei em PE e muitos termos e comportamentos me são familiares dessa vivência).

Recomendo como um exercício aos conceitos aprendidos em o Tratatado sobre a Tolerância de Voltaire para quem acredita na meritocracia e no esforço próprio, no entendimento que esse equilíbrio se da de maneira diferente para cada um e é totalmente válido desde que a compreensão sobre a relação esforço VS recompensa seja clara e honesta.
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DaniM 19/09/2018

Texto original da peça de Suassuna, repleta de toda aquela ironia fina, tão característica do autor. Conta a história do poeta de cordel Joaquim Simão e suas desventuras amorosas, incluindo a presença de anjos e demônios em suas peripécias. Um livro muito leve e divertido, bem diferente dos que costumo ler – livros de gente pirada, com a vida fudida. Me distraiu e me fez rir.
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regifreitas 23/07/2018

O poeta de cordel João Simão não quer saber de trabalhar, mesmo levando uma vida de necessidades. Suas únicas ambições são sua poesia e... dormir. Casado com Nevinha, a mulher lhe é completamente devotada; ela é a única a acreditar no talento do marido e a incentivá-lo a produzir a grande obra que o tornará famoso e resolverá os problemas financeiros do casal. Outro casal da história é formado por Aderaldo Catacão e Clarabela, as pessoas mais ricas da cidade. Vivendo um relacionamento aberto, Aderaldo é apaixonado por Nevinha, e Clarabela, com seus ares esnobes de refinamento intelectual, quer seduzir a todo custo Joaquim Simão. Também fazem parte da história: três figuras demoníacas, responsáveis por submeter os casais a diversas tentações, e três figuras santas, estes, com a intenção de testar o altruísmo e bondade dos personagens. Ademais, esses santos, ao longo da trama, travam discussões sobre a obrigação, a necessidade e o valor do trabalho, bem como sobre os pecados e as virtudes do ócio.

Peça em três atos, como outras do autor é inspirada em histórias populares nordestinas, voltadas para a comicidade, concluindo com as moralidades. Aliás, as peças cômicas produzidas principalmente a partir do AUTO DA COMPADECIDA (1955), representam o ponto máximo da produção teatral suassuniana. São nessas peças do ciclo cômico que o autor nos apresenta seus “personagens espertos” - figuras populares, pobres, mas que ditam a cena e são o centro das histórias. O imprevisto e o burlesco das situações tornam essas as peças mais divertidas do autor.
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monique.gerke 20/06/2018

"MIGUEL: Co-coró-cocó

SIMÃO PEDRO: Que brincadeira mais besta! Essa história do galo já está enchendo! Neguei a Cristo mesmo, e daí? A situação estava apertada, eu caí fora! Mas depois, quando chegou a minha vez, eu não venci o medo e não estava lá, na hora?"

Me diverti :)
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Josué Brito 13/05/2018

Para se ler em dias de boa preguiça
De pouco a pouco enquanto crescemos, até alçarmos à maturidade, é-nos incutida à ideia de que o trabalho dignifica a alma. Ele é uma necessidade humana e a preguiça é um dos pecados capitais, a preguiça é o que leva os homens à miséria. Será mesmo que esse papel do trabalho é absoluto e diz tudo sobre nossos valores morais? Será, outrossim, que o trabalho inveterado é uma forma de grandeza?
Adriano Suassuna, em um dos seus mais divertidos livros, responde várias questões mostrando que os conceitos são relativos. Para tal feitura, o autor coloca de um lado o poeta Joaquim Simão, um homem dotado da preguiça, que evita o trabalho inveterado e só quer escrever seus versos e deles um dia ganhar a vida, e seu Aderaldo Catacão, um homem rico, que renunciou a religião, que é louco pelo trabalho e faz vista grossa às infidelidades da esposa, uma pseudointelectual dotada de luxúria.
Nesta luta, entre o trabalho e a preguiça, são revelados dois homens, um rico, que acho que o dinheiro compra tudo, e um pobre, que quer ter o direito de viver sua vida sossegada, com sua mulher, seus filhos e a poesia. Uma cena emblemática a se desenvolver com toda a comicidade e genialidade próprias de Suassuna.
Esta obra é um convite ao divertimento e a reflexão, de conceitos morais, sociais e econômicos. Nada melhor que num momento de boa preguiça, ler e talvez assistir a essa belíssima pérola do teatro brasileiro da década de 1960. Suassuna com sua generosidade à literatura nacional nunca decepcionou. Estivera sempre no bom trabalho e na boa preguiça!!

Josué Brito
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Tay 14/01/2018

Engraçado
Leitura super divertida, recomendo a qualquer pessoa. É uma peça e se passar no sertão, são 3 atos .. Não é nenhuma novidade que Ariano Suassuna é íncrivel, um poeta e escritor maravilhoso do Nordeste..
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isa.dantas 02/11/2016

Mais uma vez o senso de humor genial de Suassuna. Esse livro se valeria apenas pela introdução feita pelo autor.
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Murilo Amati 08/03/2016

A exaltação do simplório
Ariano Suassuna mergulha de cabeça na sua tese magistral de defesa da tranquilidade neste ensaio enroteirado sobre a desnecessidade do trabalho.

Brasileiríssimo, e nacionalista exaltado, Ariano defende a legítima cultura do país, fazendo ao mesmo tempo contraponto às visões marxistas e capitalistas de sociedade. Na Farsa da Boa Preguiça, misturam-se fé, religião, religiosidade, trabalho, exploração e ócio criativo, cultura e mercado cultural, povo e burguesia, santos, anjos e demônios... é um prato cheio!
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Ramon 02/11/2012

"Ah, o campo! O Sertão! Que pureza!
Como tudo isso é puro e forte!
Esse cheiro de bosta de boi, que beleza!
A alma da gente fica lavada!
As bolinhas dos cabritos, o canto das juritis,
o cocô dos cavalos, o cheiro dos roçados.
A água pura e limpinha
e esse maravilhoso perfume de chinica de galinha!
Ah, a vida pura! Ah, a vida renovada!
A catinga dos bodes, como é forte e escura!
E a trombeta dos jumentos, como é fálica, vibrante e
animada!
Ah, o campo! A alma da gente fica lavada!
A vida primitiva em todo o sei sentido!
Dá vontade de ir à igreja, de se confessar,
de fazer a sagrada comunhão
mesmo sem nela acreditar!
Dá vontade até de não chifrar mais o marido,
só para nos sentirmos tão puras quanto o Sertão!" P. 80-81
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cfsardinha 26/07/2011

A Farsa da boa preguiça, como muitas outras obras de Ariano, é originalmente uma peça. Foi escrita com base em histórias populares nordestinas e um estilo cordelista. É uma peça em três atos, além de ser um musical.
O livro conta a história de Joaquim Simão, poeta de cordel, pobre e um preguiçoso que só pensa em dormir. Joaquim é casado com Nevinha, mulher religiosa e dedicada ao marido e aos filhos. O casal mais rico da cidade, Aderaldo Catacão e Clarabela, possuem um relacionamento aberto. Então o que acontece? O primeiro swing oficial na literatura, rs. Aderaldo é apaixonado por Nevinha e Clarabela quer conquistar Joaquim Simão. Três demônios fazem de tudo para que o pobre casal se renda a tentação e caia no pecado, enquanto dois santos tentam intervir. Jesus observa e avalia tudo. A partir daí, situações inusitadas e muito divertidas fazem deste texto uma das peças mais divertidas do teatro brasileiro. Então a confusão está instaurada. É quase uma novela mexicana, onde fulano ama beltrano que ama ciclano e vai por esse caminho.
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Júlia 22/07/2010

O trabalho que Ariano Suassuna faz com o texto é uma coisa anormal de lindo. Toda a linguagem é incrível. E o enredo fala muito bem do ser humano, sobre as imperfeições etc, apesar de um certo modo declarar o que é certo e o que é errado. A religião é muito bem utilizada, principalmente por causa dos traços humanos que as divindades receberam.
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Duarte 31/10/2009

A Farsa da Boa Preguiça, é uma peça teatral escrita por Ariano Suassuna, nela o poeta pobre Joaquim Simão e sua mulher Nevinha interagem com os personagens do rico Aderaldo Catacão, que ama Nevinha que não retribui esse amor, e Clarabela a mulher do Aderaldo, que é apaixonada por Simão, que se derrete por todas as mulheres da peça, enquanto Nevinha fica firme e não trai o marido com o rico, o poeta, tem alguns deslizes evanescences e cai nas garras da produtora cultural, mas logo se lembra de seu casamento quando Nevinha entra em cena.
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Dayane & Junior 01/09/2009

Gostei do livro, gosto das história de ariano suassuna. Essa tinha partes do auto da compadecida, e gostei muito das criticas que o autor fez aos estrangeiros.
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