Farsa da Boa Preguiça

Farsa da Boa Preguiça Ariano Suassuna




Resenhas - Farsa da Boa Preguiça


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Wilza 27/08/2021

Suassuna tem um jeito único de escrever, ao mesmo tempo que ele nos diverte, nos faz refletir sobre várias questões. Embora essa não seja a que mais gostei até agora, é sempre um prazer ler as peças de Ariano.
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Nina Thais 08/09/2020

Maravilhoso
Ariano deveria ser mais valorizado, deveríamos estudar mais suas obras! Essa, em especial, trás a história do poeta Joaquim Simão a quem chamam preguiçoso, mas que se fosse rico diriam que o que ele vive é o ócio criativo! Trás também Dona Clarabela que se acha melhor que todo mundo com seu pseudointelectualismo! Tem ainda Aderaldo Catação que se diz ateu mas serve ao deus do dinheiro, se acha superior a tudo por ser "trabalhador" (e bota aspas nesse trabalhador, viu?)... Essa história não é só uma comédia pra relaxar, trás muito sobre nosso povo, nossa sociedade. Eita seu Suassuna, o senhor era mermo um gênio!
Manô 31/10/2020minha estante
Ainda eh. Ele esta vivo




Paula.Juca 10/07/2021

Engraçado e crítico
Farça da boa preguiça é uma sátira de muito bom humor que explora de forma magistral a crença do povo sertanejo e mostra que há beleza na preguiça criadora enquanto nem sempre há beleza no trabalho desonesto. Ariano Suassuna é um mostro da nossa literatura
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Marcelo.Alencar 27/01/2021

Realismo Nordestino mágico
Ariano consegue nos revelar características da sociedade humana forma simples e divertida nessa peça de teatro, de leitura leve e inteligente.
Não é fácil representar problemas clássicos da humanidade de forma tão popular e acessível.
É um professor! ????
Vale demais a leitura: é rapidinho!
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Josué Brito 13/05/2018

Para se ler em dias de boa preguiça
De pouco a pouco enquanto crescemos, até alçarmos à maturidade, é-nos incutida à ideia de que o trabalho dignifica a alma. Ele é uma necessidade humana e a preguiça é um dos pecados capitais, a preguiça é o que leva os homens à miséria. Será mesmo que esse papel do trabalho é absoluto e diz tudo sobre nossos valores morais? Será, outrossim, que o trabalho inveterado é uma forma de grandeza?
Adriano Suassuna, em um dos seus mais divertidos livros, responde várias questões mostrando que os conceitos são relativos. Para tal feitura, o autor coloca de um lado o poeta Joaquim Simão, um homem dotado da preguiça, que evita o trabalho inveterado e só quer escrever seus versos e deles um dia ganhar a vida, e seu Aderaldo Catacão, um homem rico, que renunciou a religião, que é louco pelo trabalho e faz vista grossa às infidelidades da esposa, uma pseudointelectual dotada de luxúria.
Nesta luta, entre o trabalho e a preguiça, são revelados dois homens, um rico, que acho que o dinheiro compra tudo, e um pobre, que quer ter o direito de viver sua vida sossegada, com sua mulher, seus filhos e a poesia. Uma cena emblemática a se desenvolver com toda a comicidade e genialidade próprias de Suassuna.
Esta obra é um convite ao divertimento e a reflexão, de conceitos morais, sociais e econômicos. Nada melhor que num momento de boa preguiça, ler e talvez assistir a essa belíssima pérola do teatro brasileiro da década de 1960. Suassuna com sua generosidade à literatura nacional nunca decepcionou. Estivera sempre no bom trabalho e na boa preguiça!!

Josué Brito
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cfsardinha 26/07/2011

A Farsa da boa preguiça, como muitas outras obras de Ariano, é originalmente uma peça. Foi escrita com base em histórias populares nordestinas e um estilo cordelista. É uma peça em três atos, além de ser um musical.
O livro conta a história de Joaquim Simão, poeta de cordel, pobre e um preguiçoso que só pensa em dormir. Joaquim é casado com Nevinha, mulher religiosa e dedicada ao marido e aos filhos. O casal mais rico da cidade, Aderaldo Catacão e Clarabela, possuem um relacionamento aberto. Então o que acontece? O primeiro swing oficial na literatura, rs. Aderaldo é apaixonado por Nevinha e Clarabela quer conquistar Joaquim Simão. Três demônios fazem de tudo para que o pobre casal se renda a tentação e caia no pecado, enquanto dois santos tentam intervir. Jesus observa e avalia tudo. A partir daí, situações inusitadas e muito divertidas fazem deste texto uma das peças mais divertidas do teatro brasileiro. Então a confusão está instaurada. É quase uma novela mexicana, onde fulano ama beltrano que ama ciclano e vai por esse caminho.
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Lilian 02/05/2021

Suassuna sabe explorar as contradições do ser humano
Todas as obras que li do autor até agora me fizeram refletir sobre o quão impossível é definir o que é ser uma pessoa boa ou uma pessoa ruim. O autor constrói a obra a partir de supostas contradições (como o preguiçoso caridoso e o trabalhador avarento, e a esposa fiel e resignada e a mulher adúltera e desprendida) em meio a um contexto social de fome que torna todos os personagens em sujeitos ainda mais complexos. Um livro que pode ser lido como comédia, pode ser lido como tragédia e pode ser lido para nos fazer refletir sobre como o ser humano é um sujeito difícil de entender.
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Tay 14/01/2018

Engraçado
Leitura super divertida, recomendo a qualquer pessoa. É uma peça e se passar no sertão, são 3 atos .. Não é nenhuma novidade que Ariano Suassuna é íncrivel, um poeta e escritor maravilhoso do Nordeste..
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Dayane & Junior 01/09/2009

Gostei do livro, gosto das história de ariano suassuna. Essa tinha partes do auto da compadecida, e gostei muito das criticas que o autor fez aos estrangeiros.
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julia 22/07/2010

O trabalho que Ariano Suassuna faz com o texto é uma coisa anormal de lindo. Toda a linguagem é incrível. E o enredo fala muito bem do ser humano, sobre as imperfeições etc, apesar de um certo modo declarar o que é certo e o que é errado. A religião é muito bem utilizada, principalmente por causa dos traços humanos que as divindades receberam.
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Ramon 02/11/2012

"Ah, o campo! O Sertão! Que pureza!
Como tudo isso é puro e forte!
Esse cheiro de bosta de boi, que beleza!
A alma da gente fica lavada!
As bolinhas dos cabritos, o canto das juritis,
o cocô dos cavalos, o cheiro dos roçados.
A água pura e limpinha
e esse maravilhoso perfume de chinica de galinha!
Ah, a vida pura! Ah, a vida renovada!
A catinga dos bodes, como é forte e escura!
E a trombeta dos jumentos, como é fálica, vibrante e
animada!
Ah, o campo! A alma da gente fica lavada!
A vida primitiva em todo o sei sentido!
Dá vontade de ir à igreja, de se confessar,
de fazer a sagrada comunhão
mesmo sem nela acreditar!
Dá vontade até de não chifrar mais o marido,
só para nos sentirmos tão puras quanto o Sertão!" P. 80-81
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isa.dantas 02/11/2016

Mais uma vez o senso de humor genial de Suassuna. Esse livro se valeria apenas pela introdução feita pelo autor.
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monique.gerke 20/06/2018

"MIGUEL: Co-coró-cocó

SIMÃO PEDRO: Que brincadeira mais besta! Essa história do galo já está enchendo! Neguei a Cristo mesmo, e daí? A situação estava apertada, eu caí fora! Mas depois, quando chegou a minha vez, eu não venci o medo e não estava lá, na hora?"

Me diverti :)
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regifreitas 23/07/2018

O poeta de cordel João Simão não quer saber de trabalhar, mesmo levando uma vida de necessidades. Suas únicas ambições são sua poesia e... dormir. Casado com Nevinha, a mulher lhe é completamente devotada; ela é a única a acreditar no talento do marido e a incentivá-lo a produzir a grande obra que o tornará famoso e resolverá os problemas financeiros do casal. Outro casal da história é formado por Aderaldo Catacão e Clarabela, as pessoas mais ricas da cidade. Vivendo um relacionamento aberto, Aderaldo é apaixonado por Nevinha, e Clarabela, com seus ares esnobes de refinamento intelectual, quer seduzir a todo custo Joaquim Simão. Também fazem parte da história: três figuras demoníacas, responsáveis por submeter os casais a diversas tentações, e três figuras santas, estes, com a intenção de testar o altruísmo e bondade dos personagens. Ademais, esses santos, ao longo da trama, travam discussões sobre a obrigação, a necessidade e o valor do trabalho, bem como sobre os pecados e as virtudes do ócio.

Peça em três atos, como outras do autor é inspirada em histórias populares nordestinas, voltadas para a comicidade, concluindo com as moralidades. Aliás, as peças cômicas produzidas principalmente a partir do AUTO DA COMPADECIDA (1955), representam o ponto máximo da produção teatral suassuniana. São nessas peças do ciclo cômico que o autor nos apresenta seus “personagens espertos” - figuras populares, pobres, mas que ditam a cena e são o centro das histórias. O imprevisto e o burlesco das situações tornam essas as peças mais divertidas do autor.
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