Farsa da Boa Preguiça

Farsa da Boa Preguiça
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Resenhas - Farsa da Boa Preguiça


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cfsardinha 26/07/2011

A Farsa da boa preguiça, como muitas outras obras de Ariano, é originalmente uma peça. Foi escrita com base em histórias populares nordestinas e um estilo cordelista. É uma peça em três atos, além de ser um musical.
O livro conta a história de Joaquim Simão, poeta de cordel, pobre e um preguiçoso que só pensa em dormir. Joaquim é casado com Nevinha, mulher religiosa e dedicada ao marido e aos filhos. O casal mais rico da cidade, Aderaldo Catacão e Clarabela, possuem um relacionamento aberto. Então o que acontece? O primeiro swing oficial na literatura, rs. Aderaldo é apaixonado por Nevinha e Clarabela quer conquistar Joaquim Simão. Três demônios fazem de tudo para que o pobre casal se renda a tentação e caia no pecado, enquanto dois santos tentam intervir. Jesus observa e avalia tudo. A partir daí, situações inusitadas e muito divertidas fazem deste texto uma das peças mais divertidas do teatro brasileiro. Então a confusão está instaurada. É quase uma novela mexicana, onde fulano ama beltrano que ama ciclano e vai por esse caminho.
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Liddy 27/08/2009

Esse livro foi uma negação, mas serviu para eu descobrir que não gosto muito de Ariniano. Acho que por mais divertida que a obra seja (e ela é) eu não gastaria mais 65 reais em um livro dele.
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Ana Leonilia 26/02/2016

"Existe um ócio corrutor,
mas existe também o ócio criador." - (Manuel Carpinteiro)

Joaquim Simão é um poeta humilde, que vive de escrever cordel e se recusa a trabalhar de outra maneira. Sua família passa fome, mas sua preguiça de desenvolver qualquer outro tipo de trabalho o impede de ganhar algum dinheiro. Sua esposa, Nevinha, é quem assume os afazeres da casa e tenta incentivar o marido a garantir o sustento das crianças. Todavia, Simão só quer descansar e pensar na vida. É um homem sossegado, alegre e esperançoso; que vive sem se preocupar com nada e tem muita fé.

Seu Aderaldo, por outro lado, é um homem rico, casado com Dona Clarabela - uma pseudointelectual que por fora se faz de culta e virtuosa, mas na verdade é cheia de futilidades. Os dois são infelizes no casamento e não desfrutam da riqueza que tem. Seu Aderaldo trabalha demais e sua esposa vive de caso com outros homens. Eles não se conformam com o fato de Simão e Nevinha serem pobres e de bem com a vida. Então o casal resolve atrapalhar a felicidade de ambos, seduzindo cada um a mulher/marido do outro.

A Farsa da Boa Preguiça é uma peça de teatro escrita em três atos. Eu sou suspeita para falar de Suassuna, porque me sinto muito à vontade com seus textos e compartilho bastante dos seus pensamentos. Suas histórias são simples, porém dotadas de muito senso crítico.

O cenário dessa trama é o sertão, com todo regionalismo e folclore nordestino. Como é comum nas obras do autor, a religiosidade também se faz presente. É nessa ambientação que se desenrola a "Farsa". Os personagens Simão e Nevinha passam necessidade, porém são estruturados e por isso mesmo se tornam alvos de inveja. Logo, a relação dos dois é colocada à prova com a proposta de se traírem por jóias, dinheiro e luxúria; no entanto, como realmente se amam, eles encontram meios de resistir à tentação com a ajuda de três seres celestiais.

Achei de uma astúcia danada a discussão dos valores morais através da representação dos estilos de vida. Em uma sociedade capitalista, a servidão pelo dinheiro afasta cada vez mais as pessoas umas das outras e condena o homem a uma vida de superficialidades. Esse ócio corrutor rouba do ser humano (e do povo brasileiro) suas virtudes, seus valores e sua própria identidade. E o recado que fica para o leitor é a constatação de que a felicidade é simples e despretensiosa, o homem é quem complica tudo. Para quem gosta de histórias bem humoradas e reflexivas, esse livro é uma ótima pedida. Um verdadeiro achado da nossa literatura popular.

site: http://literaturaecine.blogspot.com.br/2016/02/farsa-da-boa-preguica-de-ariano-suassuna.html#comment-form
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Ramon 02/11/2012

"Ah, o campo! O Sertão! Que pureza!
Como tudo isso é puro e forte!
Esse cheiro de bosta de boi, que beleza!
A alma da gente fica lavada!
As bolinhas dos cabritos, o canto das juritis,
o cocô dos cavalos, o cheiro dos roçados.
A água pura e limpinha
e esse maravilhoso perfume de chinica de galinha!
Ah, a vida pura! Ah, a vida renovada!
A catinga dos bodes, como é forte e escura!
E a trombeta dos jumentos, como é fálica, vibrante e
animada!
Ah, o campo! A alma da gente fica lavada!
A vida primitiva em todo o sei sentido!
Dá vontade de ir à igreja, de se confessar,
de fazer a sagrada comunhão
mesmo sem nela acreditar!
Dá vontade até de não chifrar mais o marido,
só para nos sentirmos tão puras quanto o Sertão!" P. 80-81
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Murilo Amati 08/03/2016

A exaltação do simplório
Ariano Suassuna mergulha de cabeça na sua tese magistral de defesa da tranquilidade neste ensaio enroteirado sobre a desnecessidade do trabalho.

Brasileiríssimo, e nacionalista exaltado, Ariano defende a legítima cultura do país, fazendo ao mesmo tempo contraponto às visões marxistas e capitalistas de sociedade. Na Farsa da Boa Preguiça, misturam-se fé, religião, religiosidade, trabalho, exploração e ócio criativo, cultura e mercado cultural, povo e burguesia, santos, anjos e demônios... é um prato cheio!
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Duarte 31/10/2009

A Farsa da Boa Preguiça, é uma peça teatral escrita por Ariano Suassuna, nela o poeta pobre Joaquim Simão e sua mulher Nevinha interagem com os personagens do rico Aderaldo Catacão, que ama Nevinha que não retribui esse amor, e Clarabela a mulher do Aderaldo, que é apaixonada por Simão, que se derrete por todas as mulheres da peça, enquanto Nevinha fica firme e não trai o marido com o rico, o poeta, tem alguns deslizes evanescences e cai nas garras da produtora cultural, mas logo se lembra de seu casamento quando Nevinha entra em cena.
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Júlia 22/07/2010

O trabalho que Ariano Suassuna faz com o texto é uma coisa anormal de lindo. Toda a linguagem é incrível. E o enredo fala muito bem do ser humano, sobre as imperfeições etc, apesar de um certo modo declarar o que é certo e o que é errado. A religião é muito bem utilizada, principalmente por causa dos traços humanos que as divindades receberam.
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Dayane & Junior 01/09/2009

Gostei do livro, gosto das história de ariano suassuna. Essa tinha partes do auto da compadecida, e gostei muito das criticas que o autor fez aos estrangeiros.
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