Fundação

Fundação Isaac Asimov




Resenhas - Fundação


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Fabio Shiva 06/08/2010

A literatura de Asimov é baseada em grandes idéias. E na série Fundação, o bom doutor está em sua melhor forma! Talvez somente ao formular suas célebres 3 Leis da Robótica Asimov tenha sido mais engenhoso.

A primeira dessas idéias poderosas fica por conta da Psicohistória. Imagine uma ciência realmente capaz de prever o comportamento humano e, assim, determinar o futuro. Asimov partiu da teoria cinética dos gases para formular a sua Psicohistória. Não é possível prever o movimento aleatório de uma única molécula, mas em quantidade suficiente a movimentação do gás é perfeitamente previsível.

Para obter uma humanidade tão numerosa quanto as moléculas de gás, Asimov nos transporta para milhares e milhares de anos no futuro, quando 25 milhões de planetas habitados pela raça humana propiciam o auge do esplendor do Império Galático.

E aqui está outro motivo para o fascínio de Asimov. Ele não tem o menor pudor em ser grandioso. Graças a uma narrativa hábil e cativante, o leitor logo se torna cúmplice dessa grandiosidade, e se vê torcendo pela vitória dos heróis, que nunca são os mais fortes, mas sempre os mais espertos. A vitória nunca se dá pelo uso da força bruta. Afinal, como bem disse um dos heróis da Fundação, a violência é o último refúgio dos incompetentes.

Outra idéia genial foi a de uma religião baseada na ciência e utilizada para manipulação e controle social. À primeira vista, uma ácida crítica aos sistemas religiosos de nossa própria era. Nessa segunda leitura de Fundação, porém, pude perceber uma outra camada de significação. Há também uma crítica não menos hábil à própria ciência, quando se torna dogmática a ponto de se confundir com a religião. Novamente recorremos à fala do herói: uma pistola atômica é uma excelente arma, mas pode apontar nas duas direções.

Um deslumbramento à parte fica por conta de como Asimov foi capaz de interligar sua vasta obra, escrita ao longo de décadas, em um todo coeso e significativo, começando pelas histórias de robôs, passando pela ascensão e queda do império galático até chegar à Fundação. Uma brilhante história do futuro!

(13.10.2007)

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Eric M. Souza 16/11/2011

A última lição do mestre Asimov
A trilogia Fundação, uma série de contos, noveletas e novelas escritos por Isaac Asimov nos anos 40, reúne uma gama de qualidades raramente encontradas no mesmo trabalho, o que resulta numa leitura fluida, repleta de surpresas, de embasamento impressionante sobretudo em se tratando de ficção científica e capazes de gerar suspiros e reflexões após o clímax. Não é à toa que Asimov é considerado largamente como o maior nome de seu gênero, e sua obra, tão essencial a ele como O Senhor dos Anéis para a fantasia.
A série se passa num futuro muito distante. Para se ter uma ideia, o homem ter surgido em um só planeta da galáxia é apenas uma suposição, menos aceita, inclusive, que a hipótese de ter surgido simultaneamente em vários planetas. Trantor, em posição central na Via Láctea, é um planeta todo coberto por uma única cidade, em estruturas metálicas e alguns trilhões de pessoas. É a sede de um império de 12 mil anos, que aparentemente é forte e nada indica que tem previsão de cair. Uma analogia com o Império Romano no século V, o que foi a grande inspiração de Asimov.
E eis que surge Hari Seldon. Matemático brilhante, ele usa as leis da termodinâmica em grandes populações, partindo do mesmo princípio: assim como é impossível prever os movimentos de um átomo, também é com uma pessoa; porém é previsível como se comportará um gás e também uma grande população. Quanto maior a população envolvida, e menor a quantidade de tempo da previsão, mais acurada ela é. Hari, com sua nova ciência, faz uma descoberta terrível: o Império não só está fraco, como sua queda é irreversível nos próximos séculos. Ocorre o óbvio com ele: é acusado de traição, e precisa se explicar num julgamento em Trantor, no qual, de forma bela, compara a aparente imponência do Império com uma árvore morta, que parece cheia de vida por fora, mas é oca, e sua casca pode ser arrancada com as mãos.
O primeiro conto é narrado por um cientista que vai trabalhar com Seldon sem saber direito no que está se metendo, e acompanha todo esse processo, e o desfecho, no qual se revela a genialidade do matemático, de longe, o mais importante personagem da saga. Seldon, se não pode impedir a queda do Império, e nem os 30.000 anos de barbárie e guerras entre poderes menores que se seguirão, faz o que pode com seus cálculos, para que o conhecimento seja preservado, e esses 30 milênios se reduzam a 1. Bem-vindos à saga Fundação!
No primeiro livro, Fundação, lemos contos espaçados no tempo em décadas, de um para o outro, e nos acostumamos às principais características da série: um lapso do tempo entre uma estória e outra, o desconhecimento dos personagens do contexto em que vivem por completo outra grande sacada de Asimov, pois só se compreende períodos históricos com clareza quando eles já passaram, e não durante sua ocorrência , e as surpresas proporcionadas por enredos inovadores, uma verdadeira escola de como escrever uma boa estória.
Já no segundo, Fundação e Império, e no terceiro, Segunda Fundação, a estrutura passa a ser de duas novelas por livro, com tramas mais complexas e maiores, mas ainda assim preservando as derradeiras surpresas, e a tradicional coerência.
Sendo um escritor de pulps, Asimov escrevia sem parar, recriando-se o tempo todo o que se vê também em Robert E. Howard, Lovecraft e outros grandes nomes da clássica literatura fantástica. Isso, principalmente para o universo de Fundação, contribui de forma decisiva para sua credibilidade. Mesmo a psico-história, a ciência de Seldon, tem suas limitações, o que se vê, por exemplo, na imprevisibilidade do Mulo, que surge na segunda novela do segundo livro, uma das mais interessantes personagens da saga mas que perde, a meu ver, para Seldon e suas aparições holográficas ao longo dos séculos. Nos anos 80, ao escrever Fundação II (Foundations Edge) a pedido de seus editores, Asimov chacoalhou mais ainda o seu universo, 500 anos depois do primeiro conto, e, como é tradicional de suas criações, sem gerar qualquer tipo de contradição.
Após a leitura da série Duna, de Frank Herbert (principalmente os dois primeiros livros), confesso que não esperava tamanha conjunção de qualidades em outro trabalho de ficção científica ou mesmo de literatura. Fundação, porém, não perde em nada: mitologia soberba, reviravoltas, filosofia grandiosa, e personagens marcantes. E, se Duna falha ao decair a qualidade ao longo dos livros, Fundação mantém o nível e, no quarto volume, arrisco a dizer que cresce.
A Aleph publicou, recentemente, um box da trilogia de linda qualidade gráfica, papel amarelo menos cansativo e capas chamativas, antológicas, até. Pena não terem feito isso ainda para o resto da série foi duro ler Fundação II com fonte 8 e em formato pequeno, da edição que adquiri num sebo.
Fundação é basilar não só para entusiastas de ficção científica, como para todo amante de uma boa estória. E, para quem se arrisca a escrever, é uma aula atrás de outra.
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Mukunda Dasa 28/12/2009

Um clássico!
Obra prima, este livro é um dos melhores trabalhos do mestre Isaac Asimov! Com suas reviravoltas na história, o autor nos surpreende a cada capítulo, sempre seguindo seu estilo de precisão científica e respeito ao bom senso. Curiosamente, na visão do autor, as comunicações num futuro distante se dariam por meios físicos, como por exemplo envio de tubos com mensagens para lugares distantes no universo. OK, na década de 40 não existia internet e nem e-mail!
Leitura imperdível!
e-zamprogno 01/04/2014minha estante
"Curiosamente, na visão do autor, as comunicações num futuro distante se dariam por meios físicos". Entendo o que você quis dizer, claro, mas no vaivém das Civilizações, considere que há retrocessos na tecnologia e na Cultura... E não deixe de ler os livros da continuação da Trilogia.




Maisa 24/09/2012

Pontos interessantíssimos
A fundação é um livro de ficção cientifica que trata um futuro muito distante, onde toda a galaxia é conhecida e viável de se viajar e cujo governo é determinado por um império que até o momento do livro conseguiu conduzir a galaxia de maneira satisfatória. A trama começa nesse ponto onde o livro introduziu um conceito interessantíssimo chamado "psico-historia" que em síntese é uma ciência que consegue determinar o comportamento de grandes grupos de pessoas, baseando-se em funcões matemáticas.

É um livro pequeno (pouco mais de 200 páginas) e tem um perfil que eu não estou muito acostumada a ler. Podemos descrever o livro em eventos significativos que ocorreram nessa galaxia ao longo de relativamente um longo período de tempo (200 anos), ou seja, cada evento é de certa forma independente e com personagens totalmente diferentes, o que acredito que dificulta a leitura (até você se situar no contexto e tal).
Entretanto, o que se passa por trás desses eventos é o que é verdadeiramente interessante e atrativo no livro, o que encanta. A forma inteligente como a sociedade se adapta às situações e a introdução do autor de conceitos antigos como religião e comércio neste mundo futurista. Nos faz pensar e refletir bastante, livro muito interessante. Recomendadíssimo.
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TSC 18/12/2013

Me decepcionei
Adoro o tema ficção cientifica e portanto, foi com entusiasmo que comecei a ler Fundação. Entretanto, confesso que me decepcionei. Acho que, por ser ficção cientifica, onde um mundo imaginário é apresentado, as coisas tem que ser muito bem amarradas para fazerem sentido. Entao, senti falta de uma ambientacao melhor - o livro é basicamente uma coleção de dialogos. E as crises Seldon, que é são as crises que fazem a Fundação "evoluir" apresentam desfechos interessantes mas que foram, pelo menos para mim, bastante previsiveis e cheios de furos. No meu ver, o mundo imaginario da Fundação nao tem....fundações! Pessoalmente, esperava mais, o que foi uma pena...Ainda voto em Frank Herbert (Duna) como o melhor da ficção cientifica.
Bruno Oliveira 30/12/2014minha estante
Duna é bem mais complexo. O aspecto literário, digamos, de Fundação é bem pobre. É um livro que vale pelos conceitos, pelas discussões, é como se fosse um conjunto de argumentos representados por ações.


FernandoFavacho 01/02/2017minha estante
Faltou comentar um mérito de Fundação, que é o paralelo com a idade antiga, média, moderna e contemporânea. Um messiânico que guia o povo para além de suas fronteiras, a religião dominando o mundo e depois o comércio. E um demérito: os personagens são mais ou menos os mesmos, ainda que passem os séculos. Nesses dois pontos acho que Asimov tentou mostrar sua visão da história de forma cíclica e "bem dividida", bem enquadrada como se ensina nos livros de ensino médio.




Gaudino 28/03/2014

O livro não me motivou a continuar a ler
Sempre tive vontade de ler um livro do Isaac Asimov e resolvi começar com A Fundação, porém esta obra não me interessou muito e não me senti motivado para continuar a ler, abandonei a leitura, quem sabe futuramente eu tente ler novamente.
e-zamprogno 01/04/2014minha estante
Comece por Eu, Robô.




Aline T.K.M. - @aline_tkm 01/01/2016

Clássico obrigatório MESMO
Vocês sabem que desde o ano passado, quando descobri os livros de ficção científica, virei fã do gênero e coloquei na meta de leitura alguns títulos e autores essenciais. Um deles é a Trilogia da Fundação, principal obra de Isaac Asimov, um clássico da ficção científica e vencedor do prêmio Hugo de melhor série de ficção científica e fantasia, em 1966. Então li Fundação, o primeiro livro da trilogia, e... fiquei boquiaberta.

Num tempo em que a humanidade ocupa praticamente todos os planetas da Via Láctea, estabelecendo um Império Galáctico que já dura 12 mil anos e cuja capital é Trantor, somos apresentados a Hari Seldon. Psico-historiador, ele é capaz de prever o futuro das sociedades a partir de cálculos que envolvem psicologia, sociologia e estatística; é através de sua teoria matemática que ele prevê a queda do Império Galáctico, seguida de uma era de trevas e barbárie que duraria 30 mil anos.

Mas Seldon tem um plano para reduzir drasticamente esse tempo de trevas, de 30 mil para apenas mil anos. Assim, ele e um grupo de acadêmicos e seguidores são exilados no planeta Terminus, na extrema periferia da galáxia, onde é criada a Fundação e iniciado o Plano Seldon: dois grupos de cientistas em cantos opostos da galáxia, destinados a passar pela era das trevas e reconduzir a humanidade ao conhecimento. Um desses grupos é o que está em Terminus e é responsável pela criação da Enciclopédia Galáctica, que visa reunir todo o conhecimento da humanidade. Tudo é guiado por Hari Seldon através dos séculos, a partir de gravações e das previsões feitas em vida. Do outro grupo nada se sabe, nem sua localização nem a que se dedicam.

Eis o contexto do primeiro livro da trilogia. Aqui, diferentes histórias vão se sucedendo ao longo do tempo; a Fundação cresce e precisa enfrentar crises esporádicas. Centenas de anos se passam nas páginas do livro, períodos nos quais se passam conflitos dos mais diversos, ascensão e queda de modelos peculiares de domínio, bem como de seus líderes. Essas crises – conhecidas como Crises Seldon – foram um dia previstas por Hari Seldon e vão sendo superadas de forma diplomática, estratégica e política. Às vezes de maneira aparentemente passiva, com o mínimo de interferências individuais, a fim de que as coisas sigam seu curso natural e o planejamento de Seldon não seja afetado.

Não possuindo recursos naturais, a Fundação usa de outros artifícios e estratégias para ocupar posição de respeito entre os demais mundos. Um desses artifícios é o estabelecimento de uma espécie de religião baseada na energia nuclear – sua única riqueza e fonte de poder – e na crença de que a Fundação é um local sagrado. Mais adiante no tempo, esse poder foi transformado pelo comércio, realizado por comerciantes estrangeiros educados na Fundação.

A genialidade de Asimov neste início da trilogia está em cada um de seus elementos. Desde a figura de Hari Seldon, que influencia todas as histórias – estas se passam bem depois de sua morte – e é, junto com a própria Fundação, o verdadeiro protagonista do livro. Até os diferentes papéis e funções que, ao longo do tempo, vão emergindo e exercem influência fundamental nas crises e nas relações entre os planetas, como é o caso dos prefeitos, sacerdotes e comerciantes.

Bastante política e social, e apresentando elementos épicos, a trama vai se tecendo de forma fascinante; a ação propriamente dita está na complexidade dos conflitos e na perspicácia de suas soluções, na própria trajetória da Fundação e como ela consegue exercer domínio em seu entorno. Crise após crise, o Plano Seldon conduz a humanidade às bases da construção de um novo império. Mas será que é só isso? O mistério acerca do que verdadeiramente há por trás das previsões e do cuidadoso planejamento de Hari Seldon intriga não apenas o leitor, como também aqueles ligados à Fundação.

Cheia de nuances, a trilogia da Fundação foi inspirada no clássico A História do Declínio e Queda do Império Romano, do historiador Edward Gibbon. Na década de 80, quase trinta anos depois do lançamento da trilogia, Isaac Asimov expandiu a história e escreveu outros livros, tanto continuações como aventuras que antecedem este primeiro volume. Ainda nessa época, o autor realizou diversos ajustes na saga, especialmente quanto à cronologia, de forma a integrar todos os seus livros e universos como parte de uma única linha do tempo.

Simples e acessível, mas extremamente inteligente, Fundação é leitura fundamental para os fãs de sci-fi e tem tudo para agradar também àqueles não têm familiaridade com o gênero. Conhecer este primeiro volume é um mergulho sem volta num universo incrível, mas há um risco: a avidez incontrolável para devorar os outros dois livros da trilogia, e todos os demais volumes que compõem o que virou a saga da Fundação – ao todo, são 7 livros.

Expansionismo divino, crenças, manipulação, democracia, centralização, interesses; punhados generosos de tudo isso fazem de Fundação um livro surpreendente, que cria não apenas leitores, mas fãs de um autor e de uma história que permanecem sem igual até os dias de hoje.

LEIA PORQUE...
Inteligente e envolvente, Fundação abre as portas para um universo que fascinou e ainda fascina leitores mundo afora. Além disso, como disse lá no início, a Trilogia da Fundação é tida como a melhor série de ficção científica e fantasia de todos os tempos, superando inclusive O Senhor dos Anéis, de J.R. Tolkien.

DA EXPERIÊNCIA...
Meu primeiro contato com Asimov foi com Eu, Robô. Depois disso, não tive dúvidas: precisava conhecer a saga da Fundação. Estou apenas começando, li este que é o primeiro volume da trilogia e mal consigo segurar a ansiedade para ler todos os demais livros.

FEZ PENSAR EM...
Não tem como não mencionar a expectativa acerca da adaptação da trilogia, que virará série da HBO em parceria com a Warner Bros. pelas mãos de Jonathan Nolan (roteirista de Interestelar). A notícia da futura adaptação circulou pela web há um ano e causou furor entre os fãs; agora é esperar para ver...


site: http://livrolab.blogspot.com
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nomade 05/07/2009

Indispensável para fãs de Ficção Científica.
Comecei a ler a trilogia no meio da década de 80. Por duas vezes recomecei. Então, consegui um emprego burocrático num escritório de Engenharia e tive tempo de ler integralmente. Maravilhoso, na minha opinião, saborosíssimo. Ao final, acredito ser impossível não desejar ler as continuações. Que, por sinal, sem dúvida devem ser lidas para se conhecer o desenrolar e o final da saga.
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Melissa Padilha 25/05/2014

Fundação é o primeiro volume da Trilogia da Fundação (Fundação, Fundação e Império e Segunda Fundação) de Isaac Asimov. Foram publicados originalmente na década de 1950 e posteriormente Asimov escreveu livros que estenderam a trilogia, mais 4 continuações foram publicadas, Limites da Fundação, Fundação e Terra, Prelúdio a Fundação e Origens da Fundação.

Fundação conta a história de um futuro em que a humanidade já se disseminou pelo universo, o que ocasionou a criação do Império Galáctico. É ele que governa todos os planetas habitados, a capital do Império, Trantor é onde se localiza toda a principal tecnologia e ciência e mais importante um mundo coberto por uma cidade com uma função importante, a administração do Império e é para lá que logo no início do livro Gaal Dornick está viajando.

Gaal foi escolhido para trabalhar com o psico-historiador Hari Seldon. Psico-história é uma ciência que pode prever o futuro através de cálculos a partir de eventos de multidões , os quais determinam grandes acontecimentos que ocorrerão num futuro próximo ou distante, não é possível prever um movimento único, mas quando ele é repetido em massa, pode ser previsível. Hari através de sua pesquisa detecta que o Império está em decadência e que muito em breve cairá em guerras e conflitos internos, uma idade das trevas, causando um retrocesso à toda a história da galáxia.

Por isso, Hari diz ao imperador que é essencial a criação de um local onde toda a história e ciência da Galáxia não se perderá, será necessário elaborar a Enciclopédia Galáctica, para que após a decadência do Império ocorrer, todas as conquistadas humanas não se perderá pois, estarão compiladas na enciclopédia. O imperador os encaminha (os enciclopedistas) para um planeta na borda da Galáxia e do Império, Terminus passa a ser habitado e lá é construída a sociedade dos enciclopedistas, ou da "Fundação Número Um da Enciclopédia".

A história do livro divide-se em 5 partes, quase como histórias diferentes unidas por um denominador comum: os problemas e conflitos que vão surgindo ao longo que a história avança e as previsões de Hari Seldon vão se confirmando.

Asimov não foca o livro em descrições de personagens nem mesmo no ambiente no qual cria sua história. Ela é toda envolta pelo avanço da história e os acontecimentos que vão ocorrendo ao longo de anos e mais anos após a criação da Fundação e das previsões matemáticas de Seldon.

Novos personagens entram na história, a cada novo capítulo e as vezes em questão de páginas, por isso é um livro bastante corrido, uma história dinâmica cheia de reviravoltas e novos personagens. Não é uma jornada de indivíduos, mas da sequência histórica de uma população, que busca realizar um projeto ao longo de anos e décadas, através de muitos personagens diferentes.

Tinha lido antes que neste livro, Asimov utilizava diversas referências para construir a Fundação, ao longo da história é fácil perceber isso, como ele correlacionou eventos históricos com fatos do livro. E por isso, fui ficando mais e mais fascinada com o "universo" que ele criou. Citações de como a religião pode manipular, como líderes inteligentes e perspicazes podem mudar o curso de alguns eventos, a ascensão e queda de grandes impérios, que se estabilizaram em suas glórias e isso lhe foi igualmente sua ruína, perpassa todo o livro.

É uma ficção científica, talvez uma das mais importantes do século XX, mas é igualmente uma história profundamente política, um olhar mais atento percebe tons de intensa realidade neste Império Galáctico. Eu fui sem expectativas, apesar de ter muitas recomendações positivas sobre o livro, justamente porque não sou uma leitora voraz de ficção científica, não sabia exatamente o que esperar, mas confesso que a experiência foi extremamente positiva, precisamente por toda essa carga de referências e uma história que apesar de mudar em décadas e personagens, capítulo a capítulo, se conecta de forma magistral, uma teia perfeita que se entrelaça e deixa seu leitor absolutamente curioso pelo que há de vir.

E que venha o volume 2, para sabermos como serão resolvidos os conflitos ao longo de mais décadas e novos personagens.

site: http://decoisasporai.blogspot.com.br/2014/03/resenha-fundacao-de-isaac-asimov.html
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Marcos 11/08/2015

A Trilogia da Fundação foi considerada a melhor série de ficção e fantasia de todos os tempos, superando, até mesmo, O Senhor dos Anéis. Então, logicamente, como bom desbravador, não poderia deixar passar essa série sem conferir. E, desde o início, já aviso: se é a melhor série de todos os tempos, eu não sei; mas que é um dos melhores livros que eu já li, isso é, sem dúvidas.

Nesse livro, acompanhamos o Império Galáctico, que já possui 12 mil anos. A humanidade se expandiu e alcançou toda a galáxia, fixando moradia em quase todos os planetas e luas habitáveis. Além disso, os homens vivem o auge da civilidade, dos conhecimentos científicos e, supostamente, da política. Porém, quando Hari Seldon desenvolve um campo de conhecimento chamado Psico-história, é possível perceber que nem tudo é tão perfeito assim.
De acordo com as previsões da Psico-histórica, que é uma ciência exata que mistura matemática, psicologia e história, feitas por Seldon: o Império irá ruir em um curto período de tempo e, após isso, guerras assolarão a galáxia e o conhecimento irá regredir, acabando com centenas de anos de conquistas científicas. Porém, obviamente, o Império não gosta nem um pouco dessas supostas previsões.

“Não havia verde; nada de verde, nada de solo, nenhuma outra vida que não o homem. Em algum lugar do mundo, ele percebeu vagamente, ficava o palácio do imperador, encravado no meio de 260 quilômetros de solo natural, verde com árvores, com flores de todas as cores do arco-íris. Era uma minúscula ilha no meio de um oceano de aço, mas não visível de onde ele estava” (p. 21).

Seldon afirma que o declínio não pode ser evitado, porém, ele traça um plano, juntamente com diversos outros cientistas, para salvar todo o conhecimento humano. E, a partir de então, é iniciada a Fundação. Porém, será que o interesse desse grupo de homens é apenas salvar a humanidade ou há muito mais por trás?

De início, já afirmo que, se você procura um romance arrebatador ou uma obra de ação eletrizante, esse não é seu livro. Aliás, caso você procure este, indico Herdeiro do Império, também publicado pela Aleph. Ao contrário, Fundação é uma obra cadenciada, inteligente e em que os pontos máximos são os aspectos políticos, sociológicos e econômicos. É a típica ficção científica para quem gosta muito desse gênero. Além disso, essa é mais uma daquelas obras que fazem pensar.

Isaac Asimov narra um futuro muito distante, onde já até se esqueceu do lugar onde iniciou a civilização humana. Porém, esse distanciamento é apenas um embuste para falar dos nossos temas presentes. Através da análise política e social do Império Galáctico, conseguimos visualizar tudo que acontece atualmente, desde as falcatruas políticas, da corrupção e também dos países renegados que são abandonados, mesmo diante de toda a riqueza do mundo.

“A violência é o último refúgio de um incompetente” (p. 93).

Além dessa semelhança com o tempo presente, visualizei uma analogia enorme do Império Galáctico com o antigo Império Romano, tanto nos aspectos de dominação quanto na queda. Isso faz pensar que estejamos vivendo sempre a mesma coisa, porém travestido de aspectos culturais diferentes e também com dominadores diferentes. Não obstante, o autor ainda trata de maneira bem inteligente temas como o destino manifesto, aquele mesmo que os norte-americanos acreditavam – ou acreditam ainda, nunca se sabe – possuir.

O mais interessante e o que torna essa obra tão genial é que o autor transmite tudo através de uma trama simples e com uma escrita muito fácil e acessível. Além disso, com alguns saltos temporais, Asimov nos apresenta uma gama de personagens inteligentes, bem construídos e que nos ensinam muito sobre manipulação política.

Que o autor construiu um livro fascinante, isso não é novidade. Para complementar, a editora Aleph providenciou uma capa enigmática, mas que transmite bem o conteúdo da obra; uma excelente tradução e uma revisão ótima. A diagramação também está bem elegante e confortável, apesar de simples.

“Ser óbvio compensa, especialmente se você tiver uma reputação de sutileza” (p. 98).

Como já mencionei no início, Fundação foi um dos melhores livros que li, então não posso deixar de indicá-lo para você que quer acompanhar a considerada melhor obra de ficção e fantasia de todos os tempos.

site: http://www.desbravadordemundos.com.br/2016/08/resenha-fundacao.html
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Daniel Sampaio 27/03/2014

A melhor obra de Ficção científica de todos os tempos !
Este "livro" é uma excelente obra literária e extremamente visionária para o tempo e o contexto em que foi escrito. Definitivamente, essa obra (na verdade, toda a trilogia da Fundação) serviu de base para as grandes histórias e filmes de ficção científica que a sucederam. É uma ótima referência em temas como ciência política, filosofia, psicologia, ciências (exatas e humanas - a abordagem matemática da histórica pela psico-história é fantástica) e tecnologia.
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Rodolfo 01/11/2014

Fundação
Devo admitir que tive dificuldades em alguns momentos ao ler "Fundação". Não foi um livro tão fácil para mim, contudo valeu a pena encara-lo até o final. Asimov criou um universo - literalmente - tão complexo, tão cheio de intrigas, politicagem, tradições... Joga o leitor num futuro tão distante que as vezes ficamos sem chão. A psico-história, explicada logo no início da obra, é fascinante e sua teoria serve de pilar para os capítulos seguintes.

E não adianta muito se apegar aos personagens. Cada parte, cada capítulo seguinte, muitas vezes avança anos ou décadas a frente do anterior. Esses saltos temporais incomodam a princípio, mas depois entende-se que é esse o propósito da obra: o leitor passeia onisciente e onipresente pela história da humanidade, em que governos - e formas de governo - surgem e somem, que personalidades ficam marcadas para todo sempre nas enciclopédias galácticas.

Não é um livro de ação. É de ficção científica pesada e é preciso estar preparado para sair de sua zona de conforto e exercitar sua criatividade ao extremo.
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Marlon Teske 06/07/2011

Eu sei onde fica a Segunda Fundação
Apesar de não fazer qualquer menção às famosas três leis da robótica criadas pelo autor, tampouco contar com robôs na sua trama, A Fundação foi o livro que alavancou a carreira de Isaac Asimov como um dos maiores autores de ficção científica do nosso tempo. Trata-se na verdade de uma trilogia, encardenada em volume único e que narra um breve período de quatro séculos da história da humanidade doze mil anos em nosso futuro.

Após milênios de expansão, o Império Galáctico encontrava-se em declínio. A humanidade que dominou todos os planetas habitáveis da Via Láctea estava agora estagnada, sem o ímpeto criativo que já foi comum a nossa raça. Das mais de cinco quintilhões de pessoas vivas, apenas uma delas preocupou-se com este estado de inércia: Harry Seldon. O primeiro e maior psicohistoriador que já viveu. Prevendo a queda do Império, desenvolveu um plano intrincado que reduziria o período de barbárie de 30 mil anos para apenas um milênio.

Através deste pano de fundo somos apresentados há vários personagens que foram fundamentais para o plano de Seldon no transcorrer da trama. Porém, nenhum deles pode ser considerado o protagonista do livro a não ser a própria Fundação e sua contra-parte, a Segunda Fundação. Da mesma forma, dentre todos os prováveis oponentes previstos, apenas um chegou muito perto de colocar tudo a perder pois Seldon, em seus cálculos, previa a ação de milhares de milhões e não imaginou ele próprio que um único indivíduo poderia fazer a diferença perante a população de toda galáxia.

É um livro muito legal de ser lido, mas que pode ser cansativo por não permitir ao leitor afeiçoar-se, tampouco se acostumar a algum personagem específico. Quando você começa a reconhecer as ações típicas de cada um, aquela parte da narrativa chega ao fim, algumas décadas se passam e novos personagens surgem. Outro ponto que me incomodou um pouco (pelo menos na versão nacional) foram textos de um mesmo interlocutor separados por travessão. Demorava alguns segundos para compreender que era o mesmo sujeito falando e não outro.

Como ponto positivo, sempre acho muito legal ler histórias de cunho futurista escritas há algumas décadas. Ver como o autor imaginava a vida num futuro distante e comparar com a realidade atual é no mínimo engraçado. Recomendo a leitura devido a ele colocar um pano de fundo para várias outras histórias do autor. Para quem ainda não leu nada de Asimov, talvez valha a pena começar por outro livro que não este. Mas não esqueçam de reservar um tempo no futuro para A Fundação.

Lido em Junho de 2011
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Lucas Muzel 15/06/2009

Obra prima de Asimov
Resenhando a nova edição, da Aleph (o primeiro volume):
Com o surgimento de uma nova ciência, um plano meticulosos é feito para evitar sofrimento desnecessário no período inter impérios. Começando com uma pequena população de enciclopedistas, a trama avança no tempo com diversos protagonistas, tendo como fio condutor Hari Seldom e a Psico-história.
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Pedro 17/01/2013

Desapego?
"Fundação", de Isaac Asimov, é vencedor do título de Melhor Trilogia de Todos os Tempos.
A estória de fato é boa, o desfecho de cada momento é bem resolvido e criativo e o livro deixa bem a imaginação bem à vontade.
Porém, o ponto fraco do livro é justamente causado pelo enredo: são 1.000 anos de crises até o grande momento de um novo e próspero Império (todas essas informações se dão no primeiro capítulo).
Então, qual o problema? Nós não nos apegamos às personagens, pois eles aparecem em uma estória e, na outra, às vezes não são nem citadas são. Tampouco se sente parte do enredo, justamente pelo fato das grandes lacunas temporais entre um momento e outro.
Contudo, vale destacar que para quem gosta de livros de ficção, a Trilogia Fundação é a base de qualquer leitor.
Bruno Oliveira 30/12/2014minha estante
Legal você notar isso. Vi muitos elogios, mas poucas críticas ao livro. Ele tem aspectos em que é um tanto limitado que deveriam ser levados em conta numa avaliação.




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