Líricas

Líricas Jaya Magalhães




Resenhas - Líricas


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Alexandre 10/01/2014

Melodias apaixonantes
“Meu ideal seria escrever uma frase tão bonita que todas as demais palavras ao redor tivessem muita vontade de fazer parte dela.”

A primeira frase do teu texto capitula bem o que o livro, no todo oferece. Curiosamente creio que é esta primeira, a frase que reúne todo o encanto das tuas letras. Não apenas porque é um desejo desmedido, mas porque suscita a doçura que você extrai tão bem nos textos tão maravilhosamente escritos. Esta frase abraça, nela, todas as outras. Quando terminei de ler Líricas, voltei para ela e senti tudo lendo-a. E pensei comigo, ‘‘Jaya é perfeita!”.

Na verdade Líricas, como o nome diz, é trilha sonora para os olhos. Cada texto segue minuciosamente uma crescente melódica capaz de hipnotizar corações. Os textos foram organizados de tal forma que fica a impressão que ouvimos uma música. O amor é sempre presente. Você faz uma junção poética de forma estupenda Jaya. O elo de sentimentos que se sobressai em cada frase é algo sensacional que daria inveja a qualquer compositor. O livro cresce no amor, e decresce no amor. Meu Ideal de Escrever acena doçura, como se fosse uma introdução de ópera. É até difícil definir o clímax da leitura, porque o conjunto em si é mágico, majestoso. Mas citaria (In)ternamente como o ponto alto. Tem esta frase que me chamou a atenção:
“Sempre gostei de amar assim, baixinho, sem contar, sem espalhar, sem deixar caber tendências. As coisas são bonitas correndo entre as veias”. Vou-me utilizar de um artifício teu de juntar palavras e perguntar: Quecoisalindaéssa?

O amor se evidencia, fica explícito. Líricas é um conjunto de sentimentos extraídos de um íntimo decorado em graciosidade. São reflexos de poesia pura a bailar no salão escarlate do teu coração. Sentimento que afunila, que dança na ponta dos pés. Devo citar também Dona Maria. A leveza e desse texto me desarmou. É faceiro, desinibido, todo desenlaçado, é tão interior. É lindo, pela inocência que se desenha nas linhas. Dona Maria é um dos melhores que li, de verdade. Tem grandiosidade na maneira ritmada. Natural e encantador. Tem jeitinho que apaixona. “O amor tá solto Dona Maria. O amor tá solto, e isso é coisa da senhora”.

Retalhos conclui bem a emoção que querias passar. O desfecho desembala, explana a liberdade de uma alma que sente com plenitude. É como um aceno de mão, um até logo. São pedacinhos que se definem, se mostram e convidam. A alma se destrincha e se faz inteira ali. Você conclui o livro com as facetas mais belas do teu espírito.
“Não sei o que esperar. Espero tudo. Quero tudo. E vou. De mãos dadas com o que sinto, nunca soube me economizar. Vai ver assim eu acabe sendo possível. Minha caneta é sempre azul”. Coisalindademais!

Eu poderia citar todos. Mas me alongaria mais do que já me alonguei. Eu caminhei na vírgula das tuas letras, com pés descalços, pra sentir. Conseguiste, com um talento imensurável, envelopar o que há de mais bonito no teu peito, no teu coração. Meus olhos foram felizes de vê-los. Confesso que a maioria dos textos já tinha lido. Mas eu te leria mil vezes e mais mil vezes e não enjoaria. Nunca vou. Além do mais Jaya, te ler no papel é diferente. É algo que jamais vou sentir lendo na frente de uma tela. Sou apaixonado por tuas palavras e sempre deixei claro no blog. Mas lê-los no papel, folheando cada encanto seu, cada pedacinho desta tua maravilhosa alma, foi algo que nunca senti antes.

Liricas é o retrato da tua formosura Jaya. É um absurdo a maneira como tu escreves sobre sentimentos. O livro me deixou embalado, totalmente imerso no lirismo envolvente, na poesia segura, no sonho incontido, no amor desmedido, na intimidade que se desaloja. Fui abraçado, me senti no colo, porque diversas vezes tuas letras me conduziam, me encontravam e me seguravam. Identifiquei-me e emocionei. Te encontrei e sorri. Obrigado por ter me dado esta oportunidade de te sentir. Obrigado por estar aqui junto comigo de alguma maneira decorando minha estante, tão quanto já adorna meu coração.

"Eu só queria dizer que me importo. Com todo mundo. Todo o mundo. Dizer que queria poder cuidar, amansar. Queria que soubessem o tanto de amor que tenho, porque tenho."


Quem tem a oportunidade te ler, muda, cresce e se torna mais humano. E como disse Filipe, sorte a nossa. Sorte minha.
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