Nas Asas da Borboleta

Nas Asas da Borboleta Ivi Campos



Resenhas - Nas Asas da Borboleta


8 encontrados | exibindo 1 a 8


Ivi 28/09/2012

Sobre NAS ASAS DA BORBOLETA
O Livro conta a história de Natália, uma mulher de origem humilde e família fora dos padrões estabelecidos, que se torna uma mulher independente e bem sucedida na profissão que escolheu para si. Porém, apesar destas conquistas significarem muito para a mulher no novo século, tudo o que ela mais deseja é se casar e ter filhos. Amar e ser amada. Ter sua família e a oportunidade de dar aos filhos o que ela não teve com seus pais: Amizade, cumplicidade, presença.
O livro começa no dia do casamento de Natália, dia em que ela acredita ser o mais especial de toda a sua vida, porque afinal ela está apaixonada e acredita que é correspondida pelo noivo. Mas o desenrolar da história nos faz entender que não basta amor para sustentar um casamento, que a amizade verdadeira não precisa estar perto e uma conclusão que todos aqueles que já alcançaram a maturidade perceberam: Que nem todos os objetivos podem ser alcançados e sim, ás vezes, os sonhos mais importantes, aqueles que seriam a prioridade de toda nossa existência, podem perder o valor quando a vida nos coloca contra a parede. Um livro que fala sobre família, amizade, relacionamentos e busca por essa tão falada felicidade.
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Zilda Peixoto 20/12/2012

Nas Asas da Borboleta
Costumo me lançar de cabeça quando me proponho a ler um livro quando o mesmo se trata de uma publicação independente. Não que isso determine a qualidade de um livro, mas alguns fatores têm de ser levados em consideração. A começar pela capa.
No caso do livro em questão esse foi o primeiro impacto. Nas Asas da Borboleta possui uma capa inexpressiva, sem vida. A imagem é meio tosca levando-se em consideração a sua importância. Mas, não estou aqui para falar unicamente da arte mal elaborada da capa.

Uma relação de amor e ódio foi construída durante o decorrer da leitura. A princípio foi muito difícil manter uma simpatia com a personagem Natália. Personagens com baixa autoestima normalmente são muito chatas e repetitivas. Sempre tendem a reclamar de tudo e tornam as coisas mais difíceis do que elas realmente são.

Inicialmente, a personagem Fátima narra como fora desastrosa sua vida ao lado de seu marido Gilberto. Fátima ansiava pelo nascimento de sua filha Natália, que seu marido imaginava ser um menino. Como se não bastasse ter que esconder o sexo do filho, Fátima tinha que lidar com o marido alcoólatra.

Enfim, logo de cara o primeiro capítulo foi difícil de ser digerido. E isso me deixou meio frustrada porque sabemos que é justamente pelo primeiro capítulo que somos fisgados. Mas, ainda não é hora de se desesperar. Havia muito a ser descoberto. Era preciso ter paciência. O sofrimento de Fátima duraria o suficiente para esclarecer alguns acontecimentos importantes que surgiriam à diante.

O livro é narrado em 1ª pessoa pela voz de Natália. A narrativa dá aquele salto necessário para que possamos conhecer a personagem principal. Já adulta, ela irá narrar toda sua trajetória de sucesso como profissional na área da fotografia. Natália fora criada por sua tia Ana, já que sua mãe trabalhava muito para dar condições que ela pudesse ter a melhor educação possível.
Nat era uma jovem muito obstinada. Havia alcançado a sua independência financeira desde muito cedo aos 16 anos de idade. Apesar de sua determinação quando o assunto era profissão, seu grande sonho era tornar-se mãe. Aos 29 anos ela realizaria um dos seus sonhos. Casaria com Victor Pimentel, o homem que amava e que retribuía todo seu amor.

Como em um conto de fadas, a mocinha encontra seu príncipe encantado e vivem felizes para sempre. Não, perái! Nada disso! Que graça teria se tudo se resumisse a finais felizes. É preciso dramaticidade. E isso Ívi Campos soube trabalhar perfeitamente. Felizmente, como para tudo na vida existe um “MAS” a história desanda. Algo na receita deixou de ser acrescentado.

A narrativa dava pequenos sinais de que algo poderia dar errado. Nat começa a me entediar com sua obstinação de ser mãe. Natália simplesmente pira! Torna-se chata! Passa a viver única e exclusivamente em prol de seu desejo de ser mãe. A pertinácia da personagem é tão fatigante que desejei por alguns instantes abandonar a leitura.

Felizmente, existia Henrique; o melhor amigo de Natália. O amigo gato, sarado, bem sucedido, inteligente e gay que todo mulher desejaria ter na sua vida. Henrique é um cara gente boa que estava do lado de Nat nos momentos em que ela mais precisava. A amizade entre eles é um dos pontos fortes da narrativa. Enfim, o livro vai abordar todo o processo de descoberta da personagem Natália após alguns acontecimentos importantes que ocorrem após sua separação.

Natália descobre que o amor por si só não é o suficiente para se tornar uma pessoa feliz e realizada. Ela descobrirá da maneira mais difícil o quanto a vida pode ser dolorosa. Determinada a ser mãe a todo custo e se realizar como mulher, Natália decide fazer uma viagem à Europa. Sendo assim, ela parte para o outro lado do continente em busca da sua realização.

A partir desse momento, a história dá aquela esticada desnecessária. A autora começa a descrever detalhadamente os lugares por onde a personagem passa habitar e com isso a narrativa torna-se cansativa. Porém, achei interessante a capacidade da autora descrever tantos lugares no qual ela jamais esteve presente. Ela conseguiu passar credibilidade ao narrar cada local por onde Natália percorreu, porém achei que a descrição minuciosa tornou-se entediante. Apesar disso, persisti na leitura.

Nos quarenta e cinco minutos do segundo tempo, a história ganhou minha confiança e afeição. Já não era sem tempo, não é mesmo? A narrativa dá aquela reviravolta de novela de Manoel Carlos e tudo se apruma. Demorou, mas a partir do vigésimo quinto capítulo a história começa a ficar muito interessante. Fortes emoções começam a surgir a cada virada de página. A partir daí a leitura flui, torna-se prazerosa e não há como abandoná-la.

No final tive a sensação inebriante de prazer cumprido. Mais um livro daria sua pequena contribuição na minha formação enquanto indivíduo. É óbvio que para isso, a autora fez uso de muitos clichês, mas isso se torna irrelevante quando bem utilizado.
Fico muito feliz quando no fim das contas, algo de bom possa ser aproveitado. Tive que ser paciente, reconsiderar o fato do livro ser uma publicação independente e reconsiderar alguns pontos como: o fato da folha ser branca e não facilitar a leitura, mas como a fonte era de tamanho agradável isso deveria ser relevado.

Outras coisas que me incomodaram bastante durante a leitura foram: a ausência de acentuação durante toda a narrativa. Isso foi perturbador! A acentuação fora esquecida e por vezes tudo pareceu muito confuso; alguns conceitos básicos como contiguidade e similaridade foram esquecidos durante a construção da narrativa.
Em muitos parágrafos, os termos eram repetidos incansavelmente. Outro ponto desagradável foi a utilização de palavras onde a gradação deveria destacar e dar maior expressividade em alguns termos. Teve momentos que isso parecia mais o tal “encher linguiça”.

Gostaria de enfatizar que a história do livro é muito boa. A autora conseguiu transmitir a sua mensagem. Lições de amor, dedicação, superação e fé são muito bem exploradas dentro da narrativa. Mas como um livro não depende unicamente da história ser bem contada ou não, eu acredito que muita coisa deveria ser reavaliada. A começar pela revisão. Em alguns casos a edição poderia ser necessária. A capa deixa muito a desejar e não consegue transpor a beleza que a história possui. Para aqueles que julgam os livros pela capa, Nas Asas da Borboleta seria completamente ignorado.

Recomendo a leitura a todos os leitores que curtam bons romances. É um livro que faz o leitor rememorar sobre sua própria trajetória, pontuando todas as fases importantes da sua vida. Aborda as relações familiares com muita propriedade. E acima de tudo, preconiza a importância da amizade.

O final do livro deixa a entender que teremos uma continuação, provavelmente sobre a ótica de Henrique. Isso me deixa muito feliz porque como eu havia mencionado o personagem por si só vale a leitura. Mas, espero que dessa vez o livro seja trabalhado em relação ao processo de revisão. Histórias bem contadas são sempre bem vindas.
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Josy-chan 10/10/2012

Boa surpresa
(...)
O livro, narrado em primeira pessoa, constrói bem a protagonista. Você sabe como ela é, do que gosta, até dos atores que ela considera mais bonitos. Você entende como ela cresceu, quais são seus valores, e também as pequenas características (como ler bons jornais, etc) que a transformaram numa profissional de sucesso. Mas, acima de tudo, você compreende a necessidade simples e quase instintiva de mulher: Natalia quer amar, ser amada, construir uma família e ter filhos.
(...)
Leia a resenha inteira aqui: http://fic-lovers.blogspot.com.br/2012/10/resenha-nas-asa-da-borboleta.html
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Ann 04/12/2012

Moda e eu
RESENHA

O livro começa contando a estória da mãe de Natália... Dando nos a base da sua família.
Nos vemos no futuro de Natália em seu casamento com o gatissímo do Victor.
Natalia, viveu com sua tia, desde nova trabalhava como fotografa, nunca havia namorado, não sentia vontade, não tinha química.
Ao conhecer Vitor imaginou que sua vida havia mudado, um lindo e maravilhoso e agora marido, um amigo gay que qualquer 'menina' gostaria de ter, uma casa linda. E uma família que havia pedido para os céus.
Porém nada saiu como o planejado, ela não sentia desejo pelo marido, mesmo amando-o. Logo, depois de uns fatos o casamento acabou.
Por causa de outros fatos, foi embora para a Europa, deixando seu amigo Henrique no Brasil. Lá engatou um romance com outro cara, um espanhol - já disse que amo espanhol - e continuava a mesma coisa.
E quando voltou para o Brasil... muitas coisas mudaram, e aconteceram.
Ela se encontrou, E encontrou o verdadeiro amor.





"O amor, pode estar bem no seu lado"





Eu sempre soube que independente dos motivos, chorar é mais
comum entre as mulheres do que entre os homens. Eu sei disto porque sou uma tremenda chorona. Choro mesmo. Mas isto se deve a questões educacionais, claro. Às mulheres é permitido expressar sentimentos, falar o que estão sentindo, chorar e gritar.

Nat, você nasceu para amar. Não amar, não combina com você!!!


Primeiramente, Natália, se mostrou-se uma mulher forte. Apesar de todos os tombos se esteve firme, em pé.
A vontade de amar de Natália, de ser mãe -são duas, Nat; nós duas - é intensa, é verdadeira.
Henrique, outro nome pela qual sou apaixonada, Henrique é um doce, um homem de verdade.

Espero que tenham gostado, o livro é muito bom! Ivi tem uma forma toda meiga de colocar.
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Carolina Lopes 16/01/2013

Em 1976, Fátima, grávida de oito messes, luta para conseguir viver tranquilamente e esconder do seu marido, Gilberto, as suspeitas que o bebê que carrega é uma menina. Gilberto, um alcoólatra machista e ignorante, não para em emprego fixo algum e não quer nem pensar em ter um filha. Ele quer um filho.
Mas Fátima só deseja que uma dia sua filha tenha uma vida diferente da dela, que conheça realmente o seu marido e que não se sujeite a ele, como ela faz.


Já em 2005, Natália, filha de Fátima, é uma fotógrafa bem sucedida, porém com baixa auto-estima. Seu maior sonho é ter a família que não teve com os seus pais, e ela quer a todo custo ser mãe. E no caminho para conseguir o que quer ela conhece Victor e Manoel e passa por muito coisa.
Felizmente ela tem Henrique, seu melhor amigo, dono de uma rede bem sucedida de academias e homossexual, que está com ela em todos os momentos e a ajuda a passar pelas adversidades e se encontrar como pessoa.


"Não consigo conceber alguém que não deseje naturalmente ter alguém sob seu amor e cuidado incondicional. Não consigo entender que alguém assim, ainda que exista, não seja uma pessoa profundamente egoísta e desprovida de grandeza emocional. Pessoas que não querem ter filhos, que decidem isto racionalmente, para mim, estão à margem daquilo que eu penso ser humanidade."


Não vou ficar contando todos os passos de Natália durante o livro para não soltar spoiler algum. O legal do livro é ir acompanhando o drama da personagem e suas tentativas para finalmente conseguir realizar seu grande sonho.

Tive a impressão que o livro foi como um desabafo da autora sobre ser mãe, a família, o casamento e etc. Em alguns momentos achei a narrativa cansativa, eram muitas descrições e pensamentos reflexivos. Me incomodou um pouco a falta de pontuação em certas palavras e termos repetitivos.
Não sei se é por eu não ser dessas que são loucas para ser mãe, achei a Natália muito chata em sua obsessão pela maternidade.
O final acontece algo que eu não esperava. E Henrique, claro, foi o que mais gostei do livro.
Nas Asas da Borboleta traz lições de amor, superação e dedicação.


"Não nos apaixonamos por homens ou mulheres. A gente se apaixona pela alma, por aquilo que a pessoa é, independente do corpo que a hospeda. São as almas que se apaixonam, não é a matéria... São as almas que se descobrem, se encontram, se comprometem a se fazerem felizes e se completam. Homem e mulher cumprem apenas o protocolo para a manutenção da espécie e isso não tem nada a ver com amor."
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Francine 23/01/2015

Tornou-se um dos meus livros favoritos pela sensibilidade da autora em nos trazer uma história tão plenamente humana!
Esse livro me surpreendeu! Animei-me com a ideia de lê-lo quando soube, pelas opiniões de alguns leitores, que se tratava de um livro que nos convidava a refletir. Mas jamais apostaria no enredo que a autora Ivi Campos construiu!

Não posso falar do livro antes de abordar o seu Prólogo. Narrado em terceira pessoa, nele conhecemos Fátima, uma jovem mulher grávida que enfrenta os obstáculos de ser casada com um alcoólatra. No ano de 1976, em um contexto bastante machista, Fátima sustenta a esperança de que sua filha encontre a felicidade que nunca teve. O título do livro, Nas Asas da Borboleta, adquire sentido logo nas primeiras páginas quando vemos uma mãe disposta a se sacrificar pelo bem de sua filha. Foi realmente um belo início.

A partir do primeiro capítulo, a narrativa passa a ser em primeira pessoa pela nossa protagonista: Natália, a filha de Fátima. Já adulta, entendemos que Natália teve todas as oportunidades que sua mãe prometeu lhe dar e, hoje, vai se casar com o homem dos seus sonhos! Mas nem tudo são flores na vida dela… Notamos que Natália cresceu sem sua mãe por perto e foi educada pela sua tia. O que teria afastado mãe e filha? Aos poucos, vamos conhecendo o presente e o passado de Natália, e considero que a autora foi realmente feliz na organização temporal da história. Quando estamos nos envolvendo com as situações atuais, Ivi Campos nos leva ao passado e preenche lacunas com maestria, sem nunca deixar faltar elementos que prendam o leitor à narrativa.

Ainda antes da cerimônia entendemos um grande dilema de Natália – para mim, o maior ponto alto do livro –, mas que não posso revelar por ser um grande spoiler. Adoraria dizer sobre o que se trata, porque foi o primeiro livro que vi abordar tal condição física e psicológica! Se sua curiosidade foi aguçada, o máximo que posso dizer é: em um momento no qual a literatura erótica ganha prateleiras, Ivi Campos nos presenteia com uma história que aborda a intimidade de um casal.

Em Nas Asas da Borboleta também conhecemos Henrique, o melhor amigo de Natália. Ele é gay e me cativou com sua masculinidade! Achei genial a autora questionar, por meio do Henrique, os estereótipos gays que conhecemos e, também, sensibilizar os leitores para abandonarem rótulos. Todas as participações de Henrique na história foram maravilhosas!

Outro tema que a autora aborda nesse livro é o desejo de ser mãe. Natália sonha com a maternidade, mas sua condição física e psicológica gera empecilhos. Vale dizer que não concordei em muitos momentos com os pensamentos e sentimentos da Natália sobre isso, mas consegui entendê-la e me manter próxima a ela durante a leitura. Seu sonho de ser mãe é tão grande que por vezes a Natália coloca em segundo plano todo o resto. Não concordo, mas entendo que faz parte do processo de amadurecimento da personagem cada escolha que realiza em torno disso. Ainda, você encontrará outros dois temas secundários abordados nesse livro, de um jeito muito humano: o alcoolismo e a paternidade.

Eu diria que Nas Asas da Borboleta é uma obra que permite refletir importantes valores envolvidos no relacionamento amoroso e familiar. A amizade, a fidelidade, a intimidade, o respeito, a cumplicidade, a esperança, o perdão e a fé são os principais deles. Eu considero esse enredo uma verdadeira colcha de retalhos, costurados com carinho e de tal modo que o resultado final é encantador.

A única característica da obra que me incomodou um pouco foi, em vários momentos, a repetição dos pensamentos da Natália em relação à maternidade. Senti como se não fosse suficiente para ela apenas ter o sonho de ser mãe, mas necessário também falar mais e mais sobre isso. Acho que o excesso é prejudicial, seja ele qual for, e em diversos momentos considerei-a imprudente em suas decisões. Mas o desfecho permitiu resgatar o equilíbrio que ansiei e não havia final melhor! Do início ao fim, Ivi Campos conseguiu me surpreender com as reviravoltas na história. Adorei e recomendo muito a leitura!

Se me perguntarem por que Nas Asas da Borboleta ingressou para os meus favoritos, não hesitarei em dizer que foi pela sensibilidade da autora em nos trazer uma história tão plenamente humana! É um romance que apresenta as angústias reais de uma personagem que poderia ser você ou eu.

Sobre o aspecto gráfico, devo dizer que não aprecio a capa. O título é ótimo, mas penso que a capa poderia melhor representá-lo. Achei, também, que a margem estava muito próxima do centro do livro, dificultando um pouco a leitura e alguns erros de revisão persistiram (especialmente pontuação) – embora não afetem o entendimento do texto.

Que tal conferir os meus quotes favoritos e participar do sorteio de um exemplar autografado [até 01/03/2015]? Confira a resenha no blog:

site: http://myqueenside.blogspot.com.br/2015/01/resenha-68-nas-asas-da-borboleta.html
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