Um Útero É do Tamanho de um Punho

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Resenhas - Um Útero É do Tamanho de um Punho


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Lidi Cirilo 15/11/2016

Impressões
Um livro de poesia contemporânea que trata do mundo feminino de modo simples e crítico. Vale a leitura! "[...] não queria fazer uma leitura equivocada mas todas as leituras de poesia são equivocadas"

site: https://www.instagram.com/lidicirilo/
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Fernanda.Gehrke 22/08/2016

Sobre mulheres e seus úteros
Entre risadas e algum amargor na boca, os poemas em "Um útero é do tamanho de um punho", editado pela extinta editora Cosac Naify, falam muito sobre o ser mulher, se ver mulher, se aceitar como mulher. O poema que dá título ao livro é um dos mais fortes, um grito pelos direitos das mulheres para decidir, por conta própria e sem qualquer tipo de interferência da política, da religião ou dos homens, o que fazer com o próprio corpo. Os poemas estão divididos em subtítulos: “Uma mulher limpa”; “Mulher de”; “A mulher é uma construção”; “3 poemas com auxílio do Google”; “Argentina” e “O livro rosa do coração dos trouxas”.
Os poemas escritos com auxílio do Google revelam muito sobre como o machismo ainda está presente. Para escrevê-los, a autora digitou, no buscador, alguns inícios de frases com a palavra mulher. O que se revelou foi um mar de preconceito, machismo e misoginia entre os assuntos mais pesquisados, que o preenchimento automático indica nesses casos. Por exemplo: A mulher quer (primeira opção: ser amada; segunda opção: um cara rico).
Gostei de um poema em particular, que diz muito sobre a família tradicional brasileira, aquela em que a mulher trabalha muito mais e ganha muito menos dinheiro e reconhecimento que o homem: Mulher de valores.
No link tem mais.

site: http://meudesafiodeleitura.blogspot.com.br/2016/08/livro-21-um-utero-e-do-tamanho-de-um.html
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Adriana Scarpin 14/06/2016

Não há palavras ou frases feitas suficientes para descrever o quanto gostei desse livro. Obra prima feminista.
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Patricia.Colmenero 31/05/2016

Poemas feministas, refletem de forma engraçada e irônica sobre a condição da mulher.
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Alana 20/04/2016

Sinopse : "Esta obra reúne 35 poemas que têm a mulher como centro temático - procurando definir que figura feminina é essa que é, segundo a autora, desenhada e desconstruída incessantemente, e questionando de um lado o mundo, de outro a própria identidade."

Fui atraída pelo titulo da obra, que por sinal, é o titulo de um dos melhores poemas deste livro. Angélica Freitas trata a questão do "ser" mulher sob a ótica feminista, usando brilhantemente eventos aparentemente banais do cotidiano da mulher para denunciar as pequenas violências inseridas em seu dia a dia e em seus pequenos gestos.

Ela fala de mulher suja, mulher limpa, mulher de respeito,a mulher em construção, a mulher "depois" (nesse, em especial, ela trata da identidade de gênero), a mãe de família...

Sera que o corpo da mulher pertence a ela mesma?

Um Útero é do Tamanho de um Punho é aquele livro que você lê sem pausas, pois os poemas, apesar de individuais, são interligados pelo contexto que ela vai construindo. O conjunto é que da sentido à obra.

Não tenho costume de ler livros de poesias e tenho plena certeza que estive alheia à muitas mensagens nas entrelinhas e nas referencias, o que prejudicou minha impressão final: não achei o livro forte, como muitos que leram, alegaram. Mas é uma obra límpida e de fácil leitura, capaz de gerar reflexões a quem, ainda, desmerece esse debate.
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li.ebizio 29/06/2015

Sobre as várias mulheres
Eu li um útero é do tamanho de um punho no final de 2014. Li em uma tacada só. Cada poema me deixava com vontade de ler o que Angélica Freitas reservava na próxima página. Usando a ironia e o humor, a poeta versa sobre a mulher. Ou melhor, sobre as mulheres. A mulher ideal que é "diferente das mulheres". A de vermelho. A de respeito. A suja e a limpa. E tantas outras que enchem as páginas do livro.

Os poemas conseguiram de maneira simples dar voz a diversos pensamentos que eu não conseguia expressar. Por exemplo, a distinção entre mulher limpa e mulher suja, que é exatamente a separação que a sociedade faz. "Mulher de respeito" mostra em dois versos a vigilância sobre a vida íntima feminina enquanto "mulher de vermelho" (em mais versos) o faz com o modo de vestir e agir.

Meu poema favorito - que eu acho que resume a discussão presente no livro - é "A mulher é uma construção"

site: http://deretasegmento.blogspot.com.br/2015/02/livro-3-um-utero-e-do-tamanho-de-um.html
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Parisina 08/03/2015

" A mulher é uma construção"
É um livro forte e intenso. O mundo feminino está escancarado e pode ser sentido de uma forma visceral desde a capa até a última página. Li em um dia todo de uma vez. Acho que vc entende melhor a essência da obra. Acredito que não da para ler as poesias de forma fragmentada realmente, pois elas fazem parte de um conjunto. Ainda assim, muitas vezes, não entendi alguns momentos e alguns versos. Talvez por não ser uma leitora de poesias. O livro, no entanto, é uma experiência muito legal!
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Livrogram 29/09/2014

Sobre um útero...
Esqueça os clichês sobre feminismo e literatura feminina e se deixe levar pela poesia de Angélica Freitas. Elogiado pela crítica e pelo público no início de 2013, este livro é um dos exemplos da nova poesia contemporânea brasileira: consistente em suas proposições e capaz de nos surpreender. Depois de seu livro de estreia, 'Rilke Shake', a autora nos apresenta 'Um útero é do tamanho de um punho', reunindo poemas ora sutis ora francamente questionadores sobre a condição da mulher contemporânea. Angélica evoca os humores, dores e amores relacionados à ideia de feminino - sempre em construção e transformação. A autora também dialoga com a contemporaneidade de forma surpreendente, como na série '3 poemas com o auxílio do Google'. Este é um livro delicioso! Angélica também edita a revista de poesia Modo de Usar & Co., junto com outros poetas. Em versão impressa e virtual e contando com ótimas traduções, a revista é um excelente meio para descobrir novos autores de poesia ao redor do mundo. Eis aqui uma autora que vale a pena acompanhar!

site: https://www.youtube.com/user/livrogram2014
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Paty 22/01/2014

Em Um útero é do tamanho de um punho, Angélica faz uma poesia fina, direta e cheia de verdade, com um humor inteligente, meio que jocoso, com uma doce certa de ironia, força de alguém que não tem medo das palavras, ao contrário, as usa muito bem e sabe pra onde as está levando.

Como o próprio título sugere, o mote de suas poesias é o feminino, as mulheres, é um livro feminista? Sim, mas não é de e nem há panfletagem. Há denúncia, mas não é algo bruto; ela observa e relata como a mulher é vista, apontada, moldada, o que fica muito claro na primeira parte do livro com O "uma mulher limpa". Angélica reinventa e dá uma nova roupagem ao preconceito, quando o incorpora para expor justamente toda a sua face cômica que já deveria ter sido percebida por todos há muito tempo!
As poesias são cheias de nuances e significados que vão além de sua rima forte e de sua falsa simplicidade.
Falam da forma ostensiva que a mulher é vigiada, seja sobre a forma como se veste, pelo seu peso, sua beleza. Ainda traz poemas sobre a transsexualidade, o homossexualismo feminino, falam das ilusões, desilusões e desejos de toda mulher.

Um útero não é o mesmo que um punho e muito menos tem a sua força física, isso é claro, mas se você quiser parar e pensar só um pouco, mesmo não estando muito acostumado a isso, vai entender que esse órgão de posse apenas do feminino, carrega toda uma supremacia, tem sim muito poder! Mas ao mesmo tempo, se formos analisar o avesso dessas costuras tão bem tecidas pela autora [e como sugere tão belamente a capa da edição], vamos enxergar que esse mesmo útero deixa de ser algo sagrado, prendendo a mulher à uma única prioridade.

Como eu falei, não sou boa para falar de poesia, aliás, nem sei se sou boa em fazer poesia, mas Angélica Freitas é, e muito! Ela nos atinge em cheio e, o melhor, sem precisar empunhar um punho fechado!

Postado originalmente aqui:


site: http://almadomeusonho.blogspot.com.br/2014/01/um-utero-e-do-tamanho-de-um-punho.html#more
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Carina 11/09/2013

A voz feminina na poesia
Um livro mediano, porém ousado. Angélica Freitas sabe dar voz a muitos dos conflitos femininos - e incorporando a voz da mulher que se calou durante séculos, dispara seus versos em um continuum. Ainda que os poemas sejam unidades isoladas, alguns dos que estão no livro só têm sentido de ser quando apreendidos dentro do seu contexto. É o conjunto que dá a força da obra - lidos isoladamente, os versos, por vezes, não funcionam.

Nota: 7,0

Trechos:

“uma mulher gorda
incomoda muita gente
uma mulher gorda e bêbada
incomoda muito mais
uma mulher gorda é uma mulher suja
uma mulher suja
incomoda incomoda
muito mais

uma mulher limpa
rápido
uma mulher limpa”.

mulher depois

queridos pai e mãe
tô escrevendo da tailândia
é um país fascinante
tem até elefante
e umas praias bem bacanas

mas tô aqui por outras coisas
embora adore fazer turismo
pai, lembra quando você dizia
que eu parecia uma guria
e a mãe pedia: deixem disso?

pois agora eu virei mulher
me operei e virei mulher
não precisa me aceitar
não precisa nem me olhar
mas agora eu sou mulher
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Eduardo 22/11/2012

"(...)
eu quando corto
relações corto
relações
não tem essa de
briga de torcida
todos os sábados
(...)"

:D
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