Espíritos do Tâmisa

Espíritos do Tâmisa Ben Aaronovitch




Resenhas - Espíritos do Tâmisa


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SMiletic 15/04/2018

Primeiro livro da coleção Enigmas de Londres, é nele que conhecemos Peter Grant, rapaz recém saído da academia de polícia que acaba sendo designado para a unidade secreta que lida com fantasmas, vampiros e outros assuntos mágicos.

O primeiro aprendiz em muito tempo de Nightingale, o último mago da Inglaterra. Vamos dizer assim que o aprendizado a academia foi a parte mais fácil.

O autor, Ben Aaronovitch, escreveu roteiros de Doctor Who e a frase na capa define o livro como uma mistura de Harry Potter com CSI. Então é claro que eu daria uma chance (como se o título não tivesse me atraído o bastante), mas a verdade é que ele já estava há mais de dois anos no Kindle esperando por uma chance.

PG é um personagem bem interessante, assim como o mistério por trás das mortes violentas que começam a surgir na região de Londres próxima do antigo Cemitério dos Atores.

A leitura flui bem e é bem divertido, mas a coisa é um tanto confusa, provavelmente porque são muitos personagens sendo apresentados e ele usa bastante a cidade como "personagem", o que prejudica quem não conhece (poxa, serei obrigada a dar um pulinho lá). E a magia daqui é bem diferente dos livros de HP. Mas eu realmente gostei, o humor dele é delicioso e fiquei curiosa para ler os seguintes (infelizmente já vi que nem todos foram publicados por aqui).

#livros #livros2018 #euamolerkindle
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Heliene.Maia 28/02/2017

Interessante, mas um tanto confuso...
...mesmo assim gostei bastante do enredo. Não tenho certeza se essa 'confusão ' se deu por erros de tradução. Mas terminei a leitura querendo ler mais livros do autor e isso, pra mim, é um bom sinal.
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Dhiego Morais | @liemderry_ 11/07/2016

ESPÍRITOS DO TÂMISA
Espíritos do Tâmisa, o primeiro volume da série Enigmas de Londres é o típico livro recheado de humor e sarcasmo, com deliciosas pitadas de magia. Para aqueles que se identificam com um pouco disso, o livro pode se mostrar um grande aliado nessas férias!



Apesar da citação da escritora best-seller, Diana Gabaldon (autora de Outlander: A Viajante do Tempo e Outlander: A Libélula no Âmbar, relançados pela Saída de Emergência Brasil) logo na capa do volume: “O que aconteceria se Harry Potter crescesse e se unisse ao CSI?”, Espíritos do Tâmisa não segue os padrões mágicos de J. K. Rowling. Muito pelo contrário, Bem Aaronovitch escreve uma obra original e fluida, onde o ponto forte encontra-se no humor de Peter Grant e do inspetor Nightingale.

Neste primeiro volume, Peter, um jovem guarda da Polícia Metropolitana de Londres, encontra-se diante de um homicídio; e é enquanto aguarda a sua colega Lesley May, que estranhas coisas acontecem: Peter possui o dom da visão, sendo capaz, então, de ver fantasmas e outras criaturas fantásticas.

Após conhecer o inspetor Nightingale, o último mago da Inglaterra, Peter se envolve em um show de sombra e suspense na caça ao assassino do Tâmisa. Agora, com a ciência de que criaturas fantásticas há muito permeiam não apenas a Inglaterra, mas o resto do mundo, Peter Grant se vê envolvido em um clima mais hostil do que imaginava, quando ingressou na polícia de Londres.

Na caça ao espírito maligno que vem causando os homicídios, Bem Aaronovitch desenha uma Londres instigadora dos maiores desejos, digna dos clássicos de suspense e mistério de Agatha Christie.

Aos ansiosos por um toque de magia e mistério à moda londrina, Enigmas de Londres pode ser a dica certeira!

site: http://www.intocados.com/index.php/literatura/dicas-de-leitura/505-enigmas-de-londres-espiritos-do-tamisa-1-ben-aaronovitch
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Laura 14/03/2016

Peter Grand é um jovem policia londrino que esta terminado seu período probatório. Uma noite após um crime violento ele encontra uma testemunha do assassinato, que por acaso é um fantasma. Isso mesmo, um fantasma. A partir dai toda a vida do policial Grant muda radicalmente e nem sempre para melhor (risos!)!

Na capa do livro a um comentário "O que aconteceria se Harry Potter crescesse e se unisse ao CIS? Diana Galbadon" Bom! Tirando o fato de ter magia no livro e se passar na Inglaterra não vi nada de Harry Potter (apenas uma piada com alusão ao mesmo) e muito menos de CIS. É um livro com uma base interessante, envolvente, de leitura rápida, mas que não posso considerar ótimo. Foram pequenas coisas, como a falta de profundidade no mago chefe de policia Thomas Nightingale, ou em alguns trechos que ficaram mal amarrados na minha opinião. Em contra partida O Policial Grant é um charme, começa que ele é negro, sexy, desligado (não podemos dizer que ele seja um típico policial da Rainha) e tem problemas com o pai. Em favor do livro há inúmeras informações sobre a cidade de Londres e sobre sua força policial e seus procedimentos, e outras coisas muito interessante. Vou ler o próximo livro e torcer para que estes pequenos detalhes sejam apenas por este livro ser o introdutório da série.
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Cris Paiva 27/05/2015

Esses dias eu andava desesperada atras de um livro minimamente interessante, então lembrei que alguém tinha falado bem dessa série e resolvi fazer um teste-drive e ler as primeiras paginas. Bom, eu só parei de ler quando o livro acabou, então posso dizer que a história é boa!!
Mas não se deixe enganar por aquela frase de propaganda na capa onde diz "Harry Potter encontra CSI", não tem nada a ver com HP (a não ser a parte da magia) e CSI passa longe.
Peter Grant, começa a ver fantasmas durante uma abordagem policial e é encaminhado pelo seu superior a um departamento "especial" da policia londrina para casos estranhos, onde ele é apresentado ao oficial-mago Nightingale e descobre que aquela conversinha do Shakespeare sobre o céu e a terra não era só poesia.
Você pode achar que um livro sobre um policial que sai caçando fantasmas malucos em Londres é uma bela porcaria, e é mais um desses livros bestinhas para adolescentes. Mas o autor é também roteirista da série inglesa “Dr. Who”, então por ai você já percebe que a coisa muda ligeiramente de figura. O livro tem aquele típico humor sarcástico britânico, com de referências a Harry Potter (afinal o autor não podia perder a piada), Star Wars, e outras coisinhas de nerds.
Fiquei tão bem impressionada com o aprendiz de mago/policial de origem africana (maior jeitão de Barack Obama) que ja fui atras para ler o segundo livro. E também quero saber quando vai sair o terceiro, quando gosto da série quero ler tudo enfileiradinho.
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Carpe Libri 24/02/2015

Ben Aaronovitch dá início à Série Enigmas de Londres com o livro "Espíritos do Tâmisa", lançado em 2012 pela Editora Fantasy - Casa da Palavra, narrando a história de Peter Grant, um policial metropolitano de Londres, prestes a terminar o tal do estágio probatório deles e com perspectivas pouco encorajadoras na polícia, já que é uma boa pessoa, mas um tanto quanto distraído demais. Assim, durante um turno de rotina, eis que acontece um assassinato, brutal [é um trem muito louco! De repente um cara arranca a cabeça de outro no meio da rua. WOW! Ganhou minha atenção!] e que tem como testemunha principal um fantasma.
É. Isso aí. Um fantasma. Como testemunha. Da Polícia de Londres. Aham, totalmente crível e verossímil. Mas é justamente esse encontro com o ser do além que muda toda a vida de Grant, incluindo suas perspectivas profissionais: o futuro se delineia junto do Inspetor Nightingale, o responsável pela área sobrenatural da Polícia e, vejam só, também era um mago. E é dessa forma que Peter se torna "Aprendiz de Mago". Começa a fazer magia e tudo. Mas não como Harry Potter. Como Nightingale chama a atenção, ele não é um personagem fictício [Há! Gostei desse Nightingale!]. E enquanto precisam investigar o assinato e outros casos que aparecem na grande metrópole, Grant e Nightingale também precisam resolver uma velha briga entre Mama Tâmisa e o Velho do Rio, deuses do rio, digamos assim, que separaram suas áreas de domínio por volta da época do Grande Fedor [que é processo de enfedidamento do Tâmisa]. Os grupos dominam cada um uma parte do Rio, da área, sendo que cada rio é uma pessoa. Isso. Vou deixar que vocês descubram o que acontece, é uma parte bem interessante.
Então, entre vampiros, entidades e fantasmas vingadores, a história se desenrola, misturando elementos sobrenaturais à paisagem londrina. Plausível? Sim. Todos aqui acreditamos em magia! Mas aí surge um detalhe que me incomodou ao longo da história: um policial do século XXI, da cidade grande, ligado à todo tipo de tecnologia, acredita realmente em um fantasma? Tudo bem que ele questiona um pouco sua sanidade, mas eu achei um tanto forçado, já que isso acontece somente no início, mas vamos relevar um pouco, é normal as pessoas aceitarem coisas inexplicáveis [mesmo que não tão facilmente assim]. Se fosse você ou eu [por mais que eu ainda espere minha carta de Hogwarts, achar um portal pra Nárnia e queira um dragão], pessoas contemporâneas e civilizadas, acharíamos difícil de acreditar nessa história, que estaria mais pra um episódio de Supernatural [Aí, delícia!]. Além disso, Ben Aaronovitch, o autor, também foi responsável por alguns roteiros da série Doctor Who, então, talvez por ter mais experiência como roteirista, o autor também tenha deixado algumas amarrações muito superficiais, com as descobertas acontecendo de maneira muito simples. E por tentar descrever lugares, coisas e situações que não aparecem em um roteiro, estas acabaram ficando um tanto confusas e não tão bem organizadas. Mas isso é algo que eu parei pra analisar depois, e quero deixar claro: o livro é bom, eu gostei.
Esse primeiro volume de sabe-se lá quantos livros, acabou sendo algo diferente e interessante de ler, especialmente para ver se seria só mais um livro, ou algo com grande potencial. Aaronovitch coloca magia onde a gente menos espera, relaciona diversos intelectuais como desenvolvedores e responsáveis pela ordem na magia. E isso é que me deixou mais empolgada. Nós, que já acreditamos em tantas coisas, mesmo com a grande ponta de ceticismo, acabamos por ver muito daquilo que a gente sempre pensou que poderia acontecer. Que eu sempre vi como possível. Mas eu tenho problemas, então relevem. Outros leitores talvez vejam como uma possibilidade de trama não pensada. Mas é um livro bacana, com cenas interessantes e algumas tiradas hilárias. Vale a leitura.
Só um detalhe: A Editora mudou a capa do primeiro volume ao lançar o segundo, então talvez essa capa nem seja mais encontrada por aí.
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AmadosLivros 22/11/2014

Resenha no blog Amados Livros
Não deixe de conferir nossa opinião sobre este livro no nosso blog! E lá também tem muitos outros livros legais! Dê uma passadinha lá! ;D
Link no final da postagem! ;]

site: http://amadoslivros.blogspot.com.br/2014/10/livro-espiritos-do-tamisa-enigmas-de.html
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Daniela Florênc 07/05/2014

[RESENHA SEM SPOILER]
-Então magia é real-eu disse - O que faz de você um... o quê?
-Um mago.
-Como Harry Potter?
Nightingale suspirou.
-Não,não como Harry Potter.
-Em qual sentido?
-Eu não sou um personagem de ficção-disse Nightingale.




Lá estava eu como de costume curtindo uma solidão procurando livros que tinha Londres como cenário principal. Quando li o titulo "Enigmas de Londres" como se isso já não bastasse para eu desejar este livro, li mais embaixo a seguinte frase "O que aconteceria se Harry Potter crescesse e se unisse ao CSI?" nessa hora eu pirei, me apaixonei pelo livro sem nem mesmo ter lido.
O livro se trata de uma trama onde um policial capaz de ver fantasmas é recrutado para trabalhar em uma força-tarefa contra crimes sobrenaturais.Eu fiquei tão animada para o ler que eu me decepcionei um pouco no modo de como a narrativa é rápida e fluida. as ideias não ficam completas. Deve ser pelo fato do autor também ser roteirista. Ben Aaronovitch tem um humor refinado,em vários pontos do livro me peguei dando gargalhadas.O mistério que o autor trás,realmente é muito intrigante e isso faz com que prenda o leitor ao livro o que eu acho muito bom.
De todas as maneiras o livro tem uma leitura gostosa e confortável de se ler . é o tipico livro para devorar em uma ou duas tardes.


site: http://ulookbooks.blogspot.com.br/
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CooltureNews 23/03/2014

Coolture News
Esqueçam aquela frase da capa, foi usada apenas para vender o livro, mas sinceramente, nem precisava. Não tem a ver com Harry Potter a não ser por se passar no Reino Unido e ter bruxos, talvez tenha um pouco de CSI, mas não como aquele que passa na TV.

Espíritos do Tâmisa é o primeiro livro da série “Enigmas de Londres” do autor Bem Aaronovitch, que busca trazer as lendas, mitos e histórias da antiga Londres para uma Londres moderna. E ele faz isso muito bem.

A história desse primeiro livro gira em torno do tradicional show de fantoches “Punch e Judy”, referência de diversos livros e histórias, que aqui ganham sombras ainda mais macabras e um bom toque do sobrenatural.

Peter Grant, nosso admirável protagonista, é um rapaz comum que está prestes a iniciar sua carreira na Polícia Metropolitana e seu encontro com um fantasma em uma noite escura muda para sempre sua vida. Diante desse seu talento para o sobrenatural, ele acaba se tornando o aprendiz do último mago inglês, Nightingale. Juntos eles fazem parte de um departamento secreto que lida com os crimes sobrenaturais e que teve como um de seus fundamdore, Isaac Newton.

É uma história introdutória, e como tal, tem seus percalços. Muita coisa é apresentada e às vezes é difícil acompanhar ou pegar a ideia apresentada, além disso, há duas linhas de história sendo exploradas aqui, o que prejudica o entendimento do leitor e quebra o ritmo de leitura.

Mas tirando isso, temos um enredo fantástico escrito de maneira ágil e com bom humor. Ben constrói uma gama de intricadas relações entre os mitos e os seres, além de dar um mistério intrigante para ser desvendado.

Durante minha leitura me senti envolvida de um modo que não via a tempo, e não pude deixar o livro enquanto não chegasse ao final, pois, a cada momento o autor ia soltando pequenas iscas que me deixavam ainda mais curiosa. Ao longo do livro vemos a história evoluir juntamente com Grant e descobrindo que há muito mais nessa cidade ancestral que seus castelos e ônibus de dois andares.

Claro que os personagens têm sua cota nessa história, e eles são no mínimo originais. Os melhores deles são os deuses do Tâmisa, uma mistura única de diversas referências históricas e mitológicas, que revelam muito sobre a história do próprio rio e sua geografia. E Nightingale também não decepciona, sendo um daqueles personagens que deixam o gosto de quero mais a cada cena. Inteligente, sarcástico e um grande mago, ele possui o típico arquétipo do “mestre” e guia nosso protagonista pelos mistérios, dando a Grant as dicas necessárias para que possa entender esse antigo mundo novo.

Com personagens carismáticos, teorias mirabolantes e com muito sangue, “Espíritos do Tâmisa” é o típico livro de inicio de séries, cativante e com gostinho de quero mais. Estou muito ansiosa pelos próximos livros e novos mistérios que Grant deverá enfrentar, bem como as confusões do mundo sobrenatural de Londres.
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Lisi 23/11/2013

Tinha tudo para ser um ótimo livro! Magia misturada com ação policial ambientada em Londres? Sim, tinha todos os elementos necessários. Mas alguma coisa saiu errada - talvez começando pelo título, que não transmite muito bem a narrativa do livro. Talvez pelo fato de que os personagens são INCRIVELMENTE rasos, sem nenhum aprofundamento psicológico - nenhum mesmo. Talvez pelo fato de ter vários erros de português e de tradução. Ou talvez simplesmente porque o autor esqueceu que isso é um livro e não um episódio de uma série: vamos ser francos, a história se desenrola de um modo tão rápido que às vezes nem dá pra entender o que estava acontecendo. Mas não me entenda mal: é um bom livro. Ainda quero ler os próximos :)
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Valesi 30/10/2013

Um ótimo começo
Este estava na minha prateleira desde meu aniversário, em março. Mas cada vez que eu pegava o da frente na fila, olhava para ele, pensando: "disseram que é bom, e parece mesmo". É bom.

Enigmas de Londres - Espíritos do Tâmisa é o primeiro livro da série de mesmo nome escrita por Ben Aaronovitch. Na capa (belíssima, por sinal, com várias referências à história em si), tenta-se vendê-lo como um "Harry Potter meets CSI". Não é isso. Mas existem pontos de contato.

No livro, Peter Grant é um policial rookie da MET, a polícia metropolitana da capital inglesa, que após ficar plantado cuidando da cena de um crime encontra-se com um fantasma de um velho ator cockney que foi testemunha ocular do acontecido. A partir daí, sua carreira que estava destinada a tomar uma direção burocrática dá uma guinada e ele se torna o segundo membro da brigada sobrenatural da polícia. Aprendendo magia, física (o patrono da divisão é Sir Isaac Newton), latim e as delícias de se dirigir um Jaguar, Peter torna-se aprendiz de Nightingale, um cara com muito a ensinar e pouco a dizer.

Mais lá no blog:

site: http://valesi.blogspot.com.br/2013/10/enigmas-de-londres-espiritos-do-tamisa.html
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Vitor 15/09/2013

Espíritos do Tâmisa
Se eu soubesse que era tão bom assim, eu teria lido ele há muito mais tempo. Eu terminei de ler o livro a algum tempo, mas não consegui postar aqui no blog porque meu notebook estava formatando. Gostei muito da história, magia e suspense junto, uma combinação excelente, Ben sabe muito bem o que faz. Duas passagens/frases que fizeram eu ler esse livro foram: "O que aconteceria se Harry Potter crescesse e se unisse ao CSI?", Diana Gabaldon (isso está escrito na capa) e a outra não foi bem uma passagem/frase, mas uma parte do livro, que vou colocar abaixo, mas antes tenho que falar que o livro em primeira pessoa:

- Então magia é real - eu disse. - O que faz de você um... o quê?
- Um mago.
- Como Harry Potter?
Nightingale suspirou.
- Não, não como Harry Potter.
- Em qual sentido?
- Eu não sou um personagem de ficção - disse Nightingale.

Com isso eu não podia deixar de ler esse livro. Peter cita o tempo todo alguma coisa da realidade, como Big Brother nessa passagem: "Uma grande investigação, assim que começa, é tão excitante quanto ver reprises de Big Brother, embora provavelmente envolvendo menos sexo e violência.". Eu não anotei em qual página isso acontece, e não consegui achar enquanto estava fazendo essa resenha, rs. Mas vamos aos personagens.
Peter Grant é mulato, uma vez que sua mãe é de Serra Leoa (o que eu achei diferente, porque sempre o personagem principal é branco), irônico e muito distraído, mas mesmo assim é um policial. Depois que ele encontra com o fantasma, sua vida muda drasticamente. Antes, Peter estava sendo enviado para trabalhar ma Unidade de Progressão de Casos da Policia Metropolitana de Londres (MET), ou seja, ele cuidaria da burocracia para o policial atarefado para que ele volta para às ruas para ser "agredido, cuspido e vomitado" como o próprio Peter diz. Depois do seu encontro, Thomas Nightingale o convida para trabalhar com ele na Folly, uma área da MET que cuida de assuntos sobrenaturais.
Thomas Nightingale é o chefe e único integrante da Folly. Ele é o último mago da Inglaterra, e que depois de ver Peter esperando um fantasma, o chama para trabalhar com ele e se tornar um mago também, e é óbvio que Peter, como qualquer outra pessoa em sã consciência, concordaria sem pensar duas vezes. Thomas é meio estilo Merlin, de O Rei do Inverno, de Bernard Cornwell. Ele é alto, magro e fala pouco, mais do que Merlin, mas mesmo assim pouco. Ele é chamado por Lesley de Voldemort, mas de Voldemort ele não tem nada.
Lesley é amiga de Peter e trabalha junto com ele na MET, mas não na Folly. Peter é apaixonado por Lesley, mas não fala nada com ela sobre isso com ela. Ela é companheira de trabalho de Peter no começo do livro, mas é "promovida temporariamente", porque precisa de pessoal, para a equipe de homicídios da MET. Lesley, segundo Peter é bonita, mas não podemos acreditar nele totalmente, porque o amor é cego.
Os personagens secundários não são tão interessantes quanto Peter, Lesley, Nightingale, Molly (um ser que é a empregada da Folly) e Toby, o cão caça-fantasma que Peter adotou sem querer, leiam para saber o porquê. Tem os deuses do rio Tâmisa que aparecem pouco, mas que mostram o seu poder para Peter. Não estou conseguindo lembrar de mais algum personagem coadjuvante que eu gostei, se eu gostar eu atualizo o post.
Estava esquecendo, as grandes mentes que nós conhecemos estão no livro como "patrocinadores" da magia, como Newton que foi o primeiro a sintetizar a prática de magia, o que achei interessante Ben usar pessoas que nós conhecemos para a construção do seu livro. A história passa em torno de 6 meses, de janeiro a junho/julho. Um livro que recomendo para todos os fãs de Harry Potter e para aqueles que gostam de suspense.

site: http://guardiaodamuralha.blogspot.com.br/2013/09/espiritos-do-tamisa-de-ben-aaronovitch.html
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Coruja 01/09/2013

Esse é outro daqueles títulos que uma vez que você começa, não consegue largar mais – e por isso eu aconselho a não começá-lo pelo final da tarde ou à noite, a não ser que esteja disposto a virar a madrugada sem dormir, que foi exatamente o que eu fiz.

Enigmas de Londres: Espíritos do Tâmisa é um livro de ritmo rápido, repleto de cenas verdadeiramente cinematográficas, roteiro pronto para adaptação – e não é à toa, já que o autor é roteirista de séries da BBC e sabe o que está fazendo – com aquele humor irônico tipicamente britânico.

Peter Grant é um recruta da Scotland Yard que após ser deixado de guarda numa cena de crime, acaba encontrando uma testemunha inesperada... e incorpórea. A partir desse momento, ele acaba sendo designado para um departamento da polícia especializado no sobrenatural e terá de lidar com deuses lacustres, fantasmas, demônios, vampiros e outras variações do gênero.

Seu primeiro caso é uma imitação da pantomima com fantoches Punch and Judy: uma sucessão de incidentes bizarros e assassinatos aparentemente sem qualquer ligação. Há uma série de referências absolutamente nerds, de mitologia grega a Harry Potter – tudo isso numa Londres vibrante e colorida, fascinante em cada mínimo detalhe.

Num certo sentido, Peter Grant me lembrou muito o mago Harry Dresden – na verdade, a série de Aararonovich e a de Butcher poderiam muito bem se passar no mesmo mundo, com Dresden se ferrando em Chicago e Grant em Londres... com a diferença que Grant parece (ao menos nesse primeiro volume) ter uma sorte bem melhor que Dresden.

O humor sarcástico dos personagens é o mesmo; mas Dresden é um mago maduro, acostumado com as enrascadas em que se mete, enquanto Grant acaba de entrar nesse mundo, tendo Nightingale como mentor (e eu realmente gostaria de mais Nightingale!). Talvez por isso, embora os personagens de Espíritos do Tâmisa sejam memoráveis, a trama, em si, é genérica e parece servir mais como uma introdução – uma introdução interessante o suficiente para te fazer ir atrás de mais, mas que deixa ainda um certo sentimento de que algo mais faltou.

Talvez essa minha impressão se deva ao fato de que se abrem muitas questões, mas não há tantas respostas. Definitivamente, teremos de voltar para o segundo volume.

site: http://owlsroof.blogspot.com.br/2013/08/para-ler-enigmas-de-londres-espiritos.html
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Monica 01/09/2013

Ben Aaronovitch foi roteirista de Doctor Who. E a descrição do livro é 'e se Harry Potter crescesse e entrasse pro CSI?' Eu não poderia deixar de ler, né? Dinâmico, divertido, diferente. Vale à pena.
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Mo' 26/05/2013

Falemos sobre Espíritos do Tâmisa, livro que peguei emprestado de uma amiga por um único motivo: a pergunta "o que aconteceria se Harry Potter crescesse e se juntasse ao CSI?" estava escrita na capa (mesmo motivo pelo qual, aliás, ela comprou o livro).
Na verdade, acho que as pessoas escrevem coisas como essas, comparando livros aleatórios com grandes sucessos literários (ou televisivos), apenas para chamar a atenção dos fãs. Quer dizer, o livro narra as aventuras de um policial novato que se descobre com um certo dom pra magia e acaba numa divisão especial da polícia - formada por um só detetive - que investiga casos sobrenaturais; mas não há motivo para comparações.
De todo jeito, fico feliz que pessoas ainda tenham essa necessidade de comparar tudo com tudo, porque caso contrário eu não teria lido Espíritos do Tâmisa, e eu realmente gostei! O livro é o primeiro da trilogia Enigmas de Londres, mas o único, por enquanto, traduzido para o português. É escrito pelo roteirista da série Doctor Who, que eu nunca assisti, mas que já ouvi dizer que vicia. E, enfim, é um livro no mínimo super divertido! Espero que as continuações sejam traduzidas logo.

*texto originalmente publicado no blog: bloggerdamo.blogspot.com
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