O Doador

O Doador Lois Lowry




Resenhas - O Doador


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carole 15/10/2019

Livro versus filme
Eu teria apreciado mais se eu lesse este livro quando era mais jovem, como se todo o livro fosse E SE O MUNDO NÃO VISSE AS CORES ?? E os outros tópicos: cor da pele, religião etc.
A primeira coisa que adorei no filme foi ver toda a visão em preto e branco e Jonas descobrindo as cores, foi incrível ver as memórias nos filmes, não imaginei assim no livro e me deixou muito feliz de assistir.
Ok, Jonas, ele era um personagem simples, mas era fiel à história, ou seja, ele não sabia sobre a própria vida e de repente aqui os conceitos sobre a vida que você está perdendo e sim, você deve sofrer sozinho. ESTE sentimento que estava faltando no filme, senti compaixão por Jonas sofrer sozinho, como se você não tivesse ninguém para compartilhar sobre memórias e como as coisas realmente são. Mas no filme ele não estava sozinho, ele percebeu que amava Fiona. A trama dele amando Fiona me entediava, e sim, ele quebrou a regra de não contar a ninguém sobre seu treinamento, então não era agradável de ver. Isso não é quem ele é, Jonas apenas mente quando seus pais não sabem sobre o amor e ele entendeu que eles nunca compreenderiam esse conceito.
Outro fracasso do filme foi como o doador não gostava de ensinar Jonas, para mim, o doador era um homem velho que sentia a dor do mundo sozinho e, quando conheceu seu novo pupilo, pôde compartilhar como se sentia sozinho e falar sobre as coisas. Só ele podia ler livros, como imaginar a vida sem compartilhar.
Isso me leva a outro tópico, como o livro não era humano. O Doador apenas experimenta a vida em que toda a comunidade não fazia sexo ou tocava outras pessoas além de sua família nas casas. Não havia lares, apenas casas. Não havia música, arte, filmes, livros, filosofia ou hobbies, cultura em geral.
Conclusão, o livro fala sobre censura e as pessoas decidem o que é melhor para uma comunidade, mas é muito difícil ver porque elas não sabem as consequências de seu modo de vida. Definitivamente lendo os próximos livros da série.
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Luma.Lage 24/09/2019

O doador de memória é uma distopia – sim, mas uma -, Jonas é um Onze e vive em uma comunidade onde não existe famílias e sim unidade familiares, também não existe guerra, fome, violência, dor e como consequência de tudo, não existe amor, afeição e sentimentos desse tipo, tudo o que eles sentem são apenas noção básicas desses sentimentos. Nessa comunidade perguntar pode ser um grande erro.



"Não entendo o que é coragem: o que é, o que significa?"



Tudo o que Jonas espera é a cerimonia onde ele irá virar um Doze e com isso ser designado a um trabalho pelos Anciões, mas quando o escolhem como Receptor – o que surpreende a todos da comunidade inclusive ele mesmo – descobre que seu mundo não será mais o mesmo.



Existe uma única pessoa na comunidade que possui lembranças de todas as outras gerações e Jonas foi o escolhido para substituir. Ele se torna então o Receptor de memorias. Jonas irá descobrir os sentimentos e irá perceber que não poderá viver como antes. Naquela mesma mesmice de sempre.







O livro se passa no ponto de vista de do Jonas, que é um personagem que vai te cativar desde o primeiro capítulo. A escrita de Lois é bem simples e envolvente, o que torna fácil a leitura. O final do livro deixou muito a desejar, mas como é uma serie eu tenho a esperança de que os próximos livros me surpreendam e me envolvam tanto como o primeiro.

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Vaninha 26/06/2019

Dois dedos de prosa sobre O Doador, de Lois Lowry.
Já se passaram dias desde que eu terminei esse livro e ainda não sei bem como falar sobre ele, mas todos os dias me pego pensando nas diversas implicações que a situação apresentada traz.

Ele mexeu comigo. Não imaginei que isso fosse acontecer. Eu assisti o filme primeiro e achei meio sem graça e, quando a minha prima me disse que o livro era exatamente como aparecia no filme, eu desanimei um pouco.

Queria lê-lo ainda no ano passado mas acabei não conseguindo, então determinei que seria o primeiro que ia ler esse ano. Que bom que eu estava enganada! Adoro quando um livro me surpreende.

Não consigo deixar de pensar no doador. No peso que ele carrega. Na dor que ele é obrigado a suportar quando nós, muitas vezes, nem conseguimos suportar a nossa própria dor. E também na pena que ele deve sentir de todos os outros que nunca vão conhecer as emoções verdadeiras. Que nunca vão conseguir sentir o amor. Fico me perguntando se valeria a pena viver enganando todo mundo para poupá-los da dor. Com certeza a questão renderia uma ótima discussão.
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@leituras.da.cah 18/06/2019

O doador de memórias (Instagram literário: leituras.da.cah)
Autora: Lois Lowry. Em um mundo aparentemente perfeito, não existe pobreza, crime, fome, doenças, guerras, medo e dor. Cada indivíduo tem seu papel na sociedade, cada um tem um emprego, família, educação e lazer. Todos são programados para ser e agir de uma determinada maneira. Os sentimentos devem ser mantidos sobre controle e todos devem seguir as regras. O amor é um sentimento desconhecido.
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Aos 12 anos, todas as crianças passam por uma cerimônia, que irá determinar a carreira que irão seguir pelo resto da vida. Jonas, um garoto de 12 anos, participa da cerimônia e recebe como emprego, o de Recebedor de memórias. Ele fica responsável por ser a única pessoa a ter memórias do passado, passa a ter sensações físicas e sentimentos, algo que ninguém na sociedade possui.
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Para dar andamento como recebedor de memórias, Jonas passa seus dias com um ancião, que irá doar as memórias dele a Jonas. .
Aos poucos Jonas descobre sobre as atrocidades da humanidade: guerras, fome, dor. E ele passa cada vez mais a questionar o mundo perfeito em que vivem. Será que é um preço alto a se pagar, perder seus sentimentos e memórias para viver num mundo ilusório de perfeição?
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Nanda 14/03/2019

Maravilhoso
Surpreendente, esse livro além de ser bom por si só, ele ainda pode te fazer refletir sobre inúmeras questões, sobre se você faz o que faz por querer ou por ser uma questão social, sobre as formas de governos, sobre sair da sua bolha, sobre não tentar ser como todos os outros e seguir o que acredita. Uma leitura muito válida
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Lineker 10/02/2019

Um novo tom
? O doador de memórias? é sem dúvidas um livro de cabeceira! Um dos livros mais lidos nos EUA.
Não há muito o que comentar, pois o livro já até foi adaptado para o cinema. Porém, vale a leitura, pois a história é fluida e cheia de enlaços que te fazem questionar o modo que vivemos e poderíamos viver.
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Biblioteca Álvaro Guerra 05/02/2019

O Doador de Memórias
" escrita de Lowry em terceira pessoa é bastante fluida, e o fato do livro ser curto contribuiu para meu rápido envolvimento com o enredo. Também, novamente, fiquei encantada com as tantas metáforas que a literatura fantástica propicia. "

Acesse o link e leia essa resenha completa: https://www.minhavidaliteraria.com.br/2014/09/02/resenha-o-doador-de-memorias-lois-lowry/

Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. De graça!




site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/
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Pri 03/02/2019

Agradável e reflexivo
Desde que assisti ao filme, fiquei encantada com essa história. Resolvi que queria ler, já que o livro costuma ter um enredo mais completo.

"Mas Jonas experimentara tristeza de verdade. Sentira um grande pesar. E sabia que não havia consolo rápido para emoções assim.
Eram mais profundas e não precisavam ser expressadas. Eram sentidas."

Jonas tornará-se um Doze em breve, e está ansioso pois receberá sua função na sociedade, iniciando seu treinamento para a futura atuação profissional. Seus pais estão satisfeitos com os cargos que exercem. Sua mãe trabalha aplicando justiça aos que cometem infrações. Seu pai cuida das crianças-novas, os bebês que ainda não possuem sua própria família.

"(...) Às vezes gostaria que me pedissem para usar minha sabedoria mais vezes: há tantas coisas que eu poderia lhes dizer, coisas que seria bom que modificassem! Mas eles não querem mudanças. A vida aqui é tão ordenada, tão previsível. Tão indolor. É como eles escolheram."

A comunidade vive em perfeito funcionamento e todas as pessoas são saudáveis, alegres e com vidas ideais e bem planejadas. As unidades familiares não são formadas por amor. Os cônjuges são unidos de acordo com suas características, para que vivam em harmonia. Os filhos são designados quando sentem que é o momento de cuidar deles. As crianças devem ser obedientes e dedicadas a cumprir seu papel. Tudo é sempre mantido em ordem e as emoções são subjugadas.

"Jonas deu de ombros. Aquilo não o preocupava. Como seria possível alguém não se adaptar? A comunidade era tão meticulosamente organizada, as escolhas eram feitas com tanto cuidado!"

Os Anciãos são as pessoas que tem o poder de coordenar todas as funções, mantendo as pessoas sob controle e a sociedade em equilíbrio. Jonas sabe que eles nunca erram em suas escolhas, mas está apreensivo sobre qual será a atribuição que irão designar para ele. Mesmo tendo exercido diversas atividades, nunca sentiu que se encaixasse em alguma ao ponto de fazer aquilo a vida inteira.

"— Honra — disse ele em tom firme. — O que me concederam, o que possuo, é uma grande honra. Como você. Mas vai descobrir que isso não é o mesmo que ter poder."

No entanto, as coisas tornam-se inesperadas no momento em que Jonas é escolhido como o novo Recebedor. Sua vida nunca será como a das outras pessoas, pois ele carrega o fardo da maior responsabilidade da comunidade: ser o guardião de todas as memórias. Acontecimentos do passado, emoções reais, objetos, animais, cores, lembranças de que ninguém tem conhecimento... Tudo em apenas uma mente. Ele sabe que deve ser forte e corajoso para enfrentar o que está por vir, mas começa a acreditar que tem algo errado em sua sociedade perfeita. E está disposto a ir atrás de mudanças.

"— Adquirimos controle sobre muitas coisas. Mas tivemos de abrir mão de outras.
— Não deveríamos! — exclamou Jonas, exaltado.
O Doador surpreendeu-se com a segurança da reação de Jonas. Depois deu um sorriso irônico.
— Você chegou muito depressa a essa conclusão — disse. — Levei vários anos para isso. Talvez adquira sabedoria muito mais rápido do que eu."

Jonas ainda é um menino e tudo que conhece é esse mundo em que foi criado. Ele é inteligente e aprende rápido. Após compreender a importância das memórias que o Doador começa a passar para ele, enxerga o mundo de uma forma nova e ampla e tem ânsia para descobrir o que mais escondem de todos. O Doador é um senhor que não suporta mais o peso de carregar todas as memórias sozinho. É difícil aguentar tanta dor e sofrimento sem poder compartilhá-los; nem mesmo as lembranças felizes e amorosas são capazes de ajudar. Encontra em Jonas um refúgio e ambos aprendem juntos. Ele tem fé de que Jonas vai saber fazer o que é certo. A família de Jonas é legal, mas é difícil de se apegar. É tudo muito artificial nessa comunidade. A irmãzinha dele, Lily, é a mais espontânea, por ainda ser nova. E Gabe, uma criança-nova que surge no meio da história, também é bem fofo, mais ainda é apenas um bebê. Senti falta de maior presença dos amigos de Jonas, principalmente de Fiona, que tem um grande destaque no filme.

"— Há muito mais. Há tudo que está além, tudo que é Alhures, e tudo que ficou para trás, e atrás do atrás, e atrás desse atrás. Recebi todas essas lembranças quando fui escolhido. E aqui neste quarto, completamente sozinho, eu as revivi inúmeras vezes seguidas. É assim que se adquire sabedoria. E é assim que damos forma ao nosso futuro."

O enredo é bem interessante. Achei que seria mais complexo, mas a leitura é leve e as reflexões vão surgindo aos poucos. Até que ponto é bom viver de forma alienada? Sem saber o que de fato você está fazendo? Sem saber o que é sentir emoções verdadeiras? São tantas questões, abordadas suavemente. A autora fez um trabalho excelente. É possível compreender porque um dia as pessoas decidiram que as coisas seriam assim, mas será que realmente valeu a pena? Apesar de ser reflexivo, também senti que tudo passou muito rápido e que no final muitas incógnitas foram mantidas. Praticamente não descobrimos nada, o que me deixou muito curiosa para ler o próximo, mas sei que provavelmente irei me frustrar, já que não tem relação com o que ocorre nesse livro.
A narrativa é em terceira pessoa, seguindo o ponto de vista de Jonas. A diagramação do livro é simples, com fontes confortáveis. As páginas são amareladas e os capítulos bem divididos. A revisão está ótima, não lembro de encontrar erros durante a leitura. Eu só não gosto muito dessa capa, que é a capa do filme, porque tenho preconceito com capas de filme mesmo... E os personagens no filme são bem mais velhos do que no livro, o que acaba destoando a imagem deles.
Essa foi uma das minhas leituras mais significativas do ano. Não só por ser um livro que eu queria muito ler, mas por todas as reflexões que foi capaz de trazer, apesar de ser curto. Agora pretendo ler o segundo e saber o que mais a autora reserva para esse mundo distópico.

site: https://www.sigolendo.com.br/2019/01/resenha-o-doador-de-memorias.html
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Viik 15/12/2018

Apaixonante.
Como muitos ja tinha dito esse livro é maravilhoso. Confesso que não gostei muito do final na verdade não entendi bem o modo como ele acabou e isso não vem ao caso agora.
O modo como a autora mostra o modo em que vivemos hoje, uma mesmice enorme e o jeito que ela também me fez ver o mundo de outro modo, muitas coisas que antes não valorizava hoje me mostram o mundo de um jeito diferente. É de arrepiar.
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Lorena 16/09/2018

Uma ideia boa mal desenvolvida...
Existem comunidades onde liberdade de escolha e principalmente sentimentos não fazem mais parte da vida de seus moradores, foram banidos há muito tempo. A vida nestes lugares é perfeitamente coordenada e satisfatória, pois acreditam firmemente que quando as pessoas têm o poder de escolha e são dominadas por sentimentos, inevitavelmente farão escolhas erradas e prejudicarão a muitos. Então, designaram um membro da comunidade para ser o Guardião de Memórias, o único a se lembrar de como a vida funcionava antes tudo isso ser banido, para poder auxiliar em algumas decisões.
À medida em que o guardião vai chegando próximo ao seu período de dispensa, ele treina um Doze com a mesma pré-disposição que ele para receber essas memórias. É aí que conhecemos Jonas, de 12 anos, escolhido como recebedor. Porém, quando ele começa a perceber que junto com elas vem um mundo inteiro, uma carga de emoções enorme e variadas experiências de vida, entende que seria um desperdício as pessoas perderem algo tão incrível. Logo, Jonas se junta ao Guardião, então Doador, para atravessar os limites que cercam as comunidades e libertar a todos.

Decidi ler O Doador de Memórias após assistir pela segunda vez sua adaptação para o cinema. O filme é ótimo!! Lançado em 2014, foi uma história que me tocou bastante! E quando isto acontece, a curiosidade pelo livro cresce, certo?!
Pois bem, li o livro. E o veredicto foi: o filme melhorou e muuuito a história, desenvolvendo a ideia de uma forma tocante!

Este livro é o primeiro de uma série de quatro volumes chamada O Doador. Ele é bem curtinho, você conseguirá lê-lo em poucos dias, mas isto fez com que as coisas acontecessem de forma rápida demais sem muita explicação, deixando tudo meio vago. Uma pena, pois a ideia central é muito boa e merecia ter sido melhor desenvolvida. Não vou ler os outros livros da série, já que satifiz minha curiosidade, mas infelizmente não a expectativa...

Como eu disse na resenha anterior, não deixe de dar uma chance só por esta opinião, pode ser que você goste. Mas se mesmo assim ainda estiver resistente, pelo menos assista ao filme. É maravilhoso!!

Boas leituras!

site: palavrasl.blogspot.com
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Kel Pasianotto 04/09/2018

"eles nunca experimentaram a dor, ..."
O livro doador de memórias, nos ensinas sobre os sentimentos. O que é a dor, o amor, o medo não somente isso como as coisas que nos trazem esses sentimentos como a guerra que nos traz dor e uma festa de aniversario que nos deixa a sensação de sermos únicos.

"eles nunca experimentaram a dor, ..."

Nosso personagem principal se chama Jonas que vive em uma sociedade perfeita. Sem sentimentos intensos, sem desigualdade, sem cores e sem dor, não existem problemas ou situações conflituosas entre seus membros, que mantêm tudo em ordem com muita dedicação.

"Guerra? Jonas não conhecia aquele conceito. Mas a fome já era sua conhecida a essa altura. Inconsciente, esfregou a barriga, rememorando como era doloroso não satisfazer suas necessidades. "

Nessa sociedade quando uma criança completa 12 anos elas são indicadas, para o posto que ocuparam na vida adulta, numa cerimônia são apresentadas as suas futuras ocupações e depois dessa cerimônia elas começam a treinar. O papel de Jonas e carregar todos esses sentimentos perdidos, e ter sabedoria e experiência para que ele possa ajudar a comunidade.

"Usei minha sabedoria, obtida através das lembranças. Sabia que houve ocasiões no passado, em épocas terríveis, em que as pessoas destruíram outras apressadamente, por medo, e isso resultou na sua própria destruição."

Apesar dessa grande responsabilidade ele acredita que as pessoas deveriam experimentar as cores, saber o que é felicidade mesmo tendo que conhecer a dor, pois não há felicidade sem dor, o livro nos ensina que não devemos delimitar a vida, mas deixar ele seguir seu curso pois se pensarmos e só fazer o que é necessário para sobreviver, a vida perde seu valor, é claro não haverá mais guerra, mas não também não haverá mais amor. Será que realmente vale a pena viver dessa forma?

"Não queria a honra nem a sabedoria, não queria mais a dor. Queria sua infância de voltar, seus joelhos esfolados, queria jogar bola. Ficava sozinho em sua residência olhando pela janela, vendo crianças um dia rotineiro de trabalho, vidas comuns livres de angústia, porque ele havia sido escolhido, como outros antes dele, para carregar nos ombros o fardo de todos."

site: https://corte-de-livros.webnode.com/l/o-doador-de-memorias/
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Van 26/07/2018

Uma jornada de autodescoberta
E se você descobrisse que a sociedade em que vive não é tão perfeita quanto pensava e tivesse diante de si a possibilidade de mudar isso, mesmo que levasse dor as pessoas que ama? Essa é a principal questão do livro O Doador de Memórias, da autora Lois Lowry.

Lançado no Brasil pela editora Arqueiro, em 2014, O Doador de Memórias é o primeiro livro de uma quadrilogia – os outros livros são: A Escolhida, O Mensageiro e Filho. Na trama conhecemos Jonas, um garoto de 12 anos que cumpre as regras de sua sociedade e é feliz no seu núcleo familiar e tem bons amigos, em especial Asher e Fiona. Tudo ia bem até a Cerimônia dos 12, evento que escolhe a atribuição das pessoas na sociedade, é quando Jonas se torna o Recebedor – uma posição única e que exige um grande sacrifício do escolhido, já que envolve muita dor e é solitário – e começa a questionar a perfeição de sua vida e a querer poder fazer suas próprias escolhas.

Apesar de ter sido uma leitura muito rápida é interessante acompanhar o amadurecimento de Jonas, na medida em que ele vai recebendo as memórias. As escolhas que ele precisa fazer, bem como a ingenuidade em descobrir um mundo “apagado” nos remete as descobertas que fazemos ao longo da vida.

Uma situação do livro em que provavelmente fará os leitores pensar bastante e fazer associações com os dias atuais, foram as pílulas inibidoras – que faz os personagens não ter sentimentos. Com o aumento alarmante dos problemas psicológicos e uso frequente de psicofármacos e outras drogas, muitas pessoas vivem em estado permanente de letargia perdendo totalmente o prazer da vida, o que torna a sociedade do livro muito próxima a que vivenciamos hoje, onde muitas pessoas vivem em permanente estado de “dormência”.

Apesar de Lowry fazer algumas escolhas para sua obra que pode não agradar a todos os leitores – como não se aprofundar muito nos personagens e nem explicar o que houve com o mundo e o que levou aos Anciões optar por construir uma sociedade “mecanizada”, a Mesmice – a obra surpreende pelos questionamentos que levanta e nos fazer refletir sobre a sociedade que estamos construindo.
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Jamille 10/05/2018

Que livro maravilhoso! Eu havia assistido ao filme e me perguntava se a história estaria parecida. Mas não esperava como tudo ia ser igual e, ao menos tempo, muito diferente. Em geral o filme trouxe todo o enredo mas MDS! que emocionante ler esse livro, a forma que a mensagem é passada é incrível.
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Rafael 09/05/2018

Quando não há memórias, a liberdade é apenas uma ilusão.
Sempre tive bastante curiosidade sobre O Doador de Memórias, pois além de ser uma distopia, a adaptação é protagonizada por Brenton Thwaites, um ator que gosto bastante; porém, demorei bastante para lê-lo e ver o filme (lançado em 2014), pois só queria conferi-lo após a leitura. E felizmente, gostei bastante!

Os personagens são bem construídos, principalmente Jonas e Doador, os principais. A relação que os dois criam é muito bonita e nos importamos e torcemos por ambos, assim como Gabriel. Jonas consegue segurar bem a história e sentimos tudo o que ele sente, seja medo, apreensão, revolta, enfim. Os outros personagens também são importantes, pois é por meio deles que sentimos o quão a população é fria devido o controlamento que sofre das autoridades, sem saber. Há ainda uma bela reviravolta envolvendo o passado de Rosemary, que me surpreendeu bastante, pois não cogitei a possibilidade.

E o mundo criado por Lois Lowry também é de fácil entendimento e imersão, sua narrativa é fluída e simples. É um livro curto - apenas 192 páginas -, então não possui tanto ação como as distopias atuais, mas se considerarmos que ele foi escrito em 1993, a história surpreende e muito, além de conseguir nos prender na narrativa e despertar a curiosidade de descobrir o que acontecerá.

Talvez por isso, o final seja um pouco decepcionante, pois poderia ter cedido mais respostas, já que os próximos volumes são histórias independentes, com outros protagonistas. Entretanto, a adaptação foi muito bem feita e além de poucas mudanças, e seu final foi melhor executado, o que a fez ganhar mais pontos. Pena que, ao que tudo indica, a Editora Arqueiro desistiu da série e o último livro não será lançado. Mas esse primeiro vale muito a pena.

PS (Comentário à parte e que pode ser spoiler, então só recomendo caso já tenha feito a leitura): Pesquisando sobre os livros seguintes, descobri que o destino de Jonas e Gabriel é revelado no segundo e terceiro livro, assim como a autora revelou em convenções que ambos estão vivos, então tenho curiosidade para lê-los.

site: http://crushforbooks.blogspot.com.br/
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