O Doador de Memórias

O Doador de Memórias Lois Lowry




Resenhas - O Doador


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Maria.Clara 18/10/2017

Livro muito bom, nos faz pensar bastante sobre qual seria a ideia de mundo perfeito para vivermos. As pessoas que moram nas Comunidades tem uma vida que nos parece perfeitas (sem desigualdade, sem fome, sem dor emocional, sem pobreza...), porém ao longo do livro percebemos que é como se eles fossem robôs, pois não sentem amor, alegria, tristeza e nenhuma outra emoção. Tudo que eles acham que sentem, na verdade, é uma imitação dessas emoções que eles são "programados" para sentir.

Nesse mundo não é importante a idade, as pessoas servem apenas para trabalhar em harmonia na sociedade, desde cedo cada um tem tarefas para fazer que a ensinam os princípios que eles devem viver. Cada regra que for descumprida traz grande punição (exceto a regra de não andar de bicicleta antes de ser um 9 - como a idade não é realmente importante, as crianças são divididas em nível de desenvolvimento) e como cada pessoa está sempre sendo observada pelas autoridades não ocorrem grandes delitos.
Chega o dia em que Jonas irá passar junto com seus amigos pela cerimônia que os tornará 12 (o ultimo nível, já considerados jovens adultos) e ao fim do evento ele recebe a profissão de Recebedor de memórias. Com isso, recebe regras específicas que o liberam das demais regras da comunidade, afinal ele está sendo preparado para assumir o atributo de mais alta honra, receber as memórias de tudo que as pessoas não lembram mais: cores, existência de animais, neve, emoções verdadeiras, calor, lagos, barcos, dores, guerra...

Ao começar o treinamento, o garoto fica meio apreensivo, mas ao longo dos dias vai criando extrema empatia pelo seu instrutor, o Doador, e mais tarde descobre que o ama. Por mais que vá bem no treinamento, Jonas não consegue entender o porquê de receber as más lembranças também. "Você poderá usar isso para aconselhar os anciões, Jonas" dizia o Doador, mesmo assim o menino não via una razão para isso.

Com o tempo ele para de se sentir a vontade na sociedade em que vive, porque percebe que ela é manipulada e que não vale a pena viver uma vida sem emoções e portanto vazia.

Junto com o Doador, cria um plano para chegar na cidade em que tudo é controlado, uma espécie de capital, junto com o seu "irmãozinho" Gabriel (que só estava morando com ele para tentar se desenvolver bem e a quem ele passava lembranças secretamente) para evitar que o bebê morresse e para tentar convencer os Anciãos a deixarem que todos recebam memórias.

Os dois passam várias dificuldades no caminho, já que a fuga acaba sendo antecipada e eles são fugitivos, mas em meio a tanto sufoco eles finalmente chegam no destino esperado.

O final é meio frustrante, já que o livro acaba antes que Jonas tente falar com os líderes sobre o que quer propor e no meio do livro a leitura fica muito repetitiva com os relatos das lembranças recebidas sem nenhum fator que deixa a leitura empolgante, entretanto essa história é muito boa e nos faz pensar em guardar e compartilhar nossas lembranças, pois são parte de nós e sem elas a vida não passaria de algo no piloto automático.
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Camila 09/10/2017

[Resenha] O doador de memórias
O livro conta a história de Jonas, um menino de 12 anos que vive em uma comunidade futurística onde todos são criados por regras desde pequenos, nesta comunidade quando se chega aos doze anos a criança faz a transação para fase adulta e recebe uma função para exercer, tal como: engenheiro, cuidadora, operário entre outros. Essas funções são escolhidas a partir de uma meticulosa avaliação que os anciãos (responsáveis pela comunidade) realizam desde o nascimento da criança, tudo para que ela se adapte a sociedade. O período que se ocorre essa distribuição de tarefas e em Dezembro, uma vez que, todos os recém nascidos só comemoram o nascimento neste mês. Porém, Jonas tem uma surpresa quando durante sua cerimônia ele é escolhido para ser o próximo doador de memória: Uma função muito respeitada e importante para a comunidade que é passada somente a um membro a cada geração, pois ela envolve carregar o passado do mundo, que nem mesmo os anciãos conhecem.

A partir daí Jonas começa seu treinamento e a medida em que passa a conhecer a historia antes da comunidade ele percebe que o mundo está repleto de possibilidades, fazendo com que ele repense sobre o que é certo e errado e se realmente vale a pena viver uma vida sem emoções e escolhas.

Falando um pouco sobre a comunidade, ela é sociedade bem complexa e cheia de regras, uma utopia inspirada no modelo socialista, não existe comercio, todas as pessoas recebem a mesma quantidade de comida, vestimentas e tratamento. Conforme progredimos no livro percebemos que questões como morte e até atração carnal são assuntos desconhecidos que o personagem nem tinha ideia que existia, tudo porque os criadores desse sistema imaginaram que isso afeta a população de modo negativo e leva a pensamentos divergentes que podem ocasionar guerras.
Outra coisa a se comentar é que ninguém na comunidade consegue ver cores ou ouvir música, eles literalmente vivem em um mundo cinza, bem triste né? E como fazem isso? Simples, a ciência é assustadora.

O livro é bem rapidinho de ler e entender, as criticas estão presentes junto com os prós e contras da situação. Se pararmos para pensar eles só se colocaram em uma bolha onde o sofrimento e a dor não existem porque o mundo estava ferido de mais com violência, morte e tristeza a ponto de esquecerem a esperança e as coisas boas, é um livro bom que recomendo para todo mundo. E se você não sabe o Doador de Memorias tem filme, eu já assisti e gostei muito do resultado, não é igual, até porque dessa vez o filme conseguiu ser mais animado que o livro que tem aquela vibe mais parada.

QOUTES

"Entre o que as coisas aparentam ser e o que realmente são há uma grande diferença."
"As memórias não são apenas sobre o passado, elas determinam o nosso futuro."
"Quando não existem memórias, a liberdade é apenas uma ilusão."

site: https://proximapagina-pp.blogspot.com.br/2017/10/resenha-o-doador-de-memoria.html
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Ana Carla 30/07/2017

Você vai escrever sobre distopia? Então, faça isso como Lois Lowry.
O DOADOR DE MEMÓRIAS tem tudo o que tem que ter.
Você tem personagens fortes, bem construídos, com caráter definido e ações condizentes.
Você tem uma realidade com argumento para existir e se pode seguir a linha de raciocínio clara por trás dos objetivos de sua existência.
Você tem todas as nuances sociais diferentes da sua, mas tão bem esclarecidas, que a sensação de estranheza é a sensação exata para você mergulhar e entender a distopia que está lendo.
O livro é BOM, bom assim em caixa alta. A leitura é fácil, envolvente e as ações caminham de forma gradativa para que você esteja preparado para o final do livro.
Eu assisti o filme, sem nenhuma informação precedente, e saí do cinema surpreendentemente satisfeita.
Comprei o livro com as informações, já esmaecidas, que tinha do filme. E este livro de 1993, anterior a esta onda de distopias que rolam por aí, entregou bem mais do que o filme... e com certeza, mais do que eu estava esperando.
A história é mais possível e mais plausível do que a tela entregou.
E agora estou eu aqui, esperando os próximos livros chegarem na minha porta para saber por onde esse caminho continua
Porque história boa é assim. História boa faz você querer viajar com ela... como num passeio de trenó morro abaixo, enquanto a neve cai e a velocidade faz você ver o mundo de outro jeito.
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Israel.Nogueira 15/07/2017

O Doador de memórias
Gostei da escrita bem sutil, mas um pouco triste a história
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Raíssa |@blog.anexo| 07/07/2017

Eu achei o filme melhor
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cris.leal.12 02/07/2017

Um livro instigante que inspira discussões...
"O Doador de Memórias", de Lois Lowry, mostra uma comunidade que vive em um mundo aparentemente ideal, sem doenças, desigualdades e guerras, mas também sem cores, sem amor e sem alegrias verdadeiras, pois as pessoas são treinadas para manter seus sentimentos sob controle.

É uma sociedade ordenada e pacata que conhece apenas o presente e vive sob o comando de um Estado que eliminou os vestígios do passado, numa suposta forma de proteger o indivíduo de si mesmo.

Apenas uma pessoa, o Doador, é encarregado de armazenar as memórias, de forma a poupar os demais habitantes do sofrimento. Quando Jonas completou 12 anos foi escolhido para ser o próximo Recebedor de Memórias. Isso significa que ele será o único a guardar lembranças do passado e a ter conhecimento de sensações, experiências e sentimentos humanos que foram varridos daquele mundo.

À medida que o treinamento para Doador progride, a desilusão toma conta de Jonas, pois ele descobre segredos sombrios que se escondem sob frágil perfeição da sociedade. Ele descobre também o universo extraordinário que lhes foi roubado e, não conseguindo mais se adaptar a falsa realidade da sua sociedade futurista, toma uma decisão que irá testar sua coragem, inteligência e resistência.

site: http://www.newsdacris.com.br/2014/11/eu-li-o-doador-de-memorias.html
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Andressa 07/06/2017

O Doador de Memórias
Nesse livro vemos um pouco de um mundo "perfeito" pelos olhos de um menino de 12 anos que não conhece dor, solidão, amor ou felicidade verdadeira. Sua comunidade se livrou de tudo o que fosse intenso demais, a fim de evitar quaisquer conflitos e problemas. Jonas acredita que é feliz, até que tem a oportunidade de conhecer sentimentos reais, e sua visão do mundo se altera completamente.
Esse livro definitivamente fará o leitor refletir sobre o que vale a pena. Se a dor compensa os sentimentos felizes, se fazer escolhas erradas é bom simplesmente por ter escolhas para fazer. Gostei muito da maneira como o autor traz essa sutil reflexão, porém gostaria que o início do livro tivesse sido muito maior, pois o mundo onde o protagonista vive não é descrito em muitos detalhes, o que torna a compreensão um pouco difícil. Além disso, é preciso ter uma mente aberta, pois o livro trata as memórias como algo abstrato que pode ser passado de pessoa para pessoa, e não traz nenhum tipo de explicação para tal.
Jonas é um garoto que vai se revelando aos poucos. Eu já gostei dele desde o início, e não teria me importado se a trama seguisse um rumo previsível e simplesmente contasse a história do garoto, porém o autor foi muito além disso. O protagonista foi muito bem utilizado, despertando os mais diversos sentimentos, e gostei muito de suas escolhas.
Gostei bastante da escrita da Lois Lowry, porém ela poderia ter descrito um pouco melhor as cenas, faltaram muitos detalhes importantes. Ainda assim, ela conseguiu criar algo incrível, principalmente em relação aos sentimentos.

site: youtube.com/bauliterario
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Lari 21/04/2017

O DOADOR DE MEMÓRIAS - LOIS LOWRY
"Se tudo é sempre o mesmo, então não há escolhas! Quero acordar de manhã e decidir coisas! Hoje vou vestir uma túnica azul ou uma vermelha. - Baixou os olhos para si, para o tecido sem cor de sua roupa. - Mas é tudo igual, sempre."

Ouvi muitos comentários sobre o livro, e quando o filme foi lançado só se falava nele. Nunca tive vontade ler ou comprar o livro, até que uma amiga minha comprou e pedi emprestado.

A história não me agradou muito - me julguem se vocês gostaram - tanto quanto a sinopse fala, a história é uma ocorrência de fatos, sem ação ou romance, esperava mais já que o livro foi um sucesso, mas cada um com sua opinião.

O mundo onde se passa o enredo é muito diferente do nosso, posso dizer que poderá ser o nosso futuro, mas muito distante do atual, uma sociedade sem dor, conflitos, desigualdades ou seja, as pessoas vivem uma vida monótoma, sem grandes mudanças de um dia para o outro.

Quando as crianças nascem, elas são cuidada pelos criadores e depois são doadas as famílias, assim com o tempo elas vão crescendo e cada estágio vão ganhando seus objetos, roupas novas para poderem se diferenciarem das outras crianças que são mais velhas ou mais novas, ganham bicicletas para se tornarem um pouco mais independentes. E quando completam 12 anos, o estágio se completa pois é ali que elas saberão qual será sua profissão e o que fará no seu futuro.

Nosso personagem principal, Jonas está muito apreensivo com a profissão que escolheram para ele. Quando chega a grande hora e lhe dizem que ele será o novo Recebedor de Memórias e no futuro será o Doador de Memórias,ele ficou com medo pois nunca tinha ouvido falar daquela profissão e é muito raro a escolha de um novo Recebedor pois o último escolhido desistiu da profissão, pois não aguentou.

No seu primeiro dia de treinamento, ele conhece seu professor e quando o vê, pensa que ele já é um idoso, mas não, ele ficou com a aparência mais velha por causa de todas as memórias que ele recebeu e convive com elas, pois elas são carregadas de alegria e ao mesmo tempo de muito sofrimento, pois são memórias de anos e anos atrás.

Com o tempo, Jonas vai recebendo todas essas memórias e sofre com cada uma, com dor e alegria e ele fica com raiva pois ele é apenas uma criança e não deveria aguentar todas essas memórias e lembranças. Contudo, ele tem uma ideia e aprimora com o Doador, mas ela pode mudar todo o sistema desse novo mundo e Jonas poderá ter seus dias contados.
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Eliomar Silva 07/04/2017

UM DOS MELHORES QUE JÁ LI
Me tornei fan do Jonas. Já assisti ao filme, mas lendo o livro pude conhece mais sobre o lado emotivo e amável do Jonas, sem deixar de lado a força e perseverança.
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Mais Clube 31/03/2017

Achei o livro extremamente engenhoso e de forma única!!! *-*
Nossa! A história nos leva a uma comunidade onde tudo parece ser perfeito e completamente organizado de forma que nada saia dos padrões estabelecidos pelos governantes do local, e tipo cada habitante tem sua função escolhida aos doze anos de idade em uma grande cerimonia (depois de muito ser observado e estudado por outras pessoas o que melhor se encaixa com seu perfil), quando de fato você se torna um adulto e deixa de lado as coisas que estava fazendo anteriormente e começa a aprender sua profissão na comunidade.
Jonas é um rapaz que não vê a hora da sua cerimonia de doze anos chegar, para saber o que ele irá desempenhar, porém o garoto não sabe que sua vida irá mudar completamente, pois nem tudo é o que parece ser .
Nessa comunidade todos dizem a verdade, ninguém pode se expressar de forma exagerada ou dizer coisas como “eu amo você”, porque certas coisas não fazem sentido segundo os lideres e todos que praticam tais coisas são ensinados desde crianças que elas são erradas. Além disso todos são castigados caso aconteça algum erro desse tipo, ou na melhor das hipóteses a pessoa é advertida para não cometer novamente o erro.
Nada do que acontece nessa comunidade fica oculto aos olhos dos governantes, e chega a ser um pouco assustador, pois você nunca sabe do que as pessoas são capazes de fazer!
Vamos vendo a vida de Jonas no decorrer do livro ser bem chata e sem muita novidade, ele parece ter uma família tranquila e apesar de nenhum ter um laço sanguíneo de fato eles são uma família, assim como todas as outras famílias na comunidade. Resumindo uma mulher especifica para essa função dá a luz a uma criança, depois a criança é cuidada no hospital e quando tem idade suficiente para ter uma família tem uma cerimonia na comunidade onde a criança recebe seu nome e é designada a uma família que havia feito um requerimento para “ter” um filho (são permitidos apenas dois filhos por família).
O livro é uma distopia bem interessante e Jonas começa a ver o mundo com outros olhos, descobre coisas que a muito tempo foram esquecidas pelo ser humano e acaba tendo que tomar decisões difíceis durante sua jornada.
O final me surpreendeu, mas eu queria muito ter algo mais concreto para firmar minhas esperanças, porém infelizmente ele nos deixa as cegas querendo saber o que aconteceu de fato, e ainda bem que tem continuação, porque caso fosse um livro único eu iria morrer de curiosidade. Espero que a editora publique em breve a continuação.
Recomendo a leitura, não achei nenhum erro no decorrer do mesmo e é uma leitura rápida, então dá para ler tranquilamente em um final de semana 😀

site: http://maisclube.com.br/2014/12/resenha-o-doador-de-memorias.html
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Ca Agulhari 10/03/2017

Uau
Que história maravilhosa! Preciso ler a continuação imediatamente!
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Attraverso le Pagine 06/03/2017

Imagina viver sem dor. Imagina um lugar onde a desigualdade não existe e ninguém nem sequer ouviu falar em guerra. Perfeito, não é mesmo? Nem tanto. Se por um lado, nesse mundo criado por Lois Lowry, não há nenhum tipo de conflito, nem fome, nem frio, ou seja, tudo que há de negativo no nosso mundo; por outro, também não existe o que há de melhor na nossa realidade como desejo, alegria, Liberdade, Amor. Talvez você, leitor, conheça essa realidade da qual descrevo, caso tenha lido o livro O Doador de Memórias ou até visto o filme.
Há séculos estava ansiosa para ler esta obra da Lowry: encantei-me pelo filme, fiquei curiosa para saber mais e cheguei ao livro (depois de séculos enrolando). E, claro, não me decepcionei com a história “distópica”.
Em apenas 192 páginas e uma linguagem extremamente cativante, relaxante (e gostosa), conhecemos a vida de Jonas. Ele é um menino entrando na adolescência que vive numa casa com seu pai, sua mãe e sua irmã. Até ai, tudo normal. Mas ele vive numa comunidade onde todos são tratados igualmente, desde o jeito até a roupa que vestem. São também extremamente regidos por regras. Aliás, eu já teria levado uma punição por usar a palavra “extremamente”, pois é forte, sem nenhuma precisão (o controle é grande até mesmo no modo de falar). Cada pessoa dessa comunidade de Jonas tem uma função, que muda a cada “idade”. E Jonas, já com 11 anos, passará por uma seleção, a mais importante – Cerimônia dos Doze – onde o Comitê de Anciãos indicarão uma atribuição para ele e outros jovens do novo grupo dos Doze. Essa “atribuição” seria a profissão que cada pessoa é indicada, sem poder escolher o que seguirá. Sem mencionar que crianças com 12 anos já são praticamente adultos. Estranho, não?! O personagem acaba sendo escolhido (mais precisão de palavras) para ser o novo Recebedor, a pessoa mais respeitada da comunidade e que raramente essa escolha ocorre.
Conforme a história se desenrola, vemos Jonas ser treinado pelo Doador, onde o mesmo fornece para o menino várias memórias de um tempo muito distante. É a partir daí que Jonas conhece o que é a Dor, Felicidade, Tristeza, Morte e Amor. Mas nessa sua função, o menino não pode revelar nada para seus amigos nem membros de sua unidade familiar (que ele descobre ser, na verdade, sua Família, incompleta). Então, ele começa a perceber o peso de carregar segredos tão grandes, sentimentos tão fortes como a Dor e não poder dividi-los com mais ninguém. Percebe também que o modo que a comunidade vive e como foi ensinado a viver não está certo e que isso precisa mudar.
O mais lindo dessa obra incrível são as analogias durante todo o livro. Podemos perceber o quanto a Memória é importante, pois é através dela que resgatamos pensamentos, sentimentos e sabedoria, podendo escolher o nosso caminho. (“As memórias não são apenas sobre o passado, elas determinam o nosso futuro.”) Por exemplo: o Doador – que detém todas as memórias da comunidade e do mundo no livro – diz que sempre que o Conselho se vê diante de uma situação desconhecida, ele é chamado para aconselhar já que é o único que detém o Conhecimento de fatos do passado; então pode “olhar para o passado” e tomar uma decisão que será boa para a comunidade, evitando guerras, fome e muitos outros males. E é o que vemos hoje em dia. Vamos pensar: diante de toda a crise política e econômica que o Brasil vem sofrendo, muitos “opinam” de forma errada e equivocada, estimulando até mesmo brigas entre grupos opostos; muitos se acham especialistas em História, sendo que nunca leu um livro decente referente ao assunto. Olha o caos!

(Resenha por Moony)

site: http://attraverso-le-pagine.blogspot.com.br/2016/07/recensione-livro-o-doador-de-memorias.html
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Silvio 02/03/2017

O livro descreve uma sociedade quase perfeita. Não há brigas, discussões, descortesias, doenças, desemprego, fome, guerras, problemas climáticos, enfim, nada de ruim das sociedades modernas.
Por outro lado, não há arte, informações, sentimentos, família biológica (existem as parideiras, escolhidas pelo Estado; não é uma função nobre ser mãe), amor, liberdade de escolha, nenhuma; tudo é controlado pelo Estado, até mesmo a linguística. Aqueles que, de alguma forma, não podem contribuir efetivamente para sociedade ou desobedecem pequenas regras mais de duas vezes são descartados de forma sutil e secreta.
Só não gostei do final, que não fica muito claro. Acho que a autora deveria ter trabalhado melhor a finalização.
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chayaleluia 21/02/2017

"As memórias não são apenas sobre o passado, elas determinam o nosso futuro."

Jonas vive em uma sociedade perfeita. Sem sentimentos intensos, sem desigualdade, sem cores e sem dor, não existem problemas, cada ser tem seu papel fundamental na sociedade.

Ao completar 12 anos, cada crianças é indicada, em uma grande cerimônia, ao posto que deverá assumir na vida adulta.

Jonas descobre que foi escolhido para ser o próximo Recebedor de Memórias. Ou seja ele agora será o responsável por manter dentro de si todo o conhecimento do passado que a comunidade não esclarece para os demais. O que ele não imaginava que seria tão difícil e doloroso lidar com tudo isso.

A escrita da autora é muito boa, e o livro tem uma crítica maravilhosa sobre a sociedade e nós mesmo. A premissa do livro é fenomenal, mas infelizmente comigo não funcionou. Acabei achando bem monótono em certas partes, e abandonei o livro no mês anterior.

Dando continuidade esse mês, acabei gostando de algumas coisas que no começo não me descia, porém mesmo assim ainda não fiquei tão presa na história.

Ainda assim quero assistir ao filme!

O livro acaba em um ponto que você precisa de continuação, ou seja, torcendo para o segundo ser melhor!
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