Reviravolta

Reviravolta Michael Connelly




Resenhas - Reviravolta


7 encontrados | exibindo 1 a 7


CooltureNews 09/12/2012

Publicada no www.CooltureNews.com.br
Michael Connelly não é um total desconhecido para mim, apesar de nunca ter lido nenhuma de suas obras já conhecia sua fama e sabia que teria que entrar de cabeça em seu universo literário alguma hora, para minha surpresa isso veio de forma inesperada assim que recebi o livro Reviravolta pela editora Suma de Letras. Abandonei toda a minha (nada definida) fila de leituras e comecei a ler o livro em pleno sábado depois do almoço, fui parar de ler somente às 03h30min da manhã, quando cheguei ao final.

Genial, envolvente, encantador, surpreendente e emocionante são alguns dos poucos adjetivos que encontro para descrever este livro. Com uma leitura envolvente, apesar de não conhecer esses personagens dos livros anteriores, coisa que pretendo fazer muito em breve, o autor nos conta a história de um advogado de defesa atuando pela primeira vez na promotoria. Eu que sou grande fã de séries (televisivas e literárias) de obras envolvendo Direito adorei conhecer todo o processo da promotoria para montar um caso, afinal quase sempre podemos ver o outro lado agindo, ou simplesmente não é um caso “Povo vs Acusado”. Fiquei inteiramente encantado com todo o processo e realmente me fez repensar os motivos que tive para não escolher fazer uma faculdade de Direito.

Todo o caso por si só já é surpreendente e emocionante, afinal envolve o sequestro e assassinato de uma criança ocorrido em 1986, que sofreu um revés agora que o acusado (e sentenciado) de cometer o crime conseguiu, por meio de testes de DNA, excluir uma das provas usada no processo que o condenou, mas tudo isso vocês podem saber pela sinopse acima, o que eu quero dizer é que o motivo que me levou a ter uma ligação direta com os advogados da promotoria foi justamente o fato de sentirem e se emocionarem enquanto todo o processo de 1986 era repassado, afinal se trata de uma criança brutalmente assassinada, sendo impossível não sentir uma angustia e senso de injustiça durante essa parte da leitura, confesso que parei de ler o livro em algumas dessas cenas justamente por não conseguir seguir adiante, precisava de uma pausa para absorver a barbaridade do crime.

Outro ponto que me chamou atenção na obra foi que por ser um advogado de defesa, conseguimos explicações sobre as manobras efetuadas pela defesa durante o novo julgamento através de Haller, afinal até pouco tempo atrás ele estava sentado naquele lado do tribunal. Sei que os personagens principais e alguns outros que marcaram presença no decorrer desta história já estavam presentes e eram conhecidos daqueles que já leram as obras de Connelly, mas mesmo assim não é necessário conhecer suas personalidades mais a fundo para poder ler este livro, os pontos principais ou de interesse o autor faz questão destacar. Entretanto, estou sentindo muita vontade de começar minha leitura dessas outras obras e tenho um pressentimento que será algo que todos que lerem esse livro irão sentir. Mas não são todos os livros que foram lançados por aqui, neste ponto deixo meu apelo para que a Suma de Letras continue o ótimo trabalho e lance os livros seguindo a ordem cronológica de lançamento, eu garanto que seria um dos leitores a fazer questão de comprar todos.

Essa é mais uma leitura que recomendo veemente. Podem entrar nessa história sem medo, mesmo que você, assim como eu, não conheça esses personagens dos outros livros. E tenho que dar os parabéns para a Suma de Letras pela bela edição, eu simplesmente fiquei apaixonado pela capa.
Araggorn 31/12/2012minha estante
Ele é maravilhoso. Comprei muito de seus livros antigos no Estante virtual.




naniedias 04/01/2013

Reviravolta, de Michael Connelly
Há 24 anos, Jason Jessup foi condenado pela morte de uma menina de 12 anos. Mas durante todo o tempo em que passou na cadeia, ele procurou brechas para que pudesse ser considerado inocente.
Agora ele conseguiu encontrar essas brechas e o seu julgamento terá que ser refeito.

Mas ainda existem muitas pessoas convictas da culpa de Jessup.
Michael Haller - mais conhecido como Mickey Haller - é convocado para atuar como promotor independente do caso, embora nunca tenha feito isso na vida. E ele chama seu meio-irmão, Harry Bosch, para ser o investigador responsável.

Eles têm pouco tempo para reunir todas as provas que podem condenar mais uma vez o assassino de crianças.


O que eu achei do livro:
Que livro gostoso de ler!
Meu segundo encontro com Michael Connelly (e Harry Bosch) não poderia ser mais prazeroso. Achei uma delícia acompanhar essa história.

A escrita de Connelly é simples, fluida e deixa a leitura rápida e muito gostosa. As quase quatrocentas páginas de livro são rapidamente devoradas pelo leitor.
A história é contada em primeira pessoa nos capítulos protagonizados por Mickey e em terceira pessoa nos capítulos protagonizados por Bosch. O autor intercala um capítulo do advogado Halley com um do detetive Bosch, de forma que a trama fica ainda mais bacana de acompanhar.

Apesar dos personagens principais já terem aparecido em outros livros (esse é o terceiro com Mickey Haller - oficialmente é um livro da série do advogado - e algo como o 16º de Bosch*), não é necessário ter lidos os demais para compreender esse.
Eu nunca havia lido nada com Mickey Haller e só conhecia Bosch de um único livro que li no passado e mesmo assim pude acompanhar e compreender toda a história (embora eles citem situações que ocorreram em outros livros e com as quais eu não estava familiarizada. Nada que atrapalhasse o desenvolvimento da trama ou o entendimento da mesma por parte do leitor).

Esse livro é muito mais um livro jurídico do que um policial. Eu nunca havia lido nada do tipo e achei muito bom a forma como o autor conduziu o enredo - é empolgante demais!
O mais interessante na história é que o julgamento não é de um crime que acabou de acontecer, mas de um crime que já aconteceu há 24 anos e ainda por cima de um réu que já foi previamente condenado.
Portanto, é muito bacana ver os personagens tendo que se aprofundar no que já foi feito no passado e tentar encontrar novos caminhos ou fatos que passaram despercebidos em evidências coletadas há tanto tempo e sem ter muitas opções de investigação no presente dado o tempo que se passou entre o crime e o julgamento.

A única coisa que me decepcionou um pouco foi o final da história.
Não porque ele tenha sido mal escrito.
Primeiro porque eu não gostei do que aconteceu (mas nem sempre acontece o que queremos, né?!), mas principalmente porque ele ficou meio em aberto - deixando em aberto o que pensei ser a possibilidade de continuar a história em um livro futuro do detetive Bosch. Pelo que vi, entretanto, o autor não aprofundou essa história e não seguiu em frente, já que os outros dois livros do detetive que saíram mais recentemente não tem essa trama como pano de fundo (ao menos, não como a parte principal do enredo).

Apesar de tudo, entretanto, Reviravolta é um livro muito gostoso e cuja leitura vale a pena!
É ao mesmo tempo emocionante e triste acompanhar o julgamento. Isso porque é empolgante ver o quanto essas pessoas lutam para colocar um criminoso atrás das grades, mas ao mesmo tempo várias de suas tentativas são frustradas por motivos fúteis, o que nos faz enxergar o quanto a justiça é manipulável (o livro se passa nos Estados Unidos, portanto estamos falando do sistema judiciário de lá. Entretanto, o sistema judiciário brasileiro é bem semelhante e, assim, sabemos que as manobras de defesa x promotoria também acontecem por aqui).


* Digo que esse livro é algo como o 16º de Bosch porque nem aparece na lista de livros do detetive (oficialmente é um livro da série de Mickey Haller, mas Bosch aparece bastante na história), mas cronologicamente saiu após o 15º livro dele.


Nota: 8


Leia mais resenhas no blog Nanie's World: www.naniesworld.com
comentários(0)comente



Araggorn 31/12/2012

Blog http://siriguelasaltitante.com.br
Michael Connelly conseguiu com esse livro juntar personagens importantes de sua literatura. Nele temos Harry Boch, Haller e Rachel Walling. Logo que vi o livro na livraria não exitei em comprar. A história é muito boa, envolvente e podemos ver Haller e Bosch trabalhando juntos e se conhecendo melhor. Sabia que a vida de Bosch estaria fragilizada com o acontecido a sua ex-mulher e estaria tendo dificuldade em cuidar de sua filha. O mais interessante é ver Mike Haller atuando pela primeira vez como um promotor especial num caso de assassinato de uma criança acontecido em 1986.

O autor nos revela os bastidores do judiciário e suas manobras com muita propriedade e vemos Bosch ajudando-o como investigador do caso, e juntamente com uma equipe seguindo o acusado à espera de algum passo em falso que possa ajudar no processo. A junção do julgamento com investigação é uma das melhores coisas do livro e são acompanhadas de tensão a cada página, onde nos coloca em dúvida se o acusado é realmente culpado ou não, porém fiquei com receio de que um assassino recebesse o veredito de inocente. Você não vai saber até ler o final.
Leitura certa! Principalmente pra quem já acompanha Connelly, pois ver os irmãos Haller e nosso querido policial Bosch juntos é maravilhoso! É legal ver Bosch se ligando a uma família e sua filha tendo força pra superar um passado difícil que teve em Hong Kong.

Leitura muito gostosa!
comentários(0)comente



Fátima Lopes 19/05/2017

Só o fato de ter os dois personagens mais marcantes do autor (Harry Bosch e Mickey Haller) partilhando a mesma trama já justifica a leitura.O enredo é interessante e instigante, mas o final deixou um pouco a desejar. Mesmo assim eu recomendo, pois está acima da média dos livros do gênero.
comentários(0)comente



Raffafust 30/05/2013

Os livros de Michael Connelly são para quem gosta de tribunais, o autor escreve bem sobre o tema e nos prende de uma forma que fica difícil largar o livro até o final.
Por este motivo recomendo que caso você não goste de tribunais passe longe, mas se gosta, se interessa, corra para livraria mais próxima porque esse livro vale muito a pena!
O advogado Mickey Haller tem anos e experiência como advogado de defesa mas aceita ser promotor de um crime ocorrido em 1986 em Hancock Park. Melissa era uma menina de 12 anos que brincava com a irmã de 13 no jardim de sua casa quando foi raptada , estuprada e morta. Na época a irmã como única testemunha contou a polícia que quem a pegou era um homem de macacão dirigindo um caminhão e ao fazer o reconhecimento não teve dúvidas de afirmar que era Jason Jessup. Passados 24 anos descobrem que no vestido da menina o sêmen não era de Jessup. Com o apoio da opinião pública o acusado reabre o julgamento para ser inocentado.
Haller vai ter a ajuda do detetive Harry Bosh e de sua ex esposa para encontrar pistas que possam provar que uma coisa não está relacionada a outra e que Melissa não foi violentada mas morta por Jessup;nessa história vamos nos perguntar o tempo todo se Jessup é realmente inocente, se Haller e sua equipe estão certos de terem certeza de que foi ele ou se o advogado de defesa Royce não está inventando desculpas para inocentá-lo.
Haller e Bosch vão colocar suas famílias em risco - ambos tem filhas pequenas - mas não vão temer irem atrás da verdade.
As cenas de relato dos tribunais são perfeitas e fazem os mais leigos - como eu - se interessarem ainda mais pela história com explicações sobre o mundo jurídico no meio dos diálogos, adoro isso em Connelly.
Mais um ótimo livro desse maravilhoso autor!
comentários(0)comente



Bruno Marukesu 24/05/2016

[Resenha] Reviravolta - Michael Connelly
Em Reviravolta acompanhamos o advogado de defesa criminal Mickey Haller tornar-se promotor especial no caso de Melissa Landy, uma jovem de 12 anos encontrada morta dentro de uma lixeira. Esse caso é antigo. O crime ocorreu há 24 anos e o assassino da vítima foi sentenciado a prisão perpétua, mas ele consegue recorrer ao evidenciar erros durante a investigação. E isso não era para ocorrer!
Mickey está do outro lado da força. Ser promotor é algo que ele nunca imaginou ser já que todos os dias enfrenta a promotoria como advogado de defesa, mas nesse caso ele representará o Povo e isso é algo bastante interessante de se ler. Ver um advogado sair da sua zona de conforto, antecipar as estratégias que a defesa usará em julgamento, tudo isso presenciamos durante a reabertura do caso.
Você se pergunta o porquê do caso ter sido reaberto logo no início da leitura. Bom, Jason Jessup, o acusado pelo assassinato, foi preso numa epóca em que as investigações ocorreram de forma acelerada e sem apuração dos minímos detalhes. Um detalhe que não foi checado na epóca era o semên encontrado perto da borda do vestido da vítima. Ele foi ignorado e não passou pelo procedimento correto. Só que o semên não era de Jessup, mas isso contribuiu para a sua prisão após a testemunha principal, e irmã da vítima, ter reconhecido ele. Mas o fato do semên não ser do acusado foi fator suficiente para o caso da Melissa Landy ser reaberta para novo julgamento definitivo. Isso foi uma jogada de mestre vinda de Jessup.
Um homem inocente que passou 24 anos presos por um crime que não cometeu... É claro que isso é manchete exclusiva para mídia nacional e isso é um dos grandes problemas que Mickey Haller irá enfrentar. Todas as fichas pendem para o lado de Jessup e a Promotoria terá que se contorcer para provar que essa pessoa inocente não existe.
Não posso afirmar que os personagens representantes da promotoria, nesse caso, são muito bem construídos mas durante momentos da investigação somos agraciados com detalhes de suas vidas pessoais. Isso foi algo que veio a calhar bastante pois não perdemos o foco principal do livro que é o caso do assassinato de Melissa Landy. Demorar-se muito nas vidas pessoais de personagens de fora só vem a deixar um enredo rico se tornar extenso e monótono. O autor soube dosar na medida certa sobre a vida pessoal dos personagens.
O caso do Jessup é muito bem detalhado, temos um panorama completo e me surpreendeu e me tomou como refém do enredo.
É a primeira vez que leio um livro tendo como característica julgamento de um caso e posso dizer que a experiência que Michael Connelly me proporcionou foi incrível. Aplaudo-o de pé!
Fiquei bastante impressionado com o quanto Mickey Haller é bem resolvido em seu relacionamento com sua ex-mulher, e mãe de sua filha, Maggie McPherson. Eles formaram até que uma equipe boa. Mas o personagem que me tomou bastante atenção e gostei muito foi o detetive Harry Bosch! Ele consegue criar uma filha sozinho após perder a esposa e isso é algo admirável de ver.
O final é bastante imprevisível. Não esperava a maneira como o desfecho foi escrito e isso foi um ponto extremamente positivo. E para melhorar tudo um detalhe que Bosh encontra abre hipóteses para um novo livro.
Ah, descobri que Reviravolta é o terceiro livro de uma série envolvendo o advogado Mickey Haller, mas em nenhum momento senti que estava perdendo algo ou recebendo spoiler de outro livro. Não. O enredo dessa obra é completo por si só, o que me faz acreditar fielmente que os outros livros envolvendo Haller como protagonistas também podem ser lidos como livros únicos.
A capa do livro não me chamou a atenção, não, mas a sinopse fez o trabalho. A fonte das letras é grande e as páginas são amareladas, proporcionando uma leitura fluida e sem dores de cabeça. Os capítulos são curtos e isso foi algo que me agradou bastante. Não encontrei erros ortográficos nem furos no enredo. Meus sinceros parabéns a editora pela edição. Para quem procurar um livro policial por uma perspectiva diferente - a de julgamento - Reviravolta é o pedido certo!

site: http://www.lostgirlygirl.com/2016/04/resenha-849-reviravolta-michael.html
comentários(0)comente



Virgílio César 17/03/2016

Mais uma vez Michael Connelly não decepciona. No gênero policial ele já é o melhor. Agora no drama de tribunal ele se compara a John Grisham.
comentários(0)comente



7 encontrados | exibindo 1 a 7