A Luz Através da Janela

A Luz Através da Janela Lucinda Riley




Resenhas - A Luz Através da Janela


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Cissa 27/12/2012

Ótima história.

Contar histórias é um dom, pelo menos eu acho assim. Não basta falar, tem que prender a atenção de quem ouve e deixar em seus olhos o brilho do interesse e da emoção.

Lucinda Riley é excelente quando escreve e principalmente quando conta a história. Sensível, pesquisadora, e dinâmica, faz com que aquele que lê não sinta o cansaço e nem o enfado de uma história arrastada.

Em "A Luz Através da Janela", Lucinda me levou da Inglaterra à França. Da Segunda Grande Guerra ao mundo dos anos 1998 e sempre de maneira leve, emocionante e rica em detalhes o que me prendeu até a última página.

Emilie é a personagem principal da história. Uma jovem francesa de família tradicional mas que não teve carinho, atenção e amor de seus pais. Como é a última descendente da família e sem encontrar equilíbrio em sua vida, carente de afeto e atenção, ela parte para um romance com o inglês Sebastian que a levará a conhecer o passado familiar, suas raízes, razões e motivos para que a vida tomasse o rumo que tomou.

Nem sempre a vida nos conta nossa história sob a luz da lua e com romances e finais felizes e assim é com Emilie. Ao conhecer o passado ela conseguirá alterar seu presente e formar seu futuro. Através da verdade vem à tona segredos, mentiras e histórias escondidas sob o pano da falta de amor, perdão e fraternidade. E vivendo toda a história do passado, Emilie consegue o perdão para os pais, para si e para outros.

Lucinda continua contando histórias lindas, perfeitas e que quando terminou me deixou triste pois eu queria mais e mais. Esse é o escritor ideal. Para mim é aquele que deixa no leitor muito do que criou, pesquisou e sonhou, e assim ilumina mais meu conhecimento, sentimentos e visão do mundo.

Quer saber mais? Leia e não se arrependerá.


Roseli Camargo 11/01/2013minha estante
Cissa....eu ameeeeeiii esse livro. Realmente tem que saber contar história e essa foi fantástica.

Bjs


Cissa 12/01/2013minha estante
Pedro e Roseli,
Agradeço o carinho de ambos. Esse livro, realmente, é ótimo. Que bom que gostaram como eu! :)


Suelen 25/01/2013minha estante
Já li "A Casa das Orquídeas" e pelo que parece este livro se assemelha no que se refere a relações familiares e descobertas sobre o passado, mas claro que são histórias completamente diferentes.
A sua resenha ficou ótima e estou bem ansiosa para ler este livro.


May 03/03/2013minha estante
Impossível não me emocionar de novo lendo sua resenha. Parabéns! A sensação de querer mais foi tanta que me peguei virando a página (mesmo sabendo que era o fim da história) e quase chorando por não ter mais hahaha


Kessy 14/09/2013minha estante
De fato, contar histórias é mesmo um dom!!!


Cris 28/01/2014minha estante
Simplesmente não consegui largar o livro. Li em 2 dias... Maravilhoso


Day 20/06/2014minha estante
Adorei a sua resenha, se já queria ler este livro agora quero muito mais.
Parabéns!!!


Cissa 21/06/2014minha estante
Day, obrigada! Espero que goste do livro tanto quanto eu gostei.


Priscila 05/08/2015minha estante
Concordo com vc, depois que li esse livro da Lucinda e " A rosa da meia noite" dela também, pensei a mesma coisa, escrever é um dom, ela consegue nos prender a atenção o livro todo, e um livro muito bem escrito, desenvolvido. E percebe-se a preocupação da autora com todo o contexto...É envolvente o livro dela. Tem que ler!


Ieda.Marques 12/03/2017minha estante
Acabei de ler o livro. Sem palavras para descrever o quanto o amei. Aliás, concordo com o seu comentário. Realmente a Lucinda Riley tem o dom.


Evelize Volpi 16/06/2017minha estante
Conheci essa autora por você querida Cissa, pelo livro A casa das orquídeas, com certeza amarei esse livro também.
Obrigada pela dica, beijos!




Fernanda 18/02/2013

Resenha: A Luz Através da Janela - Lucinda Riley
Confiram a resenha de A Luz Através da Janela

http://segredosemlivros.blogspot.com.br/2013/02/resenha-luz-atraves-da-janela-lucinda.html

Resenha:

A Luz Através da Janela nos apresenta duas histórias paralelas e como cada uma influencia uma na outra e cria uma intensa comoção e sentimentos conflitantes sobre os leitores. Ainda não li o outro livro da autora Lucinda Riley, publicado também pela Editora Novo Conceito – A Casa das Orquídeas –, porém essa história me chamou muito a atenção pelo fato de abordar a guerra e outros fatores relacionados a ela. Pretendo ler ainda este ano o outro livro, só estou aguardando que chegue, pois já o solicitei.
A autora tem um modo leve e simples de contar uma história incrível e forte. E é nessa trama que somos apresentados a Emilie De La Martinières. Ela sempre se sentira muito solitária, diante de um pai fechado, apesar de ser bondoso, nunca contou nada a respeito da história de seus ancestrais, e a mãe sempre a tratou com muita indiferença. Seu pai morreu cedo, quando ela ainda tinha 14 anos, mas durante todo o tempo que viveram juntos, ela se sentiu mais segura e tranquila. Mas Emilie sempre fora diferente de sua família e não dava tanta importância para o glamour que rodeava a sua família. A única coisa que ela realmente almejava era a atenção da mãe, o que claro, nunca aconteceu. Até que sua mãe veio a falecer, e além de muitas dividas, lhe deixou também um Chateau.

“Emilie sabia, dolorosamente, que não tinha qualquer traço do glamour dos seus predecessores. Nascida em um família extraordinária, tudo que ela queria era parecer uma pessoa normal.” Pg. 33

Devido as lembranças boas que teve com seu pai naquele local, Emilie resolve manter o local, que mesmo sem ela ainda saber, mantém muitas histórias do passado. E com a chegada de Sebastian Carruthers, ela vai descobrir ainda mais sobre o passado de seus familiares. Sebastian soube recentemente da morte de sua morte e também descobriu que sua avó e o pai de Emilie tiveram algum tipo de relação durante a Segunda Guerra Mundial. A partir disso Sebastian a ajuda em vários aspectos e logo Emilie se apaixona por ele.

“Era uma estrada que não a levaria a lugar algum. Emilie decidira, há anos, que era melhor viver a vida sozinha. Dessa maneira, ninguém poderia magoá-la ou decepcioná-la novamente.” Pg. 53

A história apresenta vários personagens fortes e bem elaborados, mas quem começa a narrar o passado é Jacques, um senhor que vive no Château dos La Martinières há muito tempo e conhece tudo que se passou ali.
Em Londres, no ano de 1943, conhecemos Constance Carruthers, uma mulher que teve uma forte participação na história desta família. E é por causa destes relatos, que Emilie conhecerá uma emocionante história de sofrimentos, amor e determinação. E é por causa disso tudo também que Emilie vai aprender e crescer mais com tudo que ouviu e descobriu, diante de um passado repleto de situações intrigantes e reveladoras. Além de chamar a atenção para mulheres que, apesar de tantos sofrimentos, seguiram em frente e lutaram por seus ideais.

“Um mês se passou desde que Constance se tornou parte do lar dos De La Martinières. Recebeu uma elegante coleção de trajes para compor seu guarda-roupa, com sapatos de couro macio, de um tipo que não via desde o início da guerra, e vários pares de meias de seda. Ao organizar as peças na cômoda, Connie suspirou ao perceber a amarga ironia de sua situação. Estava vivendo como uma princesa. (...) Nessa prisão dourada, privada de qualquer contato com o mundo exterior, Connie achava que iria enlouquecer.” Pg.159

A Luz Através da Janela é um livro que lida com relações familiares e apresenta fortes revelações acerca do passado. É um livro intenso que descreve com precisão, os detalhes da guerra e dos próprios personagens. Com certeza, esse livro entrou para a lista de meus favoritos.

“Deitada na cama, sentiu uma onda incomum de adrenalina tomar conta de si ao pensar na frieza de Sebastian no fim de semana e na ausência de comunicação, mas se recusou a perder o sono com aquilo. Se, por algum motivo, Sebastian houvesse deixado de amá-la, ela saberia lidar com aquilo. Afinal de contas, sua infância a ensinou a viver sozinha.” Pg, 280

Confiram a resenha de A Luz Através da Janela

http://segredosemlivros.blogspot.com.br/2013/02/resenha-luz-atraves-da-janela-lucinda.html
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Carolina Durães 09/12/2012

A autora me surpreendeu com a sua escrita em “A casa das orquídeas” então quando o livro “A luz através da janela” chegou aqui em casa, comecei a leitura imediatamente. Logo de cara percebi algumas semelhanças com o livro anterior. A autora novamente mostra duas histórias em paralelo, mostrando a ligação entre as duas e a importância de encerrar uma história. Além disso, a autora traz novamente a guerra como pano de fundo da segunda história e até mesmo uma personagem presente no primeiro livro (Venetia, a amiga “rebelde” de Olívia). Quem não leu o primeiro livro, não tem problema, pois não há referências do livro anterior que tirem a história do contexto, mas quem leu e ficou se perguntando o que aconteceu com essa personagem, poderá ler a história na íntegra.
Na história “atual”, temos Emilie, uma veterinária que é descendente de uma família de importante nome na França. Infelizmente, Emilie não teve uma boa infância. Sua mãe se preocupava mais com festas e moda do que com a filha, vivia na cidade grande enquanto seu pai Édouard ficava no chateau envolvido com a sua coleção de livros raros. É possível perceber que Emilie sofre com falta de afeto durante toda a sua vida, e agora é a última descendente dos De La Martinières, sofre com as especulações da sociedade e com a grande responsabilidade que é assumir as dívidas e bens da família.
Então, começa a organizar a vida e resolve manter apenas o chateu e o vinhedo da família, mas ambos precisam de extensivas reformas. Sendo uma pessoa insegura, não é difícil acreditar que quando um homem atraente como Sebastian demonstra-se interessado em Emilie, ela caiu diretamente em seus braços. Sebastian é realmente um homem encantador e tem um irmão mais novo, o “problemático” Alex. Emilie só sabe a história que o próprio Sebastian conta, já que Alex não nega nada. Mas Emilie vai perceber que nem tudo é exatamente o que aparenta ser. Além disso, Sebastian e Alex são netos de Constance, uma mulher forte que os criou.
O que Constance tem a ver com tudo isso? Bom, esse é o papel de Jacques explicar. Jacques é um senhor que trabalha no vinhedo de Emilie há muitos anos, tanto que é mais um parente do que empregado. Quando descobre que Sebastian é neto de Constance, começa a contar a Emilie a verdadeira história de seu pai Édouard e de sua tia Sophia, tia essa que Emilie não sabia de sua existência. É através dos relatos de Jacques que Emilie vai entender a reclusão e a dor do seu pai, vai conhecer uma linda estória de amor entre uma jovem “especial” e um oficial alemão e aprender sobre a força e importância que mulheres como Constance e Venetia tiveram para expulsar os nazistas da Europa.
É através do conhecimento dessa estória também que Emilie vai começar a crescer e acreditar mais em si mesma, e aprender a perdoar algumas mágoas do passado. E também temos um personagem fofo, e totalmente importante nessa história: o jovem Anton. Qual será o papel dele na vida de Emilie?
Emilie me encantou; não no começo onde eu a achei muito insegura; mas conforme foi ganhando confiança e suas atitudes foram se tornando firmes. Alex, o que falar dele, além de que ele é fofo, fofo, fofo? Sebastian fez o caminho inverso comigo – eu inicio o livro suspirando por ele e no final nem tanto (não vou descrever mais para não estragar a história). Falk me deu nojo do começo ao fim do livro e Frederick roubou meu coração. Além disso, temos mulheres fortes nesse livro – Constance e Venetia passam por situações horríveis e continuam em frente, além da Sarah e da própria Sophie, que precisou perder a inocência de mocinha da sociedade para poder sobreviver.
Mais uma vez, a autora Lucinda Riley me encantou com uma história que mescla passado e futuro, amor, dor e perdão. A capa não me encantou muito (prefiro a do livro anterior), mas ainda assim é muito bonita. A revisão e a diagramação estão de parabéns. A leitura dessa história é simplesmente mágica.
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Saleitura 19/02/2013

O Novo olhar do passado será a chave para o futuro
A história começa com a morte de Valérie, mulher exuberante, rica, que só pensava em festas, moda, e famosa na sociedade de Paris, sociedade essa que estava presente em seu funeral. Mãe de Emilie, que cresceu como patinho feio, que nada tinha a ver com tudo aquilo e que criara sua vida própria, longe de tudo isso, se realizando como veterinária, olhava para aquelas pessoas que não tinham nada a ver com ela e nem conseguia saber ao certo o que sentia em relação a morte da mãe.. Seu pai, com quem tinha um bom relacionamento, lhe deixou quando ainda nova, já que quando nasceu seus pais já tinham certa idade. Com a morte da mãe ela se tornou a única De La Martiniéres e precisava tomar uma série de decisões, como se deveria ou não vender o chateau da família.

Em meio a tudo isso aparece Sebastian Carruthers, inglês que estava na cidade e ao ler a notícia sobre a morte de Valérie, procura por Emilie. A avó de Sebastian e o pai de Emilie se conheceram na época da Segunda Guerra. Sebastian se oferece para ajudar Emilie com tudo que ela tinha que resolver e com isso ficam muito próximos e acabam se casando. Os dois vão morar na Inglaterra e a partir daí tudo começa a mudar, segredos vão sendo revelados. Em suas idas ao chateau, Emile pede Jacques, que há muitos anos cuida da vinícola da família, para lhe contar sobre Constance, avó de Sebastian, e aí Lucinda Riley faz o que já havia me encantado em A Casa das Orquídeas e começa a alternar as duas histórias, de uma forma perfeita.

Sim, A Luz Através da Janela é mais um livro grosso, que mete medo em muita gente, mas com uma história fantástica como só Lucinda sabe contar. Uma história que você não quer parar e fica com pena quando acaba. De minha parte fico ansiosa a espera de novo livro da autora, por quem me apaixonei.
Resenha por Luci Cardinelli

link postagem Saleta de Leitura

http://saletadeleitura.blogspot.com.br/2013/02/resenha-do-livro-luz-atraves-da-janela.html
Cris Aragão 12/05/2013minha estante
Eu li A casa das orquídeas e gostei muito, pelo que li na sua resenha, A luz através da Janela (título mais que poético, adoro) está no mesmo nível, quero ler também e me encantar com essa nova história.


Rosiclecia 13/05/2013minha estante
Meu Deus... O livro é mais grosso que a Casa das orquídeas?! Minha nossa! Então o livro deve ser...

E como assim a autora fica alternando de um livro para o outro. Poxa! Agora você me deixou curiosa.


Belle 13/05/2013minha estante
Os livro dessa autora sao otimos,li a resenha e gostei......


Fla santos 13/05/2013minha estante
Gostei .. Fiquei curiosa pelo livro ^^


Andréia 19/05/2013minha estante
Adorei a resenha, os livros dessa autora são ótimos


DomDom 19/05/2013minha estante
Sempre me assusto com os tamanhos dos livros da Lucinda. Foi assim com "A Casa das Orquídeas", e foi assim com esse também. Sempre me passaram a impressão de "encheção de linguiça", mas creio que seja apenas impressão mesmo. Gosto de livros que rolam esses paralelos entre passado e presente, mas para isso, o autor(a) tem que desempenhar um ótimo papel. Creio que a Lucinda consegue fazer isso muito bem.


Sue 20/05/2013minha estante
Livro emocionante, a resenha me aguçou ainda mais a vontade de ler...


NESSA 22/05/2013minha estante
Oi, a história já começa com Valérie,tenho o livro A Casa das Orquídeas mas,ainda não comecei a ler (falta a coragem pelo volume do livro!)Interessante como ela era durante a infância e a "transformação" que ela viveu,e ainda sofreu o abandono do pai e agora com a morte da mãe vai ter que decidir o que fazer com o chateau da família e então vai ter uma surpresa do destino e conhecer Sebastian vão se envolver e ela ainda vai descobrir segredos de família...Nossa curiosa para saber que segredos serão esses!E ver como a Autora alterna as passagens de tempo!


Beth 25/05/2013minha estante
Ainda não li,mais achei muito bom.Gosto de temas fortes,com mulheres batalhadoras.


Sabrina Piano 25/05/2013minha estante
Não fazia ideia do que se tratava o livro, já tinha visto antes é claro, mas nunca tive a curiosidade de para pra ler, e confesso que me surpreendi bastante com o tema que é abordado no livro.




Ana 28/12/2013

Conhecer seu passado é a chave para libertar seu futuro
O livro começa com a morte da mãe de Emilie, que se encontra sozinha no mundo, como única herdeira dos De La Martinieres, uma rica e renomada família francesa. Rejeitada pela própria mãe, cresceu solitária em meio ao luxo e riqueza que sempre foram familiares à ela, mas nunca a interessaram. Indecisa e enxergando como um fardo todas as decisões que precisará tomar com as propriedades da família, ela conhece ocasionalmente Sebastian Carruthers, um inglês misterioso que diz estar em passagem pela França, e presta toda a assistência necessária à Emilie, que logo se vê muito dependente dele.

Sebastian conta à Emilie que a família Carruthers e e De La Martinieres têm uma ligação. Após casar-se precipitadamente com ele, a mulher vai em busca de seu passado e o de seus ancestrais, e descobre coisas a respeito de seu próprio pai e de pessoas que sempre a rodearam que nunca imaginara haver acontecido. E com isso, descobre mais à respeito de seu marido e de si mesma, e vê que nem sempre as coisas são como parecem ser...

O livro alterna seus capítulos entre a França de 1999, o presente de Emillie, e a França da Segunda Guerra Mundial. A história que ela depois descobre ser da sua própria família é muito bela, embora muito triste. Nos faz refletir sobre a importância do amor e do perdão, e é só mais uma entre as milhares de histórias que aconteceram durante a guerra, que muitas vezes foram esquecidas ou nem mesmo chegaram a ser desenterradas.

A autora fez um ótimo trabalho. Rica em detalhes e muita pesquisa, o livro é uma bela reflexão sobre como a guerra muda irremediavelmente as pessoas, e as várias marcas que ela deixa ao mundo, e em nossos corações.
Maria Sylvia 01/09/2014minha estante
Li seu cometário e achei muito bom, penso que vou gostar do livro.Obrigada Ana.


ilci 01/09/2014minha estante
Sua resenha está otima, deu para ter uma super noção do livro, já estou curiosa, acho que vou gostar , amo livros que falam sobre as guerras mundiais. Obg.


Ana 01/09/2014minha estante
Obrigada pelos comentários! Tenho certeza que gostarão do livro!




Bruna 22/01/2013

A luz Através da Janela
Esse livro eu comprei no aeroporto no caminho para a casa da minha mãe na BA e digamos que ele ficou um pouquinho de lado, por conta das outras compras. É claro que já tinha escutado falar, até porque a autora dele, Lucinda Riley, é também a autora de A casa das Orquídeas que é um livro que gostaria muito de ler.

Eu tinha grandes expectativas sobre A luz Através da Janela, porque eu adoro livros que possuem um pouco de romance histórico e enigmas sobre o passado, entranhados no futuro. O que talvez tenha me dado um pouco de receio sobre ele, foi por se tratar de um livro que retrata um pouco a Segunda Guerra Mundial. Eu não leio muitos livros que a retratam, não porque acho chato, ou pouco relevante, mas sim porque eu realmente fico abalado por muito tempo depois de ler as atrocidades que aconteciam nesse período, então eu evito um pouco.

Logo no inicio eu me deparei com uma narração maçante e que não acontecia nada de muito eletrizante. Nessa primeira parte nós conhecemos Emilie de La Martinières, que nasceu em um berço de ouro, porem nunca deu muito importância a isso. A coisa que ela mais valorizava, mas que pouco recebeu na vida era a atenção de sua mãe Valérie, que logo no início do livro faleceu e deixou fortuna e um Chateau mal cuidado na mãos de sua filha.

“Ela era a típica representante do chic francês e talvez você sentisse que não poderia atender às expectativas que ela tinha ao seu respeito. Você se sentia ignorada e não recebia afeto. E tudo isso significa que você cresceu com muito pouca autoestima. Assim, você rejeitou o legado de sua família, pois sentia que tanto o legado quanto sua mãe a rejeitaram. E tomou a decisão de viver em uma vida totalmente diferente.” – Alex

Até ai, eu não tinha nenhum problema quanto ao livro, até achei legal porque parecia que Emilie iria tomar as rédeas da sua vida e cuidar dos negócios da família. Só que ai aparece o cavalheiro do cavalo branco, Sebastian, que dizia ser neto de uma antiga conhecida de sua família, Constance Carruthers, e Emilie de repente se apaixona por alguém que nem conhece e deixa tudo nas mãos dele. Vou confessar a vocês que nesse ponto da história eu quase resolvi desistir do livro, porque ele só estava me passando raiva – quem se casa com duas semanas após ter se conhecido?- , só que resolvi continuar, e que bom que continuei, porque a história deu uma guinada e me conquistou.

A partir do momento que comecei a ler a narração do período de 1945, fiquei impressionada em como Constance Carruthers, a tal conhecida da família de Emilie, era forte, determinada e inteligente, ao contrario de Emilie. No decorrer na história nós nos deparamos com idas e vindas do ano de 1945 a 1999, e começamos a entender um pouco mais sobre a ligação das famílias Carruthers e de La Martinières. E também descobrimos que nem todo mundo é o que parece ser.

No final fiquei muito feliz com o rumo dos personagens, a menos aqueles que infelizmente não havia como mudar graças a Segunda Guerra Mundial. Acho que o que eu mais gostei é que não foi uma história corrida, a autora se preocupou em decorrer os fatos detalhadamente e com bastante atenção. Eu super aconselho a leitura, porque eu amei o livro, mesmo depois de todos os contras do inicio, a história compensa.

Quer ler outras resenhas? http://segredodeumundo.com
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Lelê 28/01/2013

Resenha:
Lucinda Riley tem o poder de transportar o leitor para o mundo que ela cria com uma facilidade incrível.

Em "A Luz Através da Janela" vamos conhecer Emilie de La Martinières, uma mulher que resolveu seguir um caminho diferente do imposto por sua família.
Édouard, seu pai, morreu quando ela era muito jovem e nunca contou nada sobre a história da sua família. Ele era um homem generoso, porém muito fechado.


"Nascida em uma família extraordinária, tudo o
que ela queria era parecer uma pessoa normal."
Pag. 33


Sua mãe nunca foi presente. Uma mulher amarga, mas o que Emilie não sabia era o motivo da mãe ser assim. Emilie achava que Valerie apenas não gostava dela.
Com a morte de Valerie, Emilie herdou tudo; a casa, cheia de obras de arte valiosas e jóias. Herdou também um château caindo aos pedaços com uma vinícola, e um mar de dívidas.


"O nascimento e a subsequente presença de Emilie
pareciam ter tanta importância para ela quanto
a aquisição de mais um chihuahua que faria
companhia aos outros três."
Pag. 11


Sem saber o que fazer, Emilie resolve passar alguns dias no château para pensar.
Então ela conhece um homem que a princípio era muito gentil, educado e que está disposto a ajudar Emilie em todos os problemas. E ela se entrega e se deixa levar por Alex Carruther.


"Até mesmo os dias mais enfadonhos pareciam
ter o brilho do sol, uma caminhada habitual por
entre os charcos se transformava num momento
mágico, simplesmente porque ele estava ao meu lado."
Pag. 180


Um dia Emilie descobre um caderno com poemas escritos por Sophia, irmã de seu pai, e a curiosidade dela a leva a conhecer toda a história sobre seus antepassados, e como isso pode alterar seu futuro.


"Comparado as dificuldades e provações dos
últimos quatro anos, quando milhões de pessoas
perderam a vida ou seus entes queridos para a
guerra, o romance de Sophia poderia ser
visto como algo trivial."
Pag. 300


O início do livro é em 1999. Para conhecer o passado da família De La Martinières vamos para 1943, durante a Segunda Guerra Mundial.

Constance Carruthers é uma recruta e está pronta para a guerra, mas o destino a levou para Édouard e Sophia. E é assim que tudo se entrelaça.


"Eu fui a um dos comícios em Nuremberg e a
atmosfera era inacreditável. O Führer tinha uma
presença muito forte, um carisma que o tornava
irresistível a uma nação maltratada."
Pag. 424


O jeito que esta história é contada é tão viciante e incrível!!

É narrado em terceira pessoa. O ponto de vista principal é o de Emilie. Mas a autora não deixou nenhuma brecha, conseguimos acompanhar todos os personagens perfeitamente, e olha que são muitos. E todos os personagens são extremamente intensos.

São mais de quinhentas páginas, porém eu em em dois dias e meio. O livro é lindo!!

A capa está bem bonita, com uma moça na janela olhando para o escuro. Depois de ler o livro é que entendi o porque disto. A diagramação é simples, com letras grandes e parágrafos bem espaçados, uma leitura nada cansativa.

Se você ainda não conhece esta autora, dê uma chance, leia e se apaixone.

Eu recomendo com certeza!!
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Paulinha 27/12/2012

A Luz Através da Janela
Conheça o blog : http://ideiaampla.blogspot.com.br/
O nascimento de Emilie fora apenas uma necessidade de produzir um herdeiro para a linhagem dos “De la Martinières”; quando Emilie nasceu seu pai já tinha 60 anos, sua mãe Valérie a tratava da mesma maneira que os cães, só era conduzida aos aposentos da mãe quando isto lhe era do agrado, todo o carinho que a mãe lhe dava era automático e parecia não haver sentimentos.
Emilie não herdara a elegância e nem a facilidade de se socializar da mãe, era apenas uma garota introvertida e desengonçada que não levava jeito para dançar nem para tocar piano, apesar de ter tentado durante a infância e adolescência para agradar a mãe.
O mundo em que Valérie vivia não tinha espaço para Emile; seu pai Édouard apesar de ser um homem bondoso e amável, passava a maior parte do tempo no Chânteau, trancafiado na biblioteca com sua coleção de livros raros em quanto Emilie tinha que acompanhar a mãe nos bailes e reuniões.
Para Emilie nunca lhe faltou nada relacionado a bens materiais já que a família “De la Martinières” possuía uma grande fortuna e muito prestigio na sociedade, contudo a única coisa que Emilie desejava não podia ter, que era o carinho e atenção de sua mãe.
No leito de morte da Valérie, Emilie não compreendia quais eram os sentimentos que alimentava em relação aquela pessoa que a única coisa que fez foi coloca-la no mundo. Valérie nunca se esforçou para ser uma boa mãe e chegou até mesmo a negligenciar cuidados a saúde da filha para não deixar de frequentar um de seus bailes, o que trouxe consequência irremediáveis para Emilie aumentando a magoa que sentia por sua mãe.
Como única herdeira da família Emilie De la Martinières, mesmo sentindo-se confusa e frágil tinha que tomar decisões referentes a assuntos familiares que nunca havia pensado. Foi nessa atmosfera emocional que ocasionalmente conheceu Sebastian, um homem muito bonito que lhe ajudou a resolver vários problemas que estavam lhe “tirando o sono”. Após pouco mais de 8 meses ele pediu-a em casamente e resolveram se unir através de uma cerimonia bem simples, com a presença apenas das testemunhas.
Enquanto a reforma do Chânteau estava em andamento, ela foi passar uns dia na Inglaterra na mansão Blackmoor Hall e teve uma surpresa ao descobrir que Sebastian tinha um irmão morando na casa que era tetraplégico e que segundo Sebastian havia causado bastantes problemas nos últimos anos.
Entre Sebastian e Emilie havia um elo que ligava-os, Costance Carruthers avó de Sebastian fora uma velha amiga de seu pai Édouard De la Martinières, o velho Jacques conhecia toda a história e começou lhe contar que Costance conheceu seu pai durante a 2ª guerra mundial e que ela foi uma mulher incrível.
Graças a história que jacques estava contando sobre sua família Emilie começou a compreender um pouco mais do seu presente e descobriu coisas extraordinárias sobre a sua tia Shopia que ao viver o um grande amor mudou completamente a história dos De la Martinières.
O passado estava mais presente na vida de Emilie do que ela poderia imaginar, “conhecer o passado seria a chave para libertar seu futuro”; ela precisava descobrir a verdadeira história de sua família e desvendar quem era realmente o homem com quem se casou.
Mais uma vez a Editora Novo Conceito esta de parabéns, o livro “ A luz através da Janela” tem uma diagramação impecável, a capa do livro é linda e não tem aquele probleminha que acontece com alguns livros que tem mais de 100 páginas que conforme vamos lendo a capa vai ficando feia e estragando.
Quando olhei para o livro a primeira vez me deu um pouquinho de preguiça devido a quantidade de folhas, mas a história é tão boa que nas primeiras 20 páginas já estamos apaixonados pela historia e não conseguimos mais parar, lemos um capitulo pensando no que irá acontecer no próximo.
No decorrer da leitura por incrível que pareça o livro vai ficando cada vez melhor. O fato de ser uma história dentro da outra, dá um toque muito especial a leitura, as passagens são bem marcadas evitando qualquer tipo de confusão que venha comprometer o entendimento da história.
Se recomendo? Claro, mal acabei de ler o livro e já estou com vontade de ler novamente!
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Gabi 19/12/2012

Equilibrado, realista e apaixonante!
“A Luz Através da Janela” é mais um livro maravilhoso e emocionante da autora Lucinda Riley! Resenhamos anteriormente “A Casa das Orquídeas” e você pode conferir essa resenha AQUI. “A Luz Através da Janela” possui algumas semelhanças de narrativa com “A Casa das Orquídeas”, talvez isso seja uma característica das obras da autora. Ambos fazem um confronto entre o passado e o presente, revelando segredos de família e deixando grandes lições que podem ser aproveitadas na construção de um futuro mais sólido, equilibrado e feliz. Ambos possuem como pano de fundo do passado a guerra e mostram que muitas vezes o destino é sábio e nos prega grandes peças.

No presente conhecemos Emilie de la Martinières, uma veterinária que pertence a uma família renomada da França. A narrativa se inicia com Emilie no leito de morte de sua mãe, Valérie. E assim conhecemos um pouco de Emilie, uma mulher que cresceu cercada de boa educação e uma vida confortável, mas que se tornou frágil e insegura por não ter recebido na infância o afeto da mãe de maneira adequada. Velérie se preocupava mais com a sociedade, as festas e a moda do que com a própria filha. E Édouard, o pai de Emilie, era recluso quando estava vivo, ficando a maior parte do tempo na biblioteca localizada no chateu da família na França catalogando seus exemplares raros de livros.

Com a morte do pai e da mãe a Emilie é última descendente da família “de la Martinières” e se obrigada a herdar as propriedades,as dívidas, o vinhedo e os problemas da família. No início ela conta com a ajuda do contador da família, Gerard. Até que ela conhece Sebastian em um restaurante próximo ao chateu.

Sebastian se mostra a princípio um homem educado, carinhoso, prestativo e atraente, conquistando com pouco esforço a frágil Emilie. Emilie recebe a ajuda e o consolo de Sebastian nas horas mais difíceis e acaba se apaixonando por ele.

A partir deste momento a história toma rumo e a autora nos narra em terceira pessoa uma história de vários amores e segredos. Neste momento tomamos conhecimento de que Sebastian e seu irmão Alex são netos de Constance.

Constance, também já falecida, tem um forte laço com a família de Emilie, desde a Segunda Guerra Mundial. Ela era uma mulher forte e leal ao seu país.

Jacques é um senhor que cuida do vinhedo da família “de la Martinières” e é ele quem contará para Emilie o passado da família dela e de Sebastian.

Conheceremos os detalhes dos horrores vivenciados pela França ocupada pelo Nazismo de Adolf Hitler. Somos transportados para um cenário de guerra onde predomina a espionagem, o sofrimento e a luta pela liberdade. Conheceremos um pouco do movimento da Resistência Francesa e de como agiam seus integrantes.

Neste tempo somos apresentados a Constance (avó de Sebastian), a Édouard (pai de Emilie), a Sophia (irmã de Édouard), a Venetia (amiga de Constance) e aos gêmeos alemães Frederick e Falk (pertencentes a organizações Nazistas). Pessoas que tiveram seus destinos entrelaçados e modificados pela crueldade da guerra.

Veremos que nem tudo e nem todos são o que aparentam ser e que o amor pode surgir mesmo em meio a destruição e ao horror de uma guerra. Porém as marcas deixadas por essas vivências e o desfecho de uma situação além de seus desejos e esforços são capazes de manchar e alterar o futuro de uma geração, até mesmo daqueles que ainda nem nasceram.

Descubra como Emilie, Sebastian e Alex tiveram suas vidas manchadas pelas experiências de seus antepassados e da Segunda Guerra Mundial.

Preciso apenas acrescentar que Emilie amadurece e se fortalece e que Alex é um homem encantador. A partir do momento que você conhece o passado você entende muitas coisas e pode transformar o futuro e corrigir alguns erros que nunca deveriam ter sido cometidos.

Um livro de muitas páginas, com uma história intensa e linda. Apesar de ser um livro longo a leitura é fluida e extremamente agradável e leve. Senti-me presa do começo ao fim, não queria parar de ler.

A Editora Novo Conceito novamente caprichou na edição. Uma capa linda e uma revisão impecável fazem este lançamento levar nota máxima!

Mais um livro da autora Lucinda Riley que entra para os meus favoritos.

http://www.ilusoesnoturnas.blogspot.com.br/2012/12/resenha-luz-atraves-da-janela-lucinda.html
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Pabline 29/12/2013

Esse foi um livro difícil de resenhar. Meus sentimentos quanto a ele foram muitas vezes contraditórios, desses de “entre tapas e beijos”. Preparem-se para a resenha de uma garota revoltada.

Nossa história se desenrola primeiramente na França, mas depois os ambientes mudam, tendo como espaços principais a própria França e a Inglaterra. Conhecemos Emilie Idiota de la Martinières, uma mulher que tem todo um legado nas costas; ela pertence a uma das famílias francesas de maior renome. Porém, pelo jeito, parece ser a última descendente dessa antiga linhagem; sua mãe acaba falecendo.

Em meio à fragilidade de encarar sua morte, apesar delas não serem exatamente próximas, Emilie se vê perdida em meio a tantas responsabilidades que acabam caindo em seus braços. Se vê tendo que administra todo um legado, a impedindo de levar sua vida pacata de veterinária – ela sempre tentou fugir desse estigma de grandeza da sua família. Mas em meio à turbulências, não consegue se desfazer do château de sua família, onde cresceu e passou momentos felizes. Decide então reformá-lo – ele precisa de uma bela reforma; e em meio ao processo ela conhece Sebastian ele só não é mais idiota que Emilie Carruthers em uma bela tarde quando lhe conta que suas famílias tem uma relação perdida no tempo.

Com isso Sebastian acaba entrando na sua vida de uma forma no mínimo rápida. E praticamente do nada Emilie é uma mulher casada e com uma vida que ganha ares diferentes em meios a caricias e mentiras. Emile também começa a descobrir coisas do seu passado, e da tal ligação que ela tem com a família de Sebastian. Duas histórias se desenrolam no livro. Uma, em meados de 1999 com a estupida Emilie; e outra em plena Segunda Guerra Mundial, por volta de 1944, onde conhecemos personagens marcantes, e descobrimos um pouco mais sobre pessoas de sua própria família, como seu pai e sua tia. Segredos e mentiras são revelados, e não só do passado.

Não sei se deu para perceber, mas adorei Emilie – ah, o sarcasmo. O inicio do livro foi extremamente difícil para mim, mas não pela narrativa que, aliás, é divina. A autora escreve tão bem, com uma fluidez que nem vemos as páginas passarem, e quando vamos perceber já caminhamos muita na leitura. O problema que tive com esse livro foi por causa dos personagens. Nunca sentir tanto ódio no decorrer de um livro como eu sentir com Emilie. Porque tanta antipatia? Porque ela é uma porta, e não, ela não pode ter 30 anos. No máximo lhe dou 15 u.u

Nas primeiras páginas Emilie faz coisas tão sem noção, tão inverossímeis para a idade dela e para a sua suposta independência. Cá entre nós, ela tem 30 anos e uma vida independente, cair na conversa de uma cara assim tão facilmente, como se não conhece pelo menos um pouco do mundo, foi demais para mim. Minha antipatia se dá principalmente pela relação dela com Sebastian, é algo que definitivamente não consegui engolir.

Primeiro, lá estão eles num restaurante, trocam nomes e algumas palavras, depois a casa é assaltada e ele é todo solicito e diz “não, de maneira alguma irei te deixar sozinha”. E o que ela faz? Permiti, sem desconfiar de nada, que ele durma em sua linda casinha. Mas não para por aí, ele começa a controlar a vida dela, ok, acredito que a personagem sinta que Sebastian está lhe ajudando a tirar todo aquele peso de suas costas, mas tudo tem limite; ela não dúvida da confiabilidade dele em nenhum momento, pelo amor de Deus, ele é um completo estranho. O que é mais agoniante é que Sebastian se mostra todo solicito e perfeitinho, começa a ligar pra um monte de gente para dar uma reformada no château, tomar as rédeas da situação, chama chaveiro para trocar trancas da casa... Aí uma chave se perde e ninguém sabe quem pegou, oh que surpresa. E nessa mesma noite ele inventa de tirar o stress dela com uma massagem, nessa hora fiquei com muita vontade de largar o livro, juro.

Mas calma que não acabou... Ele a pede em casamento pouco tempo depois de terem se conhecido, e arranja o casamento para acontecer em no máximo duas semanas para tirar ela do château. Mas em vez dela repensar esse pedido e pelo menos tenta conhecê-lo melhor, não, ela simplesmente se casa sem saber praticamente nada do sujeito. NADA. Sebastian não conta muita coisa de sua vida, é um cara reservado. VAI SE LASCAR EMILIE. Ok, ela vai morar com ele um tempo na Inglaterra, e o inimaginável acontece, ele começa a pedir dinheiro pra Emilie. Mas daquela forma cafajeste para que ela pense que ele não está pedindo, por favor, ele não quer o seu dinheiro; e sim ela que quer simplesmente ajudar o seu amor. Não, não rolou mesmo. Santa paciência.

Ela é uma porta. Mas não se preocupem, em não inundei vocês de Spoilers, isso acontece nas primeiras páginas. Mas são 90 páginas de pura idiotice, e de querer tacar a mão na cara de Emilie pra ver se ela acorda. Depois disso as coisas melhoram já que começamos a conhecer a história que se passa em 1944. E o livro fica nisso: Na vida presente e nesse passado em plena Segunda Guerra. E é essa história paralela que salva a obra. É simplesmente perfeita, tocante, chega a ter adrenalina. Foi tão emocionante, houve três momentos que praticamente me fizeram chorar em cima do livro.

Mas também tenho uma ressalva em relação a essa história paralela. Ela nos é contada por um senhor muito velhinho. Mas parem para pensar comigo: se o senhor está contando a história pelo o que ele sabe, como esse senhor fofo conhece tantos detalhes que obviamente ele não saberia? Isso me incomodou um pouco, porém nas horas da história que se desenrola na Guerra, tentei exclui o contador de história da minha mente. Porque, ok, a autora se utilizou do personagem para poder nos contar essa parte da trama, mas temos que encarar que é algo totalmente inverossímil ele contar tantos detalhes a la estilo narrador onisciente.

O livro me irritou e isso é vero, porém a história na Segunda Guerra me prendeu completamente; me fez suspirar, praticamente chorar, ficar pregada as páginas, e triste quando ela acabou e ficou só a história do presente com a Emilie. Mas não foi só no começo do livro que essa Emilie ingênua me irritou – apesar do Alex ser um personagem que valorizou muito a história de 1999. A personagem tem aquele velho crescimento ao longo da trama, mas de tanto que fiquei impaciente com ela, nem isso me fez sentir simpatia por nossa protagonista.

Experimente a leitura mesmo se alguma ressalva minha lhe tiver deixado com um pé atrás. A autora escreve tão bem, e sem falar que a história paralela é divina. Ao mesmo tempo em que você sente raiva do quão ruim as pessoas podem ser, você verá que ainda há muitas que valem a pena.

site: http://amigasentrelivros.blogspot.com.br/2013/05/resenha-luz-atraves-da-janela.html
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dani 07/02/2013

A Segunda Guerra Mundial deixou muitos destroços e segredos familiares principalmente na família de Emilie, os De La Martinières. Quando sua mãe faleceu, deixando o legado do château da família para ela, a única herdeira, Emilie fica devastada e quer vender tudo para que possa voltar à sua rotina comum de veterinária. Entretanto, Sebastian Carruthers aparece em sua vida para ajudá-la a cuidar de toda a documentação e a consola nos momentos mais difíceis. Emilie se apaixona pela sua gentileza e decide se casar com ele. Assim, ela se muda para a casa do marido, Blackmoor Hall, em Yorkshire. Contudo, a vida que ela, ingenuamente, pensa estar começando bem, trará a ela muitas surpresas e revelações do presente e do passado de toda uma geração.



Minha opinião - A autora me surpreendeu com a sua escrita em “A casa das orquídeas” então quando o livro “A luz através da janela” chegou aqui em casa, comecei a leitura imediatamente. Logo de cara percebi algumas semelhanças com o livro anterior. A autora novamente mostra duas histórias em paralelo, mostrando a ligação entre as duas e a importância de encerrar uma história. Além disso, a autora traz novamente a guerra como pano de fundo da segunda história e até mesmo uma personagem presente no primeiro livro (Venetia, a amiga “rebelde” de Olívia). Quem não leu o primeiro livro, não tem problema, pois não há referências do livro anterior que tirem a história do contexto, mas quem leu e ficou se perguntando o que aconteceu com essa personagem, poderá ler a história na íntegra.

Na história “atual”, temos Emilie, uma veterinária que é descendente de uma família de importante nome na França. Infelizmente, Emilie não teve uma boa infância. Sua mãe se preocupava mais com festas e moda do que com a filha, vivia na cidade grande enquanto seu pai Édouard ficava no chateau envolvido com a sua coleção de livros raros. É possível perceber que Emilie sofre com falta de afeto durante toda a sua vida, e agora é a última descendente dos De La Martinières, sofre com as especulações da sociedade e com a grande responsabilidade que é assumir as dívidas e bens da família.

Então, começa a organizar a vida e resolve manter apenas o chateu e o vinhedo da família, mas ambos precisam de extensivas reformas. Sendo uma pessoa insegura, não é difícil acreditar que quando um homem atraente como Sebastian demonstra-se interessado em Emilie, ela caiu diretamente em seus braços. Sebastian é realmente um homem encantador e tem um irmão mais novo, o “problemático” Alex. Emilie só sabe a história que o próprio Sebastian conta, já que Alex não nega nada. Mas Emilie vai perceber que nem tudo é exatamente o que aparenta ser. Além disso, Sebastian e Alex são netos de Constance, uma mulher forte que os criou.

O que Constance tem a ver com tudo isso? Bom, esse é o papel de Jacques explicar. Jacques é um senhor que trabalha no vinhedo de Emilie há muitos anos, tanto que é mais um parente do que empregado. Quando descobre que Sebastian é neto de Constance, começa a contar a Emilie a verdadeira história de seu pai Édouard e de sua tia Sophia, tia essa que Emilie não sabia de sua existência. É através dos relatos de Jacques que Emilie vai entender a reclusão e a dor do seu pai, vai conhecer uma linda estória de amor entre uma jovem “especial” e um oficial alemão e aprender sobre a força e importância que mulheres como Constance e Venetia tiveram para expulsar os nazistas da Europa.

É através do conhecimento dessa estória também que Emilie vai começar a crescer e acreditar mais em si mesma, e aprender a perdoar algumas mágoas do passado. E também temos um personagem fofo, e totalmente importante nessa história: o jovem Anton. Qual será o papel dele na vida de Emilie?

Emilie me encantou; não no começo onde eu a achei muito insegura; mas conforme foi ganhando confiança e suas atitudes foram se tornando firmes. Alex, o que falar dele, além de que ele é fofo, fofo, fofo? Sebastian no começo eu desconfiei dele muito perfeito (não vou descrever mais para não estragar a história). Falk me deu nojo do começo ao fim do livro e Frederick roubou meu coração. Além disso, temos mulheres fortes nesse livro – Constance e Venetia passam por situações horríveis e continuam em frente, além da Sarah e da própria Sophie, que precisou perder a inocência de mocinha da sociedade para poder sobreviver.

Mais uma vez, a autora Lucinda Riley me encantou com uma história que mescla passado e futuro, amor, dor e perdão. A capa não me encantou muito (prefiro a do livro anterior), mas ainda assim é muito bonita. A revisão e a diagramação estão de parabéns. A leitura dessa história é simplesmente mágica.
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Raffafust 14/03/2013

Lucinda fez um dos livros que mais gostei de ler no ano de 2012. " A casa das orquídeas" é tão maravilhoso que era óbvio que eu quisesse ler mais e mais histórias dessa autora. Quase um ano depois chegou em minha mãos " A luz através da janela", a primeira página já me arrepiou, por ter perdido minha avó recentemente não teve como não me emocionar com a autora descrevendo como a protagonista Emilie de la Martineres diz adeus a sua mãe, que falece na sua frente.
Por si só a cena já emocionaria qualquer filha ou mãe, mas Lucinda vai mais a fundo, o momento em si faz Emilie recordar o como era ser filha de uma mãe que parecia não ter tempo para cuidar da única filha que teve já com idade avançada. Faz ela recordar de como sente saudades do pai que amava tanto livros que tinha uma coleção raríssima.
Nessa família rica e tradicional ela foi criada tendo tudo menos o amor de quem queria, nem o apoio quando optou por fazer veterinária na faculdade e por seguir sua vida. Com a morte de seus pais, ela herda o chateau, todas as obras de arte e a coleção de livros dele.
Perdida dentro da imensa casa, sem saber que rumo tomar, vendo que seus pais gastaram mais do que poderiam, Emily é sinônimo de indecisão para onde quer que olhe.
Até que misteriosamente ela conhece Sebastian, um inglês que segundo ele está a trabalho na França e diz que por coincidência sabe que Emily perdeu sua mãe recentemente e que sua avó era muito amiga de sua família.
Sozinha e carente Emily vai enxergar em Sebastian alguém em quem se apoiar, por mais que todos os indícios levem ao leitor e aos outros personagens a desconfiarem da boa índole do moço. Coisa que nem o irmão dele Alex acredita!
No meio de uma trama de interesses, de alguns capítulos que vão fazer a história dos Le Martinieres voltarem a época da segunda guerra para encontrar respostas no presente, todo personagem tem sua importância para juntos com a mocinha da história chegarmos a uma conclusão do que estava por trás da história da família e de quais os interesses de seu agora marido.
São mais de 500 páginas onde Lucinda nos prende atenção sem que percamos o interesse na trama e onde o final faz jus a tudo que esperamos de uma boa história.
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Aline 28/01/2016

Confesso que cheguei a abandonar a leitura próximo da metade do livro. A maneira passiva e ingênua que Emillie enfrentava seus problemas e fantasmas me deixavam um pouco entediada. Entretanto, não pude esquecer as referências à Segunda Guerra e a saga de Constance. Valeu a pena. Ao final das últimas 150 páginas, simplesmente não pude parar e as li em uma única noite (madrugada, também : / ). Com um desfecho surpreendente, foi uma leitura extremamente válida e prazerosa. Recomendo.
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Gersonita Paula 05/07/2014

Me surpreendeu... Muito bom!
Bem, a capa por si só já é um convite à leitura. Este é o primeiro livro que leio da Lucinda Riley.

Gostei do estilo da escrita, a mágica como ela nos guiou pelo cenário da história e do tempo... senti apenas que faltou um pouco mais de contato físico nos personagens, meio platônico.Lucinda criou um sentimento lindo entre Sophie e Frederick mas não deixou isso 'palpável' de certa forma para o leitor. São personagens de muitos movimentos e que não sabem transmitir muita ternura.

Amei o Alex e o Arton e admirei sobremaneira o amor de Frederick... Constance não me encantou e, embora tenha sido um dos personagens principais, não me convenceu no destino que deu a criança, por temer que sua presença esfacelasse de certa forma seu casamento. Pura ironia!!! Uma mulher que foi preparada para tentar matar Hitler, seu Nazismo e seus demônios numa RESISTÊNCIA implacável arriscando conscientemente a própria vida, TEMER a Guerra interna que a vida de uma criança pudesse provocar em seu mundo de apenas quatro paredes, entristece um pouco. Apesar disso, avaliei com 4 estrelas, pelo conjunto da obra.

LI e INDICO!

Gersonita Paula

Início da Leitura: 05/05/2014
Término da Leitura:18/05/2014
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Samantha 01/10/2013

Word in My Bag
"Conhecer seu passado é a chave para libertar seu futuro"

Este é o segundo livro de Lucinda Riley publicado pela Editora Novo Conceito, o primeiro foi "A Casa das Orquídeas", e recentemente lançou "A Garota do Penhasco".

Em "A Luz Através da Janela", Riley nos conta a estória de Emily, que entre os anos de 1988 e 1999 tem sua vida virada de ponta cabeça. Com a morte da mãe, ela herda além da mansão em Paris, um chânteau com uma biblioteca contendo mais de 20 mil exemplares raros, um vinhedo e uma leva de dívidas.

A mãe de Emily nunca dava atenção à filha, ela era não mais que algo para mostrar aos amigos. Vivia uma vida de luxo e glamour em meio aos cidadãos de classe elevada de Paris. O pai da garota, Édouard, era um intelectual que lutara pela resistência francesa durante a Segunda Guerra Mundial.

Logo após a morte da mãe, Emily conhece o inglês Sebastian, que a ajuda a enfrentar todas as dificuldades pelas quais está passando (mas nem tudo é bom para sempre). Ele lhe diz que sua avó, Constance, conheceu Édouard durante a guerra e que eram amigos. Emily busca a história do seu ascendente para entender melhor o seu presente e enfrentar seu futuro. A partir daí mergulhamos em uma fascinante aventura vivida por aristocratas franceses e militantes alemães.

Logo no início do livro, Emily é uma garota mimada que tenta fugir do peso que seu sobrenome tem, mas ao conhecer o passado de seus familiares ela vai aos poucos amadurecendo e ao entender a importância dos De laMartinières, cresce com ela o respeito por sua família. Paralelamente com a história que lhe é contada, Emily aprende com os erros que cometeu e onde realmente é o seu lugar.

A escrita de Lucinda Riley traz evidentemente suas influências da dramaturgia, uma vez que ela era atris antes de dedicar-se aos livros, é possível notar claramente essa característica nos "cortes de cena" que acontecem durante todo o livro (isso é um pouco estranho no começo, mas depois que o leitor se acostuma, dá até a sensação de suspense) e pelos vários diálogos bem elaborados e explicativos.

"A Luz Através da Janela" é sem dúvida encantador, com a estória do presente cheia de lições e surpresas, e a do passado recheada de suspense e emoção. Apesar das mais de 500 páginas, este livro tem uma leitura rápida por ser muito envolvente.

Riley arrancou suspiros, adrenalina, apreensão e vários "AHÁ!!" meus durante a leitura, mesmo achando, no início, a escrita um pouco estranha.

A bibliografia usada por Lucinda Riley para construir seu ambiente histórico:

Lucie Aubrac, Diário da Resistência. Record, 1997;
Matthew Cobb, the Resistance: The French Fight Against the Nazis [A Resistência: A Luta doas Franceses contra os Nazistas], Pocket Books, 2009;
Beryl E. Escott, The Heroines of SOE: F Section: Britain's Secret Women in France [As Heroínas da SOE: Seção F: As Mulheres Secretas da Inglaterra na França], The History, 2010;
Hans, Fallada, Alone in Berlin [ Sozinho em Berlin], Penguin, 1994;
Anna Funder, All That I Am [O que eu sou], Viking, 2011;
Sarah Helm, A Life in Secrets: The Story of Vera Atkins and the Lost Agents os SOE [Uma Vida em Segredo: A História de Vera Atkins e as Agentes Perdidas da SOE], Abacus, 2006;
John Van Wyck Gould, The Las Dog in France [O Último Cão na França], Author-House, 2006

site: http://www.wordinmybag.com.br/
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