Barba Ensopada de Sangue

Barba Ensopada de Sangue Daniel Galera




Resenhas - Barba ensopada de sangue


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sena 29/11/2018

Está escrito?
Detalhista, misterioso e surpreendente. Barba Ensopada de Sangue nos leva a caminhos estreitos e por vezes tortuosos... Ficamos em grande parte nos perguntando o porquê de determinadas ações (que são detalhadamente contadas) e como elas terminarão, o que nos faz segurar a mão da leitura e seguir adiante. Barba nos faz imegir totalmente na cabeça do personagem e ver por seus olhos, ter seus sentidos e defeitos, viver por sua perspectiva, ainda que não seja nomeado no livro e o narrador seja em terceira pessoa. O diálogo imbricado dentre as falas do narrador nos leva a cena em sua velocidade e a quantidade de elementos descrito em seus detalhes e impressões nos torna os sentidos do leitor aguçados e participantes da narrativa. Grande obra de Galera, já está sendo um grande nome da literatura contemporânea.
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Antonio.Torres 27/11/2018

Literatura ensopada de talento
Excelente literatura. Trama simples mas complexa, condução exemplar. Personagens marcantes, descrições cirúrgicas de ambientes e situações. Diálogos verossímeis. Andamento firme na cadência. Nota 10.
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leila.goncalves 24/07/2018

Nove Razões Para Realizar Esta Leitura
Em seu quarto romance, Daniel Galera confirma seu nome entre os maiores talentos de sua geração, enobrecendo nosso panorama literário.

"Barba Ensopada de Sangue" acaba de receber o Prêmio Jabuti e não há melhor indicação para um livro do que uma boa receptividade de crítica e público.

Porém, caso lhe pareça insuficiente, vou propor outras nove razões, para se aventurar na leitura. Vamos lá:

1. Um bom livro exige um título a altura e "Barba Ensopada de Sangue" foi uma aposta sob medida. Instigante, ninguém passa ileso por ele.

2. Não há trama que se sustente sem um protagonista empático e aqui, cumpre-se essa premissa. A personagem é um jovem que sofre de prosopagnosia, uma rara desordem neurológica que o impede de recordar os rostos das pessoas. Ele muda-se para Santa Catarina com o intuito de elucidar a morte do avô, provavelmente assassinado, e a solução desse mistério torna-se a busca pela sua própria identidade. Aliás, como a princípio ele não se conhece, não é nomeado, numa bela sacada do autor.

3. Com uma bem realizada introdução, a obra captura de imediato a curiosidade.

4. "Galera escreve de um jeito moderno, mas não cai numa linguagem demasiado popular." Sua narrativa corre fluida e seu estilo direto revela uma inesperada poesia. Tem também o mérito de escrever sobre aquilo que conhece: Garopaba está ali, ao alcance de nossos olhos, o que valoriza sua linguagem cinematográfica, rica em detalhes, tal qual o protagonista reconhece seus semelhantes.

5. Seus diálogos são bem construídos e singularmente, sem aspas ou travessões. Soam absolutamente reais, de acordo com as personagens e a região. Por exemplo, é comum no Sul do país, o pronome "tu" ser acompanhado do verbo na terceira pessoa do singular.

6. O acerto na "presentificação" do texto, isto é, a história acontece de acordo com o andamento da leitura. O narrador não tem domínio sobre o que acontece e sequer sabe o que vai acontecer. Esse recurso, apesar de não ser novidade, é arriscado e merece elogios.

7. A cadela Beta rouba a cena. A relação entre ela e o protagonista é comovente, fato pouco explorado em nossa literatura. No entanto, não há sua humanização, outro ponto a favor.

8. Seu final exige reflexão, apresentando uma bela argumentação entre destino e livre arbítrio. Descubra como o filósofo Wittgenstein entra nessa discussão.

9. Edição caprichada com índice ativo e adaptada à nova Reforma Ortográfica.

Esperando tê-lo convencido, só resta desejar uma bom entretenimento.
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Biblioteca Álvaro Guerra 13/06/2018

Vítima de uma condição neurológica que lhe causa dificuldades peculiares, um professor de educação física apaixonado por natação se muda para uma cidadezinha pacata no litoral de Santa Catarina.

Empreste esse livro na biblioteca pública

Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. Basta reservar! De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/9788535921878
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Palma 06/05/2018

Uma doença mental que o faz esquecer rostos (inclusive o próprio), a amizade com um improvável budista, lendas sobre antigos tesouros enterrados, uma cidade fantasma e uma velha cadela.
A história aqui é sobre um protagonista que, abalado pela morte do pai e ressentido pelo abandono de sua ex-mulher, larga tudo e parte para uma jornada de autoconhecimento. Acompanhado apenas pela cadela de seu pai, ele se muda para Guaropaba, uma cidade litoranea que vive o abandono dos meses fora de temporada.
As descrições da cidade e das pessoas são precisas. Os diálogos nos cativam. Galera nos entrega um romance lento, que explora sem pressa a busca do rapaz por informações sobre o avô, onde a tensão cresce gradualmente.

P.S.: Galera também ganhou pontos comigo (natural de Pato Branco) pela descrição generosa da cidade, hehe.
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kleberaugusto 06/05/2018

História Fantástica!
O começo demora a engrenar... acompanhar um jovem enganado e com problemas de memória em suas decisões mais básicas - namorar ou não, vender o carro ou não, trabalhar ou não - não é muito impactante.

Mas entre essas coisas comuns, o autor vai liberando pequenas pérolas, como a morte do pai do protagonista, mais informações sobre a ex-namorada, a mãe e o irmão, o história do avô... Assim, em meio à historinhas comuns...

E então, ao final, chegamos ao ápice quando tudo se amarra de forma coerente e ligeiramente fantástica, tudo ao mesmo tempo!

Fiquei muito impressionado com a história. Já sabia que o título carregava uma violência que não se veria na história, mas não esperava que o último terço da leitura fosse tão viciante, e que fizesse os dois terços anteriores valerem a pena; como um tesouro após uma jornada.

Sugestão: após a leitura do livro, volte e leia o primeiro capítulo. A história fica amarrada, fechada e embrulhada, como um presente.

Se tornou uma de minhas histórias favoritas, e vou recomendar para quantos eu puder.
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Priscilla 10/02/2018

Ótima leitura
Sempre leio resenhas antes de começar um livro e sobre esta obra achei só elogios. Realmente é uma história muito interessante, super bem escrita e o que mais me agradou foi identificar o autor brasileiro na obra. Não gosto de literatura neutra. Gosto de poder identificar a cultura do autor em sua obra e Daniel Galera é bom nisso.
O livro às vezes é descritivo demais, o que enche o saco em alguns momentos. Achei que fazia parte do recurso narrativo da história, pois o protagonista tem a singularidade de não conseguir memorizar rostos, e isso o torna muito observador. Então pensei que o volume assombroso de descrições era por conta do personagem, mas não... li outro livro de Galera e ele é prolixo mesmo. Uma pena. Mas são poucos os autores que conseguem ser cuidadosamente descritivos sem irritar o leitor. Mas isso não importa porque o livro é muito bom e o ritmo é recuperado com o envolvimento na história e na identificação com os personagens.
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Luiza 09/02/2018

Barba Ensopada de Sangue carrega a prosa característica de Daniel Galera. Terceiro livro que leio do autor, faz com que mesmo quando os diálogos não são tão descritivos consigamos imaginar perfeitamente desde a entonação à expressão dos personagens. Tudo tão bem construídos, assim como os diálogos, os personagens, os lugares, a loucura de cada um, a filosofia respingada pelo livro inteiro. É encantador reconhecer os lugares de Garopaba - O Al Capone Pub, as diversas praias e bares, as ruelinhas, a vila dos pescadores.
O final do livro foi a cereja do bolo, completamente inesperado (pelo menos para mim), pois fiquei esperando que acontecesse algo que remetesse ao comecinho do livro. E remeteu, sim, mas de uma forma bem diferente do que achei que viria.
Terminou deixando tudo tão perfeitamente encaixado ou subentendido que dá um vazio por saber que acabou. Reli as primeiras páginas quando a história acabou e me emocionei.
Criei um carinho imenso pelos personagens, pela Beta, pela filosofia de vida do Bonobo, pelos cachos da Dália, e uma vontade imensa de olhar para o mar de Garopaba.
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DaniM 04/01/2018


Um personagem sem nome se isola da família e amigos após o suicídio do pai e parte em busca da verdade por trás da história obscura de vida do seu avô. Nessa “viagem”, ele também vai tentar digerir os próprios dramas.
Nunca tinha lido Daniel Galera e sua escrita não me conquistou. Sei que ele é bem hype, seus livros viram filmes e são premiados e publicados mundo afora, mas achei-o detalhista demais em momentos extremamente monótonos da história, enquanto passa batido por momentos cruciais da narrativa. Demorei um século pra terminar, o que pra mim é um péssimo sinal.


site: https://www.instagram.com/danimansur/
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Michel 14/11/2017

Perfeito
Daniel Galera realmente escreve muito bem. A leitura flui com uma facilidade incrível. Senti uma empatia enorme com o personagem porque também nado, pedalo, corro, sou meio solitário e aventureiro. Vou ler outros livros dele com certeza.
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leonel 17/07/2017

Cita o Veterano e God of War, então provavelmente já é melhor que todos os demais escritores contemporâneos. E tal.
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Brunno 02/07/2017

Barba ensopada de sangue
Os letrados vão dizer: "é um livro ganhador do prêmio jabuti. Não é pra qualquer pessoa ler etc." Pura besteira, o livro é ruim mesmo. Mais de quatrocentas páginas que leva o leitor à exaustão. Mas "H", e a história? A ideia original do autor não é nada inédita. Um homen vai atrás de seu avô, na procura de saber do seu desaparecimento; mas sabe aquela história que o autor poderia ter contado em 100 páginas e o livro seria um espetáculo, então é esse.
Não vou me ater a resenha, tem várias já aqui. Mas fica meu registro. O tempo é algo preciso, por isso dou ao leitor apenas dez páginas para ele me prender, do contrário o abandono.
Caique 14/01/2018minha estante
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Beatriz 17/05/2019minha estante
Acho que você não entendeu bem...




celof 21/06/2017

The best
Pra mim, o melhor dele disparado. Obrigatório e sensacional. Como já diria Tim Mais racional: leia o livro!!!
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