Barba Ensopada de Sangue

Barba Ensopada de Sangue Daniel Galera




Resenhas - Barba ensopada de sangue


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Brunno 02/07/2017

Barba ensopada de sangue
Os letrados vão dizer: "é um livro ganhador do prêmio jabuti. Não é pra qualquer pessoa ler etc." Pura besteira, o livro é ruim mesmo. Mais de quatrocentas páginas que leva o leitor à exaustão. Mas "H", e a história? A ideia original do autor não é nada inédita. Um homen vai atrás de seu avô, na procura de saber do seu desaparecimento; mas sabe aquela história que o autor poderia ter contado em 100 páginas e o livro seria um espetáculo, então é esse.
Não vou me ater a resenha, tem várias já aqui. Mas fica meu registro. O tempo é algo preciso, por isso dou ao leitor apenas dez páginas para ele me prender, do contrário o abandono.
Caique 14/01/2018minha estante
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Beatriz 17/05/2019minha estante
Acho que você não entendeu bem...




celof 21/06/2017

The best
Pra mim, o melhor dele disparado. Obrigatório e sensacional. Como já diria Tim Mais racional: leia o livro!!!
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Euflauzino 14/06/2017

Do forno onde se gestam lendas

Ao finalizarmos a leitura de um livro como Barba ensopada de sangue (Companhia das Letras, 424 páginas) é inevitável julgarmos o quanto uma leitura pode nos atingir emocional e psicologicamente. Aquele pensar residual que permanece como quando olhamos inadvertidamente para o sol e ao fecharmos os olhos ainda há um flash vigoroso de luz.

A suposta morte do personagem principal, que em momento algum é nomeado, é ponto de partida para o início de uma narrativa densa e intensa que nos arrebata sem piedade, um rolo compressor de palavras, ideias e sentimentos, que nos envolve e nos faz reverenciar o nascimento de uma lenda:

"Diziam que ele era capaz de passar dez minutos embaixo d’água sem respirar. Que o cachorro que o seguia por toda parte era imortal. Que tinha enfrentado dez nativos ao mesmo tempo numa briga com as mãos limpas e vencido. Que nadava à noite de praia em praia e era visto saindo do mar em lugares distantes. Que tinha matado gente e por isso era discreto e recolhido. Que oferecia ajuda a qualquer pessoa que fosse procurá-lo. Que tinha habitado aquelas praias desde sempre e para sempre habitaria. Mais do que uma ou duas pessoas disseram não acreditar que ele estivesse realmente morto."

Não se assuste tanto com o título, mas também não deixe de se assustar, porque ele não é irrelevante. Ele é parte do desconforto que Daniel Galera quer impor ao leitor através das ações das personagens que beiram à inconsequência.

A começar pela doença bizarra que aflige o personagem principal – a prosopagnosia – que serve tanto ao enredo, quanto aos diálogos menos cáusticos, já teríamos por si só material suficiente para nos sufocar de curiosidade:

"Agora ele poderia dizer que vive distraído ou pedir desculpas uma segunda vez, mas as duas soluções são insatisfatórias, a primeira por ser mentira, a segunda por ser injusta. Até alguns anos atrás vivia pedindo desculpas por não reconhecer as pessoas, fazia parte de sua rotina, mas começou a se sentir ridículo e parou. O esquecimento não era culpa dele. Resta manter o silêncio diante da indignação alheia e esperar o que vem a seguir. Aprendeu que a maioria das pessoas não tolera não ser reconhecida."

A personagem principal procura um local calmo para que possa reorganizar sua vida após a morte de seu pai e uma dolorida decepção amorosa que envolve também seu irmão. O lugar escolhido é Garopaba, litoral catarinense. Rememora seu último encontro com o pai e há tanta poesia contida neste fato corriqueiro, que no fundo percebemos que um olhar aguçado aos detalhes é que dá sentido à vida:

"O deslocamento pesado do pai ao largo dessas recordações de uma glória profissional distante, o animal fiel no encalço e a falta de sentido da tarde de domingo despertam nele uma comoção tão inexplicável como familiar, um sentimento que às vezes acompanha a visão de alguém um pouco aflito tentando tomar uma decisão ou solucionar um pequeno problema como se disso dependesse o castelo de cartas do significado da vida. Vê o pai no limite tênue desse esforço, navegando perigosamente próximo da desistência."

A partir deste derradeiro encontro entre pai e filho surge um compromisso que envolve a cadela do pai, afinal de contas o animal não pode cuidar de si após a partida de seu companheiro.

"Tu pode deixar pra trás um filho, um irmão, um pai, com certeza uma mulher, há circunstâncias em que tudo isso é justificável, mas não tem o direito de deixar pra trás um cachorro depois de cuidar dele por um certo tempo, disse-lhe uma vez quando ainda era criança... Os cachorros abdicam pra sempre de parte do instinto pra viver com as pessoas e nunca mais podem recuperá-lo por completo. Um cachorro fiel é um animal aleijado. É um pacto que não pode ser desfeito por nós. O cachorro pode desfazê-lo, embora seja raro. Mas o homem não tem esse direito, dizia o pai."

Além do compromisso, o pai lhe diz que ele tem o temperamento do avô. Isso altera toda perspectiva de vida de nosso personagem sem nome. Munido de poucos pertences, pouco dinheiro e da cadela do pai ele chega ao balneário de Garopaba. A contemplação da calmaria da paisagem é diametralmente oposta ao que ele carrega dentro si – efervescência e raiva. Um misto de frustração pela perda da mulher que tanto amou somado à negação da morte do pai faz com ele atravesse o limite de quem pode perdoar. E ele não quer perdoar.

site: Leia mais em: http://www.lerparadivertir.com/2017/06/barba-ensopada-de-sangue-daniel-galera.html
Thiago 15/06/2017minha estante
Bela resenha, amigo.




Vicente Moragas 29/03/2017

A história mais nonsense que você respeita.
E tenho dito.
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Samuel.Basso 01/03/2017

construção da história
Os personagens transparecem uma profundidade psicológica e, ao mesmo tempo, dão fluidez à história. O personagem central do romance é descrito por um narrador externo que mistura sua impessoalidade com uma linguagem coloquial; isto aproxima o leitor do personagem e também estabelece uma atmosfera para o enredo. Algumas críticas concernentes às histórias paralelas que se alongam demais, embora não seja um problema em si pois dá vazão para a construção do personagem. Ademais o livro é de uma leitura tranquila, há poucos diálogos estruturados em torno de questões filosóficas e científicas, e os personagens são bem desenhados ao longo da trama.
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David Atenas 10/02/2017

Um soporífero
Não consegui ler todo devido ao tema e personagens desinteressantes. Depois soube de algumas críticas que, embora eu não tenha lido todo o livro, foram bem pertinentes e previsíveis, tratando-se das obras do Galera - sempre com o mesmo jeito, no mesmo "universo", com aqueles personagens insossos de classe-média e tal, e aqui piora adicionando a ENROLAÇÃO e a descrição obsessivo-doentia de coisas, roupas e afins...

De "bom", esse livro só tem o título e a capa. Galera é um bosta de escritor.

site: datenas.wordpress.com
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Edson 26/01/2017

Galera sabe escrever. Sabe construir personagens e sabe construir cenários, mas poderia ser menos prolixo. Há infindáveis descrições sobre coisas irrelevantes, mas no geral achei um bom livro. O desfecho ficou redondinho.
Aldo Jr. 27/01/2017minha estante
Sabe que nesse livro, em especial, achei que houve uma fórmula forçada. Algo do tipo "engrossa esse volume, meu caro".

Pelo que li do Galera, esse poderia ter umas 30 páginas a mais que "Até o dia em que o cão morreu" que contaria a história com perfeição.

Mas, de fato, é um bom livro.


Fernando 07/05/2017minha estante
Concordo!




Romulo 15/01/2017

Belíssimas descrições de um busca por entender uma história de família mal contada
"O verde das matas lateja nas encostas da serra do Mar e as montanhas pontudas com suas cristas emolduradas pelas janelas do ônibus aludem ao mistério dos lugares intocados. O balanço do ônibus é calmante e a paisagem deslizando do outro lado do vidro o leva a pensar obviedades que nunca se pensa... Na fileira oposta, uma guria está dormindo no colo do namorado com o pé esticado no meio do corredor... A composição toda remete a algo que ele já teve e de que não sabe dizer se sente falta. Sente e não sente ao mesmo tempo. É menos a lembrança melancólica de uma ausência e mais um atestado reconfortante de que isso existe e segue fazendo parte do mundo."
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Saulo Dourado 11/01/2017

Liberdade ou Determinismo?
Muito se identifica o exercício artístico com a expressão total da alma, como transbordamento das emoções frente à razão e das intuições frente aos conceitos. Um dos efeitos é rechaçar qualquer atividade de pensamento para que não atrapalhe o processo de criação, pois racionalizá-lo é retirar-lhe a mágica da qual é feito. Esquece-se que este pressuposto mesmo é uma concepção de mundo, com a diferença de que não é posta em exame e se naturaliza. O que não afirma, logicamente, a inversão de acreditar que a arte deva ser produzida apenas pelo intelecto. Dizer que o apolíneo, e não o dionisíaco, é o grande estatuto da criação mantém ainda o problema em seu corte. A qualidade do último romance de Daniel Galera, Barba Ensopada de Sangue, é conciliar as duas vertentes e vibrar com calma, movimentar ideias no interior da pura ação, em equilíbrio.

Continua no site a seguir.

site: https://leraobenedito.wordpress.com/2016/03/25/impasses-em-barba-ensopada-de-sangue/
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wesley.moreiradeandrade 11/01/2017

Daniel Galera é um dos nomes mais conhecidos da literatura contemporânea, já teve uma de suas obras adaptadas para o cinema e foi consagrado com o Prêmio São Paulo de Literatura em 2013 com o seu mais recente trabalho: Barba Ensopada de Sangue. O protagonista sem nome muda-se para Garopaba, no litoral catarinense, longe da família e dos amigos, após o suicídio do pai, de quem ele passa a cuidar da cachorra que o pertencia. No entanto outra motivação o traz para aquela região: foi lá que seu avô Gaudério foi brutalmente assassinado há muitos anos atrás, porém o corpo dele simplesmente desapareceu. O assunto tornou-se um tabu entre os mais velhos e adquiriu contornos de lenda urbana.
Enquanto investiga com dificuldades e pouco sucesso os eventos que levaram à morte do avô, o protagonista trabalha como professor de natação numa academia, dá treinos de corrida para um grupo e envolve-se amorosamente com duas mulheres. A personalidade do protagonista é quase da de um ermitão, ele visa uma vida simples, reclusa, com poucos recursos e dinheiro suficiente para sobreviver. Daniel Galera tem uma capacidade descritiva impressionante (ainda mais para reforçar o problema congênito do protagonista em fixar na memória a feição daqueles com quem trava contato) e faz um retrato minucioso da cidade de Garopaba, local de uma decadência implícita, dependente do turismo, que vive seus momentos de glória quando o verão e a alta temporada traz milhares de turistas para visitar as suas praias, porém passa por uma fase de pouco movimento, um período moroso, de considerável tristeza nos meses posteriores, clima psicológico que parece contagiar os moradores nesta época e da qual o protagonista é um grande observador.
O livro trata os relacionamentos humanos e sociais com sensibilidade, principalmente os familiares, cheios de contas por acertar e aos quais não cabem nem um dissimulado perdão. O protagonista encontra em Garopaba um local perfeito e adequado ao seu jeito calado, pouco exigente, como se isolado encontrasse a si mesmo, numa jornada mínima de autodescoberta e realização. Um romance que descortina uma existência simples porém nunca rasa, um autor que oculta nas entrelinhas das interações retratadas, dos segredos da cidade e do perfil de seus moradores, uma insuspeita e bem-vinda complexidade..


site: https://escritoswesleymoreira.blogspot.com.br/2015/04/na-estante-37-barba-ensopada-de-sangue.html
Henrique.Vilanova 14/06/2017minha estante
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Leandro 10/01/2017

Que livro maravilhoso!
Li o livro fazendo parte do #DesafioLivrosBr de 2017 e já adianto que valeu muito a pena. Fiz uma indicação em meu blog, mas não resenhei pois não me atrevo a tanto. O livro é bom demais e o leitor consegue se ver em muitos momentos no protagonista. Leia e não se arrependa!

site: https://dicadoleandro.wordpress.com/2017/01/10/desafiolivrosbr-janeiro-barba-ensopada-de-sangue/
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Rosee.Moreira 31/12/2016

Interessante
A História tem um irredo massante, porém é bem interessante a história...
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Franco 20/12/2016

História boa, escrita leve.
O livro começa com uma motivação típica dos romances policiais (um assassinato mal explicado). Disso, passa a divagar através de um protagonista contemplativo (o cara tá meio que em crise existencial). E nesse ínterim é preenchido com acontecimentos e personagens secundários (um mais louco, divertido ou bizarro do outro). No final, quando você acha que nada disso fará sentido, tudo se amarra e você tem uma história realmente gostosa de ler.

O cenário da trama é uma pequena cidade litorânea de Santa Catarina, e o livro tem ótimos trechos ao descrever a rotina dessa cidade, em especial fora de temporada, quando chove, faz frio, e as únicas pessoas na areia são pescadores e nativos.

Assim, propositadamente, o livro 'brinca' com essa ideia presente em quase todos nós de que seria ótimo poder morar na praia levando uma vidinha pacata e tranquila. O protagonista também segue nessa ideia, assim como muitos personagens. Mas aí, a seguir, o livro provoca: uma vez estando lá na praia, nossas inquietações existenciais se resolvem mesmo, ou quem sabe nosso problema é outro? Será que o buraco não é mais embaixo e o tal do 'morar na praia e pegar onda' não seria somente uma falsa promessa de felicidade? Sim, com sutileza e sem presunção, o livro trata sobre a incansável busca por sentido e coerência nessa vida besta.

Na sua escrita, o livro exige uma pequena dose de adaptação. A forma de trazer os diálogos é um tanto fluida, não demarcando bem um estilo e a gente demora um tantinho para se acostumar com isso. A presença da linguagem regional gaúcha também é notável, o que pode ser de maior estranhamento para quem não tem um contato prévio com ela. Aliás, o autor optou por escrever os diálogos conforme a linguagem falada (sem muitas vírgulas, com mais gírias, com verbos e palavras reduzidas), o que também gera um certo estranhamento até se acostumar com isso. Nada que estrague a leitura, mas de início dá umas travadinhas.

Por outro lado, a composição dos episódios secundários dentro da história principal ficou bem eficiente. É com eles que a gente tem doses de humor, aventura e até um pouco de romance enquanto giramos naquele eixo principal, que é a pegada de mistério (o assassinato mal explicado). A escrita ágil, indo daqui para ali de uma linha para outra, faz a leitura correr num ritmo nada cansativo. E as mais ou menos frequentes menções à cultura pop dão um arzinho de familiaridade, aquela sensação de fazer parte do universo ficcional e que geralmente falta na leitura de obras clássicas ou históricas.

No mais, vale destacar as pequenas tiradas filosóficas que às vezes aparecem num diálogo ou mesmo pelo narrados onisciente, e também as descrições detalhadas (mas não maçantes) das coisas e situações.

É, enfim, um livro de boa leitura, com conteúdo de diversão e reflexão, cujo efeito é sair por aí procurando outras obras do autor.
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Salmão pixelado 14/12/2016

Resenha -> Barba ensopada de sangue
Oi!!, adivinha quem resolveu sair da procrastinação e escrever? Eu!!. Então, sem mas delongas, vamos entrar nos meus pensamentos em Barba ensopada de sangue.

Primeiramente, eu gostaria de falar que um dos maiores mèritos desse livro è que ele poderia dar muito errado facilmente. Porèm, ele foi construido de uma maneira que funciona, e eu não tenho nada alèm de elogios para ele.

Os personagens profundos e o plot extremamente inteligente impulsionam a història, com um mistèrio muito bem-pensado e uma linda e lìrica escrita carregando o livro atè nas partes mais chatas.

Os romances do livro parecem MUITO reais, e nada parece jogado na història se m propòsito, e mesmo que o livro tenha um protagonista com uma deficiência, ela não sobrepuja a història.

Outra coisa que vale apontar è que a cidade em que se passa a història è muito bem construida, e tem uma personalidade.

No fim, barba ensopada de sangue è um livro perfeito, que te deixa perfeiamente confuso no final. E eu amei cada pàgina

E eu vou dar para esse aqui um 10/10


E você? O que achou? Deixe suas opiniões nos comentários, e me siga nesses lugares tambèm \o/

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Rox 03/10/2017minha estante
Esse livro mexeu com as minhas entranhas. Achei fantástico




Leonardo Gois 07/12/2016

SUICÍDIO, PROSOPAGNOSIA E MISTÉRIO.
Bom, o que dizer desse livro, começou bem interessante, foi perdendo força, detalhando demais, incluindo acontecimentos que não deram em nada e quase que empaquei. Na minha opinião se tivesse metade do tamanho seria um ótimo livro. A simplicidade da história não empolga, parece que se trata de algo baseado em fatos reais, pois chega a ser cansativo de tão simples em determinadas partes. O nome é bastante curioso, a sinopse nos chama a ler, mas rapidamente mudamos a perspectiva de tudo. Porém, do meu ao fim, as coisas começam a esquentar um pouco mais, a trama começa a ficar mais dinâmica e te instiga a saber o que vai acontecer. Você vive a vida do personagem e consegue entender seus sentimentos e escolhas, lembrando também que o autor consegue usar muito bem a prosopagnosia do personagem principal para aumentar a tensão da trama. Sem contar que a edição da cia das letras é de uma qualidade superior a muitos outros livros das editoras afora, tanto na qualidade do material quanto a edição.

Curioso que o nome do personagem principal não é citado nenhuma vez, e só fui me dar conta disso no momento de escrever esse review. É um mix de realidade, lenda, folclore e comédia. Caso goste de uma narrativa detalhada, recomendo e muito, caso seja um pouco mais ansioso, acredito que não irá degustar tanto da leitura.

site: https://multiversonews.com/suicidio-prosopagnosia-e-misterio-no-livro-barba-ensopada-de-sangue-daniel-galera-2012/
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