Barba Ensopada de Sangue

Barba Ensopada de Sangue Daniel Galera




Resenhas - Barba ensopada de sangue


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Zelenski 06/01/2014

Envolvente e ritmado
Existe uma sensação da qual gosto muito: assistir a um filme sem ter ideia de seu gênero, duração, sinopse, nada. Se deixar ser realmente surpreendido pela trama, personagens, roteiro. As duas horas são muito mais intrigantes dessa maneira.

Fui experimentar essa tática com o livro do Daniel Galera e quase me perdi. Por muito tempo fiquei sem saber para ondo o autor queria me levar e levar os personagens.

Ultrapassei a metade do livro (mais de duzentas páginas) apenas confiando no talento de Galera, que eu conheci em Cachalote. Por fim, não me arrependi. A segunda metade do livro é envolvente ao extremo, resultado, é claro, de todo o desenvolvimento dos personagens feito outrora.

Você engrena no enredo e a aparente falta de vírgulas e a ausência da organização nos diálogos deixam leitura dinâmica e, quando necessário, tensa.

Galera não brinca com a inteligência do leitor. Deixa lacunas para que a gente mesmo complete, da forma que quiser e/ou entender.

Ótima leitura e estou ansioso para adquirir os demais livros do autor.
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Eduardo A. A. Almeida 03/01/2014

Tempo Lento
(...)
O último romance que li em 2013 foi Barba Ensopada De Sangue, escrito por Daniel Galera. Demorei quase seis meses até terminá-lo, e nesse meio-tempo li outros livros. No início, a demora incomodou, fazendo acreditar que nada acontecia na história. Foi após cem ou duzentas páginas que entendi: estava acontecendo sim. Estava acontecendo nada. O que é muito diferente. O nada já é alguma coisa. Na correria do contemporâneo, o nada irrita, mais do que entedia. A hora que não passa.
A propósito, a história trata do tempo lento de um personagem que deseja escapar das grandes ondas que carregam todo mundo junto para um buraco perigoso à beira-mar, onde ocorre a rebentação. Um tempo individual de solidão, reflexão, revelação. Quando percebi isso, aceitei. Logo depois, o nada encontrou um rumo. E as últimas cem ou duzentas páginas foram alucinantes. É mesmo um ótimo livro, muito bem escrito. Cheio de pulso vital.
(...)

Obs.: Este trecho foi retirado de um artigo maior, publicado no Correio Popular em 9 de janeiro de 2014 e também no blog Arte Faz Parte.

site: http://www.artefazparte.com/2014/01/ha-tempos.html
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Danielle 30/12/2013

Barba Ensopada de Sangue.
Barba... [Cia. das Letras, 2013], elevou Daniel Galera ao posto de autor de maior destaque na literatura brasileira contemporânea. Antes uma boa promessa, Daniel conseguiu, com este livro, fechar negócio com diversas editoras internacionais antes mesmo do Barba... ser lançado em terras tupiguaranis. Chegou como destaque na Feira do Livro de Frankfurt e, por esses dias, ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura.

Barba ensopada de sangue conta a história de um homem (o personagem nunca é nomeado no livro) que, depois de perder seu pai, vai se refugiar numa praia do litoral catarinense na qual, anos antes, seu avô também tinha procurado abrigo e, misteriosamente, desaparecido. Apesar do título passar uma sensação de violência, ela não aparece da forma que pensamos. Ela (a violência) demora a chegar e, tão rápido veio, vai (não sem antes te deixar com a boca sangrando, o supercilho aberto, a barba ensopada de sangue) (calma, passa logo-logo).

Daniel parece arrancar sua história do mármore, como Michelangelo fez com Davi. Ele sabe pra onde está indo e não fraqueja. A narrativa é lenta (alguns podem achar chata) (por que lento é sinônimo de chato? Nunca saberemos), mas ôpa, Daniel é totalmente consciente da lentidão dos acontecimentos: ele está falando da vida, das adaptações, das pequenas mudanças. Você passeia com o personagem pelas ruas da pequena cidade litorânea, se embebeda com os amigos, passeia com sua cachorra*, se apaixona e sofre com o frio, com o vento da praia deserta. Não, ele não está te enrolando.

O tempo.

O tempo aqui é trabalhado de maneira quase genial porque é personagem. Ele se arrasta, ele acelera, ele fica, ele cura e abre feridas.

É fácil entender (não explicar. explicar nunca.) porque este livro fez tanto sucesso no meio literário. Memorizem isso: o tempo pode tranformar Barba ensopada de sangue numa obra-prima.

***

Tem cinco sujeitos numa das mesas. O bigodudo está atrás do balcão secando copos com um pano branco. Todos o observam e ninguém diz nada. Ele já não lembra do rosto deles e fica olhando de um para outro, sentindo o sangue escorrer nos olhos, piscando sem parar e franzindo o rosto inchado. Quatro dos cinco usam boné, três são loiros, e mais que isso ele não consegue reparar. Põe a mão em volta do queixo e espreme a barba ensopada de sangue de cima a baixo, até a ponta, fazendo escorrer um filete rubro que forma uma pequena poça nas lajotas brancas do pavimento.
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Audreess 21/12/2013

Melhor romance nacional
Daniel Galera inovou com um modelo de diálogos rápidos. O livro é uma bomba de emoções e sensações, impossível não se emocionar. A trama é rápida e lembra o cinema, o leitor é capaz de assistir, através da escrita,as cenas.
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Suh 06/12/2013

barba ensopada
ótimo livro , ganhei este livro de minha irma Duda que ganhou como cortesia aqui no skoob.

um livro bom , historia legal , forma de escrita e o mais legal que os cenários da historia são passados nas prais de SC , onde eu conheço e já visitei, ficava imaginando onde era cm seria muito legal.

esta historia é um drama, uma aventura tudo junta com um pouco de mistério é claro e com problemas familiares que fazem a gente refletir.
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Marcos 15/10/2013

Recomendo a todos os professores de educação física e homens que possuem sua individualidade e objetivos
Relata a história de um professor de educação. Após o suicídio do pai, busca em Garopaba o mistério do assassinato do avô. Um livro cheio de mistérios que possui fácil leitura e detalhes em diversas cenas que chegam a arrepiar a pele ao adentrar na imaginação.
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Joss 10/09/2013

O livro corrobora algumas críticas sobre o autor, que tem sido considerado um dos melhores da sua geração.
Ele é intenso e seguro, detalha muito bem o cenário e as pessoas, isso nos leva a viajar mais fundo na história.
O livro conta sobre um professor de educação física que, após o suicídio do pai, sai de Porto Alegre e vai morar em uma Garopaba tranquila e cheia de mistérios. Vive isolado e procurando respostas para a morte do avó que aconteceu na Década de 60 na mesma cidade. É interessante a maneira como o protagonista carrega dentro de si características do avó e do pai e, de uma certa forma, busca ser como eles, principalmente nos aspectos que, talvez, tenha condenado nos dois.
Uma boa leitura, sem dúvida!



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Cassio 09/12/2013minha estante
Oi, Everton.

Comecei um debate sobre o Barba Ensopada de Sangue.
http://www.skoob.com.br/debate/topico/7716

Gostaria de saber de você, que também leu o livro, o que entendeu dessa parte.

Abraço!




Suca 01/08/2013

Nessa obra Galera nos apresenta a um personagem, professor de educação física, em nenhum momento no livro seu nome é citado. Após o pai ter cometido suicídio, o homem se muda para uma pequena cidade no litoral de Santa Catarina chamada Garopaba, a fim de buscar recolhimento para sua solidão e para o momento familiar conturbado. Mas também quer compreender o que está por trás da morte de seu avô, Gaudério, assassinado naquela mesma cidade décadas atrás. Há somente boatos cerca de sua morte, e o corpo nunca fora visto, as pessoas evitam falar disso, entretanto o professor instiga sobre o que verdadeiramente pode ter acontecido. Ele também tem como companheira uma cadela, chamada Beta, após a morte do pai ele ficara responsável pelo animal, e a levara consigo para a pequena cidade. O cotidiano é vagaroso, aos poucos ele conhece alguns residentes locais, e revendo a história do próprio avô, alguns romances aqui e viagens ocasionais, ele começa a repensar a sua vida, descobrindo muito de si próprio.
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Daniel 17/07/2013

Tinha tudo para ser bom mas ...
Eu criei bastante expectativa com esse livro, tanto pela sinopse quanto pelas resenhas que li aqui no skoob. Infelizmente foi uma enorme decepção! O livro peca demais em descrições detalhadas que não agregam em nada na história, muito pelo contrário, muitas vezes deixa o leitor irritado e com uma sensação de estar sendo enrolado. Livros descritivos são bons mas deve-se tomar o cuidado com o famoso "encher linguiça", aquelas descrições forçadas que estão ali somente para tentar tapar lacunas na história ou aumentar o número de páginas. O que salva o livro é a relação de amizade e fidelidade que o personagem principal tem com a cadela de seu falecido pai, Beta. Mas o carisma e a beleza do livro acabam ai. Se o autor cortasse umas 300 páginas e tivesse se focado mais em desenvolver uma história do que ficar descrevendo cores de carros e de pedrinhas, com certeza teria como criar um ótimo conto. Esse é aquele tipo de livro que anda, anda e anda para não chegar a lugar algum.
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JLM 09/07/2013

dica
dica: releia o prólogo depois q terminar a leitura do livro.

site: www.jefferson.blog.br
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Gilson 04/07/2013

Barba
Um livro denso, com personagens bem definidos e profundamente melancólico. O personagem principal, do qual não se sabe o nome, tem um problema de saúde que lhe impede de recordar o rosto das pessoas. Sua busca é mais subjetiva e é uma grande viagem. Gostei e recomendo.
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karlasampaio 02/06/2013

Surpreendente
Esse livro foi indicação de um amigo do trabalho, com uma recomendação "não desista desse livro, dê uma chance à ele.". De cara achei muito estranho o título, um pouco nojento para ser mais direto. Mas aos poucos Daniel Galera me ganhou e foi uma paixão fulminante. Narrativa em forma de prosa, detalha situações do cotidiano através de personagens muito bem formulados. A todo momento a narrativa ganha um impulso que me fez ficar presa a leitura até o seu final. O interessante dessa leitura é o marco entre a introdução e o desenvolvimento, que é muito bem alinhavado. Primeiro livro que li do brasileiro, Daniel Galera e me surpreendi. Acho que o Brasil está ganhando muito com essa nova safra. Recomendadissimo!!
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Douglas MCT 11/05/2013

A tridimensionalidade do homem sem nome
Barba ensopada de sangue, do Daniel Galera, trabalha com robustez 3 personagens: o protagonista, a cadela e a cidade. Num sentido muito pessoal, este best-seller da Cia. das Letras me fez olhar para o espelho em algumas cenas aqui e ali e me deixou arrepiado, mas não vem ao caso. Barba embala o leitor e o joga dentro de Garopaba, a cidade-personagem. Entre quatro paredes, o leitor assiste de perto essa jornada pessoal, crua e nua, onde não há equilíbrio porque não tem essa necessidade. Tudo é muito real, crível e possível. Os personagens sentam ao seu lado, você bebe uma cerveja com um velho, conversa com uma criança, briga com um surfista, nada no mar gelado, sente os odores dos entornos do balneário, mastiga uma empada, percebe a areia rostindo entre os dedos dos pés, ouve os latidos próximos. O livro é carregado de uma experiência de vida muito peculiar e particular e ainda que Galera não assuma, percebe-se no enredo um desabafo de mágoa passada, uma via de escape para opiniões existencialistas, de livre-arbítrio x destino, quase como se a obra fosse uma maneira dele exorcizar fantasmas antigos numa fábula bem contada. Nunca é revelado o nome do protagonista que, mais do que uma casca pro leitor é a casca do autor, mas não vem ao caso. Maneira bem interessante é como Galera trabalha os mitos e crendices na história, que vai de jesuítas, tesouros escondidos, destinos ligados com animais, mortes misteriosas até entidades primitivas. A ligação que o homem sem nome tem com o mar é interessante, sua fonte renovadora, seu lar por direito. Outros símbolos também são dignos de nota: a mulher como estrutura-mor; o budista como voz mundana; a criança como um elemento curioso e inesperado; o animal como amuleto, o totem, o sagrado; os misticismo como real; o real como mágico; o morto como macguffin. O irmão que tem nome de escritor famoso e é da profissão, surfista quando jovem, assume a vilania pessoal que será confrontada no desfecho na forma de outro, um nativo que cria numa porrada só o título do livro. A ex, provavelmente o símbolo mais poderoso da obra (ao lado do avô/tio e protagonista/autor) conduz o melhor momento da história, com uma naturalidade impressionante, causando - pelo menos em mim - a forte sensação de já ter vivenciado um diálogo semelhante, e este é o grande mérito de Barba. Essa intimidade com o leitor, senta aqui, viva comigo a situação. Eu, caipira do interior de São Paulo, sei o quanto lendas urbanas são fortes em cidadezinhas e o quanto o efeito de uma tem força na sociedade. Este é outro trabalho bem desenvolvido pelo Galera. O clímax no mar já é cena de cinema pronta. A entidade na caverna ficará para a história, mostrando quase um universo a parte, quase fantástico. Mas é justamente no real que se encontra o fantástico e uma frase na obra sintetiza bem isso: "Dizem que a vida vista de perto é mais fascinante.". Livrão.

A resenha em superparágrafo foi uma homenagem ao fôlego de Barba.
Marina 29/01/2019minha estante
Engraçado que essa foi a única frase que eu grifei no Kobo, quando estava lendo.
Adorei a resenha. O livro é realmente muito bom =D




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