Mar Azul

Mar Azul Paloma Vidal




Resenhas - Mar Azul


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Luana.Torres 27/04/2019

Gostei muito, uma boa leitura
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Adriana 10/03/2018

Triste
O livro começa com conversa típica de adolescentes," lá vem você..." Filosofia misturada com acontecimentos do cotidiano.
É tudo muito simples mas profundo ao mesmo tempo.
As coisas vão se revelando aos poucos. O estilo literário lembra um pouco Elena Ferrante.
A autora vai apresentando situações mal resolvidas com o pai, situações da própria vida, o exílio...
Achei bastante melancólico.
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Paty 29/01/2014

Essas águas revoltas me circundaram de tal maneira que até agora não sei ao certo o que falar e como falar desse livro incrível! E fico temendo dar voltas e voltas sem sair das margens da minha prolixidade que tantas vezes me parece sem fim...

Falei de quando eu vi o mar pela primeira vez. Eu disse que nunca me esqueci disso. Eu acho que eu disse que foi a emoção mais forte que eu já senti.”

Não há dificuldade em se acompanhar a escrita da Paloma, que é fluida, bem desenhada e elegante. Mas se o livro aparenta uma certa simplicidade e leveza, já que ele não é extenso e é composto de capítulos curtos, não disfarça a profundidade do tema. O início do romance pode surpreender ou assustar, vai depender do que o leitor espera; já que em suas primeiras 30 páginas é composto por diálogos simples, quase ingênuos, entre duas adolescentes, e sem nenhuma identificação entre elas. Só mais tarde é que encontraremos uma protagonista mais velha, na casa dos seus 70 anos, que se encontra às voltas com uma rotina totalmente estabelecida e que busca nela, de algumas formas, ligar-se ao pai, distante há tantos anos.

E é na esperança de resgatar, novamente, o encontro com esse pai, que a protagonista passa a ler os cadernos que ele foi escrevendo ao longo dos anos e que ela também acaba por usar como diário pras suas anotações sobre a sua rotina entediante, escrevendo no avesso das memórias do pai... Assim vemos a vida de pai e filha sobrepostas, o tempo também nessa brincadeira, sobrepondo passado e presente, onde a protagonista se descobre preenchendo as lacunas em branco do pai.

Espero que algo me diga: vá. Algo que não sou eu, que não é minha voz, talvez meus músculos, minha pele, meus órgãos. Algo que se mova sozinho. Algo que me faça dar o próximo passo. Quando penso isso já estou debaixo do chuveiro e a sensação da água sobre mim me diz que o dia vai ser bom.”

É difícil falar de Mar azul, porque sua força inteira está nas entrelinhas, no que vamos descobrindo à medida que a protagonista também se permite mergulhar e emergir em si mesma. São as lembranças que guiam essa espécie de quebra-cabeças de si mesma.

E é como as ondas no mar, num indo e vindo contínuo que Mar azul se faz tão grande, tão amplo e tão profundamente denso, falando muito mais e mais alto do que essas parcas palavras desencontradas que tento, sem muito sucesso, articular!

Publicado originalmente aqui:

site: http://almadomeusonho.blogspot.com.br/2014/01/mar-azul-paloma-vidal.html
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