O Pacifista

O Pacifista John Boyne




Resenhas - O Pacifista


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Natascia 17/12/2012

Estive aguardando a estréia desse livro por muitos meses, mesmo sem ter muitas informações sobre a história, apenas pelo meu fascínio pelos livros do John Boyne. A escrita é, como sempre, deliciosa, leve e suave, apesar de narrar os acontecimentos mais sórdidos de uma guerra e da profunda melancolia dos personagens, como se quisesse tornar a história mais tolerável para o leitor.

O livro é narrado por Tristan Sadler, - nome provavelmente criado para reproduzir a tristeza do personagem, remetendo à palavra “sad”, do inglês, triste – menino inglês de 17 anos que opta por se alistar na Primeira Guerra Mundial, mais pelo desejo de escapar da sua solidão do que pelo orgulho de defender seu país. Com isso, o autor nos insere em um universo composto pela agonia das condições enfrentadas pelos soldados, pela ilusão de que a guerra seria benéfica e motivo de orgulho, pela dor dos familiares perdidos e pela intolerância às diferenças.

Após o fim da guerra e a morte de seu amigo e amante Will Bancroft, Tristan se obriga a procurar a irmã do falecido soldado para devolver alguns pertences e, finalmente, tentar aliviar sua consciência sobre o que havia de fato acontecido. Assim, o livro cria paralelos entre a vida de Tristan antes de se alistar, os acontecimentos da guerra e os diálogos entre Tristan e a irmã de seu amigo, sem seguir necessariamente uma ordem cronológica.

Se for preciso resumir a história em uma linha, eu diria que é a pura tristeza do início ao fim, mas retratada ainda com uma beleza extraordinária.


-- Quem ainda não leu e não quer SPOILERS, aconselho acabar a leitura aqui. Caso não se importe, vá em frente.--



Embora minha nota para essa obra nunca seja menor do que cinco estrelas pelo tanto de comoção provocada, eu gostaria de ressaltar alguns problemas de coerência nos diálogos entre Tristan e Marian, pois, apesar de as perguntas feitas por ela serem fundamentais para o andamento do livro, algumas não me parecem plausíveis para alguém que não conhecia inteiramente a história. Talvez a inteira personagem de Marian não tenha me convencido muito.

Mesmo assim, achei interessante a abordagem sobre o amor homossexual em um ambiente de conflitos tão intensos, como se fosse a única coisa genuinamente bela e humana possível de ser encontrada em uma guerra, mas ainda assim destruída por ela e pela intolerância da época. Intolerância essa também direcionada aos indivíduos contrários à guerra, os chamados opositores de consciência e pacifistas, que acabavam sendo considerados covardes por acreditarem que tirar vidas em uma luta não solucionaria os conflitos mundiais.

Apesar de ser considerado covarde por todo o seu grupo, Will adota a ideia de não guerrear como princípio e prefere ser fuzilado pelo exército inglês a desistir dela, coisa que tanto Tristan quanto ele mesmo acreditam ser a maior prova de coragem possível, como pode ser visto no último diálogo entre eles. Entretanto, acredito ser claro seu afeto por Tristan, apesar das palavras repugnantes escolhidas para ofender a opção de seu amigo e da justificativa dada por ter correspondido o romance em vários momentos e acredito que, mesmo sendo corajoso quanto aos seus ideais políticos, Will não foi tão corajoso quanto Tristan ao assumir o que sentia.

A cena da morte de Will foi completamente desesperadora, mas naquelas circunstâncias, não acredito que muitos agiriam de forma diferente, o que me leva a sentir uma empatia ainda maior por Tristan e carregar parte sua tristeza comigo também, ou seja, todos os sintomas de ter lido um bom livro.
Eduardo 13/01/2013minha estante
Também sou fã de John Boyne, parabens pela resenha !


Gaitista 15/02/2013minha estante
Essa resenha me deixou uma vontade imenta de ler o livro!


Natascia 16/02/2013minha estante
Obrigada! Recomendo bastante.


Lennon 19/08/2013minha estante
Realmente, ele tem uma escrita suave. Quero verdadeiramente conhecer os outros livros dele. Estou lendo "O Menino do Pijama Listrado" e amando!


Tammy 19/12/2013minha estante
Adorei sua resenha! O Pacifista foi o tipo de livro que me pegou de jeito. Eu sabia mais ou menos o que esperar, mas cara, é um livro maravilhoso.


Naty Zétkin 28/09/2015minha estante
Esse livro é com certeza pavorosamente triste, acontecimentos fantásticos, escrita linda e uma depressão extasiante ao terminá-lo. Faz bem 2 anos que o li e quando lembro dele a agonia é a mesma. :]




tiagoodesouza 21/12/2012

O pacifista | @blogocapitulo
Quando temos que falar de um autor que a gente gosta muito, normalmente tendemos a exaltá-lo tanto que alguém pode nos achar louco ou extremamente puxa-saco. Da editora? Do autor? Eu não sei. Mas não tem como falar deste livro do John Boyne sem dizer um belo de um palavrão: PUTA QUE PARIU.

Eu confesso que eu não curti muito a capa do livro. Comparada com a capa dos outros livros dele que eu li, essa era até então a menos chamativa. Mas depois que eu fechei o livro, após a última página, passei a vê-la com outros olhos.

Vamos conhecer um pouco mais sobre O pacifista.

O ano é 1919 - e se vocês se lembram das aulas de história, este é o ano subsequente ao fim da Primeira Guerra Mundial. Tristan Sadler tem 21 anos e lutou nas trincheiras, mas agora, de volta a Inglaterra, ele tomou um trem para a cidade de Norwich com uma missão: entregar algumas cartas para Marian Bancroft, irmã de um camarada com quem ele combateu. E quando os dois finalmente se encontram num café, Tristan é levado de volta ao passado e revive a dura vida durante a guerra e os momentos anteriores a ela em que o definiu como homem.

O livro é dividido em aproximadamente seis partes, alternando o passado e o presente, contado pelo ponto de vista de Tristan. Tristan ainda não tinha 18 anos quando se alistou e conheceu Will e os outros camaradas que iriam para a guerra junto com ele. Essa é uma das partes interessantes do livro em que o autor já prepara o terreno para o que virá mais a frente e que algumas coisas são definidas. Conforme as conversas com Marian vão se alternando, Tristan se vê cada vez mais perto de contar um segredo que é uma das razões do palavrão ali em cima e é uma das passagens mais emocionantes do livro. John Boyne conseguiu mostrar de forma sensível uma questão que hoje em dia é um enorme tabu e que, à época em que foi contextualizada em O pacifista, era passível de condenação.

“'Eu não sei o que sou', disse em voz baixa. 'Para falar a verdade, passei a maior parte dos últimos anos tentando encontrar resposta para isso.'"
Pág. 135.

John Boyne explora a humanidade, ou falta dela, envolvida na guerra. Um dos exemplos é quando Will encontra um alemão e o faz prisioneiro e os ingleses precisam decidir o que fazer com ele. Eu realmente nunca vou entender o que leva um ser humano a matar outro e, ainda assim, ser considerado algo nobre morrer pelo seu país. E quando um homem mostra seus ideais e resolve não fazer parte desse massacre, é, definitivamente, estúpido considerá-lo covarde.

Eu acredito muito que John brincou com o nome dos personagens neste livro. Tristan é um homem com uma história bem triste mesmo antes da guerra entrar na sua vida. Seu sobrenome bem pode ter origem na palavra inglesa para tristeza, "sad". Assim como "ban/croft" pode dizer muito sobre Will.

A minha identificação com Tristan se deve ao fato de ele ser um solitário, triste e, ainda assim, com uma certa esperança de que as coisas deem certo para ele. Também tem o fato de ele ser um leitor e gostar de escrever. É possível enxergar com clareza seu desenvolvimento; de um garoto com ideias erradas, beirando ao infantil, a um homem com culpa buscando redenção e perdão, por exemplo. Há passagens tão intensas que conversam conosco como se estivéssemos ali, no lugar do personagem. Marian é um mulher muito à frente de seu tempo, emancipada, e com uma sensibilidade incrível. Will é aquele tipo de pessoa que, de tão confusa, acaba nos confundindo sobre o que pensar sobre ele. Ele foi justo ao dizer aquelas coisas? Ele tinha o direito de brincar com algo tão complicado como o sentimento de outra pessoa? Ele foi verdadeiro?

“(...) 'O que eu estou sentindo?'
'Duas coisas, eu diria. A primeira é culpa.
Permaneci calado, mas sem deixar de fitá-lo. 'E a segunda?'
'Ora, você se detesta.
Pág. 29.

Eu não costumo colocar playlist nas minhas resenhas, mas foi inevitável lembrar de duas músicas ao ler este livro. Uma delas é Under pressure e a outra, Bohemian rhapsody. Ambas da banda inglesa Queen. De algum modo, as letras dessas músicas "se casam" com a história de Tristan.

Parem tudo o que estão fazendo e leiam John Boyne!
Fernando 03/02/2013minha estante
Olá, também nao gostei da capa quando vi o livro, mas Boyne é Boyne e por ele comprei o livro. devorei e estou com estômago embrulhado té agora... Puta merda. So falando assim! Fantástico!


Luiz 19/03/2013minha estante
Eu tb comecei a ver a capa com outros olhos depois de lê-lo.
Cara, é o tipo de livro que quase me fez gritar "Não faz isso" no meio de um ônibus lotado, fantástico!
Ah, muito boa resenha.


tiagoodesouza 24/03/2013minha estante
Oi, Luiz!

Imagino em qual parte você quis gritar isso. Cara, eu achei que não fosse acontecer aquela parada lá e fiquei muito surpreso.

Abraço!


Suttão 02/04/2013minha estante
Estou lendo, mas comparado ao Menino de pijama listrado, é muita boilice aquilo. Vou terminar de ler pra ver onde vai dar aquilo.


tiagoodesouza 03/04/2013minha estante
Suttão, não tem nem o que comparar uma história com a outra. São completamente diferentes e se você ler com essa ideia de comparar, você não vai entender o que o autor quis mostrar. E se tem esse preconceito, melhor não continuar lendo.




Anderson 15/01/2013

O pacifista
Nunca sei como começar a resenhar um livro bom. E com o ''O pacifista'' não poderia ser diferente. Não por ser um livro bom, mas sim, por ser um livro PERFEITO.
O pacifista conta a história do nosso querido Tristan Sadler, quê, aos vinte um anos de idade, pega o trem de Londres a Norwich, para entregar algumas cartas à irmã mais velha de William Bacroft, que foi um soldado que lutou ao lado dele na Grande Guerra.
Neste encontro com Marian Bancroff - irmã de Will - Tristan revive seus momentos de treinamento em Aldershot, aonde conheceu will, e sua vida nas trincheiras durante a guerra.

O relacionamento de Tristan e Will mexeu comigo de tal forma que não sei explicar. Em alguns momentos eu torcia para que eles continuassem com o relacionamento deles até o fim da guerra e para além dela. Em outros, torcia para que Tristan mandasse Will se danar e vivesse sua vida sem ele. Durante a leitura do livro, percebi que o sentimento de Will por Tristan ia além de uma amizade, e eu ficava feliz por isso. Mas o que me dava raiva, era o fato de que o Will, em certos momentos, se ''jogava em cima'' do Tristan, e em outros, ignorava ele como se o mesmo fosse um ninguém. Mas enfim, vai saber o que se passa pela cabeça de um homem durante uma guerra, né?

Narrado em primeira pessoa, o livro tem uma escrita que, por si só, já seria digno de cinco estrelas. John Boyne é um mestre, sabe lidar com as palavras, e sua escrita me cativou desde as primeiras linhas. Os personagens são muito bem construídos. Me apeguei ao Tristan de tal forma que nunca tinha acontecido antes por nenhum outro personagem da literatura. Me identifiquei muito com ele, e apesar de ele ter vívido em uma época bem diferente da nossa e bem mais complicada, eu tinha uma noção de como ele se sentia.

*SPOILERS* Desde o começo do livro, eu imaginava que o final não seria como eu queria que fosse. E não foi! Antes da metade do livro, o autor já deixa claro que o Will morreu. Fiquei a leitura toda esperando esse momento. Sabia que iria acontecer, mas quando aconteceu, eu simplesmente não consegui conter a emoção, e as lágrimas vieram a tona. *SPOILERS*

Enfim, acho que não preciso dizer mais nada sobre mais essa obra-prima de John Boyne, né? Livro altamente recomendado. Minhas cinco estrelas foram mais do que merecidas.
Só digo uma coisa a você que acompanhou essa resenha até aqui: leiam ''O pacifista''

"Quer saber? O amor é coisa de louco." "Mas é a única coisa que importa."
Fernando 03/02/2013minha estante
Muito foda o livro!


Anderson 03/02/2013minha estante
Foda mesmo. John Boyne é único. *-*




Lima Neto 28/12/2012

extraordinário
John Boyne tem, definitivamente, uma sensibilidade rara. é capaz de criar histórias muito pesadas, com dramas e pano de fundo histórico muito densos, mas conta-las de uma forma tão suave, sutil e delicada que é capaz de cativar a todos os que abrem as páginas de seus livros e mergulham e sentem a fundo suas histórias, que vivem a vida e os dramas de cada um de seus personagens. com "o pacifista" não foi diferente. o livro tem uma densidade impressionante, mas é conduzido de forma tal que nós, leitores, o devoramos, e só nos damos conta do quão "pesada" é a historia quando, já no fim, nos vemos desesperados para saber o que motivou Tristan Sadler a agir como ele agiu, a esconder o que ele escondeu.
como se não bastasse toda a sua sensibilidade, Boyne, ainda por cima, tem nos prendido com um mistério que vai nos deixar curiosos até o fim. não sabemos (embora possamos suspeitor) dos dramas que levaram a vida de Sadler (protagonista) a ser como é, nem os motivos que o levaram a ser tão fechado e os segredos que guarda consigo, que faz com que desenvolva um verdadeiro câncer na alma, um amargor que carrega consigo, uma angústia que faz com que nós, leitores, passemos a sentir certa pena dele a ponto de desejar ajudá-lo a carregar tal fardo.
"O Pacifista" é um livro que mexe, além de tudo, com temas delicados, num pano de fundo histórico rude e pesado, assim sendo, ficamos entre a delicadeza de um amor e um mundo rude e brutalizado da guerra.
livro extraordinário, delicado, denso, "misterioso",sutil e intenso, como só os grandes livros dos grandes autores o são.
Fernando 03/02/2013minha estante
O livro realmente tira a respiração da gente...


Bruna 26/10/2013minha estante
Estou lendo agora... realmente emocionante!




Thomas 11/01/2013

Inquietante, questionador e trágico, O Pacifista nos leva para um desconhecido passeio de bicicleta

Decidi estrear minha viagem literária nas obras de John Boyne com O Pacifista, e creio que não seria possível que eu tivesse feito escolha melhor. Apesar de ouvir falar muito bem do aclamado O Menino de Pijama Listrado, tive o desprazer de ver o filme antes de saber que existia um livro e hoje isto serve como desânimo para eu conhecer a obra.

Pois bem, em seu mais novo lançamento, Boyne procura abordar os princípios de um ser humano em tempos de guerra e ao desenrolar da história deixa no ar indagações como: será que devo morrer lutando pelo meu País e, quem sabe, sobreviver para contar minha história, ou devo levar em conta os ensinamentos que me foram passados e respeitar minha integridade, independente de se há ou não uma nação lá fora que depende de mim?

Outro ponto que o autor quis abordar e conseguiu com bastante maestria, foi o despertar de sentimentos homossexuais numa época onde tais atos beiravam o absurdo e morbidez, e com isto podemos ter uma visão mais real e direta do que realmente acontecia com quem tinha de conviver com a ignorância daqueles tempos.

Os dois protagonistas são personagens surpreendentemente complexos, e o livro não tem pressa alguma em explorar essa complexidade.

Alternando entre décadas distintas, segredos são aos poucos revelados, tensões vêm e vão a todo instante e não é difícil de sentir os pelos se eriçarem com diálogos e pensamentos carregados de tristeza e melancolia.

A narrativa é muito leve e calma; John Boyne não tem pressa. Seu livro não é um trem em alta velocidade, é uma bicicleta conduzida por alguém que não está muito preocupado em voltar pra casa, não tem hora pra chegar, nem tem certeza de que quer ir a algum lugar. Tudo que tem em mente é colocar a tristeza pra fora, e andar, andar, andar.

Um romance intimamente interessante, questionador, inquietante e, sem sombra de dúvidas, trágico. Final feliz não é uma opção em O Pacifista. Mas se a intenção do autor era chocar o leitor de uma forma delicada e intensa, fico feliz em dizer que ele cumpriu seu papel.

Fernando 03/02/2013minha estante
Não deixe de ler o livro,mesmo que tenha visto o filme. O livro é muito sensível...


Thomas 03/02/2013minha estante
Obrigado pela indicação, Fernando. Vou lê-lo assim que possível. ;)


Helder 03/11/2017minha estante
Linda resenha. Sua comparação entre o trem e a bicicleta soou tão sensivel quanto o texto de Boyne. Parabens!




Manuella 06/03/2014

Lindo!

‘O Pacifista’ é o segundo livro de John Boyne que leio. Depois da maravilhosa experiência com ‘O Palácio de Inverno’, apostei todas as fichas no autor e não me decepcionei. Pelo contrário. Boyne sabe contar uma boa história com sensibilidade, criatividade e muitas emoções.

Tristan Sadler tem 21 anos e finalmente marca um encontro com Marian Bancroft, na intenção de lhe entregar as cartas trocadas com o irmão William Bancroft, durante a Primeira Guerra. Tristan e Will foram combatentes e amigos muito próximos nos duros dias de luta. A verdade é que nosso protagonista quer revelar fatos que ficaram bem guardados, com os quais não consegue lidar.

Narrado em primeira pessoa, Tristan nos conta seus dias difíceis em meio à guerra, alternando o tempo passado (França, 1916) e o tempo presente (Inglaterra, 1919). Curioso observar que, ao falar do passado, no auge da guerra, Tristan fala como se estivesse no tempo presente. E, falando no tempo presente, usa o verbo no passado. Para o leitor bem atento à trama, fica a impressão de que o grande fato da sua vida está bem vivo nas lembranças e no coração e jamais será esquecido.

O leitor é conduzido para a loucura das trincheiras, com detalhes muito ricos da rotina de uma guerra, com cenas fortes de sangue e dor, atrocidade e desumanidade. As relações entre soldados e superiores, os medos e as angústias a cada turno em que avançam em direção ao inimigo. O autor, com sua habilidade magistral, nos proporciona um texto crescente e cheio de descobertas, que insere o leitor no tempo e nas emoções dos personagens envolvidos.

Sobre os personagens: Tristan é apaixonante. Solitário, passou por dificuldades na infância, com um pai cruel e uma família que não compreendeu suas atitudes e o abandonou. Já William é um rapaz inseguro, apesar das atitudes extremas que toma. Impulsivo, mas confuso em relação aos seus sentimentos, prefere se adequar ao que a sociedade aceita a enfrentar as consequências de suas escolhas. E Marian, uma mulher engraçada e contraditória, mas sensível e, aos poucos, o leitor vai entender suas razões.

Há um fato principal no livro e prefiro não comentar, ainda que seja apresentado nas primeiras páginas. Sugiro que o leitor interessado na obra não leia resenhas, pois boa parte conta qual o tema do livro. Como não sabia, fui desconfiando e descobrindo, o que me deixou feliz com minhas apostas bem sucedidas, hahaha...

O final é muito bonito, apesar de não ser o esperado pelos leitores que adoram finais felizes. Particularmente, adoro desfechos que me surpreendam, em harmonia com toda a trama contada e que finalize engrandecendo a narrativa.

Um livro lindo! Mais uma vez John Boyne arrebata meu coração e se consagra como um dos meus autores preferidos! Depois de ler ‘O Pacifista’ e ‘O Palácio de Inverno’, a vontade é adquirir todos os seus livros. Indicadíssimo, cinco estrelas!
Renata CCS 17/03/2014minha estante
Outra resenha sedutora!


Manuella 18/03/2014minha estante
Vale a pena a leitura de Boyne, sempre. Adoro e sou suspeitíssima pra falar do autor, de quem sou fã, Renara CCS.


Arsenio Meira 03/04/2014minha estante
Manu, bela resenha. No ponto. E obrigado pela advertência. Não li resenha alguma sobre esse livro, e graça a você, agora é que não vou ler; nem as orelhas merecerão minha atenção. Vou ler, isto sim, é o livro para saber, dentre outras coisas, qual fato a que fazes referência. Gosto do Boyne .Ele é um grande fabulista (no sentido amplo do termo. ) Um prosador que cumpre a risca sua arte.
Abraços
Arsenio




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Natascia 07/03/2013minha estante
Gostei muito da resenha, ótima sensibilidade.


Mateus 11/03/2013minha estante
Obrigado, Joy!


Isa 08/05/2014minha estante
Você percebeu e sentiu o livro exatamente como eu! Li em algumas resenhas o pessoal falando que Will não o amava. Mas, SIM, eu acredito que SIM! E que toda essa confusão na sua cabeça o levou a tomar os atos que o levaram ao "paredão". Legal saber que mais alguém enxergou como eu! hehe


Mateus 21/05/2014minha estante
Isa, que bom encontrar alguém que sentiu o livro da mesma forma. Obrigado pelo retorno!




Gisele.Bononi 11/03/2017

Surpreendente
Na vdd eu ainda estou um pouco boba com o q li...
É sensacional no mínimo, fiquei sem fôlego próximo ao final e ainda estou " bege" com o q houve, não sei dizer, mas não creio q ele deveria se arrepender de tudo afinal... Aí não sei... Super intrigante, ficamos meio pasmos ainda dias após a leitura...
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Cassia 25/02/2013

O Pacifista é o primeiro romance deste escritor que leio, e, confesso, o fiz bastante curiosa – afinal, várias pessoas que o leram o enquadraram em categorias completamente distintas entre si: como literatura queer, romance de guerra, romance psicológico...

Na verdade, tudo isso e mais algumas coisas o compõem.

O mote principal da trama é o confuso relacionamento entre Tristan Sadler e William Bancroft, que, durante a Primeira Guerra Mundial, se dividem em serem apenas amigos ou amantes – ao mesmo tempo em que buscam defender sua pátria e sobreviver ao conflito. Ao final de tudo, e após a morte de William, Tristan entra em contato com a irmã do rapaz para lhe devolver algumas cartas dela de que estava em posse e, nesse encontro tão repleto de fortes emoções, somos apresentados ao que verdadeiramente aconteceu no campo de batalha, e o desenrolar dramático da história dos dois rapazes.

A trama é escrita de modo cativante, e a leitura se dá de forma fluida. E os temas abordados são interessantes e provocativos: o que é realmente ser um homem; o que é realmente ser corajoso; a utilidade da obediência cega – entre outros tópicos.

Confesso que fiquei muito tocada com as cenas de conflito de sentimentos entre os dois protagonistas, principalmente as dificuldades de Will em lidar com o que sentia por Tristan, afinal, naquela época a homossexualidade era considerada um desvio de caráter grave, e extremamente mal vista – em todos os sentidos -, e seu “praticante” estava sujeito às mais cruéis represálias por parte da sociedade que o rodeava; portanto, reconhecer-se atraído por alguém do mesmo sexo deveria ser atemorizante, tanto interna quanto externamente, e penso que o autor conseguiu representar isso muito bem.

Mas, ainda assim, sinto que faltou certa consistência à obra. Duas coisas que me incomodaram particularmente foram o momento em que Will decidiu se tornar um pacifista absoluto, e o desenrolar do encontro de Tristan com a personagem Marian, irmã do seu amigo morto, que tinha uma variação comportamental digna de uma pessoa no mais alto surto de alguma doença mental grave (talvez excesso de peculiaridades demais para o meu gosto). Pareceu-me como se a pieguice tivesse levado a melhor sobre a coerência narrativa.

Mas, ainda assim, é uma boa opção de leitura caso haja interesse em ver outra abordagem em romances de guerra. Desde que, é claro, não se coloque muita expectativa.
Felipe 14/08/2014minha estante
Ainda não terminei o livro, mas achei esse comentário sobre as variações de humor da Marian muito coerente. Não tem nervosismo/tensão que explique. A mulher é, no mínimo, louca de pedra. Eu estava achando que isso seria revelado mais à frente.




naniedias 01/03/2013

O Pacifista, de John Boyne
Tristan Sadler tem apenas 21 anos - um jovem. Mas a guerra o transformou em um homem com um imenso fardo. Não é apenas a mão direita que começa a tremular nos mais incômodos momentos. Vai muito além disso.

Os danos psicológicos são irreversíveis. Ter sido o único sobrevivente (se você não contar o companheiro que enlouqueceu completamente) de um grupo de vinte não o ajuda de forma alguma.
Ter passado por tudo o que passou, também não.
Ter perdido alguém importante só piora as coisas.

Depois de muito tempo, Sadler resolve procurar a irmã de Will Bancroft para entregar as cartas que ficaram com ele após a morte daquele que havia sido muito mais do que um amigo, muito mais do que um companheiro.
Será que ele conseguiria contar toda a verdade sobre o que aconteceu naquela época?


O que eu achei do livro:
Eu fiquei pensando... e pensando... e pensando... e agora simplesmente cheguei à conclusão de que não vou conseguir falar desse livro como eu gostaria. Já começa pela sinopse, que ficou horrível.
Não vá pela sinopse - o livro não é aquilo que está escrito ali em cima - é muito, MUITO mais.

Esse não é o meu primeiro contato com John Boyne, então estava com altas expectativas quanto a esse livro. Os outros livros que li dele foram maravilhosos.
E com esse não foi diferente: O Pacifista é extremamente delicioso!

Para começar, a escrita de Boyne é inebriante: simples, fluidia, encantadora! O autor teceu sua história de forma a ir contando, muito aos poucos, os detalhes dela. O resultado disso? É impossível deixar o livro de lado, já que o leitor fica curioso demais para saber o que aconteceu.
O bacana é que o autor não deixa para contar tudo no final - ele vai contando os fatos de acordo com que eles vão ocorrendo - nós é que praticamente não aguentamos chegar até o final.

O livro é narrado em primeira pessoa pelo protagonista Tristan Sadler - que sabe contar a sua história de maneira embriagante! Ele intercala parágrafos do presente - enquanto vai atrás da irmã de Will, a quem pretende devolver as cartas do falecido amigo - com parágrafos do passado - enquanto estava vivenciando o treinamento e, depois, os horrores do guerra.

Tristan é um narrador muito emotivo e consegue passar uma tonelada de sentimentos para o leitor enquanto conta a sua história. Raiva, dor, amor, dúvidas. É possível sentir tudo isso enquanto lemos esse relato, que é um dos mais lindos que eu já li (e é tão realista, que eu fico pensando se John Boyne não soube de um caso muito semelhante e o transformou em ficção ao simplesmente mudar os nomes dos personagens).
É triste ver garotos tão novos terem que partir para a guerra. Mas, ao mesmo tempo, é lindo ver as reflexões do sobrevivente sobre os pensamentos que eles tinham antes de enfrentarem todos os problemas. No presente ele consegue enxergar o quão idiota eram as suas expectativas (e as de outros garotos), mas no passado fazia sentido.

Ok, eu falei, falei, falei do livro e ainda não disse o principal. Eu queria falar isso de outra forma - aqui reside justamente a minha dificuldade em escrever essa resenha -, mas eis que terei que tocar no assunto de um maneira que nem de longe é a que eu queria.

Não, não vou contradizer tudo o que disse até agora.
O livro é realmente fabuloso! Tudo o que eu disse até então está no livro. John Boyne, como sempre, foi muito sensível ao escrever a história, seus personagens são complexos e terrivelmente humanos (terrivelmente no sentido ruim mesmo, em alguns momentos dá raiva das atitudes de personagens que são graciosos), o livro transborda sentimentos e a leitura é uma delícia.
Mas há mais.

O quê?
Romance.

Isso mesmo. O Pacifista é um livro sobre guerra, mas também um livro sobre amor. Um amor proibido - pela sociedade, pela família, pelos próprios enamorados.
Sabe quando o casal não pode simplesmente querer estar junto porque todas as outras pessoas à sua volta iriam ter algum motivo para dizer que eles nunca deveriam fazer isso? É o caso no romance de Sadler. O agravante maior é que nem mesmo ele - o próprio narrador - aceita o sentimento. Nem Sadler e nem seu parceiro.

ParceirO. Pois é, não falei errado não. O livro trata de homossexualismo, mas de uma forma como eu nunca havia me deparado com o assunto em livros antes.

Sim, existe aquela história de que ninguém vai aceitar (inclusive os dois). Sim, existe o caso de que na época isso era considerado crime. Sim, Sadler estava nadando contra a sociedade e sofreria por isso (sofreu!). Mas esse não é o foco do livro - ninguém é vitimizado.
Não! O livro foca muito mais nos dilemas pessoais de Sadler para se aceitar como é, aceitar o que sente.
A maneira como o autor aborda o assunto é incrível e tocante. Não consigo explicar - não sei explicar. O assunto é tratado simplesmente como um amor que não pode ir para frente porque a sociedade não aceita e faz com que eles mesmos não sei aceitem - mas da mesma forma que teria sido tratado se o problema fosse relativo a classes sociais, cor de pele ou preferência sexual.

Eu queria escrever essa resenha dizendo apenas que o livro fala de um amor proibido pela sociedade - sem deixar claro o porquê dele ser proibido, porque como mencionei acima o problema poderia ser outro. A abordagem do autor foi linda e eu queria conseguir passar isso nessa crítica.
Mas eu não sou o John Boyne, não sou talentosa como ele e, por isso, você está perdendo um tempo precioso lendo esse meu texto ao invés de ler O Pacifista. Valerá cada segundo do seu tempo - na primeira, na segunda ou na vigésima leitura do livro - porque eu tenho certeza que você vai reler essa história e indicar para muita gente.

Será que um dia conseguiremos aceitar o próximo e suas escolhas, mesmo que elas sejam definitivamente diferentes das que faríamos? Aceitar o diferente, o igual, o impensável, o impossível?
Espero que sim.
E que isso seja feito com respeito - de todos os lados. Respeitar e ser respeitado: é pedir demais?

O Pacifista é um livro emocionante, que está me fazendo pensar e repensar os meus conceitos. Uma leitura que recompensa o leitor não apenas com bons momentos - enquanto ele se deleita com a narrativa de Sadler - mas também com importantes reflexões sobre si mesmo e a sociedade na qual está inserido.
Um livro para fazer chorar, pensar, refletir, desejar.


P.S.: O final do livro é simplesmente emocionante demais. Em nenhum momento eu pude perceber aonde essa história estava me levando.
Até onde a narrativa iria chegar? O que, verdadeiramente, tinha acontecido?
Não pude prever nada. Estava às cegas - sem saber o que esperar.
Foi chocante.


Nota: 10


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Douglas 09/02/2013

“Cativante desde o primeiro parágrafo.”(Recomendadíssimo)
John Boyne é com certeza um autor a parte, desde pijama listrado tenho uma relação de amor e ódio com ele, já que as histórias são tão realistas, mas tão tristes ao mesmo tempo que me destroçam por completo.O Pacifista é uma história incrível, sútil e impactante ao mesmo tempo; uma história de guerra e de amor, uma história que prova que até mesmo nas piores circunstâncias, o amor é "a única coisa que importa". A única esperança.Não posso comentar muito sobre o enredo do livro, porque isso é um dos traços típicos da escrita do Boyne: o leitor descobre aos poucos, através de detalhes e de pequenas frases, o que está acontecendo. Essa é a mágica dos livros dele.
Léia Viana 11/02/2013minha estante
Este é o novo livro dele?




Maria Paula 02/11/2014

O Pacifista - Um livro envolvente e emocionante!
Nunca imaginei que um livro poderia me marcar tanto quanto O Pacifista me marcou, parte disso se da porque atreves deste pude ter outra visão do quanto um livro e pode influenciar nas nossas visões de mundo, e outro porque é um livro maravilhoso e autentico por essência.
O livro é dividido em capítulos, dos quais não decorrem de forma cronológica, ao passo que nos divagamos entre presente e passado, diferentes locais, por toda a narrativa. Com isso a leitura ficou mais fluida instigando nossa curiosidade para história do protagonista.
Logo no começo conhecemos Tristan Sadler, que viaja a encontro da irmã de seu amigo, falecido na Grande Guerra, Will Brancroft com a justificativa de lhe entregar cartas deixada por Will. Assim se inicia a série de segredos que irão percorrer por toda narrativa, a viajem não se trata somente de uma gentileza, Tristan esconde muitas coisas, e sua angústia e culpa se sobressaem por toda narrativa.
John Boyne sempre teve a capacidade de relacionar eventos históricos e com romances nunca deixando de ser fiel a realidade, o com O Pacifista não foi diferente, isto que torna o livro tão especial, é muito real, os sentimentos que ele te trás são reais e ainda assim consegue te surpreender! Indico esse livro, pois me mostrou como escolhas e atitudes que temos na vida podem mudar toda nossa trajetória, tanto para o bem quanto para o mal.
Maíra 25/11/2014minha estante
Concordo com tudo! Achei maravilhoso!!




Danilek 24/03/2013

O pacifista - John Boyne
Comecei o livro esperando um determinado tipo de conteúdo, mas me enganei profundamente quanto aos meus pensamentos.
John Boyne é um autor extremamente imprevisível que possui um dom para escolher as palavras certas para expressar sentimentos e pensamentos ao decorrer do livro.
"O Pacifista" é uma oba apaixonante, simples assim, quando menos se espera você se vê dentro dos personagens, eles, praticamente, se tornam reais.
Sem dúvidas, esse livro é de tirar o fôlego e faz o leitor refletir mais sobre si mesmo.
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Henri B. Neto 19/10/2016

Resenha: O Pacifista
Terminei O Pacifista a algumas horas e ainda não consigo deixar de pensar sobre ele. Fazia MUITO tempo que um livro não me afetava tanto ao ponto de meus sentimentos provocarem uma dor e cansaço extremamente físicos, mas é assim que estou no momento: esgotado. Emocionalmente sobrecarregado... E, não vou mentir, impactado.
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Esta é a primeira vez que me interesso por um romance completo de John Boyne - e isto só aconteceu pois descobri que este livro possui uma ligação com a única coisa do autor que li (uma história de Natal terrivelmente triste que li a uns dois anos atrás...). Não sabia praticamente NADA sobre a história, apenas que se passava durante a Primeira Guerra Mundial (um momento histórico que me interessa desde a minha leitura de Entre o Amor e a Paixão, que também se passa no conflito)... Então, fui totalmente desarmado para o livro. E ao mesmo tempo que isto foi um trunfo, também foi um grande erro. Não estava psicologicamente preparado para ele.
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Dividido entre os conflitos do jovem Tristan no pós Guerra, e suas memórias aterradoras de sua experiência no conflito, o livro me revelou tanta coisa sobre o ser humano que a única coisa que eu pensava era "o que eu faria no lugar dele?". Esta é uma história que não existem mocinhos, ou heróis... Os personagens erram constantemente e isto te leva a uma miríade de sentimentos.
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Empatia. Surpresa. Culpa. Traição. Medo. Egoísmo. Tristeza. Raiva. Vergonha. Ciumes. Esperança. Desilusão. Pena... Foram tantos os momentos que passei com Tristan que não sei se o julgo, se o entendo, se o amo ou se odeio ele. Eu não sei. E esta é a beleza de tudo.
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Apesar de fino, O Pacifista não é uma leitura leve. Apesar de dinâmico e narrado em primeira pessoa, não foi uma leitura fácil. Devorei a história pela madrugada, porém mais por prazer sádico do que deleite em si. No momento, não posso quantificar o que sinto pelo livro. Mas definitivamente me marcou.
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Henri B. Neto
''Na Minha Estante''

site: http://naestante-henribneto.blogspot.com.br/2016/10/resenha-o-pacifista.html#more
Anne 19/10/2016minha estante
Então esse livro possui relação com Dia de folga? Ou seria outra história de Natal à que vc se refere? Dia de folga me deixou triste pq eu amo o Natal e, confesso, esperava por alguma coisa bonitinha e não foi isso que eu recebi. Contudo, já li outras coisas do John Boyne de que gostei muito e ao ler essa resenha eu pretendo com certeza ler esse tbém!


dani 22/10/2016minha estante
Esse livro é um dos meus favoritos da vida. A história é linda e triste, tão tocante...


Henri B. Neto 27/10/2016minha estante
Anne, tem um relação sim com Dia De Folga, mas não é com o mesmo personagem não... Se bem que tenho a ligeira impressão de que a história de O Pacifista é mencionada no conto, mas não lembro com toda a certeza.


Henri B. Neto 27/10/2016minha estante
dani, este livro me empurrou para uma quase ressaca épica... Estou LUTANDO para sair dela. Yeap.


Débora 15/02/2017minha estante
Henri, amei sua resenha despertou muito meu interesse pelo livro. Vc cita uma livro Entre o amor e a paixão quem é o autor????? Parabens!!!!


Augusta 09/03/2017minha estante
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Augusta 09/03/2017minha estante
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Henri B. Neto 10/03/2017minha estante
Débora, é da Lesley Pearse, foi lançado por aqui pela editora Novo Conceito... Vale super a pena ler. '')




João 27/08/2013

Profundo, triste e encantador.
John Boyne escreve com a alma. Eu sempre quis ler esse livro, tanto é que baixei em PDF, coisa que raramente faço. Devorei em três dias. Nunca fui de fazer resenha, mas não poderia deixar de compartilhar minha experiência no final da leitura.

O Pacifista leva o leitor de volta ao passado e o faz VIVER a realidade dos personagens, compartilhando seus amores e sofrimentos. É uma história de guerra, força, coragem e traição.

Sempre digo que um livro bom é aquele que faz você refletir e sentir um vazio na última página. O Pacifista me fez refletir muitos valores e opiniões. Quebra o coração. Divide a alma.

Sobre o final, é surpreendente: profundo, triste e encantador.

P.S: quando terminei de ler mandei um tweet pra John Boyne, e ele me respondeu! Achei super legal. :)
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