A Revolução Cubana

A Revolução Cubana Luis Fernando Ayerbe




Resenhas - A Revolução Cubana


10 encontrados | exibindo 1 a 10


Germana 08/01/2022

"Os meios de produção pertencem à sociedade..."
Para entender completamente a Revolução Cubana esse livro vai cumprir o serviço.

Com uma leitura fria e densa ele apresenta fatos, cronologia e explicações de todo o ocorrido. Cansativo por ter uma linguagem acadêmica, oq já é de esperar por ser da editora UNESP.

Se espera encontrar coisas sobre marxismo, lenismo, a vida de Che Guevara ou Fidel Castro vai se decepcionar ao ler ele. Ele é específico a história da revolução Cubana. Não deixa de ser muito útil e interessante, pode ser sitado como fonte de muitos trabalhos.

Gostei dele, vou voltar e consultar ele muitas vezes na vida kkkkk
comentários(0)comente



Fugivara 26/11/2021

Viva a revolução
Um país cansado da opressão se levanta contra os abusos e dominação do imperialismo estadunidense. A verdade sobre a revolução cubana.
comentários(0)comente



keyla 15/11/2021

viva Che e Fidel!
o livro que me introduziu a revoluções socialistas em 2019. Relendo isso em 2021, eu meio que descobri de onde veio minha paixão por esses assuntos. Retrata a história de Cuba de maneira perfeita e detalhada. Quem leu e diz que a escrita acoberta as coisas ruins do país não entendeu um ponto sequer do livro. Deveria ser leitura obrigatória pra que não saiam por aí falando coisas absurdas sobre Cuba.
comentários(0)comente



Eduardo 28/04/2021

Muito bom.
Ótimo livro para iniciar estudos históricos e políticos sobre o tema, como imaginei.

As análises aqui presentes se preocupam com a imparcialidade e equilíbrio nas suas ponderações; não tem "isso é o certo e aquilo é o errado", toda a história é destrinchada sem medo de mostrar suas falhas, fruto dos vícios humanos, independentemente da ideologia - dentro, é claro, da extensão proposta desde o início.

Os exemplos contextuais que são dados no decorrer da obra só instigam ainda mais a vontade de se inteirar mais no assunto.
camila 31/08/2021minha estante
Bem completo as abordagens deste livro.




Ingrid.Pardinho 26/03/2021

Um belo panorama
É um livro introdutório à Revolução Cubana e aos fatores que influenciaram o processo. Muito interessante o autor ter dedicado um capítulo para rebater argumentos comuns contra Cuba.
comentários(0)comente



IgorX96 31/12/2020

Perfeito
Esse livro é perfeito para quem quer entender o processo revolucionário e pós revolucionário de Cuba, com toda a história contada de maneira real, livre das fantasias estadunidenses.
Viva o povo Cubano!
Hasta la victoria siempre!
comentários(0)comente



Noris 26/10/2020

Ótima introdução ao assunto!
Eu conhecia pouco sobre o assunto, mais por vídeos no YouTube e filmes mais ou menos documentais. Como comprei o livro para me introduzir no tema, ele atendeu demais minhas expectativas, tratando de todo o histórico do país, os avanços e limites da revolução, além de tratar de polêmicas que vemos de monte na internet e 99% das vezes sem nenhum fundamento. Recomendo pra todos que se interessam pela nossa América Latina.
comentários(0)comente



João Sales 07/02/2020

Bom livro sobre Cuba
É um livro introdutório sobre Cuba. Embasa principalmente o pós revolução de 59, a crise dos misseis, um pouco de como foi a estrutura político econômica da ilha e o impacto do fim da URSS.
comentários(0)comente



Che 08/01/2019

PÁTRIA OU MORTE
Seria chover no molhado dizer aqui que sou admirador irreversível da revolução promovida em 1959 pelos guerrilheiros de Sierra Maestra e seus apoiadores no campo e nas cidades. Basta ver minha foto de perfil pra ter certeza disso. E não por acaso, entre tantas oportunidades de conhecer as "Oropa", foi pra Havana que eu quis viajar em outubro de 2015 - com Raúl Castro ainda no poder e Fidel vivo. Ainda é (e talvez sempre será) a melhor viagem que fiz na vida.

Por tudo isso, já conheço bem a história da tomada do poder pelos revolucionários e em tese o pequeno livro da coleção "Revoluções do Século 20" da Editora Unesp (é o décimo segundo que leio dela), não teria tanto a me acrescentar. De todo modo aproveitei a ironia da data do primeiro de janeiro de exatos sessenta anos da revolução (sempre gosto de aproveitar esses ciclos de datas) para já começar 2019 lendo sobre o único país latino-americano que conseguiu produzir uma construção longeva de socialismo, diferente dos curtos períodos 'vermelhos' de Nicarágua, Chile e outros.

O livro de Luis Fernando Ayerbe, no entanto, me trouxe algumas surpresas positivas por fugir dessas descrições. Quem for buscar o livro pra conhecer o processo revolucionário da guerrilha, do assalto ao Quartel Moncada, do Gramna e da mobilização dos camponeses antes da fuga de Fulgêncio Baptista (que é retratada em "O Poderoso Chefão 2"), etc, vai quebrar feio a cara e topar com um capítulo que resume todo esse processo em umas vinte páginas, diferente de outros livros da coleção que focam justamente na luta da esquerda ANTES da tomada do poder. Se você estiver buscando conhecer esse período pré-1959 da revolução, portanto, devo dizer que este NÃO é o melhor livro pra esse fim.

Mas meu caso era justamente outro: conheço de cor e salteado um bocado do período da guerrilha e acabei desfrutando muito o livro de Ayerbe precisamente porque ele faz outra abordagem, mais focada nas conquistas sociais de tipo base da pirâmide de Maslow (inegavelmente louváveis e reconhecidas até por países capitalistas) com vários dados dispostos em tabelas. Além disso, há um capítulo só sobre a relação diplomática e econômica entre Havana e a Casa Branca ao longo das décadas e um pertinente capítulo ao final desmistificando alguns mitos sobre, por exemplo, o unipartidarismo supostamente "ditatorial" que vigora na ilha.

Lógico que para uma livro com coisa de 130 páginas, tem muita informação que fica só pincelada, ainda mais numa revolução com tantas décadas de história e tanto a nos dizer. As relações de Cuba com os países africanos como Angola e Etiópia (descritos em outros livros da coleção), por exemplo, ficaram praticamente de fora. Mas para dentro da proposta mais sintética da coleção, caiu como uma luva e a escrita é pertinente e atual.

Por fim, só posso dizer que é uma tristeza ser refém hoje de um governo ilegítimo no Brasil, eleito por fraude eleitoral que tirou do páreo via 'lawfare' o verdadeiro favorito da eleição, com o novo presidente ""eleito"" agora lambendo o chão que a Casa Branca pisa enquanto países que tem a mesma tragédia histórica colonial que nós e tanto lutou para superá-la (caso de Cuba) é tratado com desdém. Terminar a leitura de Ayerbe só me deu certeza que o próximo coxinha que me soltar um "vai pra cuba", vou é pedir que me arranje o dinheiro da passagem - porque vontade não me falta!
Liz 03/06/2019minha estante
Obrigada pela resenha! Estava pensando em comprar o livro porque já havia lido o A Revolução Coreana, da mesma edição, e achei incrível. Já conheço bastante sobre o socialismo cubano, porém é sempre bom aprender mais. Venceremos!




Jvictor.machado 27/01/2018

Sintético e informativo
O livro me parece oferecer uma excelente introdução, cobrindo de maneira acessível um período amplo de tempo que vai desde a independência de Cuba em 1898 até a situação de Cuba em 2004 ? ano em que o livro foi publicado. Consequentemente, o livro apresenta uma visão panorâmica, sem se deter muito em detalhes.

Aborda primeiro como a revolução emergiu, apontando que é preciso pensar o processo revolucionário tendo em mente fatores já presentes na guerra de independência que resulta na emancipação do país em 1898: neste momento recuava a dominação colonial espanhola, e avançava a dominação imperialista manifesta na política externa dos Estados Unidos. É no primeiro capítulo que narra os eventos sucessivos que resultaram na revolução de 1959, descrevendo seus antecedentes e destacando a ditadura de Fulgêncio Batista como marco para o surgimento de resistência armada em Cuba.

No segundo capítulo apresenta sucessivas fases da política e externa dos EUA, partindo de sua política isolacionista no século XIX, destacando a chamada Doutrina Monroe, que extended a defesa do isolamento ao resto do hemisfério. Apresenta os cinco corolários dessa doutrina, sendo o último a conhecida política do "Big Stick", de Theodore Roosevelt. Aborda também os efeitos da Guerra Fria sobre as relações com Cuba, as sanções impostas e as tentativas de sabotagem dos EUA, a aliança com a URSS e a crise dos mísseis.

O terceiro capítulo fala da opção socialista do governo cubano, do consequente rompimento com os EUA, a dinâmica da aliança com o bloco comunista (que teve vantagens e desvantagens), e as tentativas de organização econômica antes e depois do fim da URSS. Em linhas gerais, fala dos desafios iniciais, com as finanças sob administração de Ernesto "Che" Guevara; de um período de crescimento econômico (1960?1985), seguido de uma conjuntura de crise (1986?1993) e uma subsequente recuperação entre 1993 e 2002, na medida em que se deram reformas constitucionais que promoveram (entre outras coisas) uma abertura parcial e controlada da economia.

O quarto capítulo fala do período posterior ao fim da URSS, e como se transformou a política dos EUA em relação à América Latina ? excetuando-se sua relação com Cuba. Indica que os governos de George Bush, Richard Nixon e George W. Bush acentuaram o bloqueio sobre Cuba, e dá destaque para a chamada "Iniciativa para uma Cuba Livre", promovida por aquele último para apoiar os setores de oposição dentro de Cuba. Apresenta também como os atentados de 11/09 tiveram um impacto na política externa americana, tendo sido Cuba colocada na lista de países financiadores do terrorismo.

O último capítulo apresenta três argumentos comuns utilizados pelos detratores do regime cubano, e busca discuti-los e lhes dar respostas.

A respeito das críticas quanto à via violenta pela qual os revolucionários chegaram ao poder, o autor pergunta provocativamente se haveria alguma outra opção. Embasa seu contra-argumento com uma longa lista dos movimentos e governos que tentaram promover mudanças socioeconômicas na América Latina através da via democrática, e como foram derrubados por golpes militares financiados pelos EUA.

Quanto às críticas à opção do governo cubano pelo socialismo, o autor ressalta que é preciso considerar a historicidade da decisão: aponta que a via soviética era então a única alternativa já "testada" que havia resultado na criação de uma superpotência capaz de rivalizar com os EUA, e que a política agressiva dos EUA reduzia as possibilidades de alianças interamericanas, forçando assim os líderes cubanos a buscar alianças nas quais pudessem se apoiar.

Quanto à condenação ao sistema de partido único e a associação corrente entre socialismo e totalitarismo, o autor ressalta que o risco constante de interferência externa tornava arriscada a abertura para a criação um novo partido (através do qual os EUA poderiam facilmente canalizar as oposições locais e erodir o sistema de governo cubano). Isto não significou, porém, que as relações do governo com a população fossem necessariamente unilaterais. Finaliza este ponto enumerando algumas medidas de diversificação política adotadas pelo país nos anos 2000.
Pedro.Cavalcante 04/03/2018minha estante
Obrigado!




10 encontrados | exibindo 1 a 10


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a Política de Privacidade. ACEITAR