Dois irmãos

Dois irmãos Milton Hatoum




Resenhas - Dois Irmãos


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Natalie 17/01/2017

De repente todo mundo conhece um livro, menos eu. Rapidamente vários amigos o lêem e alguns, inclusive, o marcam como favorito. Foi isso o que aconteceu com Dois Irmãos. Nunca tinha sequer ouvido falar em Milton Hatoum. Que grata surpresa! O livro conta a trajetória de uma família de imigrantes libaneses em Manaus. Zana e Halim casam e tem três filhos. Yaqub e Omar, os gêmeos, e Rânia. O nascimento e o desenvolvimento deles na capital amazonense é palco para a trama, que gira em torno do conflito entre os irmãos e a superproteção da mãe sobre um deles.

Tanto o ambiente quanto as personagens vão se degradando com o decorrer dos capítulos, que são narrados por Nael, filho de um dos gêmeos com a índia Domingas, que é criada da casa. A busca da identidade da filiação do expositor da história também é um aspecto interessante, que conta os fatos sem respeitar a linearidade, colaborando para estimular o interesse do leitor em saber qual será o resultado dos desentendimentos.

Hatoum é muito feliz ao dar vida aos componentes do livro. O maniqueísmo utilizado é muito discreto. Ninguém ali é completamente bom ou mau, como na vida real. Todas as atitudes são justificáveis, ainda que as julguemos reprováveis, a depender do critério valorativo. A forma singela e tranquila como ele pintou as cenas é ótima e me fez querer conhecer outros escritos seus.
Thiago 17/01/2017minha estante
Eu até acho que já se pode chama-lo de clássico.


Dirce 17/01/2017minha estante
Thiago, você leu outras obras do Hatoum? Eu também desconhecia o escritor. Cheguei a ele devido uma referência a ele feita pelo professor Karnal. Gostei D+.


Natalie 17/01/2017minha estante
Pois é, Thiago. Lembrei do que Italo Calvino disse: "Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer." Acho que Dois Irmãos ainda tem algo pra mim mais tarde.


Dirce 17/01/2017minha estante
Acho que para nós, Natalie. Gostei muito da sua resenha - sucinta e esclarecedora.


Natalie 17/01/2017minha estante
Obrigada. Gostei muito da sua também (também lembrei de Jocasta de cara).


Thiago 17/01/2017minha estante
Dirce, eu li "cinzas do norte", e até acho melhor que "dois irmãos", apesar do tema ser o mesmo, a degradação de uma família e da cidade de Manaus, só que em "cinzas do norte" o narrador tem um papel mais importante na história. Eu quero muito ler dele o "órfãos do eldorado", que até tem filme e o próprio Milton Hatoum faz uma participação como pescador.


Thiago 17/01/2017minha estante
Natalie, também acho que é um livro com muitas sutilezas e que sempre vai nos mostrar alguma nuance que que nos passou despercebida, e falando nisso: Quem você acha que é o pai do narrador?


Natalie 17/01/2017minha estante
Tão difícil quanto descobrir se Capitu traiu ou não Bentinho, mas minha aposta vai pro Omar. Qual sua opinião?


Thiago 17/01/2017minha estante
Se fosse entre Capitu e Bentinho, seria fácil, pois acho que o Bentinho é corno hehehehe, mas nesse romance é quase impossível, pois até o Halim pode ser o pai.


Geórgea 17/01/2017minha estante
Uma vergonha eu ainda não ter lido, pois sou amazonense. Precisa entrar na minha lista logo!


Dirce 17/01/2017minha estante
Obrigada, Thiago, Já coloquei na minha Estante ambos os livros.


Fernando 18/01/2017minha estante
Natalie, a TV Cultura (por volta de 2003/2004), colocou no ar um curso de literatura (vários capítulos) com Milton Hatoum que era simplesmente fantástico. Passava na madrugada de domingo para segunda-feira e me lembro dele falando sobre Borges e também sobre Balzac. Ele entende muito do ofício e para quem gosta de ler é um prazer ouvi-lo falar sobre literatura. Não encontrei esses videos no youtube, mas sei que antigamente era possível encomendar ou comprar programas antigos da TV Cultura através de um link.


Thiago 18/01/2017minha estante
Fernando, eu lembro muito dessas aulas, infelizmente não se acha mais no youtube, mas tem um vídeo recente dele na Fau que é bem interessante e lembra um pouco essas aulas. https://www.youtube.com/watch?v=q_7FVNu4ffA


Fernando 18/01/2017minha estante
Obrigado, Thiago! Não consigo acreditar como aquelas aulas, um material tão bom, pode simplesmente desaparecer em plena era da internet... :-( Vou procurar assistir esse video do link que vc postou


Natalie 18/01/2017minha estante
Fernando, obrigada pela dica! Vou fuçar a internet mais tarde. Quem sabe eu encontre alguma coisa?
Thiago, vou ver esse vídeo sim. A única entrevista que vi com ele até agora foi uma que fez recentemente para o canal Livrada! (apesar de dar algumas dicas legais, particularmente não gosto muito de Yuri).


Thiago 18/01/2017minha estante
Natalie, eu já fiz uns comentários que eu achei que o Yuri fosse levar na brincadeira(pois era a minha intenção), mas ele levou a sério hehehe, e desde então quando vejo algum vídeo dele eu me abstenho de comentar somente um: "Muito bom" ou 'ótimo vídeo", para não haver altercações mais acaloradas.


Thiago 18/01/2017minha estante
Natalie, eu já fiz uns comentários que eu achei que o Yuri fosse levar na brincadeira(pois era a minha intenção), mas ele levou a sério hehehe, e desde então quando vejo algum vídeo dele eu me atenho de comentar somente um: "Muito bom" ou 'ótimo vídeo", para não haver altercações mais acaloradas.


Kelly Oliveira 19/01/2017minha estante
Todo mundo leu menos eu - é meu caso tb. Pretendo ler ainda esse ano...
Vc escreve muito bem moça (porque não coloca essas resenhas em um blog?)


Natalie 19/01/2017minha estante
kkkk Obrigada, Kelly. Eu faço eu comentários no intuito de lê-los mais pra frente, quando não recordar muito bem do livro. Pra saber se gostei ou não, etc.


Kelly Oliveira 19/01/2017minha estante
rsrs pois..




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Manuella 17/01/2017minha estante
Dirce, querida, aprecio a força das suas palavras, como se lança corajosa em abrir os sentimentos sobre uma leitura. E como esta de DOIS IRMÃOS é visceral, percebo o quão foi bem assimilada por você.
Li há uns dois anos, adorei, desejo outros Hatoum para fazer viagens enriquecedoras assim. Mas sofro de uma amnésia horrorosa: só lembro dos flashes, até detalhes importantes me escapavam. Ler sua resenha foi como abrir as gavetas da memória e arejar tudo, deu vontade de fazer uma releitura.
Beijos, querida!


Dirce 17/01/2017minha estante
Obrigada, Manu.
Fico lisonjeada quando recebo elogios pelos meus comentários, mas quando ele vem de uma pessoinha uma pessoinha tão especia e sensível como você , meu sentimento se torna inexplicável. Bjs


Kaonny 17/01/2017minha estante
Dirce, li a obra em questão faz um tempinho. Amei de primeira. Sua resenha tá ótima.Quanto ao Nael, um dos meus personagens prediletos da literatura, na metade da minha leitura surgiu uma fagulha, que depois descartei: será Nael filho de Halim?. Descartei depois de refletir sobre a devoção e amor do velho Halim a egocêntrica Zana, mesmo em momentos de pura apatia do casal( as crises de mimimi da filha do comerciante).
Nael é um estrangeiro naquele lar.Fica procurando características suas nos irmãos, no patriarca, na mãe. "Um solitário à espreita" na casa em degradação, como o titulo do livro de crônicas do Hatoum.
A casa, outro personagem importante da obra, ganhou tons e destaque na adaptação para as telas.Fotografia abusiva e repetitiva, segundo críticos, mas importante para o clima teatral do Omar e Zana, como também na narração do "personagem" Nael.

Já leu a adaptação dos irmãos Fábio Moon e Gabriel Bá? Fiz isso depois de quase dois meses e fixou mais essa maravilhosa obra em minha mente.


Dirce 17/01/2017minha estante
Obrigada, Kaonni, por ter compartilhado suas impressões.
Eu também pensei na possibilidade da Halim ser o pai, mas como você a descartei.
Apesar do livro abordar o incesto, eu acho que se Yaqub fosse o pai também seria uma forma de incesto. Aposto no Omar.
Realmente, é muito difícil apontar quem é a protagonista mor e, apesar de Nael ser uma espécie de sombra, ele também tem papel de destaque no romance. Acho que suas palavras ecoarão por um bom tempo na minha mente: "O que Halim havia desejado com tanto ardor , os dois irmãos tinham realizado: nenhum teve filhos. Alguns dos nossos desejos só se cumprem no outro, os pesadelos pertencem a nós mesmos (pag. 264)".
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Halim não queria filhos e , quanto aos dois irmãos, não importa quem fosse o pai, pois ambos agiram como se não tivessem filho algum. Nael só conseguiu migalhas da atenção de Yaqub, algumas roupas e livros. De Ormar... Triste. Ficção? Sim, mas quantos Nael existem neste nosso Brasil afora.
Obrigada pelo elogio ao meu comentário.


Manuella 18/01/2017minha estante
? ?


Manuella 18/01/2017minha estante
Gratidão por ter vcs dois no meu skoob


Kaonny 18/01/2017minha estante
Digo o mesmo Manu, leitura e boa companhia de vcs são preciosidades na web. Obg vc(s).


Wagner 06/02/2017minha estante
Saudações Dirce.
Em agosto de 2016 meu pai faleceu. Chegou setembro. Depois de ficar três horas dentro da Livraria Leitura vi o livro Dois Irmãos. Comprei e guardei deixando sempre o livro dentro de minha mochila. No dia 2 de dezembro (aniversário da morte de meu irmão Jorge) comecei a ler.
Caríssima Dirce. As resenhas para Rumo ao Farol & Dois Irmãos me deixaram bastante comovido.


Wagner 06/08/2017minha estante
Realmente. Lendo sua resenha veio a vontade de reler.




Paraíso dos Livros 18/01/2017

Resenha | Dois Irmãos - Milton Hatoum

A história que se desenvolve em Manaus, narrada por Nael, conta a relação conflituosa dos gêmeos Yaqub e Omar. O amor que uniu Zana a Halim na adolescência, acaba separando cada filho ao seu nascimento. Enquanto o pai se orgulha de Yaqub vendo-o como um filho de futuro promissor, Zana parece ver Omar como filho único, com excesso de mimo, fazendo todas as suas vontades, sendo fria e indiferente com Yaqub. Até mesmo Rânia, filha mais nova o casal sofre com a postura da mãe que só tem olhos para o caçula.

Admito que o fato dessa trama virar minissérie na TV me deixou curiosa e longo comecei a leitura. Diria que foi uma experiencia triste, cheia de desequilíbrios familiares. Sabia desde o início que um livro como este, não teria um final feliz para os envolvidos. Realmente desejei encontrar um culpado para os atos de Omar, mas não consegui, pois o que leva o personagem ser totalmente sem limites é um conjunto de fatores e pessoas. Em sua fase adulta, você pensa: "Ele poderia mudar, ser alguém diferente" Teve chances para isso, mas ele as despreza pois parece que Zana é dona de seus passos e desejos. Ela não criou e educou o caçula para o mundo, criou para viver embaixo de "suas asas" e isso tem um preço alto para Omar e até mesmo para a própria Zana.

Logo Omar se torna uma pessoa que não suporta ser desprezado, quer ser o centro das atenções sempre e quando não é o escolhido usa a ira para resolver a questão, tornando-se alguém violento. Yaqub, por ser mais reservando tem sua vida moldada pela sombra do irmão, alguém que não se manifesta, que não compartilha suas experiencias em família. Yaqub cresce e amadurece para o mundo. Sem o carinho e proteção materna, Yaqub por vezes se sente reprimido, traído pelo próprio irmão, que lhe rouba algo tão essencial como o amor de mãe. Halim por outro lado era o único personagem estável que buscava alternativas para acabar com o caos dentro de sua casa. Mesmo assim, ele também sofre com as consequências, pois o caçula parece ocupar até mesmo seu espaço como marido, o que o irrita, mas como pai luta para ficar ao lado da mulher independente do que ocorra entre os gêmeos.

Essa relação familiar tempestuosa, têm como testemunhas Domingas (índia e criada de Zana) e seu filho Nael que é na verdade mais uma vitima das atitudes de Omar. Halim como único ser equilibrado, toma a frente da situação, tentando sempre ver os dois lados da balança é por anos a base para Nael, que cresce vivenciando todos os conflitos e entendendo que mesmo não sendo reconhecido, faz parte tanto quanto todos os outros dessa família.

Algo que me surpreendeu foi a vingança de Yaqub, sempre calado arquitetou tudo contra Omar usando todos os contras de seu irmão ao seu favor. Isso mostra que apesar de aparentemente seguir adiante, a cicatriz que Omar lhe deu nunca havia de fato sido esquecida. Que a dor que sentia era maior que a dor física, estava alojada permanentemente em seu interior.

O contexto da história é relevante, e serve para reflexão sobre educação, respeito e orgulho nos tempos atuais. Apesar de ter gostando da história, acredito que criei expectativas que não foram atendidas no final da leitura. Terminou com um padrão que vinha sendo repetindo ao longo do livro. Ninguém foi capaz de unir os gêmeos, nem os pais, nem o amor, nem a vida, nem a morte, nem mesmo o tempo que ainda resta para ambos continuar a viver.

site: http://paraisodoslivros1.blogspot.com.br/2017/01/resenha-dois-irmaos-milton-hatoum.html
. 20/01/2017minha estante
Já que citaste a minissérie como motivação para leitura da obra, que porcentagem você daria a ela na fidelidade ao livro? Só uma curiosidade, pois ainda não li o livro.


Paraíso dos Livros 20/01/2017minha estante
Olá Rogério,
Diria que pela primeira vez assisto uma adaptação com tanta precisão de detalhes como "Dois Irmão". A emissora está sendo muito feliz em representar tão bem a intensidade das situações por vezes dolorosas do livro. Me emocionei muito com o episódio de ontem, não iriei dar spoilers aqui, mas a cena que Zana se desespera ao ver Halim de volta para casa está igual ao livro. Em uma visão geral acredito que a adaptação está 98% similar a obra do autor, sendo possível associar os gêmeos Yaqub e Omar, com a história de Caim e Abel algo que não tinha levado em consideração no livro. Tanto o livro como a minissérie são impactantes.


. 20/01/2017minha estante
Valeu! Estou acompanhando e gostando também. Li uma versão em HQ que, apesar do empenho, na questão emotiva não é tão explosiva como a minissérie reproduz ou o livro em questão. Quero ler o romance e se possível adquirir a minissérie também para meu acervo. É realmente uma das melhores adaptações.


Micky 20/01/2017minha estante
Ótima resenha, queria ser bom "resenhista" mas não sei ser kk. Parabéns.


Micky 20/01/2017minha estante
Também tenho interesse na obra.


Paraíso dos Livros 20/01/2017minha estante
Obrigada Micky :)


Micky 20/01/2017minha estante
;)




Eric "Julián" Silva 10/01/2017

Assim como Caim e Abel, Esaú e Jacó.
Caim e Abel. Esaú e Jacó. Quantas histórias de irmão que não se entendem e se odeiam nós conhecemos? Relacionamentos que foram atravessados pela discórdia, pelo ódio, pela inveja e pelo ciúme.
Coisas semelhantes aconteciam com os gêmeos Yaqub e Omar do livro Dois Irmãos. E por ser algo tão comum, escrever um livro sobre o assunto pode parecer, à primeira vista, mais um clichê. No entanto, o encanto e profusão de cenários tão atípicos na minha realidade, que fizeram tudo parecer ser tão distante quando na verdade é tão próximo, aliado à narração límpida e envolvente, tão cheia de brasilidade e em muitos momentos atravessada por poesia, e, por fim, tudo isso arrematado com personagens tão intensos, algumas vezes incríveis, em outras odiáveis, por vezes tão familiares, me enredaram na atmosfera morna dos trópicos e li todo o romance quase sem perceber. No fim, achei-o mais real, mais vivo e, por isso, distante do idealismo enfadonho de alguns dos antigos clássicos do Romantismo Regionalista. Por isso Dois Irmãos é o segundo livro da nossa campanha do #AnoDoBrasil. Venha conferir a resenha completa no blog: http://conhecertudoemais.blogspot.com.br/2017/01/dois-irmaos-milton-hatoum-resenha.html


site: http://conhecertudoemais.blogspot.com.br/2017/01/dois-irmaos-milton-hatoum-resenha.html
Jordana Martins(Jô) 10/01/2017minha estante
Estao exagerando na serie,mais o livro e otimo,gostei muito tambem


Eric "Julián" Silva 10/01/2017minha estante
Concordo, na série algumas cenas estão por demais dramáticas.


Bruno.Fernandes 12/01/2017minha estante
Mta purpurina na série da globo. O q mais está incomodando é o exagero dramático na atuação da Zana, chorando o tempo todo ao invés de mostrar sua força, personalidade e obsessão por Omar. Tb Halim não está sendo aprofundado na sua submissão e psicologia.


Eric "Julián" Silva 12/01/2017minha estante
Realmente, o que vem me incomodando mais é a atuação de alguns atores.




SilviaCris 14/02/2017

Quando você termina de ler um livro em apenas um dia, das duas uma: ou ele é curto ou muito bom. No caso de Dois Irmãos, ele é os dois. Que livro incrível! Super recomendo.
Julia.Martins 14/02/2017minha estante
Vc precisa ver a graphic novel desse livro. É a coisa mais linda.


SilviaCris 14/02/2017minha estante
agora eu quero ver até a série que globo fez kkkk


Julia.Martins 14/02/2017minha estante
Kkkkkkk




Bruno 07/10/2009

bonito, mas falta algo
Engraçado, apesar de eu não ter muitas ressalvas a fazer a este livro - a história é interessante, a narrativa é bem construída, os personagens são relativamente densos - fiquei com a sensação de q faltou algo. Me pareceu algo "bem feitinho", mas nada além disso. Talvez tenha sido eu q não consegui me envolver profundamente com a história, mas não consigo dizer q fiquei saciado com a leitura. A impressão q dá é q algo poderia ter sido mais bem desenvolvido pra q fosse mais tocante... realmente não sei o q houve, mas o fato é q acho um exagero o romance ter sido eleito o melhor dos últimos 15 anos por críticos literários.
Walter Moschen 27/01/2014minha estante
Exato, o alarde quanto à obra é um tanto exagerado.


Romulo 23/10/2014minha estante
O maior defeito deste livro na minha opinião é a ausência de diálogos. Quando existem, são muito pobres. Em diversos momentos me senti entediado com as descrições de encontros e conversas.
Porém, no geral, gostei da trama, apesar da ordem cronológica bagunçada, foi uma história boa, embora mal contada em certos pontos.




José 16/09/2017

Um dos maiores romances brasileiros
Que livro espetacular! Denso. Rude. Forte. Contundente. Lírico. Muito de Gênesis - de Esaú e Jacó (bem mais que de Caim e Abel). Muito de Pedro e Paulo (de Machado de Assis - do Esaú e Jacó dele). É ódio demais entre irmãos (Yaqub e Omar, gêmeos). É uma família desorientada no meio desse ódio infinito (libaneses no Amazonas do período que vai do começo do século passado ao final dos anos 60). É Manaus mudando no entorno disso (o Brasil que o Brasil não conhece...). É o Líbano ancestral envolvendo tudo (a referência a Biblos não pode ser acidental). É a luxúria no meio da selva (o texto é sensual em todos os capítulos; impressionante). É a pobreza no meio da farra (beber, cair, levantar, porque a vida não era fácil). É muita coisa em poucas páginas. Hatoum é o melhor escritor brasileiro vivo (disparado!). Sua Manaus lembra muito a Bahia de Jorge Amado (lembra; não é). Seus personagens são, todavia, mais complexos (leia-se: menos preto no branco; nem por isso os de Amado são menores). Livrão. Livrão. Livrão.
Lari 23/11/2017minha estante
Que olhar interessante você tem!


José 25/12/2017minha estante
Obrigado. O livro é ótimo. Uma das melhores leituras que fiz em 2017.




Taisa 03/01/2017

Por que somos o que somos? Como nossa individualidade é construída? Sem dúvida infinitas variáveis vão compor a nossa singularidade, o que nos difere do outro é as escolhas que fazemos. E a quem devemos culpar pelas escolhas? Os pais? Suas bagagens e criação? Talvez a culpa seja da química, uma pessoa faminta faria a mesma escolha quando alimentada? E apaixonada? E desesperada? Essa é a grande maravilha do ser humano, somos imprevisíveis, quando os dados são lançados tudo é possível.

"Só o tempo transforma nossos sentimentos em palavras mais verdadeiras..."

Milton Hatoum vai colocar uma lupa em cima desta e tantas outras questões. A ideia de gêmeos nos remete a igualdade, teoricamente é a mesma pessoa em dois indivíduos distintos, e no caso desses "dois irmãos" bota distinção nisso.

Há normalmente um ar competitivo natural entre irmãos, mas aqui isso é elevado a um outro nível. O DNA compartilhado não é suficiente para fazê-los se entenderem e como na vida real foi difícil distinguir exatamente onde foi que tudo começou a dar errado.

A narrativa é feita de modo não linear, a todo momento uma nova verdade é revelada e vivemos sempre no limite, a tensão dessa família desestruturada é tão palpável que mesmo já sabendo como vai terminar (uma vez que a primeira cena é a final) fica difícil se desprender emocionalmente e não querer saber como eles chegaram aquele ponto.

"´Louca para ser livre'. Palavras mortas. Ninguém se liberta só com palavras"

Omar ( O Caçula) é o imprevisível, impetuoso e bon vivant , mas era o silencio de Yaqub que me deixava inquieta. Enquanto o primeiro deixava claro suas loucuras o segundo era uma incógnita, durante toda a leitura ficava questionando todas as suas ações, eram verdadeiras? Qual dos dois era o vilão? Existe um vilão?

Ninguém é totalmente bom nem totalmente mau e apesar de obter a maioria das respostas que eu queria muita coisa ficou no ar para reflexões. Fica claro o quanto a família pode corromper um ao outro, pais tentam justificar ações injustificáveis de seus filhos, o limite entre proteção e a lição é muito tênue e dolorosa, cada uma vai cobrar seu preço.

Por outro lado somos indivíduos, pensantes, conscientes e já sabemos distinguir o certo do errado, podemos colocar a culpa nos pais, na crianção, na química, na biologia em que quisermos, mas a escolha vai ser sempre NOSSA. E novamente o preço vai ser cobrado.

Além de todo essa drama familiar o livros possui o pano de fundo de uma cultura manauara riquíssima, somos imersos em uma Manaus linda com suas cores, pessoas e sabores em uma época triste e conturbada que era a ditadura no Brasil.

Eu amei! É um livro muito visceral que tirou muito de mim mas me deu também, foi uma troca maravilhosa. Altamente recomendado, orgulho de ser nacional ❤.

"Alguns dos nossos desejos só se cumprem no outro, os pesadelos pertencem a nós mesmos."

site: leiturasdataisa.blogspot.com.br
sandra 03/01/2017minha estante
Ótima Resenha .


Taisa 03/01/2017minha estante
Obrigada Sandra.
;)




Tamires 13/01/2017

Dois Irmãos, de Milton Hatoum
Milton Hatoum é um escritor brasileiro, nascido em Manaus-AM em 1952, descendente de libaneses e considerado um dos maiores escritores brasileiros em atividade. Seus livros foram bastante premiados, com destaque para o romance Dois Irmãos, vencedor do prêmio Jabuti no ano de 2001 e traduzido para oito idiomas. Este romance foi adaptado em série pela TV Globo, sendo transmitida atualmente.

Dois Irmãos, conta a história dos gêmeos idênticos Yaqub e Omar, este último o Caçula. Os dois possuem personalidades bem diferentes e viverão em conflito por toda a vida, muito em razão da preferência que a mãe, Zana, tem pelo Caçula, nascido quase morto devido a complicações no parto.

A narrativa é feita por Nael, filho da empregada Domingas e de um dos gêmeos, e não é nada linear. O livro foi concebido como uma espécie de relato de memórias do personagem narrador, desta forma, à medida que ele lembra ou narra certos eventos, muitas vezes nos conta o que aconteceu no passado para explicar sua narrativa. Particularmente gostei muito desse estilo de escrita, pois o autor está sempre nos surpreendendo com alguma revelação sobre os personagens. A história começa com a morte de Zana, questionando se os filhos já fizeram as pazes, e o silêncio que antecede sua morte nos mostra que não.

O primeiro capítulo mostra a volta de Yaqub para o Brasil, depois de uma temporada no Líbano. Seu retorno, conclui-se, acontece no ano de 1945, ao final da Segunda Guerra Mundial, pela movimentação no porto do Rio de Janeiro, “apinhado de parentes de pracinhas e oficiais que regressavam da Itália”. Posteriormente vemos o episódio que é o estopim para a viagem do gêmeo mais velho, numa tentativa de evitar um conflito maior entre os irmãos: ambos estavam apaixonados pela mesma moça, Livia, e Omar, por ciúme, dá uma garrafada no irmão, cortando-lhe a face e deixando uma cicatriz no local. Em um primeiro momento, Halim, pai dos Gêmeos, tem a ideia de enviar os dois para o Líbano, mas Zana convence-o a enviar apenas Yaqub, pois não conseguiria separar-se de Omar.

“Aconteceu um ano antes da Segunda Guerra, quando os gêmeos completaram treze anos de idade. Halim queria mandar os dois para o sul do Líbano. Zana relutou, e conseguiu persuadir o marido a mandar apenas Yaqub. Durante anos Omar foi tratado como filho único, único menino.”

“O que mais preocupava Halim era a separação dos gêmeos, ‘porque nunca se sabe como vão reagir depois…’ Ele nunca deixou de pensar no reencontro dos filhos, no convívio após a longa separação.”

Zana tinha três filhos. Além de Yaqub e Omar, havia também Rânia. Mas Omar era o rei absoluto em seu coração. O amor dela por este filho rompia barreiras, beirava o incesto. Mimava-o e sempre o protegia como se ainda fosse aquele bebê acometido por uma pneumonia logo ao nascer. Mesmo ficando separada de Yaqub, não chegou nem perto de tratá-lo com o mesmo carinho que dispensava a Omar.

“O rosto de Zana se iluminou ao ouvir um assobio prolongado – uma senha, o sinal da chegada do outro filho. Era quase meia-noite quando o Caçula entrou na sala. Vestia calça branca de linho e camisa azul, manchada de suor no peito e nas axilas. Omar se dirigiu à mãe, abriu os braços para ela, como se fosse ele o filho ausente, e ela o recebeu com uma efusão que parecia contrariar a homenagem a Yaqub. Ficaram juntos, os braços dela enroscados no pescoço do Caçula, ambos entregues a uma cumplicidade que provocou ciúme em Yaqub e inquietação em Halim.”

Ela sempre achava uma maneira de justificar algum ato de Omar, colocando-o como um pobre indefeso, desprovido de capacidade para cuidar de si próprio. Yaqub apenas teve o apoio do pai e da empregada Domingas durante o tempo que viveu em Manaus.

“Não queria morrer vendo os gêmeos se odiarem como dois inimigos. Não era mãe de Caim e Abel. (…) Então que Yaqub refletisse, ele que era instruído, cheio de sabedoria. Ele que tinha realizado grandes feitos na vida. Que a perdoasse por tê-lo deixado viajar sozinho para o Líbano. Ela não deixou Omar ir embora, pensava que longe dela ele morreria.”

O centro da história, obviamente, são os conflitos entre os irmãos, mas há muito mais em Dois Irmãos, que também comprovam a qualidade desta história e do autor. Como exemplo, o cenário manauara que foi lindamente bem descrito; também a história de Domingas, a índia que foi adotada para servir como ajudante de Zana, mostrando a realidade de muitos indígenas que foram retirados de suas aldeias, tendo sua liberdade e cultura arrancados de si, escravizados e, no caso das mulheres, violentadas; vemos ainda o saudosismo dos imigrantes libaneses que vieram fazer a vida em uma terra tão distante e diferente como o Brasil; uma rápida menção de como era a vida no norte do país nos tempos da ditadura militar; e a mistura, a sedução e a falta de limites com os quais estamos acostumados nas relações familiares. Tudo isso o leitor verá em Dois Irmãos. É um orgulho ter um autor como Milton Hatoum em terras brasileiras e ainda em atividade. Eu e, acredito, os leitores brasileiros em geral, precisamos conhecer e prestigiar nossos autores, especialmente aqueles que estão vivos e em atividade.



“Naquela época, tentei, em vão, escrever outras linhas. Mas as palavras parecem esperar a morte e o esquecimento; permanecem soterradas, petrificadas, em estado latente, para depois, em lenta combustão, acenderem em nós o desejo de contar passagens que o tempo dissipou. E o tempo, que nos faz esquecer, também é cúmplice delas. Só o tempo transforma nossos sentimentos em palavras mais verdadeiras.”

site: http://www.tamiresdecarvalho.com/resenha-dois-irmaos-de-milton-hatoum/
Carolina 13/01/2017minha estante
Ótima resenha! Não sei se tenho mais nojo da Zana ou do Omar - isso a julgar pela série, pois no livro a relação de ambos deve ser muito mais exacerbada. Eu também acho que beira ao incesto, especialmente depois da reação da mãe no capítulo de ontem.


Tamires 16/01/2017minha estante
Obrigada, Carolina! Acho que comecei bem meu 2017, gostei bastante de "Dois Irmãos". Não estou acompanhando a série, infelizmente, pois no horário já estou no sétimo sono... Não sei se eles vão abordar um outro caso do livro, mas tem mais uma breve relação fora dos padrões familiares "aceitáveis" no enredo...




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Lari 23/11/2017minha estante
Não sabia que existia HQ desse livro. Bom saber?


Mauricio (Vespeiro) 24/11/2017minha estante
A HQ é um capricho! Se já leu o livro, invista na HQ que vai gostar!




Vinícius 11/08/2013

Certamente um dos melhores livros da literatura nacional contemporânea e talvez de todos os tempos. Da narrativa aos personagens, passando pela as ambientações e descrições do autor, este romance prende do começo ao fim. Mais do que a história de ódio entre dois irmãos gêmeos, é a história de como tudo vai ruindo aos poucos com o tempo. Excelente!
Dani 12/08/2013minha estante
Quero ler! Mas será que supera a história de Paola Bracho e Paulina Martins? :p


Dani 17/02/2014minha estante
hahaha bati o pé que não tinha comentado esta resenha ôoo memória :P




Lore Cris 26/04/2017

As estórias retratadas em Dois Irmãos são narradas por Nael, que ouviu a vida toda os segredos e desabafos daqueles que convivem com ele, assim como, observa muito tudo o que se passa ao seu redor.
A trama principal do livro gira em torno do grande conflito que existe entre os dois irmãos gêmeos Yaqub e Omar. O "caçula", como é chamado pelos pais, Omar, é aquele típico filho mimado, sem rédeas, enquanto o mais velho é completamente diferente: calado, bem sucedido, centrado.

É interessante como cada detalhe da vida de um personagem influencia no desvendar de detalhes do comportamento do outro. Como por exemplo: quem seria o pai de Nael e por que ele é tão querido por Ralim (o pai dos gêmeos).
A briga entre Omar e Yaqub toma proporções exacerbadas no decorrer do livro e eu estava digerindo a leitura, quando me veio o questionamento: o afastamento dos irmãos teria sido por causa do temperamento completamente distinto de ambos ou Zana (a mãe) teria sido a grande responsável ao escolher um "preferido" desde sempre, meio que "excluindo" o outro?!

Eu me apeguei bastante à Domingas, a índia que trabalha como empregada da família, mãe de Nael. Ela sofreu tanto, guarda tantas marcas da infância interrompida, mas se mantém sempre fiel à família que a "acolheu". Pra mim, o final do livro ficou meio vago, de início, mas depois vi que não tinha como ser diferente. Foi surpreendente a reviravolta que aconteceu entre Omar e Yaqub, mas eu queria saber mais detalhes sobre tanta coisa...
Debora.Goncalves 26/04/2017minha estante
Amei a história


Lore Cris 28/04/2017minha estante
Também, Deby




Cris 13/05/2013

Para a genialidade
Encantadora a maneira como a história é contada neste livro. A ideia de inconstância da memória dá um ar mais real, mais próximo do que, de fato, acontece no dia a dia. Memórias de anos atrás que aparecem agora, dispersas, ao vento, criando, de alguma forma, uma história que se conecta aos sentimentos. E é o que se vê, ha todo instante de leitura: a conexão entre as lembranças e a emoção trazida por ela.
Abaixo, alguns trechos que remetem à esse sentimento preso nas ideias.

P. 67 "'Louca para ser livre.' Palavras mortas. Ninguém se liberta só com palavras. Ela ficou aqui na casa, sonhando com uma liberdade sempre adiada. Um dia, eu lhe disse: Ao diabo com os sonhos: ou a gente age, ou a morte de repente nos cutuca, e não há sonho na morte. Todos os sonhos estão aqui, eu dizia, e ela me olhava, cheia de palavras guardadas, ansiosa por falar."

P. 132 "Quando Halim se deu conta, já não vendia quase nada do que sempre vendera: redes, malhadeiras, caixas de fósforo, terçados, tabacos de corda, iscas para corricar, lanternas e lamparinas. Assim, ele se distanciava das pessoas do interior, que antes viam à sua porta, entravam na loja, compravam, trocavam ou simplesmente proseavam, o que para Halim dava quase no mesmo."

P. 195 "Fiquei observando Yakub, o seu semblante agora bem menos exasperado, o corpo ereto, todo ele recomposto. Lembrei-me da ultima vez que o tinha visto em casa, dos nossos passeios, e senti medo da distância, do longo tempo que havia passado sem vê-lo: o tempo faz uma pessoa se tornar humilde, cínica ou cética. Pensei que ele fosse se tornar mais arrogante, dono de muitas verdades e certezas, senão de todas. Lembrei-me das palavras de minha mãe: 'Logo que ele chegou do Líbano, vinha conversar comigo. Só ele entrava no meu quarto, só ele dizia que queria ouvir minha história... Ele só era calado com os outros'.

P. 244 "Naquela época, tentei, em vão, escrever outras linhas. Mas as palavras parecem esperar a morte e o esquecimento; Permanecem soterradas, petrificadas, em estado latente, para depois, em lenta combustão, acenderem em nós o desejo de contar passagens que o tempo dissipou. E o tempo, que nos faz esquecer, também é cúmplice delas. Só o tempo transforma nossos sentimentos em palavras mais verdadeiras, disse Halim durante uma conversa, quando usou muito o lenço para enxugar o suor do calor e da raiva ao ver a esposa enredada ao filho caçula."

P. 264 "O que Halim havia desejado com tanto ardor, os dois irmãos realizaram: nenhum teve filhos. Alguns dos nossos desejos só se cumprem no outro, os pesadelos pertencem a nós mesmos."

P. 265 "O toró que cobria Manaus, trégua na quentura do equador, me aliviava. Frutas e folhas boiavam nas poças que cercavam a porta do meu quarto. Nos fundos, o capim crescera, e a cerca de pau podre, cheia de buracos, não era mais uma fronteira com o cortiço. Desde a partida de Zana eu havia deixado ao furor do sol e da chuva o pouco que restara das árvores e trepadeiras. Zelar por essa natureza significava uma submissão ao passado, a um tempo que morria dentro de mim."
Paulinho 17/05/2013minha estante
Adorei sua resenha, Lane. Fico Contente que tenha gostado do livro. Em breve discutiremos.




Jeane 04/12/2008

O que achei interessante no livro
Só descobri o nome do filho da empregada praticamente no final do livro. É uma leitura tão envolvente que esse “detalhe” tinha passado despercebido. Além disso, o livro não possui uma ordem cronológica, as lembranças vêm e vão, como em uma conversa informal, uma estória puxando a outra. Considero que o relacionamento incestuoso foi tratado de forma natural e leve, sem a intenção de chocar ou causar repulsa ao leitor.
Luiz 21/02/2014minha estante
Isso de nos tocarmos de que o narrador não tem um nome só na parte final do livro faz com que a gente se sinta um pouco na pele dele na busca pela própria identidade. Adorei e percebi bem esse detalhe depois de ter lido sua sua resenha :)




Julinha 19/05/2009

Me surpreendi ao ler esse livro após ouvir tantas críticas positivas sobre o autor manauara. Achei o enredo fraco e o estilo do escritor bem normalzinho. A história, que gira em torno de dois irmãos gêmeos que se odeiam, se passa quase que por inteira sem haver o encontro entre eles, o que dá impressão de que alguma coisa falta. Além disso a eterna preferência e subordinação da família às vontades do filho vagabundo irritam. Não recomendo.
Marcus.Vinicius 20/12/2016minha estante
Concordo em gênero, número e grau e não entendi tanto alarde para obra tão rasa. Me parece que o livro tem tudo a ver com o autor, já que o mesmo, num debate sobre a obra na universidade que eu estudava, fugia das questões propostas pelos alunos. Ele não se dava ao trabalho de responder quando o questionavam e na maioria das vezes simplesmente ignorava as perguntas.




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