Dois irmãos

Dois irmãos Milton Hatoum




Resenhas - Dois Irmãos


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Ildo 28/05/2011

perturbador
a prosa do Hatoum é superior, atraente. a história parece autobiográfico, em que pese o quanto ele consegue trazer pro livro ( e pro leitor ) a sensação de angústia da relação entre irmãos gêmeos ou não, que às vezes acontece...ou com frequencia acontece.recomendo!
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iagooliveira19 22/10/2017

Dois Irmãos
A família é como um frágil dente de leão, uma flor que em contato com o vento desintegra-se, seus frágeis filetes flutuam em direções opostas desintegrando a constituição da beleza da flor.
Breve comentário sobre esse livro que me causou uma sensação de arrebatamento!
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Adriana 07/03/2018

Profundo e intenso
Na verdade foi uma releitura, mas vale a pena, pois a escrita é muito boa!
Os curumins, mini empregados...
Enfoca a tradicional disputa entre irmãos, mas não tem como não se envolver com a narrativa.
"Os filhos haviam se intrometido na vida do pai. Mas não é sempre assim? Roubaram-lhe a serenidade e o humor".
A leitura flui através de questões graves e profundas, como assédio, incesto.
Interessante o ir e vir do tempo, das passagens.
Gosto do jeito como aborda a imigração libanesa, eu mesma tenho ascendência libanesa, e tb a ditadura, sutilmente.
Enfim, é uma leitura obrigatória!
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Ferreirinha 24/09/2016

Escrita sensacional
Esse livro foi uma incrível viagem no tempo e nas relações. As viradas da história, a dúvida de que lado ficar, tudo isso segue até a última frase do livro. Uma leitura fluida, sem floreios mas ao mesmo tempo com um nível de detalhes que te faz embarcar para a Manaus da década de 40. Recomendadíssimo!!!!
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wesley.moreiradeandrade 11/01/2017

Omar e Yaqub já entraram para a lista de personagens marcantes da literatura brasileira, assim como o segundo romance de Milton Hatoum já vigora entre os melhores trabalhos já publicados nas duas últimas décadas. O impacto de Dois Irmãos no meio literário serviu, antes, para reafirmar o talento de Hatoum (que vinha de uma estreia celebrada com Relato de Um Certo Oriente) e acrescentar o olhar sobre um lugar pouco retratado nas letras brasileiras que é a região amazônica. Hatoum retoma o contexto da imigração libanesa para contar a estória de ódio entre dois irmãos gêmeos e o esfacelamento da família deles por conta deste conflito.
Yaqub é um sujeito quieto, reservado, que retorna do Líbano após passar alguns anos a pedido da mãe, para evitar brigas com o irmão com quem disputava a atenção amorosa de uma vizinha. Omar, o Caçula, alcunha recebida por ter sido o último a nascer, teve problemas de saúde após o parto e, por este motivo, é superprotegido pela mãe Zana, que passa a mão em sua cabeça e nutre um amor obsessivo por ele (ao ponto de interferir em suas escolhas amorosas, enxergando-as como ameaças), adulando-o e encobrindo as confusões em que ele se mete. Beberrão, namorador, boêmio, Omar é o oposto de Yaqub que foca nos estudos e almeja o sucesso como que para provar a si mesmo e ao mundo (sua família, na verdade) que superaria o estereótipo de imigrante e, claro, o perfil infantil e dependente do irmão. Ainda temos o pai, Halim, que vê-se posto de lado na preferência da esposa quando as atenções dela sempre se voltam para o filho preferido.
O ocaso da família é vista sob o ponto de vista de Nael, o filho da empregada (e confidente de Halim) que ao mesmo tempo em que é testemunha de todos os conflitos que chacoalham a rotina da casa (ou na verdade mantém esta rotina turbulenta) tenta encontrar em um dos gêmeos a figura do pai, é a busca de um passado e a procura por uma ligação, mesmo que frouxa, de um laço familiar maior do que a mãe permitia (através do silêncio a respeito de quem seria responsável pela sua paternidade). Sabemos o incômodo dele ser o filho da empregada, agregada à família quando jovem, e que como tal também é tratado.
A curiosidade por Dois Irmãos se dá também na maneira como o escritor explora a paisagem amazonense e as transformações que ela vem passando ao longo do tempo (do pós guerra à ditadura militar), influindo no comércio e nas relações dos moradores que ali vivem. O livro tem este aspecto úmido, aquoso, que o próprio local onde se passa a narrativa possui, sem resvalar no simples exotismo. A linguagem também explora com sutilezas a relação entre os familiares que exala sensualidade e sexualidade, assemelhando-se, deste modo, com a obra-prima de Lucio Cardoso, Crônica da Casa Assassinada, opondo-se a este apenas em sua concisão e na abordagem pouco passional, esta passionalidade incestuosa fica subentendida, apesar da tragédia circundar ambas as tramas em proporções diferentes. A tristeza e o clima decadente dão o tom da narrativa e transformam este Dois Irmãos em uma obra melancólica e, por isto mesmo, belíssima.


site: https://escritoswesleymoreira.blogspot.com.br/2015/07/na-estante-42-dois-irmaos-milton-hatoum.html
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Otávio 14/06/2017

AMOR, ÓDIO, INVEJA E VINGANÇA
Dois irmãos, livro de Milton Hatoum, acontece em Manaus e narra a história de uma família que veio do Líbano. A história se dá principalmente em volta de dois irmãos gêmeos Yaqub e Omar, que possuem um relacionamento cheio de ódio, inveja, disputa. Um mimado pela mãe, outro separado da família desde novo e com uma ambição de crescer, de se torna alguém de valor. A história é muito boa, narrada por outra pessoa, que descobriremos no decorrer do livro. Conflitos, briga, ciúmes, amor, mimos e muito mais, vale a pena ler, para conhecer mais da cultura brasileira e dar valor ao que é nosso, uma leitura fácil que se desenrola facilmente.
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Danielle 05/01/2017

Mais que recomendado
Livro 1 de 2017 - Dois Irmãos - Milton Hatoum Companhia das Letras

Primeiríssima leitura do ano, abrindo com chave do ouro com uma deliciosa literatura nacional. Um livro que pretendia ler faz tempo e aproveitei a deixa do seriado que vai começar dia 09/01 na rede globo para ler já que gosto de ver adaptações de livros. Uma viagem a Manaus que se passa desde a segunda guerra e ainda passa pela ditadurânio militar explorando a vida de uma família de imigrantes Libaneses. Personagens que irão fazer você julgar e odiar muitas vezes. Ódio entre irmãos gêmeos, uma mãe que não é capaz de amar os filhos igualmente, traições e mentiras. Não posso deixar de mencionar que a escrítica do autor é deliciosa, capaz de fazer você ficar lendo por horas.
Recomendo muito a leitura.

Classificação: 5 estrelas e favoritado
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Raquel 10/11/2018

O retrato de uma família completamente disfuncional
A história da família é narrada por um terceiro, o qual através dos relatos de Halim, da empregada Domingas e por meio da própria observação, enquanto cresce próximo a essas pessoas, junta os fios dessa trama.

Halim é obcecado por Zana, não dá atenção nenhuma aos filhos, os vê como intrusos em sua vida amorosa. Zana é autoritária e tem preferência explícita por um dos gêmeos (Homar), tornando-se alheia às necessidades do marido, do outro filho (Yaqub) e da filha caçula (Rania). Homar e Yaqub desenvolvem personalidades totalmente diferentes e também uma rivalidade interminável.

A cidade de Manaus nos é apresentada através dos passeios por diversos bairros, pela zona portuária e passeios de barco, e também por meio da culinária. Assim como retrata os impactos trazidos pela industrialização do Sul do país e pela criação da nova capital do Brasil.

A história trás também a questão das relações de trabalho na época, por meio da personagem domingas, que descende de um povoado ribeirinho e serve a família em troca de abrigo e comida.

Bem, cabe uma reflexão acerca das relações pessoais desenvolvidas nessa história, que nos mostra as consequências do excesso e da falta de amor e atenção, e também da importância dos pais na formação do caráter dos filhos.

É um livro excelente!!! Recomendo!!
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