Dois irmãos

Dois irmãos Milton Hatoum




Resenhas - Dois Irmãos


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Babi.Dias 23/08/2019

FODA!
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Andrew 08/09/2011

Resenha: Dois Irmãos
Por Andrew M. M. Santiago

O livro Dois Irmãos (Companhia das Letras; 200 páginas; 22,50 reais), do escritor amazonense Milton Hatoum, conta a história de Yaqub e Omar, dois irmãos gêmeos de origem libanesa que se odeiam e vivem em meio a constantes conflitos. Gêmeos que apesar de idênticos fisicamente, são totalmente diferentes psicologicamente. Yaqub é frio, vingativo, estudioso, determinado a conseguir tudo o que quer, futuro engenheiro. Omar é boêmio, mulherengo, acomodado, preguiçoso, sem perspectivas de sucesso.

Com um texto bem tramado, mantendo clara intertextualidade com o livro Esaú e Jacó, de Machado de Assis, e com a história bíblica de Caim e Abel, Hatoum também discorre sobre outros temas cruciais para compreendermos todo o teor da obra ambientada na cidade de Manaus.

Narrado em primeira pessoa por um personagem deslocado, desencontrado, que mais tarde se revela filho de um dos irmãos com a empregada da casa, Dois Irmãos também é o relato a respeito de uma família desunida, de um lar desestruturado, fadado ao caos e à ruína, como a própria epígrafe da narrativa já anunciava através de alguns versos do poeta Carlos Drummond de Andrade:

A casa foi vendida com todas as lembranças
todos os móveis todos os pesadelos
todos os pecados cometidos ou em vias de cometer
a casa foi vendida com seu bater de portas
com seu vento encanado sua vista do mundo
Seus imponderáveis [...]

Pai omisso diante dos problemas. Mãe que privilegia um filho em detrimento do outro. Irmã que vê em seus irmãos a materialização do homem ideal para sua vida. Emparedamentos existenciais, análises sociais e a presença do diálogo entre o regionalismo e a cultura estrangeira. Essas são algumas das problemáticas e situações que rodeiam a obra e prendem a atenção do leitor do princípio ao fim, sempre numa linguagem simples, porém culta, típica do escritor Milton Hatoum.
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LG 05/01/2019

Delicado para falar de uma família, numa região pouco explorada no imaginário do Brasil. A historia traz o conflito dos dois irmaos, Omar e Yaqub, que afeta toda a familia.

Ressalto aqui estranhesa que e ler sobre a região amazônica e em especial Manaus e seu crescimento.
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Sammi 21/01/2018

Uma grata surpresa
Com uma narrativa envolvente Milton Hatoum, nos conta em romance a estória de uma familia, ora dividida entre irmãos gêmeos.
Os personagens são bens construídos e nos fazem torcer por eles.

Ao que me parece este livro deu origem a uma mini série na tv globo.
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Paty 20/07/2013

Há livros que entram em nossa vida e nos trazem tanta coisa e nos diz tanto que ao tentar falar sobre ele tudo foge, mas não por falta de palavras, ao contrário, por haver muito o que dizer em tão pouco espaço. esse é o caso de Dois Irmãos, do brasileiro Milton Hatoum, que ganhei de presente de aniversário da minha irmã Bia.

A escrita do Hatoum me pegou de jeito, e enlaçou-me de forma a nunca mais me soltar! Ele tem uma escrita densa, de linguagem que não é poética mas transpira poesia em imagens e entrelinhas; é extremamente envolvente e nos faz mergulhar no prazer de uma literatura de primeira, daquelas que a gente lê e fica com medo de ler qualquer coisa depois, já que o risco de se decepcionar com o próximo lido é grande!

O romance é um intricado labirinto de acontecimentos e emoções!Tem como base, como o próprio título já diz, a história de dois irmãos gêmeos, Yaqub e Omar, pertencentes a uma família de origem libanesa que vive na Manaus do início do século XX. Eles são extremamente opostos e desde a infância desenvolvem uma rivalidade que culmina num ódio violento e que, para tristeza de toda a família, atinge à todos.

O enredo é cíclico, e o autor costura, alinhava muito bem o tempo real e as reminiscências do narrador, cujo nome descobriremos ao final do romance, bem como o que vai sendo revelado e encoberto pela trama. O ponto de partida para a história, que logo de início nos fala da morte da de Zana, a matriarca da família, se dá efetivamente com a narração da vida e da história de amor entre Halim, um mascate libanês, que se apaixona por Zana, filha de outro libanês, dono de um restaurante. Uma história de amor intensa, fogosa e que não tinha muito de reservado.

Vi Halim e Zana de pernas para o ar, entregues a lambidas e beijos danados, cenas que eu via quando tinha dez, onze anos e que me divertiam e me assustavam, porque Halim soltava urros e gaitadas, e ela, Zana, com aquela cara de santa no café da manhã, era uma diaba na cama, um vulcão erotizado até o dedo mindinho.


Dessa união nascem, à contragosto de Halim, que não tinha a menor vontade de dividir o amor de sua mulher com ninguém, os gêmeos Yakub e Omar (o caçula, por ter nascido por último) e Rânia. depois que os filhos nascem, Halim se sente cada vez mais deixado de lado por Zana, pois está devota um amor quase obsessivo pelos filhos, principalmente por Omar, o caçula, por sua "frágil saúde". Já na infância ocorrem os primeiros conflitos entre os irmãos, e por volta dos 13 anos de idade a pior das brigas será provocada por um amor em comum. Omar, enciumado por sentir-se preterido, acaba atingindo o rosto de Yaqub com uma garrafa quebrada, deixando uma cicatriz que marcaria, para sempre, o ódio entre os irmãos.

Leia mais em

site: http://almadomeusonho.blogspot.com.br/2013/07/resenha-dois-irmaos-milton-hatoum.html
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Rafael 28/06/2009

Tenho a honra de ter uma cópia de DOIS IRMÃOS autografada pelo próprio Milton Hatoun, que foi até a universidade onde eu estudava dar uma palestra para os estudantes de Letras que o estudavam na disciplina Literatura Amazônica na ocasião. Uma pessoa simples, simpática, que fala bem e de forma clara o tempo todo.
O livro é como ele, a história dos gêmeos Yaqub e Omar fascina, encanta e nos faz sofrer e chorar junto com eles. Muito bom! Altamente recomendável
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araujo 08/01/2017

Bom livro, bom escritor, boa história
Gostei do livro, como disse no título desta resenha, é um bom livro, com uma história interessante, mas tem alguns aspectos que fazem com que eu não o coloque entre meus favoritos. Primeiro os personagens são muitos simplistas. Quem é mau é mau sempre, quem é bom, o será até o final. Não existem nuances. Alguns diálogos soam um tanto artificiais, por serem literários demais. É um livro de fácil leitura, mas que não surpreende o leitor. No compto geral, é um livro que vale a pena ler, mas não é um livro inesquecível, pelo menos para mim. Como vemos, se presta bem para filme e série de TV, pois não vaii exigir muito do leitor.
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Ozimar Júnior 14/01/2009

DOIS IRMÃOS – MILTON HATOUM
Por Ozimar Alves Cunha (Júnior)



Quem conhece A crônica da casa assinada de Lúcio Cardoso poderá sentir certa semelhança ao ler Dois irmãos. Reservadas as devidas proporções, os dois romances se aproximam ao narrarem a trajetória de uma família que se degenera juntamente com uma realidade que descamba para o seu cadafalso. Hatoum consegue descrever uma família manauara desde a sua formação até o seu desenlace final  ou quase final.

Zana e Halim são os patriarcas desta família. Halim é dominado pelo hedonismo e pelo comércio. Já Zana funcionará como ponto de flexão entre os personagens centrais, sempre divida entre o amor devotado a Halim e ao seu filho Omar. Yaqub e Omar são gêmeos, mas Omar é o caçula e devido à fragilidade da infância leva Zana cobri-lo de mimos.

O grande mote de Dois irmãos, como o título pode sugerir, é o conflito entre os dois gêmeos. Nem o nascimento de mais uma irmã: Rânia, nem a presença contínua de Domingas, espécie de filha adotiva ou criada de Zana conseguirá neutralizar as disputas entre os dois irmãos antípodas. O romance se desenrolará entre as disputas contínuas entre os dois: A paixão por uma mulher entre os dois irmãos que levará Omar a ferir o irmão no rosto. Yakup é quem sofre o castigo e é enviado para uma aldeia no Líbano. Existe ainda o conflito entre as personalidades dos dois: Yaqub se tornará bacharel, enquanto o caçula Omar levará a farra e os calotes as últimas conseqüências. Rânia terá o papel de hiato dentro da história, decidida ao não se casar, ela cultua a imagem mitificada de um homem  meio Omar, meio Yaqub  que a tornará uma solteirona. Dominga dará a luz ao filho Nael  nome também do pai de Halim. Nael é o narrador de Dois irmãos que faz da narrativa um expurgo na tentativa de descobrir quem seria o seu pai  Yaqub ou Omar?

O narrador Nael conduzirá a história até o seu desfecho, sempre pontuando a devoção de Zana e Rânia pelo caçula. O isolamento de Yaqub em São Paulo com sua esposa (a dita mulher fruto da desavença entre os gêmeos na infância) e o sofrimento de Domingas e seu filho como coadjuvantes desta história que se passa numa Manaus em desenvolvimento e em pleno regime militar.

Dois irmãos foi eleito o melhor romance brasileiro escrito nos últimos quinze anos e já foi publicado nos Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, Holanda, França, Portugal, França, Itália, Espanha, Líbano e Grécia.



TRECHO:

“Lembrava - ainda me lembro - dos poucos momentos em que eu e Yaqub estivemos juntos, da presença dele no meu quarto, quando adoeci. Mas bem antes de sua morte, há uns cinco ou seis anos, a vontade de me distanciar dos dois irmãos foi muito mais forte do que essas lembranças.

A loucura da paixão de Omar, suas atitudes desmesuradas contra tudo e todos neste mundo não foram menos danosas do que os projetos de Yaqub: o perigo e a sordidez de sua ambição calculada. Meus sentimentos de perda pertencem aos mortos. Halim, minha mãe. Hoje, penso: sou e não sou filho de Yaqub, e talvez ele tenha compartilhado comigo essa dúvida. O que Halim havia desejado com tanto ardor, os dois irmãos realizaram: nenhum teve filhos. Alguns dos nossos desejos só se cumprem no outro, os pesadelos pertencem a nós mesmos.”

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Luiz 21/02/2014

Esaú e Jacó manauaras
Montando fragmentos do passado, o narrador ao mesmo tempo em que busca sua própria paternidade entre os gêmeos Yaqub e Omar, narra seus conflitos no seio de uma família de imigrantes libaneses em Manaus, onde a decadência e ruína do espaço da narrativa reflete-se nas próprias relações familiares.

Uma original e ótima "releitura" do conflito bíblico de Esaú e Jacó, também já feita por Machado de Assis, mas, desta vez, no coração da Amazônia no meio do século XX.
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Rafaela 20/02/2016

A historia é sobre dois irmaos gemeos Yaqub e Omar e como esta relaçao cheia de rivalidade e inveja vai transformando sua familia. Omar, o Caçula foi um bebê doente e sua mae dedicou tanta atençao e carinho so para ele, que cresce com a necessidade de ser sempre o foco da familia, dos vizinhos jogando uma sombra no irmao.
Yaqub é enviado sozinho para o Libano e quando retorna seus pais tem esperança em uma reconciliação mas no decorrer do livro fica claro que é quase impossivel. O livro é narrado por um personagem que esta a margem dessa familia, é incrivel suas observaçoes, como ele vai crescendo com o passar dos anos e vai dando pistas de como a relação dessas pessoas é estranha, doentia mesmo.
A historia se passa em Manaus e a escrita do autor chega a ser musical quando ele descreve a cidade, os cheiros e as pessoas. Os personagens sao complexos, vão se revelando aos poucos e mesmo os secundarios como a empregada Domingas recebe pinceladas proprias, Milton Hatoum é um grande escritor.
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Márcio Tigre 27/11/2009

Uma história sobre o ódio.
Impressionante como o ódio desestrutura essa familia, muito bom o livro, ambientado em Manaus, bastante triste, mas com muitas lições.

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Claudia Sanzone 11/06/2009

Resumo da obra (os quatro primeiros livros) do escritor está em:
http://clausanzoner.blogspot.com/2009/05/milton-hatoum-em-desordem-cronologica.html
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Manuella 01/11/2013

O ódio que o tempo não dissolve
DOIS IRMÃOS – Milton Hatoum – Companhia das Letras, 2007.

Vencedor do prêmio Jabuti, o livro conta a história de dois irmãos gêmeos que se reencontram após cinco anos. Há uma ruptura entre eles e um mal estar familiar prestes a ser revelado.
A narrativa em primeira pessoa deixa o leitor curioso para saber quem está contando a história da família libanesa que vive em Manaus. Com avanços e recuos do tempo, sem seguir uma ordem cronológica dos fatos, o narrador vai lembrando de situações conflituosas vividas na família, que tem como ponto dramático o desentendimento entre os gêmeos Omar e Yaqub. Há também a relação incestuosa da irmã Rânia com os irmãos, a preferência da mãe por Omar e o ciúme que o pai, Halim, tem da esposa Zana. Nesse emaranhado de emoções estão inseridos a empregada índia Domingas e seu filho, cujo nome só saberemos no final. Ele narra a história.
À medida que relembra tudo que viveu junto à família, o narrador parece buscar respostas para seu drama pessoal: saber quem é seu pai. Domingas nunca lhe contou e, ao longo do livro, vamos conhecendo cada personagem e a influência que exercem sobre o narrador. Com Halim, o patriarca, tem uma relação de proximidade e afeto, sendo seu confidente. E nutre uma paixão por Rânia, a irmã que nunca casou e tomou a frente do comércio da família. Halim conta sobre seu grande amor pela mãe dos gêmeos, Zana, e de como os filhos lhes roubaram os momentos íntimos e intensos.
Se por um lado o ressentido gêmeo Yaqub avança nos estudos e cresce profissionalmente, fazendo carreira como engenheiro e casando com o amor de infância de ambos, Omar é o gêmeo irresponsável e mulherengo, vive de farras e é protegido pelo cuidado obsessivo de Zana.
Ao reunir as lembranças do que observou na convivência com a família, o narrador tenta costurar a sua vida com os pedacinhos que lhe sobraram. Sua mãe trabalhou até o fim na grande casa dos imigrantes libaneses e a ele restou um quarto nos fundos.
Gostei muito do narrador, sua mãe e Halim, personagens carismáticos e suaves. Zana é a matriarca que rege a família com sua força e vai decidindo a vida dos filhos. Senti mesmo raiva de Omar e sua vida desregrada, sua agressividade e despeito.
O autor traz uma importante reflexão sobre o ódio que permanece, que a distância e o tempo não podem dissolver. Mágoas que vão se sobrepondo na história dessa família que vê o infortúnio chegar e levar Halim, Zana e Domingas. E com as sobras os irmãos carregam seus erros e dores, desconstruindo sonhos e inquietando o leitor, que os vê despidos de suas defesas. Humanos demais.
Com belos trechos da obra, termino o livro com lágrimas nos olhos. Linda e comovente leitura, profunda e sensível, tão real e próxima que chega a doer.
'Alguns dos nossos desejos só se cumprem no outro, os pesadelos pertencem a nós mesmos.' (p. 264).
'Naquela época tentei, em vão, escrever outras linhas. Mas as palavras parecem esperar a morte e o esquecimento; permanecem soterradas, petrificadas, em estado latente, para depois, em lenta combustão, acenderem em nós o desejo de contar passagens que o tempo dissipou. E o tempo, que nos faz esquecer, também é cúmplice delas. Só o tempo transforma nossos sentimentos em palavras mais verdadeiras.' (p. 244)
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